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sexta-feira, 6 de março de 2015

Kabaddi - que esporte é esse?


O Kabaddi foi inventado pelos místicos indianos que combinaram yoga com exercícios rigorosos. O esporte faz um incrível sucesso no interior da Índia, e também no Paquistão, atraindo grandes multidões que deliram a cada sucessão de tapas.

Há referências ao kabaddi em antigas escrituras indianas e budistas e apesar da passagem do tempo, ele praticamente  não mudou. E já fez parte das Olimpíadas, Berlin em 1936, como esporte de demonstração.

Quer saber mais? clique aqui

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

O nocaute do ano

Na última semana, a cena de um nocaute digno de cinema - ou de videogame - viralizou e foi vista por milhões de pessoas internet afora. As imagens de uma luta de muay thai mostraram um baixinho derrotando um rival bem mais alto com um chute giratório avassalador. O autor do golpe foi Jonathan Tuhu, que, desde que o vídeo passou a ser compartilhado, não para de receber mensagens o parabenizando nas redes sociais. Uma nova realidade para o simples lutador nascido na Papua Nova Guiné, que forjou seus movimentos no meio de uma floresta, chutando bananeiras.


Ao explicar o nocaute, Tuhu aparenta estar falando de uma situação comum e não faz escarcéu. "É algo natural para mim", garante. "Esse chute pode ser chamado de spiral kick ou spinning head kick [algo como chute em espiral ou chute na cabeça giratório] e o treinei muitas vezes. Ninguém me ensinou a fazer, é algo natural soltar esse tipo de chute."



Na hora da luta, realizada em Newcastle (Austrália) o papua - é assim que se chama quem nasce em Papua Nova Guiné - afirma que se aproveitou do desgaste do seu rival e, mesmo com a grande diferença de altura entre eles, conseguiu executar o golpe com perfeição.

"Eu vi meu oponente ficar sem ar e ele deixou sua guarda baixar. Naquele momento, eu joguei o chute rodado em sua cabeça e deu certo", narra ele.
O detalhe é que não havia academias ou centros de treinamento de fato. As condições eram improvisadas. E, para ter certa privacidade, já que não gostava de ser observado, ele se enfurnava em um local inabitado, silencioso, privado. "Eu costumava ir para um lugar numa floresta, um lugar 'secreto', onde não há ninguém, e desenvolvia minhas artes marciais lá. Comecei a socar e chutar bananeiras para evoluir, e também assistia a muitos filmes do Bruce Lee e do Jean-Claude Van Damme. Aprendi muito com eles", conta o papua.


Jonathan se mudou para uma cidade em 2004 e passou a ampliar seu repertório, treinando kickboxing e caratê. Adotado por uma família, teve um porto seguro para poder treinar e lutar, e iniciou sua jornada profissional, viajando e disputando torneios pelo mundo. Foi só o nocaute aplicado neste mês, que enfim os olhos se voltaram a ele.


"Cara, ninguém me deu suporte do começo até agora. Eu batalhei e derramei grandes lágrimas depois de dez anos nas artes marciais e só agora posso ver o que é comer e dormir para treinar. É uma honra", comemora o lutador, que promete voos mais altos. 

"Eu amo MMA. Ainda vou lutar MMA e chegar ao UFC!".

Fontes Texto e imagens do Esporte UOL e Vídeo, do Whatsapp

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Grandes Nomes (1) - Pelé





Futebol,
Grandes Nomes


(1) Pelé



* O Começo: Pelé não nasceu, Pelé foi composto. Deus fez Pelé e jogou a forma fora (sabe-se que do lixo Satanás recuperou a forma e usou posteriormente para criação do Maradona).

(Pelé luta pelado contra Darth Vader
dentro de uma mina de carvão na África à noite.)

(Pelé em um momento duvidoso, epa, descontraído)


(Pelé fazendo pontinhos com sua assinatura)
* O nome: Quando a mãe do rei estava prenhe tentou registrar seu filho antes de nascer, o nome escolhido era Edson (em homenagem ao Edson Cordeiro ao qual ela era fã), mas o carinha do cartório não permitiu. Após o rebento ter dado as caras, lá foi ela de novo ao cartório:
- Seu Clarisbadeu (esse era o nome do renegado), ói eu de volta;
- Vamu lá, o nome é Edson, né não?
- Não, Edson "Era Antes" do Nascimento? o nome vai ser Pelé.

Porém, nos idos de 1845 quando Pelé começou a jogar, o escrevente da então CBD, além achou que Pelé somente, sem sobrenome era anotação da cútis (a "pele") do jogador e copiou erroneamente a frase proferida por sua mãe como o nome dele. Felizmente o destino se encarregou de fazer justiça e colocar na posteridade o nome correto do jogador e por tudo isso, Pelé se refere "ao Edson" como se fosse outra pessoa.




(Pelé mentindo sobre o tamanho)
(Pelé sendo mais realista)


Frases sobre Pelé:
- É desse jeito, gente fina, entende?! Pelé sobre ele mesmo
- Eu vi a coisa preta! Xuxa sobre Pelé
- Merda!!! Vamos perder essa copa!!! Qualquer time que Pelé apontou como favorito
- O Pelé calado é um poeta... Romário sobre Pelé
- Jamais deixei de ver um jogo dele. Stevie Wonder sobre Pelé
- O nome dele é Pelé desde que nasceu, "Edson" era antes do nascimento. Mãe do Pelé sobre Pelé
- Fale com seu médico. Eu falaria! Pelé sobre usuários de Viagra

(Pelé quebrando mais um recorde)

- Eu cutuco, eu fecho o microfone dele e ele abre de novo porra! Galvão Bueno sobre Pelé

(veja o vídeo abaixo - ambos os dois na Copa do mundo de 1994)




* O desciclopedia foi uma mão na roda neste Especial.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

O esporte nas eleições


Direto do Blog do Paulinho

O esporte nas eleições
Enquanto a população brasileira decidia trocar Marina por Aécio, no intuito de expulsar a quadrilha petista do poder brasileiro, muitos nomes ligados ao esporte nacional tentavam uma oportunidade, desde as Assembleias Estaduais, até o Senado.

Arte de Waldez


Romário confirmou a popularidade adquirida com sua excepcional atuação como Deputado Federal, e, com mais de 4 milhões de votos – recorde no Rio de Janeiro – elegeu-se Senador da República.

No mesmo Estado, o povo defenestrou a enganação Roberto Dinamite da Assembleia, derrota que deve se repetir, em breve, também no Vasco da Gama.

O Rio Grande do Sul elegeu Jardel e Danley, triste, mas Minas Gerais deu exemplo, e, apesar de eleger João Leite, deixou de fora Marques, Gilvan Tavares, Reinaldo e Raul Plassmann.

Em Goiás, quem se deu mal foi Jorge Kajuru, para alegria dos que prezam pela verdade e abominam atos escusos.

São Paulo é que parece não aprender.

Acertou em casos pontuais, como, por exemplo, a recondução de Silvio Torres, exemplar parlamentar, e ao não eleger nomes como Ademir da Guia, Marcelinho Carioca, Dinei, Netinho de Paula, Vacarezza, Protogenes Queiroz, Marco Aurélio Cunha, e demais assemelhados.

Porém, deu espaço, apesar de todos com votações decepcionantes, a figuras de extrema nocividade, como Andres Sanches, Orlando Silva Junior, Goulart e Vicente Cândido.

Ficou de fora um nome dado como certo dentro do Corinthians, o candidato a Deputado Estadual “Filezinho”, dos mais “versáteis” ex-atletas da base alvinegra.

Haverá um dia, quem sabe, que o eleitor saberá diferenciar a paixão clubistica de sua obrigação como cidadão, evitando assim que a saúde, a educação e os bolsos de todos nós sofram, vítimas de escolhas inconsequentes e indevidamente avaliadas por quem trata política como clássico de futebol.

E nós baianos, elegemos Bobô. Em compensação, Popó ficou de fora.

terça-feira, 27 de março de 2012

O (milionário) mundo dos agentes/empresários do esporte

Por Fabio Kadow em seu  Jogo de Negocios

Agentes receberam cerca de 400 milhões de euros...
A profissão de agente de jogador de futebol (ou, empresário, como é mais conhecida no Brasil) vem chamando a atenção de muita gente nos últimos anos graças a promessa de dinheiro fácil - o que não é bem verdade.

Porém, é inegável que quando bons negócios são realizados, a rentabilidade é enorme.

imagem google


Prova disso é um relatório que acaba de ser divulgado na Europa pelo CIES Football Observatory com os ganhos destes profissionais (devidamente registrados) no mercado da UEFA. Segundo este estudo, os ganhos deles chegam a 400 milhões de euros em transações realizadas na última temporada.

O que também chama a atenção é que metade dos jogadores que estão na primeira divisão dos cinco principais mercados europeus (Inglaterra, Italia, Espanha, Alemanha e França) são representados por apenas 83 agentes ou agências. Como comparativo, são 6082 agentes registrados no mundo todo.

O perfil do agente também foi traçado:
- média de idade de 42 anos
- recebe cerca de 100 mil euros por ano 
- 71% deles falam, ao menos, duas línguas
- 75% tem nível universitário
- 59% dividem seu tempo com outras atividades profissionais, como direito ou finanças
- 46% deles ajudam os atletas em questões pessoais (passagens, família, escola, contas, etc)

Interessado em mais informações? Clique aqui e baixe o estudo completo

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Voce pagaria US$ 200 por um ingresso...

... para assistir a um jogo fora do estádio?

Pois é quanto custará o ingresso mais barato para assistir ao SuperBowl em 06 de fevereiro na novíssima arena de Arlington, no Texas.

O melhor lugar para se ver o jogo custa US$ 1.200 (no mercado oficial, no paralelo este número já passa de US$ 2 mil) e claro, que fica dentro do estádio.





NFL, em parceria com os dirigentes do Dallas Cowboy, em busca de mais receita de bilheteria, resolveram inovar e vão vender espaço até num local fora do estádio, batizado de “Party Plaza”, onde será montada uma estrutura especial, com cerveja a US$ 9 e um telão gigante na parede da entrada leste.

Com o jogo sendo transmitido na televisão aberta, poderemos medir qual o nível de fanatismo das pessoas para pagar este valor e acompanhar a partida no frio.



E mais: até o momento os ingressos só estão sendo oferecidos em pacote com quatro tickets, por US$ 800, com direito a programas do jogo (revistas especiais do evento com diversas informações sobre o confronto), cachecóis e estacionamento.

Quer mais?

Também serão vendidos lugares para quem aceitar assistir em pé, mas dentro do estádio, por US$ 300.

Lembrando que uma partida do Super Bowl, não costuma demorar menos do que quatro horas.


Arena de Arlington
Estas ações inéditas têm como objetivo, além de aumentar a receita, bater o recorde de público que atualmente pertence ao Super Bowl de 1980, quando 103.895 pessoas estiveram presentes no Rose Bowl, em Los Angeles.

Os 93 mil ingressos para “dentro do estádio” já foram vendidos, então significa que os organizadores, que decidiram que podem contabilizar também os ingressos vendidos para este inédito e inacreditável lugar na renda do jogo, terão que reunir pelo menos 12 mil pessoas na Party Plaza. Com estes preços (os mais caros entre todas as ligas dos EUA), imaginem a renda.

domingo, 2 de janeiro de 2011

NBA teve jogo na noite de Natal

Afinal nos EUA tudo é negócio!

Milhares de pessoas acompanharam - jogo Los Angeles Lakers vs. Miami Heat pela NBA - suas casas enquanto ainda saboreavam a ceia do dia 25 ou simplesmente descansavam. Mas a ideia de jogar exatamente no dia de Natal não agrada a todos, principalmente atletas e técnicos, que ficam longe de suas famílias numa data especial.


Nos EUA esporte é entretenimento. E entretenimento é negócio. Sendo assim, pensaram os dirigentes, por que não aproveitar o fim do dia 25 de dezembro, quando todos estão em suas casas, para realizar grandes jogos e, consequentemente, ter audiências expressivas?



Segundo números iniciais divulgados ontem pela ESPN e ABC, a audiência acumulada obtida neste último “Christmas Day” com a transmissão dos cinco jogos da NBA foi a maior de todos os tempos desde que a partidas passaram a ser disputadas no dia 25 de dezembro.

Na NBA jogar no dia de Natal virou “lei” em 1983 (antes disso algumas partidas já haviam sido disputadas desde a década de 40), a partir deste ano a liga passou a escolher um grande jogo para a data, transformando o que seria um absurdo em um evento especial, digno apenas para clubes e atletas de destaque, que estariam sob os olhares do país inteiro.

O preço médio do ingresso para ver o duelo entre Kobe Bryant e LeBron James no sábado era de US$ 556. Outra amostra da força que a data tem foi a linha de tênis exclusivos que a Nike lançou para que seus atletas usassem durante as partidas, nas cores natalinas verde e/ou vermelho - e assim a Nike tem a oportunidade de movimentar o mercado com um produto diferenciado e que, claro, tem seu público.

jogo de negocios

domingo, 5 de dezembro de 2010

Le Parkour


Você sabe o que é Le Parkour?

A grosso modo é aquele esporte onde o praticante pula de prédio em prédio saltando os obstáculos no caminho.  É originário da França de onde adotou-se o nome.

Seus praticantes - conhecidos como traceurs, ou traceuse, no feminino - usam seu corpo para passar pelos obstáculos de uma forma rápida e fluente.

 Correr, suspender-se, saltar, dependurar, rastejar… O parkour é uma atividade que desenvolve essas habilidades e devolve ao praticante a capacidade de através de seus usos, movimentar-se livremente no ambiente em que se encontra.


O Parkour é uma disciplina que requer muita concentração e dedicação, devido ao fato de que uma pessoa pode sofrer sérios machucados caso execute uma técnica de maneira errada.



O Parkour surgiu na década de 80, na França. David Belle, usou inspirações no seu pai, um dos combatentes na Guerra do Vietnã, que usava alguma das técnicas do Parkour (que naquela época não possuia este nome) para salvamento e resgate na guerra.

David Belle então adaptou essas técnicas e as batizou "Le Parkour" ou O Percurso. Após isso, ele treinava a sua disciplina, e com muita dedicação e tempo, foi reunindo pessoas. Mais tarde, ele apareceu em várias reportagens na mídia, então o Parkour passou do anonimato à uma disciplina praticada no mundo todo.

No cinema  francês, o filme de ação 13º Distrito dá uma boa mostra do que os praticantes do "esporte" podem fazer.

importante é que não existem competições. O praticante disputa apenas com ele mesmo.




Fontes: ABPK / overmundo

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

TV, esportistas, telespectadores - quem comanda?

Por Fábio Kadow, em seu Jogo de Negócios

Bomboa pode. Red Bull não. Vai entender…
No último dia 16, logo após o GP que definiu o título de Vettel na F1, escrevi um post sobre a possível mudança de política de Globo nas coberturas de eventos esportivos, já que a mesma, como sabemos, é pautada também por acordos comerciais. Por este motivo, até então, só existia a equipe RBR, porém no fim da temporada a emissora “soltou” o nome da equipe Red Bull nas transmissões, para espanto geral.




E neste último final de semana dois fatos instigantes me chamaram a atenção. O primeiro foi quando uma equipe da tradicional disputa das 500 milhas de kart (na Granja Vianna)  apareceu com o nome e patrocínio do Bomboa 222, um conhecido prostíbulo de luxo de São Paulo.


A história do acordo é muito curiosa e foi contada pela própria Globo.com sem omitir o nome do patrocinador, e o mesmo ocorreu durante toda a cobertura, classificação, etc. Nada de BT, dá-lhe Bomboa Team!

Deixo claro que não estou fazendo julgamento sobre as atividades de cada empresa, negócios, se é politicamente correto, etc.. apenas tento entender qual o critério.

No domingo o Paulista de Jundiai sagrou-se campeão da Copa Paulista, torneio que reúne equipes do interior de São Paulo que não estão disputando nenhuma divisão do Campeonato Brasileiro e dá vaga para a Copa do Brasil.


E a final foi contra o time de futebol da Red Bull , com sede em Jarinu, que já está na Segunda Divisão do Campeonato Paulista e logo deve chegar a elite, criando um suspense de como será o nome adotado pela emissora. Um bom sinal pode estar neste texto sobre a decisão em que a Globo.com adotou o RB, seguindo a política já usada na F1.



Por envolver dois times da região, a notícia tinha mais importância para a TV Tem, afiliada da Rede Globo para a região de Jundiai e Sorocaba, e lá o Red Bull virou RBB, adotando o “B”, de Brasil, na sigla que mais lembra aquele grupo de música adolescente. Lembrando que a TV Tem é de J.Hawilla, dono da Traffic e que também tem seu time, o Desportivo Brasil.

Jornalismo? Entretenimento? Merchandising? Qual a real informação? E como ficam os telespectadores? Quais os critérios deste jogo? Vai entender...

domingo, 4 de julho de 2010

Uma história emocionante, e verdadeira.

Este artigo foi postado originalmente em março de 2008. Em tempos de eliminação da Copa do Mundo, que tal ler sobre uma equipe que jogou sob risco de eliminação da Vida?



Texto e imagens retirados do blog Metamorfose Digital.

A história do futebol mundial inclui milhares de episódios emocionantes e comovedores, mas seguramente nenhum seja tão terrível como o protagonizado pelos jogadores do Dinamo de Kiev nos anos 40.
Os jogadores jogaram um partida sabendo que se ganhassem seriam assassinados e, no entanto, decidiram ganhar. Na morte deram uma lição de coragem, de vida e honra, que não encontra, por seu dramatismo, outro caso similar no mundo.
Para compreender sua decisão, é necessário conhecer como chegaram a jogar aquela decisiva partida, e por que um simples encontro de futebol apresentou para eles o momento crucial de suas vidas.
Tudo começou em 19 de setembro de 1941, quando a cidade de Kiev (capital ucraniana) foi ocupada pelo exército nazista, e os homens de Hitler aplicaram um regime de castigo impiedoso e arrasaram com tudo.
A cidade converteu-se num inferno controlado pelos nazistas, e durante os meses seguintes chegaram centenas de prisioneiros de guerra, que não tinham permissão para trabalhar nem viver nas casas, assim todos vagavam pelas ruas na mais absoluta indigência.

Entre aqueles soldados doentes e desnutridos, estava Nikolai Trusevich, que tinha sido goleiro do Dinamo.

Josef Kordik, um padeiro alemão a quem os nazistas não perseguiam, precisamente por sua origem, era torcedor fanático do Dinamo. Num dia caminhava pela rua quando, surpreso, olhou um mendigo e de imediato se deu conta de que era seu ídolo: o gigante Trusevich.
Ao mesmo tempo, Kordik emocionava-se por ter feito amizade com a estrela de sua equipe. Na convivência, as conversas sempre giravam em torno do futebol e do Dinamo, até que o padeiro teve uma idéia genial: encomendou a Trusevich que em lugar de trabalhar como ele, amassando pães, se dedicasse a buscar o resto de seus colegas.


Reunidos pelo padeiro, os jogadores não demoraram em dar o seguinte passo, e decidiram, alentados por seu protetor, voltar a jogar. Era, além de escapar dos nazistas, a única que bem sabiam fazer. Muitos tinham perdido suas famílias nas mãos do exército de Hitler, e o futebol era a última sombra mantida de suas vidas anteriores.



Ainda que fosse ilegal, mediante artimanhas, o comerciante alemão enganou aos nazistas e contratou o goleiro para que trabalhasse em sua padaria. Sua ânsia por ajudá-lo foi valorizado pelo goleiro, que agradecia a possibilidade de se alimentar e dormir debaixo de um teto.


Não só continuaria lhe pagando, senão que juntos podiam salvar os outros jogadores. O arqueiro percorreu o que restara da cidade devastada dia e noite, e entre feridos e mendigos foi descobrindo, um a um, a seus amigos do Dinamo.


Kordik deu trabalho a todos, se esforçando para que ninguém descobrisse a manobra. Trusevich encontrou também alguns rivais do campeonato russo, três jogadores da Lokomotiv, e também os resgatou. Em poucas semanas, a padaria escondia entre seus empregados uma equipe completa.



 Nikolai Trusevich
Como o Dinamo estava enclausurado e proibido, deram um novo nome para aquela equipe. Assim nasceu o FC Start, que através de contatos alemães começou a desafiar a equipes de soldados inimigos e seleções formadas no III Reich.
Em sete de junho de 1942, jogaram sua primeira partida. Apesar de estarem famintos e cansados por terem trabalhado toda a noite, venceram por 7 a 2. Seu seguinte rival foi a equipe de uma guarnição húngara, ganharam de 6 a 2. Depois meteram 11 gols numa equipa romena.
A coisa ficou séria quando em 17 de julho enfrentaram uma equipe do exército alemão e golearam por 6 a 2. Muitos nazistas começaram a ficar chateados pela crescente fama do grupo de empregados da padaria e buscaram uma equipe melhor para ganhar deles.
Trouxeram da Hungria o MSG com a missão de derrotá-los, mas o FC Start goleou mais uma vez por 5 a 1, e mais tarde, ganhou de 3 a 2 na revanche. Em seis de agosto, convencidos de sua superioridade, os alemães prepararam uma equipe com membros da Luftwaffe, o Flakelf, que era uma grande time, utilizado como instrumento de propaganda de Hitler.
Os nazistas tinham resolvido buscar o melhor rival possível para acabar com o FC Start, que já gozava de enorme popularidade entre o sofrido povo refém dos nazistas. A surpresa foi grande, porque apesar da violência e falta de esportividade dos alemães, o Start venceu por 5 a 1.


Não queriam que a última imagem dos russos fosse uma vitória, porque acreditavam que se fossem simplesmente assassinados não fariam nada mais que perpetuar a derrota alemã. A superioridade da raça ariana, em particular no esporte, era uma obsessão para Hitler e os altos comandos.
Por essa razão, antes de fuzilá-los, queriam derrotar o time em um jogo. Com um clima tremendo de pressão e ameaças por todas as partes, anunciou-se a revanche para 9 de agosto, no repleto estádio Zenit.
Antes do jogo, um oficial da SS entrou no vestiário e disse em russo:- "Vou ser o juiz do jogo, respeitem as regras e saúdem com o braço levantado", exigindo que eles fizessem a saudação nazista.
Já no campo, os jogadores do Start (camisa vermelha e calção branco) levantaram o braço, mas no momento da saudação, levaram a mão ao peito e no lugar de dizer: - "Heil Hitler!", gritaram - "Fizculthura!", uma expressão soviética que proclamava a cultura física.
Os alemães (camisa branca e calção negro) marcaram o primeiro gol, mas o Start chegou ao intervalo do segundo tempo ganhando por 2 a 1.Receberam novas visitas ao vestiário, desta vez com armas e advertências claras e concretas:
- "Se vocês ganharem, não sai ninguém vivo". Ameaçou um outro oficial da SS.
Os jogadores ficaram com muito medo e até propuseram-se a não voltar para o segundo tempo. Mas pensaram em suas famílias, nos crimes que foram cometidos, na gente sofrida que nas arquibancadas gritava desesperadamente por eles e decidiram, sim, jogar.


Deram um verdadeiro baile nos nazistas. E no final da partida, quando ganhavam por 5 a 3, o atacante Klimenko ficou cara a cara com o arqueiro alemão. Deu lhe um drible deixando o coitado estatelado no chão e ao ficar em frente a trave, quando todos esperavam o gol, deu meia volta e chutou a bola para o centro do campo.Foi um gesto de desprezo, de deboche, de superioridade total. O estádio veio abaixo.
Depois dessa escandalosa queda do time de Hitler, os alemães descobriram a manobra do padeiro. Assim, de Berlim chegou uma ordem de acabar com todos eles, inclusive com o padeiro, mas os hierarcas nazistas locais não se contentaram com isso.


Como toda Kiev poderia a vir falar da façanha, os nazistas deixaram que saíssem do campo como se nada tivesse ocorrido. Inclusive o Start jogou dias depois e goleou o Rukh por 8 a 0. Mas o final já estava traçado: depois dessa última partida, a Gestapo visitou a padaria.
O primeiro a morrer torturado em frente a todos os outros foi Kordik, o padeiro. Os demais presos foram enviados para os campos de concentração de Siretz. Ali mataram brutalmente a Kuzmenko, Klimenko e o arqueiro Trusevich, que morreu vestido com a camiseta do FC Start.


Goncharenko e Sviridovsky, que não estavam na padaria naquele dia, foram os únicos que sobreviveram, escondidos, até a libertação de Kiev em novembro de 1943. O resto da equipe foi torturada até a morte.


Ainda hoje, os possuidores de entradas daquela partida têm direito a um assento gratuito no estádio do Dinamo de Kiev. Nas escadarias do clube, custodiado em forma permanente, conserva-se atualmente um monumento que saúda e recorda àqueles heróis do FC Start, os indomáveis prisioneiros de guerra do Exército Vermelho aos quais ninguém pôde derrotar durante uma dezena de históricas partidas, entre 1941 e 1942.
Foram todos mortos entre torturas e fuzilamentos, mas há uma lembrança, uma fotografia que, para os torcedores do Dinamo, vale mais que todas as jóias em conjunto do Kremlin. Ali figuram os nomes dos jogadores.
Acima a única foto que se conserva da heróica equipe do Dinamo e o nome de seus jogadores. Goncharenko e Sviridovsky, os únicos sobreviventes, junto ao monumento que recorda a seus colegas.
Na Ucrânia, os jogadores do FC Start hoje são heróis da pátria e seu exemplo de coragem é ensinado nos colégios. No estádio Zenit uma placa diz "Aos jogadores que morreram com a cabeça levantada ante o invasor nazista".

Poster propaganda da revanche.


Esta é a história da dramática "Partida da Morte". O cineasta John Huston inspirou-se neste fato real para rodar seu filme "Fuga para a vitória" (Escape to Victory) de 1982 que chamou muita atenção à época do lançamento porque dele participaram grandes nomes do cinema como Michael Caine, Sylvester Stallone e Max Von Sydow, mas muito mais pela participação de algumas estrelas do futebol, como Bobby Moore, Osvaldo Ardiles, Kazimierz Deyna e Pelé. No filme John Huston fez o que não pôde o destino: salvar os heróis.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Em Wimbledon, um jogo de vencedores!

" Transcrito do Terra.Esportes

Compl. do artigo em 24.06 'as 15:50:

Depois de 11h05 e três dias de partida, o americano John Isner, cabeça de chave 23, derrotou o francês Nicolas Mahut, nesta quinta-feira, por 3 sets a 2, com parciais de 6/4, 3/6, 6/7 (7-9), 7/6 (7-3) e incríveis 70 a 68 no quinto e decisivo set.

Isner e Mahut fazem duelo mais longo da história, ainda sem fim
Persistência e equílibrio fizeram o francês Nicolas Mahut e o americano John Isner entrarem para a história do tênis mundial, nesta quarta-feira. Após dez horas de duração, em jogo válido pela primeira rodada do Aberto de Wimbledon, o confronto precisou ser interrompido pela segunda vez, já que tambem havia anoitecido na terça, quando os tenistas entraram em quadra pela primeira vez.



Isner


Contribuiu para o recorde de Mahut e Isner o fato de as regras do torneio inglês não preverem o tie-brake na disputa do quinto e decisivo set. A disputa entre os dois jogadores começou nesta terça, mas foi interrompida quando os jogadores já davam mostras de duelo páreo, quando os dois sets iniciais terminaram empatados em 2 a 2 (6/4, 3/6, 6/7 e 7/6).

Com o recomeço marcado para esta quarta, o set decisivo foi arrastada até às 17h15 (de Brasília), até que o juiz decidiu interromper a partida novamente. Neste momento, o set decisivo estava empatado em 59 a 59, num placar tão épico quanto o esforço e a dedicação apresentados por Inser e Mahut.

A duração da partida desta quarta superou o antigo recorde, de seis horas e 33 minutos, que foi estabelecido em duelo entre os franceses Fabrice Santoro e Arnaud Clément em 2004. Esta partida, disputada pelo Aberto de Roland Garros, também não contava com tie-brake no quinto set, que chegou à 16/14.

O fato histórico que estava acontecendo na quadra 18 do torneio inglês atraiu a atenção do mundo todo e empolgou os espectaores ali presentes. Quando o jogo foi interrompido, a platéia protestou. "Eles queriam ver até o final, mas está ficando escuro, e todos vão ter que voltar amanhã. Quero muito vencer essa partida", afirmou Mahut. Isner também deixa claro que não vai desistir tão facilmente. "Estou sacando de forma fantástica. Quero, inclusive, ver as estatísticas", comentou.

Com tanto tempo de partida, recordes foram caindo. Tanto Isner quanto Mahut superaram o recorde de aces em uma só partida, pertencente ao gigante croata Ivo Karlovic, responsável por 78 pontos de saque em um duelo contra Redek Stepanek válido pela Copa Davis, em setembro do ano passado. Enquanto o norte-americano fez 98 aces, o francês marcou 94.

O vencedor do duelo interminável enfrentará o holandês Thiemo de Bakker, que bateu o colombiano Santiago Girardo por 6/7 (4-7), 6/4, 6/3, 5/7 e 16/14, em um jogo que já havia sido longo, com quatro horas e seis minutos de duração.



Com informações da Gazeta Esportiva

domingo, 28 de março de 2010

Lavando a honra!

Durante os Jogos Olímpicos realizados em Moscou em 1980, o atleta polones  de salto com vara Wladyslaw Kozakiewicz deixou boquiabertos os  espectadores russos ao dar-lhes uma banana depois de ter obtido a medalha de ouro e estabelecido um novo recorde mundial.




Na disputa final, a torcida local apoiava abertamente o atleta soviético Konstantin Volkov, e dedicava vaias, assobios e insultos constantemente para Kozakiewicz.
 
Enquanto a reação dos observadores internacionais ao gesto foi mista, Wladyslaw Kozakiewicz recebeu ampla aceitação e apoio por parte de seus conterrâneos (na Polônia o gesto passou a ser conhecido como "Kozakiewicz") e significou para muitos um sinal de ressentimento dos poloneses ao controle russo, em plena Guerra Fria.
 
Na verdade, o jornal sindical "Solidariedade" já utilizava o gesto de dar uma banana como um símbolo de desafio de resistência polonesa 'a União Soviética.
 
 
Foto: George Herringshaw / sporting-heroes.net
 
Após as Olimpíadas, o embaixador soviético na Polônia exigiu que Kozakiewicz foi despojado de sua medalha devido ao "insulto ao povo soviético".

Mas  a resposta oficial do governo polonês foi:

"O gesto foi um espasmo muscular  involuntário causado pelo esforço"


Perseguido e assediado pela pressão soviética, Wladyslaw Kozakiewicz teve de fugir para a Alemanha Ocidental em 1984, onde conquistou o título nacional da Alemanha Ocidental, nos anos de  1986 e 1987.

Em agosto de 1989, após a vitória da oposição nas eleições, a Polónia, tornou-se  o primeiro país não-comunista na Europa Oriental desde 1945.

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