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quarta-feira, 17 de junho de 2015

A agonia de um segredo

Por Fernando Gabeira, para o ESTADÃO.

agonia de um segredo
Quando surgiu, achei grave e um pouco subestimado o veto de Dilma ao projeto de transparência nos negócios do BNDES. Ela entrou em conflito com o Congresso. Dias depois, o próprio Supremo autorizou o Tribunal de Contas a ter acesso aos empréstimos à Friboi, empresa que financia generosamente as campanhas do PT.

Em qualquer país onde o governo entre em choque com o Congresso e o Supremo o tema é visto como uma crise institucional. Como se não bastasse, Dilma entrou numa terceira contradição, desta vez consigo mesma: partiu dela a lei que libera o acesso aos dados públicos.

Arte de JLIMA



O ministro Luiz Fux (STF) sintetizou seu voto numa entrevista: num banco que move dinheiro público, o segredo não é a arma do negócio.

O PT tem razão para temer a transparência. Súbitos jatos de luz, como a denúncia do mensalão e, agora, do petrolão, abalaram seus alicerces. No caso do BNDES, não se trata da possibilidade de escândalos. É uma oportunidade para conhecer melhor a história recente.

Arte de CAPISTRANO GOMES


Empresas amigas como a Friboi e a Odebrecht, governos amigos como os de Cuba e Venezuela, foram contemplados. Em ambos, a transparência vai revelar o viés ideológico dessa orientação. Um porto em Cuba, um metrô em Caracas são apenas duas escolhas entre mil possibilidades de usar o dinheiro. Para discutir melhor é preciso conhecer os detalhes. Na campanha Dilma mentiu sobre eles, ocultando o papel de fiador do Brasil.

O que sabemos da Friboi? Os dados indicam que destinou R$ 250 milhões a campanhas do PT. Teremos direito de perguntar sobre os detalhes do empréstimo do BNDES e até desconfiar de seus elos com campanhas eleitorais.



A análise da política do governo deverá estender-se à sua fracassada tentativa de criar empresas campeãs. Quem foram e quem são os parceiros, que tipo de transação? Como dizia Cazuza, mostre sua cara, qual é o seu negócio, o nome do seu sócio.

No momento do veto prevaleceu uma certa Dilma. Mas a outra Dilma, a que mandou a lei de acesso, é que estava no rumo certo da História. Não só porque a transparência é um desejo da sociedade, mas porque a tecnologia estreita o espaço do segredo.

Os debates nos EUA concentram-se hoje numa restrição à vigilância de indivíduos, sem licença judicial. Mas chegam a essa discussão graças a Edward Snowden, que revelou os próprios segredos do governo.

Arte de SPONHOLZ


Ironicamente, Dilma foi espionada pelos EUA e decreta o sigilo nos dados de um banco que movimenta recursos públicos. Sou solidário com ela no primeiro episódio. Evidente que seria atropelada no segundo. Esta semana começou a ensaiar a retirada, via Ministério do Comércio, que vai disponibilizar dados das transações internacionais e algumas nacionais.

O PT deveria meditar sobre o segredo. Ele foi detonado pela quebra do segredo entre quatro paredes, no mensalão. Agora, no caso da Petrobrás, entraram em cena novos mecanismos de investigação, melhor tratamento dos dados.

Arte de SINFRONIO


Nos primeiros meses de governo, já tinha uma visão do PT. Nem todos a compartilhavam, pois o partido venceu três eleições depois de 2002. Aos poucos, os momentos de transparência sobre os escândalos foram criando uma percepção nacional sobre o tipo de governo que se implantou no Brasil.

Não há dúvidas de que os segredos do BNDES serão revelados. Sociedade, Congresso e Supremo caminham numa mesma direção. E o próprio governo começa a abri-los.

É um elo para a compreensão do papel do PT. Embora ainda não tenha os dados completos, já posso afirmar que o BNDES financiou pobres e ricos. Mas ambos, os pobres de socialismo, como os ricos aqui, do Brasil, são escolhidos entre os amigos do governo. De um modo geral, o processo foi de financiar amigos ricos para que construam para os amigos pobres.

Arte de AROEIRA


Tanto a Friboi como a Odebrecht fazem parte dessa constelação política econômica que dominou o fluxo dos investimentos do BNDES. Isso teve repercussão nas campanhas eleitorais. De um lado, o Bolsa Família assegurava a simpatia dos eleitores: de outro, a bolsa dos ricos contribuía para as campanhas do tipo vivemos num paraíso. Contribuía, porque hoje sabemos que outras fontes menos sutis, como o assalto à Petrobrás, injetavam fortunas no esquema.

Falou-se muito no petrolão como o maior escândalo da História, mobilizando pelo menos R$ 6 bilhões. Quando todos os segredos, inclusive os do fundo de pensão, forem revelados, não importa a cifra astronômica que surgir daí: o grupo brasileiro no poder é o mais voraz em atuação no planeta. Não posso imaginar salvação depois da conquista desse título.

Arte de SPONHOLZ


O PT e aliados podem continuar negando, na esperança de que o tempo amenize tudo. É uma tática de avestruz. Será que não se dão conta de que apenas um décimo da população os aprova hoje? O que será do amanhã, quando quase todos saberão quase tudo sobre o que fizeram com o País?

Nesta paisagem de terra arrasada, a economia é apenas uma das variáveis. O processo político degradou-se, os valores foram embrulhados por uma linguagem cínica, a credibilidade desapareceu já há tempo. O Brasil pode até conviver com esse governo, que tem mandato de quatro anos. Mas não creio que mude de opinião sobre ele, alternando momentos de um desprezo silencioso com as manifestações de hostilidade.


Arte de MARCO AURELIO


Um governo nasce morto e a lei nos determina um velório de quatro anos. Muito longos, até os velórios costumam ser animados. E algo que anima este velório é a revelação dos últimos segredos, como o sigilo do BNDES e tantas outras linhas de suspeita que foram indicadas nas investigações da Petrobrás. E daqui por diante nem o futebol será uma distração completa. A cúpula da Fifa transitou de um hotel cinco-estrelas para uma cela de prisão. Imprevisíveis roteiros individuais rondam os donos do poder. E essa história ainda será escrita com todas as letras.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Cuba, Lulla e a Odebrecht

Direto de O Antagonista



A Odebrecht ficou com 70% do crédito do BNDES para obras no exterior. 
Agora assista a estas imagens da "reunião de trabalho" de Lula em Cuba, em 2011.

Quem é aquele sentado ao lado de Franklin Martins?


Quem participou da discussão sobre 
"o financiamento" do Porto de Mariel?


Quem fazia parte de sua comitiva e quem fretou o jatinho?



sexta-feira, 6 de março de 2015

Eduardo Suplicy por Demétrio Magnolli

Por Demétrio Magnoli.
Publicado na FOLHA.uol em 11OUT2014

Eduardo e suas bolachas
Eu já o esperava, como combinado, diante de sua casa, em São Paulo. O senador chegou depois das onze da noite, vindo de Brasília. Esfaimado, investigou os armários vazios e a geladeira, idem. Encontrou apenas um pacote com meia dúzia de bolachas de água e sal. Por insistência dele, sentados à mesa da cozinha, dividimos as bolachas, junto com um café de cafeteira elétrica. Eduardo Suplicy, definitivamente, não parece um Matarazzo. Depois de 24 anos, ele deixa o Senado. É um ponto final –e não só para ele.



O encontro em volta das bolachas deu-se a meu pedido, em setembro de 2009. O livro da blogueira Yoani Sánchez estava na gráfica, mas o regime cubano negava-lhe autorização de viagem. Suplicy poderia convencer o Senado a convidá-la para um lançamento do livro, pressionando Havana a conceder-lhe o direito de ir e vir. O senador desviou a conversa para os alardeados milagres do castrismo na saúde pública, compelindo-me a retrucar que os anuários estatísticos da ONU colocavam Cuba em posição invejável quanto a indicadores de saúde, vários anos antes da chegada de Fidel ao poder. No passo seguinte, disse-lhe que a teoria da "ditadura benigna", ritualmente aplicada pela esquerda a Cuba, não combinava com seu perfil político.



Xeque-mate. Suplicy ainda solicitou ler os originais. Respondi que, no máximo, teria acesso ao prefácio assinado por mim. O livro, ele leria após a publicação, pois os direitos de Yoani não poderiam depender do seu julgamento sobre as opiniões dela. Dias depois, em dobradinha com o então senador Demóstenes Torres, Suplicy extraiu o convite na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Demóstenes iludia a todos, inclusive a mim, ocultando sua sociedade com um bandido atrás da máscara de parlamentar imaculado. O Eduardo das bolachas também elaborara uma persona política, mas não tinha esqueletos no armário.



Suplicy já era, cinco anos atrás, uma figura estranha no seu partido, algo como a relíquia de uma era histórica encerrada. Pouco antes da segunda campanha presidencial de Lula, em 1994, um editorial da revista teórica do PT classificara Cuba como uma ditadura –e explicara que não existem ditaduras defensáveis. O senador à minha frente era um registro daquele tempo e daquele partido. Desde a ascensão de Lula ao Planalto, Suplicy perdeu o gosto pela investigação de denúncias de corrupção, convertendo-se num disco de vinil riscado, a repetir a estrofe da renda mínima. Fora isso, permaneceu fiel a si mesmo, enquanto seu partido mudava até tornar-se irreconhecível para milhões de antigos eleitores. Nesse descolamento encontra-se a causa da derrota do Matarazzo rebelde.



A derrota tem um número: 2,8 milhões de eleitores abandonaram Suplicy entre 2006 e domingo passado. Não é culpa dele, mas uma das expressões do recuo geral do PT em São Paulo. Seguindo sua lógica própria, orientada pela emoção, o Eduardo das bolachas permaneceu fiel à sigla e à estrela: os símbolos de um tempo pleno de esperanças. Seguindo outra lógica, pautada pela razão, seus eleitores permaneceram fiéis aos princípios traídos pelo PT, negando a sujeição fetichista do presente ao passado. No anoitecer de seu mandato derradeiro, o senador tem a oportunidade de confrontar as duas lógicas e revisitar, de olhos abertos, esse segmento crucial da história política do país.

Arte de DIOGO


Tolamente, na madrugada, antes da despedida, eu disse a ele que sua intervenção pelo direito de viagem da blogueira provocaria recriminações num PT rendido aos anacronismos da esquerda latino-americana. Suplicy escutou, mal disfarçando o enfado. Li a resposta óbvia, escrita no seu olhar: "Conte-me algo que não sei". O Eduardo das bolachas falaria ao Senado, em nome de nossas convicções comuns, mesmo contrariando seu partido. Mas não mudaria de partido, nem mesmo em nome de suas convicções.


quinta-feira, 10 de julho de 2014

Governo do PT exporta empregos para Cuba

Por Reinaldo Azevedo
Postado em sua coluna em 04JUN2014

Atenção! A coisa é séria!
Uma delegação brasileira chefiada por Carlos Gadelha — Secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde — está em Cuba. Fica lá até sexta-feira para discutir um plano. Qual? Já conto.


É que a presidente Dilma Rousseff resolveu fechar empregos no Brasil e criar empregos em Cuba. É que a presidente Dilma Rousseff, pelo visto, cansou de governar o Brasil — o que, convenham, a gente já vem percebendo, dados os resultados alcançados. É que a presidente Dilma Rousseff, agora, quer fazer a diferença, sim, mas lá em Cuba, na ilha particular dos irmãos Fidel e Raúl Castro — lá naquele país que se divide em dois presídios: o de Guantánamo, onde estão terroristas culpados, e o resto do território, onde estão os cubanos inocentes.



Por que estou escrevendo essas coisas? Porque este blog apurou que a nossa “presidenta”, como ela gosta de ser chamada, está pressionando as empresas farmacêuticas brasileiras a abrir fábricas em… Cuba para a produção de genéricos naquele país. De lá, elas exportariam remédios para a América Central e América do Sul, inclusive o Brasil
  Atenção, brasileiras e brasileiros! A nossa soberana cansou dessa história de o próprio Brasil produzir os remédios e de ser, sim, um exportador. A presidente quer fazer a nossa indústria farmacêutica migrar para Cuba, de sorte que passaríamos a ser importadores de remédios produzidos pelos próprios brasileiros, gerando divisas para os cubanos, danando um pouco mais a balança comercial, desempregando brasileiros e empregando… cubanos!



E a coisa não se limitaria à produção de genéricos, não! Entrariam no acordo também os chamados “similares”. Dilma, assim, daria um golpe de morte numa das políticas mais bem-sucedidas do país nas últimas décadas: a produção de genéricos e o desenvolvimento da indústria farmacêutica nacional.
  A iniciativa nasce da determinação pessoal de Dilma de dar suporte à economia cubana e de dar maior utilidade ao porto de Mariel, construído em Cuba com recursos do BNDES. Como sabemos, a Soberana entrará para a história da infraestrutura portuária de… Cuba!

A exemplo do acordo feito para a importação de médicos cubanos, também essa iniciativa é feita à socapa, por baixo dos panos. Cuba passou a ser caixa-preta do governo petista. Como estamos falando de uma tirania, é impossível conhecer o trânsito de dinheiro entre o nosso país e a tirania dos Castros.






É isso aí, “camaradas” brasileiros! Alguns tentam fazer um Brasil melhor! Dilma está empenhada em fazer uma Cuba melhor à custa dos empregos dos brasileiros. Para lembrar: o secretário Gadelha, o homem encarregado do projeto, é aquele que teve um encontro agendado com o doleiro Alberto Youssef, por iniciativa do ainda deputado André Vargas.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Lulla continua fiel 'a ditadura cubana

Por Augusto Nunes, em seu Direto ao ponto

O comparsa da ditadura cubana
Em março, a blogueira Yoani Sánchez mandou ao presidente Lula uma carta com um apelo: queria visitar o Brasil em 23 de julho, para assistir ao lançamento do documentário Conexão Cuba Honduras, em que aparece como entrevistada. O destinatário poderia facilitar as coisas se pedisse ao governo da ilha que autorizasse a viagem.


Há uma (+- 16:50) hora, Yoani divulgou pelo twitter a seguinte informação:
Pedi a Lula que interceda por mi viaje ante autoridades cubanas, pero carta de invitacion hecha en consulado de cuba en Brasil no aparece”.

O documentário será exibido nesta sexta-feira. Pela quinta vez em três anos, Yoani será impedida de sair do país. O governo brasileiro é comparsa da ditadura dos irmãos Castro. O Planalto faz todas as vontades do amigo Fidel. Quem acha que Orlando Zapata Tamayo procurou a morte na cadeia não se comove com uma jornalista que procura a vida fora da ilha-prisão.

Se rendesse votos 'a Dilmentirosa, o presiMente Lulla atenderia...

terça-feira, 23 de março de 2010

E o PCdoB, heim? Quem diria?

Leia mais aqui

Lula apoiando Raul Castro nas "eleições" cubanas
imagem set.2008


Deputados brasileiros promovem insólita moção de apoio 'a ditadura assassina de Cuba
Um insólito "protesto" em favor da ditadura cubana ganha força na Câmara dos Deputados. O grupo parlamentar Brasil-Cuba, comandado pela deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), está recolhendo assinaturas em uma moção de solidariedade ao governo de Raúl Castro, enquanto dissidentes cubanos lançam uma apelo internacional contra o "crime de consciência" na ilha.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Lula e a greve de fome

Por Lucia Hippolito, em seu blog
Lula e a greve de fome
Apoiado em índices estratosféricos de popularidade, aclamado no Brasil e no exterior, considerado o "homem do ano", "um dos mais importantes da década", elogiado por jornais e revistas estrangeiras, o presidente Lula decidiu que não tem contas a prestar a ninguém.

Lula nunca teve problemas de relacionamento com ditadores. Da África, do Oriente Médio, da Ásia, da América. Elogia o presidente do Irã, abraça-se com Kaddafi. Com Fidel, então, Lula chega a revirar os olhinhos de tanta alegria.

charge de Samuca


A ditadura mais embolorada da América, uma relíquia do século passado, com os irmãos Castro perdidos em devaneios antiimperialistas. Tudo tão antigo. Como é também antigo o desrespeito do governo de Cuba aos direitos humanos, como são antigas as prisões cubanas, como é antigo o hábito de amordaçar qualquer tentativa de liberdade de expressão, seja uma blogueira ou um ativista de direitos humanos.

O presidente Lula foi mais uma vez a Cuba e chegou justamente no dia em que morria, depois de 82 dias de greve de fome, o operário Orlando Zapata. Era um preso político, um preso de consciência.

Fotografado às gargalhadas ao lado dos irmãos Castro, Raúl e Fidel, pálidas caricaturas da Guerra Fria, Lula, ao ser perguntado sobre a morte de Zapata... botou a culpa no morto. Quem mandou fazer greve de fome?! Onde já se viu?!

Foto de Ricardo Stuckert


Muito criticado, no Brasil e no exterior, o presidente saiu pela tangente, afirmando que pessoalmente é contra greve de fome como recurso de prisioneiros e que não tem pos hábito imiscuir-se na política interna de outros países.

Vamos esquecer, por um momento, dos elogios à eleição do presidente do Irã ou mesmo a recusa a reconhecer as eleições presidenciais em Honduras. Vamos nos concentrar nos presos políticos e suas greves de fome.

Ontem, o presidente Lula realmente extrapolou. Entrevistado pela agência de notícias Associated Press, declarou o presidente:

"Greve de fome não pode ser utilizada como um pretexto de direitos humanos para libertar pessoas. Imagine se todos os bandidos que estão presos em São Paulo entrassem em greve de fome e pedissem libertação."
charge de Sponholz

Ao comparar presos políticos com bandidos, o presidente desrespeita, não apenas sua própria biografia, mas faz pior: agride frontalmente a ministra Dilma Rousseff, sua candidata à presidência da República.

Não é segredo para ninguém que Dilma foi presa política durante alguns anos. Torturada. Não sei se fez greve de fome, mas isto é irrelevante. Ao compará-la a um bandido, o presidente Lula comete uma grosseria que nem os gorilas da direita mais hidrófoba ousaram, durante a ditadura.

Uma das greves de fome mais emblemáticas durante a ditadura brasileira durou 32 dias. Preso no Presídio Frei Caneca, no Rio de Janeiro, Nelson Rodrigues Filho participou, junto com Perly Cipriano e Jorge Raimundo Júnior, de uma greve de fome que só terminou com a aprovação da Lei da Anistia pelo Congresso Nacional, em 22 de agosto de 1979.

O presidente Lula tem todo o direito de se relacionar com ditadores alegando razões de Estado. O presidente Lula tem todo o direito de desrespeitar a própria biografia. Mas não tem o direito de desrespeitar a trajetória polítca de milhares de brasileiros, alguns até muito próximos dele.

O presidente Lula pode muito, muito mesmo. Mas não pode tudo. Ainda bem.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Frase do dia.

Honduras precisa aprender a respeitar a democracia”.


Raúl Castro, nomeado ditador caçula de Cuba pelo irmão Fidel, que revogou há mais de 50 anos o feio hábito capitalista de promover eleições regularmente, reforçando a suspeita de que, na próxima quermesse bolivariana, vai cantar o Hino à Liberdade que compôs em parceria com o companheiro Hugo Chávez

sanatório geral