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sábado, 5 de setembro de 2015

WhatsApp em literatura de cordel



Literatura de Cordel

Esse tal de "Zap Zap"
É negócio interessante
Eu que antes criticava
Hoje teclo a todo instante 
Quase nem durmo ou almoço
E quem criou esse troço 
Tem uma mente brilhante.

Quem diria que um dia
Eu pudesse utilizar
Calculadora e relógio
Câmera de fotografar
Tudo no mesmo aparelho
Mapa, calendário, espelho
E telefone celular.

E agora a moda pegou
Pelas "Redes Sociais"
É no "Face" ou pelo "Zap"
Que o povo conversa mais
Talvez não saiba o motivo
Que esse tal de aplicativo
É mais lido que os jornais.

Eu acho muito engraçado
Porque muita gente tem
Um Grupo só pra Família
Um do Trabalho também
E até aquele contato
Que só muda de retrato
Mas não fala com ninguém!

Tem o Grupo da Escola
O Grupo da Academia
Grupo da Universidade
O Grupo da Poesia
Tem o Grupo das Baladas
Das Amigas Mais Chegadas
E o da Diretoria.

Tem quem mande Oração
"Bom dia!", de vez em quando
Que só mande figurinhas
Quem só fique reclamando
No Grupos é que é parada
Dia, noite, madrugada
Sempre tem alguém teclando.

Cada um que analise
Se é bom ou se é ruim
Ou se a Tecnologia
É o começo do fim
Talvez um voto vencido
Porém o Zap tem sido
Até útil para mim.

Eu acho que a Internet
É uma coisa muito boa
Tem coisas muito importantes
Porém muita coisa à toa
Usar de forma acertada
Ou, por ela, ser usada
Vai depender da pessoa.

Comunicação é bom
Vantagens que hoje se tem
Feliz é quem tem amigos
Fora das Redes também
A vida só tem sentido
Quando o que é permitido
É aquilo que convém.

Pra quem meu verso rimado
Acabou de receber
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Que finaliza a dizer:
"Viva a vida intensamente
Porque é pessoalmente
Que se faz acontecer!"

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Eu não troco meu oxente pelo ok de ninguém



Homenagem a Antonio Paraibano,
 lá do Vale do Piancó no sertão da Paraíba.


De autoria de Marcilio Siqueira

EU NÃO TROCO MEU "OXENTE" PELO "OK" DE NINGUEM 


Esse tal de rocambole/
Esfirra, nissin, miojo/
Quer-me ver cuspi com nojo/...
Ofereça-me um rizole/
Prefiro uma fruta mole/
Beliscada do vem-vem/
Feijão de corda xerem/
Canjica com leite quente/
Eu não troco meu oxente/
Pelo ok de ninguém/
 
  Tomar wiski importado/
Na taça pra ser bacana/
Sou mais um gole de cana/
Num caneco enferrujado/
Não sou muito refinado/
Nem tenho inveja também/
Druris conhaque almadem/
Prefiro minha aguardente/
Eu não troco meu oxente/
Pelo ok de ninguém/

Esses verbetes do inglês/
Que usam no dia a dia/
Não me trazem simpatia/
Estragam meu português/
Vou ser sincero a vocês/
Sou muito mais meu quinem/
Adonde, prumode, eim?/
Acho mais inteligente/
Eu não troco meu oxente/
Pelo ok de ninguém/

 
Eu não falo REDBUL/
Prefiro touro vermelho/
MIRROR pra mim é espelho/
BLUE BIRD pássaro azul/
Bonito e não BEAUTIFU/
Falo dez em vez de TEN/
BABY pra mim é neném/
E HOT pra mim é quente/
Eu não troco meu oxente/
Pelo ok de ninguém/
 

Não gosto de pancadão/
Nem de RAP improvisado/
HIP HOP pé quebrado/
Sem métrica e sem oração/
Sou muito mais gonzagão/
No forro do xem nhem, nhem/
Gosto de aboio e também/
De um baião de repente/
Eu não troco meu oxente/
Pelo ok de ninguém

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Dia de Poesia!


ILÊ-ATITUDE
Miguezim de Princesa

Como pode o suingue de um bloco
Espalhar alegria onde há tristeza
E levar para o mundo em close e foco
Um imenso repertório de beleza?

É a força de todo um continente
Concentrada em canto de magia
O riso largo de toda essa gente
Tem a marca e a força da poesia.

Poesia-luta que não se acovarda,
A liberdade que falta mas não tarda
A cantar a canção de um novo dia.

E viva o Ilê Aiyê da negritude:
A marca singular de atitude,
A resistência ímpar da Bahia.
Recanto das Letras

sábado, 14 de novembro de 2009

Uma burca para Geisy

UMA BURCA PARA GEISY
Miguezim de Princesa

I
Quando Geisy apareceu
Balançando o mucumbu
Na Faculdade Uniban,
Foi o maior sururu:
Teve reza e ladainha;
Não sabia que uma calcinha
Causava tanto rebu.

II
Trajava um mini-vestido,
Arrochado e cor de rosa;
Perfumada de extrato,
Toda ancha e toda prosa,
Pensou que estava abafando
E ia ter rapaz gritando:
"Arrocha a tampa, gostosa!"

III

Mas Geisy se enganou,
O paulista é acanhado:
Quando vê lance de perna,
Fica logo indignado.
Os motivos eu não sei,
Mas pra passeata gay
Vai todo mundo animado!

IV

Ainda na escadaria,
Só se ouvia a estudantada
Dando urros, dando gritos,
Colérica e indignada
Como quem vai para a luta,
Chamando-a de prostituta
E de mulherzinha safada.

V

Geisy ficou acuada,
Num canto, triste a chorar,
Procurou um agasalho
Para cobrir o lugar,
Quando um rapaz inocente
Disse: "oh troço mais indecente,
Acho que vou desmaiar!"

VI

A Faculdade Uniban,
Que está em último lugar
Nas provas que o MEC faz,
Quis logo se destacar:
Decidiu no mesmo instante
Expulsar a estudante
Do seu quadro regular.

VII

Totalmente escorraçada,
Sem ter mais onde estudar,
Geisy precisa de ajuda
Para a vida retomar,
Mas na novela das oito
É um tal de molhar biscoito
E ninguém pra reclamar.

VIII

O fato repercutiu
De Paris até Omã.
Soube que Ahmadinejad
Festejou lá no Irã,
Foi uma festa de arromba
Com direito a carro-bomba
Da milícia Talibã.

IX

E o rico Osama Bin Laden,
Agradecendo a Alá,
Nas montanhas cazaquistãs
Onde foi se homiziar
Com uma cigana turca,
Mandou fazer uma burca
Para a brasileira usar.

X

Fica pra Geisy a lição
Desse poeta matuto:
Proteja seu bom guardado
Da cólera dos impolutos,
Guarde bem o tacacá
E só resolva mostrar
A quem gosta do produto.
 
Enviado por André Carvalho

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Morreu Maria Preá!!!


Esse ditado famoso
Comecei a pesquisar
Porque fiquei curioso
Depois de revirar tudo
Descobri com muito estudo
E pergunta em banda de lata!
Que um padre num interior
Tinha um chamego, um amor,
Um caso com uma beata
Bonita e muito formosa
Maria do Preá o seu nome
Essa beata fogosa
Do padre tirava a fome
E sempre que ele podia
Com ela, ele se escondia
Pra poderem se agarrar
Mas um dia o sacristão
Flagrou os dois num colchão
O padre e Maria Preá.


E depois dessa orgia
O padre perdeu o sossego
O sacristão todo dia
Alegava esse chamego
Chantageava o vigário
Fazia ele de otário
Ameaçando contar
Deixava o padre com medo
ue vazasse esse segredo
Dele e Maria Preá.


Sem saber o que fizesse
Com o sacristão lhe explorando
Pois tudo que ele quisesse
O padre ia logo dando
Com medo que a cidade,
Descobrindo essa verdade
Ficasse escandalizada
Pediu a Deus uma luz
Pra lhe tirar dessa cruz
Dessa exploração cerrada
Até que um dia o vigário
Viajou pra ali pertinho
Foi rezar um novenário
Num município vizinho
Esqueceu de um documento
E notando o esquecimento
Parou no meio da estrada
Deu meia volta e voltou
Mas quando em casa chegou
Ah, que surpresa danada!!!


O padre entrando apressado
Na casa paroquial
Viu o sacristão curvado
Em decúbito dorsal
Nú da cintura pra baixo
Por trás dele um outro macho
Numa movimentação
Que o padre, vendo, notava
Que o rapaz encalcava
As fezes do sacristão
ssistindo aquela cena
as, lembrando do passado
O padre ficou com pena,
E também aliviado
Mas, mesmo com a vergonha
Daquela cena medonha
O padre gritou de lá
'Sacristão, se oriente !!!
Pois, pra nós,
daqui pra frente
'Morreu Maria Preá!'

Autor: Itanildo Medeiros. Colaboração de Carlos Michelli - via e-mail.