Mostrando postagens com marcador Ralph Hoffman. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ralph Hoffman. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Trouxas

Por Ralph J. Hofmann. Transcrito do prosaepolitica


Você ia para a Europa fazer turismo este fim de ano? Ou talvez em Julho? Não vá por enquanto, faça turismo interno. Acredite, não é hora para mostrar seu passaporte brasileiro. Aliás, brasileiros portadores de passaportes da Comunidade Européia também não devem viajar a menos que saibam falar o idioma de seu passaporte ou inglês impecavelmente, sem sotaque.


O motivo? Todos os golpistas, vendedores de bonde e Torre Eiffel estão esperando os brasileiros com seus contos de vigário intensamente ensaiados. Contos do vigário feitos sob medida para as neuras brasileiras. O Brasil e os brasileiros são o novo pato internacional. Novos ricos, com o dólar a R$ 1,60, com o crédito farto, os brasileiros não tem experiência senão como mochileiros. A vida como turistas respeitáveis começa agora.
Mas o que realmente interessa são as atitudes de nosso turista número um. Sua recente estada na Bolívia, onde entregou entre US 750 milhões e US$ 1 bilhão aos bolivianos, já tendo permitido que nos espoliassem em outros muitos bilhões é nosso atestado de pato (Com sinceras desculpas ao jogador Pato que não é nenhum pato apesar dos poucos anos).
Pato, caso precisem ser lembrado é o sujeito que os vigaristas esperam assar. Pois estamos oficialmente rotulados como patos. O Nerso da Capitinga não foi junto com o Lula. E o Lula desta vez não verá escândalos de dólares na cueca. Perderá as nossas cuecas. É muito mais respeitável pegar estes dólares todos que serão investidos na Bolívia e levá-los para Las Vegas, ou Punta del Este (para ajudar o Tabaré Vasquez) e jogá-los num cassino do que confiá-los num vizinho que diz: "O Brasil tem tanto, bem que pode dar uns bilhões (bi, não mi) para a Bolívia ".
Creio que esta transação definitivamente qualifica o Lula para ser alvo de um voto de não-confiança. Insistir nessa transação, à luz do fato de que não há nenhuma garantia é mostrar a vontade férrea de Lula de fazer o bem às custas dos outros. Confirma o fato de que a CPMF não faz falta. O Lula tem de perder renda para não jogar dinheiro fora.
Enquanto isso na Gare de Lyon ouvimos: “Lá vem mais um brasileiro. De quem é a vez de depenar este pato? Semana passada a turma que toca música andina na entrada do metrô arrancou um bi deles. É a nossa vez.”.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Yidische Mamme

Por Ralph J. Hofmann. Transcrito do prosa e politica
Sabem o que é uma Yidische Mamme? Eu tive uma, o Moacyr Scliar e um monte de amigos de vocês também teve. A Connie Francis cantava uma canção super melosa em Yidish com este nome. Trata-se da mãe judia. Jesus Cristo teve uma dessas. Para ela nunca houve dúvida. O filho dela era um no mínimo um rei, mas até podia ser um Deus.
A piada que melhor explica a Yidische Mamme (Ah, elas nascem analfabetas que nem a mãe do Lula. Não tem chuncho não!) é a da parada de sete de setembro. Passa a escola inteira e a mãe ali vendo seu Danielzinho passar. Todos batendo o pé direito na batida forte do bumbo. Menos o Danny. Bate o pé esquerdo.
Aí a mãe vira para as amigas e diz orgulhosa: “Viram meu Dannyle? Todos de passo errado, só meu Dannyle no passo certo. Não é de ficar orgulhosa?
Mas eu concluo que a turma do Lulapaloosa ( misto de Lula com cavalo da raça Appaloosa), é composta de mães brasileiras. Lula comparou a reeleição em países como a Bolívia, Venezuela e quiçá o Brasil com os casos da Alemanha, França e Inglaterra. Não lembrou a Itália porque não servia aos seus assessores.
Numa Itália, parlamentarista como as outras nações européias citadas, o que mais acontece é trocar de governante em menos de quatro anos. O pessoal discorda, desconfia, do governante e ele cai. Não dá crise, o país segue crescendo, os projetos sendo executados.
Esses pontos contrariando a posição de Lula foram ventilados aos quatro ventos. Não são opiniões. São fatos que podem ser verificados com pouquíssimos recursos. Basta acessar o google. Mas eis que uma semana após serem veiculados os fatos reais, encontro artigos das vivandeiras do PT citando como exemplo os anos de Schroeder, Thatcher, Miterrand e outros.
São as Yidische Mamme do Lula defendendo o filhinho. Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. No Brasil vai ficar a posição de que Venezuela e França ou Espanha são comparáveis.

domingo, 28 de outubro de 2007

Sugestões para um presidente viajante.

Escrito por Ralph J. Hofmann. Transcrito do blog prosa e politica


A estas alturas começam a faltar novos endereços para o Grande Timoneiro. Já visitou as nações africanas. Já deve ter boteco favorito na Suíça. Não vale a pena ir para Cuba. O Malecón não se compara às margens do Lago Leman na Suíça. Depois, hoje quem está na moda em Cuba é o Huguito e o Caciquezito. E além do mais poderá haver algum membro de sua comitiva que se arraste no chão e beije os pés do Fidel, e isso não fica bem.


Mas por que não visitar a Austrália e a Nova Zelândia. Dá uma boa quilometragem no Aerolula. E a caminho poderá visitar a Ilha de Réunion, as Ilhas Maldivas e as Seychelles. Talvez Tonga? Não a Tonga da Mironga do Kabuletê. Essa é do Vinícius de Morais. Tonga tem belos corais nativos. E Lula poderia discutir os méritos do futebol. Lá essencialmente se joga rúgbi. Poderia vender alguns técnicos e jogadores.


Há um sem número de pequenas ilhas. Não sei se St.Pierre e Miquelon têm aeroporto para um Airbus. Mas no Canadá logo ao lado tem. São possessões francesas. O Sarkozy ia gostar. Principalmente se o Lula fosse daqui a dois meses. – 40°C. Bom para o Lula mostrar que um nativo de Garanhuns agüenta todas. Até virar picolé.


Tem a Ilha de Christmas também no Oceano Índico. Bom lugar para estar no dia de Natal. Esses lugares apresentam uma vantagem. Provavelmente só há acomodação para um número restrito de jornalistas. Poucos vôos também. Dava para o Timoneiro levar todo o ministério assim como os vice-ministros e deixa-los lá. Depois mandaria um navio da Marinha busca-los. Daria uns 70 dias em que poderia nomear ministros interinos. Afinal, deve haver 70 amigos do Timoneiro que não foram ministros ainda. Se sentiriam envaidecidos, apreciados e enriquecidos. E os seus amigos os chamariam de Ministro pelo resto da vida. Os que ficassem nas ilhas voltariam bem bronzeados e aptos a trabalhar com mais energia.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Associação dos Políticos Não-Executivos

Artigo escrito por Ralph J. Hofmann. Transcrito do Prosa e Politica

Há um grande número de pessoas prestando serviços em todos os níveis do executivo e legislativo que estão até o presente momento sem cobertura de uma agremiação que os congregue, que permita que troquem idéias sobre seus afazeres diuturnos, dividam informações sobre as proclividades das meninas que andam pelos corredores do poder, que assegurem acesso às melhores safras de bebidas.

Imaginem os senhores e senhoras leitores e leitoras que estes cidadãos não tem a priori sequer onde pendurarem seus paletós nos locais de trabalho onde estão lotados. Se desejam usar um computador devem trazer seu notebook de casa, mas mesmo assim não terão uma mesa e um ADSL ou Wi-fi para acessar a internet.

Portanto é de absoluta urgência que se crie um local adequado no Distrito Federal, nas capitais dos Estados e nos municípios maiores para acomodar essa raça abnegada que é obrigada a subsistir sem acesso a resmas de papel para impressora, clipes e esferográficas gratuitas, impressoras ou ao menos cartuchos de tinta para impressão.

Corre-se tremendos riscos derivados desta falta de local de trabalho. Imaginem que um distinto senhor desta classe, a ponto de passar a executivo importante da nação, nada menos do que o cargo de gestor das estradas do país, hoje está em situação periclitante pois durante anos, não tendo onde descansar seus ossos durante a jornada de trabalho, se viu obrigado a embrenhar-se na Amazônia para cuidar de uma linha de navegação.

Sim senhores, a vida de um assessor não-específico não é mole. E é por isto que batalharemos pela criação da ASSOCIAÇÃO DOS POLÍTICOS NÃO-EXECUTIVOS – ASPONE , que batalhará para dar melhores condições desta imensa classe de oprimidos.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Transcrevendo: Os Peixes da República

Escrito por Ralph J. Hofmann, para o blog Prosa e Política,
Proponho aqui que até novas considerações os membros do legislativo brasileiro sejam conhecidos por Lúcios. Isto à primeira vista não faz nenhum sentido. Por que Lúcio?Mas há bons motivos. Primeiro há as Catilinárias: “Até quando, Lúcio Catilina abusarás de nossa paciência?”.
Vejam abaixo como isto se passa em Roma, vejam o contexto da fala do Cônsul Cícero: “Andavam muito confusas as coisas em Roma, legalidade e ilegalidade, senadores e bandidos políticos, o saudável e o doente, a pátria e seus traidores, os bons e os malvados pareciam andar juntos, misturados. Era a hora de por um fim naquele caos e naquele conúbio entre a moralidade e a imoralidade, de por as coisas no seu devido lugar. O conspirador, se solto e fora da cidade, como um imã, atrairia para si os pérfidos e os malfeitores, os parricidas e os latrocidas, enquanto a República teria como seu escudo os cidadãos honestos e íntegros. Tudo então se acertaria: os bons contra os maus. A República estaria salva e o senado recomposto. O motor da conjura banido ou morto”.
Mas há mais um contexto pedindo tal apelido. O Lúcio é um voraz e agressivo peixe de água doce. Um “trairão”. Nossos filhos ao pressentirem um traidor nos seus folguedos o chamam de “traíra”. A traíra como a maioria dos peixes de água doce é escorregadia, difícil de pegar, difícil de fixar num lugar. Lisa.
Além disto, todos os anos, na páscoa, no interior de Santa Catarina esvaziam os açudes, salvam as tilápias e abatem as traíras. Mas inevitavelmente o ano seguinte há novamente traíras no açude. Elas sempre voltam. São verdadeira infestação. Há alguma dúvida sobre os Lúcios que infestam as águas de nosso legislativo?
Como dizia Cícero, misturados “o saudável e o doente, a pátria e seus traidores” – “A República estaria salva e o senado recomposto. O motor da conjura banido ou morto”.