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sexta-feira, 12 de junho de 2015

Rompimento entre Lula e Dirceu ameaça....

Por Calos Newton.


Recebido por e-mail


Rompimento entre Lula e Dirceu ameaça o PT e a própria Dilma
Entre os vários desentendimentos que assolam o governo e o PT, o mais grave, sem qualquer dúvida, é o rompimento das relações entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro José Dirceu. Da antiga amizade, nada restou. Como ambos estão ameaçados, agora cada um deles cuida da própria sorte e, para se salvar, estão trilhando o caminho da autodestruição.



O rompimento ocorreu em janeiro, quando Dirceu sentiu que a situação se complicava e logo estaria envolvido na Operação Lava Jato. Como o PT e o governo se mostravam completamente desarticulados, resolveu procurar Lula para armar um plano conjunto de defesa, como sempre fizeram, inclusive no caso de Rosemary Noronha, em que Dirceu participou diretamente da montagem de blindagem da segunda-dama de Lula, ajudou a selecionar os quatro escritórios para defendê-la, depois contratou mais um, e acompanhava Lula e Rosemary em reuniões com esses advogados, todos caríssimos, a serem pagos pelo caixa 2 do PT.

Dirceu telefonou ao Instituto Lula e pediu a Paulo Okamotto que agendasse um encontro dele com o ex-presidente. Mas acontece que Lula não quis se reunir com ele, Okamotto começou a dar desculpas, até que Dirceu perdeu a cabeça a destratou o assessor. Isso aconteceu em janeiro. Desde então os dois ex-amigos estão rompidos.

Arte de SPONHOLZ

Esta novela será demorada. Estamos apenas no segundo capítulo. A estratégia de Lula continua a mesma que usou no mensalão. Sua intenção é tirar o corpo fora e novamente culpar José Dirceu, para ter o mínimo de desgaste possível. Sonhar não é proibido. Mas as coisas mudaram do mensalão para cá, Dirceu não está disposto a pegar novamente cadeia. Seu objetivo é cumprir o resto da pena e se mudar para Portugal, tentar esquecer o que passou e curtir com a mulher e a filha o dinheiro que sobrou de suas “consultorias”. O mais provável, porém, é que Dirceu seja novamente condenado.

Se a situação de agravar, ele vai fazer delação premiada e entregar todo mundo, particularmente Lula, que hoje é seu inimigo nº 1. Na entrevista que concedeu há duas semanas ao repórter Daniel Pereira, da Veja, Dirceu ameaça claramente entregar Lula, que não tem condições de demovê-lo, nada tem a oferecer, porque também está envolvido até a alma.



Se Dirceu contar o que sabe, destruirá Lula, o PT e o governo Dilma. Certamente é por isso que Lula já está até falando que não será candidato em 2018. Depois que a bomba explodir, é melhor fugir para a Itália, aproveitando a segunda cidadania que Dona Marisa Letícia oportunamente conseguiu, seguindo o belo exemplo de Henrique Pizzolato. E lá na terra de Fellini, a famiglia Silva então poderá dizer que la nave va…

XXXXXXXXXXX

“De que serve toda covardia que o Lula 
e a Dilma fizeram na ação penal 470 
e estão repetindo na Lava Jato? 

Agora estamos todos no mesmo saco,
 eu, o Lula, a Dilma”.

José Dirceu - para saber mais, 
clique aqui

quarta-feira, 9 de julho de 2014

A lição de José Dirceu

Por Carlos Newton em A Tribuna da Imprensa
Postado em 07JUL2014

O abatimento de Dirceu é uma impressionante lição de vida
A fisionomia de José Dirceu ao sair da cadeia para trabalhar não era esperada pelos repórteres, fotógrafos e cinegrafistas. Não havia nada daquela alegria demonstrada por Delúbio Soares, que está sempre com o sorriso estampado no rosto, o que até indica um determinado grau de alienação.



Mas o inesperado abatimento de Dirceu dizia tudo. No início do governo do PT, ele era o político mais importante do país. Lembro de uma frase de Dirceu , em conversa com uma empresária do Rio, que apoiara Lula e montara para ele o maior comitê eleitoral de todo o país. Após a vitória nas urnas, Dirceu disse a ela: “Agora, vou ensinar o Lula a governar”. E lá foi ele para a Casa Civil, cumprir o prometido.

Dirceu mandava e desmandava no governo. O presidente Lula o obedecia cegamente, até que foi aprendendo as manhas e passou a dividir o poder, digamos assim. Veio então o escândalo do mensalão, e Lula deu a sorte de ter sido poupado por Roberto Jefferson e pela própria oposição, que ingenuamente achava que o presidente iria cair de podre. “Vamos deixá-los sangrar”, diziam os oposicionistas, festejando antes da hora.



Lula não perdeu uma gota de sangue, ficou até mais robustecido, enquanto Dirceu sangrava sem parar, até perder o mandato. Mas já estava doutorado em administração pública, abriu sua consultoria em São Paulo e imediatamente atraiu uma romaria de empresários nacionais e estrangeiros.

Dirceu demonstrou uma invulgar capacidade de operar o chamado tráfico de influência e ficou rico numa velocidade impressionante. Sua desenvoltura era tamanha que montou um escritório num hotel de Brasília, onde foi flagrado “despachando” com o então presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, e outras autoridades federais, inclusive ministros.



Nessa incessante e proveitosa atividade, o ex-chefe da Casa Civil fez escola no governo, porque outros influentes petistas também abriram “consultorias” e passaram a faturar no estilo Dirceu. Entre outros, Antonio Palocci, Fernando Pimentel, Erenice Guerra e até Delúbio Soares se tornaram “consultores” bem sucedidos.

Mas o final da história é triste. Dirceu ganhou muito dinheiro, mas perdeu todo o resto: a dignidade, a honradez, o futuro político e própria biografia. Até a mulher que ele amava foi embora. Sua fisionomia abatida e desanimada mostra uma transformação brutal.

Após seu primeiro dia de trabalho externo, o ex-ministroouviu de uma pessoa que trabalha no edifício onde fica o escritório do advogado José Gerardo Grossi: “Fala sério, José Dirceu, o crime vale a pena”.

Como ensinava Miguel de Cervantes e o poeta Ascenso Ferreira repetia, pode-se dizer que Dirceu também levou a vida em grande disparada. Para quê? Para nada. Se tivesse feito a coisa certa, estaria hoje no eixo Planalto-Alvorada tentando a reeleição. Seria o presidente José Dirceu e nem saberia onde fica a Penitenciária da Papuda.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

A candidata Dilma e o viés de baixa

 Por Carlos Newton direto da Tribuna da Internet

Maior problema de Dilma é o viés de baixa que ameaça qualquer candidatura
 Com a divulgação da nova pesquisa Datafolha, fica na berlinda o instituto Vox Populi, que foi contratado pelo PT para fazer levantamentos semanais até a convenção nacional do dia 29, quando enfim será confirmada (ou não) a candidatura de Dilma Rousseff à reeleição ou sua substituição pelo ex-presidente Lula, como é da preferência de praticamente todos os filiados ao partido.

Sinfrônio



Na quinta-feira de manhã, com a pesquisa Datafolha ainda em andamento, o PT vazou uma informação furada ao jornalista Lauro Jardim, da Veja, que publicou na internet a seguinte nota:

A nova pesquisa do Datafolha com os dados da corrida presidencial sai entre hoje à noite e amanhã. No PT, aguarda-se um número semelhante ao que o partido recebeu ontem do Vox Populi, numa pesquisa encomendada pela campanha de Dilma (repita-se, encomendada pelo PT). Nela, a presidente aparece com cerca de 40%, Aécio com 21% e Eduardo Campos com 9%. Resultado praticamente igual ao do Ibope de duas semanas atrás.
Foto de Jorge Willians

A informação do PT à Veja, como se vê, não correspondeu aos fatos. Muito pelo contrário, ao invés de dar Dilma subindo de 37% para 40%, o Datafolha mostrou exatamente o inverso, com a queda progressiva das intenções de voto na reeleição da presidente Dilma Rousseff. Em relação a maio, ela caiu de 37% para 34%. Desde fevereiro, já despencou dez pontos percentuais. É assim que la nave va…

O problema de Dilma Rousseff é justamente o “viés de baixa”, considerado o pior indicador nas campanhas eleitorais. Quando sucessivas pesquisas vão mostrando essa tendência de queda, a dificuldade para revertê-la é enorme. E não é por falta de tentativas do marqueteiro João Santana (o 40º ministro), que não faz outra coisa e recentemente lançou na TV a chamada “propaganda do medo” e depois criou o surpreendente decreto populista das consultas sociais.
Newton Silva


Ao mesmo tempo, a presidente Dilma tem feito um esforço enorme, viajando pelo país para inaugurar obras novas, obras em construção e obras já insistentemente reinauguradas. Mas não está dando certo. Ela não despertou entusiasmo em nenhuma cidade e foi até vaiada em algumas delas.

A nova rodada do Datafolha mostra também que cresceu de forma notável o total de eleitores que não sabem em quem votar, de 8% para 13%. Ao mesmo tempo, outros 17% afirmam que pretendem votar nulo, em branco ou em nenhum dos candidatos apresentados. Na comparação com os mesmos períodos de eleições anteriores, a atual taxa de eleitores sem candidato (30%) é recorde desde 1989, e isso é péssimo para o governo, porque mostra que não está agradando.
?


Enquanto isso, no Instituto Lula, a animação é geral… Daqui a pouco a gente publica uma matéria da jornalista mineira Raquel Faria sobre a pressão no PT para fazer Dilma desistir.