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terça-feira, 17 de novembro de 2015

O aborto, uma maneira de pensar

Por David Coimbra.

Quem perde na briga entre esquerda e direita
Entrevistei o Brizola umas 10 vezes. Em quase todas, ele disse, acerca da discussão sobre a reforma agrária no Brasil: “A questão da reforma agrária precisa ser desideologizada”.

Escandia as sílabas ao pronunciar essa palavra pedregosa, de-si-de-o-lo-gi-za-da.
Ficava pensando: o Brizola do socialismo moreno criticando as ideologias… É que ele era mais prático do que idealista. Sabia que, quando alguém tenta solucionar um problema através da ideologia, torna a solução quase impossível. Porque a questão vira causa e a causa vira luta e não há como lutar se não houver inimigo. Você precisa lutar CONTRA alguém.



A reforma agrária não foi desideologizada no Brasil. Ao contrário. Não é por acaso que o MST é chamado de “exército” pelo ex-presidente Lula. Hoje, se você der terra a todos os sem-terra, você acha que acabaria o MST? Claro que não. O MST faria o que já faz: recrutaria nas periferias das cidades os seus novos “soldados”, porque a ideologia, além de dar sentido à vida, também pode ser um bom negócio.

Quanto mais ideologizada é uma discussão, mais inócua ela se torna. Para cada Maria do Rosário haverá um Jair Bolsonaro, para cada Marco Feliciano haverá um Jean Wyllys, e nada jamais irá a lugar algum.

Você decerto vê isso no seu dia a dia. Você não resolve nenhuma pendência brigando, resolve ponderando. Cada lado cede um pouco, e todos convivem em paz com suas diferenças. Esse o ideal.

No Brasil, questões humanitárias tornaram-se questões amargamente ideológicas. Não existem, por acaso, homossexuais de direita, que querem ter seus direitos respeitados? É óbvio que sim. Tornar a defesa dos direitos dos homossexuais uma causa exclusiva da esquerda reduz a importância da causa. E atrai opositores encarniçados.

Escrevo isso a propósito do Projeto de Lei 5069, que Eduardo Cunha conseguiu fazer ser aprovado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Esse projeto limita as possibilidades do chamado “aborto legal”. Atinge, diretamente, as mulheres da faixa de renda mais baixa do país. Elas são as maiores vítimas de violência sexual e elas não têm recursos para pagar caríssimas clínicas clandestinas de aborto. O que elas farão, no caso de carregarem o indesejado fruto de um estupro? Tentarão retirá-lo por conta própria.

O aborto legal, em caso de violência sexual, é caso de saúde pública, não é caso de ideologia. Eduardo Cunha e outros deputados conservadores, porém, estão tratando esse tema, e outros tantos, como cavalo de batalha contra seus inimigos da esquerda. Quem vai sair perdendo, nessa disputa? As mulheres pobres e indefesas das periferias do Brasil.

Os direitos dos homossexuais, a regulação do uso das drogas, o porte de armas, a violência contra a mulher, a violência em geral, a reforma agrária, a educação, a saúde, o aborto e várias outras questões importantes do Brasil precisam de debates feitos com inteligência, não com emoção. Não são bandeiras da esquerda nem da direita. São problemas a serem resolvidos com bom senso.

Pessoalmente, nessa questão específica do aborto, penso que a grávida deveria ter o direito de decidir se quer ou não fazê-lo, até porque ninguém, a priori, sente vontade de se submeter a essa operação. É algo que se faz por necessidade. Mas essa é uma discussão longa, cheia de vírgulas éticas e morais. Agora, se você prefere ser como o Brizola, se você quer ignorar a parte ideológica para entrar na prática, peço-lhe para abrir um mapa-múndi na sua frente e marcar os países onde o aborto é permitido com uma cor e aqueles em que não é permitido com outra cor. Você verá a diferença entre uns e outros. O que, talvez, sirva para alguma reflexão.



quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Adote um preso!

Em 10JAN2014 o desembargador mineiro Rogério Medeiros Garcia de Lima, escreveu:

"Tenho uma sugestão ao professor Paulo Sérgio Pinheiro, ao jornalista Janio de Freitas, à ministra Maria do Rosário e a outros tantos admiráveis defensores dos direitos humanos no Brasil. Criemos o programa social "Adote um Preso".

Cada cidadão aderente levaria para casa um preso carente de direitos humanos. Os benfeitores ficariam de bem com suas consciências e ajudariam, filantropicamente, a solucionar o problema carcerário do país. Sem desconto no Imposto de Renda." 

Painel do leitor.Folha




Vejam abaixo a historinha que ele conta:


"A FolhaSP.Painel do leitor, publica carta minha, onde ironizo os “baluartes” dos direitos humanos. Agora, com o morticínio de presos no Maranhão, jornalistas e intelectuais “engajados” escrevem e opinam copiosamente sobre a questão carcerária e os direitos fundamentais. 

São como urubus, não podem ver uma carniça.
Quando eu era juiz da infância e juventude em Montes Claros, norte de Minas Gerais, em 1993, não havia instituição adequada para acolher menores infratores. Havia uma quadrilha de três adolescentes praticando reiterados assaltos. A polícia prendia, eu tinha de soltá-los. 
Depois da enésima reincidência, valendo-me de um precedente do Superior Tribunal de Justiça, determinei o recolhimento dos “pequenos” assaltantes à cadeia pública, em cela separada dos presos maiores.
Recebi a visita de uma comitiva de defensores dos direitos humanos (por coincidência, três militantes).
Exigiam que eu liberasse os menores. Neguei. 
Ameaçaram denunciar-me à imprensa nacional, à corregedoria de justiça e até à ONU. Eu retruquei para não irem tão longe, tinha solução. Chamei o escrivão e ordenei a lavratura de três termos de guarda: cada qual levaria um dos menores preso para casa, com toda a responsabilidade delegada pelo, juiz.



Pernas para que te quero! Mal se despediram e saíram correndo do fórum. Não me denunciaram a entidade alguma, não ficaram com os menores, não me “honraram” mais com suas visitas e ... os menores ficaram presos.
É assim que funciona a “esquerda caviar”.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Lulla continua fiel 'a ditadura cubana

Por Augusto Nunes, em seu Direto ao ponto

O comparsa da ditadura cubana
Em março, a blogueira Yoani Sánchez mandou ao presidente Lula uma carta com um apelo: queria visitar o Brasil em 23 de julho, para assistir ao lançamento do documentário Conexão Cuba Honduras, em que aparece como entrevistada. O destinatário poderia facilitar as coisas se pedisse ao governo da ilha que autorizasse a viagem.


Há uma (+- 16:50) hora, Yoani divulgou pelo twitter a seguinte informação:
Pedi a Lula que interceda por mi viaje ante autoridades cubanas, pero carta de invitacion hecha en consulado de cuba en Brasil no aparece”.

O documentário será exibido nesta sexta-feira. Pela quinta vez em três anos, Yoani será impedida de sair do país. O governo brasileiro é comparsa da ditadura dos irmãos Castro. O Planalto faz todas as vontades do amigo Fidel. Quem acha que Orlando Zapata Tamayo procurou a morte na cadeia não se comove com uma jornalista que procura a vida fora da ilha-prisão.

Se rendesse votos 'a Dilmentirosa, o presiMente Lulla atenderia...