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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Campo de Concentração vira Resort

Do blog do Moreno.

Campo de Concentração vira Resort
Uma ilha na costa de Montenegro usada como campo de concentração durante a Segunda Guerra Mundial irá se transformar em resort de luxo. A medida foi autorizada pelo Parlamento do país.


A ilha de Mamula possui uma fortaleza do século XIX que foi usada para prender milhares de opositores do italiano Benito Mussolini. Estima-se que mais de 130 pessoas foram assassinadas ou morreram de fome ali.

A companhia suíço-egípcia Orascom deve pagar cerca de US$ 16 milhões de dólares para administrar e restaurar o local, que deve contar com restaurantes, um spa e uma boate.

domingo, 13 de dezembro de 2015

Um Cruzador chamado Bahia

Curiosidades em Guerra

XLVIII Um Cruzador chamado BAHIA


Cruzador é um tipo de navio de guerra que se encarregue de tarefas de exploração numa esquadra.



O Bahia como o Rio Grande do Sul eram os navios líderes da classe de cruzadores construídos para o Brasil pelo estaleiro Vickers Armstrong, na Inglaterra. Foi lançado ao mar em 1909, chegando ao Brasil em 1910 e denominado Bahia. Era considerado um orgulho para a Marinha do Brasil.


Seis meses após ter sido comissionado, em maio de 1910, seus tripulantes, juntamente com os do Minas Gerais e do São Paulo, entraram em motim, iniciando a Revolta da Chibata que veio a abolir o uso de açoitamento como forma de punição na Marinha.

 Cruzador Bahia nos anos 20


Durante a Primeira Guerra Mundial, o Bahia e seu navio-irmão, o Rio Grande do Sul, foram designados para a Divisão Naval em Operações de Guerra, principal contribuição da Marinha do Brasil naquele conflito. Sediada em Serra Leoa e no Senegal, a esquadra escoltou comboios por uma região fortemente patrulhada por U-Boots, esses dois cruzadores tinham a bordo hidro-aviões preparados para o combate aero-naval, bem como para as operações de minagem e torpedeamento, sendo caças - bombardeiros.

Em meados da década de 1920, o Bahia foi amplamente modernizado; recebeu três novas turbinas Brown–Curtis e seis novas caldeiras aquatubulares Thornycroft e, no processo, acabou sendo convertido de um navio a carvão para um movido a óleo. As alterações causaram uma significante mudança estética, passando a ter três chaminés no lugar de duas. O armamento também foi modificado; foram adicionadas três metralhadoras Madsen de 20,1 mm, uma metralhadora Hotchkiss de 7 mm, e quatro tubos de torpedo de 533 mm. Na década de 1930 serviu ao lado das forças do governo durante diversas revoltas.

Cruzador Bahia após reformas

Na Segunda Guerra Mundial o Bahia foi utilizado novamente como escolta de comboios na campanha do atlântico, navegando mais de 100.000 milhas náuticas no decorrer de quase um ano. O Bahia participou efetivamente liderando inúmeros comboios de navios mercantes aliados, sempre andava na frente fazendo movimentos de zigue zague, chegando a manter contato direto com U-Boats alemães.

Já no final da guerra apos um extenso período de patrulha, o Bahia recebera o que seria sua ultima missão na guerra antes de retornar para o Rio de Janeiro. O Cruzador partiu do porto de Recife para substituir o Contratorpedeiro Bauru na Estação 13, que ficava a 500 milhas do penedo de São Pedro e São Paulo.



Chegando na Estação apos pouco mais de 2 dias de navegação, os oficiais americanos a bordo começaram seu trabalho de controle de aeronaves. 

Era 4 de julho de 1945, durante os preparativos para um exercício com as metralhadoras antiaéreas Oerlikon de 20 mm, o cruzador Bahia parou momentaneamente para lançar ao mar um alvo flutuante para exercício de tiro, mas às 09:10h, foi atingido por uma violenta explosão provocada por um disparo acidental, que acertou as cargas de profundidade na popa.


Na catástrofe, perderam a vida o seu comandante, Capitão-de-Fragata Garcia D’Ávila Pires de Albuquerque e mais 339 dos 372 homens que estavam a bordo, inclusive 4 marinheiros norte americanos. Em 8 de julho, foram salvos apenas 36 tripulantes pelo navio mercante inglês S/S “Balfe“. 


A versão oficial narrando o motivo da explosão: uma metralhadora estava com sistema de retranca desarmada, que impede que seja disparado para dentro do navio em caso de combate contra aeronaves.

U-530


Outra versão, extraoficial, é que teria sofrido um ataque certeiro de um possível torpedo lançado do U-530 que mais tarde se rendeu na Argentina. Essa possibilidade pode ser verdadeira por conta do sistema de retranca da metralhadora não ser um equipamento fácil de ser destravado, necessitaria de no minimo três homens, e não teria nenhuma vantagem para o artilheiro.

Fontes

domingo, 6 de dezembro de 2015

O Zoo que sobreviveu ao cerco de Leningrado

Curiosidades em Guerra

XLVII O Zoológico de Leningrado 


Em setembro de 1941 as tropas alemãs cercaram a cidade de Leningrado (agora São Petersburgo) e iniciaram o cerco que durou até janeiro de 1944.

Além do simbolismo de tomar o berço da revolução, Hitler considerava Leningrado vital devido a sua fábrica de tanques e veículos blindados além, claro, de seu porto.

Acesso ao jardim zoológico. Cartão postal. 1920.


Dada a defesa feroz dos soviéticos e a impossibilidade de a ocupar pela força, Hitler decidiu conquistá-la pela fome.

A população foi submetida a luta mais incrível pela sobrevivência, onde a escassez dos alimentos levou os sitiados a acabar com a população de pombos, gatos, cães e até mesmo atos de canibalismo foram cometidos. 

Os poucos suprimentos que conseguiam chegar à cidade o faziam pelo congelado Lago Ladoga mas eram insuficientes para uma população de 3.000.000 de habitantes. Quando a cidade foi libertada, havia mais de um milhão de mortos.

Mas, mesmo naquele lugar de morte e desolação, havia um lugar para escapar da barbárie, o Zoológico de Leningrado.



Antes de começar o cerco, e do avanço das tropas alemãs, cerca de 80 animais - quase metade do zoológico foram evacuados para outras cidades -  panteras negras, tigres, ursos polares, antas e um rinoceronte mas não puderam transferir a todos. 

Logicamente, os animais sofreram a escassez de alimentos muito antes da população. Só a dedicação dos próprios trabalhadores do zoo conseguiram salvar a vida de muitos deles. 

Eles procuravam alimentos recolhendo ervas, raízes, castanhas, bolotas, etc. Couves e nabos eram  plantadas dentro do próprio zoo. Para os carnívoros, eles cobriram as peles de cães e gatos com uma mistura de ervas e miudezas. Jaulas e paredes haviam sido destruídas pelos bombardeios mas os funcionários voluntários curaram-nos com o pouco que tinham, e eles dormiam dentro do complexo e apesar da escassez de comida que havia na cidade, não houve tentativas de se invadir as instalações do jardim zoológico.





Apesar de todos os sacrifícios dos cuidadores, incluindo a sua própria vida, alguns animais morreram de bombardeios ou dos incêndios subsequentes, além de fome e ainda outros tiveram que ser abatidos por escaparem do zoo já que podiam tornar-se uma ameaça para a população. 

Mas a maioria sobreviveu ao cerco e à guerra. 

Belle e Yevdokia. 1943


Um caso exemplar foi do  hipopótamo Belle que devido a inexistência naqueles dias de água corrente e, portanto, com a piscina vazia, era muito difícil manter sua pele molhada o que provocava rachaduras sangrentas e dolorosas em seu corpo. Então, Evdokia Ivanovna, sua tratadora, ia todos os dias ao rio Neva com um barril de 50 litros para recolher a água. Ele esquentava a água e, depois de molhar a pele, esfregava com óleo de cânfora. 

Se Belle, antes da guerra se alimentava de 40 kg de ração diária esta passou a ser de 6 kg por dia de uma mistura feita com ervas, legumes e serragem. Graças a Evdokia, Belle conseguiu superar todas as adversidades e morreu de velhice em 1951.



Para a população, o Zoo de Leningrado tornou-se um símbolo de força e paz. Na verdade, dos quase 900 dias do cerco alemão, ele permaneceu fechado somente no inverno de 1941, quando bombardeios foram mais intensos. Trabalhadores do jardim zoológico foram homenageados por seus esforços e dedicação para mantê-lo aberto e darem à cidade uma aparência de vida e certa tranquilidade.

domingo, 22 de novembro de 2015

O Morte Branca

Curiosidades em Guerra

XLV SIMO HÄYHÄ, o Morte Branca

Mal sabia o mundo, mas no dia 01 de dezembro de 1905 na pacata cidade de Rautjärvi, no interior da Finlândia, nascia Simo Häyhä, o homem que viria a se tornar uma das maiores lendas do século XX, o maior soldado dos tempos modernos, um homem capaz de lutar sozinho contra um exército e exterminar seus inimigos sem que eles jamais soubessem de onde vinha o tiro, esse era Simo Häyhä, também conhecido como “O Morte Branca",  o mais eficiente franco-atirador da história.



Trabalhando em temperaturas que iam dos −20º aos −40º  e usando uma camuflagem totalmente branca, Häyhä é creditado em mais de 500 mortes confirmadas de soldados soviéticos. Uma contagem diária de baixas era feita no campo de batalha de Kollaa, e os relatórios não-oficiais finlandeses estimam em 542 o número de mortes atribuído a ele.

Häyhä usou uma variante do rifle soviético Mosin-Nagant, pois se adequava a sua baixa estatura. Para não se expor em seus esconderijos, ele preferia usar miras comuns ao invés das telescópicas, pois com esta última o atirador deve erguer um pouco a cabeça, além de haver o risco da lente refletir a luz do sol. 



Outra tática usada por Häyhä era compactar a neve à sua frente para que o tiro não a soprasse, revelando sua posição. Ele também colocava neve na boca, escondendo assim quaisquer sinais que sua respiração pudesse provocar.

Além das mortes como franco atirador, Simo Häyhä foi creditado também por abater mais de duzentos soldados inimigos com uma metralhadora Suomi M-31 SMG, elevando assim sua marca para 705 mortes. Este fato, no entanto, nunca foi comprovado. A marca de mais de 500 mortes foi alcançada num período de 100 dias, com Häyhä atingindo o número recorde de 5 por dia, praticamente uma morte a cada hora do curto dia de inverno.



O exército soviético fez várias tentativas para se livrar dele, incluindo contra-ataques com franco atiradores e assaltos de artilharia, até que em 6 de março de 1940 Häyhä foi atingido por um tiro na mandíbula durante combate corpo-a-corpo. Com o impacto, o projétil girou e atravessou-lhe o crânio. Ele foi resgatado por soldados aliados, que disseram "faltar metade de sua cabeça". 

Ficou inconsciente até 13 de março, um dia após a assinatura do tratado de paz que pôs fim ao conflito. Pouco depois, Häyhä foi promovido de cabo a primeiro-tenente pelo marechal-de-campo Carl Gustaf Emil Mannerheim. Nenhum outro soldado jamais conseguiu uma escalada de posto tão rápida na história militar da Finlândia.



Häyhä levou vários anos para se recuperar do ferimento. A bala, provavelmente explosiva, havia quebrado sua mandíbula e arrebentado sua bochecha esquerda. Apesar de tudo, ele se recuperou totalmente, tornando-se caçador de alce e criador de cachorros após a Segunda Guerra Mundial.

Em 1998, ao ser perguntado sobre como conseguiu se tornar uma atirador tão bom, ele respondeu, "prática". Questionado se tinha remorsos por ter matado tantas pessoas, ele disse, "fiz o que me mandaram fazer, da melhor forma possível".



Simo Häyhä morreu em 2002, com quase cem anos por causas naturais. Ele disse que jamais se arrependeu do que fez, dizia que apenas cumpriu as ordens e protegeu seu país da melhor maneira possível. Esse era Simo Häyhä, o Morte Branca, o maior soldado que o mundo viu, um homem lendário .

Fontes

domingo, 15 de novembro de 2015

Meninas ack ack

Curiosidades em Guerra

XLIV - Meninas Ack Ack 


Ack Ack Girls eram membros do Serviço Territorial Auxiliar (ATS) que ajudou a operar armas antiaéreas na defesa da Grã-Bretanha de bombardeios alemães durante a Segunda Guerra Mundial. 



De 1941 em diante todas as mulheres britânicas solteiras com idade de 20 a 30 eram obrigadas a aderir a um dos serviços auxiliares, que incluíram o ATS. 

Um dos papéis da ATS mais perigosos e emocionantes estava a de ser selecionada para o serviço 'Ack Ack' - equipar as armas antiaéreas assim chamadas por seu som característico que distinguiam-se das demais armas quando eram  disparadas. 



A idéia de usar as mulheres em grupos de arma foi proposto pela primeira vez pelo engenheira britânica Caroline Haslett e foi aprovado pelo primeiro-ministro Winston Churchill. A própria filha de Churchill, Mary Soames, foi um das primeiras voluntárias Ack Ack tendo servido em um local de arma em Hyde Park, em Londres.

Como uma proclamação real proibiu as mulheres de operar armas mortais, as Meninas ACK ACK trabalharam como parte de esquadrões formados por ambos os sexos, onde os homens carregavam e disparavam as armas com o apoio das mulheres.

operando  spotter


Os três papéis principais das mulheres eram:
  • Spotters que usaram binóculos para encontrar aviões inimigos,
  • equipes que calculavam a distância até o alvo, e 
  • Operadores de Predictors que trabalhavam com um teodolito para calcular o tamanho necessário do comprimento do fusível certificando-se se explodiu na altura certa.
 operando um Predictor


As mulheres estavam sujeitas ao mesmo treinamento intensivo que os homens e tiveram que passar por testes rigorosos em termos de exercícios, audição, visão e controle dos nervos, a fim de serem aceitas. Isso foi essencial para suportar as duras condições nas plataformas de armas e de continuar a tarefa, enquanto bombas caíam ao redor deles. 

Quando os alemães dispararam as V1-bombas-voadoras também chamadas de buzzbomb ou bombas de zumbido contra a Grã-Bretanha, 369 Meninas Ack Ack foram mortas em apenas 3 meses. 

Memorial às Meninas Ack Ack


O seu sacrifício e dedicação provou ser inestimável para o esforço de guerra, bem como proporcionar um impulso à moral civil com o som das armas Ack Ack tornando-se um símbolo bem reconhecido da resistência britânica.

domingo, 8 de novembro de 2015

Gander, o cão herói

Curiosidades em Guerra

XLIII Gander
O Cão herói


Os conflitos armados ao longo da história tiveram muitos atores que deram suas vidas para salvar as de seus pares. O protagonista desta história era um cão da raça Terra Nova.

Pal, seu nome original  era o animal de estimação de uma família de Gander (Canadá), e como todos os da raça Terra Nova/Newfoundland cresceu até se tornar um belo exemplar de quase 70 kg. E era adorado entre as crianças. Mas Pal ficou em apuros quando ele arranhou o rosto de uma criança com sua pata. Foi um acidente, Pal só foi cumprimentar a criança com sua exuberância habitual mas o seu proprietário, preocupado pois ele seria forçado a sacrificá-lo, deu-o aos soldados como seu mascote.

Os soldados mudaram seu nome para Gander.


Gander rapidamente adaptou-se à vida militar e foi elevado a sargento mais rápido do que qualquer homem alistado. No desfile, ele orgulhosamente marcharam na frente, vestindo listras de sargento ao lado do emblema do regimento, anexado ao seu cinto de segurança.

Gander acompanhou o Royal Rifles quando embarcaram para Hong Kong, no outono de 1941 para a defesa contra os ataques japoneses.




A tranquilidade na ilha foi curta. O desembarque foi acompanhado por um forte bombardeio e os combates nas praias tornou-se corpo a corpo.

A 19 de dezembro de 1941, o 1º Batalhão do Real Rifles foi isolado e os canadenses mal conseguiam responder a  brutal ofensiva japonesa. Uma granada caiu sobre um grupo de feridos e Gander agarrou-a com a boca e correu na direção das linhas japonesas. 

Gander morreu na explosão, mas salvou a vida de vários soldados canadenses feridos.




Em apenas 18 dias, a ilha tinha caído, mas a história de Gander começaram a circular entre os soldados canadenses presos em campos de prisioneiros ... Gander se tornou lenda. O jogador de 27 outubro de 2000, Gander postumamente a Medalha Dickin recebeu ...

Fontes

domingo, 1 de novembro de 2015

A senhora Morte Negra

Curiosidades em Guerra

XLII Senhora Morte Negra
Yevdokiya Zavaliy

A história de vida e proezas militares de uma mulher incrível, Yevdokiya Zavaliy, a única mulher comandante de um pelotão de fuzileiros navais durante a Segunda Guerra Mundial.



Yevdokiya Zavaliy nasceu em 28 de maio de 1924, em uma pequena aldeia agrícola localizada na Região Nikolayev, Ucrânia. Antes da guerra, ela trabalhou em uma fazenda. E foi assim que a guerra começou para ela.

"Foi a 25 de Julho de 1941. De repente, vi 4 pontos negros no céu sobre a nossa aldeia e compreendi que estes estavam desembarcando tropas! Depois de um terrível rugido os aviões inimigos começaram a bombardear. Corremos para as nossas casas. Depois de correr para o quintal,  ouvi alguém gemendo. 



Sob uma árvore de maçã velha havia um jovem guarda de fronteira deitado em uma poça de sangue. Eu não me lembro do momento em que entrei na casa, rasguei um lençol em pedaços e enfaixei-o ... Então eu vi outro soldado ferido, depois outro ...

Quando a última unidade militar deixou nossa aldeia, eu convenci o comandante a levar-me com ele. Ele não recusou. Quando eu estava prestes a sair eu corri até a minha avó olhou para mim e começou a lamentar: "Oh, o que você está fazendo ?! Volte, tesouro" Então de repente ela me abraçou, e sussurrou olhando nos meus olhos: "Minha querida neta, você vai sangrar 4 vezes mas gansos brancos irá lhe trazer de volta ...!" Depois  ela me abraçou.


Zavaliy começou a servir com o regimento como enfermeira, mas durante este tempo, ela aprendeu a atirar com rifles, pistolas e metralhadoras. Ela também se tornou diretamente envolvido em conflitos, tendo um ferimento no abdômen durante a retirada na ilha Khortytsia e salvou a vida de um oficial ferido, arrastando-o para a segurança. Ela foi premiada com a Ordem da Estrela Vermelha por sua bravura, mas este foi apenas a primeira condecoração que receberia.

Um dia, um oficial confundiu Zavaliy como um homem pois ela usava roupas de soldado e sua cabeça tinha sido  raspada para remoção de piolhos. O policial ordenou que "ele" se juntasse a um grupo de soldados que iriam para a linha de frente. Zavaliy decidiu ir junto não esclarecendo o erro e duas horas mais tarde participou de uma batalha  com a 6ª Brigada Aerotransportada. Ela continuou a servir em numerosas batalhas sob sua nova identidade masculina e após fazer a captura de um oficial alemão em combate, foi nomeada para o comandante de um esquadrão de reconhecimento. Quando as tropas soviéticas estavam morrendo de fome perto de Mozdok, no final de 1942, Zavaliy armou e comandou uma ousada invasão noturna através de um rio para um acampamento alemão, onde roubou munições e provisões.



No ano seguinte Zavaliy já era um sargento servindo na região de Kuban, quando sua companhia foi cercada durante um tiroteio pesado e o comandante da companhia foi morto. Vendo seus companheiros soldados vacilantes Zavaliy assumiu o comando, gritando para os homens a segui-la e levando-os em um contra-ataque furioso que quebrou o inimigo e forçou-os a recuar. A batalha a deixou gravemente ferida e durante o seu tratamento, os médicos descobriram que ela era uma mulher. Zavaliy esperava que fossea ser julgado e condenado a retornar para a enfermagem, no entanto, à luz de suas muitas realizações ela foi autorizada a permanecer no exército e em outubro de 1943 ela foi promovida a comandante de um pelotão artilheiro de submetralhadora. 

Enquanto os homens da seu pelotão estavam inicialmente relutantes em seguir as ordens de um adolescente, Zavaliy rapidamente ganhou o respeito deles. O pelotão foi repetidamente enviado para a vanguarda do combate mais intenso, onde Zavaliy levou seus homens em ataques ousados ​​nas linhas alemãs, participando na defesa do Cáucaso, da batalha da Criméia e, finalmente, a expansão soviética na Europa Oriental. Ela passou a ser tão temida pelos soldados alemães que eles a apelidaram de "Frau Black Death ', a Senhora morte Negra. 



Duas vezes ela foi acreditada como ter sido morta em combate, mas ambas as vezes ela voltou ileso. Em sua carreira militar foi ferida com um total de 4 vezes e recebeu cerca de 40 medalhas de honra.

Zavaliy acabou sendo dispensado do exército em 1947 e viajou para Kiev, onde ela se casou e teve 2 crianças. Ela passou a maior parte de sua vida trabalhando como gerente de um supermercado, mas também visitou muitas cidades e bases militares onde foi celebrada como um herói militar. Ela morreu em Kiev em 2010.

Fontes 

domingo, 25 de outubro de 2015

Como surgiu a saudação nazista

Curiosidades em Guerra

XLI - A saudação nazista
Heil, Hitler


A saudação nazista ou saudação de Hitler (em alemão: Hitlergruß), muito conhecida na época da Alemanha Nazista como Deutscher Gruß (saudação alemã), é uma variação da saudação romana, adotada pelo Partido Nazista como um sinal da lealdade e culto à personalidade de Adolf Hitler.


Para a saudação de Hitler o braço direito é levantado em um ângulo de aproximadamente 45 graus na horizontal e ligeiramente na lateral, embora muitas vezes seja utilizado em 90 graus (principalmente em multidões onde não haveria espaço para colocar o braço estendido para a frente), e acompanhado das palavras Sieg Heil!, Heil Hitler!, Heil mein Führer! (Salve, meu líder - quando endereçada ao próprio Hitler), ou simplesmente Heil!, geralmente dito em voz alta e repetidas três vezes. 






O próprio Hitler usava frequentemente a saudação, e há muitas fotografias dele fazendo-a em multidões e em carros abertos. No caso de uma pessoa saudar a outra, as palavras são pronunciadas ao mesmo tempo, e o receptor deve levantar a mão direita sobre o ombro dizendo as mesmas palavras

Fonte wikipedia

domingo, 18 de outubro de 2015

Você sabia que... na 2ª guerra mundial!

Curiosidades em Guerra

XL Você sabia que... 
20 fatos curiosos

01... o nome original de Stalin era Josef Djugashvili. Em 1913 começou a usar o pseudônimo Stálin devido ao seu significado - Homem de Aço?

02... Adolf Hitler também mantinha um "book" secreto? - veja AQUI

03... a primeira bomba lançada pelos norte-americanos em Berlim matou o único elefante do zoológico municipal?

04... existia uma canção cantada por todos os soldados independente por que lado combatessem? veja AQUI

05... Benito Mussolini, durante a Primeira Grande Guerra, era um editor de um jornal italiano financiado parcialmente pelos britânicos e pelos franceses?



06... atores famosos também destacaram-se em combate? veja AQUI

07... quando ficavam sem alimentação nos campos de batalha, muitos soldados se alimentavam de batata crua, retiradas da terra?

08... os EUA tinham em sua frota um navio que era considerado um verdadeiro pé-frio? - veja AQUI

09...Heinrich Himmler, a mente diabólica das SS, foi um criador de galinhas?

10... o 1º vencedor do GP de Mônaco foi um herói da resistência francesa? veja AQUI



11... Nagasaki não era o alvo original - o alvo pretendido era a cidade de Kokura, que escapou pelo fato de os pilotos do bombardeiro terem ordens para só atacar a cidade caso esta estivesse claramente visível. Como Kokura se encontrava sob um denso nevoeiro, Nagasaki foi a primeira alternativa para o lançamento da bomba atômica.

12... o exército vermelho soviético chegou a treinar cães com o intuito de destruir os tanques inimigos? veja AQUI

13... Adolf Hitler era abstêmio, vegetariano e não fumante? 

14... o exército vermelho soviético chegou a treinar cães com o intuito de destruir os tanques inimigos? veja AQUI

15... calcula-se que, na Europa Ocidental, 1,5 milhão de edifícios foram destruídos?.



16... o mais condecorado dos oficiais soviéticos, Mal. Jukov, ao final da 2ª Guerra, encomendou ao governo americano - e foi atendido - a criação de uma coca cola que fosse transparente?  veja AQUI

17... a segunda Corporação polaca que lutou na batalha do Monte Cassino usava um urso castanho chamado wojtek que ajudava a transportar as munições?.

18... havia um alemão negro em tempos nazistas e que sobreviveu à guerra? - veja AQUI

19... O tanque mais pesado de todos os tempos foi construído pelos alemães, e pesava 192 toneladas. No final da guerra este tanque ainda não tinha alcançado o estado operacional?

20... que os pracinhas da FEB foram homenageados por uma banda de heavy metal sueca? veja AQUI



domingo, 11 de outubro de 2015

Cachorros paraquedistas na 2ª Guerra

Curiosidades em Guerra

XXXIX - Cachorros Paraquedistas
Bing, Monty e Ranee


Em 1943, o primeiro ministro britânico Winston Churchill e o presidente americano Franklin D. Roosevelt se reuniram para planejar a invasão do continente europeu, então ocupado pelos alemães. Um dos regimentos britânicos que participariam da operação elaborada naquela reunião trazia uma característica então inusitada: três cachorros estavam alistados.



Bing, Monty e Ranee – os “cães-soldados” – receberam adestramento para localizar minas e explosivos, realizar trabalho de vigilância e atuar como mensageiros. Além disso, receberam um treinamento específico para saltar de paraquedas.

Na primeira parte do treinamento, os cachorros se sentavam durante horas em cabines de aviões. O objetivo era que eles se acostumassem ao ruído dos motores. A segunda fase era mais complicada: deviam perder o medo de saltar. Para isso, o adestrador deixava os cães sem comida e subia no avião com um pedaço de carne. Quando chegavam à altura desejada, os instrutores saltavam com o filé. Os cães, famintos, pulavam atrás. Em terra, recebiam o prêmio pela coragem. Salto a salto, perderam o medo e já estavam preparados para a batalha.

No dia 6 de junho de 1944 – o famoso Dia D – três aviões saíram com 20 paraquedistas e um cachorro cada. Porém, os aviões recebiam grandes sacudidas por causa das explosões nas regiões em volta. Monty e Ranee mantiveram a calma, mas Bing ficou muito nervoso, latindo e se escondendo embaixo de um assento. O salto foi pior. Bing se enganchou em uma árvore e foi ferido, mas pode ser resgatado. Monty ficou gravemente ferido e Ranee desapareceu.

Apesar de ferido, Bing realizou seu trabalho detectando minas e salvou seus companheiros de uma emboscada em um segundo salto, na Operação Varsity. Como recompensa, recebeu a Medalha Dickin, a condecoração do governo britânico a animais durante conflitos.


domingo, 4 de outubro de 2015

A moto do exército nazista

Curiosidades em Guerra

XXXVIII - Zundapp KS 750
A moto do exército nazista





A Zundapp KS 750 foi construída entre 1940 e 1944 especialmente para a Wehrmacht, essa motocicleta foi fabricada de acordo com o Alto-Comando Alemão, onde a mesma precisava ser especializada em transporte de tropas. Para facilitar a manutenção destes veículos em combate, em média 70% de suas peças eram comuns com a BMW R 75.






Durante os 4 anos de fabricação, foi produzida mais de 18,695 unidades para as forças alemãs, sendo uma das motocicletas mais utilizadas durante a Segunda Grande Guerra junto com a BMW R75



As principais características: motor de 26hp a 4000 rpm, tracionando a roda traseira e a roda do sidecar. Seu câmbio possuía 4 marchas para vias pavimentadas, uma posição de off -road e marcha-ré. Os freios na roda traseira e no sidecar eram de atuação hidráulica (foi a primeira motocicleta equipada com esse recurso).






O torque produzido pelo seu motor de 750 cc era tão alto que o veículo podia transportar até quatro pessoas, e ainda rebocar pesadas cargas, por isso recebeu o apelido de “elefante verde” dentro da Wehrmacht.