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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Mudança no Maranhão

Da Folha SP.

Decreto do governador do MA retira o nome de Sarney de 7 escolas estaduais
Sete escolas estaduais do Maranhão batizadas em homenagem ao ex-presidente José Sarney tiveram os nomes alterados por um decreto assinado pelo governador Flávio Dino (PC do B).

No total, o nome de 37 escolas que homenageavam pessoas vivas foram trocados por nomes de professores, políticos, religiosos e poetas que já morreram, como os ex-deputados João Evangelista e Júlio Monteles.



A filha de Sarney, a ex-governadora Roseana Sarney, e mulher dele, Marly Sarney, também perderam as homenagens. O nome de Roseana batizava três escolas, e o de Marly, uma.

O decreto foi publicado no "Diário Oficial do Estado" no último dia 14 de janeiro.

Outro nome próximo ao clã Sarney, o do senador Edison Lobão, que é ex-governador do Estado e ex-ministro de Minas e Energia, foi retirado de quatro locais.

Arte de IVAN CABRAL


Há um ano, quando assumiu o governo do Maranhão, Dino assinou um decreto que proibia que bens públicos do Estado recebessem o nome de pessoas vivas ou responsabilizadas por violações aos direitos humanos durante o regime militar.

No caso das pessoas vivas, a medida não era retroativa, de modo que Sarney continuava a dar nome a pelo menos 160 escolas do Maranhão, além de bibliotecas e obras viárias em todo o Estado.


Arte de SIMANCA


Com o novo decreto, os nomes do ex-vice-governador do Maranhão e atual senador João Alberto de Souza, do ex-governador João Castelo, da ex-secretária de Educação Leda Tajra, do ex-vice-presidente Marco Maciel e do ex-deputado federal Magno Bacelar também foram apagados da fachada de centros de ensino. O poeta maranhense e membro da Academia Brasileira de Letras Ferreira Gullar também deixou de ser homenageado.



A medida promovida pelo governador está prevista na lei federal 6.454, de 1977, que proíbe a atribuição de nomes de pessoas vivas a bens públicos em todo o território nacional. No "Diário Oficial", Flávio Dino justifica a decisão com base no artigo 64 da Constituição Estadual, que garante ao governador do Estado a competência de sancionar e fazer publicar as leis e expedir decretos para sua execução.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

José Sarney votou MESMO em Aécio Neves?

Lendas da Internet


Desde o dia 26 de outubro que circula pela WEB vídeo mostrando o Senador José Sarney votando em Aécio Neves em vez de sua aliada, a Dilma Yousseff - mas será realmente verdade?

O Pilórdia mais uma vez recorre ao E-Farsas  para tentar esclarecer, eis os fatos:

Vídeo mostra em uma ampliação que o Senador José Sarney teria votado no candidato Aécio Neves. Será que isso é verdade mesmo? 

No dia 26 de outubro de 2014, uma reportagem da TV Amapá – afiliada da Rede Globo de Televisão – mostrou o Senador José Sarney dentro da seção eleitoral onde ele vota desde que transferiu seu título do Maranhão para o estado.

Arte de Aroeira


O que chama a atenção na matéria é que, apesar de estar usando um adesivo da candidata do PT, José Sarney é “flagrado” digitando os números 4 e 5 e, logo em seguida, confirmando o seu voto. O senador parece ter votado em Aécio Neves!





Apesar da assessoria de Sarney ter afirmado à imprensa que o vídeo é falso, podemos ver que o ex-presidente da República parece ter realmente votado no 45. Um dos fortes aliados do PT e de Dilma Rousseff, Sarney dá a entender que irá apertar o botão 1, mas acaba digitando os números 4 e 5 e clica em “Confirma”, dando seu voto ao candidato do PSDB.


Alguns jornais ainda questionam se o homem que aparece na cena ampliada seria mesmo o senador ou se seria alguém com um terno parecido com a do político. Para tirar essa dúvida, ampliamos o momento do voto do senador sem cortar a cena. Compare:







Falou-se que essa reportagem estaria mostrando a votação do senador no dia 05 de outubro e que ele teria votado no candidato Aécio Neves para evitar que a candidata Marina Silva passasse para o segundo turno. No entanto, de acordo com uma matéria publicada no Portal G1 (da Rede Globo), José Sarney foi votar no primeiro turno usando um terno preto e, no segundo turno, com um terno claro.

Conclusão

Todas as provas levam a crer que José Sarney acabou votando no candidato Aécio Neves no segundo turno.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Elles conseguiram!

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), informou que assume de domingo à quarta-feira, o Palácio do Planalto, em razão da visita que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará aos Estados Unidos.




Constitucionalmente, o presidente do Senado é o terceiro na sucessão presidencial, assumindo o cargo na ausência do presidente, do vice e do presidente da Câmara. Neste caso, o vice-presidente, José Alencar (PRB-MG), e o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), correm o risco de ficarem inelegíveis se assumirem, já que são pré-candidatos nas eleições de outubro.

Essa notícia veio do Terra

 

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Acredite se quiser...

da coluna de Carlos Brickman


1José Sarney, presidente do Senado, senador pelo PMDB do Amapá, senhor do Maranhão, está sem dinheiro. Foi o que ele disse: que não tem como manter a Fundação José Sarney, porque com a avalanche de denúncias de que foi alvo cessaram as contribuições de empresas privadas.


charge de Clayton

A Fundação, instalada em São Luís num antigo convento que lhe foi cedido de graça por um Governo amigo, e que armazena documentos, fotos e papéis diversos que nada lhe custaram, está sendo fechada. Como se recuperará a cultura brasileira desse duro golpe?




2 José Múcio Monteiro, que está entrando no Tribunal de Contas da União, garante que, se houve Mensalão, seu partido, o PTB, estava fora. Múcio é um homem agradável, simpático, em Brasília todos gostam dele.



charge de Duke

Talvez por isso ninguém tenha lembrado que quem denunciou o Mensalão foi o presidente nacional do seu PTB, Roberto Jefferson; e que, na denúncia, Jefferson disse que recebeu R$ 4 milhões do PT, muito menos do que a quantia combinada, o que o irritou profundamente. Jefferson, a propósito, teve o mandato cassado e os direitos políticos suspensos pelo crime de denunciar o crime.

3 – Está tudo pronto para que o Senado aprove a entrada da Venezuela de Hugo Chávez no Mercosul. O parecer de Tasso Jereissati contra a adesão deve ser rejeitado.



charge de Nani

 Nosso Senado não se perturba com insultos como os que lhe foram dirigidos pelo presidente venezuelano Hugo Chávez, que o acusou de vender-se aos Estados Unidos. Como se sabe, só leva em conta os interesses nacionais.

Frase do dia!

"A gente vive de esmola”.


Disse o senador José Sarney, ao anunciar o fechamento da Fundação que leva seu nome por falta de recursos:

Li na coluna do Carlos Brickman

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Augusto Nunes > Os dois Zés...

charge de ronaldo / grafar
Por
Augusto Nunes



Os dois Zés continuam indo e vindo sem medo do camburão
É o beijo da morte, avisou a coluna em 21 de agosto (leia aqui) quando Lula promoveu o ex-capitão do time a comandante da campanha presidencial de Dilma Rousseff.
Como informa a biografia, José Dirceu tomou gosto por derrotas assim que se rendeu ao padeiro de Ibiúna. E virou especialista em fiascos ao trocar os barulhos da guerrilha pelos ruídos da máquina registradora do Magazine do Homem, em Cruzeiro do Oeste, onde combateu cinco anos no posto de gerente.
Precisou de menos de 20 dias para colocar o barco de Dilma na rota do naufrágio. Nesse curto período, a Mãe do PAC recitou duas banalidades, sumiu de cena para ficar bem no retrato, voltou das férias por ter ficado mal no retrato, recitou três banalidades, homenageou Ideli Salvatti com um bilhete de normalista repetente, recitou quatro banalidades, confundiu Roraima com Rondônia, caiu na pesquisa e pode cair fora da sucessão.
Lula anda pensando num plano B. Pensará em outros assim que decorar mais letras do alfabeto.

Feito o serviço, Dirceu refez a parceria com José Sarney, cujo pescoço ajudou a manter longe da guilhotina, para devolvê-lo ao carrasco com dois artigos. No primeiro, explicou que foi muito justa a censura imposta ao Estadão por um desembargador subordinado ao presidente do Senado. No segundo, acusou o jornal de conspirar em favor da restauração conservadora e montou o plano tático: se o inimigo centenário ficasse sob estreita vigilância, Sarney estaria seguro. O monumento à censura foi implodido pelo Conselho Especial do Tribunal de Justiça de Brasília, que afastou do caso, por suspeição, o juiz-censor Dácio Vieira.
Em mais um texto brilhante, Reinaldo Azevedo prova que não têm valor legal as decisões tomadas por Dácio. A trama liberticida caminha para a sepultura. O palavrório de Dirceu jaz numa cova rasa.
Concentrado no cerco ao Estadão, Dirceu foi surpreendido pela reportagem da Folha desta quinta-feira. Também apoiado em gravações da Polícia Federal, o jornal reproduziu conversas pouco edificantes entre o avô José Sarney e a neta Ana Clara. Numa delas, o patriarca ensina à terceira geração como se faz para transformar igrejas e conventos em gazuas.
A leitura da reportagem escancara o abismo que separa o Brasil de Lula do mundo civilizado. Conjugadas, a institucionalização da roubalheira, a certeza da impunidade e a confiança na cumplicidade do governo inverteram as coisas, restauraram práticas primitivas e produziram uma paisagem sórdida. O certo é errado. O ilegal é legítimo. O criminoso não tem culpa. O inocente é castigado.
O Estadão continua amordaçado por ter divulgado a verdade. Dácio Vieira, que desonrou a Justiça e avalizou a mentira, continua desembargador. O Conselho Nacional de Justiça continua fazendo de conta que nada de anormal acontece. Os dois Zés continuam indo e vindo sem medo do camburão. Lula continua achando que a imprensa é livre demais.

Risonhos, milhões de brasileiros dão graças a Deus por estarem vivos.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Cartão vermelho para todo o Senado Federal!


Palavras de Josias de Souza

"José Sarney e seu grupo adotaram no Senado um comportamento da lavadeira. Acomodaram o ferro do arquivo sobre o amarrotado das denúncias. E esperam que o tempo passe.

A já platéia sabe que, num Senado sem futuro, o tempo não passa. Já passou. Mas um pequeno grupo de senadores ainda revolve o pretérito.
Eduardo Suplicy (PT-SP) é um deles. Nesta terça (25), o petista levou à tribuna, de novo, o lixo que escapa pelas bordas do tapete do Senado. Empilhou as denúncias que enodoam a biografia de Sarney e que o Conselho de (a)Ética esquivou-se de apurar.

Empunhando um pedaço de cartolina encarnada, Suplicy autoproclamou-se juiz e mostrou o cartão vermelho a um Sarney ausente. Conclamou o presidente do Senado a renunciar. Gesto vão. O jogo está jogado. E nem o time de Suplicy endossa-lhe o gesto. Tampouco Lula, o capitão da equipe do senador, lhe dá ouvidos. Bem treinados pelo presidente, os jogadores do PT chutaram as denúncias para a gaveta.

Na presidência da sessão, Mão Santa (PMDB-PI), sempre tão generoso na administração do tempo, fez o que pôde para cercear a palavra de Suplicy. Pedro Simon (PMDB-RS) interveio com ares de zagueiro: “Não queira fazer agora o que nunca fez”.

Suplicy continuou passeando pela grande área. Deu mais algumas cabeçadas. José Nery anunciou o próximo lance. Disse que, nesta quarta (26), um grupo de senadores anti-Sarney vai protocolar no STF um mandado de segurança. Pedirão ao Supremo que o arquivamento coletivo das ações seja submetido ao plenário do Senado.

Sobreveio a intervenção de Almeida Lima (PMDB-SE), ponta-de-lança de Renan Calheiros (PMDB-AL). O senador deu um chapéu no óbvio. Disse que não há crise. Defendeu Sarney contra as denúncias evocadas por Suplicy. De resto, Almeida Lima cobrou “respeito”. Repeito a Sarney, à decisão do Conselho de (a)Ética e ao Senado. Falou no plural:

Os senhores estão abusando, agredindo, enxovalhando a dignidade do Senado”.

Cristovam Buarque, outro senador que integra o pequeno grupo dos que ainda têm fome de bola, trocou passes com Suplicy. Elogiou o gesto do colega. Enxergou “genialidade” na escolha do cartão vermelho como símbolo da crise que Almeida Lima diz inexistir.

Heráclito Fortes (DEM-PI), primeiro-secretário da Mesa dirigida por Sarney, foi à canela de Suplicy. Disse que o discurso do petistas soara insincero. Suplicy perdeu as estribeiras. Deu um tremelique na tribuna. E exibiu o cartão vermelho também para Heráclito.

O rival ‘demo’ recusou-se a sair de campo. E aplicou em Suplicy uma sequencia de carrinhos verbais. Lembrou que Suplicy não assinara o recurso da oposição contra os arquivamentos. Disse que, no conselho de (a)Ética, Suplicy fora acomodado no banco de reservas, como terceiro suplente. De resto, aconselhou Suplicy a mostrar o cartão vermelho para Lula:

"Ele invadiu o campo do Senado, é o verdadeiro responsável pela crise, deu cartão amarelo ao líder do seu partido, o Mercadante”.

A arquibancada assiste a tudo impassível. Como financiadora da bilheteria, acha que merecia um espetáculo melhor."

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Revogando o irrevogável!





Depois de revogar o irrevogável e inventar a renúncia reversível, Mercadante está pronto para Bolt .


"É só ler com atenção o que escrevi”, recomendou Mário Henrique Simonsen ao jornalista que lhe perguntara se a decisão de deixar o Ministério do Planejamento do governo Figueiredo era para valer. “Pedi demissão em caráter irrevogável”.

Essa expressão é coisa séria, sublinhou. Uma decisão sempre pode ser discutida com o chefe, reconsiderada e, eventualmente, esquecida. Uma decisão em caráter irrevogável é fato consumado e irrecorrível. É um ato de vontade unilateral e irreversível.

Também a renúncia configura um ato de vontade unilateral e sem volta, ensinou o presidente do Senado, Auro de Moura Andrade, ao receber a mensagem de Jânio Quadros em 25 de agosto de 1961. Os parlamentares janistas souberam tarde demais que aquilo não era passível de discussão. A assinatura sob o texto transformara Jânio em ex-presidente.

Eu subo hoje à tribuna para apresentar minha renúncia à liderança do PT em caráter irrevogável”, avisou na manhã de quinta-feira, pelo twitter, o senador Aloízio Mercadante.

Com 16 palavras, deixou o cargo para sempre duas vezes. Ao renunciar, ficou liberado para ir para casa conversar com o filho sobre a lua-de-mel. Renunciar em caráter irrevogável é uma redundância que só serviu para espancar, simultaneamente, a memória de Simonsem e Auro.

A supressão de duas palavras poderia ter sugerido que o senador resolvera cair fora não da liderança “da bancada” do PT, só da liderança no PT. Mas não se deixa o que não se tem. Ninguém renuncia ao que já não é. Mercadante não é lider no PT nem em lugar nenhum. Quem tem alma subalterna não saberá conduzir nem uma reza antes do almoço.

Justificadamente deslumbrados com o que anda fazendo Usain Bolt nas pistas, jornalistas do mundo inteiro afirmam não existe um só homem no mundo capaz de enfrentar com alguma chance, nas corridas de 100 e 200 metros, o fantástico jamaicano. Existe e é brasileiro. Correndo de costas, sem olhar para trás, nem Usain Bolt é páreo para Aloízio Mercadante

AugustoNunes

terça-feira, 11 de agosto de 2009

O triunvirato brasileiro!

arte de Guto Cassiano


Augusto Nunes relembra:

“Gostaria de tratar o senhor José Sarney com elegância e respeito, mas não posso, porque estou falando com um irresponsável, um omisso, um desastrado, um fraco. Sempre foi um político de segunda classe, nunca teve uma atitude de coragem. "
(Fernando Collor, na campanha de 1989,
sobre o então presidente da República).

Sei que o presidente Lula e o presidente Sarney apoiaram o meu impeachment, mas mesmo assim não desejo que sofram o mesmo. Não desejo que sejam alcançados por injúrias, calúnias, mentiras”.
(Collor, hoje, em discurso no Senado).

“O Brasil é testemunha da brutalidade, da violência, do desatino com que fui agredido por um candidato profundamente transtornado”.
(José Sarney sobre Collor, na campanha de 1989).

Sou profundamente grato ao senador Collor. Ele tem sido bastante leal a mim
”.
(Sarney, hoje, no Senado).

O outro candidato defende abertamente a luta armada, a invasão de casas e apartamentos. Lula é um cambalacheiro”.
(Collor, 1989).
Nenhum ataque ao presidente Sarney e ao presidente Lula ficará sem resposta".
(Collor, na semana passada).

“Pena que esse moço seja tão corrupto”.
(Lula sobre Collor, 1993).

O senador Fernando Collor tem tudo para fazer um grande mandato”. (Lula, 2007).
Não sou eu quem diz que Lula quis forçar o aborto. Quem diz é Miriam Cordeiro, mãe da Lurian”.
(Collor, 1989).

Tive de suportar denúncias terrivelmente levianas. Sofri e muito, arrancaram-me o mandato, levaram-me a mãe, dispersaram minha família“.
(Collor, hoje).

“Nós sabemos que antigamente se dizia que o Adhemar de Barros era ladrão, que o Maluf era ladrão. Poderiam ser ladrões, mas eles são trombadinhas perto do grande ladrão que é o governante da Nova República”.
(Lula sobre Sarney, em 1987, num discurso em Aracaju).

“O presidente Sarney não pode ser tratado como uma pessoa comum. Ele tem biografia”.
(Lula, no mês passado).
“A multidão e a sua vontade nem sempre ou quase nunca tem razão”.
(Collor, hoje).

E Augusto Nunes continua: O resgate desse punhado de frases ensina que não se deve comprar uma bicicleta usada de nenhum deles, mesmo por R$ 1,99. Mas comparar o que disseram outro dia ao que dizem agora também ajuda a seguir resistindo.
Um país que sobreviveu a uma trinca dessas sobrevive a tudo.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Como pensa Paulo Duque

Lula Marques/Folha
Direto do Josias



O suplente de suplente (Em 2007, assumiu mandato no Senado Federal, na segunda suplência da vaga deixada por Sérgio Cabral Filho, titular que renunciou ao tomar posse como governador do Rio de Janeiro, e por Regis Fichtner Velasco, primeiro suplente que se licenciou do Senado para assumir uma das pastas do secretariado do Governo Cabral.) Paulo Duque (PMDB-RJ) tem uma visão peculiar sobre as atribuições do Conselho de (a)Ética do Senado.

Acha que não se trata de “órgão punitivo”. Para ele, o conselho “não pode se transformar em delegacia”.

Duque planejara festejar o Dia dos Pais num restaurante. Acabou evitando a vitrine. Recebeu os dois filhos no recôndito de seu apartamento.

Receio do ronco das ruas? “Ao contrário, fui cumprimentado. Ninguém me agrediu”, diz o senador sem voto.

Duque falou ao repórter Élcio Braga. No curso da entrevista, responsabilizou a mídia pelo calvário de Sarney.

A opinião pública foi manuseada no Rio, Brasília, São Paulo e Minas Gerais contra o atual presidente da Casa. Era um tal de xingar o Sarney!”

Referiu-se à decisão de sepultar todas as ações movidas contra Sarney com naturalidade inaudita.

Disse que o presidente do conselho “tem o poder, só ele, de, apertando o botão, mandar a representação para o arquivo ou dar prosseguimento...”

“...Decidimos 11 processos. Apertei o botão”. Até os ácaros que infestam o carpete do Senado sabem que Duque agiu por encomenda.

Mas o salvador de Sarney anima-se a negar até o que parece inegável: “Ninguém me procurou. Palavra de honra. Tenho cara feia”.

Embora crivado de críticas, o soldado da milícia parlamentar de Renan Calheiros, não hesitou em engavetar também uma ação contra o general de sua tropa.

Acha que o líder do PMDB já arrostara demasiado padecimento. “O Renan já havia sido julgado. O caso dele chegou ao plenário, que é soberano”.

Duque parece orgulhoso de sua obra: “Acredito que essas decisões vão melhorar o Senado”.

Quanto à representação do PMDB contra o líder tucano Arthur Virgílio, simula mistério: “Não posso dizer o que vou fazer. Não seria justo fazer pré-julgamento”.

Duque diz ter desgostado da batalha retórica em que Renan chamou Tasso Jereissati de “coronel de merda” e foi chamado por ele de “cangaceiro de terceira categoria”.

Chega mesmo a considerar que “houve quebra de decoro em série” na fatídica sessão da última quinta-feira (6).

Dá de ombros, porém: “É preciso deixar claro que ali não é a Academia Brasileira de Letras, para se tomar chá”. É, faz sentido...

...Mas, se Duque fosse mais delegado e menos soldado, o plenário do Senado talvez não precisasse assumir as vezes de sucursal de boca de fumo do morro do Alemão.
Não esqueçamos de sua frase lapidar: "Eu achei muito bonito, muito adequado e muito verídico" clique aqui

terça-feira, 4 de agosto de 2009

O que faz um "bandeirante" nos dias de hoje.






(*) Artigo de André Carvalho
btreina@yahoo.com.br





O Desbravador Eficaz
Desempenho com excelência todas as minhas tarefas”. Essa é a auto análise do senhor Henrique Dias Bernardes, namorado da netinha do, ainda, Presidente do Senado Federal desta nossa republiqueta sul americana. Pelo empenho da netinha em lhe assegurar um gancho no nepotismo senatorial penso que o cara é mesmo fera no desempenho de suas funções.
O galante é graduado em física pela Universidade de Brasília – aquela mesma cujo reitor de nome “estrambólico” reformou o apartamento funcional, ano passado, com verba indevida. Henriquinho, (essa intimidade é para poucos) aguardou a exoneração do seu cunhado, também netinho do chefe, para entrar no quadro funcional da casa. Tudo em respeito a uma das mais conhecidas leis da física: dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço. Mesmo no mais amplo espaço do Senado Federal. Será?
O certo é que Henriquinho, por sua formação acadêmica, deve conhecer muito bem a “teoria do caos”, que ajudou a estabelecer na política nacional, juntamente com a namoradinha e seu vovô.

Enquanto alinhavava este artiguelho veio a sensação de familiaridade com o tal namorado da netinha. Após algum esforço, o que me deixa cansadíssimo, descobri que não o conheço e que apenas seu nome confundia minha cabeça por parecer bastante com os nomes dos antigos bandeirantes, verdadeiros desbravadores deste país.

Veja se não tenho razão: lá na infância, antes dos livros didáticos destacarem a turma do MST, estudávamos Antônio Raposo Tavares, Bartolomeu Bueno da Silva, Fernão Dias Pais, Baltazar Fernandez, Manuel da Borba Gato, Henrique Dias Bernardes, Pascoal Moreira Cabral, Antônio Soares Ferreira, Braz Leme e outros tantos...

Viu aí? O namoradinho da netinha do Sarney está nesta relação e você nem percebeu. Assim como eu! Para quem não lembra mais, os bandeirantes foram os desbravadores deste “brasilzão”, partindo do sudeste para o interior do país em busca de riquezas, principalmente pedras preciosas.

Ninguém pode dizer que o namoradinho da netinha não seja um desbravador, tal qual os bandeirantes. A diferença maior é que o Henrique, primeiro desbravou uma neta preciosa, para daí encontrar a riqueza no interior da folha de pagamento secreta do Senado Federal.

Bernardes, que também é pós-graduado em economia e contabilidade, conhece e aplica bem o método da partida dobrada: para cada débito um crédito de igual valor.. Os débitos da netinha, originados pelo ativo desempenho do mancebo, geraram um crédito passivo concedido por vovô Sarney. As bolas estão meio trocadas, mas o que não está trocado neste Brasil?

Em uma de suas últimas declarações, o “cara” disparou, no estilo presidencial lulista, a seguinte pérola: “para a casa [o Senado] é um privilégio me ter como funcionário”.

Com os “agacieis e zoghbis” que por lá borbotam, nada de errado nas considerações do Henriquinho. Acontece que, ao tratar o Senado Federal por “casa”, rapidinho fiquei pensando se não existem cafetões mais modestos?
(*) André Carvalho não é jornalista, é "apenas" um cidadão que observa as coisas do dia-a-dia. Um free lancer. Ou segundo sua própria definição: um escrevinhador. Seus sempre saborosos textos circulam pela web via e-mails.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

charge de Marco Jacobsen


Segundo o Migalhas, ao reafirmar que não foi a PF a responsável pelo vazamento de grampos envolvendo a família Sarney, divulgados pelo Estadão, o atual (pelo menos até ontem) ministro da Justiça disse que o segredo de Justiça "praticamente terminou no país". "É uma instituição meramente formal, não vai funcionar mais", afirmou ele durante evento em Brasília, talvez imaginando que as leis são como as vacinas : umas pegam, outras não.
De acordo com o triste escólio ministerial, "o advogado vai tomar informações no inquérito e, se ele achar bom para a defesa do seu cliente, vai divulgá-las amplamente - ou para desviar o foco ou para comprovar a sua inocência", completou o indigitado personagem.
Bom, se há brio na OAB, e queremos que haja de sobra, é bem o momento de exigir a demissão ad nutum do ocupante da referida pasta ministerial. A acusação, leviana, é motivo ainda para queixa-crime por parte dos advogados envolvidos no processo. No mínimo, um pedido de explicações.
E aí lembramos Millôr Fernandes: "traga sempre suas opiniões na coleira."

sábado, 25 de julho de 2009

O PT e seu dilema: apoiar ou não apoiar?

charge de Son Salvador, em charge on line

Direto do JosiasdeSouza



"Sempre que uma ideologia sai de moda, o político recorre ao primeiro modelito prêt-à-porter disponível na prateleira das conveniências.

Para o PT, o patrocínio incondicional da ética tornou-se démodé. O chique agora é envergar o manto diáfano da “governabilidade”.

Numa fase em que camiseta de Che Guevara já não serve nem para seduzir a Ideli Salvatti, o repórter sai em socorro dos petistas.

Vão abaixo duas listas. Relacionam o que precisam fazer e o que devem evitar os petistas que desejam salvar o charme.


- O que o petista não precisa mais fazer:

1. Lembrar que Lula já chamou Sarney de ladrão.
2. Recordar as baixarias do Collor na eleição de 89.
3. Posar de torquemada em sessões de CPI.
4. Gritar ‘Fora, FMI’.
5. Ler Neruda.
6. Comer frango com a mão.
7. Beber cachaça.


- O que o neopetista não pode deixar de fazer:

1. Rezar por Sarney antes de dormir.
2. Admitir que foi injusto com o Collor.
3. Negociar com o Renan a tática anti-CPI.
4. Exaltar o socorro do Brasil ao FMI.
5. Ler Marimbondos de Fogo.
6. Aprender a manusear os talheres.
7. Folhear um bom guia de vinhos.
Son Salvador

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Claro que ele sabia ,,,



"Saiu na coluna de Mônica Bergamo publicada hoje na Folha de S. Paulo:
"Amigos e médicos que presenciaram a visita de Lula ao vice, José Alencar, no sábado, ficaram impressionados com o bom humor do presidente ao falar da crise no Senado.
Entre causos e piadas, Lula detalhou a bronca que deu no senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que no auge da crise defendeu o afastamento de José Sarney (PMDB-AP) da presidência do Senado:

´Ô, Suplicy, você acha que alguém vai acreditar que você, há quase 18 anos no Senado, não tinha ideia do que acontecia?´

Médicos, presidente e paciente caíram na gargalhada.
*poderia ser engraçado, mas na verdade é apenas trágico e surreal.

domingo, 19 de julho de 2009

Artigo > Jorge Schweitzer.


Amigos, abaixo lerão um desabafo escrito por Jorge Schweitzer que recebi por e-mail e transcrevo na íntegra sem omissão de nenhuma palavra (ou palavrão) sobre a asquerosa pessoa de José Sarney.

Ontem mesmo, tinha falado com amigos que não mais colocaria nada neste blog sobre esse ser abjeto que me irrita profundamente, mas ... leiam abaixo:

Palavras de Jorge Schweitzer
"Ontem, o senador José Sarney gaguejou com as mãos trêmulas num idiota discurso mentiroso a desdenhar de nossa inteligência e discernimento, a nos julgar uma cambada de imbecis. Depois de Sarney discursar no púlpito do Senado, o primeiro parceiro a lhe apertar sua mão parkinson foi Fernando Collor de Mello como símbolo de que esta porcaria de país não vale nada mesmo.
No beija-mão incompreensível seguiram-se Aloizio Mercadante; o não-sei-quem Sérgio Guerra e o sei-quem Pedro Simon.
Como assim, meu caro senador Pedro Simon? Enlouqueceu, meu 'véio'? Apertar em parceria ladina uma mão vaselina da oleosidade malandra de um José Sarney? Porra.
José Sarney é um filhotão felpudo da ditadura militar. Um aproveitador político profissional que jamais trabalhou na vida senão como parlamentar ou presidente-acidental. E, mesmo com salários passíveis de confrontação pelo Leão da Receita, construiu patrimônio indecente que não resiste a investigação mais superficial sobre sua lisura que arrota em nossa cara vermelha de raiva.
Sarney nos desafia e esculacha como um trombadinha confiante da impunidade já que faz cara de vítima depois de pilhado repetidas vezes. Utiliza a tática de gritar pega ladrão após pungar nossa carteira em disparada.
Sarney é calejado malandro da espécie rara forjada nos anos de chumbo da impunidade. Um impune que, mesmo depois de esgueirar-se por todos cofres do Erário, ainda se escuda atrás das imunidades parlamentares. E não quer largar a merda do osso mesmo à porta da morte.
Sarney possui fortuna que pode proporcionar vida confortável a todas as próximas gerações da sua porcaria de árvore genealógica, e mesmo assim continua enfiando netos e netas na folha de pagamento do governo.
Sarney não se permite perder a pose. Se acha.
José Sarney aposta em nossa ignorância complacente de eleitores que coopta seja onde for. Crê que somos todos uns bananas de merda. E tem razão...
Ninguém retruca um compulsivo desta envergadura que passou toda sua existência a fazer parcerias espúrias em proveito próprio e jamais passou um dia de sua vida deglutindo sentimento de patriotismo a não ser para jogar para a platéia.
Sarney quase chorou ao descrever sua família ilibada e esqueceu de enumerar que esta casta é dona de quase todo o Maranhão. Ora, caralho. Ficou emplumado ao descrever sua crônica no Jornal francês "Comenter" e seu encontro com o ministro inglês, como uma figura fidalga que o mundo tem consideração e apreço, como nosso Gandhi salvador, representante mundial de um povo sofrido, o brasileiro, se esquecendo de descrever que o seu Maranhão possui índice de mortalidade infantil campeã mundial.
Sarney tem ciência plena que somos TODOS trouxas covardes intimidados por sua soberba hipócrita a nos botar encagaçados. José Sarney considera todo brasileiro um ser desprezível sem noção, sem cérebro e babaca. E nos peita, certo que não existe um homem de verdade nesta Pátria: "A Nação Brasileira não tem direito de me julgar!".
Claro que tem, nobre e imortal José Sarney. Nenhum homem possui salvo-conduto para ser ladrão desta coisa imunda que eu gostaria de chamar de Pátria e você e troupe transformaram em latrina.
Nenhum homem bigodudo ou barbudo tem direito de pretender confiscar nosso sagrado direito de ficarmos indignados com a biografia e a fortuna de um José Sarney que deveria responder nos tribunais civis por suas trapaças, e não a nos desafiar - como presidente do Senado da República Federativa do Brasil - a repetir toda hora aquela porcaria de papo furado de liturgia do cargo que ele nunca teve a decência de respeitar.
Como leram, não podia deixar de lado. O Jorge Schweitzer é autor do ótimo Taxi em movimento do qual aliás, já virei passageiro.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Dois prá lá, dois ..

Direto do Migalhas

Texto de Edson Vidigal - Ex-Presidente do STJ e Professor de Direito na UFMA
O torturante Bandeide
Como diz o ditado, todo sabido tem o seu dia de besta.
Contra sua intuição, José Sarney cedeu às pressões domésticas para se candidatar à Presidência do Senado pela terceira vez.
Isto depois de ter dito várias vezes ao Presidente Lula que não seria candidato, mas o sendo, e na última hora derrotando o Senador Tião Viana, o candidato do Presidente da República. José Sarney está hoje naquela de que se arrependimento matasse já estaria morto.
Não está ainda morto, é certo. Mas está moribundo. É moribundo político que muito dificilmente sairá com saúde moral da UTI política em que a família acabou por segregá-lo.
Há décadas, desde que saiu da Presidência da República, que José Sarney vem tentando se escafeder dos imbróglios da política. Foi convencido de que com Collor Presidente precisaria de um mandato para não ser preso.
Collor havia prometido que mandaria prendê-lo. Pura intimidação e os dois hoje, Sarney e Collor, parecem amiguinhos de infância. Depois do primeiro mandato de Senador pelo Amapá, e essa história é comprida, Sarney foi ficando. Mas sempre com um pé e um olho fora, querendo sair.
Seu sonho é a consagração igual a um Jorge Amado como escritor e a um Bandeira Tribuzi como poeta. Sua poesia, às vezes surrealista, mas sempre fantástica, especialmente quanto a maribondagens, rivaliza com Coelho Neto, o príncipe dos poetas, de quem retira a paráfrase do seu poema preferido
Ser pai é desdobrar fibra por fibra
ser avô é padecer no paraíso...
Hoje, Sarney estaria muito feliz com as liturgias da Presidência do Senado sem perder tempo com os almoxarifados, despensas e lixeiras, se a decisão de encarar a disputa contra o Senador Tião Viana não fosse movida apenas por razões paternalistas.
Acreditava Sarney que poderia emparedar o Presidente Lula levando-o a demitir o Ministro da Justiça Tarso Genro ou, no mínimo, alguns de seus subordinados mais importantes.
Como Presidente do Senado poderia tirar seu filho Fernando e alguns dos seus operadores do foco das investigações da Receita Federal e da Polícia Federal. Não tirou.
E ainda, de quebra, tirar do cargo o Governador do Maranhão Jackson Lago, restabelecendo através da filha Roseana a sua oligarquia decadente e cruel. Tirou.
O Maranhão, depois de 40 anos da oligarquia Sarney, disputa com Alagoas o último lugar em tudo que não presta no Brasil, o maior atraso econômico, a maior pobreza social.
O doutor Tancredo Neves advertia sempre que a esperteza quando é demais vira bicho e engole o esperto.
Sarney nessa cena de agora bem que nos faz lembrar aquele bolero de João Bosco e Aldir Blanc, na voz de Elis Regina.
Sentindo frio em minh'alma
te convidei prá dançar...
são dois pra lá
dois pra cá...
E ainda tem aquela ponta
do torturante bandeide
no calcanhar.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Artigo de José A. Gianotti


charge do Santiago,
para o grafar


O excelente artigo de José Arthur Gianotti, publicado na Folha de São Paulo devido 'a sua extensaõ foi dividido em duas partes:
I - Senado, ladeira abaixo e
II - Perpetuação



I- Senado, ladeira abaixo
Aliança entre o coronelismo e grupos emergentes aventureiros dilui chance de punição à corrupção.
Não se trata de mais um caso exemplificando a costumeira corrupção das instituições políticas, ainda que em proporções nunca vistas. É preciso atentar para o caráter específico desta crise do Senado e o perigo que ela traz para a democracia brasileira.
Desde a Antiguidade os filósofos têm refletido sobre a difícil relação entre moralidade e política. Alguns costumam identificar entre elas uma zona cinzenta, quando se torna difícil discriminar se tal ato é moral ou imoral. Somente o tempo, depois que as consequências da ação se solidificaram, permite avaliação final.
Na medida em que a verdadeira política chega a inventar novas formas de vida, é o sucesso ou insucesso da nova iniciativa que termina servindo de critério. Até quando, por exemplo, se devem aturar os desmandos do rei? Quando é legítimo pegar armas contra ele?
Obviamente esses casos são raros e, para que a exceção não destrua a normalidade do jogo político, existe um balanceamento que compensa o ato amoral: se ele for pego e causar escândalo, o amoralista se converte em transgressor e, portanto, deve ser punido.
Noutras palavras, o político inovador assume riscos quando pretende que sua ação se converta num ato original. Ao emperrar esse processo de punição, a política tende para a imoralidade.
Como isso está operando no jogo político brasileiro? Costurou-se uma aliança muito especial entre o velho coronelismo e grupos emergentes aventureiros, que embota a oposição entre aliados e adversários, todos os protagonistas sendo jogados no mesmo caldeirão.
Se todos estão mais ou menos comprometidos, diminuem sensivelmente os riscos da punição prevista.