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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Adeus 2015!

Por Josias de Souza.


Ano de 2015 abusa da paciência dos brasileiros
Excluindo as outras 52.352 coisas deploráveis ocorridas em 2015, denuncio os seguintes crimes cometidos contra a paciência dos brasileiros durante o ano velho:

Arte de BENETT

A reviravolta que despertou no eleitorado o desejo de submeter Dilma a um exame de DNA logo depois da reeleição; o contrassenso de chamar a clientela de contribuinte antes de tentar arrancar-lhe na marra uma nova CPMF; a inflação de 10,8%, acompanhada de recessão e desemprego, sobretudo porque todos sabem que o caos econômico era evitável; a saudade do tempo em que dar uma pedalada era apenas acionar os pedais de uma bicicleta; a Dilma apresentando-se sempre como vítima de alguém; o Eduardo Cunha no papel de abre-alas da oposição; a sofreguidão com que Dilma vai atrás do Renan Calheiros, corteja o Renan Calheiros, entrega a viabilidade do seu governo à conveniência do Renan Calheiros; a Dilma tratando o Eduardo Cunha como cachorro louco sem explicar por que mantinha um afilhado dele na vice-presidência da Caixa e tentava ser seu amigo antes da deflagração do impeachment; o PT chamando de “golpe” um processo de impeachment previsto na Constituição e disciplinado pelo STF; a evolução do presidencialismo de coalizão para a sua forma mais pura, que é a vigarice; o neo-aliado Fernando Collor xingando Rodrigo Janot de “filho da puta” na tribuna do Senado por ter revelado que ele continua sendo Fernando Collor; a Lava Jato comprovando diariamente que a democracia brasileira é um projeto político que saiu pelo ladrão; a evidência de que, não contentes em existir, os corruptos passaram a existir em grande número; a desilusão que se abateu sobre o asfalto depois que os manifestantes se deram conta de que o poder de fazer barulho na rua pode ser poder nenhum; a desfaçatez com que o petismo se vangloria de ter aparelhado a Polícia Federal e prestigiado o Ministério Público, abstendo-se de mencionar que providenciou também a matéria-prima para os escândalos que o cercam; o TSE transformado pelo PT em lavanderia de pixulecos; o Lula repetindo que ‘não sabia’; a Dilma declarando que não confia em delator que faz delação com base numa lei sancionada por Dilma; a comprovação de que a elite empresarial brasileira pilhava a Petrobras ao mesmo tempo em que enchia as colunas sociais, publicava artigos e aconselhava ministros; a rapidez com que o PT suspendeu a filiação do líder preso Delcídio Amaral em contraste com o tratamento de “guerreiro do povo brasileiro” dispensado a personagens como o tesoureiro encarcerado João Vaccari Neto; o talento insuspeitado do Eduardo Cunha como vendedor de carne enlatada para a África; a transformação do Conselho de Ética da Câmara numa sucursal da Casa da Mãe Joana; a desenvoltura com que quatro dezenas de parlamentares enrolados no escândalo da Petrobras trafegam pelos corredores do Congresso como se nada tivesse sido descoberto sobre eles; o silêncio perturbador da banda muda do Congresso Nacional; a Dilma apelidando de reforma ministerial mais uma troca de cúmplices; a perspectiva de indulto da pena imposta no julgamento do mensalão a José Dirceu, que aguarda na cadeia por uma nova condenação no petrolão; a nota oficial em que o PSDB se disse “surpreso” com a condenação de Eduardo Azeredo no processo sobre o mensalão tucano de Minas Gerais; o filho do Lula embolsando R$ 2,5 milhões por “consultoria” copiada da internet; os 62 milhões de metros cúbicos de lama despejados pela Samarco no meio ambiente; a conversão do Aedes aegypti em hospedeiro do vírus zika; o desejo que Dilma desperta nas pessoas de viver no Brasil que ela descreve em seus discursos, seja ele onde for.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Boas Festas

Por Ivan Ângelo.
Crônicas
Boas Festas
Feliz Ano-Novo, brasileiros, infeliz ano velho. Que esperar nesta passagem? Que os olhares de todos voltem a procurar a perdida franqueza e que entre pessoas civilizadas se possa ter opinião, sem ofensa.

Que as mãos voltem a se afastar do que não lhes pertence, que o temor do opróbrio e do japonês da Federal possa segurar a insensatez dos ambiciosos, a fome dos que não têm fome, o ímpeto da cobiça, o despudor dos malfeitores, que voltem a ser uma vergonha o roubo, o rombo, o descaminho, a concussão, a fraude, a propina, a malversação, o por-fora, a começão, o rapa, a ratonice, a rapina, o saque, a pilhagem, a apropriação, o dinheiro sujo, a mamata, o desvio, a corrupção — vergonha que nenhuma delação premiada possa apagar.

Que o amor aproxime corações, bocas e corpos com a ternura de sempre, o apetite necessário e novas liberdades, que ele não para de inventar. Que os amigos voltem a se falar, pois, como diz o sábio poeta do Eclesiastes, há tempo de rasgar e tempo de remendar.

Que se possa acabar com esse medo das ruas, o medo de ir e vir e de estar, para voltarmos a fruir as nossas cidades, nossas alamedas, nossas vias e ciclovias, jardins e praças, nossos cinemas de primeira, os dedicados museus, as pizzarias ruidosas, os restaurantes estrelados ou os simples sob o céu de estrelas, a casa do nosso avô, o boteco fraternal, o namoro na esquina, o descer para fumar. 

Que voltem a ordem e, se possível, o progresso.

Que punições justas restabeleçam nossa confiança na Justiça e na lei, que a morte dos nossos queridos não fique impune, os assassinos bêbados do trânsito não transitem, os hediondos do crime não sejam menores, os ladrões do nosso patrimônio sejam despossuídos, os golpistas sejam golpeados, os maléficos, os safados, os vilões — todos os faltosos — paguem segundo sua falta e não segundo a chicana dos seus advogados.

Que os vendilhões que dominaram os templos como máfias sejam apontados, despojados do luxo e suas vozes clamem no deserto. Feliz Ano-Novo, brasileiros, infeliz ano velho, ano em que deixamos um pouco de nós em cada esquina, em que ficamos desamparados, perdemos empregos, esperanças, dinheiro, planos de saúde, ilusões, civilidade, tolerância, amigos, confiança, bom humor, apoio, orgulho nacional.

Que se reaprenda a urbanidade e voltem a limpeza aos muros, a paciência ao trânsito, a civilidade às torcidas, a educação às escolas, a paz às manifestações. Que as carências sejam mitigadas e voltem a água às torneiras, a carne ao prato, o filho à casa são e salvo, o sem - teto ao abrigo, o médico ao posto de saúde, a amada ao só, o sabiá ao ninho, a chuva ao sertão, as nozes ao Natal, a inspiração aos poetas.

Que a internet deixe de ser esconderijo de delinquentes, a televisão melhore seu cardápio, as galerias não enganem incautos, o cinema se reaproxime da sétima arte. Que balas perdidas não busquem abrigo em nossos corpos.

Que a boa qualidade volte a ser o paradigma das artes e ofícios, e barragens de rejeitos não vazem sua lama mortal pelos vales e rios, viadutos não caiam sobre cabeças cidadãs, publicações imperfeitas não disseminem enganos, gasolinas adulteradas não engasguem motores, o futebol torne a ser a alegria do povo e não dos cartolas. 

Que voltem as festas, brasileiros, e boas festas.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Fróidisplika





Desejo a todos um ANO NOVO 
de muitas virtudes e alguns pecados,
 agradáveis,  discretos e,
 principalmente, bem sucedidos.

[Rubem Braga]

Previsões para 2015

SPONHOLZ


AMARILDO



ORLANDELLI


MYRRIA


terça-feira, 1 de janeiro de 2013

E que venha 2013!

Sponholz
 
Mariano
 
 
JBosco

Duke
 

Rico
 

Marco Aurelio

Pelicano
 
Pelicano
 



Nani
 
 

Sponholz
 
 
 

domingo, 8 de janeiro de 2012

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A pedra.

Colaboração inestimável de Gilvan Quadros.

Que 2011 seja o ANO!


Uma pedra
Um distraído tropeçou nela.
Um violento a usou como uma arma.
Um empreendedor a usou para construir.
Um campones, cansado, a usou como um assento.
Um menimo a usou como um brinquedo.
Drummond, a poetisou.
David, a usou para derrotar Golias.
E Michelângelo fez dela uma bela escultura.

Em todos estes casos,
a diferença não estava na pedra,
mas no homem.

Este novo ano é o mesmo para todos,
depende de como cada um quer vivê-lo.

Sejamos Felizes.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

André Carvalho em "Novos projetos"



Por André Carvalho (*)
em 01 de janeiro de 2010
btreina@yahoo.com.br



Novos projetos
Tempos atrás afirmei que fundaria uma igreja, a Universal da Graça Negociada e me transformaria em bispo. Aproveitei para detalhar objetivos e estratégias rumo ao sucesso, que sempre imagino e nunca alcanço, em meus empreendimentos.

Num mundo em permanente crise, conforme garantem em contundentes artigos os professores, mestres e doutores economistas, a diversificação é crucial para a sobrevivência dos negócios. Assim, em minha proposta, constava no fundo da igreja um cartório do céu para vender certidões, autenticações e firmas reconhecidas por Deus. Agora me veio mais outra ideia.

Vou contar logo como será meu 2010: penso abrir uma universidade, recheada de cursos especialíssimos, daqueles com ênfase em alguma coisa. Exemplo? Fisioterapia com ênfase nas “partes”; Turismo com ênfase sexual; Comunicação com ênfase em Lula; Contabilidade com ênfase no caixa dois e Dança com ênfase no pagode.

Ensino de primeira, com aulas práticas e laboratoriais capazes de atender as “Geysas” encurraladas em instituições insensíveis às modernidades no trajar e no portar. Falo em portar porque, com o advento do silicone, a “mulherada” tem portado seios cada vez mais volumosos e ”balançativos”, apesar da garantia de rigidez da prótese nos manuais de implantação e uso.

Estou à procura da Jaqueline, lembra-se dela, a professora baiana do pagode todo enfiado? Pois é, pelo conhecimento pedagógico que possui e pelo marketing pessoal, baseado no frenético balançar das ancas, a Jacki é fundamental aos meus planos. Com ela na vice-reitoria e a Geisy Arruda – eh! sobrenome sugestivo – como diretora administrativa, não há o que temer.

Penso, inclusive, em propor a transferência, com bolsa integral, de toda aquela patota da Universidade de Brasília que tirou a roupa num ato de solidariedade a não sei bem o quê. Preciso de docentes e discentes solidários para assegurar a excelência dos princípios que nortearão a universidade.

Em tempos de incertezas é importante contar com um sócio investidor, portanto, ao terminar este arrazoado passarei um e-mail para o Eike Batista propondo sociedade. Certamente ele será majoritário na proporção de noventa para dez. Paciência!!! Domina quem pode, refestela-se quem não tem juízo. É o meu caso. Não vou discutir participação societária com um cara que é a maior fortuna do país e que entende de Luma de Oliveira como ninguém mais entende, exceto o bombeiro carioca.

A propósito, Luma poderia ser a garota propaganda da universidade o que me remete a outro negócio: Por que não fundar também uma escola de samba? Que tal Escola de Samba Grêmio Recreativo e Literário Unidos no Aprender? Ou, Unidos pelas Quotas? Cotas com “Q” só de molecagem!!!

Se torcida de futebol tem escola de samba, bicheiro também, favela e comunidade idem, por que uma universidade não pode ter? Primeiro ano de existência e entro na avenida com um enredo de arrebentar: “de daslú a dilma, a história recente e sem comprovação do Brasil”.

Com a universidade, a igreja e o cartório do céu constituirei uma holding cujo lema será “uma pro santo, uma pro diabo e o resto é meu”.

“Zorra”, esqueci do sócio Batista!!!

(*) André Carvalho não é jornalista, é "apenas" um cidadão que observa as coisas do dia-a-dia. Um free lancer. Ou segundo sua própria definição: um escrevinhador. Seus sempre saborosos textos circulam pela web via e-mails.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Previsões há 100 anos!

A Biblioteca Nacional da França tem uma coleção de gravuras pintadas há exatos 100 anos, ou seja,  em 1910, que retratavam como as pessoas da época imaginavam o que seria o século XXI.



Os bombeiros voariam...


Os sapatos teriam motor...


Os barbeiros seriam robôs...


Os carros voariam...


As mensagens seriam fonográficas...


Existiriam drive-in para "carros voadores"...


Os jornais seriam escutados ao invés de lidos...



Existiriam videoconferências...


Não existiriam funcionários nas obras, somente robôs...



Os alunos não usariam livros, eles iriam ouvi-los,
de acordo com a vontade do professor


 Fabricar roupas nunca seria tão fácil.

Parece que os franceses do início do século passado não eram muito bons em previsões ...

web e e-mails

Charge de ...


... Fani