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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Aconteceu no Brasil do Império ...

Estorinhas Políticas


"Quarta-feira, 2 de dezembro de 1868

Oh! excelso monarca, eu vos saúdo!
Bem como vos saúda o mundo inteiro,
O mundo que conhece as vossas glórias...
Brasileiros, erguei-vos, e de um brado
O monarca saudai, saudai com hinos!
Do dia de dezembro o dois faustoso,
O dia que nos trouxe mil venturas!
Rebomba ao nascer d´alva a artilharia
E parece dizer em som festivo
Império do Brasil, cantai, cantai!
Festival harmonia reine em todos;
As glórias do monarca, as sãs virtudes
Zelemos, decantando-as sem cessar.
A excelsa imperatriz, a mãe dos pobres,
Não olvidemos também de festejar
Neste dia imortal que é para ela
O diz venturoso em que nascera
Sempre grande e imortal Pedro II.

Um monarquista".

Nascido na madrugada de 2 de dezembro de 1825, Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga, o nosso D. Pedro II, faria hoje, se vivo fosse, 191 anos.

Há 147 anos, o sisudo "Jornal do Commercio", conservador e monarquista, caiu num sensacional logro em 2 de dezembro. Na data em que toda a Corte, engalanada, festejava o 43º aniversário do Imperador, a folha carioca publicou a versalhada acima, aparentemente enaltecedora. Não percebeu que se tratava de um acróstico, no qual se lia: "O bobo do rei faz anos". Ou melhor, "annos", como mandava a ortografia da época.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Eu tinha um cachorro preto, seu nome era depressão

Pilordianos, recebi este vídeo acompanhado do texto/desabafo do jornalista da BANDNEWS Ricardo Boechat e resolvi compartilhar com vocês devido ao seu conteúdo e que pode vir a servir de alerta a algum de vocês e/ou a pessoas de seu relacionamento.


Ricardo Boechat fez um longo desabafo na manhã desta quinta-feira (27) e revelou ter sofrido um "surto depressivo agudo" pouco antes de entrar no programa que apresenta na rádio Bandnews FM, na semana retrasada. O jornalista ficou por cerca de 15 dias distante de suas atividades.

Segundo Boechat, "eu simplesmente sofri um colapso, um apagão no estúdio", e "nenhum texto era compreensível".

Após o ocorrido, o âncora do "Jornal da Band" diz que foi com a sua mulher ao médico e lá recebeu o diagnóstico de "depressão", que o "estado de pânico, a balbúrdia mental, a insegurança, eram sintomas clássicos de surto depressivo".

Boechat finaliza o desabafo afirmando que "a depressão não escolhe vítimas por seu grau de instrução ou situação econômica. Castiga sem piedade e da mesma forma pobres e ricos, anônimos e famosos."

O Pilórdia sugere que leiam o artigo completo antes de assistirem ao vídeo abaixo, para isso, cliquem AQUI


quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Ali Babá e os 39 ladrões

BRASIL NO EXTERIOR


Jornal alemão diz que Merkel visitou Ali Babá e os 39 Ladrões no Brasil

O jornal alemão especializado em economia, "Handelsblatt", fez uma comparação crítica do governo Dilma Rousseff. Na última semana, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel visitou o Brasil e teve alguns encontros com dirigentes nacionais, entre eles a presidente Dilma Rousseff.

Após a passagem da representante pelo país, a publicação alemã afirmou que esse foi um dos raros momentos em que a presidente Dilma Rousseff conseguiu ganhar pontos políticos em meio à “pior crise no Brasil em décadas''. O jornal usou o título “Ali Babá e os 39 ladrões'' para a reportagem sobre a visita de Merkel ao país.



O número é uma referência à quantidade de ministérios do atual governo brasileiro formado para satisfazer à coligação dos partidos aliados quando de sua eleição. 

E com os recentes escândalos de corrupção, à instabilidade política e à dificuldade da presidente em manter sua coalizão, segundo o jornal, “más línguas'' dizem que só faltaria um ministro para deixar perfeita a comparação com o conto “Ali Babá e os Quarenta Ladrões'', parte do “Livro das Mil e Uma Noites''.

domingo, 12 de julho de 2015

Conversa difícil

Por Vera Guimarães Martins
Ombusdman da FOLHA em 12JUL2015


Conversa difícil
A grande notícia da semana foi a entrevista que a presidente Dilma Rousseff concedeu à Folha na edição de terça-feira (7). Evento raro, a conversa exclusiva foi parte da estratégia do Planalto para fazer frente ao recrudescimento da discussão pública sobre o impeachment.

Arte de SPONHOLZ


A petista já vinha acuada pelo acirramento da crise econômica e pelo risco de rejeição das contas do governo no Tribunal de Contas da União, mas o cenário piorou após a revelação de que o empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC, disse em depoimento ter distribuído propina e doações eleitorais em troca de vantagens na Petrobras.

No contra-ataque ao avanço da maré, a presidente escolheu a Folha para falar ao país. Ponto para o jornal, que obteve conteúdo exclusivo e acabou pautando todo o noticiário político. Ponto também pelo espaço generoso tanto na "Primeira Página" como nas páginas internas, condizentes com a figura política e a gravidade da situação.

Arte de MIGUEL


Dito isso, é preciso registrar que o jornal deixou de aproveitar a rara oportunidade para dar voz a algumas questões cruciais, frequentes nas conversas de rua, mensagens de leitores, textos de colunistas, analistas e editoriais.

Faltaram perguntas mais incisivas e pipocaram aqui e ali afirmações vagas e indeterminadas, do tipo "Parece que está todo mundo querendo derrubar a senhora".

Arte de DUKE


A reportagem pegou leve ao não inquirir a presidente sobre o fosso entre suas promessas eleitorais e as medidas que ora põe em prática ou sobre a semelhança entre o que ela acusou a oposição de pretender fazer e o que seu governo está fazendo. Dilma falou muito, mas escapou de perguntas e respostas consistentes sobre fatores que fizeram sua reprovação saltar para 68%, segundo a última pesquisa Datafolha.

A petista voltou a criticar a delação premiada, que disse considerar uma instituição ruim, sem que lhe fosse perguntado por que, então, sancionou a lei em 2013 e dela se vangloriou na campanha eleitoral.

Arte de LUSCAR


Uma certa brandura ao entrevistar personalidades é comum no jornalismo nacional. No cara a cara, evitam-se perguntas que possam soar inconvenientes, agressivas ou desrespeitosas. No caso da mais alta autoridade da República, o comportamento é também caudatário do caráter imperial do presidencialismo no Brasil. Aqui, os mandatários não se sentem obrigados a conceder entrevistas para prestar contas de seus atos ou só o fazem ao sabor das próprias necessidades.

Em qualquer situação, a escolha do entrevistador é encarada como uma honraria, à qual o escolhido deve fazer jus, não impondo ao entrevistado comportamento que possa ser considerado acintoso. É o que os franceses chamam de "noblesse oblige", a obrigação de corresponder à nobreza que lhe foi conferida.

Arte de THIAGO


Não se pode negar o mérito de Dilma, que optou por conceder entrevista a um grande jornal, fora do círculo bajulatório que reza pela cartilha do governo. Bem diferente do ex-presidente Lula que, no mensalão, preferiu falar a uma jornalista desconhecida, sem vínculo com nenhum veículo brasileiro - e em Paris.

Não quero desmerecer a conquista da reportagem da Folha, mas é bom lembrar que a obrigação de ouvir o contraditório e garantir espaço para o outro lado não implica abrir mão de fazer perguntas espinhosas nem libera o personagem para falar o que quiser sem contradita.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Quando a notícia é perigosa

Por Elio Gaspari.
Publicado na FOLHA em 13MAI2015

Crônicas

De ed.kennedy@edu para todo mundo
Meu nome é Edward Kennedy, nada a ver com o xará irmão do presidente americano, que foi senador e veio para cá em 2009. Falou-se dos 70 anos do fim da Segunda Guerra e novamente fiquei esquecido. Todo jornalista que lida com notícia deve se lembrar que fritaram Ed Kennedy.

Em maio de 1945 eu era o chefe do escritório da agência de notícias Associated Press na frente ocidental da Segunda Guerra. Estava baseado em Paris, era um gato e bebia tudo com Ernest Hemingway. Na manhã do dia 6, um domingo, fui chamado pelo comando militar americano para embarcar num avião militar. Éramos dezessete. Não sabíamos para onde íamos, nem para fazer o quê. Ao desembarcar na cidade de Reims, onde estava do QG do general Dwight Eisenhower, entendemos tudo. O mundo já sabia que Hitler estava morto, que os russos já haviam entrado em Berlim. Era a rendição do Reich.

Fomos informados de que o que acontecesse ali deveria ser mantido em segredo. Logo depois chegou o general Gustav Jodl, chefe do Estado Maior alemão. O almirante que veio com ele pediu uísque, pareceu descontraído e matou-se dias depois. Às 2h41 do dia 7, segunda-feira, a turma do avião viu quando assinaram a rendição. Para espanto geral, fomos informados de que a notícia só poderia ser anunciada às 15h do dia seguinte, quando os alemães já tivessem capitulado cerimonialmente na frente russa. Voltamos para o avião e chegamos de manhã a Paris.

Eu dei umas voltas. Tinham-se passado mais de 12 horas, a guerra tinha acabado, mas isso não podia ser contado. Pior: uma rádio alemã já havia transmitido a rendição de Reims. Os censores mantiveram o embargo. Às 14h24 liguei para o escritório da AP em Londres e passei a noticia: "A Alemanha rendeu-se incondicionalmente". Pode ter sido a notícia do século.

Na primeira hora, fui festejado. Em seguida o comando aliado cassou minha credencial e o que era festa tornou-se recriminação. Colegas meus, reunidos em Paris, condenaram-me por 52 votos contra quatro. Meu comportamento teria sido "aético". Meus patrões pediram desculpas ao governo, chamaram-me de volta a Nova York e suspenderam-me. Não me davam serviço e um dia depositaram US$ 4 mil na minha conta, sem uma palavra. Era o sinal para que eu sumisse dali. Arrumei um emprego na Califórnia e morri num acidente de carro em 1963, aos 58 anos. Só quem me defendeu foi o A. J. Liebling, com um artigo intitulado "A Capitulação da AP".



Meu chefe chegou aqui pouco depois de mim e se esconde quando me vê. O general Eisenhower já me pediu desculpas. Outro dia conversamos sobre o comportamento da imprensa americana durante a invasão do Iraque e ele disse um palavrão, coisa que raramente faz. Já o general Patton continua xingando a minha mãe, mas isso não tem importância porque ele vive falando das mães dos outros. A Associated Press levou 67 anos para se desculpar.

Até hoje tem gente que propõe o meu nome para um Prêmio Pulitzer póstumo. Não sei se é boa ideia. Ficarei satisfeito se for lembrado por qualquer repórter que corre atrás da notícia em vez de prestar atenção no que lhe dizem os poderes da hora. No entanto, como ninguém mais se lembra de mim, cuidado, notícia é coisa perigosa.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

BBC divulga falsa morte da rainha



O G1 noticia que a BBC anunciou, por engano, a morte da rainha Elizabeth. Até aí, nada tão inusitado, a não ser que se trata da conceituada emissora oficial o Reino Unido.




Jornais brasileiros já "mataram" personalidades. Para citar um caso relativamente recente, a Folha de São Paulo promoveu o Romeu Tuma a defunto e ele estava vivo, embora hospitalizado, e ainda viveu mais um tempo. Curiosamente, quando ele morreu, comprovadamente, a Folha on line não deu logo a notícia. Talvez por ter mandado um repórter ao local para pegar uma via autenticada e com firma reconhecida do atestado de óbito. 

Voltando à "barriga" da rainha. A origem da falsa notícia teria sido um "exercício de simulação do falecimento de Elizabeth II, que já emplacou 89 anos, e que uma repórter vazou no twitter como se verdade fosse. 

"URGENTE: a rainha Elizabeth recebe cuidados no King Edward VII Hospital de Londres. Comunicado seguirá em breve @BBCWorld", dizia às 9h30 local (5h30de Brasília), a conta do Twitter de Ahmen Khawaja, uma jornalista do serviço em urdu.

Enquanto a informação era rapidamente reproduzida pela CNN e pelo jornal alemão Bild, um segundo tuíte da mesma jornalista da BBC anunciava: "Rainha Elizabeth está morta".

Sabe-se que é prática antiga nos jornais e revistas manter um arquivo de "funéreos". São textos biográficos sobre sujeitos que os editores acham que estão na fila para o paraíso. Fica lá prontinha a matéria e se o focalizado bater as botas é só pegar alguns depoimentos de amigos, levantar as circunstâncias do desfecho e está pronto o pacote jornalístico.

 O que nunca havia ouvido falar era no tal "exercício de simulação". Gostei. Talvez a rainha não soubesse que a emissora estatal está "secando" sua pessoa, mas o defunto real vai dar tanto trabalho às equipes da BBC que é compreensível o "laboratório". 



Mas gostaria de saber detalhes? Usaram uma sósia da rainha? Ensaiaram um cortejo. Contrataram carpideiras para chorar na beira da cova? Acho que a moda pode pegar aqui entre os editores brasileiros. Temos algumas figuras com o chamado pé na cova. Qualquer dia, o São João Batista vai estar movimentado com o enterro fake de algum famoso e um passante vai perguntar: 

- "Fulano morreu"

E vai se surpreender com a resposta do produtor de "simulação":
- "Não, parceiro, ele ainda está no hospital, nós só estamos ensaiando o velório".

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Frases ditas aqui e ali...

Direto de Carlos Brickmann

Frases

- Do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, ex-ministro de Lula e de Dilma, que já se declarou à presidente ("Dilma, eu te amo"):

A gente não acha que o PT inventou a corrupção,
 mas roubaram demais. 
Exageraram! 

 Do internauta Alexandru Solomon:

A famosa frase latina "Est modus in rebus"
 (há um limite nas coisas), 
lida pelo senhor Carlos Lupi pronuncia-se
 "Est modus in roubus". 




- Do jornalista Cláudio Tognolli:

Muito boa minha vida de escritor
 agora com 15 livros:
 montanha, grama verde, céu azul. 
Pena que seja o velho descanso de tela do Windows



- Do internauta Mário Aquiles Fuerte:

Estima-se que a reconstrução do Nepal vai custar 6 bilhões de dólares. Considerando que o prejuízo contábil da Petrobras chegou próximo de 10 bilhões de dólares, podemos concluir que financeiramente é melhor um país ser devastado por um terremoto do que administrado pelo PT. 


- Do jornalista Sandro Vaia:

Considerando que o prejuízo da corrupção 
foi de 6 bi e o da incompetência 22 bi,
 devemos então considerar que eles
 são mais incompetentes do que ladrões? 



- Do consultor Augusto de Franco

Após 20 anos observando 
(de fora, mas de perto) 
cheguei à conclusão de que o PSDB 
é um daqueles raros organismos
 incapazes de aprender. 

- Do jornalista Ricardo Noblat:

Quero morar na propaganda do governo 



- Do jornalista Fred Navarro:

Atacar Sergio Moro e o MPF, 
e defender Dirceu, Palocci e as empreiteiras,
 é sinal de enriquecimento. 
Não intelectual, claro. 




- Do cientista político Cid Benjamin, ex-guerrilheiro, fundador do PT, hoje incluído com destaque na lista das pessoas que os petistas mais odeiam:

O Brasil é feito por nós. 
Só falta, agora, desatá-los.

- Da jornalista Regina Helena Paiva Ramos:

Minha pátria giganta será 
que aguenta tanta anta?

terça-feira, 31 de março de 2015

Um tesoureiro no Planalto... de novo

Por Eliane Castanhêde
Publicado no ESTADÃO em 29MAR2015

Um tesoureiro no Planalto
A ida de um ex-tesoureiro do PT para a Secretaria de Comunicação da Presidência é um exemplo estridente do isolamento de Dilma Rousseff, enclausurada no PT, sem saída. É duplamente dramático, porque Dilma está fraca, o PT está fraco e um puxa o outro ainda mais para baixo. Típico abraço de afogados, com uma amarga ironia: a única boia à vista é a receita Joaquim Levy - que significa o oposto do que Dilma e o PT pregavam.




Essa nomeação significa que Dilma não está entendendo nada e/ou não dá a menor bola para a opinião pública, cada vez mais irritada com escândalos sem fim. Nada contra a pessoa do afável Edinho Silva, mas a expressão "tesoureiro do PT" remete a Delúbio Soares, preso no mensalão, e a João Vaccari Neto, ainda no cargo e réu na Lava Jato.

E o que se projeta para a Secom? O temor é de manipulação das verbas oficiais de publicidade, que deveriam ser de governo, mas tendem a ser cada vez mais de um partido. Lula, Dilma e o PT sempre culpam a mídia pelas próprias desgraças e, tomara que não, mas podem querer dar uma de Nicolás Maduro na Venezuela e de Cristina Kirchner na Argentina, usando dinheiro público para chantagear empresas de comunicação.




Com estagnação em 2014 (PIB de 0,1%), previsão de recessão em 2015, indústria encolhendo, demissões começando, inflação disparando e falta de perspectiva asfixiando investimentos, cortar publicidade tem ares de vingança cruel. Parece, porém, encontrar simpatia na cúpula petista.

Em recente reunião da bancada do PT na Câmara, presenciada pelo repórter Pedro Venceslau, do Estado, o líder José Guimarães disse que o governo "vive uma sangria" e é preciso "radicalizar, ir para a ofensiva". Para o presidente do partido, Rui Falcão - que é jornalista - o governo tem de restringir a publicidade aos meios de comunicação mais aliados. Ou seja: aos amigos (como os blogueiros sujos, ops!, "independentes"), tudo; à mídia livre, pão e água.




Aliás, que jornalista realmente independente assumiria o cargo neste "caos político", como admitiu a própria Secom? Só um jornalista engajado ou um militante, um soldado, assumiria a comunicação de governo neste momento. É uma missão, é ir para o sacrifício, porque a realidade desmente, dia após dia, a versão de que o derretimento da imagem de Dilma e do partido é "culpa da imprensa".

Milhões de pessoas foram às ruas em 15 de março, e prometem voltar em 12 de abril, não por causa da chamada grande mídia, mas por impulso das redes sociais e pela irritação generalizada com os escândalos bilionários e institucionalizados no governo Lula, com a incompetência do governo Dilma na economia, na política e na gestão e com as mentiras de campanha sobre vacas tossindo.




"Não adianta falar que a inflação está sob controle quando o eleitor vê o preço da gasolina subir 20% ou a sua conta de luz saltar em 33%. Assim como um senador tucano na lista da Lava Jato não altera o fato de que o grosso do escândalo ocorreu na gestão do PT." Quem disse isso não foi a imprensa malvada, foi aquele documento da própria Secom publicado com exclusividade pelo portal Estadão.com.br.

Logo... trocar um jornalista por um tesoureiro do PT e chantagear com verbas publicitárias não vai resolver nada. Não há marketing que faça o PIB crescer, o emprego aparecer, a inflação cair, a conta de luz baixar. Nem que apague o mensalão, o petrolão, os títulos que o Postalis comprou da Venezuela e os bilhões de reais sonegados à Receita a golpes de propina.




Além de paciência, como diria o ministro Jacques Wagner, o ex-tesoureiro Edinho Silva vai precisar muito de... Ah, sei lá.

Educação. Depois de tantos erros crassos, Dilma acertou com Janine Ribeiro no MEC. Um salto e tanto depois de Cid Gomes na tal "pátria educadora".

segunda-feira, 23 de março de 2015

Recado para Rui Falcão, presidente do PT

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, propõe o corte da publicidade oficial nos veículos que, a seu ver, apoiaram a manifestação contra Dilma. Quer uma nova política de anúncios para a “grande mídia”.


“Gente inteligente, mesmo quando se cala, 
diz mais que o tolo quando fala”.

[provérbio judaico]

Os chifres de Hillary Clinton

O Paniscumovum revela:

Não é nada do que você está pensando, embora faça sentido. Monica Lewinski que o diga. A revista Time da semana passada foi criticada na rede por colocar um par de chifres em Hillary Clinton, a capa da vez.



A revista se defende e diz que a parte superior da letra M do logo TIME já transformou em chifrudos figuras com o Papa Francisco, Putin e Margaret Thatcher.






 Simples coincidência.

sábado, 21 de março de 2015

O PT e os pistoleiros

Por Reinaldo Azevedo.
Publicado na FOLHA SP em 20MAR2015


O PT e os pistoleiros
Esse negócio de que, mesmo antigos, devemos conservar, diante de tudo, o olhar de surpresa e de novidade típico da juventude é conversa mole. Como é mesmo? O diabo é diabo porque velho, não porque sábio. Mas não sou do tipo que deixa cair as bochechas, com as retinas cansadas. Aos 53, é dever não se assustar nem se prostrar. Mas eis que os poderosos de turno, a seu modo, fazem com que me sinta um recém-nascido. Produzem o inédito, falam o inaudito, acenam com o inesperado. A companheirada tem me permitido vivenciar a tábula rasa. Meu cérebro não tem prescrição para o que está aí. É como se eu tivesse chegado ao mundo deles sem experiência anterior.


Arte de OLIVEIRA


Cid Gomes, até quarta ministro da Educação (nada menos!) de um governo em crise, afirmou haver no Congresso 300 achacadores e foi chamado a se explicar na Câmara. Em vez de buscar uma forma decorosa de se desculpar, deu um piti ridículo, à moda dos Gomes, e foi demitido em seguida. Quem exibiu a sua cabeça foi Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Casa. Cid saiu de lá dirigindo o próprio carro e foi aplaudido por uma claque de cearenses. Há ou não os achacadores? Em setembro de 1993, um certo Lula disse que havia "300 picaretas no Congresso". Em 2015, o PT é o protagonista do petrolão. "Boquirrotice" é lixo.


Arte de DUKE


A cena momesca se deu um dia depois de ter vindo a público um documento da Secretaria de Comunicação da Presidência em que o governo reconhece usar os chamados blogs sujos para o serviço de pistolagem política. O documento prega a intensificação de uma parceria que parece ser comercial e criminosa. O texto sabe ser explícito: 

"A guerrilha política precisa ter munição vinda de dentro do governo, mas ser disparada por soldados fora dele".

 Munição? Soldados? Disparo? O plano anuncia ainda a intenção de pôr órgãos do Estado a serviço do proselitismo rasteiro e de usar a verba oficial de publicidade para a promoção pessoal de políticos, o que afronta a Constituição.


Arte de NEWTON SILVA


Como o ciclo do desatino nunca está completo sem Rui Falcão, o presidente do PT compareceu ao debate. Deixando claro o que entende por "controle social da mídia" –ou "regulamentação econômica"–, o homem quer que o governo corte verba oficial de publicidade dos veículos que, segundo ele, "incentivaram" ou "convocaram" as manifestações. Só fez uma ressalva: "A Record, que sempre teve uma simpatia maior por nós, no domingo, começou em rede aberta a convocar a manifestação. Foi uma briga por audiência. Nesse caso não foi nem má-fé". Entendi. É para privilegiar quem tem "simpatia por nós" e punir quem não tem.


Arte de RENATO



No domingo, depois da maior manifestação política da história do país, dois ministros concederam entrevista coletiva. José Eduardo Cardozo (Justiça) defendeu uma reforma política rejeitada pelo PMDB, o maior parceiro do PT no governo. E Miguel Rossetto (Secretaria-Geral) criticou os manifestantes, tratando-os como golpistas. O país virou uma orquestra de panelas.

Vivendo e aprendendo. Nessa toada, os destrambelhados a favor derrubam Dilma antes que as ruas o façam. Ah, sim: espero que o Congresso honre as suas funções constitucionais e convoque os guerrilheiros da Secom para explicar a que custo o governo fornece "munição" para pistoleiros, chamados de "soldados de fora".

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Charlie Hebdo de volta nesta quarta

Depois de hiato de seis semanas, a revista satírica Charlie Hebdo voltará às bancas da França nessa quarta-feira (25/02) com as caricaturas de alguns dos alvos favoritos da publicação, como o ex-presidente Nicolas Sarkozy, um jihadista, o papa Francisco e a líder da extrema-direita francesa, Marine le Pen.



O número 1179 da revista terá tiragem inicial de 2,5 milhões de exemplares e é o segundo a ser lançado depois dos ataques à sede da redação que deixaram 12 mortos no dia 7 de janeiro de 2015.

A nova capa, ilustrada pelo chargista Luz - um dos sobreviventes do massacre -, mostra um cachorro correndo com a Charlie Hebdo entre os dentes enquanto foge de um grupo raivoso liderado por Sarkozy em forma de poodle e Le Pen encarnada em um pit bull.

Além deles, um jihadista com cara de cachorro, o papa Francisco e um microfone do canal de notícias francês BFMTV, entre outros, tentam capturar o cão com a revista.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Cartoons pelo mundo, homenagem a Charlie Hebdo

Joep Berthrams / Holanda


charliehebdo-cartoons-17



Lucille Clérc / França


Amarildo /   A Gazeta-ES/BR

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Ruben L. Oppenheimer/Holanda

charliehebdo-cartoons-10
"Ele sacou primeiro"
David Pope / Austrália

Sponholz / Jornal da Manhã - PR/BR


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Max Haes / Holanda


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Uderzo / França



Genildo / Charge On Line - BA/BR


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David Brown / The Independent / Inglaterra

charliehebdo-cartoons-02
Mala Imagem / Chile



Duke / Super Notícia-MG



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Hervé Pinel / França

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Gabriel Renner / Zero Hora-RS


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Nono/Jornal Le Telegraph / Inglaterra


Ann Telnaes/EUA/ Washington Post

Samuca / Diário de Pernambuco - PE/BR


Loic Seca / França

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"Deus é humor"
Dilem / Argélia

Miguel / Jornal do Comércio - PE


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Plantu / Le Monde / França

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Robert Mankoff / New Yorker


Lailson / Humor World / BR


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"Os patos voarão sempre acima que os fuzis"
Boulet / França



Rico/ Vale Paraibano -  SP


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