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terça-feira, 13 de outubro de 2015

Um pouco da história russa

Assista ao inflamado discurso do líder do Partido Liberal-Democrata da Rússia, Vladimir Zhirinovisky, feito no Duma (Parlamento da Federação Russa). 

Uma aula de história imperdível dada por uma testemunha ocular que narra, com precisão de detalhes, a falha colossal do Comunismo na Rússia, a carnificina cometida durante o “terror vermelho” e as amargas sequelas deixadas no povo russo sob os regimes de Lênin e Stalin.


10 min


100 milhões de mortos pelos Bolchevistas... 
Principal verbo de Lenin...:
Fuzilar...Fuzilar...Fuzilar...

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Saudades

Por José Antonio Oliveira de Rezende

Crônica


Saudades
Sou do tempo em que ainda se faziam visitas. Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite. Ninguém avisava nada, o costume era chegar de paraquedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita. 

Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um. 

– Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.

E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.

– Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável! 

A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... casa singela e acolhedora. A nossa também era assim. Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha – geralmente uma das filhas – e dizia:

 – Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa. 

Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... tudo sobre a mesa. 

Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também. Pra que televisão? Pra que rua? Pra que droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança... 

Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam.... era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade... Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida. 

Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa. A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos, até que sumissem no horizonte da noite. 

O tempo passou e me formei em solidão. Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail... Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:

– Vamos marcar uma saída!... – ninguém quer entrar mais. Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores. Casas trancadas.. Pra que abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos do leite... 

Que saudade do compadre e da comadre!

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Você pagaria US$ 18,000.00 numa garrafa de vinho?

Uma garrafa de vinho considerada uma entre as mais raras do mundo foi leiloada no início desse mes por US$ 18.000,00 em uma casa de leilão em Londres. 




Preços exorbitantes em bebidas não são comuns aliado ao fato que, possivelmente, o vinho dessa garrafa deva estar intragável devido à oxidação.

Mas o que fez esse Chateau Mouton Rothschild 1945 ser arrematado por um colecionador privado europeu por um valor tão expressivo? Simples, seu valor histórico.

O V desenhado no rótulo do Chateau Mouton Rothschild 1945 foi ilustrado pelo francês Philippe Jullian para celebrar a vitória dos aliados sobre a Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial e também representa o triunfo sobre as condições climáticas difíceis para os vinhedos de Bordeaux na época, incluídas uma dura geada e uma onda de calor que provocou uma seca fora do comum.



Mas como sabem que o vinho não estava bom se não foi aberto?

O ullage, jargão do setor que se refere ao espaço entre o vinho e o fundo da rolha, estava abaixo do gargalo, “o que denota uma chance maior de o vinho estar oxidado e, portanto, de não poder ser tomado”, disse Richard Harvey, diretor global de vinhos da Casa de Leilão.

O mesmo ainda alegou que se não fosse esse “pequeno probleminha” a garrafa valeria o dobro.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Paes de Andrade - In Memorian

Por Bernardo Mello Franco em sua página na FOLHA.


Brasil, capital Mombaça
Os moradores da pequena Mombaça madrugaram, mas não foi de ansiedade. Às 4h, a banda da Polícia Militar acordou o povo com os retumbantes acordes do hino nacional. Era o último ensaio para a visita do deputado Paes de Andrade, que pousaria horas depois como presidente interino da República.

O parlamentar programou a visita à terra natal assim que assumiu a cadeira de José Sarney por alguns dias, em fevereiro de 1989. A comitiva inchou tanto que não coube no avião reservado pela FAB. Ao todo, dois Boeings e um Buffalo decolaram de Brasília rumo ao sertão do Ceará.



De terno azul e óculos escuros, o presidente interino chegou acenando para as crianças, que o esperaram sob o sol forte durante três horas. Foi à igreja, inaugurou uma agência do Banco do Nordeste que já funcionava havia um ano e descerrou uma placa de bronze com o próprio nome.

Na praça principal, um palanque foi montado para o discurso aos conterrâneos. "Não é fácil disfarçar a emoção quando toco as raízes da minha terra. Quantas recordações!", exclamou o visitante ilustre, com o tom empolado dos oradores d'antanho.

"Terra de políticos! Berço de homens públicos honrados, dignos e altivos!", prosseguiu. Depois citou as "lições de civismo" herdadas dos antecessores, que enfrentaram "acirradas, duras e ásperas contendas", "construíram o progresso" e "deixaram um lastro de ensinamentos".

Declamando palavras de um tio vigário, o presidente interino debulhou-se em elogios ao povo local. "O Ceará tem na fronte o facho luminoso das ideias, no coração os espinhos acerbos da dor." Por fim, queixou-se das críticas da imprensa à viagem. "Essa era uma visita obrigatória. Tinha que estar aqui confraternizando com vocês, com a alma da minha terra, até para fortalecer as minhas energias espirituais", justificou-se.

Há dois meses, a Anac desativou o aeródromo de Mombaça, onde pousou a alegre comitiva. Paes de Andrade morreu nesta quarta, aos 88 anos.

sábado, 16 de maio de 2015

B.B.KING - In Memorian

Paixão


Simanca


Latuff


Oliveira


Mario


Sponholz


Café


Cícero


Thiago Lucas


Clayton


Dálcio


Jarbas



terça-feira, 12 de maio de 2015

Elvis & Lisa Presley

"Que montagem!

Esta reunião (digital) entre os dois, 
tem 40 anos de diferença no tempo de cada artista.
Ele, em 1968; ela, em 2008. 

Elvis morreu em 1977,
 sua filha Lisa Marie nasceu em 1966.


Com a tecnologia de hoje, 
encontramos pai e filha cantando juntos;
simplesmente fantástico!

domingo, 15 de fevereiro de 2015

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

A proximidade de Auschwitz

Por Alberto Dines.
Publicado no jornal El País em 31JAN2015


A proximidade de Auschwitz
O trabalho liberta — proclama em alemão o portão de ferro do campo de extermínio nazista de Auschwitz, em território polonês. A sentença é intrinsicamente totalitária: trabalho-escravo não liberta. O que nos torna efetivamente livres é a liberdade, este conjunto de presunções, sensações e certezas de que temos o direito de escolher em todas as esferas e dimensões - espacial, temporal, física, jurídica, psicológica e espiritual.


Lajos Erdelyi, de 87 anos, posa com um desenho feito por um amigo do campo de extermínio em Budapeste, 13 de janeiro de 2015. Erdelyi foi enviado a Auschwitz-Birkenau em maio de 1944 e mais tarde foi levado para outro campo. Quando foi libertado pesava menos de 30 quilos, tentou chegar em sua casa caminhando mas desmaiou, e foi levado a um hospital por um agricultor. LASZLO BALOGH (REUTERS)




A tocante cerimônia da última terça-feira para rememorar os setenta anos da desativação da mais famosa fábrica de horrores dos últimos 500, talvez seja a última que contará com a presença de sobreviventes. A efeméride do 80º aniversário (em 2025) dificilmente terá testemunhas e testemunhos vivos.

Não apenas por isso Auschwitz ganhou relevância no noticiário destinado a uma humanidade cada vez mais distraída e desnorteada. Auschwitz reapareceu empurrada pelo sangue derramado nos massacres de Paris.

Também as chacinas de Paris não concernem apenas aos jornalistas-desenhistas do Charlie Hebdo, aos policiais que cuidavam da sua segurança ou aos judeus religiosos que estavam no empório kosherna véspera do descanso sabático. O equívoco de sepultá-los no Monte das Oliveiras, em Jerusalém, não dá o direito de remeter aquelas brutalidades para o remoto e absurdo Oriente Médio.

Cartoon de Wolinsky


Havia dois judeus na redação do semanário (o desenhista George Wolinsky e a psicanalista Elsa Chayat), enterrados como os companheiros na França laica, democrática, que foi às ruas solidárias com os dezessete compatriotas assassinados e para manifestar-se contra a intolerância religiosa. 

Auschwitz não concerne apenas aos judeus, nas suas câmaras de gás foram exterminados ciganos, eslavos, católicos, protestantes, comunistas, anarquistas e homossexuais. O objetivo da cúpula nazista era a Solução Final da Questão Judaica como primeiro passo para implantar uma Europa unificada pelo terror totalitário. Nem todos os sobreviventes que compareceram à cerimonia em Auschwitz vieram de Israel, alguns estão nas Américas (Brasil inclusive), África do Sul, Austrália.

Eva Fahidi, de 90 anos, posa com uma foto de sua família, assassinada no campo de concentração durante a Segunda Guerra Mundial, em Budapeste, 12 de janeiro de 2015. Fahidi tinha 18 anos em 1944, quando ela e sua família foram levados de Debrecen para Auschwitz-Birkenau. LASZLO BALOGH (REUTERS)

O périplo ganhou inesperada escala e proximidade – Buenos Aires – com a morte do promotor Alberto Nisman, que acusava formalmente a presidente Cristina Kirchner e o seu chanceler, Hector Timerman, de negociarem com o governo iraniano ações que culminariam com a atenuação das penas e castigos dos responsáveis pela explosão do carro-bomba em frente ao prédio da AMIA, Associação Mutual Israelita Argentina, que matou 85 cidadãos argentinos.

A chacina de 1994 perpetrada, segundo sentença da justiça argentina, por agentes do Hizbullah e da Guarda Revolucionária iraniana, visavam a segunda maior comunidade judaica das Américas. A fuga para Israel de Damian Pachter, o jornalista que primeiro anunciou o assassinato de Alberto Nisman e desde então seguido por agentes e ameaçado de morte, não deve nos transferir para outras paragens. Com dupla nacionalidade e apenas a roupa do corpo fez uma escolha pragmática e imediatista.

by Whatsapp


Israel não deve ser o único refúgio para os judeus perseguidos e injustiçados do resto do mundo. A atabalhoada e patética atuação da presidente Cristina Kirchner ora apontando para um suicídio ora para assassinato nos dias seguintes à descoberta do corpo de Nisman criaram profundo mal-estar na comunidade judaica. 

A sábia decisão de enterrar o promotor em lugar de honra do cemitério, perto do monumento em homenagem às 85 vítimas do atentado contra a AMIA e não na ala dos suicidas, evita que uma questão forense de capital importância seja decidida apressadamente no âmbito religioso-funerário.

O que agora começa a transparecer é o dramático e inexplicável atraso das forças políticas portenhas — sobretudo o ambíguo peronismo — em extirpar todos as ramificações e ramais deixados pela ditadura militar.

Anestesiados pela folia que se aproxima e por mazelas que proliferam esquecemos com frequência que Auschwitz ressuscita cada vez que vacila a democracia.

Para mais fotos de Sobreviventes de Auschwitz - 70 anos depois, clique aqui.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Rock in Rio - 30 anos!

Postado no youtube em 12JAN2015

Sugestão de Otoniel Costa Neto

O ano de 1985 marcou o surgimento daquele que viria a ser um dos maiores festivais de música do mundo, o Rock in Rio, realizado pela primeira vez no início daquele ano, na capital carioca, trazendo para o Brasil alguns dos maiores nomes da música mundial naquela época.


E para comemorar os 30 anos do Rock in Rio, o Multishow exibiu um documentário inédito, homenageando a primeira edição do evento, responsável por colocar o Brasil no cenário da música mundial.

O programa promete mostrar imagens inéditas da primeira edição do Rock in Rio, trazendo ainda depoimentos de artistas que participaram do festival, histórias de bastidores e muito mais, relembrando tudo o que aconteceu naquele que é considerado o maior evento musical da história do Brasil.

Entre os artistas que participaram do documentário estão Roberto Frejat, Baby do Brasil, Nelson Motta, Ivan Lins e Erasmo Carlos, que vão falar sobre a importância do festival para o país. Quem também vai dar o seu depoimento é Roberto Medina, criador do Rock in Rio, que contará quais foram as maiores dificuldades para realizar o evento.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Os pequenos jornaleiros

Post original do Imagens e Letras



A fotografia favorita de Lou Turofsky, nascido em Chicago em 1892, filho de pais imigrantes russos, foi a de um jornaleiro exausto, deitado nos degraus de um edifício.


A imagem de um jornaleiro na chuva no mercado central de Lancaster, na Pensilvânia, foi a inspiração de Marjory Collins, fotógrafa de Nova York, para retratar a vida cotidiana da América em 1941.




Lewis Wickes Hine, um dos maiores fotógrafos americanos usou imagens de jornaleiros para sua denuncia social do trabalho infantil, as fotografias de Hine foram de vital contribuição para que leis de proteção aos jovens fossem criadas nos Estados Unidos, servindo de exemplo para o resto do mundo.

Um jornaleiro numa calçada em Londres eterniza-se numa fotografia icônica. Uma captura com duas narrativas incríveis. A primeira é sobre a sensacional notícia do desastre do Titanic. “Desastre do Titanic, grande perda de vidas” dizia o cartaz que impulsionava as vendas e divulgava um dos mais famosos acidentes da história. A outra é sobre o infortúnio do garoto.


Ned Parfett, dezesseis anos quando vendia jornais, teve sua vida tão curta e tão trágica como a do Titanic. Foi morto durante um bombardeio alemão enquanto soldado do exército britânico na França, poucos dias antes do Armistício, aos 22 anos, seis anos após a fotografia.

No Rio de Janeiro, em 1933, na confluência das ruas Miguel Couto, Ouvidor e Av. Rio Branco, o artista plástico Anísio Mota, inspirado na melancólica composição de Heitor dos Prazeres ...



...ergueu uma escultura em homenagem aos anônimos vendedores de jornais.

Histórias não faltam. Os jornaleiros, geralmente crianças, foram os grandes responsáveis pela propagação das notícias, distribuição dos jornais pelas ruas das cidades e ainda por imagens que ficarão para sempre como ícones de um tempo em que os jornais eram os grandes veículos de comunicação.






Hoje, quando esses veículos vão fechando suas portas, fecham-se também as histórias de milhares de meninos pobres que começaram suas vidas vendendo jornais. A tecnologia aos poucos empurra os jornais e os jornaleiros para trás das cortinas. Um novo espetáculo está começando.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Roberto Bolaños - In Memorian

REGI

SPONHOLZ

OLIVEIRA


AROEIRA


LUTE


ALEX PONCIANO


WALDEZ


CAZO


ELVIS


JOTA A


SINOVALDO