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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Quem faz um país é o povo!

Por Décio Tadeu Orlandi.
Recebido por WhatsApp
Quem faz um país é o povo!
Há alguns anos, entrei numa estação de metrô em Estocolmo, a tão civilizada capital da tão primeiro-mundista Suécia, e notei que havia entre muitas catracas comuns uma de passagem livre. Questionei a vendedora de bilhetes o porquê daquela catraca permanentemente liberada, sem nenhum segurança por perto, e ela me explicou que era destinada às pessoas que por qualquer motivo não tivessem dinheiro para a passagem. 

Arte de RICO


Minha mente incrédula e cheia de jeitinhos brasileiros não conteve a pergunta óbvia (para nós!): e se a pessoa tiver dinheiro mas simplesmente quiser burlar a lei?

Aqueles olhos suecos e azuis se espremeram num sorriso de pureza constrangedora 

– Mas por que ela faria isso?, me perguntou. 

Não lhe respondi. Comprei o bilhete, passei pela catraca e atrás de mim uma multidão que também havia pago por seus bilhetes. A catraca livre continuava vazia, tão vazia quanto minha alma brasileira – e envergonhada.

*Décio Tadeu Orlandi, bacharel em Letras pela USP e mestre em Literatura pela UFG.


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Dinheiro vivo? Na Suécia é coisa do passado

Reportagem da New York Times.
Transcrita da UOL

Os fiéis pagam o dízimo por mensagem de texto para a igreja. Vendedores ambulantes sem-teto têm máquinas de cartão de crédito sem fio. Até o Museu Abba, apesar de ser um santuário em homenagem ao grupo pop dos anos 1970 que escreveu "Money, Money, Money", considera o dinheiro uma coisa tão século passado que não aceita cédulas nem moedas.


Arte de CAÓ

Poucos lugares estão caminhando para um futuro sem dinheiro tão rápido quanto a Suécia, que aderiu à conveniência de pagar contas com aplicativos e cartões.

Este país avançado tecnologicamente, lar do serviço de música Spotify e da produtora dos jogos Candy Crush para celular, foi atraído pelas inovações que facilitam os pagamentos digitais. É também uma questão prática, já que muitos dos bancos do país não aceitam mais dinheiro em espécie.

No Museu Abba, "não queremos ficar para trás, aceitando dinheiro uma vez que o dinheiro está acabando", disse Bjorn Ulvaeus, ex-membro do Abba que transformou o legado da banda num crescente império de negócios, que inclui o museu.

Nem todo mundo está feliz. A adoção dos pagamentos eletrônicos na Suécia tem alarmado as organizações de consumidores e os críticos que alertam para uma ameaça crescente à privacidade e uma maior vulnerabilidade a crimes sofisticados pela internet. No ano passado, o número de casos de fraudes eletrônicas subiu para 140 mil, mais que o dobro de uma década atrás, segundo o Ministério da Justiça da Suécia.




Os mais velhos e os refugiados que vivem na Suécia poderão ser marginalizados por utilizar dinheiro, dizem os críticos. E os jovens que usam aplicativos para pagar tudo ou tomam empréstimos pelo celular podem ficar endividados.

"Isso pode estar na moda", disse Bjorn Eriksson, ex-diretor da polícia sueca e ex-presidente da Interpol. "Mas existe todo tipo de risco quando uma sociedade deixa de usar dinheiro."

Porém, defensores como Ulvaeus citam a segurança pessoal como uma razão para os países pararem de usar dinheiro. Ele passou a usar só cartão e pagamentos eletrônicos depois que o apartamento de seu filho em Estocolmo foi assaltado duas vezes há alguns anos.

"Ficamos muito inseguros", disse Ulvaeus, que não carrega nenhum dinheiro. "Isso me fez pensar: o que aconteceria se vivêssemos numa sociedade sem dinheiro e os ladrões não pudessem vender o que roubaram?"

As cédulas e moedas agora representam apenas 2% da economia da Suécia, em comparação com 7,7% nos Estados Unidos e 10% na zona do euro. Este ano, apenas um quinto de todos os pagamentos de consumidores na Suécia foram feitos em dinheiro, em comparação com uma média de 75% no resto do mundo, de acordo com a Euromonitor International.

Os cartões ainda imperam na Suécia --com quase 2,4 bilhões em transações de crédito e débito em 2013, em comparação com os 213 milhões de 15 anos atrás. Mas até mesmo os cartões estão enfrentando concorrência, à medida que um número crescente de suecos usa aplicativos para o comércio cotidiano.

Em mais de metade das agências dos maiores bancos do país, incluindo o SEB, Swedbank, Nordea Bank e outros, não há nenhum dinheiro em estoque e não são aceitos depósitos em dinheiro. Eles dizem que estão economizando muito em segurança ao retirar o incentivo para os assaltos a bancos.

No ano passado, os cofres dos bancos suecos tinham cerca de 3,6 bilhões de coroas em notas e moedas, em comparação com 8,7 bilhões em 2010, de acordo com o Banco de Pagamentos Internacionais. Máquinas de saque, que são controladas por um consórcio de bancos suecos, estão sendo retiradas às centenas, especialmente nas áreas rurais.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Neutralidade de gênero

Por Helio Schwartsman.
Publicado na FOLHA SP em 29MAR2015

Neutralidade de gênero
"Uma língua é um dialeto com exército e marinha." O chiste do autor iídiche Max Weinreich escancara as relações entre idioma e poder. Elas são inegáveis, mas qual a sua extensão? É possível para um grupo poderoso impor distinções linguísticas que não estejam antes na cabeça das pessoas? O que vem antes, o conceito ou a palavra?




Depois de mais de uma década de árdua batalha linguística, que opôs feministas e a turma do LGBT aos puristas do idioma, a próxima edição do dicionário da Academia Sueca, a ser publicada no dia 15, vai trazer, além dos  pronomes pessoais "han" (ele) e "hon" (ela), a forma neutra "hen". A ideia é utilizá-la quando o sexo da pessoa é desconhecido, quando o indivíduo ao qual se refere é transgênero ou quando o falante considera que não é o caso de especificar.

O pronome "hen" fora proposto nos anos 60, mas foi só a partir de 2000 que a ideia caiu nas graças de ativistas e se tornou uma causa. A Academia Sueca não tinha alternativa que não registrar a forma, já ela vinha sendo utilizada de modo crescente em meios de comunicação, documentos e até sentenças judiciais.


Arte de DALCIO



Vejo o pronome com simpatia. Ele permite uma cortesia pública para com um grupo marginalizado e dá mais liberdade a autores na hora de falar ou escrever, mas sou cético em relação ao efeito que a novidade possa ter na redução da discriminação.

Embora especificidades da língua possam exercer um efeito limitado e modesto em nossas atitudes, é praticamente impossível fazer com que as pessoas deem peso a ideias que já não estejam antes em suas mentes. Sempre que se tenta esterilizar o idioma com a adoção de um eufemismo –"alcoólatra" no lugar de "bêbado", por exemplo–, é questão de tempo até que ele seja contaminado pelas mesmas conotações negativas e precise ser substituído –"etilista", "dependente". Infelizmente, policiar a língua não basta para resolver injustiças ou quebrar preconceitos.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Banda de heavy metal sueca homenageia a FEB na 2ª Guerra

A Força Expedicionária Brasileira teve participação na Segunda Guerra Mundial com o envio de mais de 20.000 homens que enfrentaram o poderoso exército alemão no norte da Itália.


A FEB fez uma campanha quase impecável principalmente por ter ido aos campos de batalha sem equipamentos nem treinamentos apropriados a não ser os que conseguiram do exército aliado, especialmente o americano, porém por algum motivo ela quase não é lembrada nos livros de história.



Batalha dos Guararapes, Guerra do Paraguai, FEB... São todos episódios da história brasileira que criam um sentimento de patriotismo e orgulho da nação... Uma pena que nenhum deles recebe o devido valor...

A música fala sobre três pracinhas da FEB que se viram diante de toda uma Companhia do exército alemão e não recuaram. Obviamente eles morreram, porém entraram para história como exemplo de bravura.

Enfim, aproveitem a música que os suecos do Sabaton fizeram:


com tradução da música "Smoking Snakes"


A letra homenageia todos os brasileiros que lutaram na Europa contra o nazi-fascismo e cita 3 heróis que preferiram morrer do que se render.

Trata-se dos 3 soldados, Geraldo Baêta da Cruz (28 anos, natural de Entre Rios de Minas), Arlindo Lúcio da Silva (25 Anos, de São João del Rey) e Geraldo Rodrigues de Souza (26 anos, de Rio Preto), que durante a tomada de Montese, na Itália, ficaram conhecidos como os “três heróis brasileiros”. 

Os pracinhas mineiros se tornaram um mito da FEB por não se renderem ao encontrarem de frente uma companhia alemã composta de aproximadamente 100 homens, dia 14 de abril de 1945, mesmo recebendo ordens claras para recuar. 

Mortos pelos soldados nazistas, foram homenageados pelos inimigos, tendo recebido um enterro cristão e uma inscrição diante de suas sepulturas, em alemão, que dizia: “Drei brasilianischen helden” (Aqui jazem três heróis brasileiros). 


Existe hoje no pátio do 11º Batalhão de Infantaria em São João Del Rey, ao qual pertenciam, um monumento que os reverencia.

Emocionante o refrão em português “Cobras fumantes, sua memória vive!”, “Cobras fumantes, eterna é a sua vitória!” e “Cobras fumantes, heróis do Século”. 

Blog do Giulio Sanmartini

terça-feira, 10 de julho de 2012

A maldição do Codex Giga

Baú do Pilórdia  - Postado em 13SET.2009




A Maldição do Codex Giga O Livro Gigante , assim está sendo chamado um misterioso livro medieval que possui quase um metro de comprimento e foi escrito por um monge beneditino sobre pele (pergaminho) de animal (asno) ilustrado com bizarras figuras demoníacas e contendo fórmulas de encantamentos.

Foram necessários dois homens para transportar este que já é considerado o maior manuscrito medieval do mundo. Ele pode ser visto na National Library, em Estocolmo ─ Suécia.


Tem seiscentas páginas, todas feitas de pele de jumento. Capa e contracapa, de madeira, são forradas de couro e adornadas com cantoneiras de metal entalhado. Como raríssima relíquia que é, seu valor gira em torno de 15 milhões de libras.

Datado no início do século XIII [anos 1200], foi encontrado no Monastério beneditino da Boêmia, próximo a Chrudim, República Tcheca.




A identidade do autor é um mistério mas as análises caligráficas revelaram que todo o livro, texto e ilustrações foram produzidos por uma só pessoa que trabalhou sem dar sinais de fadiga - conclusão esta na ausência de mudanças significativas nos traços.

Escrito em latim, o Livro Gigante contém uma versão completa do Antigo e do Novo Testamentos [excluindo os Atos Apostólos e o Apocalipse].



Depois da Bíblia, vem uma transcrição da Etymologiae enciclopédia de Isidore de Seville, que consiste em um resumo do conhecimento das ciências em geral incluindo a idéia da esfericidade da Terra.

Também estão no Livro: uma cópia de Antiquities of The Jews [Antiguidades Judaicas] e Jewish Wars [Guerras Judaicas], escritos originalmente por Flavio Josefo nos anos 90 d.C. ...


... uma versão dos Hebrew Books [escrituras hebraicas] e uma cópia de Chronicle of Bohemia de Cosmas de Pragye [1045-1125], padre boêmio.



Sobre a origem do Codex Giga, diz a lenda que um dos monges, tendo cometido um terrível pecado, foi condenado a ser emparedado vivo em sua cela. Para escapar a tão lenta e terrível morte, o monge fez uma proposta aos seus superiores: ele escreveria o maior livro do mundo em apenas uma noite.

Se conseguisse cumprir essa tarefa ser-lhe-ia permitido viver. O negócio foi aceito. Ao pôr-do-sol, o monge começou a trabalhar. À meia-noite, percebendo que jamais conseguiria cumprir o prometido, já desesperado, o infeliz resolveu pedir a ajuda do Diabo.

O Diabo veio e fez o serviço completo, incluindo um auto-retrato! O maior livro do livro do mundo ficou pronto em uma noite e o monge viveu. Amaldiçoado, infeliz, desafortunado, mas viveu.


E não bastasse o mistério de sua origem, outro fato intriga os estudiosos: faltam sete páginas no volume. Páginas que, dizem, continham um segredo muito antigo.




Além disso, o Codex Giga tem fama de atrair má sorte para quem o possui, provocando infortúnio e morte. Por causa da vistosa imagem do Diabo que contém, o Codex Giga é chamado de Bíblia do Diabo.

A imagem é precedida por uma conjuração por meio do qual é possível comunicar-se com espíritos, entidades demoníacas e um encantamento para comandar essas criaturas.


sexta-feira, 25 de maio de 2012

Metrô de Estocolmo, Suécia.


O sistema de metrô da cidade de Estocolmo é conhecido como a "mais longa exposição de arte do mundo".



 
 

São cerca de 110 quilometros de túneis com 100 estações das quais 53 se encontram à superfície e 47 debaixo da terra e dentre elas, 90 possuem obras de arte em suas paredes.

 
 
 
 
 
 
 


 Quer ver mais imagens?
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domingo, 5 de dezembro de 2010

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Suécia estuda acabar com o dinheiro


Em muitos países, os cartões de débito e crédito estão substituindo o dinheiro em espécie. Na Suécia, se debate se vale a pena extingui-lo para reduzir a delinquência. A bancária Marie Jarvas, de Estocolmo, sofreu dois assaltos.



O primeiro foi de manhãzinha. Dois homens entraram depois de estourar a porta de vidro com um machado”, conta ela. “Queriam o dinheiro que iria para os caixas automáticos. Eu estava tão assustada que me escondi atrás de um armário. Estava segura que iriam me matar. Estava morta de medo.”
 
Dois anos depois aconteceu de novo. Desta vez, um homem armado entrou pela janela. O sindicato de Marie está agora liderando os que querem que a Suécia elimine o dinheiro em circulação, preocupado com a segurança de 30 mil bancários.

Se pudermos reduzir o dinheiro que circula nos bancos e na sociedade, também reduziremos os roubos”, afirma Marie Look, do sindicato dos bancários. “Se a longo prazo abandonarmos o dinheiro totalmente, não haverá mais roubos, porque não fará sentido assaltar um banco que não tenha nada para ser levado.”

Bem, para ler o artigo completo com os prós e contras, clique aqui.

Mas peço que antes reflitam sobre algo:

"Dois anos depois aconteceu de novo. PQP! 2 anos? isso é que é Primeiro Mundo... Em nossos bancos de esquina e adjacências não chegam a duas horas...

terça-feira, 13 de abril de 2010

Ousadia é tudo... na Suécia!

Nada como uma atitude ousada para conquistar o coração de um príncipe. Sofia Hellqvist fez um ensaio de topless com uma cobra píton e, dizem em Estocolmo, o seu comportamento mais atrevido conquistou o coração de Carl Philip.


O príncipe Carl Philip está deixando a liberal Suécia de queixo caído. O filho do rei Gustaf e da rainha Silvia, que é descendente de brasileiros, assumiu namoro com uma modelo que não esconde o seu lado mais ousado.

Desde que o príncipe havia se separado de Emma Pernald, uma executiva com características mais conservadoras e tida como "sem sal", depois de dez anos de namoro, a imprensa especulava quem arrebataria o que era considerado o maior partido da Suécia.

O Palácio Real se negou a comentar sobre o novo romance de Carl Philip, mas fontes garantem que os membros da realeza nórdica ficaram chocados. Fontes dizem que o currículo de Sofia não era o que os pais do príncipe esperavam.



Os reis só têm um motivo para respirar mais aliviados: Carl Philip não é o herdeiro do trono, mas sim sua irmã mais velha, a princesa Victoria.
 

domingo, 8 de novembro de 2009

Curiosidade geográfica

Voce sabia que ...





... a cidade com o menor nome em todo o mundo chama-se Å,  e fica localizada na fronteira entre dois países: Suécia e Noruega.

Å significa "rio" no idioma local.

forum

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Uma casa com molduras!





O escritório de arquitetura Wilhelmson Arkitekter, projetou ao norte de Helsingborg, na Suécia, uma habitação única. Em sua fachada, as janelas parecem espelhos de molduras douradas.


O imóvel é construído em duas casas com 6 andares cada num total de 14 apartamentos sendo 9 duplex. Os apartamentos têm uma generosa visão sobre o estreito de Öresund que separa a Suécia da Dinamarca.


Fontes consultadas arhinovosti/dezeen

domingo, 25 de outubro de 2009

Uma escada e um piano!

Aconteceu em Estocolmo, Suécia

A ação, feita em conjunto pela agência de publicidade DDB e pela Volkswagen, foi implantada em um metrô de Estocolmo, na Suécia.

Imagine que você está descendo as escadas do metrô, como faz habitualmente todos os dias, e começa a ouvir sons de piano, tocados em ritmo que vai de acordo com os seus passos.

Essa foi a proposta da agência de publicidade DDB em uma parceria com a Volkswagen. As duas empresas se reuniram para criarem um experimento chamado, Fun Theory (algo como "teoria divertida", em inglês), uma tentativa bem ambiciosa de tentar mudar os hábitos sedentários dos moradores de Estocolmo.

Para isso, transformaram as escadas de uma estação de metrô em um piano, o que aumentou surpreendentemente o uso das escadas em 66%. O resultado você confere no vídeo abaixo.


Colaboração de Maialli.com

sexta-feira, 27 de março de 2009

Bafômetro ao volante

Enquanto aqui no Brasil se questiona se o motorista suspeito de dirigir embriagado deve, ou não, ser obrigado a utilizar o bafômetro, na Suécia - país de 1º mundo - Motoristas condenados por dirigir embriagados serão obrigados a instalar em seus carros uma trava especial acoplada a um bafômetro, que só permitirá dar partida no veículo se a pessoa estiver sóbria.


A nova legislação está sendo finalizada pelo Ministério dos Transportes sueco e deverá entrar em vigor a partir de janeiro de 2010.
A trava de bafômetro é um pequeno aparelho, adaptado ao painel de instrumentos do veículo. Para dar partida no motor, os motoristas terão que soprar dentro do aparelho, a fim de provar que não estão sob a influência de álcool.
Segundo a nova lei, para voltar a dirigir seus carros, os motoristas condenados por dirigir embriagados terão que usar a trava de bafômetro durante um ou dois anos, dependendo da severidade da infração cometida.
Para poder voltar a usar o carro normalmente, sem a trava, os motoristas terão que evitar infringir leis de trânsito durante o período probatório.
O governo planeja dar autoridade aos médicos para relatar ao Ministério dos Transportes a identidade de pessoas que, segundo seu julgamento, devem ter as travas instaladas em seus carros.
As pessoas que não concordarem com a decisão dos médicos podem correr o risco de ter suas licenças de motorista revogadas.
O custo das travas de bafômetro será parcialmente subsidiado pelo governo. Mas os motoristas infratores devem ter que arcar com a maioria dos gastos relacionados com a instalação da trava que poderão chegar a 60 mil coroas suecas (cerca de US$ 7,4 mil).
Na Suécia, o limite máximo aceitável de concentração de álcool no sangue é de 0,2 g (dois decigramas) por litro de sangue. Isso significa que um motorista pode ser processado se beber apenas o equivalente a menos de uma lata de cerveja, e a polícia sueca faz uma fiscalização frequente e rigorosa.
Dirigir sob efeito de álcool é considerado um crime sério na Suécia, sujeito a multas ou penas de até seis anos de prisão.
A Suécia foi um dos primeiros países do mundo a regulamentar a relação entre o uso de bebidas alcoólicas e a direção de veículos. A primeira lei a definir os limites de níveis alcoólicos surgiu na Noruega, em 1936, sendo seguida pela Suécia em 1941.

Fonte BBCBrasil

quinta-feira, 12 de março de 2009

Oinc, Oinc!


Por Sandra Paulsen para o blog do noblat

olícia e racismo
Oinc, oinc!”
Assim, imitando o ruído que os porcos fazem, um adolescente de 15 anos dirigiu-se a dois policiais, em um shopping center nos arredores de Estocolmo.
Oinc, oinc!”
Apesar de ter-se desculpado de imediato com os policiais, logo depois de tê-los tratado dessa maneira, o garoto foi denunciado e processado. O veredicto saiu hoje: culpado! Pena: multa de 50 reais.
Tratar um policial de “porco”, aqui na Suécia, dá castigo. No caso, um castigo suave, dada a pouca idade do ofensor.
Mas chamar imigrantes de “babacas”, “macacos” ou “estrangeiros do diabo” (ou equivalentes mais grosseiros, que não cabe repetir) não dá nem processo! Ainda quando o agressor é um policial!
Bom, não é bem assim, mas assim poderia ser entendida a história.
Vou explicar.
Ao mesmo tempo em que o garoto é, com justiça, condenado por ofender dois policiais, ficam livres de processo judicial policiais que foram gravados, em dezembro passado, referindo-se de modo pejorativo a jovens, numa área com predomínio de imigrantes, na cidade de Malmö.

Leia o artigo na íntegra, clique aqui

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Cadastro único sueco.

Por Sandra Paulsen. Transcrito do Blog do Noblat
Morto-vivo
Há coisas que a gente pensa que só poderiam acontecer em um país menos desenvolvido, carente de recursos e tecnologia. Mas, não. Essas coisas acontecem aqui também.
Conto a história...
Toda pessoa legalmente estabelecida na Suécia conta com um número pessoal. Esse é uma combinação entre a data de nascimento da pessoa e quatro dígitos que, além de fazerem daquela pessoa a única a contar com aquele número de identificação, também indica o sexo do dono ou da dona.
São dez dígitos não muito fáceis de decifrar, mas, por exemplo, se você é uma mulher nascida no dia 29 de fevereiro de 1984, então seu número pessoal será 840229-XXXX, onde o terceiro X será um número par, porque você é mulher (seria ímpar, caso estivéssemos falando de um homem nascido na mesma data).
Para quem mora aqui há muito tempo, o famoso «número pessoal» é a chave para ser atendido no serviço público, nos hospitais, nos consultórios médicos, na universidade, ou seja, praticamente em qualquer lugar. Você só não precisa do seu número pessoal se for tomar uma cervejinha no bar da esquina e pagar à vista. Se quiser pagar com cartão, no entanto, pode precisar se identificar e, aí, o famoso número entrará em cena.
Acontece que, a cada ano, há alguns casos de suecos ou residentes na Suécia erroneamente declarados mortos, seja por algum erro dos médicos nos hospitais, ou algum escorregão de alguém em uma repartição pública qualquer.
No ano passado, foram treze os casos e, neste ano, já são dez as pessoas erroneamente registradas como mortas. O que acontece, então ?
Quase sempre, advêm problemas econômicos, como subsídios governamentais que deixam de ser pagos, aposentadorias que não se recebem mais, etc. Mas o pior é quando acontece como na semana passada.
Um cidadão de 66 anos chega, passando mal, a um centro de assistência médica e, ao se apresentar, recebe o seguinte comentário de volta:
- Desculpe-me, mas o senhor já está morto.
Imaginem a cara do cavalheiro ao tentar, primeiro, de forma gentil, depois, já menos educadamente, é claro, explicar que estava vivo e necessitando de cuidados médicos urgentes!
O fato é que o cavalheiro foi-se embora sem ver o médico. E, como não podia deixar de ser, entrou com ação de perdas e danos morais contra o Estado.
E eu pensando que era só no Brasil que pessoas tinham seus CPFs clonados e ficavam com nome sujo na praça, sem ter nenhuma culpa no cartório... Não reclamo mais! Posso estar com o CPF sujo na praça, mas pelo menos ninguém me declarou morta, ainda...

Sandra Paulsen, casada, mãe de dois filhos, é baiana de Itabuna. Fez mestrado em Economia na UnB. Morou em Santiago do Chile nos anos 90. Vive há quase uma década em Estocolmo, onde concluiu doutorado em Economia Ambiental.
*É o Grande Irmão sueco, em ação...

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Coisas da Suécia.

Por Sandra Paulsen. Transcrito do BlogdoNoblat

Como alguém como eu sabe que não está exatamente “em casa”, aqui?
1) Você entra no ônibus e encontra o seguinte cartaz:
Sem fio. Rezar é grátis. Conexão permanente. Reze quando, onde ou como quiser. Assistência técnica gratuita em todas as paróquias. Igreja Sueca – Diocese de Estocolmo”. É a propaganda da Igreja Luterana local.
2) Ou, então, abre o jornal e encontra um artigo com sugestões de modelos de vestidos de noiva especiais, só para você, cuja gravidez já está bem adiantada:
como escolher entre dez modelos de vestido para destacar sua barriga e mostrá-la em toda sua beleza, na cerimônia!
3) Ou, ainda, quando lê nas notícias que um conhecido artista local acaba de ser condenado a pagar multa por maus-tratos a sua esposa.
Enquanto isso, ela protesta e o declara inocente de qualquer culpa no episódio em que ela chegou ensangüentada a um hospital, no meio da madrugada, depois de uma festa e uma bebedeira. Diga-se de passagem, foi o Estado que, alertado pelos vizinhos, o processou, contra a vontade dela e sem um registro de queixa na polícia ou algo parecido.
4) Por último, lembro-me de que estou em outro mundo quando um dos principais jornais do país, o Dagens Nyheter, traz um artigo sobre o swing como “nosso mais novo hobby”.
O artigo ainda se dá ao trabalho de explicar que swingers são casais que têm relações sexuais com outros casais, como “complemento para a vida sexual normal”. O jornal traz ainda, em sua página na internet, os resultados de uma enquete onde 28% dos quinze mil participantes declaram que já provaram ou estão dispostos a experimentar o swing.
Sandra Paulsen, casada, mãe de dois filhos, é baiana de Itabuna. Fez mestrado em Economia na UnB. Morou em Santiago do Chile nos anos 90. Vive há quase uma década em Estocolmo, onde concluiu doutorado em Economia Ambiental.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Ufa, não somos os últimos!

Sandra Paulsen, casada, mãe de dois filhos, é baiana de Itabuna. Fez mestrado em Economia na UnB. Morou em Santiago do Chile nos anos 90. Vive há quase uma década em Estocolmo, onde concluiu doutorado em Economia Ambiental. Este artigo foi retirado do BlogdoNoblat
Olimpíadas: acumulando frustrações
Das doze medalhas de ouro esperadas, até agora, a Suécia ainda não ganhou nenhuma em Pequim, no que vem sendo chamada de “a pior performance sueca numa olimpíada desde 1904”, quando, aliás, o país nem participou.
Agora, a situação não é nada boa e o pior de tudo é que os suecos estão em último lugar na comparação com os demais países escandinavos (Dinamarca, Noruega e Finlândia). Tudo isso, é claro, motiva gozações na vizinha Dinamarca, onde os jornais citam, sem dó, o que um jornalista sueco escreveu em seu blog sobre os jogos: “Se querem ouvir o hino nacional sueco, então procurem no YouTube”.
Primeiro, foi a queda de Susanna Kallur, logo no início da corrida na semifinal dos 100 metros com barreiras. A atleta, que jamais havia caído antes numa prova, saiu da pista em lágrimas.
Depois, foi o maiô de Therese Alshammar, cujo zíper quebrou e não quis subir, justo antes da semifinal dos 50 metros nado livre, acabando com o sonho sueco da medalha de ouro na natação.
Ara Abrahamian, grande esperança para a medalha de ouro na luta livre, protagonizou um escândalo quando, eliminado da final, venceu a luta pelo bronze e depois jogou a medalha no chão, em protesto pelas decisões dos juízes.
As meninas do futebol lutaram bravamente, mas perderam frente à Alemanha.
Na classe Star, na vela, até quarta-feira passada os suecos esperavam que Fredrik Lööf e Anders Ekström fossem os vencedores, já que se encontravam numa posição de grande vantagem frente aos demais competidores. Na quinta, os velejadores suecos chegaram a se jogar na água após a prova, comemorando o que pensavam ser a medalha de prata. Só que havia um erro no painel: chegaram em décimo, e não em nono lugar, como indicado. O protesto formal não foi nem aceito e, no final, os frustrados suecos ficaram mesmo é com o bronze, atrás dos britânicos e dos brasileiros Robert Scheidt e Bruno Prada.
Por fim, Stefan Holm traria para casa o ouro no salto em altura. Acabou ficando com o quarto lugar, sem medalha, provocando manchetes como a do jornal City Stockholm: “Aqui morreram os jogos olímpicos”.
Os maus resultados vão-se acumulando e a frustração aumentando a cada dia. As esperanças, para evitar o que os suecos consideram um fiasco total, estão, agora, depositadas no salto em distância de Carolina Klüft, de quem se espera a marca dos sete metros (Nota do pilórdia: Na prova em que a Maurren Maggi conseguiu a medalha de ouro, a sueca não alcançou o pódio).
Outras possíveis medalhas poderiam vir do ciclismo, da canoagem, do tênis de mesa e do tae kwon do, mas esses são, todos, esportes que não contam muito para os suecos em geral.
Só uma vez na história das participações suecas em olimpíadas, em Seul 1988, o país ficou sem medalhas de ouro. Mas naquele ano, os suecos pelo menos voltaram para casa com um total de onze medalhas, entre prata e bronze. A conclusão é que o número oito, o número da sorte na China, definitivamente não traz sorte à Suécia.
Nota do Pilórdia: Até este momento a Suécia conquistou 5 medalhas , sendo 4 de prata (duas no ciclismo , uma no hipismo e uma no tênis) e 1 de bronze na vela.