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segunda-feira, 13 de julho de 2015

Com Dilma o país desce a ladeira

Por Carlos Alberto Sardenberg para o GLOBO

O triunfo de Dilma deu tudo errado
Na noite de 23 de janeiro de 2013, Dilma surgiu triunfante em rede nacional de televisão para a anunciar uma redução de 18% na conta de luz de todos os brasileiros, acentuando: “Primeira vez que acontece no país”.

Embora já fosse bastante, a presidente não ficou nisso. Explicou, “com números”, conforme ressaltou, que o “Brasil vai ter energia cada vez melhor e mais barata”.




Foi além. Desafiadora, atacou os pessimistas e zombou das “previsões erradas” daqueles que “diziam que não iríamos conseguir baixar os juros e nem o custo da energia”.

De fato, naquele momento, a taxa básica de juros era de 7,25% ao ano, a mais baixa na era do Real e a conta de luz caiu no dia seguinte.

Animada com isso, Dilma informou que os investimentos estavam em alta, empregos idem, salários subindo, de modo que o Brasil vivia “dos melhores momentos da história”.


Arte de NEO CORREIA


Hoje, todo mundo sabe, os juros estão nas alturas — a taxa vai passar dos 14% — e a conta de luz não para de subir. Desde 2013, ano em que Dilma anunciou a redução, já ficou 60% mais cara, na média nacional.

E ainda há vários reajustes previstos para este e o próximo ano. O desemprego sobe — 500 mil vagas formais fechadas este ano —, o PIB empacou, o salário perde poder de compra para a inflação e os investimentos públicos e privados desabaram.

Os pessimistas estavam certos, a presidente, errada, muito errada. Como Dilma pode ter se equivocado tanto?


Arte de SON SALVADOR


Começa que ela não ouve ou não entende as críticas. Ninguém dizia que o governo não conseguiria ou não podia reduzir juros e tarifas de energia. Os críticos diziam, sim, que essas medidas eram insustentáveis mesmo no curto prazo.

Para resumir o ponto de vista dito pessimista: a redução da conta da luz se fizera por um artificialismo que desorganizava o setor elétrico; naquele momento, a tendência do custo da energia, sem truques, era de alta. Quanto à inflação, já estava alta e, mesmo assim, contida artificialmente pelo controle de preços administrados, como o da gasolina.

Era o ponto de vista correto. Dirá o pessoal da presidente: agora, em retrospectiva, é fácil falar. Negativo. Como bem apontava Dilma, os críticos e pessimistas diziam, fazia tempo, que o modelo econômico dela iria explodir em inflação, baixo crescimento, juros altos, contas públicas em déficit e desorganização de diversos setores, como o elétrico, hoje atolado em dívidas, prejuízos para a Petrobras.




Também diziam que o aumento do crédito e do consumo era insustentável; que não havia ambiente para investimento privado; e que o governo não conseguiria dar conta das promessas de investimentos dos PACs. Lembram-se do trem bala?

Pois é — e não foi a primeira vez que a presidente exibiu um triunfalismo infundado. No início de seu governo, em março de 2011, deu uma entrevista para o jornal “Valor Econômico”, garantindo que em seu mandato a economia cresceria na faixa de 5% ao ano, com inflação de 4,5%, na meta.

Também atacou os pessimistas e disse que era adivinhação daqueles que sustentavam não haver condições para uma expansão sustentada.

A coisa saiu ainda pior do que imaginavam os pessimistas. A média de crescimento anual do PIB (2011/14) ficou em 2,2%, só melhor que o período Collor. E a inflação foi de 6,16%.




Discursos e entrevistas da presidente Dilma podem ser encontrados no site do Planalto. Essa exposição não seria um motivo suficiente para a presidente vir a público e dizer “desculpaí, foi mal”?

Mas não. A presidente e seus próximos dizem que passamos por um probleminha passageiro, consequência da crise mundial, e que logo, logo… os pessimistas serão derrotados.

De novo, como pode se equivocar tão completamente?

domingo, 7 de setembro de 2014

Carros elétricos com design retrô

A fabricante espanhola Loric Mallorca produzirá dois veículos elétricos com desenho de modelos antigos. O Loryc Electric Speedster e o Loryc Electric Pickup foram projetados para empresas de hotelaria e turismo e custarão 45 mil euros (cerca de R$ 135 mil). 




A fabricante, que produzia carros de competição em 1920, afirma que o motor elétrico é capaz de gerar até 20 cavalos de potência e leva os veículos a velocidade máxima de 80 km/h. A autonomia do propulsor é de 125 quilômetros.

Vi na ISTO É

segunda-feira, 5 de maio de 2014

A nau dos insensatos e o apagão

Por Merval Pereira.
Publicado em O Globo em 02MAI2014.
Transcrito do blog do Murilo

Nau dos insensatos
As intervenções pontuais do governo em setores da economia têm provocado consequências maléficas em outros, como, por exemplo, na questão elétrica. Ou na redução forçada dos juros, que acabou sendo revertida pela realidade, e hoje temos juros mais altos do que antes, para tentar controlar a inflação crescente.
 
Querendo reduzir compulsoriamente a tarifa de energia, o governo praticamente obrigou as empresas a aceitar uma renovação de contratos em novas bases, provocando prejuízos e impedindo que investimentos necessários fossem feitos.




As tarifas acabaram não caindo como o prometido em um pronunciamento propagandístico na televisão, e o governo está com um problema para o Tesouro enfrentar, que pode chegar a R$ 50 bilhões segundo algumas estimativas. O desequilíbrio financeiro em consequência da Medida Provisória 579, de 2012, já obrigou o governo a colocar R$ 18 bilhões no setor, para financiar a redução arbitrária da tarifa, afetando as contas públicas.

O malabarismo para financiar outros R$ 11 bilhões está provocando uma crise na Câmara de Compensação de Energia Elétrica (CCEE), com diretores pedindo demissão por não concordarem com essa contabilidade criativa, o que pode obrigar o Tesouro a garantir de alguma maneira esse empréstimo, anulando a tentativa de não aumentar o rombo nas contas públicas.
 
 
Depois desse imbróglio todo, ainda restará para o próximo governo um tarifaço e o perigo de um apagão. Caminhamos para uma situação semelhantes à ocorrida em 1998, com sinais trocados. Naquele ano de reeleição, o governo Fernando Henrique Cardoso adiou o mais que pôde a desvalorização do Real, que acabou vindo em janeiro de 1999, no primeiro mês do segundo mandato.

Agora, o governo tenta adiar um programa de racionamento de energia para não sofrer eleitoralmente, mas todos os especialistas advertem que se nada for feito o racionamento virá, com mais força, já em novembro deste ano, um mês depois de fechadas as urnas, seja quem for o eleito.
 


Uma herança maldita que Dilma pode estar deixando para si mesma, assim como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, retarda uma campanha de racionalização do uso da água em São Paulo, para não ter prejuízos nas urnas. Corremos o risco de ter, fechadas as urnas, apagão de energia e água.

Tudo isso para dizer que soluções atípicas, como as que a presidente Dilma anunciou em cadeia nacional de rádio e televisão na véspera do Dia do Trabalho, não significam medidas racionais para o bem da população, e acabam produzindo efeitos contrários.

Mesmo a carga positiva que essas medidas populistas possam trazer para uma candidatura em risco é duvidosa. O aumento de 10% para os integrantes do Bolsa Família não fará com que mais beneficiários do plano votem em Dilma, a grande maioria já deve estar com ela. Mas fortalece a percepção do restante da população de que o programa social é utilizado como arma eleitoral, e aumenta o rombo nas contas públicas.
 


Prometer que a tabela do Imposto de Renda será reajustada no próximo ano no mesmo dia em que terminava o prazo para a declaração do IR deste ano parece uma burla ao cidadão comum. Além de o reajuste anunciado ser inferior à inflação, não parece lógico que o governo tome uma decisão dessas em ano eleitoral, para valer em um mandato que pode não ser o seu.

A garantia de continuar, além de 2015, com uma política de reajuste do salário mínimo com ganhos reais é uma vantagem para a candidatura governista, que os oposicionistas só equipararão caso a campanha eleitoral entre numa corrida demagógica que vencerá aquele que prometer mais coisas impossíveis de cumprir. Essa política, aliás, está sendo questionada no Supremo tribunal Federal.

O que se desenha ao final é um quadro de irresponsabilidade fiscal que se agrava com o populismo eleitoral. Como as medidas anteriores, essas também terão consequências indiretas em vários outros setores, provocando a alta da inflação futura e a necessidade de aumentar os juros mais ainda, neutralizando os benefícios que porventura trouxessem aos trabalhadores do Brasil. E assim a nau dos insensatos navega em águas turbulentas.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

As perdas avassaladoras da Petrobrás

O Estado de S.Paulo - 07 de agosto de 2012
 
As perdas avassaladoras da Petrobrás
O surpreendente prejuízo de R$ 1,3 bilhão no terceiro trimestre é a síntese do custo que está sendo imposto à Petrobrás e, sobretudo, a seus acionistas e ao País por um modelo de gestão que a levou à estagnação em duas áreas essenciais - a de exploração e produção e a de refino e abastecimento.
 
Esse modelo provocou a drástica redução de sua lucratividade, a ponto de a levar a registrar, de abril a junho, seu primeiro resultado negativo em 13 anos, mesmo com a receita líquida tendo alcançado R$ 68,05 bilhões, 11,5% mais do que a do segundo trimestre de 2011. Fatores conjunturais, como a valorização do dólar em relação ao real e a defasagem dos preços dos combustíveis no mercado interno, agravaram problemas que se acumularam ao longo da administração petista da empresa.
 
A área de exploração e produção registrou, no segundo trimestre, lucro líquido de R$ 10,67 bilhões, um resultado expressivo em valor, mas que, comparado com o de 2011, se revela frustrante. O aumento foi de apenas 0,7%. Nos últimos três anos, quando o PIB brasileiro cresceu mais de 10%, a produção da Petrobrás manteve-se praticamente estagnada, o que levou a diretoria da empresa a anunciar um plano de emergência para recuperar sua eficiência nessa área.
 
Evidência da baixa eficiência da empresa é a constatação de que muitos poços perfurados pela estatal na área do pré-sal - a grande promessa anunciada pelo governo do PT - estavam secos. Quando se anunciam os investimentos em novos poços, os valores não são contabilizados como despesas. No momento em que se constata que esses poços estão secos, porém, os valores precisam ser lançados nessa rubrica. Foi o que aconteceu no segundo trimestre, quando essas despesas somaram R$ 2,73 bilhões, R$ 2,1 bilhões mais do que os gastos com esse item no primeiro trimestre.
 
São particularmente ruins os resultados na área de abastecimento. A política comercial da empresa, imposta pelo governo do PT, não repassa integralmente ou retarda ao máximo o repasse dos preços internacionais para o mercado interno. Apesar da alta da cotação do petróleo e dos derivados que o País importa em volumes crescentes, o preço da gasolina cobrado pela Petrobrás em suas refinarias teve apenas dois aumentos desde novembro (de 10% e de 7,83%). Essa política já provocara prejuízo de R$ 2,28 bilhões na área de Abastecimento no segundo trimestre do ano passado; neste ano, as perdas subiram para R$ 7,03 bilhões.
 
Como sua produção, a capacidade de refino da Petrobrás está estagnada há anos. O governo Lula aproveitou essa situação para fazer grandes anúncios de investimentos na expansão da capacidade da empresa e utilizar de maneira política esses anúncios, agradando a governadores de alguns Estados e, em particular, o parceiro internacional preferido dos petistas, o caudilho venezuelano Hugo Chávez. Os resultados dessa exploração político-ideológica da empresa são desastrosos, operacional e financeiramente.
 
Como mostrou reportagem do Estado (5/8), 18 meses depois do lançamento de sua pedra fundamental pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, continua coberto de mato o terreno, no Ceará, onde deverá ser construída a refinaria Premium 2, anunciada como prioritária pela Petrobrás e com capacidade prevista para processar 300 mil barris/dia.
Outra refinaria que simboliza a política lulista para a área energética e para a América Latina, a de Abreu e Lima, em Pernambuco, nasceu de uma pretensa parceria entre a Petrobrás e a venezuelana PDVSA. Até agora, porém, a obra não recebeu nem um centavo sequer do parceiro estrangeiro, está com as obras muito atrasadas - prevista para funcionar em 2011, só ficará pronta em 2014 - e já custa praticamente o quádruplo do valor orçado no início e o triplo do valor internacional médio de um empreendimento similar.
 
Em mensagem aos acionistas, a presidente da empresa, Graça Foster, disse que a Petrobrás tem histórico, reservas e pessoal para a levar "a patamares de excelência" que lhe assegurem rentabilidade. De fato, tem. Mas precisa ter também uma diretoria capaz de, resistindo a pressões políticas do governo, restaurar a eficiência perdida.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Especial Déjà vu - "Apagão didático"

Este artigo de André Carvalho foi postado neste blog em 21 de fevereiro de 2009. Em vista dos recentes, e diários, apagões de energia elétrica que Salvador, esta bela mas mal administrada cidade, vem sofrendo regularmente com qualquer ameaça de chuva no horizonte - e as águas de março mal deram o ar de sua graça - resolvi republicá-lo. Continua pertinente.

XXX



 Por André Carvalho (*)
btreina@yahoo.com.br



Apagão didático
O recente ”apagão” que atingiu mais de oitenta milhões de pessoas em dezoito estados brasileiros confirma a máxima do “aqui se faz, aqui se paga” expondo de forma didática como o feitiço pode virar contra o feiticeiro, mesmo sendo este um candidato a deus.


ique

Em 2001, durante o governo Fernando Henrique, a ausência de chuva nas cabeceiras dos rios secou os reservatórios das hidrelétricas e, como consequência, tivemos uma crise energética de grande monta. A partir daí a questão recebeu um tratamento específico, reconhecido como competente por quem entende do assunto, com o redesenho, inclusive, da nossa matriz energética.

A falta de chuva, circunstância que foge ao controle do homem foi desconsiderada pelo Partido dos Trabalhadores e por seu candidato na campanha de 2002, os quais, cinicamente, depositaram sobre os ombros do governo e do candidato situacionista a responsabilidade pela crise e ponto final. A campanha que elegeu Lula também “gravou” no candidato José Serra a marca de ministro da dengue.

Agora, a rebordosa veio com força, pois jamais o mosquito esteve tão ativo, transformando o Lula, este sim, no “presidente da dengue e do apagão”. Só não podemos falar abertamente porque com os deuses não se brinca. Veja o caso do Caetano Veloso, alvo de patrulhamento por dizer verdades sobre o analfabetismo e a grosseria do “cara”.

Há menos de três meses, dona Dilma, ex titular de Minas e Energia, e agora candidata petista, afirmou não haver possibilidade de blecaute. Para quem pleiteia o cetro, uma bobagem ímpar, até porque se sabia, naquela data, que “apagões” estavam ocorrendo de norte a sul e já ultrapassavam os cinquenta no ano. Isso com chuvas abundantes e termoelétricas em regime de “stand by”. Cabe perguntar: incompetência ou enganação? Como devemos tratá-la durante a campanha? Ministra do apagão ou ministra apagada?

Depois apareceu o Presidente dizendo que estávamos (seu governo) na fase do achismo em relação ao apagão. Com os reservatórios cheios, Inácio da Silva buscava ganhar tempo para entabular uma desculpa convincente que descaracterizasse a incompetência. Caso ainda exista, sua consciência deve estar pesadíssima.

Para fechar a ópera bufa em palco sombrio o Ministro Lobão declarou que o blecaute até que foi bom porque evitou um acidente maior. Lobão deve achar que somos chapeuzinhos vermelhos para acreditar em suas malandragens. Que nariz grande, que orelhas tortas, que olhos míopes, que boca enorme a dizer tolices. No entendimento dele um mal menor a evitar outro maior, no meu, um desentendido a proferir uma grande bobagem. Vá ser estúpido assim no raio que o apague Ministro...

Lula sempre acha que tem absoluta convicção de alguma coisa e tome blá, blá, blá. Na verdade são sete anos de achismo, o que desvirtua o debate sério das questões nacionais. Para a maioria do eleitor brasileiro, questões didáticas são de somenos importância e tendem muito mais para o enfadonho e desinteressante do que para o esclarecedor. Pão, circo, e mais recentemente, uma bolsa ou uma cota, preenchem o universo cognitivo de parte significativa da população.

Haja apagão!!!

(*) André Carvalho não é jornalista, é "apenas" um cidadão que observa as coisas do dia-a-dia. Um free lancer. Ou segundo sua própria definição: um escrevinhador. Seus sempre saborosos textos circulam pela web via e-mails.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A Arca Solar

Casas Singulares
Solar Ark Building
ou A Arca Solar




A Sanyo construiu uma arca com impressionantes 5.000 painéis solares gerando mais de 500.000 kWh de energia por ano. Ainda mais notável é o fato de que a maioria dos módulos monocristalino usado na Arca Solar foram refugos de fabricação encaminhados para sucata.




Está Localizado ao lado da fábrica de semicondutores da Sanyo, em Gifu, no Japão. E oferece atividades que ajudam a valorizar e aprender a utilizar melhor a energia solar como um museu solar no interior com exposições multimídia, um laboratório de energia solar e salas para eventos solares ou ambientais.

inhabitat

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Islândia, terra de gigantes

Em 2008 na Islândia, aconteceu uma competição realizada pela empresa de transporte local landsnet e da Associação dos Arquitetos da Islândia para a criação de uma nova rede de transmissão de energia no país.



A empresa americana Shine Choi Arquitetos concebeu estes postes de eletricidade conceptual em forma de figuras humanas para marchar por toda a paisagem islandesa, substituindo os postes já existentes.

Cada pilar seria montado a partir de componentes modulares , que podem ser adaptados em diferentes posições para dar a impressão que as estátuas estão caminhando, escalando ou agachadas.


" Fazendo apenas pequenas alterações de design da torre criamos uma série de torres que são poderosos, solenes e de forma variável. Estes ícones serão monumentos na paisagem. O projeto foi um dos quatro vencedores na recente 2010 Boston Society of Architcts Unbuilt Architecture Awards.

O poste de figuras pode ser configurado para corresponder ao seu ambiente , com gestos apropriados . Quando as linhas de geração de energia subirem uma colina, a postura da torre imitaria uma pessoa escalando. Em vãos longos, a figura esgue-se para ganhar altura ou se agacha para aumentar a força es sob o peso dos fios."


Além disso, as figuras também podem ser dispostas para criar um senso de lugar , através de expressões deliberadas. Alterações sutis nas mãos e na cabeça combinadas com o reposicionamento do eixo das partes do corpo principal , permitem uma rica variedade de expressões. O poste de figuras podem ser colocadas em pares , andando na mesma direção ou direções opostas , olhando uns para os outros como eles passam , respectivamente, ou de joelhos com cabeça baixa em uma cidade.








Sabemos que a Islândia é um país de clima frio mas percebe-se que o bom humor da população é de país de clima quente. Parabéns, Islândia!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Bravatas de Lula e o ...

Por Luiz Carlos Mendonça de Barros
Publicado na Folha de SP, em 29 de abril

Colaboração de André Carvalho, por e-mail.
Bravatas de Lula e o leilão de Belo Monte
Para ter êxito no leilão de Belo Monte, o governo usou os mesmos instrumentos que condenava quando estava na oposição a FHC

O resultado final do leilão da concessão da hidrelétrica de Belo Monte permite avaliação profunda dos chamados anos Lula.

Nesse ato do Executivo estão presentes questões políticas, administrativas e, principalmente, de comportamento ético e moral que precisam ser devidamente entendidas. A mídia centrou sua cobertura nos detalhes técnicos mais pontuais, como a questão ambiental, a questão financeira e a questão de viabilidade técnica da concessão.



 
Na esteira do debate que vai se seguir, certamente estarão presentes reflexões de natureza mais abrangente. Essa é a dinâmica natural em uma democracia aberta, como a brasileira. É com esse objetivo que escrevo hoje sobre o leilão de Belo Monte.

Por ter participado como ator do processo de privatizações no governo FHC, creio ter uma contribuição muito particular na avaliação da ação do governo no caso de Belo Monte.

Durante mais de dez anos estive envolvido em uma série de procedimentos - no nível administrativo do Tribunal de Contas da União e no legal em vários níveis da Justiça brasileira - em relação às regras que a Constituição brasileira estabelece no caso da alienação de bens públicos, e meus comentários a seguir nascem exatamente desse caráter especial de minha relação com as privatizações.

O que mais chama a atenção neste caso é que, na busca de realizar com êxito o leilão de Belo Monte, o governo usou os mesmos instrumentos operacionais que condenava quando estava na oposição ao governo FHC.

Interferiu diretamente na formação dos consórcios, manipulando o comportamento dos fundos de pensão públicos, pressionando empresas privadas como a Vale para participar da licitação e até colocou o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) como agente ativo do processo.

Foi ainda mais longe em sua ação para viabilizar o leilão: deu isenção de 75% do Imposto de Renda para o empreendimento e mandou o BNDES financiar 80% do valor do investimento. O leitor da Folha precisa saber que, nas normas operacionais do BNDES, o valor do financiamento de qualquer projeto pode chegar no máximo a 60% do total.

Quando Lula e o PT usavam - como confessou mais tarde nosso presidente- bravatas para pressionar o governo tucano, todas essas ações eram apontadas como um crime contra a Constituição.

Quinho

Alguns juristas engajados na luta política da oposição de então nos acusaram -publicamente - de estarmos quebrando o princípio da impessoalidade ao agir de tal forma. Segundo eles, o governo tinha que ser isento, deixando que os interessados no processo agissem de forma totalmente livre. Aliás, foi a partir desse entendimento legal que vários procuradores federais iniciaram processos judiciais contra nós.

E agora, como caracterizar esse arsenal de ações do governo para viabilizar a concessão de Belo Monte? Onde estão os juristas que foram a público acusar de maneira incisiva os ilícitos cometidos pelos membros do governo FHC responsáveis pelas privatizações? Terão eles a mesma leitura de Antonio Gramsci, de que, no caso de um governo popular, todas as ações na busca do poder político em nome do povo são justificáveis?

Vou ainda mais longe nos meus questionamentos: será que, após executarem as mesmas ações que condenavam no caso de FHC, vão os petistas trazer novamente as denúncias contra as privatizações tucanas nas eleições que se aproximam? Vão ainda falar na privataria tucana?

Os responsáveis pela realização do leilão de Belo Monte não correm, todavia, os riscos de serem processados na Justiça como fomos nós em 1998.

Recentemente, o Tribunal Regional Federal de Brasília confirmou - por unanimidade de seus membros - a decisão da Justiça Federal de primeira instância que considerou absolutamente legais os procedimentos adotados pelo BNDES na privatização da Telebrás em 1998.

Temos agora uma jurisprudência formada sobre como deve proceder o administrador público em casos como o leilão de Belo Monte.

A tese de quebra do princípio da impessoalidade, levantada pelos juristas petistas em 1998, não passou de uma justificativa muito pobre e oportunista para permitir a luta política contra o governo Fernando Henrique Cardoso. Que a opinião pública seja mais uma vez lembrada disso.

 
Luiz Carlos Mendonça de Barros, 67, engenheiro de produção pela USP e doutor em economia pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), é colunista da Folha e economista-chefe da Quest Investimentos. Foi presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e ministro das Comunicações (governo Fernando Henrique).

terça-feira, 20 de abril de 2010

Belo Monte, sopa de pedra?

Por Celso Ming. Transcrito do blog do Noblat

Belo Monte - Sopa de Pedra?
O resultado do leilão da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, hoje realizado em Brasília, vem carregado de incertezas e de falta de transparência. Elas são tantas que é enorme o risco de que a execução desse projeto seja contestado na Justiça e na política.

Ganhou o consórcio Norte Energia, montado às pressas para evitar um fiasco estrondoso. Sobre algumas das empresas que o formaram pesam suspeitas de incapacidade técnica e no caso da Bertin, que há sete anos não passava de braço de uma empresa de carne bovina, há uma ficha pouco edificante de não-cumprimento de disposições contratuais que presidiram a construção de termoelétricas.

Embora não seja a líder do consórcio, a Eletronorte foi enfiada na execução do projeto, com responsabilidade de 49% sobre o total, na condição de “sócio estratégico”, aparentemente para dar “segurança estatal” à amarração. E a essa mesma amarração, alguns fundos de pensão de empresas estatais tiveram de aderir sem sequer terem tido tempo hábil para examinar a viabilidade financeira do empreendimento e os pressupostos atuariais de sua participação.

É alto o risco de que estejamos diante de mais um caso que lembra a velha história da sopa de pedra, aquela que começa a ser feita só com pedra e que, lá pelas tantas, leva uma verdurinha, um pedacinho de carne, umas batatas e tal. Se for isso, seu custo será superior aos R$ 19 bilhões admitidos pelo edital que convocou o leilão.

Construtoras que desistiram de concorrer avisaram que será difícil construir a usina por um custo inferior a R$ 30 bilhões. Elas estão erradas, dizem os técnicos do Ministério de Minas e Energia. Mas será que grandes empreiteiras renunciariam a participar da construção da terceira hidrelétrica do mundo e de um negócio de uma magnitude que tão cedo não haverá igual no globo terrestre, se não tivessem certeza do seu ponto de vista?


Para ler o artigo completo, clique aqui

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Empresa japonesa lança lanterna de LED ...

... que basta recarregar girando no ar


Sustentabilidade é uma questão que está em alta atualmente. Não é apenas porque todo mundo quer ser “amigo da natureza”, mas também porque diversas empresas tem visto que as pequenas ações podem interferir no futuro.
 
 
 
Com o objetivo de reduzir o impacto dos metais pesados encontrados nas pilhas, a empresa japonesa BunBun lançará este mês a Eco Light. Equipada com 3 LEDs, a lanterna é recarregada com a força mecânica.


Basta puxar a parte da frente da lanterna e girar ela no ar por 30 segundos. Disponível em 4 cores e com corpo emborrachado, a lanterna chega até o fim deste mês ao mercado mundial custando U$22,00. Um jeito de não ficar no escuro e pensar no bem estar do meio ambiente.

 
A dica é do com limão

domingo, 28 de março de 2010

Uma cidade no meio do mar!

Logo após a Segunda Guerra Mundial, a Russia abalada economicamente precisava desesperadamente do petróleo para se reerguer.


As suas principais reservas estavam na região do mar Cáspio, em territórios hoje pertencente ao Azerbaijão e foram rapidamente esvaziadas pela "gula" das indústrias soviéticas pelo "ouro negro".

Assim com suas reservas conhecidas em terra totalmente esgotadas, e a Sibéria, ainda como é hoje, um mundo congelado, os cientistas russos decidiram explorar o fundo do mar, e para isso decidiram também construir uma verdadeira cidade, a 42 km da costa, bem no meio do mar.



E com o apoio dos dirigentes soviéticos e os bolsos escancarados (em país comunista, o cidadão não pode reclamar - veja Cuba, apesar do que diz Lulla) significou que em questão de apenas alguns meses uma verdadeira cidade foi construída bem no meio do nada sobre gigantes blocos de aço que vinham do fundo do mar Cáspio, centenas de metros abaixo. E eles a chamaram de "Oil Stones".



Vejamos essa cidade: o comprimento das ruas, se combinadas, superava 350 km (200 milhas). Haviam nove edifícios, escolas, complexos industriais e reservatórios de água potável. Gramados com grama verde e crianças jogando bola. E tudo isso a quarenta e dois quilômetros do continente! E a 50 anos atrás!


E como a União Soviética não divulgava ao mundo ocidental as suas realizações por trás da cortina de ferro, essa maravilha da engenharia não estava sendo conhecida do resto do mundo.


 Mais tarde, novas reservas de petróleo no Mar do Norte foram descobertas ultrapassando cem vezes o que eles tinham na região do Mar Cáspio então a decisão do Conselho Soviete foi do encerramento das atividades na  Oil Stones.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Um vulcão que lança raios!


Por que uma erupção vulcânica pode criar raios? Esta foto, do Vulcão Sakurijama, no Japão, foi tirada no mês passado. Nela você pode ver bolas de magma tão quentes que fazem com que as pedras do chão sejam jogadas para longe. No entanto, você pode reparar que há alguns raios na foto.

Porque os relâmpagos acontecem nas tempestades normais ainda é um fato que não foi bem explicado. Sabe-se que eles ajudam a resfriar áreas de cargas elétricas opostas.

Uma hipótese para o espetáculo do Sakurijama é que as bolhas de magma ou as cinzas do vulcão possuem cargas elétricas e, com o movimento, conseguem criar áreas separadas de cargas elétricas opostas – a condição para a criação dos arcos voltáicos.



Outra hipótese é que os raios aparecem por causa das colisões na poeira vulcânica que induzem a eletricidade.

hypescience

Mais um apagão no carnaval de Salvador

Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

Um apagão no sistema público de iluminação deixou o circuito- Barra-Ondina do Carnaval de Salvador sem luz por volta das 22h40 deste domingo, quarto dia da festa baiana. A iluminação foi retomada às 22h47.

A falta de energia começou quando Daniela Mercury e Caetano Veloso faziam um dueto da música Carnavália em frente ao Expresso 2222, camarote de Gilberto Gil. Os camarotes mantiveram a iluminação durante o período.

A Coelba, companhia de fornecimento de energia de Salvador, foi procurada por seu serviço de atendimento gratuito e informou que o problema foi provocado pela pela queima de um transformador.

Terra

Esperamos que seja o último já que, se não me engano, é o 3º!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Miriam Leitão: Lições do apagão

Por Miriam Leitão

Lições do apagão
Sistema interligado é vulnerável a efeito dominó


O sistema brasileiro de energia é todo interligado. Isso traz um problema: qualquer problema que aconteça a falta de energia se espalha rapidamente num efeito dominó.

A interligação do sistema começou a ser feita pelos militares e depois do apagão de 2001, o Brasil reforçou essa ligação. A ideia é que se faltar energia num lugar se possa trazer de outro imediatamente. Mas na crise, como nesta noite, apagam-se estados inteiros. No mínimo dez estados ficaram às escuras e mais o Paraguai.



charge do Frank

O governo ainda bate cabeça. Não sabe dizer o que houve. Itaipu diz que não foi a hidrelétrica. O Ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, diz que foi um fenômeno atmosférico em Itaipu, mas o Inpe mostra que não chovia sobre a região de Itaipu no momento. Enfim, o governo está perdidinho, horas depois, e não sabe dizer o que houve.

Pior, Lobão disse uma besteira enorme na entrevista: disse que o sistema brasileiro não era interligado no último apagão e depois disso passou a ser interligado. Errado. Ele é assim há décadas. É espantosa a falta de intimidade do ministro de energia com os assuntos da energia no Brasil. Isso é que dá ficar nomeando ministros de energia pelo grau de interligação que ele tenha com o sistema Sarney. Produz este blecaute de informação e de inteligência no sistema como um todo.



charge do Junião

A ministra Dilma Roussef que é a verdadeira manda-chuva da energia brasileira vivia batendo no peito e dizendo que agora nenhum problema aconteceria como em 2001 porque o sistema está todo planejado. Não está. O que há de diferente entre 2001 e agora é que São Pedro nos ajudou e os reservatórios estão cheios. Aí a culpa não é do raio, mas sim da falta de inteligência na administração do sistema interligado.

Ele precisa estar ligado para suprir a falta em algum ponto do sistema, mas precisa também saber se proteger do efeito dominó sendo capaz de isolar o problema. O professor Luiz Pinguelli Rosa falou na necessidade de planejar um ilhamento dos problemas para que eles não produzam essa queda de luz no Brasil todo.

O apagão está nos grandes jornais do mundo. Isso assusta o investidor. O governo precisa hoje de dar uma boa explicação, porque é da boa explicação que pode sair um planejamento que evite a repetição do problema. O que ficou claro é que o sistema é vulnerável.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Torre da energia solar!

Foi inaugurada na cidade de Dijon, na França, a Elithis Tower, um projeto do escritório de arquitetura Arte Charpentier, que garante à construção o título de edifício mais sustentável do mundo.

O prédio fica em uma área de cinco mil metros quadrados e tem uma cobertura de 330 paineis solares, que produzem quantidade de energia maior do que a consumida. Além disso, emite gases do efeito estufa seis vezes menor do que os edifícios comerciais tradicionais.





A área externa também foi feita de madeira e materiais recicláveis, enquanto o desenho do interior valoriza a iluminação natural, para que o consumo de energia seja ainda menor.
 
 

 
Além do espaço ser sustentável, seus ocupantes também foram orientados a adotar práticas de menor impacto, como o consumo racional de energia, papel e água.
 

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Aneel trai o cidadão

Trevas contra o consumidor
Que agência reguladora é esta que ao invés de tomar medida para obrigar as empresas de energia elétrica a devolverem os R$ 7 bilhões que cobraram a mais devido ao erro em cálculo de reajuste tarifário se limita a orientar os consumidores que ingressem com ações judiciais para ganhar o direito de ressarcimento dos recursos pagos a mais às distribuidoras de energia?




 É lastimável o papel da Aneel que, segundo a Folha relata hoje, identificou erro na metodologia de reajuste de tarifas em 2007, mas continua a aplicar o aumento com o mesmo critério.

 Além disso, é inacreditável que o governo federal, que sempre se diz vinculado aos trabalhadores, saiba disso há dois anos e nada tenha feito. Cobrar a mais é um crime contra a economia popular.

Esperemos que o Ministério Público aja em nome da população espoliada, e que os responsáveis na Aneel e no governo federal sejam exemplarmente punidos.

maria ines dolci

domingo, 27 de setembro de 2009

A 1ª Usina comercial de energia solar térmica ...

... foi construída próximo a Sevilha, no ensolarado sul da Espanha. A, tecnicamente chamada, PS-10, tornou-se operacional em março deste ano. Um mes depois, em abril, os espanhóis construíram uma segunda torre, duas vezes mais poderosa que o primeira, a PS 20.




Basicamente, o princípio de funcionamento das torres é simples: um campo repleto de heliostats ou espelhos especiais móveis - cada um com 120 m2 de superfície - que seguem o movimento do sol, recolhendo a luz solar e a direciona para o topo da torre a 160 m de altura onde um receptor de energia e uma turbina de vapor estão localizados.


A turbina aciona um gerador, produzindo eletricidade. Este poder é três vezes mais caro do que o poder a partir de fontes convencionais, mas os preços tendem a cair, como vem acontecendo com a energia eólica, Devido à produção em massa



A PS10, possui 624 espelhos especiais móveis. Seu custo de construção foi de 33 milhões de euros e a energia gerada é suficiente para fornecer eletricidade a 6.000 casas.
A PS20 com 1255 espelhos, por sua vez, tem capacidade de 20 megawatts por dia e é suficiente para fornecer luz, calor e eletricidade a mais de 10.000 casas.

Fontes arhinovosti/ wiki

sábado, 19 de setembro de 2009

Revolução energética?

O jovem Milan Karki, de 18 anos, voltou um dia para a casa, que fica em uma vila rural no Nepal, com a tarefa de apresentar um trabalho na feira de ciências de sua escola. Qual não foi a surpresa de seus professores quando Karki chegou com uma engenhoca que pode ser a solução para problemas energéticos.




A invenção é um painel de captação de energia solar feito com fios de cabelo capaz de produzir 18 watts, o que seria suficiente para carregar baterias de pequenos aparelhos, como celulares.
Karki sabia que a melanina, pigmento presente nos fios de cabelo, é sensível à luz e atua como condutora de energia. Aproveitou a fonte natural para substituir o silício, metal normalmente utilizado em painéis solares.



A idéia reduziu, e muito, o preço de produção do equipamento. A invenção custou 23 libras (cerca de R$ 69) para ser desenvolvida. Karki acredita que é possível produzi-la comercialmente e que assim seu preço pode ser reduzido pela metade.
“Primeiro quis produzir energia para a minha casa, depois para o meu vilarejo. Agora estou pensando em produzi-la para o mundo inteiro. Nós começamos a longa caminhada para salvar o planeta”, disse o menino em entrevista ao jornal inglês Daily Mail.
Ele afirma que foi inspirado por um livro do cientista Stephen Hawking que discute a geração de energia a partir do cabelo.






sustentanet / dailymail