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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Mudanças no futebol brasileiro na TV fechada?

Da ESPN

R$ 600 milhões, modelo inglês e cláusula 'anti-Corinthians': a proposta do Esporte Interativo aos clubes
R$ 600 milhões, contrato de 2019 a 2024, distribuição seguindo o modelo da Premier League, fim dos jogos às 22h e cláusula 'anti-Corinthians' para evitar a concentração de jogos de apenas um clube na televisão. Esse  é o pacote que o canal Esporte Interativo discute com os dirigentes para superar a Rede Globo e assegurar os direitos de transmissão em TV fechada do Brasileiro por seis temporadas.

Uma reunião na última quarta-feira, no Rio de Janeiro, deixou um acordo mais próximo entre as partes.

Segundo apurado pela reportagem, sete times "se comprometeram" a avançar nas conversas e passarão a tratar a partir da próxima segunda-feira dos detalhes do acordo a ser assinado por eles.

Para isso, os seus departamentos jurídicos já foram convocados. Grêmio, Inter, Santos, Fluminense, Coritiba, Atlético-PR e Bahia fazem parte do grupo que mantém negociações mais adiantadas.

O Sport, que marcou presença no primeiro encontro, fechou com a Globo, de acordo com informações de mercado.

Ainda podem reforçar o bloco o Flamengo e o São Paulo, que chegaram no fim da reunião para conhecer as cifras e o modelo colocados na mesa e ficaram de estudar a proposta da emissora. A entrada dos dois é considerada fundamental dentro da estratégia adotada pelo EI para assegurar os direitos do Brasileiro.

Em caso de sucesso, ela passaria a contar, assim, com nove clubes dentro de um universo de 20 na Série A. Ainda mais importante, distribuído entre regiões diferentes: Rio Grande do Sul (Grêmio e Inter), Paraná (Coritiba e Atlético-PR), São Paulo (São Paulo e Santos), Rio de Janeiro (Fluminense e Flamengo) e Bahia (Bahia).

Com praticamente metade dos membros da primeira divisão, seria relativizado um possível imbróglio que surgiria com o confronto entre seus clubes e outros que fecharam com emissoras concorrentes.

Corinthians, Vasco e Botafogo estão apalavrados com a Globo, por exemplo.

Atualmente, o valor pago pela atual detentora dos direitos do campeonato para a transmissão em TV fechada corresponde a 3% do total desembolsado com as cotas anuais.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Hoje a festa é sua, hoje a festa é nossa

Por David Coimbra
Crônicas
Hoje a festa é sua, hoje a festa é nossa
Sempre fico tenso com aquela vinheta de fim de ano da Globo, “Hoje a festa é sua, hoje a festa é nossa”.

Sei que aquilo é feito para me animar, para lançar meu espírito rumo ao firmamento e fazer-me sonhar docemente com as alvíssaras do novo dia de um novo tempo.

Mas não consigo.

Olho para as cenas de todos aqueles artistas tão felizes e penso justamente no que não vejo. O Bonner está lá, bem faceiro, que ele é um tipo faceiro. O Jô Soares também, embora seu sorriso ande meio torto. A Carolina Dieckmann, dourada e lânguida, é o próprio verão carioca.

Mas e os que não apareceram?

Imagino aquele ator de, digamos, Malhação. Ele vibrou, quando foi convocado por e-mail para a gravação. Contou para a mãe, para a namorada, para os amigos:

_ Vou aparecer na vinheta de fim de ano da Globo!

Todos aplaudiram, excitados. Urru! E ele passou os dias decorando a letra e a coreografia. Batia com as mãos no peito, estalava os dedos e cantava, contente, acreditando na letra da canção:

_ Todos nossos sonhos serão verdade! O futuro já começou!

No dia aprazado, lá se foi ele, vestido de branco da cabeça aos pés. Antes de sair, a mãe mandou que tirasse a camisa e passou-a a ferro com critério. Não ia deixar o filho aparecer para o Brasil inteiro vestindo aquela camisa que parecia que ele tinha guardado dentro da garrafa.

Foi um longo dia de gravações, da manhã à noite, horas e horas intercaladas por sanduíches vulgares e sucos mornos. Quando ele voltou para casa, a família o cercou, dardejando-o com perguntas:

_ Como foi? Como foi?

_ Muito legal. Conheci o Faustão!

Na noite em que a vinheta seria lançada, ele se reuniram em frente à TV. Estavam todos, entre sorridentes e ansiosos: a família orgulhosa, os amigos dando-lhe tapinhas nas costas, a namorada fazendo olhares de promessas, veio até aquele primo-irmão que morava em Bento Gonçalves.

No intervalo do Jornal Nacional, a musiquinha explodiu:

Hoje é o novo dia...

Mas cadê o nosso herói?

_ Cadê você? _ Perguntavam. _ Cadê? Cadê?

Maldição! Bem que disseram que ele tinha de ir naquele bolo para abraçar a Regina Duarte. Aqueles é que eram espertos. Cadê? Cadê? De repente, ele apontou para a tela:

_ Ali! Ali!
_ Onde?
_ Ali!
_ Com o Galvão Bueno?
_ Não! Do lado do Francisco Cuoco!
_ Aquele é você?

Era. Mas o Jornal Nacional já recomeçou...

Então, o ator de Malhação deve ter rilhado os dentes e, pensando em todas as vezes em que deram close no Tony Ramos balançando os braços cebeludos, jurou:

_ Ainda vou dar o troco, Tony! Ainda vou!

Lembre-se disso, quando você vir a vinheta da Globo. E entenda como se sente o Michel Temer.

domingo, 22 de novembro de 2015

Plim Plim, é a Rede Globo alienando o Brasil

Sugestão de Otoniel Neto

Por Vanessa Bárbara
Link

Opinião: Rede Globo, a "TV irrealidade" que ilude o Brasil
Gigante da mídia cativa os telespectadores com novelas vazias e comentários ineptos no noticiário.

No ano passado, a revista "The Economist" publicou um artigo sobre a Rede Globo, a maior emissora do Brasil. Ela relatou que "91 milhões de pessoas, pouco menos da metade da população, a assistem todo dia: o tipo de audiência que, nos Estados Unidos, só se tem uma vez por ano, e apenas para a emissora detentora dos direitos naquele ano de transmitir a partida do Super Bowl, a final do futebol americano". 

Arte de DUKE


Esse número pode parecer exagerado, mas basta andar por uma quadra para que pareça conservador. Em todo lugar aonde vou há um televisor ligado, geralmente na Globo, e todo mundo a está assistindo hipnoticamente. 

Sem causar surpresa, um estudo de 2011 apoiado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontou que o percentual de lares com um aparelho de televisão em 2011 (96,9) era maior do que o percentual de lares com um refrigerador (95,8) e que 64% tinham mais de um televisor. Outros pesquisadores relataram que os brasileiros assistem em média quatro horas e 31 minutos de TV por dia útil, e quatro horas e 14 minutos nos fins de semana; 73% assistem TV todo dia e apenas 4% nunca assistem televisão regularmente (eu sou uma destes últimos). 



Entre eles, a Globo é ubíqua. Apesar de sua audiência estar em declínio há décadas, sua fatia ainda é de cerca de 34%. Sua concorrente mais próxima, a Record, tem 15%. 

Assim, o que essa presença onipenetrante significa? Em um país onde a educação deixa a desejar (a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico classificou o Brasil recentemente em 60º lugar entre 76 países em desempenho médio nos testes internacionais de avaliação de estudantes), implica que um conjunto de valores e pontos de vista sociais é amplamente compartilhado. Além disso, por ser a maior empresa de mídia da América Latina, a Globo pode exercer influência considerável sobre nossa política. 

Arte de BESSINHA


Um exemplo: há dois anos, em um leve pedido de desculpas, o grupo Globo confessou ter apoiado a ditadura militar do Brasil entre 1964 e 1985. "À luz da História, contudo", o grupo disse, "não há por que não reconhecer, hoje, explicitamente, que o apoio foi um erro, assim como equivocadas foram outras decisões editoriais do período que decorreram desse desacerto original". 

Com esses riscos em mente, e em nome do bom jornalismo, eu assisti a um dia inteiro de programação da Globo em uma terça-feira recente, para ver o que podia aprender sobre os valores e ideias que ela promove. 



A primeira coisa que a maioria das pessoas assiste toda manhã é o noticiário local, depois o noticiário nacional. A partir desses, é possível inferir que não há nada mais importante na vida do que o clima e o trânsito. O fato de nossa presidente, Dilma Rousseff, enfrentar um sério risco de impeachment e que seu principal oponente político, Eduardo Cunha, o presidente da Câmara, está sendo investigado por receber propina, recebe menos tempo no ar do que os detalhes dos congestionamentos. Esses boletins são atualizados pelo menos seis vezes por dia, com os âncoras conversando amigavelmente, como tias velhas na hora do chá, sobre o calor ou a chuva. 

A partir dos talk shows matinais e outros programas, eu aprendi que o segredo da vida é ser famoso, rico, vagamente religioso e "do bem". Todo mundo no ar ama todo mundo e sorri o tempo todo. Histórias maravilhosas foram contadas de pessoas com deficiência que tiveram a força de vontade para serem bem-sucedidas em seus empregos. Especialistas e celebridades discutiam isso e outros assuntos com notável superficialidade. 

Arte de MILLOR


Eu decidi pular os programas da tarde – a maioria reprises de novelas e filmes de Hollywood – e ir direto ao noticiário do horário nobre. 

Há dez anos, um âncora da Globo, William Bonner, comparou o telespectador médio do noticiário "Jornal Nacional" a Homer Simpson –incapaz de entender notícias complexas. Pelo que vi, esse padrão ainda se aplica. Um segmento sobre a escassez de água em São Paulo, por exemplo, foi destacado por um repórter, presente no jardim zoológico local, que disse ironicamente "É possível ver a expressão preocupada do leão com a crise da água". 



Assistir à Globo significa se acostumar a chavões e fórmulas cansadas: muitos textos de notícias incluem pequenos trocadilhos no final ou uma futilidade dita por um transeunte. "Dunga disse que gosta de sorrir", disse um repórter sobre o técnico da seleção brasileira. Com frequência, alguns poucos segundos são dedicados a notícias perturbadoras, como a revelação de que São Paulo manteria dados operacionais sobre a gestão de águas do Estado em segredo por 25 anos, enquanto minutos inteiros são gastos em assuntos como "o resgate de um homem que se afogava causa espanto e surpresa em uma pequena cidade".


O restante da noite foi preenchido com novelas, a partir das quais se pode aprender que as mulheres sempre usam maquiagem pesada, brincos enormes, unhas esmaltadas, saias justas, salto alto e cabelo liso. (Com base nisso, acho que não sou uma mulher.) As personagens femininas são boas ou ruins, mas unanimemente magras. Elas lutam umas com as outras pelos homens. Seu propósito supremo na vida é vestir um vestido de noiva, dar à luz a um bebê loiro ou aparecer na televisão, ou todas as opções anteriores. Pessoas normais têm mordomos em suas casas, que são visitadas por encanadores atraentes que seduzem donas de casa entediadas. 




Duas das três atuais novelas falam sobre favelas, mas há pouca semelhança com a realidade. Politicamente, elas têm uma inclinação conservadora. "A Regra do Jogo", por exemplo, tem um personagem que, em um episódio, alega ser um advogado de direitos humanos que trabalha para a Anistia Internacional visando contrabandear para dentro dos presídios materiais para fabricação de bombas para os presos. A organização de defesa se queixou publicamente disso, acusando a Globo de tentar difamar os trabalhadores de direitos humanos por todo o Brasil. 

Apesar do nível técnico elevado da produção, as novelas foram dolorosas de assistir, com suas altas doses de preconceito, melodrama, diálogo ruim e clichês. 




Mas elas tiveram seu efeito. Ao final do dia, eu me senti menos preocupada com a crise da água ou com a possibilidade de outro golpe militar –assim como o leão apático e as mulheres vazias das novelas.

*Vanessa Barbara é uma colunista do jornal "O Estado de São Paulo" e editora do site literário "A Hortaliça".

domingo, 24 de maio de 2015

Futebol - direitos de TV, pelo mundo.

Fonte: Globo Esporte

A TV e o futebol
A divisão do dinheiro que vem de emissoras de televisão é muita citada porque, dentre fontes de receita, é a única que pode ser controlada. Todas as outras estão condicionadas à torcida. Patrocinadores pagam mais a clubes cujas bases de torcedores, potenciais consumidores dessas empresas, são maiores. Fornecedores de materiais esportivos, idem. Quanto mais torcedores, mais produtos licenciados, planos de associação e ingressos para partidas tendem a ser vendidos. No caso da televisão, embora ela também tenha mais audiência e pay-per-view conforme tamanho de torcida, há mais espaço para equilíbrio.




A Premier League, primeira divisão da Inglaterra, é bom exemplo disso. Na temporada 2013/2014, os 20 times que a disputaram receberam £1,753 bilhão (R$ 8.384 bilhões) referentes a direitos de transmissão. Este valor é repassado pela liga aos clubes com base em três critérios: 50% são igualitários para todo mundo; 25% dependem do mérito esportivo, conforme a colocação na tabela na temporada anterior; e 25% obedecem o número de partidas televisionadas, com um valor mínimo assegurado até para quem teve muito menos jogos transmitidos pela TV. O Chelsea, com £ 139 milhões recebidos (8%), tem a maior receita com televisão do país. O Cardiff City, com £ 63 milhões (4%) , tem a menor. Logo, o mais rico arrecada o dobro do que arrecada o mais pobre, melhor proporção entre as maiores ligas de futebol do planeta.
Alguns outros: 
  • 8% - Manhester United, Manchester City e Chelsea; 
  • 7% - Arsenal
  • 6% - Liverpool
  • 8% - Astom Villa, Everton




A La Liga, primeira divisão da Espanha, é o mau exemplo de equilíbrio. São considerados, aqui, 16 clubes que jogaram a elite espanhola em 2013/2014 porque Valencia, Malaga e Getafe não publicam balanços financeiros, embora nova lei do país exija que todos o façam, e o Levante não detalha em seu documento o montante recebido da televisão. A soma desses 16 dá € 678,4 milhões (R$ 2.300 bilhões). O Real Madrid possui a maior receita e obteve € 162,6 milhões (24%) com direitos de transmissão, e o Real Valladolid, com a menor, conseguiu € 15,6 milhões (2,3%). A diferença entre o mais rico e o mais pobre, portanto, é de mais de dez vezes.

Outros Clubes:
  • 24% - Barcelona
  • 7% -  Atlético de Madrid
  • 6% - Villareal
  • 5% - Sevilla, Athletic Bilbao
  • 4% - Real Sociedad, Betis

A Serie A, primeira divisão da Itália, tampouco divide bem receitas com direitos de TV. A amostra neste caso é de 12 times que disputaram a elite italiana em 2013/2014. Os ausentes, sobretudo Milan e Fiorentina, não foram considerados porque ainda não publicaram balanços financeiros referentes a 2014. O valor gerado foi de € 672,2 milhões (R$ 2.278 bilhões) , dos quais a Juventus ficou com a maior parte, € 150,9 milhões (22,5%), e o Verona, a menor, € 22,8 milhões (3,4%). O mais rico recebe 6,5 vezes mais do que o mais pobre, portanto. Perceba que há um grupo de clubes à frente, com Juventus, Napoli, Internazionale e Roma, do qual o Milan certamente faz parte, que se destaca dos demais. São os mais populares do país. 
  • 22% - Juventus
  • 16% - Napoli
  • 11% - Internazionale
  • 10% - Roma
  •   8% - Lazio


A Ligue 1, primeira divisão da França, peca por ter à frente somente dois clubes que faturam muito mais com televisão do que os 18 abaixo. Os 20 que jogaram a elite francesa geraram € 604,8 milhões (R$ 2.050 bilhões) com direitos de transmissão em 2013/2014. O Paris Saint-Germain, atual tricampeão nacional, ficou com a maior parte, € 85,8 milhões  (14,2%), enquanto o Ajaccio ficou com a menor, € 13,5 milhões (2,23%). A diferença entre o mais rico e o mais pobre é de pouco mais que seis vezes.

  • 13% - Olympique Marseille 
  •   9% - Lyon
  •   7% - Bordeaux
  •   6% - Lille
  •   5% - Monaco 
A Alemanha não entra neste levantamento pois não obriga seus clubes a divulgar balanços financeiros, tampouco publica, por meio de órgãos oficiais do governo, como nos outros países europeus analisados, os documentos. Apenas quatro equipes têm alguma transparência, entre elas Bayern de Munique e Borussia Dortmund, e neste caso a amostra seria reduzida demais para conclusões.



O Campeonato Brasileiro, por fim, tem divisão similar à italiana e à francesa. Não está nem próximo da Inglaterra, bom exemplo, nem próximo da Espanha, mau exemplo. Aqui, são considerados 19 clubes, com Vasco no lugar da Chapecoense, que não publica balanço financeiro, e sem o Sport, cujo documento não detalha ganhos com televisão. Esses 19 arrecadaram R$ 1,12 bilhão com direitos de transmissão em 2014. O Flamengo tem a maior receita, R$ 115,1 milhões (10%), e o Figueirense, a menor, R$ 18,5 milhões (2%). A diferença entre mais rico e mais pobre é de pouco mais que seis vezes.

10% - Corinthians
 7% - Atlético-MG, Palmeiras, São Paulo
 6% - Cruzeiro, Vasco da Gama
 5% - Fluminense, Grêmio, Internacional, Santos
 4% - BAHIA, Botafogo
 3% - Atlético-PRCoritiba, Criciúma, Goiás e VITÓRIA



Ainda que o parâmetro "mais rico versus mais pobre" esteja em linha com França e Itália, no Brasil os dois maiores faturamentos com TV, Flamengo e Corinthians, têm 10% cada sobre o valor total. O percentual é mais baixo do que na França, onde PSG e Olympique levam 14% e 13%, e mais baixo do que na Itália, onde Juventus e Napoli ficam com 22% e 16%. 

Mas mesmo assim ao levarmos em conta a produtividade - número de campeonatos conquistados nos últimos 12 anos (pontos corridos), o Flamengo tem apenas 1 e o Corínthians, 2. Enquanto isso, Cruzeiro e São Paulo conquistaram 3 títulos, cada.

segunda-feira, 23 de março de 2015

O otário da semana é....


O ator de esquerda da Rede Globo, fã número um dos vermelhos corruptos, que se vangloriou por ter ajudado a “vaquinha” para pagar multa de José Dirceu, ele não foi o único otário, mas foi eleito o maior representante dos imbecis.





segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Roberto Bolaños - In Memorian

REGI

SPONHOLZ

OLIVEIRA


AROEIRA


LUTE


ALEX PONCIANO


WALDEZ


CAZO


ELVIS


JOTA A


SINOVALDO

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Como vai a Prochaska?

Pesquei no Solda Cáustico

Como vai a Prochaska?
A jornalista e atriz Cristina Prochaska viu seu sobrenome virar sinônimo de xoxota em uma malfadada transmissão de Carnaval, que se tornou um clássico televisivo dos anos 80. 

Foto de João Raposo|Abril.

Cristina Prochaska ficou conhecida pela novela Vale Tudo e pelo episódio carnavalesco.

Aconteceu numa cobertura de baile de Carnaval.

Em 1984, a atriz Cristina Prochaska encerrava a transmissão da TV Bandeirantes no clube Monte Líbano, no Rio de Janeiro, quando, às suas costas, uma foliã mais animada, já em cima da mesa, arrancava a parte de baixo do biquíni. Era o último ano da ditadura militar e o diretor da transmissão, Eduardo Lafond (1948-2000), temendo confusão com a censura, gritou desesperado para o câmera: “Fecha na Prochaska!”. Era a ordem para que o foco fosse para a apresentadora. Em vez disso, a emissora transmitiu um close explícito da mulher.

“Virou uma grande piada”, lembra Cristina, que deixou a carreira televisiva e mudou-se para Ubatuba, onde é diretora de turismo da prefeitura e sócia da Virô Produção e Marketing. O apresentador Otávio Mesquita, que também participava da transmissão, costuma repetir o causo a quem perguntar. Jô Soares é outro que mantém a história viva. “Sempre que vou ao programa dele, a primeira coisa que pergunta é: ‘Como vai a sua prochaska?’.”

A atriz, que participou de várias novelas (entre elas Vale tudo) e está no filme Histórias íntimas, diz que achou tudo engraçado na época. Já seu pai, Edgard Prochaska, um dos pioneiros na caça submarina no Brasil, não gostou nada. “Ele é um homem sério e o sobrenome dele virou gíria para vagina”, diz Cristina, que guarda um detalhe: o fim da piada. 

O que disse o câmera ao ouvir por repetidas vezes a ordem do diretor? “Só se eu entrar dentro dela!”, conta, com uma gargalhada.

Revista Trip 236|Setembro|2014|da Entrada à Entranha

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

A decepção dos programas eleitorais

Por Francisco Petros e José Marcio Mendonça 

Primeiras leituras: a decepção dos programas eleitorais
Pela primeira amostra ontem, em dois tempos na televisão e em dois tempos no rádio, o eleitor que estiver dependendo do que candidatos e partidos apresentam no horário eleitoral obrigatório para decidir em quem votar, vai ficar numa enrascada.

Obviamente descontando-se os partidos com menos recursos, tecnicamente os programas são de alta qualidade, de imagens, de tomadas, de cena, de “de direção” de atores, de tentar fazer que suas análises de promessas tenham algum cunho de “cinema verdade”.

Mas só fica, de fato, a maquiagem. O conteúdo...

Benett


Não é propriamente um programa político, está mais para um bom comercial. Não é à toa que os números preliminares de audiência, levantados pelos medidores eletrônicos ligados em tempo real, já registraram perda de telespectadores pelas principais televisões no horário dos políticos.

Segundo registrado pelo colunista Lauro Jardim, no portal da revista “Veja”, às 12h59, imediatamente antes do início da propaganda obrigatória, Globo, Record e SBT marcavam 8, 7 e 5 pontos, respectivamente, de acordo com dados prévios do Ibope para a Grande São Paulo. Entre as 13h e as 13h50, quando o horário eleitoral terminou, a Globo e Record passaram a marcar 5 pontos cada, o SBT 3 pontos, a Band 2 pontos e a Cultura apenas 1 ponto.

Em comparação com a audiência que as TVs abertas registraram na Grande São Paulo ontem (segunda-feira), no mesmo horário, tem-se o seguinte quadro: a Globo caiu 52%; a Record perdeu 30%; o SBT caiu 47%; e a Band, 40%.

Normalmente os primeiros programas despertam mais atenção, por curiosidade. A tendência é cair mais ainda daqui para frente.

Amarildo


Um detalhe curioso: Lula foi quase um “dono” do programa do PT no rádio. Na televisão, sua exposição foi mais discreta. Chegou-se a aventar a possibilidade de o ex-presidente funcionar como uma espécie de “âncora” do programa de Dilma na tevê. Ontem cumpriu este papel apenas no rádio.

Mais interessante ainda: na tevê, Lula reconheceu que há insatisfação com o governo Dilma (coisa que ela mostrou que não admite, como na sabatina da Globo) e prometeu que a presidente fará um governo melhor no segundo mandato.

Se somarmos a isto o fato de todos os candidatos prometerem mudanças, pode acontecer no Brasil algo inusitado em uma eleição em todo o mundo: uma disputa com três candidatos de oposição e nenhum francamente governista.

http://www.infomoney.com.br/blogs/politica-e-economia-na-real/post/3528212/primeiras-leituras-decepcao-dos-programas-eleitorais







terça-feira, 19 de agosto de 2014

Josias de Souza: Dilma mudou muito, e não deixou endereço

Por Josias de Souza.

JN: Dilma mudou muito, e não deixou endereço


Com o passar dos anos, as pessoas mudam muito. Por exemplo: a Dilma que foi ao ar na noite desta segunda-feira no Jornal Nacional não tinha nada a ver com a Rousseff que prevaleceu na sucessão de 2010 como protótipo da eficiência gerencial. Em menos de quatro anos, a personagem perdeu o colorido e o discurso. Hoje, surpreende mais pelas perguntas que é obrigada a ouvir do que pelas respostas que não consegue dar.


Já na primeira pergunta, Willian Bonner pronunciou o vocábulo “corrupção” uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete vezes. No seu governo houve uma série de escândalos de corrupção, disse ele. Houve corrupção na pasta da Agricultura, corrupção nas Cidades, nos Esportes… Houve escândalo de corrupção na Saúde, nos Transportes… Houve corrupção no Turismo, no Trabalho… A Petrobras é alvo de duas CPIs.


Bonner, finalmente, indagou: qual é a dificuldade de se cercar de pessoas honestas, que lhe permitam formar uma equipe de governo honesta, que evite esta situação que nós vimos de repetidos casos de corrupção? Não há uma sensação no ar de que o PT descuida da questão da corrupção?

A Dilma de 2010, durona e irascível, talvez colocasse o inquiridor petulante para fora da biblioteca do Alvorada a pontapés. A Rousseff de 2014, treinada para suportar o insuportável, repetiu o mesmo lero-lero ensaiado que vem recitando na série de entrevistas e sabatinas que a campanha eleitoral lhe impõe.

No meu governo e no do presidente Lula, a Polícia Federal ganhou autonomia, ela respondeu. Nos nossos governos, o procurador-geral não é chamado de engavetador-geral da República. Criamos a CGU e a Lei de Acesso à Informação, blá, blá, blá…

Antes famosa por mandar para o olho da rua ministros pilhados em malfeitos, Dilma agora defende o lixo que varreu. Muitos daqueles que foram identificados pela mídia como praticantes de atos indevidos foram posteriormente inocentados, declarou, abstendo-se de dar pseudônimo aos bois.

E Bonner: em quatro casos de corrupção, a senhora trocou um ministro por alguém que era do mesmo partido e do mesmo grupo político. Isso não é trocar seis por meia dúzia? Nesse ponto, Dilma citou como evidência do apuro ético de sua administração o caso da chantagem do PR. Em troca de 1min15s de propaganda no rádio e na tevê, o partido do mensaleiro preso Valdemar Costa Neto exigiu a demissão do ministro Cesar Borges (Transportes).

Fui muito criticada por ter substituído o César Borges pelo Paulo Sérgio, declarou a presidente-candidata. Ora, o Paulo Sérgio foi meu ministro e foi ministro do presidente Lula. Quando saiu do ministério, ele ficou dentro do governo noutro cargo importante, que é da Empresa de Planejamento Logístico. O Cesar Borges o substituiu. Posteriormente, eu troquei o César Borges novamente pelo Paulo Sérgio. E o César Borges também ficou dentro do governo, na Secretaria de Portos. Os dois são pessoas que eu escolhi.

Mas não foi exigência do partido?, estranhou Bonner. Dilma enforcou-se com a própria corda: os partidos podem fazer exigências, ela consentiu. Mas eu só aceito quando considero que ambos são pessoas íntegras, competentes, com tradição na área. Troquei porque eu tinha confiança nessas pessoas. Hummm… O telespectador ficou sem entender porque Dilma entregou o escalpo de Cesar Borges ao PR, partido de notória reputação, se o considerava um ministro assim, digamos, irrepreensível.

Na sequência, Bonner esfregou, por assim dizer, o mensalão na face da anfitriã. Seu partido teve um grupo de elite de pessoas corruptas, declarou. Comprovadamente corruptas, enfatizou. Foram julgadas, condenadas e enviadas à prisão, voltou a realçar. Eram corruptos, insistiu. E o PT tratou esses condenados por corrupção como guerreiros, vítimas de injustiça. Isso não é ser condescendente com a corrupção?

A exemplo do que fizera noutras entrevistas, Dilma recorreu à desconversa: eu sou presidente da República, afirmou, como se desejasse convencer-se a si própria de sua condição privilegiada. Não faço nenhuma observação sobre julgamentos realizados pelo Supremo Tribunal Federal. Sabe por quê? Porque a Constituição exige que o presidente da República respeite a autonomia dos outros Poderes.

Mas a senhora condena o comportamento do PT?, insistiu o entrevistador. Eu tenho minhas opiniões pessoais, mas não julgo ações do Supremo, Dilma voltou a escorregar. Bonner insistiu: e quanto à ação do partido? Enquanto eu for presidente, não externo opinião a respeito de julgamento do Supremo, repetiu a entrevistada, como um disco de vinil arranhado.

Entre venenoso e generoso, Bonner ofereceu a Dilma uma derradeira oportunidade para distanciar sua presidência do escândalo que tisnou a gestão do padrinho-antecessor: mas candidata, a pergunta que eu lhe fiz foi sobre a postura do seu partido. Qual sua posição a respeito da postura do seu partido?

Mais lulodependente do que nunca, Dilma preferiu arrastar as correntes dos fantasmas alheios: não vou tomar nenhuma posição que me coloque em confronto com o STF, aceitando ou não. Eu respeito a decisão da Suprema Corte brasileira. Isso não é uma questão subjetiva. 

Para exercer a Presidência, eu tenho de fazer isso.

De duas, uma: ou Dilma concorda com Lula, que disse que o julgamento dos mensaleiros foi “80% político”, ou aprova as condenações e silencia apenas para não fazer a pose de um navio abandonando os ratos. O petismo não toleraria tamanha afronta.

Patrícia Poeta mudou de assunto. Corrupção não é o único problema, disse ela. A saúde continua sendo a maior preocupação dos brasileiros, segundo o Datafolha. Isso depois de 12 anos de governos do PT. Mais de uma década não foi tempo suficiente para colocar a saúde nos trilhos?

Convidada a fazer um balanço de três mandatos, Dilma falou do Mais Médicos, um programa improvisado em cima da perna, no ano passado, nas pegadas do ronco das ruas de junho. Nós enfrentamos um dos mais graves desafios que há na Saúde, a candidata afirmou. Nós tivemos uma atitude muito corajosa, ela acredita. Contratamos 14.462 médicos, incluindo os cubanos. Cinquenta milhões de brasileiros que não tinham atendimento médico passaram a ter.

A entrevistadora foi ao ponto: a senhora diria, então, diante dos nossos telespectadores, que enfrentam filas e filas nos hospitais, que muitas vezes são atendidos em macas e não conseguem fazer um exame de diagnóstico, que a situação da Saúde no nosso país é minimamente razoável depois de 12 anos de governos do PT?

Não, não acho, não acho, viu-se compelida a admitir Dilma, com a ênfase de três negativas. Quando se imaginava que ela serviria às câmeras uma autocrítica, a candidata dividiu as culpas com governadores e prefeitos. O Brasil precisa também de uma reforma federativa, porque há responsabilidades federais, estaduais e municipais, disse Dilma, antes de repisar a tese segundo a qual o Mais Médicos levou 50 milhões de brasileiros para o Éden da saúde.

Cutucada sobre a inflação alta e o PIB baixo, Dilma serviu o kit básico de desculpas: a crise internacional, o excesso de pessimismo e a perspectiva de melhorias neste segundo semestre. Convidada a utilizar os segundos finais da entrevista para enumerar seus planos para o segundo mandato, declarou o seguinte:

“Fui eleita para dar continuidade aos avanços do governo Lula. Ao mesmo tempo, nós preparamos o Brasil para um novo ciclo de crescimento. O Brasil moderno, mais inclusivo, mais produtivo, mais competitivo. Nós criamos as condições para o país dar um salto, colocando a educação no centro de tudo. E isso significa, Bonner, que nós queremos continuar a ser um país de classe média. Cada vez maior a participação da classe média, mais oportunidades para todos… Eu acredito no Brasil. Acho que, mais do que nunca, todos nós precisamos acreditar no Brasil e diminuir o pessimismo. E peço o voto dos telespectadores e…'' Acabou o tempo, interrompeu Bonner.

Restou a impressão de que, por mais que seus sucessivos entrevistadores tentem, Dilma nunca vai chorar pelo leite derramado durante o seu governo. O diabo é que os 35% de eleitores que a rejeitam parecem achar importante saber quem derramou o leite, por quê e em que circunstâncias… Até para que o fenômeno não se repita num eventual segundo mandato.

Dilma pede um voto de confiança. Mas um telespectador refratário à reeleição talvez pergunte aos seus botões: por que diabos eu deveria confiar uma bandeja com um copo de leite a uma presidente que se esquiva de explicar desastres que envergonhariam qualquer garçom de boteco? Aliás, se fossem repetidas num botequim, algumas das perguntas que soaram no Alvorada talvez terminassem numa troca de sopapos. Mas a Dilma de 2014 já não é a mesma Rousseff de 2010. Ela mudou muito. E não deixou endereço.

Para ver a entrevista na íntegra, clique aqui

terça-feira, 3 de junho de 2014

Aécio Neves no Roda Viva, na íntegra.

Bloco 1  -  37 min


Acrescento matéria sobre a entrevista da Folha de S. Paulo desta terça-feira
Matéria transcrita do Blog de aluizioamorim

O pré-candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, sinalizou ontem que, embora defenda o mandato de 5 anos e o fim da reeleição, pode não abrir mão do direito de disputar um segundo mandato, caso seja eleito neste ano.

"Eu não faria nenhuma questão da reeleição", disse ele ao "Roda Viva", da TV Cultura, completando: "O fato de disputar ou não a reeleição é uma decisão à frente".


Bloco 2 - 25 min


Questionado sobre que medidas tomaria para conter a inflação, afirmou que não haverá nenhuma "paulada" nos preços administrados pelo Estado, caso seja eleito: "Ninguém vai fazer isso [reajustar os preços] de uma paulada. Precisamos de regras absolutamente claras. Será preciso iniciar um processo de redução da banda de inflação".
Segundo Aécio, "as medidas impopulares já foram tomadas pelo governo Dilma".

O senador disse que a partir de agosto pretende anunciar nomes que vão compor seu governo, mas não confirmou se o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga será seu ministro da Fazenda.


Bloco 3 - 10 min

"Não vou anunciar ninguém agora. Armínio é um quadro extraordinário, mas não há nenhuma definição".

Questionado sobre programas do PT, como o Bolsa Família e o Mais Médicos, afirmou que pretende transformar o primeiro numa política de Estado, mas ir além: "Para nós o Bolsa Família é um ponto de partida. Para o PT é um ponto de chegada".

Sobre o Mais Médicos, declarou que é um programa bem-vindo, mas que não aceitará discriminação nos pagamentos feitos aos profissionais cubanos.



Bloco 4 - 13 min

Questionado sobre menções nas redes sociais sobre uso de drogas, ele negou que tenha usado cocaína: "Jamais [fui usuário de cocaína]. Tenho uma vida da qual me orgulho muito. Tenho uma família extraordinária. Os que me conhecem vêm me reelegendo há 30 anos. Não conseguem dizer que sou desonesto, que sou incompetente. Têm de dizer alguma coisa".

Ele disse que é contra a descriminalização da maconha: "Fernando Henrique está à vontade para fazer esse debate, mas não é a minha posição. Não é uma agenda que atenda à expectativa do cidadão brasileiro. Não sou à favor da descriminalização".