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domingo, 24 de abril de 2016

Mais uma delação premiada incrimina a campanha de Dilma

De Lauro Jardim & O Antagonista

Benedito de Oliveira Neto, o Bené, operador de Fernando Pimentel , preso pela Acrônimo, decidiu fazer delação premiada. Quem tem a tremer na bases é não só Pimentel, mas Dilma . Bené atuou em sua campanha a presidente em 2010.



Bené não faz parte do esquema do PT, como todos os operadores que delataram até agora. Ele faz parte do esquema de Dilma Rousseff.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

O imponderável ou Onde tudo pode acontecer

Por Gaudêncio Torquato
Porandubas Políticas

O imponderável
Que ninguém aposte em previsibilidade quando o território dos acontecimentos, principalmente na esfera da política, é o Brasil. Vejam só : o impeachment da presidente Dilma, até uma semana atrás, era coisa que entrava no baú. Depois da prisão do senador Delcídio do Amaral, entra novamente em cena. E por quê ? Porque o senador Delcídio é seguramente o parlamentar que mais entende de Petrobras. Portanto, é o homem certo para falar nesse momento sobre o propinoduto construído ao largo da petroleira.


Caso aceite entrar na roda da delação premiada, Delcídio pode relembrar coisas do tempo em que era diretor internacional a quem se subordinava o gerente Nestor Cerveró. Pode dizer, entre outras coisas, quem lhe fazia pressão para resolver a compra de Pasadena. Quem lhe cobrava o fluxo de decisões. Quem lhe consultou sobre se Cerveró tinha condições técnicas de ficar em seu lugar. E pode, ainda, lembrar quem ajudou quem nas campanhas de Lula e Dilma.



Arte de BENETT

Delcídio é um dos parlamentares mais ligados e até então respeitado por Lula, que teria se referido ao episódio da conversa gravada por Bernardo no encontro com Delcídio de "burrada", algo como uma imbecilidade. E por que Delcídio abriria o bico ? Por pressão da família. Que quer rever o pai de família junto por ocasião do Natal e das comemorações de fim de ano.

A interpretação do STF sobre a flagrância e atos considerados criminosos tende a se consolidar no espaço da jurisprudência. Ou seja, ato flagrante não se restringe aos acontecimentos tempestivos, ilícitos cometidos em determinado momento e pegos pelo aparelho policial. A obstrução de investigação, situação que pode perdurar por um tempo, entra nessa classificação. Daí a novidade. É evidente que os políticos estão temerosos de que casos assemelhados venham à tona e flagrados.




Caso o senador decida dizer o que se sabe, a República fica de cabeça para baixo. Essa é, de modo geral, a visão que se projeta com a fala do ex-líder do governo no Senado. Não há dúvidas de que uma delação abrigando a presidente da República, o ex-presidente Luiz Inácio e outros protagonistas de alto coturno tende a criar fissuras no tecido institucional e abalar os alicerces da atual estrutura de poder. Ou será que o senador mato-grossense preferirá ficar em silêncio e correr o risco de uma condenação com prisão fechada e afastamento da esfera política ? Tudo aponta para a primeira hipótese. 

P. S. A mulher de Delcídio, Maika, teria dito que ele não deve pagar a conta do PT.





Os dias se sucedem...
Um interlocutor de Delcídio teria dito : "deixem estar, os dias se sucedem". A declaração se refere ao aborrecimento do senador em relação ao PT, que teria cometido "covardia atroz" e ao ex-presidente Lula, a quem se atribui a afirmação de que a conversa de Delcídio com o filho de Cerveró teria sido uma "burrada". Em suma, vem coisa pesada por aí.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Dirceu vai dar com a língua nos dentes?

Direto do Besta Fubana


Preocupação infundada
Após a primeira aparição de José Dirceu desde que foi preso, velhos “companheiros de armas” se convenceram de que um acordo de delação premiada está mesmo em gestação.

Ignorado pelo PT e com Lula recomendando sua desfiliação, Dirceu percebeu que está só. E que, aos 69 anos, corre o risco de morrer na prisão. É considerado a única testemunha que poderia levar o ex-presidente Lula à cadeia.


Arte de CLAYTON


Militante que acompanha José Dirceu há décadas observou, vendo-o pela TV na CPI: “Conheço aquele olhar, me dá arrepios, vem coisa aí”.

Lula trata o ex-ministro com desdém porque conta com seu silêncio.

O que Lula não conhece é o “novo Zé Dirceu”, pai amoroso de uma garotinha que se transformou em xodó e sua única fonte de alegria.

Antes de ser preso, Dirceu revelou a amigos o principal projeto de vida: acompanhar o crescimento de Maria Antonia, que vai completar 6 anos.

Francamente, não entendo esta preocupação da petralhada com uma possivel delação premiada de Zé Dirceu.

Não sei mesmo porque eles estão apavorados.


Arte de NANI


Como já sabemos todos nós, Lula, o PT e as zelites petralhas – aí incluídos os seus tesoureiros -, não fizeram nada de errado, não roubaram, não se corromperam e todos os atos que praticaram foram dentro da lei. Não é mesmo, Rui Falcão?

Não é isto que eles vivem repetindo?

Pois é.

Então por que estão preocupados???!!!

Não entendo mesmo.

Pela evolução do fucinho de Zé Dirceu nos últimos 12 anos, não há qualquer motivo pra preocupação por parte da cumpanherada petralha.

Vejam:


sexta-feira, 24 de julho de 2015

A saída para a Odebrecht é a delação

Por Helio Gurovitz

Charges de DÀLCIO


A saída para a Odebrecht é a delação
Quando a Operação Lava Jato começou, os investigadores logo descobriram que o doleiro Alberto Yousseff não fora usado pela empreiteira Odebrecht para distribuir recursos. O presidente da Odebrecht proclamava sua inocência. Graças a uma investigação em colaboração com o Ministério Público da Confederação suíça, a versão dele veio por terra. O relatório suíço a respeito das contas mantidas por empresas ligadas à empreiteira Odebrecht não deixa muita dúvida sobre o caminho do dinheiro delas até os acusados da Lava Jato.



De acordo com o relatório, dez empresas offshore alimentadas pela Odebrecht foram usadas para levar os recursos até empresas offshore dos ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa (Sagar Holding, Quinus e Sygnus), Renato Duque (Milzart Overseas), Jorge Zelada (Tudor Advisors) e Nestor Cerveró (Forbal) e do ex-gerente Pedro Barusco (Pexo e BlueSky). 

Em alguns casos, o dinheiro passava antes por uma outra empresa offshore, também ligada à Odebrecht, em Antígua e Barbuda, Áustria ou Panamá. Essas offshores, alimentadas pela Odebrecht ou por suas subsidiárias em Angola, Venezuela, República Dominicana ou na própria Suíça, se chamavam Smith & Nash, Havinsur, Golac Projects and Construction Corp, Sherkson International, Rodira Holdings (todas na Suíça), Klienfeld Services e Innovation (Antígua), Constructora Internacional del Sur (Panamá), e Arcadex (Áustria) e Arcadex Corp (Suíça). O sigilo bancário de todas as operações com essas empresas foi quebrado pelo juiz Sérgio Moro, a pedido do Ministério Público Federal.



Os valores e a trajetória dos recursos recebidos, segundo o relatório, estão detalhados em cada caso:

1) Paulo Roberto Costa
US$ 3,46 milhões (diretamente na Sagar)
US$ 890 mil (via Constructora del Sur)
US$ 550 mil (via Klienfeld)
US$ 4 milhões (via Innovation)
1,93 milhão de francos suíços (na Sagar)

2) Renato Duque 
US$ 565 mil (diretamente na Milzart)
US$ 800 mil (via Constructora del Sur)

3) Jorge Zelada
US$ 2,1 milhões (via Arcadex)
US$ 571 mil (via Klienfeld)
63,7 mil euros (via Arcadex)

4) Nestor Cerveró
US$ 194 mil (via Klienfeld)

5) Pedro Barusco
US$ 2,3 milhões (via Constructora del Sur)
US$ 1,57 milhão (via Klienfeld)
US$ 286 mil (via Innovation)



Os responsáveis por montar o esquema foram, ainda segundo o relatório, o diretor da Odebrecht Humberto Mascarenhas e o americano Barry Herman. As autoridades suíças afirmam que ainda não terminaram de investigar todas as contas ligadas à Odebrecht, e ainda pode haver novidades. Os delitos agora serão objeto de investigação não apenas no Brasil, mas também na Suíça, onde o menor prazo de prescrição para eles é o ano de 2022. As investigações serão realizadas em cooperação com as autoridades brasileiras.



A Odebrecht tem negado com veemência todas as acusações. Nesta semana, a versão da empresa é posta em xeque pela segunda vez – a primeira, pela revelação do conteúdo do iPhone de Marcelo Odebrecht. Mesmo que decida colaborar com as autoridades e fazer um acordo de delação premiada, ele ainda terá de enfrentar processos nos Estados Unidos e na Suíça.

Diante das novas revelações, seus advogados mantiveram a postura de contestar os métodos e motivações da Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça. "A justiça que administra esse procedimento tem sido unilateral, tem sido parcial e dado à acusação mais força e mais possibilidades de agir", diz o advogado da Odebrecht Técio Lins e Silva. "Existem no MP materiais gravíssimos que só revelam que esse trabalho é fruto de suposição", afirmou outro advogado da Odebrecht, Guilherme Carnelôs, sobre as investigações. Para Marcos Veríssimo, também advogado de defesa da Odebrecht, "não há elementos suficientes para fazer uma denúncia estrutural" contra a companhia.



Por enquanto, eles ainda não se manifestaram concretamente sobre os elementos da investigação suíça. Dobro minha aposta de que mais uma delação vem aí. A mais importante de todas.

O direito de defesa e a crise brasileira

Por Ives Gandra Martins, para o ESTADÃO 

O direito de defesa e a crise brasileira 
Durante os últimos anos, numa série de artigos para O Estado de S. Paulo, vinha alertando que o País chegaria à dramática situação atual por manifesta incapacidade da presidente em analisar a conjuntura brasileira e mundial e apresentar soluções macroeconômicas capazes de permitir ao Brasil desenvolver-se. Como a economia não é uma ciência ideológica, mas psicossocial, o fracasso que previra, nos últimos anos, teria de chegar, como chegou.

Arte de JORGE BRAGA


Congelamentos, que desde Hamurabi nunca foram bem-sucedidos; inchaço da máquina estatal, com um exército de não concursados – em torno de 115 mil – que propiciaram toda espécie de concussão e corrupção conhecida; apoio às ditaduras (cubana e a quase ditadura venezuelana); auxílio a países de economia fragilizada, em vez de investir na competitividade nacional; preconceitos contra países desenvolvidos; aumento exagerado da carga tributária; utilização de bancos e companhias estatais para fechar furos orçamentários, e não para o desenvolvimento nacional; promessas eleitorais opostas à própria ação governamental; e muitos outros erros palmares levaram a economia ao estado em que está.

Arte de THIAGO LUCAS

O próprio ajuste fiscal, no momento, é uma falácia, pois incide sobre estudantes, trabalhadores e empresários (Fies, redução de direitos e aumento da carga tributária), e não sobre a esclerosadíssima máquina estatal, que mantém seus 39 ministérios e sua legião de amigos do rei. O Bolsa Família, que consome apenas 2% do Orçamento, é também uma ilusão, pois, além de representar aposentadorias precoces – quem a recebe tudo faz para não perdê-la –, é dez vezes menor do que os vencimentos de servidores públicos da União, ativos e inativos, que somam pouco mais de 1,5 milhão de cidadãos. Como dizia Roberto Campos, “com esse tipo de mentalidade, o País não corre o risco de melhorar”.

Arte de GIANCARLO


Por outro lado, a independência da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público (MP) tem desventrado, para desconforto do governo federal e para espanto da Nação, a podridão dos porões oficiais, numa tentativa de moralização dos costumes políticos, dolorosamente maculados, nos últimos 12 anos.

Para mim, há muito mais concussão dos agentes governamentais, impondo condições de concorrência criminosa, do que corrupção, em que é o particular que corrompe a autoridade, e não o contrário.

Arte de SPONHOLZ


Graças à Polícia Federal, principalmente, ao Ministério Público e a este especialista no tema lavagem de dinheiro – ao lado de Bruno Rezende, cujo livro sobre a matéria prefaciei – que é Sérgio Moro, os quais não prestam vênia ao poder, mas à Justiça, está o Brasil descobrindo como foi a Nação saqueada em bilhões e bilhões de reais, por autoridades oficiais. Merece elogios, neste quadro, a figura do ministro da Justiça, que, como bom professor de Direito Administrativo, não tem procurado interferir na ação da Polícia Federal, apesar de estar esta subordinada à sua pasta.

Arte de SPONHOLZ


Nada obstante o indiscutível mérito que a PF, o MP e o Poder Judiciário estão demonstrando, há reparos a fazer. Uma democracia se caracteriza pelo direito de defesa, que não há nas ditaduras, bastando olhar para os sistemas judiciários de Cuba e da Venezuela.

Ora, o direito de defesa pressupõe a proteção do acusado, em primeiro lugar. O processo penal, como afirmou o saudoso mestre Canuto Mendes de Almeida, não é feito para proteger a sociedade, mas o acusado. Sem ele, ao fazer justiça com as próprias mãos, a sociedade vai para linchamentos públicos ou para tribunais populares, como no período de 1791 a 1794, na França; de 1936 a 1938, na Espanha; ou os famosos paredóns de Fidel Castro, em que os acusados eram guilhotinados ou fuzilados, sem direito de defesa. Apesar de, permanentemente, prestigiado pelo governo brasileiro, em que muitos de seus participantes no passado pretenderam implantar uma ditadura cubana no País, em Cuba e na Venezuela o direito de defesa foi reduzido a sua expressão quase nenhuma. Por isso fala o constituinte brasileiro, no artigo 5.º, inciso LV, em ampla defesa assegurada ao acusado.

Arte de NEWTON SILVA


Ora, nas prisões preventivas determinadas na famosa Operação Lava Jato, tal direito tem sido tisnado, pois a medida, que deveria ser excepcional, passou a ser de uma rotina preocupante, em que a mera imprecisa acusação ou um texto fora do contexto podem levar o suspeito a meses de detenção, da qual só sairá se fizer uma delação premiada, como alertou Antonio Cláudio Mariz de Oliveira em artigo neste jornal.

Há empresários que, sem figurarem em qualquer delação premiada e sem prova de sua participação em qualquer ato ilícito concreto, tiveram sua liberdade segregada, passando, pois, a exceção a ser regra perigosa, a dar insegurança jurídica a todo e qualquer cidadão.

Arte de SAMUCA


Não é possível utilizar a medida excepcionalíssima fora dos requisitos que a autorizam, para forçar a delação premiada, mesmo que o acusado não deseje fazê-la ou não tenha o que delatar. Tal procedimento, além de macular o direito de defesa e subverter o princípio da presunção da inocência, passa a ser uma espécie de tortura sofisticada do século 21.

Conhecendo e defendendo a excelência da Polícia Federal – à qual, a meu ver, compete exclusivamente a presidência do inquérito policial (art. 144 § 4.º da Constituição federal) – e conhecendo a idoneidade e o conhecimento profundo sobre crimes de lavagem de dinheiro do juiz Sérgio Moro, não posso deixar, entretanto, de manifestar minha imensa preocupação com medidas que fragilizam o direito a defesa, fundamental na democracia, mediante a banalização das prisões preventivas por prazos indefinidos, algo que, como um octogenário professor de Direito Constitucional, sinto-me na obrigação de trazer à reflexão dos operadores do Direito, das autoridades judiciais do País e de toda a sociedade.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

José Dirceu especula aderir à delação premiada?

Por Monica Bérgamo

Charges de Paixão

"Me arruinaram", diz Dirceu
Em meio às notícias de que poderia ser preso na semana passada, José Dirceu desabafava com interlocutores: "Me arruinaram". Afirmava que, depois da Operação Lava Jato, as empresas que ainda mantinham contratos com sua consultoria decidiram interrompê-los.

Dirceu disse a amigos também que, embora poucos acreditem, sua empresa tem hoje cerca de R$ 3 milhões de dívidas de impostos e bancárias, entre outras. E que está se desfazendo de patrimônio para quitá-las.



Nos tempos áureos, o petista chegou a ter, entre seus clientes, a Ambev, a Hypermarcas, o grupo ABC, do publicitário Nizan Guanaes, os bilionários Carlos Slim e Ricardo Salinas, do México, e Gustavo Cisneros, da Venezuela. E também praticamente todas as grandes empreiteiras do país, hoje envolvidas na Lava Jato.

Em prisão domiciliar, ele afirmava que agora se dedica a cuidar de Maria Antonia, a filha de cinco anos. Acabou também de gravar entrevistas para um livro em que relatará seus tempos de prisão na Papuda.



Dirceu admitia a interlocutores também que a tensão que já estava vivendo havia quatro meses, com os boatos de que poderia ser preso a qualquer momento, o deixava "mal". 

Amigos afirmam que a depressão seria tal que o petista poderia, caso preso, no limite, aderir a um acordo de colaboração com a Justiça. No fim da semana passada, no entanto, o ex-ministro afirmava: "Eu enfrento qualquer situação".

XXXXXXXXXX

Que bom seria para o nosso país que esse corrupto condenado 
desse com a língua nos dentes!

segunda-feira, 29 de junho de 2015

O pezinho tucano nos escândalos petistas

Por Felipe Moura Brasil, em seu blog.


O pezinho tucano nos escândalos petistas
Em abril, estourou o escândalo da gráfica fantasma do PT. A campanha de Dilma Rousseff pagou R$ 22,9 milhões à VTPB Serviços Gráficos, registrada em uma sala de 30 metros quadrados.

O dinheiro daria para imprimir 368 milhões de santinhos do ‘tipo cartão’ – modelo descrito nas notas fiscais anexadas à prestação de contas petista -, sendo que o número corresponde a duas vezes e meia o total de eleitores habilitados no país.

Mas quem havia dado uns trocados para a VTPB também? Os tucanos, claro.

A campanha presidencial de Aécio Neves pagou R$ 577 mil; a do senador José Serra, R$ 521 mil. Total: 1.098.000 reais. Mais de 20 vezes menos que o PT.

Aécio alegou que os produtos solicitados foram efetivamente entregues pela gráfica, cujo dono alegou que contava com a estrutura de gráficas parceiras para produzir e entregar o material. É mais verossímil, de fato, que o material referente a 1,098 milhão tenha sido entregue do que o referente a 22,9 milhões de reais.

Arte de DALCIO


Agora estourou a delação premiada de Ricardo Pessoa.

O dono da UTC pagou R$ 31,7 milhões aos petistas, sendo 7,5 milhões para a campanha de Dilma de 2014 e 2,4 milhões para a de Lula em 2006.

Mas quem havia embolsado uns trocados da UTC também? Um tucano, claro. Aloysio Nunes recebeu da empreiteira R$ 200 mil. Ou seja: 158 vezes menos que o PT.

O senador alega que, “como a imensa maioria dos brasileiros, não tinha conhecimento das relações promíscuas entre a UTC e a Petrobras” e que a doação foi legal e declarada à Justiça Eleitoral. É mais verossímil, de fato, que um tucano não tivesse conhecimento do esquema na estatal sob o governo do PT do que que os próprios petistas não tivessem.

Você pode não acreditar em Aécio Neves e Aloysio Nunes. 

Você pode ter horror do PSDB. Você pode acreditar que eles são, de uma forma ou de outra, cúmplices do PT, como eu denuncio muitas vezes. E que só dizem, também, que todos têm de ser investigados, da boca para fora.

Mas não dá para igualar tucanos e petistas em matéria de roubalheira, sem demonstrar a mais absoluta falta de senso das proporções.

Na hipótese mais benevolente, o PT rouba entre 20 e 158 vezes mais.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

O TCU e a Operação Lava-Jato

Direto do Diário do Poder.


Filho de Aroldo Cedraz, presidente do Tribunal de Contas da União, o advogado Tiago Cedraz foi denunciado por Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, que o acusou de vender informações privilegiadas do TCU. A delação foi revelada ontem na edição online do jornal O Globo. É a terceira referência a Tiago Cedraz na Lava Jato. Ele também foi delatado, em 18 de novembro passado, pelo policial federal Jayme Alves Filho, o “Careca”, que trabalhava para o doleiro Alberto Youssef.

Arte de FAUSTO


“Careca” contou à força-tarefa da Lava Jato que levou dinheiro ao escritório de Tiago Cedraz, em Brasília, “duas vezes”.

Uma terceira referência a Tiago Cedraz, na Lava Jato, o envolveu na suspeita venda da refinaria da Petrobras em San Lorenzo, Argentina.

Requerimento do deputado Izalci (PSDB-DF) pediu a convocação do ministro Aroldo Cedraz a depor na CPI da Petrobras.

Tiago Cedraz foi citado na Operação Voucher, da PF, que desbaratou em 2011 a organização criminosa que roubava o Ministério do Turismo.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

O homem-bomba vai falar?

Por Reinaldo Azevedo, em sua coluna.


HOMEM-BOMBA - Pessoa é a esperança  de a investigação chegar ao Executivo
Um indivíduo provoca pesadelos no PT: Ricardo Pessoa, o dono da UTC Engenharia, apontado pelo Ministério Público como coordenador do suposto cartel de empreiteiras. Ele era também, até outro dia, amigão de Lula. Consta que os meses que passou na prisão abalaram suas certezas sobre essa amizade. E ele estaria disposto a falar. Vai depor na semana que vem, em Brasília, depois de ter feito um acordo de delação premiada, que, por alguma razão, demorou bastante a sair.

Arte de AROEIRA


Pessoa já confessou doações ao PT feitas pelo caixa dois e lavadas na forma de contribuições legais. Só em 2014, afirma, doou R$ 30 milhões a candidatos do PT. Contratou ainda os serviços da empresa de consultoria de José Dirceu. À diferença de alguns outros empreiteiros, que já andaram conversando, ainda que indiretamente, com seus antigos parceiros — sim, eu me refiro aos petistas —, consta que o dono da UTC anda refratário a qualquer tipo de aproximação. Verdade ou não, veremos com o andamento dos fatos.

Consta que Pessoa vai entregar políticos que participaram da lambança. Haverá ainda personagens a revelar? E isso me dá a oportunidade de, mais uma vez, lhes propor uma reflexão.

Arte de PAIXÃO


Você já atentaram para a lista de políticos oficialmente enrolados no petrolão? Com todo o respeito e ressalvando-se uma exceção ou outra, trata-se de uma coleção de mediocridades. Alguns deles não devem ter influência nem no condomínio em que moram. Sim, há gente graúda, como o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), respectivamente presidentes do Senado e da Câmara. Mas, reitero, são casos excepcionais. E a ironia das ironias: os investigados mais graduados são… peemedebistas, não petistas.

O que estou a dizer, em suma, é que sempre me causa estranheza que um escândalo dessa magnitude tenha como protagonistas apenas empreiteiros, figuras do Legislativo e ex-diretores da Petrobras. Sim, há um peixão petista: João Vaccari Neto. Mas para por aí. Cadê o Poder Executivo nessa história?

Arte de SPONHOLZ


É simplesmente impossível que esquema criminoso tão azeitado não estivesse obedecendo a um comando político ao qual, certamente, toda aquela gente se subordinava. Quem sabe Pessoa seja a esperança de se chegar, vamos dizer, ao mandante dos mandantes.

Tomara!

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Vacca ameaça falar

Direto do Diário do Poder


A língua do ex-tesoureiro do PT João Vaccari é muito temida em razão de suas ligações íntimas com o ex-presidente Lula. São tão ligados que Vaccari chegou a ser nomeado presidente da Caixa Econômica Federal no primeiro governo Lula. Não assumiu porque não tinha nível universitário. Depois, Vaccari fez o curso de Relações Internacionais de olho na boquinha. Mas era tarde. O supercargo na Caixa nunca veio.

Arte de SPONHOZ


A pretensão de Lula, nomeando Vaccari na Caixa, causou estranheza até nos lulistas mais empedernidos. Sabe-se agora porquê. Stalinista fervoroso, Vaccari virou tesoureiro do PT pela fidelidade a Lula. É capaz de pegar pena longa para proteger o ídolo.

Lula não parece seguro quanto à lealdade de Vaccari, a julgar pelos recados nervosos enviados ao ex-tesoureiro.

Vaccari foi ao sacrifício na cooperativa dos bancários de São Paulo (Bancoop) para “limpar” o roubo, por lealdade a Lula e ao PT.




quinta-feira, 16 de abril de 2015

A Vacca vai pro brejo?

Direto do Radar On Line


PT teme pressão sobre família de Vaccari para delação premiada
Deputados petistas tentavam explicar ontem a razão da nota de Rui Falcão defender com tanta ênfase o encrencadíssimo João Vaccari. Além de um sinal para o próprio Vaccari de que ele não será abandonado, deputados dizem que Falcão tentou com o texto tranquilizar a família de Vaccari.




Na visão de muitos petistas, Sérgio Moro e o MPF agiram juntos ao envolver a mulher, a filha e a cunhada de Vaccari, com o objetivo de intimidá-lo e já preparar o terreno para uma futura delação premiada – o que poderia ser fatal ao partido.

Moro expediu um mandado de prisão contra a cunhada de Vaccari, Marice Correa de Lima, e quebrou o sigilo bancário de sua mulher, Giselda Rousie de Lima. Os procuradores afirmaram que houve depósitos suspeitos na conta de sua filha, Nayara de Lima Vaccari.

O tesoureiro do PT vai delatar seus companheiros?

Direto de O Antagonista

O tesoureiro do PT vai delatar seus companheiros?
A filha do tesoureiro do PT, Nayara de Lima Vaccari, tem de ser ouvida pela Lava Jato. Em 2013, quando ainda estudava medicina, ela comprou uma casa por 800 mil reais. Desse total, 280 mil reais foram depositados em sua conta pela Viena de Indaiatuba Incorporadora, com a qual ela não tinha ligação.

Arte de SID

Outros 345 mil reais foram dados por sua tia, Marice Correa de Lima, acusada pela Lava Jato de ser uma das mulas do PT, encarregada de transportar a propina do partido. Dias antes de emprestar dinheiro para a sobrinha, Marice Correa de Lima ganhou 430 mil reais da OAS, supostamente pela venda de um apartamento para a construtora. Os investigadores, porém, já descobriram que ela não desembolsou um centavo pelo imóvel nem tinha escritura de posse do apartamento.

Para salvaguardar sua família, João Vaccari Neto pode fechar um acordo de delação premiada com a Lava Jato.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Marcha da Insensatez

Por Elio Gaspari
Publicado em O GLOBO em 19NOV2014

Marcha da Insensatez
Empreiteiras defendem-se desprezando o 'Efeito Papuda', uma tática vencida, desafiadora e talvez suicida

O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, também conhecido como "Kakay", é uma espécie de Sobral Pinto do andar de cima. "Doutor Sobral" era um homem frugal, sempre vestido de preto, defendendo causas de presos ferrados pelo poder dos governos. O espetaculoso "Kakay" é amigo dos reis e vive na Pasárgada de Brasília. Defendendo empreiteiras apanhadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, disse o seguinte: "Dentro da normalidade, você teria de declarar (as empresas) inidôneas. Se isso acontecer, para o país".



Ele não foi o primeiro a mencionar esse apocalipse, no qual está embutida uma suave ameaça: se a faxina não for contida, o Brasil acaba, pois com essa gente não se deve mexer. O presidente do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes, propôs uma "repactuação" dos contratos que essas companhias têm com a Viúva: "Parece que as empresas estão demonstrando boa vontade, todas elas ajudando, estão se dispondo a devolver recursos, portanto há uma boa vontade". Mais: "Poderíamos repactuar, eles perderiam o que está acima do preço. Como consequência, faríamos economia para o erário". O vice-presidente Michel Temer foi na mesma linha, propondo a "repactuação de eventuais exageros". Falta saber o que Nardes entende por "acima do preço" e o que Temer define como "exageros".


Arte de Miguel


Como até hoje nenhuma empreiteira, salvo a Setal, reconheceu ter delinquido, parece até que a delinquência é da Polícia Federal, do Ministério Púbico e do Judiciário. A "repactuação" só pode começar pactuando-se a verdade. Se de fato houve uma "denúncia vazia de um criminoso confesso", como disse Marcelo Odebrecht, referindo-se ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, então sua empresa nada tem a ver com a história, merece os devidos pedidos de desculpas e "Paulinho" deve voltar para a carceragem. Se a Camargo Corrêa, a Mendes Júnior e a OAS nunca praticaram atos ilícitos, dá-se o mesmo e nada há a repactuar.

Arte de Johil Camdeab


Grandes empresas metidas nas petrorroubalheiras adotaram uma atitude desafiadora, talvez suicida. Tentaram tirar o processo das mãos do juiz Sérgio Moro. Em seguida, fizeram uma discreta oferta de confissão coletiva, rebarbada pelo procurador-geral da República com três palavras: "Cartel da leniência". "Repactuação" pode ser seu novo nome.

As grandes empreiteiras oscilam entre o silêncio e a negativa da autoria. Deu certo até que surgiu o "Efeito Papuda". Não só José Dirceu, o "capitão do time" de Lula, foi para a penitenciária, como as maiores penas foram para uma banqueira (Kátia Rabelo) e um operador de palácios (Marcos Valério). Ocorrido esse desfecho inédito, seguiu-se a descoberta da conveniência de se colaborar com a Viúva em troca da sua boa vontade. Já há dez doutores debaixo desse guarda-chuva e tudo indica que outros virão. As empreiteiras estão rodando um programa vencido.

Arte de Sponholz


Quem olha para o trabalho do juiz Moro e do Ministério Público pode ter um receio. Abrindo demais o leque, ele se arrisca a comprometer a essência da investigação. Como ele tem conseguido preservar sigilos, pode-se ter a esperança de que o principal objetivo da operação é ir de galho em galho, para chegar ao topo da árvore.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

A farsa de uma CPI

Por Maria Helena RR de Sousa


Os bigodes, a rabichola e os netos
Suas Excelências apresentam um show de horrores. 

Não sei, e na verdade prefiro nem saber, pois é um desaforo muito grande, quanto custou, exatamente, o passeio de Paulo Roberto Costa a Brasília. Falam em cerca de R$ 60 mil, um troco para país tão rico.

O governo é covarde na medida em que nos agride sabendo que não podemos reagir – e não me venham com a lembrança que nas eleições reagiremos. Vocês têm certeza disso? Porque eu não tenho, nenhuma.

Arte de Sponholz


Como reagir a esse despautério? Se já sabiam que numa sessão aberta o delator não falaria, por que insistir? Se falasse, ele perderia o acordo de delação premiada. No lugar da figura, você falaria?

Eu me obriguei a assistir a CPI da Petrobrás, embora ciente que o premiado delator não iria falar. Mas queria ver o comportamento de Suas Excelências.

Fiz bem. Foi um espetáculo!

Arte de ?


Logo nos prolegômenos – juro que ouvi a voz do Odorico Paraguaçu ao meu lado!- as Excelências presentes, talvez seduzidas pelos novos e vastos bigodes ostentados por Paulo Roberto Costa, sabedoras que o depoente não poderia, nem que quisesse, o que não era o caso, falar, resolveram que iriam interrogá-lo assim mesmo. Ou quem sabe estavam saudosas de seu vozeirão? Será que as 18 variações do ‘nada a declarar’ saciaram a saudade das Excelências?

Foto: Jorge William/Agência O Globo

Mas vamos aos entrementes: a coragem física do deputado Eduardo Cunha foi louvável. Ele disse, em alto e bom som, não temer as informações do delator, pois quem não deve não teme e o PMDB não teme nem A, B, ou C. “Não tive nenhum constrangimento em ficar perto do delator”!

É ou não é um bravo esse líder do PMDB-RJ? Talvez só em Duelo em OK Corral viu-se tanta coragem!

Arte de Amarildo


Mais destemido ainda, sem respeitar os cuidados bigodes do interrogado, um deputado do Maranhão, Simplício Araújo, pega a palavra não para perguntar, mas para dizer ao depoente: “O senhor está aqui para proteger a sua rabichola. O senhor foi pego com a boca na botija e continua protegendo tudo o que aconteceu de errado na Petrobras com esse seu comportamento. O senhor é uma vergonha para sua família e para a sociedade brasileira”.

Na ingenuidade dos meus 76 anos, fiquei estarrecida ao ouvir a palavra da Excelência. Pensei que só em Pedrinhas, no Maranhão, o nível fosse tão baixo.

Arte de Clayton


Eis que o Vicentinho do PT começa a falar. Lastima o silêncio do interrogado, mas se diz aliviado: “Ainda bem que isso aqui [a TV Senado] o povo não assiste muito”.

E disse mais: “Nosso povo está feliz porque saiu da miséria. Jovens pobres, negros e índios nas universidades. Emprego pleno, o que é muito bom. Mas, como o depoente não falou, vai continuar terra arrasada com o apoio da grande mídia”.

Essa foi boa, não foi? Ô Excelência, ou bem é o paraíso que o senhor descreve, ou bem é terra arrasada com o apoio da Imprensa. Decida-se.

Arte de Sponholz


Mas teve mais. O senador Fleury (DEM-GO) achou que havia redescoberto a pólvora: “Eu acredito que vou fazê-lo falar. (…) Eu quero fazer a seguinte pergunta: o senhor tem neto?

Diante da resposta padrão, o senador honrou seus eleitores com a seguinte sentença:

O homem que às vezes nega o neto, se tiver, não tem dignidade. Esse homem não deveria estar aqui. O mínimo onde ele deveria estar seria na Papuda, porque quem nega a família não merece viver.

Com essa, chegou a hora dos finalmente.



Já é muito cômico o hábito de nossos parlamentares se tratarem de Vossa Excelência e Nobre Colega o tempo todo, mas tem algo mais ridículo do que ver os deputados tratarem o condenado que está ali para depor sobre os malfeitos na Petrobras de Vossa Excelência?

A bênção, Odorico. Você faz imensa falta!