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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Quem é o dono da lama?

Por  Vinicius Torres Freire
FOLHA SP


Quem é o dono da  lama?
A Vale declarou ao mundo que é "mera acionista" da Samarco, dona das barragens que ruíram. A ruína largou uma torrente de lama suja que matou provavelmente 27 pessoas, destruiu vilas e desgraça vidas e comunidades no caminho de Minas ao mar.



Não se sabe a causa da ruína. Mas ficou evidente que, na prática, ninguém ligava para os horrores que escorreriam com a lama mortífera. Não havia plano de avisar do desastre, de atenuá-lo. A destruição prossegue, sem limite.

A Vale partilha a Samarco com a BHP. Chamou-se de "mera acionista" para o "Wall Street Journal". Não diferiu muito da BHP. Mas se esmerou. "A Vale é apenas uma mera acionista da Samarco, sem nenhuma interferência operacional na administração dessa companhia, de modo direto ou indireto, próximo ou distante", afirmou a empresa.

Arte de AROEIRA


Sim, BHP e Vale têm "responsabilidade limitada" por lambanças ou até crimes da Samarco. Quão limitada, na letra da lei, é controverso.

Fora da lei, a Vale pode acreditar nessa burrice burocrática que disse ao jornal americano. Mas, a se comportar assim, pelo menos sua reputação e a conversa de "responsabilidade social e ambiental" estarão na lama suja.

Arte de ALPINO


O que pensam os "meros acionistas" da Vale? A Vale é controlada pela Valepar, empresa criada para a compra da então Vale do Rio Doce, na privatização. A Valepar é controlada por fundos de pensão, pelo Bradesco e por acionistas do banco, pela megatransnacional japonesa Mitsui, pelo BNDES e sócios menores (isso quanto a ação com direito de voto. Dois terços do capital total são de acionistas em tese dispersos).

Os fundos são os de BB, CEF e Petrobras; a Previ, do BB, lidera. Seu comando é definido por acordão entre governo, sindicalistas e funcionários. Quem manda na Valepar, enfim, é um combinado de Bradesco e fundos-governo.

Arte de PELICANO


Diretores de fundos ou banco devem ser responsáveis pela desgraça de Mariana? Não. Os da Vale ou da BHP? Não faz sentido. E as empresas Vale e BHP? Hum. Enfim, quem responde pela nomeação do comando da Samarco?

Suponha-se que a Samarco seja culpada. Que, em vez de multa ambiental boazinha, a empresa deva indenizar vidas, cidades etc. Caso não tenha fundos, Vale e BHP dirão o quê? Que estavam apenas de visita na Samarco, onde eventualmente pegam uns trocados?

Arte de ZOP


Em geral, seria em certos casos injusto e muita vez inviável, jurídica e economicamente, que responsabilidades legais e financeiras diretas não fossem limitadas a uma empresa de um grupo e ao capital investido na companhia (na "responsabilidade limitada" original, as perdas de um empreendedor em uma empresa limitam-se ao capital investido).

Em geral, ressalte-se.

Há responsabilidades que não são diretas; mesmo as leis sobre limites de responsabilização são reinterpretadas a depender de contextos e tamanho do estrago.

Arte de SPONHOLZ


A "responsabilidade limitada" é um privilégio conveniente (para a criação de novos negócios), mas embute um incentivo perverso, se considerada em sentido amplo. O "mero acionista" pode se esconder sob uma estrutura societária enrolada, sem rosto ou ônus. Para todos os fins que não sejam os bônus, pode dizer que o negócio do qual é dono é "independente". É um incentivo ao dane-se.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Veja um vulcão em erupção



O fotografo Eric Cheng viajou a Islândia no início desse ano para filmar os rios de lava do vulcão Holuhraun com seus drones.


E para isso teve que adaptar-se e à sua equipe para o clima de opostos extremos, o frio da Islândia e ao calor que emana do vulcão, que está em erupção desde 2014.


]


Fonte Fogonazos

sexta-feira, 8 de maio de 2015

As Cachoeiras de Sangue

As chamadas Cachoeiras de Sangue da Antártida intrigam cientistas de todo o mundo desde que foram descobertas, em 1911.



Porém, uma equipe de cientistas americanos conseguiu desvendar o mistério. O que jorra das cachoeiras, que têm a altura de um prédio de cinco andares, não é sangue, mas sim água rica em ferro. O líquido é originário da antiga água do mar, presa sob o gelo há 2 milhões de anos.

A descoberta foi feita durante um estudo da Universidade de Estocolmo, Suécia. O estudo teve início em 2004, quando os pesquisadores coletaram amostras da vida microbiana nas águas das cataratas.



A equipe, liderada pelo microbiologista Jill Muckuki, colheu amostras de uma veia profunda das cachoeiras. Para isso, foi usado um aparato chamado IceMole, uma comprida caixa retangular de metal com uma cabeça de cobre que derrete o gelo à medida que é enterrada nele.

IceMole




Os pesquisadores estão coletando mais amostras para analisar o conteúdo químico e a vida microbiana presente nas Cachoeiras de Sangue. O estudo foi publicado no periódico científico The Antartic Sun.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Dupla tromba d´água

A BBC flagrou uma tromba d´água em atividade com 2 vórtices que formou-se na região da Liguria no noroeste da Itália na primeira semana do mes de novembro.



Fonte La Aldea

sábado, 22 de novembro de 2014

Um flagrante nos ares

Foto de John Lazar / Associated Press

Um avião DC-10 despeja uma grande quantidade de água para tentar retardar um incêndio sobre uma encosta.

Fonte: Mundo Gump

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Árvore coberta de teias de aranha?

Lendas da Internet

As  fotos mostram árvores cobertas com teias de aranha depois de enchente no Paquistão. 

Será verdade?

Essas incríveis imagens começaram a circular em 2011 e nelas podemos ver várias árvores com seus galhos totalmente cobertas por um tipo de película branca.

O texto que acompanha as fotos afirma que milhões de aranhas fugindo da água da enchente, acabaram se refugiando no topo das árvores.



As fotos são reais!

Em 2010, enchentes atingiram várias regiões no Paquistão e acabaram gerando esse fenômeno: teias de aranha em árvores.

Como a água estava tomando conta de tudo, as aranhas não tiveram outra opção senão subir ao topo das árvores e lá em cima fazer as suas moradas.

Fonte: e-farsas


sábado, 19 de janeiro de 2013

Chove granizo na Chapada Diamantina


Segundo o Itaberaba Notícias na madrugada de ontem, 18 de janeiro, choveu granizo na cidade de Itaberaba, situada na Chapada Diamantina, aqui na Bahia.
 
 
A chuva que teve inicio por volta das 23:00 do dia 17 veio acompanhada de ventos trazendo em sua carga muito gelo, raios e trovões.
 
Apesar de equipamentos elétricos terem sido danificados não há registros de ocorrências de feridos.
 
Pilordianos, Itaberaba é uma cidade que conheço desde menino pois tínhamos uma fazenda onde passei minha infância  e adolescência e que, portanto, conheço bem e nunca tinha sabido de registro semelhante.
 
Abaixo, uma foto da PEDRA situada no KM-40 da BR-242 e que batiza o município cujo nome, ITABERABA, se traduz na antiga língua indígena maracá como "pedra que brilha".
 

foto de Aldem Bourscheit

Encravada no sertão baiano, a pedra de Itaberaba desponta no horizonte a quilômetros de distância.
Os três enormes blocos graníticos estão dentro de uma fazenda. Um deles guarda gigantesca cavidade, à maneira de um abrigo, forrada de desenhos em vermelho vivo.

Do alto da Pedra que Brilha avista-se a Serra do Orobó
 
Ela nunca sairá de minhas lembranças pois era a visão frontal que tínhamos na casa da fazenda, menos de meia légua nos separando - a visitei diversas vezes.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Porque não há (havia) alagamentos em Tóquio?

Esse post foi feito dias antes do terremoto no Japão. Inicialmente decidir suspender mas repensei e resolvi postar para mais uma vez comprovar a competência da engenharia japonesa.



Colaboração de Carlos Michelli

Anualmente uns 25 tufões assolam o território japonês. Desses, dois ou três atingem Tóquio em cheio, com chuvas fortíssimas durantre várias horas ou até um dia inteiro. Mas nem por isso ocorrem enchentes ou alagamentos na cidade.



O subsolo de Tóquio alberga uma fantástica infraestrutura cujo aspecto se assemelha ao cenário de um jogo de computador ou a um templo de uma civilização remota. Cinco poços de 32 m de diâmetro por 65 m de profundidade interligados por 64 Km de túneis formam um colossal sistema de drenagem de águas pluviais destinado a impedir a inundação da cidade durante a época das chuvas.




A dimensão deste complexo subterrâneo desafia toda a imaginação. É uma obra de engenharia sofisticadíssima realizada em betão, situada 50 m abaixo do solo, fato extraordinário num país constantemente sujeito a abalos sísmicos e onde quase todas as infraestruturas são aéreas.



A sua função é não apenas acumular as águas pluviais como também evacuá-las em direção a um rio, caso seja necessário. Para isso dispõe de 14.000 HP de turbinas capazes de bombear cerca de 200 t de água por segundo para o exterior.

Seriedade e comprometimento na administração pública, sem dúvida, geram bons resultados.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

XXXVII - Sequóia General Sherman

Cartão Postal

XXXVII - Sequóia General Sherman



Esta famosa Sequóia Gigante na Califórnia, é oficialmente o maior ser vivo do mundo. Tem entre 2300 a 2700 anos de idade. Seu tronco é composto por cerca de 52.000 metros cúbicos de madeira. está orgulhosamente situada a 83 metros de altura, possui mais de 36 metros de diâmetro na base e tem uma coroa que se espalha por mais de 32 metros!

Foi nomeada General Sherman em homenagem ao general da Guerra Civil americana, William Sherman, pelo naturalista James Wolverton, que serviu sob o comando de Sherman.


São as pinhas destas árvores que garantem sua reprodução. Ao cair no solo elas dispersam as duzentas sementes que guardam em seu interior. Em média, uma Sequoia produz durante sua vida trezentas mil pinhas, o que correspondem a sessenta milhões de sementes. Infelizmente, deste total somente uma semente irá gerar uma nova Sequóia, a qual viverá em média dois mil anos.


 
Este parque situado no centro da California guarda os maiores e mais antigos seres vivos do planeta terra, as gigantescas árvores Sequoia. Comuns em toda América do Norte desde a idade do gelo, há cerca de dez mil anos, hoje estas árvores podem ser encontradas somente em três locais da California, os parques Kings Canyon, o Sequoia Park e Yosemite.
 
 
A foto acima, situada ao lado do estacionamento de um dos mirantes ao longo da estrada 198 dá as boas vindas aos visitantes que chegam ao Sequoia National Park.  
 
Conta-se que o nome Sequoia surgiu graças ao botânico inglês Stephen Endlicher, que ao descobrir estes gigantes vegetais resolveu batizá-los com um nome que homenageasse um chefe índio da tribo Cherokee, o cacique Sequoya, considerando como um gigante entre os homens. O nome científico destas árvores é Sequoiaddndron Giganteum.
 
 


Apesar de sua imponência, a Sequoia revelou-se demasiado frágil para usos semelhantes aos demais tipos de madeira. Algumas sequóias derrubadas quebravam ao bater no chão. A maioria das sequóias terminan como postes, telhas e até palitos de fósforo!



Fontes consultadas sosvip / imagensviagens  /  mnn /  wikipedia