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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

O drama dos refugiados e o ponto de vista de uma residente alemã

Recebido por e-mail

Oktoberfest Multicultural em Munique
Carta que uma médica tcheca escreveu a um amigo. Ela é anestesiologista e trabalha num hospital de Munique. Vejam o  que está acontecendo no atual ambiente multicultural da Alemanha, segundo o que ela relata e eu traduzi do inglês - Norberto Toedter.


“Ontem tivemos uma reunião sobre como a situação aqui e em outros hospitais de Munique ficou insustentável. As clínicas não conseguem lidar com emergências e assim começam a enviar tudo para os hospitais.



Muitos muçulmanos estão recusando serem tratados por funcionários do sexo feminino e, nós, as mulheres, estamos nos recusando a trabalhar entre animais, especialmente africanos. As relações entre a equipe e os migrantes está indo de mal a pior. Desde o último fim de semana, migrantes que vão a hospitais têm que ser acompanhados por policiais.


Muitos migrantes têm AIDS, sífilis, tuberculose aberta e muitas doenças exóticas, que aqui na Europa nem sabemos como tratar. Se recebem uma receita, aprendem na farmácia que têm que pagar em dinheiro. Isto leva a explosão de insultos inacreditáveis, especialmente quando se trata de remédios para crianças. Eles abandonam as crianças com o pessoal da farmácia e dizem: Então as curem vocês! 

Portanto a polícia não tem que proteger apenas clínicas e hospitais, mas também grandes farmácias.



Só podemos perguntar: Onde estão todos aqueles que nas estações de trem e na frente das câmeras de TV mostram cartazes de boas-vindas? Sim, por enquanto as fronteiras foram fechadas, mas um milhão deles já está aqui e, definitivamente, não seremos capazes de nos livrar deles. 



Até agora o número de desempregados na Alemanha era de 2,2 milhões. Agora vai ser 3,5 milhões. A maioria destas pessoas é completamente não-empregável. Um mínimo deles tem alguma educação. E mais, suas mulheres não fazem coisa alguma. Estimo que uma em dez está grávida. Centenas de milhares trouxeram consigo lactentes e crianças menores de seis anos desnutridas e negligenciadas. Se isto continuar e a Alemanha reabrir suas fronteiras eu voltarei para casa na República Tcheca. Ninguém vai poder me segurar aqui, nem com o dobro do salário. Eu vim para a Alemanha e não para África ou Oriente Médio.



Mesmo o professor que dirige o nosso departamento falou da tristeza em ver a mulher da limpeza fazendo seu serviço há anos por 800 Euros e depois encontrar homens jovens estendendo a mão, querendo tudo de graça e, quando não conseguem, se alteram. 

Eu realmente não preciso disso! Mas estou com medo de, se voltar, encontrar o mesmo na República Tcheca. Se os alemães, com os seus recursos, não conseguem lidar com isto, lá seria o caos total. Ninguém que não tenha tido contato com eles pode ter uma ideia de que espécie de animais que são, especialmente os da África, e como os muçulmanos agem com soberba religiosa sobre a nossa equipe. 



Por ora nosso pessoal ainda não foi reduzido em consequência das doenças trazidas para cá, mas, com centenas de pacientes todos os dias, isso é apenas uma questão de tempo. Num hospital perto do Reno os migrantes atacaram a equipe a facadas, depois de trazerem um recém-nascido de 8 meses que estava a beira da morte, arrastado através de meia Europa durante três meses. A criança morreu depois de de dois dias, apesar de ter recebido os melhores cuidados numa das melhores clínicas pediátricas da Alemanha. O médico teve que passar por cirurgia e duas enfermeiras foram para a UTI. 

Ninguém foi punido. A imprensa local é proibida de noticiar. Nós ficamos sabendo por e-mail. O que teria acontecido a um alemão se ele tivesse esfaqueado um médico e duas enfermeiras? Ou se ele tivesse jogado sua própria urina infectada por sífilis no rosto da enfermeira e a ameaçado de contaminação. No mínimo, iria ser preso imediatamente e depois processado. Com esse povo – até agora – nada aconteceu. 



Então pergunto, onde estão todos aqueles que saudaram sua vinda e os recepcionaram nas estações ferroviárias? Sentados bonitos em casa, curtindo suas organizações não-lucrativas, aguardando ansiosamente os próximos trens e o próximo lote de dinheiro em pagamento dos seus préstimos como recepcionistas. 

Se fosse por mim eu arrebanharia todos esses recepcionistas e os traria primeiro aqui para a ala de emergência do hospital, para agirem como atendentes, depois para um alojamento de migrantes, para que possam cuidar deles lá mesmo, sem policiais armados, sem cães policiais, que hoje podem ser encontrados em todos os hospitais da Baviera, e sem ajuda médica.”








Até aqui o teor do desabafo desta profissional que nos pode dar uma ideia do que está sendo preparado como futuro através da multiculturação que está sendo impingida aos povos do velho continente, principalmente à Alemanha.


P.S. - Em Praga a carta foi lida em TV alternativa e pode ser acompanhada com legendas em inglês no endereço abaixo:





quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Uma propaganda que deu o que falar... e admirar

Sugestão de Sebastião Cunha

Cruzando a fronteira norte da Alemanha, já na Dinamarca, existe um gigantesco supermercado chamado Fleggaard, onde se pode comprar tudo que se pode imaginar, desde bichos de pelúcia até caixas fechadas de vinhos, passando por sabão industrial, tudo com um desconto de 30% sobre o seu preço regular.

Trata-se de "Costco", uma empresa dinamarquesa criada, precisamente, para burlar o fisco alemão. Participaram deste comercial mais de 100 mulheres paraquedistas que, em acrobática queda livre, se dão as mãos para formar uma imagem em que se lê 

"Máquinas de Lavar roupa Siemens
 a somente 269 euros".

No final, o comercial diz "Bem no limite" (em óbvia alusão à fronteira com a Alemanha.)




Não ficou na Dinamarca um único homem que não tenha visto o comercial sem dele gostar e a grande surpresa é que foi precisamente criado para impactar OS espectadores masculinos.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Mercedes-Benz mostra carro que muda de forma


Mercedes-Benz mostra carro que muda de forma em Salão de Frankfurt
A Mercedes-Benz marca presença no Salão de Frankfurt com o novo conceito IAA, nome que faz referência a “Intelligent Aerodynamic Automobile”. O protótipo traz um visual bastante futurista e antecipa os próximos modelos de luxo da montadora alemã, em especial a linha Classe S.




O novo Mercedes-Benz IAA Concept foca na aerodinâmica, tanto é que traz um sistema capaz de modificar o formato da carroceria ao toque de um botão no painel, deixando o veículo 39 centímetros mais longo. Além disso, as abas no para-choque dianteiro crescem em 2,5 cm para frente e 20 cm para trás além das calotas das rodas se inflarem, tudo para fazer o chamado Cx (coeficiente de arrasto) chegar a apenas 0,19 - carros com boa aerodinâmica hoje mal conseguem índices abaixo de 0,30, por exemplo.






No interior, o conceito teve como inspiração o Classe S, com direito a duas grandes telas no painel, que concentra todos os comandos e mostradores do carro, e quatro saídas de ar na parte central, uma em cada extremidade e outras duas para os ocupantes do banco de trás. O modelo oferece espaço para até quatro ocupantes.

O IAA é equipado com um sistema híbrido, com um propulsor a gasolina e outro elétrico, capazes de entregar 274 cavalos de potência. Este conjunto é capaz de fazer o Mercedes acelerar até 250 km/h, com emissões de CO2 de apenas 28 g/km no modo mais eficiente. Apenas com eletricidade, o modelo consegue autonomia de até 32 km.


Fonte carros.ig

domingo, 13 de setembro de 2015

Os STUKA em ação

Curiosidades em Guerra

XXXV - Avióes da 2ª Guerra
Junkers JU-87 ou Stuka

JU-87 Stuka - réplica - 
Museu Central da Força Aérea 
em Monino na Rússia.


O Junkers Ju-87, popularmente conhecido como Stuka (do alemão Sturzkampfflugzeug, ou bombardeiro de mergulho), foi um bombardeiro utilizado pela Luftwaffe, a Força Aérea Alemã e pela Regia Aeronautica Italiana durante a Segunda Guerra Mundial e desempenhou com excelência sua função de minar a coragem dos inimigos à primeira vista.


Em algumas versões, o Stuka era ainda acrescido de uma sirene de mergulho - conhecidas como Trombetas de Jericó - instalada na parte superior do trem de pouso, cujo único propósito era aterrorizar quem quer que estivesse no caminho de suas bombas, principalmente a população civil.

Bombardeando Varsóvia, na Polônia

Os ataques deste bombardeiro eram realizados, de forma ideal, por grupos de cerca de 30 aviões, que sobrevoavam o objetivo em três grupos de 10. Durante a descida de aproximadamente 5.000 m, a bomba era lançada a uma altura de cerca de 600 metros; em seguida, o avião erguia-se em curva para cima, enquanto a tripulação suportava uma força de até quatro vezes a da gravidade e que podia causar a perda de consciência de seu piloto por alguns segundos.

Foi o avião mais representativo da blitzkrieg e foi utilizado como bombardeiro de mergulho de grande precisão para atacar as posições avançadas do inimigo e instalações na retaguarda. Uma autêntica artilharia voadora. 

selo postal alemão


Antes de ser utilizado na prática, foi "testado" durante a Guerra Civil Espanhola, evento que, a propósito, foi um verdadeiro galpão de operações para Hitler, que testou todas as armas que pôde nos civis que se opunham ao governo do general Francisco Franco.

O "Stuka" foi também utilizado contra navios na Operação Weserübung (invasão da Dinamarca e da Noruega), e contra a França, na Batalha da França em 1940. As posições fixas das defesas francesas na região de Sedan, foram alvos fáceis para os "Stuka", embora a incapacidade dos comandantes franceses, demonstrada pela sua recusa em chamar os caças para atacar os "Stukas" tivesse ajudado os alemães.

O mais conhecido piloto desta aeronave foi Hans-Ulrich Rudel, especialista em missões de ataque ao solo e o mais condecorado piloto da Luftwaffe na 2ª Guerra Mundial.



Na Rússia, no inverno, durante a Operação Barbarossa, os motores simplesmente não ligavam (o mesmo aconteceu com os tanques Panzer).

Entretanto, as primeiras óbvias limitações começaram a surgir nas primeiras missões de bombardeio à Inglaterra. Os grupos de Stukas eram extremamente vulneráveis aos novos radares da Royal Air Force, a RAF, e eram massacrados no ar.

O "Stuka" também não foi muito útil contra as unidades de veículos blindados franceses, porque os tanques, em movimento, revelaram-se alvos difíceis de serem atingidos.


selo postal soviético de 1960


As limitações do projeto do Ju-87 "Stuka" começaram a evidenciar-se apenas quando, em 1940, começou a Batalha da Inglaterra. 336 "Stukas" foram preparados para a missão, inicialmente designados para operações de ataque à navegação no Canal da Mancha. Quando os ingleses passaram a navegar apenas de noite, a utilidade do "Stuka" mostrou-se muito reduzida, pelo que os alemães passaram a utilizar esta aeronave apenas para atacar as bases inglesas como haviam feito na Polônia e na França.

Stuka - Força Aérea Italiana

Stuka Ju 87G fotografado em 1942 na URSS. 
Sob suas asas estão instalados canhões de 3,7cm


Mas sobre os céus de Inglaterra, a ideia de avião que aterrorizava perdeu efeito. Os radares avisavam os ingleses da chegada de formações de aviões alemães e os "Stukas" tinham que enfrentar os caças britânicos no ar, função para a qual não estavam preparados.

Pensado para atuar em céus dominados pela Luftwaffe, os "Stukas" eram muitas vezes completamente varridos dos céus. Em setembro, num só dia os alemães perderam trinta aparelhos sobre os céus da Inglaterra. A partir daí, o "Stuka" foi pura e simplesmente retirado da operação, limitando-se a pequenas operações no canal da Mancha.

Devido às crescentes baixas no front, o Junkers Ju 87 foi sendo gradualmente substituído pelo Focke-Wulf Fw 190 pois este além de mais rápido, podia carregar carga de bombas equivalente, com a vantagem de se tornar um caça após o ataque. 



DADOS TÉCNICOS:


Tipo: ................................... Bombardeiro de Mergulho
Motores:............................... Junkers Jumo 210 D
Velocidade Máxima:............    408 km/h
Altitude Máxima:.................  8.000 m
Alcance bélico:.....................    500 km

Armamentos:....................... Duas metralhadoras de 7,92 mm / Canhões Flak de 3,7cm
Carga de Bombas:................ Aproximadamente 1.000 kg
Comprimento:..................... 10,8 m
Envergadura:....................... 13,8 m
Peso total:............................ 3.324 kg


Fontes

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Ali Babá e os 39 ladrões

BRASIL NO EXTERIOR


Jornal alemão diz que Merkel visitou Ali Babá e os 39 Ladrões no Brasil

O jornal alemão especializado em economia, "Handelsblatt", fez uma comparação crítica do governo Dilma Rousseff. Na última semana, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel visitou o Brasil e teve alguns encontros com dirigentes nacionais, entre eles a presidente Dilma Rousseff.

Após a passagem da representante pelo país, a publicação alemã afirmou que esse foi um dos raros momentos em que a presidente Dilma Rousseff conseguiu ganhar pontos políticos em meio à “pior crise no Brasil em décadas''. O jornal usou o título “Ali Babá e os 39 ladrões'' para a reportagem sobre a visita de Merkel ao país.



O número é uma referência à quantidade de ministérios do atual governo brasileiro formado para satisfazer à coligação dos partidos aliados quando de sua eleição. 

E com os recentes escândalos de corrupção, à instabilidade política e à dificuldade da presidente em manter sua coalizão, segundo o jornal, “más línguas'' dizem que só faltaria um ministro para deixar perfeita a comparação com o conto “Ali Babá e os Quarenta Ladrões'', parte do “Livro das Mil e Uma Noites''.

domingo, 26 de julho de 2015

Pistola Luger, um troféu altamente desejado

Curiosidades em GUERRA

XXVIII - Pistola Luger - P08





A pistola semiautomática alemã Luger P-08 (também conhecida como Parabellum) é um daqueles objetos que acabam por habitar o subconsciente coletivo. A silhueta dessa arma tornou-a não apenas inconfundível mas também um ícone que consegue invocar inúmeras imagens que vão do arrogante oficial prussiano com seu capacete de espigão da I Guerra Mundial, passando pelos cruéis oficiais nazistas do segundo conflito chegando até os vilões de filmes de espionagem de James Bond.

Seu desenho peculiar, caracterizado por linhas agressivas, sua empunhadura de ergonomia jamais igualada e seu mecanismo ímpar, contribuíram muito para criar a aura lendária que a cerca, e serviram para consagrar a Luger tanto entre os colecionadores quanto entre os leigos.




 A pistola Luger P-08  foi concebida em 1908 por George Luger. Essa impressão duradoura sempre a acompanhou praticamente desde o seu surgimento tornando-a um dos grandes sucessos comerciais da história: foi fabricada continuamente até 1942, totalizando mais de 4 milhões de exemplares em cerca de 170 versões diferentes por cinco fabricantes (DWM, Erfurt, Simson, Mauser e Krieghoff), apenas na Alemanha, que a utilizou extensamente nas duas guerras mundiais.


Seguiu como sua principal pistola até a Walther P38  adotada em 1938. O principal calibre da P 08 era 9 mm, porem outras versões de 7,65mm foram feitas. 



A P 08 tornou-se uma das clássicas armas da Segunda Guerra Mundial. E um souvenir altamente disputado pelos combatentes aliados que a tinham em alta conta como um verdadeiro troféu de guerra e muitas dessas ainda existem em coleções.

De simples manuseio, fácil de mirar e geralmente muito bem fabricada. Seu complexo sistema de ação sensível à poeira e sujeira exigia uma fabricação precisa. Ainda assim a Luger P08 provou ser uma pistola robusta e resistente. Foi substituída nas linhas de produção devida a demanda por pistolas ser alta e sua fabricação lenta. Em 1942 entraram em circulação as últimas fabricadas.


Tipo: Pistola
Pais: Alemanha
Calibre: 9mm
Comprimento: 222mm
Comprimento do cano: 103mm
Peso: 0,877kg
Velocidade inicial do projétil: 381m/s
Pente: 8 munições


Curioso mencionar que o nome da pistola nunca foi, oficialmente, “Luger”. O fato é que foram os americanos – cujo mercado consumidor absorveria grandes quantidades desta arma até a década de 1930 – que passaram a chamá-la assim e o nome ficou. 

Outra denominação comum é a palavra latina “Parabellum” (para a guerra), que era o endereço telegráfico da DWM – daí a origem do nome pelo qual ficaria conhecida no Brasil: “parabelo” ou “parabéu”, muito comum nos sertões e interior do nosso País.



O acabamento das Lugers, tanto para o mercado civil quanto para as forças militares era primoroso. Utilizando uma oxidação chamada “à boneca” ou “à frio”, estas pistolas adquiriam uma tonalidade escura mas de fundo azul, com as partes pequenas (gatilho, alavanca de desmontagem e trava de segurança) recebendo tratamento diferenciado, e ganhando um tom amarelado ou “champanhe”. A madeira empregada nas talas de empunhadura (completamente zigrinadas) e base do carregador eram confeccionadas em ótima nogueira.

Fontes Chico Miranda /Ecos

domingo, 12 de julho de 2015

Um negro sobrevivente do nazismo.

Curiosidades em Guerra


XXVI - Um alemão negro em pleno nazismo


"Mamãe, eu não sou ariano?" - perguntou o pequeno Hans, um pretinho de oito anos, a sua mãe Berta depois que foi proibido de brincar com as outras crianças na escola


Hans Jürgen Massaquoi nasceu em 19 de janeiro de 1926 em Hamburgo, filho de mãe alemã e pai liberiano. Tinha seis anos quando Hitler chegou ao poder. O pai de Hans era filho do cônsul da Libéria na Alemanha. Sua mãe, Berta, era uma enfermeira alemã de classe média baixa. O rico filho do diplomata africano encaprichou-se pela bela jovem ao vê-la em uma festa, e dessa relação nasceu o pequeno Hans.


Hans Massaquoi com a insígnia nazista

Seu pai nunca se preocupou muito por ele e nunca lhe deu muita atenção, já que nessa época era um estudante universitário em Dublin. Mas seu refinado avô, o primeiro diplomata africano na Europa, o acolheu em seu palacete de Hamburgo junto a seus tios e primos africanos. O patriarca se orgulhava de ter um neto alemão que falava o idioma local com perfeição.

"Eu associava a pele negra com superioridade, porque nossos serventes eram brancos" - dizia Hanz.
 
Seu avô paterno quando era Momulu IV rei dos Vai,
uma etnia liberiana
 
Seu destino mudou drasticamente quando o Führer assumiu o poder e expulsou os diplomatas africanos da Alemanha. Todo o clã Massaquoi regressou a seu país, Libéria, mas Berta, a mãe de Hans decidiu ficar em sua pátria, porque o menino era doente e temia que viajando à África poderia morrer já que naquela época - e até hoje em dia- era um continente assolado pela malária. Praticamente sozinha, retomou seu trabalho de enfermeira e mudou-se com seu filho a uma zona operária de Hamburgo.

"Eu, que tinha aprendido a ver vantagens em meus traços raciais, de repente me vi obrigado a considerá-los um inconveniente".

No início, nem ele nem sua mãe consideraram como uma ameaça à ascensão do nazismo. Era algo que não os preocupava, afinal eles eram alemães.

"Assim como toda criança, eu estava fascinado pela parafernália nazista. Os uniformes, as bandeiras e os desfiles me deixavam encantado. Para mim, para meus colegas, Hitler estava envolvido nessa auréola divina que lhe protegia de qualquer crítica".
 
 
As coisas foram mudando pouco a pouco. Primeiro foram os letreiros nos balanços que proibiam as crianças não-arianas de brincar. Depois, um misterioso e contínuo desaparecimento de seus professores que eram judeus. Depois sua mãe foi despedida de seu trabalho "por ter concebido o filho de um africano".

"Uma vez que as absurdas leis raciais entraram em vigor, ficou claro que minha vida ia se tornar muito difícil. Mas o amor e a proteção de minha mãe me deram a sustentação necessária".

Em seu livro autobiográfico, Hans conta com detalhes as tentativas que fez para ser considerado um alemão a mais. A cada vez que era recusado reagia negando o evidente, e esta situação lhe levaria ao absurdo de querer fazer parte das Hitlerjugend, a Juventude Hitletista, uma mistura de "boy scouts" e organização paramilitar.
 
junto com sua mãe
 
No dia que descobriu que lhe negaram a entrada exclusivamente por sua cor de pele, Hans abriu os olhos e começou a entender do que se tratava o nazismo.


A partir daquele momento eliminou a necessidade de ser aceito pelos nazistas e libertou-se da dependência de Hitler como onipotente figura paternal dos jovens.


Ao começar a guerra, apesar de ser "indigno de usar o uniforme alemão", esteve a ponto de se alistar no exército. Só não foi para a frente de batalha por sua falta de importância, o que aumentou seus problemas emocionais, já que sendo um homem jovem e sadio se envergonhava por não estar combatendo junto a seus compatriotas.

Massaquoi tinha uma teoria para explicar por que ele evitou a deportação para campos de concentração. 

" Ao contrário dos judeus, os negros eram tao poucos em números que eles foram relegados ao status de baixa prioridade para serem exterminados".

Enquanto trabalhava em uma fábrica de munição, Hans observou como a maquinaria de guerra alemã começou a vir abaixo. Em 1943, os aliados, com a Operação Gomorra, bombardearam intensamente Hamburgo durante dez dias, até deixar a cidade em escombros, onde morreram mais de 40 mil pessoas.
 
Hamburgo destruída após a Operação Gomorra
 em julho de 1943
 
Hans estava tão deprimido que não fazia diferença morrer nas mãos da Gestapo ou do bombardeio aliado. De toda forma, a presença da Gestapo incomodou-o por muito tempo ainda e teve que conviver sob a constante ameaça de sua presença e interrogatórios.
 
Desprezado por todos, era considerado um cidadão de segunda classe, a tal ponto que em um dia uma multidão quis linchá-lo achando que era um piloto aliado.

O fim da guerra com a tomada de Hamburgo pelos britânicos significou também uma nova vida para Hans. Pela primeira vez em sua vida não sentia medo. O medo de ser humilhado, ridiculizado, degradado, a ver-se privado de sua dignidade.
 
Hans servindo na Guerra da Coréia para os EUA
 
Após o colapso da Alemanha no final da guerra, ele tocou saxofone em clubes que atendiam à Marinha Mercante americana e trabalhou como tradutor para as forças de ocupação britânicas.

Posteriormente, ele deixou a Alemanha, primeiro para a Libéria, terra de seu pai, antes de se mudar para Chicago com um visto de estudante para freqüentar uma escola de mecânicos de aviação. Ele foi convocado para o Exército dos EUA em 1951 e serviu por dois anos aos EUA durante a Guerra da Coréia. 

 
 

Depois disso, ele se tornou um cidadão americano, e graças aos benefícios dos veteranos de guerra ingressou na Universidade de Illinois, onde estudou jornalismo iniciando uma carreira à qual dedicou mais de quatro décadas vindo a se aposentar quando era diretor da famosa revista Ebony, destinada a leitores afro-americanos.

 
Hanz ao lado da atriz Veronica Ferres
que faz o papel de sua mãe  no filme para a TV
 Neger, Neger, Schornsteinfeger (2006)
 baseado em sua biografia.
 
Ao final e apesar de tudo há de se considerar que o destino resultou bastante benevolente com Hans Massaquoi. Olhando para o passado e recordando o horror também sofrido por outras inocentes etnias, ele pelo menos sobreviveu para contar a sua história.

Hans Massaquoi veio a falecer em 19 de janeiro de 2013 quando completou 87 anos.

Fonte  Metamorfose Digital / Los Angeles Times

*Postado primeiramente em 15/11/2009 [509]

domingo, 21 de junho de 2015

A missão mais mortal da Luftwaffe

Curiosidades em Guerra

XXIII - Comando Especial Elba
"Sonderkommando Elbe "



A missão mais mortal da Luftwaffe

Sonderkommando Elbe era o nome de uma unidade aérea da Luftwaffe nos meses finais da Segunda Guerra Mundial formada por voluntários de diversas unidades da Luftwaffe, com o objetivo de destruir bombardeiros Aliados através do arremesso direto dos seus aviões tripulados.

Sonderkommando significa comando especial em alemão, e Elbe é um rio que atravessa a Alemanha desaguando no Mar do Norte. Apesar da Luftwaffe ter, neste período do conflito, uma reserva de aviões preparada, tinha falta de combustível e pilotos experientes. 



A baixa taxa de sobrevivência existente em cada missão, não fazia desta "unidade especial" uma unidade suicida na sua essência, já que os seus pilotos deveriam sair do avião antes da colisão da sua aeronave com os bombardeiros aliados, no entanto demonstrava ser uma medida desesperada dos altos comandos da Luftwaffe dada a sua tática militar.

O avião escolhido para estas missões foi o Messerschmitt Bf-109 mas sem a sua blindagem e com armamento mínimo como uma metralhadora com 50 ou 60 projéteis, para reduzir o seu peso total e consequentemente reduzindo o consumo do pouco combustível existente.



Para cumprir as suas missões eficazmente, os pilotos teriam de apontar o seus aviões de preferência para uma de três partes sensíveis do bombardeiro inimigo:

  • A Empenagem, parte do bombardeiro Aliado mais fácil de destruir ou danificar, é a parte localizada na região traseira sendo ela responsável pela estabilidade longitudinal e direcional do avião

  • A Nacela ou berços dos motores já que estariam repletos de combustível altamente inflamável e é uma designação normalmente dada ao suporte do motor nas aeronaves em que o mesmo é fixado na asa. A nacela pode servir para fixar motores, tanques e armas na asas e/ou na fuselagem
  • O Cockpit ou Cabine de Pilotagem que é a última zona e a mais difícil de atingir. O bombardeiro B-24 Liberator, da Força Aérea dos Estados Unidos, foi um dos aviões atingidos desta forma.

44 min e 34 seg 
Documentário da History - dublado


Foi realizada apenas uma única missão, em 07 de abril de 1945, envolvendo 120 aviões Messerschmitt Bf-109.

Segundo relatórios da Luftwaffe, de 22 a 24 bombardeiros aliados foram abatidos. Na visão dos americanos, 15 foram atacados e  apenas 8 foram efetivamente destruídos. 

Dos 120 pilotos alemães, 15 sobreviveram.


Fontes Wiki/youtube

domingo, 21 de dezembro de 2014

Um rei africano no séc. XXI governando por Skype

Um rei que não acredita na maneira antiga de governar sentado num trono e em seu palácio. 



Togbe Ngoryifia Cefas Kosi Bansah é o Rei Bansah do Hohoe, uma pequena região ao sudeste de Gana e é um verdadeiro rei africano. Ele prefere viver na Alemanha e governa seus súditos via Skype! Hoje tem 66 anos mas o rei mudou para a Alemanha há vários anos como um estudante de intercâmbio - ele caiu no amor com o país e decidiu ficar.



Curiosamente, o Rei Bansah foi nomeado sucessor à coroa em 1987, quando seu avô - o então rei - morreu. Ele foi escolhido em lugar de seu pai e irmão mais velho devido a uma particularidade, ambos simplesmente eram canhotos o que pelos costumes locais os impedia de governar pois quem era portador dessa característica era considerado impuro e indigno de confiança.



A cerimônia de coroação ocorreu em 1992, mas o rei decidiu permanecer na Alemanha onde ainda vive ao lado de sua esposa Gabriele numa cidadezinha de nome Ludwigshafen, perto de Frankfurt e onde mantém uma oficina para automóveis encontrando tempo para governar os 200.000 habitantes de Hohoe, através de chamadas do Skype e telefone. 

De acordo com informações da imprensa, ele até fica acordado até tarde da noite para se pronunciar sobre disputas tribais e faz questão de visitar o seu reino, pelo menos, seis vezes por ano.



Embora tenha permanecido na Alemanha não permitiu que a distância afetasse os seus deveres como rei. Ele continuamente faz campanha visando o bem estar de seu povo e ajuda a garantir assistência médica. 

O Rei Bansah recentemente passou por um infortúnio quando sofreu um assalto em sua residência. Ele, aparentemente, retornou em uma noite e descobriu que ladrões tinham saqueado sua casa e roubado quatro de suas coroas de ouro. Várias outras peças de regalia real, incluindo correntes de ouro de seus avós, estavam faltando também. Os itens roubados  teriam, segundo ele, centenas de anos e foram estimados em cerca de 20.000 euros (R$ 64.000).


Fonte Oddity

domingo, 14 de dezembro de 2014

Um elevador que movimenta-se horizontalmente



Elevadores estão prestes a evoluir: terão a capacidade de ir para o lado, graças à tecnologia de levitação magnética.




Mas onde buscar essa tecnologia? que tal na ficção científica? 


No filme Star Trek, os elevadores fornecem transportes verticais e horizontais para a tripulação entre seções principais de uma nave, as pequenas cápsulas maglev.


O gigante industrial alemão ThyssenKrupp inspirou-se nessa ideia e está fazendo isso acontecer com sua nova tecnologia MULTI.



A tecnologia MULTI será mais eficiente energeticamente do que os elevadores de cabos tradicionais e possibilitarão que várias cabines se desloquem numa velocidade de até  5 m por segundo.

Os elevadores maglev serão capazes de transportar 50 por cento mais pessoas ao mesmo tempo  e reduzir o tempo de espera para entre 15 e 30 segundos .

Os eixos em si também utilizarão menos espaço o que influenciará no tamanho dos poços de elevadores que dependem de cabos, o que significa mais espaço para os desenvolvedores colocarem algo útil, como ainda mais elevadores.

Veja o vídeo conceito 



A ThyssenKrupp afirma que eles estarão com um protótipo instalado em uma torre de 240 metros que está sendo construída em Rottweil, na Alemanha, e que será aberto ao público em 2016.

Aguardemos.

Fontes Dezeen / Discovery