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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Onde está a honestidade?

Por Carlos Brickman.

Onde está a honestidade?
Só política, só bandidagem, só ladroeira. Parece que todas as páginas dos jornais foram destinadas ao noticiário do crime - ora é crime a mão armada, ora é crime por propina dada, ora é crime de verba desviada, ora é crime cometido por amigos do peito, ao lado dele, e ele não sabia de nada. Nada como um assunto mais leve - música, por exemplo. Um bom disco de Noel - ele compôs (em parceria com Francisco Alves), ele mesmo canta. Noel Rosa, lembremos, era o Chico Buarque da época - uma quase unanimidade.

O samba é um clássico: "Onde está a honestidade?" Que bela letra! "Você tem palacete reluzente/ Tem joias e criados à vontade/ Sem ter nenhuma herança nem parente/ Só anda de automóvel na cidade/ E o povo já pergunta com maldade/ Onde está a honestidade?/ Onde está a honestidade?"

Mais: "O seu dinheiro nasce de repente/ E embora não se saiba se é verdade/ Você acha nas ruas diariamente/ Anéis, dinheiro e até felicidade/ E o povo já pergunta com maldade/ Onde está a honestidade?/ Onde está a honestidade?"


Não, nada que se refira à disputa para ver quem é a viva alma mais honesta do país. É um samba antigo, gravado em 1934. Nada a ver, como se nota (nota? Evitemos o duplo sentido: "como se percebe", que tal?), com pixulecos, mochilas e malinhas com alta capacidade de carga, até R$ 500 mil cada uma (na época, a moeda nem era o real: era ainda o mil-réis). Tudo bem, sempre alguém vai achar que o velho samba, tão eterno, se refere a fatos atuais. 

Até pode parecer, né?

Link

domingo, 15 de novembro de 2015

domingo, 18 de outubro de 2015

A trajetória do Boca Livre ...

... e o processo de criação de seu 1º álbum.



27 min 06 seg

Apresentação
O Som de Vinil


34 min 02 seg

domingo, 11 de outubro de 2015

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Aconteceu na Itália... na 2ª Guerra

Contada pelo jornalista Carlos Chagas
Estorinhas históricas

O contingente da recém-criada Força Aérea Brasileira chegou a Napoles, na Itália, para incorporar-se aos quadros que lutavam contra o nazismo. A Força Aérea dos Estados Unidos preparou magnífica recepção a seus colegas do Brasil, com impecável desfile militar e banda de música, chegando ao clímax quando o general comandante americano, depois de mandar entoar o Hino dos Aviadores de seu país, dirigiu-se ao nosso comandante, coronel Nero Moura, anunciando no microfone que agora ouviríamos o Hino da Força Aérea Brasileira. 

O diabo é que as coisas tinham andado rápido demais. Se dispúnhamos de aviadores, ainda não possuíamos hino. O constrangimento parecia fatal quando um sargento sussurrou ao nosso comandante: “Coronel, mande tocar a “Jardineira”.



Nero Moura ordenou que a banda atacasse com a marchinha vitoriosa no Carnaval daquele ano, que o Brasil inteiro conhecia e cantava. Foi um sucesso absoluto, a ponto de o general americano cumprimentar efusivamente o comandante brasileiro e até pedir a partitura da “Jardineira”, que imaginou ser o hino da nossa Força Aérea…

domingo, 16 de agosto de 2015

domingo, 9 de agosto de 2015

domingo, 19 de julho de 2015

Dorival Caymmi, um romântico

O pintor, violonista, cantor e compositor baiano Dorival Caymmi (1914-2008), na letra de “Marina”, deseja conservá-la jovem, bonita, sem maquiagem, num quase apelo que ela renuncie a sua descoberta como mulher através da pintura do rosto e, para isso, apela para a singela beleza da moça. 

E

Este samba-canção foi gravado pelo próprio Caymmi, em 1947, pela RCA Victor.
MARINA
Dorival Caymmi
Marina, morena
Marina, você se pintou
Marina, você faça tudo
Mas faça um favor
Não pinte esse rosto que eu gosto
Que eu gosto e que é só meu
Marina, você já é bonita
Com o que Deus lhe deu
Me aborreci, me zanguei
Já não posso falar
E quando eu me zango, marina
Não sei perdoar
Eu já desculpei muita coisa
Você não arranjava outra igual
Desculpe, marina, morena
Mas eu tô de mal
De mal com você


domingo, 5 de julho de 2015

Azul da cor do mar... a história!

A história por trás da letra



Azul da Cor do Mar
Tim Maia




... e quem conta essa é o 
blog OBVIOUS




O ano era 1969 e lá na rua Real Grandeza, em Botafogo, Sebastião Maia - mais conhecido como Tim -, estava hospedado no modesto apartamento de um antigo amigo seu, Juancito, que adotara o nome artístico de Fábio e dividia o apê com o seu empresário Glauco Timóteo.




O apartamento tinha apenas dois quartos, então Tim dormia no “dromedário” (um sofá com uma capacidade inata de desconsertar colunas). Mas com o seu excesso de gordur... ops... fofura aconchegante, o dromedário era um dos menores problemas de Tim no momento, que na verdade estava louco para gravar seu cd, ganhar dinheiro e “dar uma” - na verdade “dar várias”. O apartamento era um contínuo entra-e-sai de mulheres, desfrutadas exclusivamente por Fábio e Glauco. E o tesão do gordinho aumentava continuamente, sempre sentindo o cheiro e ouvindo os gemidos de felicidade das garotas, que estavam tão perto e ao mesmo tempo tão distantes do seu domínio.






Frustrado, sem cd, sem dinheiro, sem sucesso e sem mulher, Tim estava ficando desiludido. Em meio à esse cenário, Fábio e Glauco viajaram para shows em Salvador e Recife, deixando-o sozinho, com uma graninha básica para as despesas e o aviso de não tentar agarrar a empregada. Sua primeira medida foi sair do dromedário - e após testar a cama de Fábio -, optou pela de Glauco. Em frente à cama havia um pôster imenso de uma morena com curvas belíssimas, nua contra o mar azul do Taiti. Mais triste, sozinho e carente do que nunca, Tim pegou seu violão, ligou o gravador e começou sua produção.






Assim que Fábio voltou de viagem, Tim pegou o gravador e mostrou o que havia feito na sua ausência, inspirado no pôster da bela morena:


Ah, se o mundo inteiro me pudesse ouvir
 tenho muito pra contar, 
dizer que aprendi, 
que na vida a gente tem que entender,
 que um nasce pra sofrer,
enquanto o outro ri.


Mas quem sofre 

Sempre tem que procurar 

pelo menos vir achar

 razão para viver...



Ver na vida algum motivo pra sonhar 
Ter um sonho todo azul 
Azul da cor do mar...”

Ao escutar a gravação Fábio ficou maravilhado e gritou aplaudindo e abraçando Tim, “tu acabou de fazer a música da tua vida!”.


terça-feira, 30 de junho de 2015

Passaredo, contando a história

A história por trás da letra



Passaredo
Chico Buarque


Ei, pintassilgo
Oi, pintarroxo
Melro, uirapuru
Ai, chega-e-vira
Engole-vento
Saíra, inhambu
Foge, asa-branca
Vai, patativa
Tordo, tuju, tuim
Xô, tié-sangue
Xô, tié-fogo
Xô, rouxinol sem fim
Some, coleiro
Anda, trigueiro
Te esconde, colibri
Voa, macuco
Voa, viúva
Utiariti
Bico calado
Toma cuidado
Que o homem vem aí
O homem vem aí
O homem vem aí
Ei, quero-quero
Oi, tico-tico
Anum, pardal, chapim
Xô, cotovia
Xô, ave-fria
Xô, pescador-martim
Some, rolinha
Anda, andorinha
Te esconde, bem-te-vi
Voa, bicudo
Voa, sanhaço
Vai, juriti
Bico calado
Muito cuidado
Que o homem vem aí
O homem vem aí
O homem vem aí


Crêem os crédulos que por trás de toda letra de música existe uma história mirabolante, um grande amor, uma desilusão vivida pelo compositor, sendo incontáveis as lendas que surgem, neste sentido, na história da Música Popular Brasileira.

Tal crendice, muitas vezes, toma proporções perigosas ou, no mínimo, indesejáveis ao compositor, que, por força de uma letra, vê seu nome em colunas sociais ou mesmo páginas policiais, que lhe atribuem intenções que não teve.

Tomam por declarações pessoais letras que são meros frutos da criatividade do poeta, sem qualquer pretensão política, filosófica ou amorosa, como querem crer os crédulos. 

Foi assim que Chico Buarque namorou Rita, Carolina, Rosa, Cristina, entre tantas outras. Com "Passaredo" não foi diferente. 


Lá estava o poeta, enciclopédia à mão, caçando pássaros para compor a canção que lhe fora encomendada para integrar a trilha sonora do filme "A Noiva da Cidade", de Alex Viany. Depois, o "Passaredo" alçou vôos mais altos e emprestou seu canto à trilha do programa "Sítio do Pica-pau Amarelo", da TV Globo.

Famintos por visibilidade, alguns urubus de plantão logo quiseram vincular Chico Buarque à tão nobre causa ecológica. Profundo conhecedor desta espécie de urubus, quando indagado se havia aderido a algum movimento ecológico, o compositor, irônico, foi categórico: 

"eu não entendo nada de bicho. Aliás, eu não gosto de bicho. Pra falar a verdade, eu detesto bicho".

Como se vê, o urubu não foi um dos pássaros homenageados em "Passaredo" .

Fonte: Humberto Werneck em Chico Buarque Letra e Música, Cia da Letras, 1989.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Vivendo do Ócio

Sugestão de Otoniel Costa Neto

Nostalgia.



Vivendo do Ócio é uma banda baiana 
de rock de garagem.



Bomba-Relógiogravado na cidade de Lecce no sul da Itália.



Eu Gastei, gravado em SP.


http://vivendodoocio.com/ 

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Elis Regina poderia ter sido presa

Por David Coimbra.

Crônicas


Elis Regina poderia ter sido presa
Estava ouvindo o João Bosco. As músicas dele em parceria com o Aldir Blanc têm uma brasilidade que está em extinção. Ninguém mais escreveria, hoje em dia:

“Genésio,  a mulher do vizinho
 sustenta aquele vagabundo.”

“E o meu café, cadê? 
Não tem, vai pão com pão.”

“Costurou na boca do sapo um resto de angu, 
a sobra do prato que o pato deixou.”

E tem aquela da mulher que vive para atazanar o marido e, numa manhã, depois de sonhar à noite com ele, mandou que jogasse no burro. Ele jogou e acertou no milhar.

Uma das mais lindas, que era cantada também por Elis Regina, hoje seria impossível. É Gol Anulado. A letra diz assim:

“Quando você gritou Mengo!
No segundo gol do Zico
Tirei sem pensar o cinto
E bati até cansar.
Três anos vivendo juntos
E eu sempre disse contente:
Minha preta é uma rainha
Porque não teme o batente
Se garante na cozinha
E ainda é Vasco doente.”

Uma história com sabor de aipim frito na manteiga. Durante três anos, a ilustríssima dizia para ele que era vascaína, mas, quando Zico meteu o segundo gol num Flamengo e Vasco, ela não se aguentou e extravasou sua paixão rubro-negra. Não duvido que o vascaíno da música preferisse ser traído por outro homem do que por outro time.


Essa poesia hoje causaria indignação, revolta e, não duvido, processo. As redes sociais se ergueriam em fúria, apontando João Bosco, Aldir Blanc e Elis Regina como incentivadores da violência contra a mulher. O Ministério Público puxaria da bainha a espada da Justiça. Depoimentos comoventes de mulheres espancadas seriam espalhados pelo Whats, fazendo muita gente chorar e balbuciar, com a voz embargada:

– Essa é a nossa luta, e a nossa luta não é engraçada…

De fato, luta-se muito, Brasil afora, e lutas não são engraçadas. Que fazer? Não há outro jeito, a não ser rir menos.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Ronda, uma história

A história por trás da letra



Ronda

por Paulo Vanzolini


Esclarecido pelo blog Por trás da letra


De noite eu rondo a cidade
A lhe procurar sem encontrar
No meio de olhares espio nas mesas dos bares
Você não está
Volto pra casa abatida
Desenganada da vida
No sonho eu vou descansar
Nele você está
Ai se eu tivesse quem bem me quisesse
Esse alguém me diria
Desiste, essa busca é inútil
Eu não desistia
Porém com perfeita paciência
Sigo a procurar
Hei de encontrar
Bebendo com outras mulheres
Rolando um dadinho
Jogando bilhar
E nesse dia então
Vai dar na primeira edição
Cena de sangue num bar da avenida São João.


Paulo Emílio Vanzolini (falecido em 2013) dizia que apesar do sucesso, considerava a canção “piegas”, uma “bobagem que fez aos 21 anos", quando estava no Exército e fazia ronda no baixo meretrício:

“A coisa mais engraçada é que o povo acha que Ronda é um hino a São Paulo, mas na verdade ela é sobre uma mulher da vida (risos). Naquela época, servindo o Exército, eu patrulhava o baixo meretrício. Uma noite, na saída, eu estava tomando um chope ali pela avenida São João, quando vi uma mulher abrindo a porta do bar e olhando para dentro. Imaginei que ela estava procurando o namorado. Ele pensava que era para fazer as pazes, mas o que ela queria era passar fogo nele (risos).

Claro que o dinheiro referente aos direitos autorais de Ronda não vem das grandes gravadoras, nem, tampouco, das rádios comerciais, mas dos pedidos feitos em guardanapos molhados de lágrimas nos botecos, em que o título da canção é, muitas vezes, confundido com o da moto japonesa: “Toca Honda”, pedem os boêmios de cotovelos doloridos.

O compositor se diverte com o feito: “Claro que eu recebo o dinheiro que entra de bom coração. (...) Japonesa fica com dor de corno e vai ao karaokê cantar Ronda”.

Ronda foi feita em 1945, mas foi gravada, somente, em 1953. Segundo Vanzolini, Inezita Barroso, muito amiga de sua mulher, foi para o Rio de Janeiro gravar A Moda da Pinga. A gravação seria num sábado à tarde e o casal foi junto para fazer companhia. Chegando lá, perguntaram a Inezita que música seria gravada no lado B do disco. O verso de A Moda da Pinga deve ter-lhe subido à cabeça: “A marvada pinga é que me atrapaia...”. Tremenda dor de cabeça. Àquela altura do campeonato, em pleno sábado, Inezita podia ser conhecedora de um vasto repertório mas onde conseguiria a autorização do autor? Foi por isso que gravou Ronda. E, de acordo com o autor, ainda errou a letra na gravação.

Para ela (que faleceu em março deste ano) a história não foi bem assim:



“Eu fui pro Rio gravar A Moda da Pinga. Gostaram muito, e 'do outro lado o quê?' O Paulo Vanzolini estava comigo no Rio, tinha ido fazer um trabalho de zoologia, nós éramos muito amigos e ele foi pro estúdio comigo. Aí ele olhou assim meio pedindo e eu falei: 
- 'Tá bom, do outro lado vai Ronda, do Paulo Vanzolini'

Aí me perguntaram:-  'O que é isso?' 
Falei: 
- 'É um samba paulista'. Pra que eu falei isso. '
- Samba paulista, São Paulo não tem samba'. 

Aí o Canhoto, que era o dono do regional que acompanhava, disse: 
- 'Canta aí pra eu ouvir'. Aí eu cantei Ronda e foi aquele sucesso."


domingo, 7 de junho de 2015

Vocal Sampling

Sugestão para post de Otoniel Costa Neto

Há músicos que dedicam anos de suas carreiras em aperfeiçoar a execução de um instrumento musical. Tocam, experimentam, desdobram-se em métodos e estudos para retirar dele todas as sonoridades que imaginam poder produzir. Alguns desses músicos interagem tão fortemente com seus instrumentos que ambos parecem ser uma coisa só, tamanha intimidade que constroem.


5 min 14 seg - 300.000 vzs


Há, porém, aqueles que, sem instrumentos musicais, criam com estupenda perfeição harmônica, rítmica e melódica. Se eu disse sem instrumentos, retifico: eles podem usar a própria voz e o próprio corpo. Refiro-me, especificamente, ao grupo vocal cubano Vocal Sampling, formado por seis cantores que arranjam e cantam músicas a cappella, expressão em italiano que indica canto sem acompanhamento instrumental. 

Alguns do grupo cantam a letra da canção enquanto os outros fazem a harmonia, reproduzem com a voz instrumentos de sopro (trompete, saxofone etc.), percussões (bongô, tumbadoras, claves etc.) e ainda trabalham o som corporal (palmas, ruídos com a boca, batidas no corpo com as mãos etc.).



4 min 04 seg - 770.000

O grupo foi criado por estudantes da Escola Nacional Superior de Arte de Havana em 1992 e, hoje, é formado por René Baños Pascual (regente), Abel Sanabria Padrón (percussão), Reinaldo Sanler Maseda (tenor), Jorge Núñez Chaviano (tenor), Renato Mora Espinosa (tenor) e Oscar Porro Jiménez (barítono). 

O sucesso cresceu durante a década de 1990 até chegar aos ouvidos do cantor de jazz Bobby McFerrin e de outros do pop, como Peter Gabriel, David Byrne, Carlos Santana, Paul Simon e Quincy Jones, que adoraram o trabalho dos cubanos. 



4 min 50 seg * Solo de Percussão

Em 1995, fizeram uma turnê pelos EUA e, em 1996, participaram do 30º Festival de Jazz de Montreux, Suíça. Depois vieram outras apresentações no Japão, na Europa, nos EUA e América Latina, sempre com destaque da crítica.


6 min 47 seg - 2 milhões de visualizações

Ouvir a música do Vocal Sampling é uma fantástica experiência. Cada instrumento que imaginamos ter em uma canção está ali nas vozes de cada um deles. E não basta afinação. É preciso ter um absoluto controle do ritmo e grande organização harmônica das vozes. 



Como cubanos, conhecem a fundo a alma dos gêneros da ilha: rumba, son, bolero, guaracha e salsa. Um exemplo é o arranjo para Guantanamera, um clássico da música da ilha.


O corpo de cada um deles se transforma nas performances ao vivo. A apresentação de Hotel Califórnia, gravado pelo Eagles em 1976, é outro exemplo. No arranjo, os músicos-cantores reproduzem instrumentos do rock (em especial, a bateria, com pratos, caixa e ton-tons) e o famoso solo de guitarras em dueto, com direito a air guitar.

Fontes:

domingo, 11 de janeiro de 2015

O Pó-de-mico foi usado como arma na 2ª guerra

Coleção Curiosidades em Guerra



II - Uso de Pó-de-mico

Todos sabemos que a  2ª Guerra Mundial foi um período em que foram concebidos e desenvolvidos avanços tecnológicos significativos especialmente em matéria de armamento e equipamento militar. 

E também  foram pensadas artimanhas que visassem desmoralizar e intimidar os soldados nazistas e uma dessas "armas" idealizadas e utilizadas pelo Special Operations Executive (SOE) ou Serviços de espionagem, sabotagem e reconhecimento militar britânicos foi o PÓ DE MICO , especificamente contra a tripulação de um submarino.

O " PÓ DE MICO "foi introduzido na Europa ocupada fingindo ser pó de talco e distribuído aos membros da resistência que trabalhavam em lavanderias e fábricas de uniformes do exército alemão. 

Esses uniformes eram polvilhados com esse pó provocando  um forte efeito irritante sobre a pele.





Pó pica pica (ou pó de mico): " Pior do que um monte de pulgas "

Em outubro de 1943, o SOE informou a Churchill que o " pó de mico " estava contaminando 25 mil uniformes de marinheiros alemães. O alcance e o efeito final dessa nova "arma" é desconhecida, mas algumas fontes indicam que pelo menos um U-Boat alemão teve que retornar ao porto para colocar sua equipe em um tratamento contra um surto espontâneo de dermatite grave.

No entanto, foi a resistência norueguesa , que teve uma ideia ainda mais "criativa": spray com pó de mico foi aplicado em remessas de preservativos destinados às tropas alemãs. Logo após o Hospital Trondheim ficou lotado de infelizes soldados alemães que se queixavam de uma irritação dolorosa que atormentavam as mais sensíveis e privadas de sua anatomia.

Essa história como outras tão saborosas quanto, faz parte do livro ¡Fuego a discreción!: Historias sorprendentes de la Primera y la Segunda Guerra Mundial de Guilermo Clemares. Para adquiri-lo vá ao site da Amazon.

Pó de Mico
de Haroldo lobo e Milton de Oliveira

Vem cá seu guarda 

Bota pra fora este moço 

Que está no salão brincando 

Com pó de mico no bolso 


Vem cá seu guarda 
Bota pra fora este moço 
Que está no salão brincando 
Com pó de mico no bolso 

Foi ele 
Foi ele sim 
Foi ele quem jogou o pó em mim 
Foi ele 
Foi ele sim 
Foi ele quem jogou o pó em mim