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segunda-feira, 8 de junho de 2015

Joaquim Barbosa é homenageado em Jerusalém

A honraria foi entregue durante o 78º Board of Govenors da UHJ, no deslumbrante anfiteatro ao ar livre da instituição, localizada no topo do Monte Hatzofim. Em seu discurso de agradecimento, Joaquim Barbosa disse que "fazer política no Brasil se tornou uma coisa desagradável"



JB sentou-se no palco ao lado do ex-presidente israelense, Shimon Peres, também agraciado com o Prêmio Solomon Bublick. Outras 11 personalidades internacionais foram condecoradas e, em anos anteriores, o título honorário foi outorgado a lideranças brasileiras e internacionais como Fernando Henrique Cardoso, Celso Lafer e Bill Clinton.


Sinto-me lisonjeado e feliz em ter meu nome lembrado para uma condecoração. O reconhecimento é importantíssimo para a vida profissional de qualquer pessoa. A Universidade de Jerusalém é reconhecidamente uma grande instituição e é uma honra estar associado a ela”, afirmou Joaquim Barbosa, que em sua primeira viagem a Israel teve ótimas impressões.

Fonte complementar Coisas Judaicas

segunda-feira, 28 de julho de 2014

A Primavera Árabe e o Marketing

Por Luiz Felipe Pondé.
Publicado em 21JUL20014
Folha.uol

Marketing geopolítico
Uma das últimas modas da mídia foi a Primavera Árabe. Neste caso, quase um caso de estelionato geopolítico. O Egito voltou a ser o que era. A Líbia, terra de tribos, caiu no caos. A Síria estava melhor com o Assad mandando. As mentiras do Bush sobre no Iraque foram também um estelionato geopolítico. Mas, este, todo mundo reconhece. Já a "primavera árabe", custa a ser vista como é: uma invenção do marketing geopolítico da esquerda de butique.

Giancarlo


E este marketing serve para grupos como o Hamas fingirem que querem a paz, quando, na realidade, querem matar os israelenses. Não por acaso, o Hamas louvou o assassinato dos três adolescentes israelenses. Não quero dizer que não exista uma dinâmica política e social no Oriente Médio, quero dizer que esta dinâmica (caótica, violenta, atávica, tribal, religiosa, racial, comercial) nada tem a ver com o que "filósofos queijos e vinhos" pensam que seja. 

Vejamos o caso do Estado de Israel. Aliás, talvez este seja um dos assuntos onde o marketing geopolítico mais faz estrago à reflexão.

Israel é um "anacronismo" contemporâneo. Primeiro porque não faz marketing geopolítico e isso, aliado ao velho antissemitismo hoje travestido de crítica a Israel, cria o caldo no qual grande parte da mídia discute o conflito entre judeus e árabes no Oriente Médio. Os árabes investem pesado em marketing geopolítico. Israel, não.

Elvis


Importante lembrar que os palestinos são uma cabeça de ponte dos países árabes e do Irã que continuam buscando a eliminação de Israel do mapa da região. O marketing geopolítico árabe oculta este fato. O Hamas não lança foguetes pela criação do Estado Palestino, lança pela destruição do Estado de Israel. Sabia disso?

Desde 1948 alguns países árabes tem uma política chamada "judeus ao mar", apesar de não se falar dela hoje porque pega mal para o marketing geopolítico dos árabes e do Irã. O mesmo marketing que alimenta idéias falsas como "primavera árabe". Muitas vezes temos a impressão de que este fator ("judeus ao mar"; como política do Hamas inclusive) não existe. 

O filósofo britânico, nascido em Riga, Isaiah Berlin (1909-1997), descreve Israel no artigo "The Origins of Israel", de 1953 (republicado no volume "The Power of Ideas", Princeton University Press, 2000) como um anacronismo porque fundado nos mais puros ideais da "intelligentsia" liberal russa do século 19: liberdade, igualdade, justiça, ciência, democracia, ou seja, a busca de assimilação dos judeus aos modos da vida moderna da Europa ocidental. 

Para Berlin, se quisermos entender Israel devemos olhar pro século 19. Entretanto, há um outro componente neste processo: a influência das comunidades religiosas judaicas do Leste Europeu. Esta mistura cria um conflito interno no Estado judeu (identificado hoje no conflito seculares x ortodoxos), ainda que, na sua origem, o ideal era que os judeus das comunidades fechadas do Leste Europeu, em algum momento, seriam assimilados ao modo de vida secular. Isso não aconteceu. Ao contrário, as mulheres ortodoxas são três vezes mais férteis do que as seculares.

Genildo


Como dizia antes, Israel não trabalha no plano da propaganda geopolítica como o Hamas. O Hamas se esconde atrás da população civil porque sabe que quando Israel é obrigado a revidar, muita gente morre e a mídia internacional embarca de novo no estelionato geopolítico. 

Quer exemplos? 1. No dia 15 de julho, um hospital em Gaza foi danificado por mísseis. Por quê? Porque o Hamas colocou uma base de lançamento de foguetes contra Israel ao lado do hospital. 2. Você já se perguntou por que só aparece foto de criança chorando em Gaza? 3. Quando Israel lança panfletos dizendo para as famílias saírem de casa por conta de ataques na região, se você sair, o Hamas considerará você colaborador do sionismo.

Os defensores da política de "judeus ao mar" sabem que militarmente perderam todas as guerras, do contrário Israel não existiria mais. Por isso, investiram na mídia: esperam que muitos palestinos morram para dizer que Israel é mau e eles uns "docinhos de coco".

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Branca de Neve e os 7 anões diplomáticos

Por Israel Blajberg
Transcrito do Pletz

Branca de Neve e os 7 anões diplomáticos
A linguagem cifrada diplomática é cheia de nuances, que devem ser interpretadas com cautela, como é o caso da famosa expressão que às vezes aparece em convites para recepções – “Segue-se Vin d”Honneur” – que os diplomatas costumam interpretar como “Não haverá jantar”.

A menos que fatos concretos (e indesejáveis) ocorram a futuro, queremos crer que as declarações do porta-voz do Governo de Israel e a Nota 168 do Itamaraty datada de 23 jul 2014 não serão entrave ao bom relacionamento entre as nações amigas, deplorando que interpretações confusas as tenham super-valorizado negativa e injustamente. 

Aroeira


Nosso maravilhoso pais nunca foi, não é nem nunca será um anão diplomático. Somos o Brasil dos BRICS, da melhor Copa do Mundo, da convivência entre todos, seja qual for a religião ou a cor da pele, enquanto as chamas do ódio se espalham pelo mundo contra Israel e os judeus, aqui a vida segue, todos trabalhando sob o dístico ORDEM e PROGRESSO. 

Brasil pais admirado pelo mundo inteiro, o único da América do Sul que enviou soldados para combater o nazi-fascismo na Europa, 25 mil homens, dos quais quase 500 jamais retornaram.

Sponholz


É importante destacar que na Nota do Itamaraty nº 159 de 17/07/2014, que não teve a mesma repercussão, o Governo brasileiro expressou profunda preocupação e solidariedade com as vítimas em Israel, condenando o lançamento de foguetes e morteiros de Gaza. Mesmo assim, não foi de surpreender o desapontamento israelense com a segunda nota brasileira, afinal Israel tem o Brasil na mais elevada consideração. Certamente, tais notas devem ser creditadas exclusivamente a orientação do atual governo que está a frente da Nação Brasileira no momento, passível de discordâncias de posição internas, eventualmente vencidas no intervalo entre as duas notas, agravado pela situação em Gaza, que cada vez mais foge ao controle.

Somos brasileiros, orgulhosos da cidadania, de fé mosaica, tementes a Deus, o Grande Arquiteto do Universo, ciosos da herança imemorial dos antepassados bíblicos, que habitaram em tempos remotos a Terra Santa cada vez mais sofrida. Há que saber ler nas entrelinhas as manifestações de governo do Brasil e de Israel. O Estado de Israel é uma nação tradicionalmente amiga do nosso Brasil. 

Thiago Lucas


Também somos amigos dos estados árabes, incluída a Autoridade Palestina, com excelente intercambio bilateral seja no comercio, na educação, nas artes, na cultura, e até na defesa, não fossemos uma terra que recebeu a ambos os povos de braços abertos, e isso desde que Cabral aqui aportou.

Consta até que sob as velas onde pontificava a Cruz de Cristo, nas caravelas navegaram um numero ate hoje não conhecido de cristãos-novos (há quem diga que o próprio Almirante, natural de Belmonte, conhecida terra deles). O sofrimento não tem bandeira, seja do filho do árabe, do filho do cristão, ou do filho do judeu. Assim, há que acolher as iniciativas sinceras que pretendam somar aos esforços para que um dia se faça a tao sonhada paz, e de Jerusalém venha a luz para todas as nações, como reza a Bíblia.

Arturo Rosas


Ressalte-se que o porta voz muito justamente qualificou nosso pais de “gigante econômico e cultural”. O Brasil é realmente a grande nação da qual muito devemos nos orgulhar, e isso já tinha sido dito por Stefan Zweig em 1942, quando escreveu BRASIL PAIS DO FUTURO. Devemos lembrar que o Brasil deu ao mundo o Barão do Rio Branco e Oswaldo Aranha, para citar apenas dois expoentes da nossa diplomacia, cuja contribuição determinou a partilha da Palestina, sem a qual talvez nem estivéssemos escrevendo este texto agora.

Esperamos que o nosso governo, sonhador do socialismo, como era o kibutz, não venha a se comportar mais a frente como outros governos ideologicamente hostis a Israel, que também começaram escrevendo notas e chamando de volta embaixadores. Israel é um relevante parceiro do Mercosul, as duas nações tem muito a contribuir entre si. Que imediatamente retorne nosso Embaixador em Tel-Aviv, que este episodio se encerre por si mesmo, que não macule as boas relações entre a pátria de Oswaldo Aranha e a de Yitzhak Rabin, que partiu deste mundo ouvindo os acordes de “… somos … um pais tropical… abençoado por Deus…” transmitido pelos alto-falantes em volta da praça de Tel Aviv.

Zé Dassilva


Esperamos que Branca de Neve não precise mais se preocupar com porta-vozes ou notas. O Brasil não lhe dá trabalho, ela já está bastante ocupada com os verdadeiros anões diplomáticos mundo a fora, anões míopes, horrorosos e violentos, lamentavelmente muito mais do que 7… não apenas estados constituídos, mas grupos alimentados pelo ódio e pela intolerância.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

sexta-feira, 19 de março de 2010

Um espelho de madeira!



Daniel Rozin é artista e educador, nasceu em Jerusalém e reside em Nova Iorque, e dedicado `a arte digital. Ele se concentra na imagem ao vivo do visitante, ou melhor, participante de suas instalações. Em algumas você se torna parte do conteúdo da instalação e em outras você é atraído a participar ativamente da criação da peça.




Neste espelho de madeira, o contorno dos visitantes são pixels de madeira iluminados de cima, e o seu entorno são os pixels virados pra baixo, que estão na sombra. Cada pixel tem um motorzinho que gira no eixo vertical. Como em todas as suas instalações, Danny usa a câmera como "sensor".




Ele desenvolveu um software que interpreta a imagem da câmera, e representa ela de diversas maneiras. Ele usa a madeira, material que nunca está presente em instalações eletrônicas, e que dá um aspecto tátil e de movimento.
 
 
 
O barulho dos pixels quando se movem também é muito presente. Ele desenvolveu a mesma idéia com pedaços de lixo, com lâmpadas e com discos preto e brancos. Cada disco tem um desenho diferente para a transição entre o preto e o branco. Veja na imagem abaixo;




Veja um vídeo de 02:19 seg, explicando tudo.



Fontes smoothware / superpink

quarta-feira, 17 de março de 2010

Lula: a homenagem permanente a Arafat

Por Antonio Ribeiro, em seu de Paris


Lula: a homenagem permanente a Arafat
Israelenses e palestinos encetaram sozinhos uma pendenga velha de mais de meio século. Desde o início do conflito, vasto contingente de mediadores tentou - e continua - em vão chamar os beligerantes à razão. É o caso hoje do chamado Quarteto de Madri. Ele reúne esforços dos Estados Unidos, Rússia, União Européia e a ONU. Não é nada, não é nada, é quase o mundo inteiro.


Se ao longo dos anos as negociações de paz trouxeram algum aprendizado, ele mostra que os avanços sempre aconteceram quando os protagonistas da disputa tomaram iniciativa própria. Sem o requisito básico, a fila nunca andou mísero milímetro. Não será diferente agora. O problema atual, só não vê quem não quer: israelenses não tem mínima confiança nos palestinos e vice versa. Não vamos perder tempo fazendo acordos para serem violados logo em seguida, pensam eles. Resultado: continuam medindo força.



Y en eso llego Fidel”, canta compositor cubano Carlos Puebla na toada caribenha. E nisso chegou Lula, dizemos nós. O presidente brasileiro desembarcou em Israel com posição impar no trato com a demência do iraniano Mahmoud Ahmadinejad e aos anfitriões, apresentou recusa de visitar o túmulo de Theodor Herzl, fundador do sionismo político e inspirador do Estado Judaico de Israel.

O surpreendente candidato a mediador e destemido do ridículo recebeu troco imediato. Foi esnobado pela ausência do ministro das Relações Exteriores do país que o acolheu quando discursou no Knesset, o Congresso de Israel.



Passou a ouvir críticas de parlamentares assim que cedeu a tribuna. O presidente da casa chegou a comparar, nas entrelinhas, a cegueira de Lula na questão nuclear iraniana com um dos mais trágicos enganos da história. O acordo do ex-primeiro-ministro britânico Neville Chamberlain com os nazistas. Falta de visão que desaguou na Segunda Guerra Mundial e no Holocausto, onde morreram mais de 6 milhões de judeus.

Está prevista uma homenagem a Arafat na agenda de Lula. Desta feita, o presidente irá colocar flores no túmulo do líder palestino. É só mais uma reverência de uma longa série ao legado de Yasser Arafat. O palestino era bem conhecido por não perder uma oportunidade de perder oportunidade. Em prol da ruptura da tradição da diplomacia brasileira, Lula não tem feito outra coisa.