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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Aconteceu no .... Ceará

Estorinhas políticas

Em tempos de preparo eleitoral, cai bem essa historinha. Parece absurda, mas é verdadeira. Deixamos de dar os nomes para evitar constrangimentos às famílias. 

Um ex-prefeito de Aracati, cidade litorânea do Ceará, em comício animado, gritou no palanque :

"Meu povo e minha pova. Vou ser reeleito prefeito de Aracati com minha fé e as fezes de vocês."

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Aconteceu no Ceará

Estorinhas Políticas



Juscelino Kubitschek, presidente da República, foi ao CE com Armando Falcão, ministro da Justiça. Sebastião Nery conta que Falcão, cearense, levou JK a um desafio de cantadores. Um cego estava lá, com sua viola, gemendo rimas. Juscelino chegou, cumprimentou-o. O cego respondeu na hora :

- Kubitschek, ai, meu Deus, que nome feio. Dele eu só quero o cheque porque do resto ando cheio.

Um ano depois, a mesma cena. Jânio Quadros, presidente, vai a Fortaleza, há um desafio de cantadores. Chega com os óculos grossos e longos bigodes, um cantador o vê, saúda :

- Vou louvar o meu patrão que já vem chegando agora. Engoliu a bicicleta e deixou o guidão de fora.

Nunca mais ninguém levou presidente para ouvir cantador no CE.

sábado, 14 de novembro de 2015

Dilma no Ceará, há algumas semanas

Desabafo de um cidadão impedido pela segurança presidencial de deslocar-se até sua residência apenas por que era próximo do restaurante onde a Presidente jantava.


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quinta-feira, 18 de junho de 2015

Paes de Andrade - In Memorian

Por Bernardo Mello Franco em sua página na FOLHA.


Brasil, capital Mombaça
Os moradores da pequena Mombaça madrugaram, mas não foi de ansiedade. Às 4h, a banda da Polícia Militar acordou o povo com os retumbantes acordes do hino nacional. Era o último ensaio para a visita do deputado Paes de Andrade, que pousaria horas depois como presidente interino da República.

O parlamentar programou a visita à terra natal assim que assumiu a cadeira de José Sarney por alguns dias, em fevereiro de 1989. A comitiva inchou tanto que não coube no avião reservado pela FAB. Ao todo, dois Boeings e um Buffalo decolaram de Brasília rumo ao sertão do Ceará.



De terno azul e óculos escuros, o presidente interino chegou acenando para as crianças, que o esperaram sob o sol forte durante três horas. Foi à igreja, inaugurou uma agência do Banco do Nordeste que já funcionava havia um ano e descerrou uma placa de bronze com o próprio nome.

Na praça principal, um palanque foi montado para o discurso aos conterrâneos. "Não é fácil disfarçar a emoção quando toco as raízes da minha terra. Quantas recordações!", exclamou o visitante ilustre, com o tom empolado dos oradores d'antanho.

"Terra de políticos! Berço de homens públicos honrados, dignos e altivos!", prosseguiu. Depois citou as "lições de civismo" herdadas dos antecessores, que enfrentaram "acirradas, duras e ásperas contendas", "construíram o progresso" e "deixaram um lastro de ensinamentos".

Declamando palavras de um tio vigário, o presidente interino debulhou-se em elogios ao povo local. "O Ceará tem na fronte o facho luminoso das ideias, no coração os espinhos acerbos da dor." Por fim, queixou-se das críticas da imprensa à viagem. "Essa era uma visita obrigatória. Tinha que estar aqui confraternizando com vocês, com a alma da minha terra, até para fortalecer as minhas energias espirituais", justificou-se.

Há dois meses, a Anac desativou o aeródromo de Mombaça, onde pousou a alegre comitiva. Paes de Andrade morreu nesta quarta, aos 88 anos.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Aconteceu no Ceará

Estorinhas políticas

Saudação aos presidentes
Juscelino Kubitschek, presidente da República, foi ao CE com Armando Falcão, seu ministro da Justiça. Sebastião Nery conta que Falcão, cearense, levou JK a um desafio de cantadores. Um cego estava lá, com sua viola, gemendo rimas. Juscelino chegou, cumprimentou-o. O cego respondeu na hora :
- Kubitschek, ai, meu Deus, que nome feio. Dele eu só quero o cheque porque do resto ando cheio.
Um ano depois, a mesma cena. Jânio Quadros, presidente, vai a Fortaleza, há um desafio de cantadores. Chega com os óculos grossos e longos bigodes, um cantador o vê, saúda :
- Vou louvar o meu patrão que já vem chegando agora. Engoliu a bicicleta e deixou o guidão de fora.
Nunca mais ninguém levou presidente para ouvir cantador no CE.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Confusão com Santa Maria, Pinta e a outra

Por André Carvalho (*)
em 01 de outubro de 2013




Texto originalmente postado em 03OUT2013
e visto e/ou compartilhado 2.017 vezes.


CONFUSÃO COM SANTA MARIA, PINTA E A OUTRA
No artigo anterior, “Estou plasmo”, de 29 de agosto (para ler clique aqui), cometi um erro imperdoável, circunstância, aliás, que já havia ocorrido em outro texto onde tasquei um “depedrado”, ao invés de depredado, a grafia correta. O erro imperdoável a que me refiro é ter afirmado que Pedro Álvares Cabral, ao descobrir o Brasil, comandava uma frota composta por três caravelas: Santa Maria, Pinta e Nina. Cabral, na verdade, jamais passou por perto dessas embarcações nem há registro de que tenha trocado palavras com seu comandante, o genovês Cristovão Colombo, descobridor das Américas.

Os erros foram descobertos por dois amigos que os apontaram com uma pitada de humor. Ainda bem! É de se pensar que outros possíveis leitores também os identificaram porém mantiveram silêncio. Peço desculpas, sem contudo prometer que novos erros jamais ocorrerão, ao contrário, pois me falta paciência para a pesquisa e para a revisão. Interessante é que a troca das caravelas, antes de ir à rua, foi lida por três pessoas próximas e intelectualmente ativas, sem que percebessem o engano. A propósito, ouvi certa vez que Monteiro Lobato dizia, fazendo graça, que somente o leitor identifica o erro de revisão. Pura verdade! 

Alongando a prosa, se eu fosse político não estaria aqui fazendo um “mea culpa” mas entabulando um punhado de justificativas esfarrapadas para encobrir minha ignorância. É assim que eles fazem a cada asnice que cometem, chegando, na maioria das vezes, ao ridículo! Jogar a culpa em outrem é a praxe e a história da herança maldita, inventada pelo Lula para justificar o desempenho pífio de seu governo, é um caso emblemático. 

Vamos nos divertir um pouco elaborando justificativas descaradas para o meu erro. Poderia dizer que me atrapalhei com os descobrimentos, descobridores, naus e caravelas depois que a Presidente Dilma afirmou que o Brasil foi inaugurado no Ceará. Rousseff confundiu minha cuca, e milhões de outras, mundo afora, exceção feita aos espiões americanos. 

Poderia também garantir que faltei às aulas em que os descobrimentos da América e do Brasil foram estudados, lá no curso ginasial, ou ainda, que faz tanto tempo que não lembro mais da matéria. Desculpa cretina, todavia plausível, por sabermos que o ensino, neste país, sempre teve por metodologia a decoreba que não resiste ao passar dos anos. 

E por falar em decoreba vocês sabem quantas embarcações compunham a frota de nosso honorável descobridor, o Cabral? Sabem quantas eram as caravelas e quantas as naus? Não vale acessar o google, combinado? Sabem o nome de cada uma? Uma pista:eram quatorze e a nau Capitânia liderava a frota. 

A questão é por demais embaraçosa e, quinhentos e treze anos depois, ainda circulam boatos dando conta que as calmarias mudaram o rumo da epopeia e que uma das embarcações naufragou durante uma tempestade. Sabem qual dos barcos afundou? Não se acanhem pois também não faço a menor ideia. Alías, em se tratando de descobrimento do Brasil o melhor é curtir o humorista Ari Toledo que, ao narrá-lo, conta que uma caravela encalhou e Cabral mandou descer para empurrar. Resultado: desceram quatrocentos marinheiros que morreram afogados por não saber nadar. Hilário! 

Para quem se atreve a colocar no papel o que lhe vem à cabeça e enviar o resultado aos amigos ou mesmo publicá-lo, onde quer que seja, um erro da magnitude dos que cometi é vergonhoso. Assim estou; envergonhado! Em contrapartida, ao disparar tamanhas pedradas coloco-me como potencial candidato à presidência da República Federativa do Brasil, de preferência por um partido interestelar cabalístico, pois, a exemplo de Dona Dilma, respeito muito o ET de Varginha.

(*) André Carvalho não é jornalista, é "apenas" um cidadão que observa as coisas do dia-a-dia. Um free lancer. Ou segundo sua própria definição: um escrevinhador. Seus sempre saborosos textos circulam pela web via e-mails.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Um cavalo motorizado...

... nas ruas de Fortaleza!

Para quem não viu



Uma motorista flagou um Del Rey com um cavalo no banco de trás em uma avenida de Fortaleza no Ceará.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Meia, meia, meia ou meia?

Colaboração de Ovídio, por e-mail.


A língua portuguesa é uma das mais difíceis do mundo, até para nós. O português praticado no Brasil às vezes nos pega no contrapé.
 
imagine na Copa do Mundo quando os turistas estrangeiros chegarem a Fortaleza e depararem-se com a seguinte situação:  




 
 
Um torcedor chega esbaforido aos portões do estádio Castelão:
- Por favor, gostaria de comprar meu ingresso para o jogo Brasil X México.
- Pelo seu sotaque vejo que o senhor não é brasileiro. O senhor é de onde?
- Sou de Maputo, Moçambique.
- Da África, né?
- Sim, sim, da África.
- Aqui está cheio de africanos, vindos de toda parte do mundo. O mundo está cheio de africanos.
- É verdade. Mas se pensar bem, veremos que todos somos africanos, pois a África é o berço antropológico da humanidade...
- Pronto, tem uma cadeira na fileira meia oito.
- Desculpe, qual fileira?
- Meia oito.
- Podes escrever?
- Não sabe o que é meia oito? Sessenta e oito, assim, veja: 68.
- Ah, entendi, *meia* é *seis*.
- Isso mesmo, meia é seis. Mas não vá embora, só mais uma informação: A organização do Mundial está cobrando uma pequena taxa para quem quiser ficar com o material informativo: a ficha técnica das seleções, flâmulas, etc., gostaria de encomendar?
- Quanto tenho que pagar?
- Dez reais. Mas estrangeiros e estudantes pagam *meia*..
- Hmmm! que bom. Ai está: *seis* reais.
- Não, o senhor paga meia. Só cinco, entende?
- Pago meia? Só cinco? *Meia* é *cinco*?
- Isso, meia é cinco.
- Tá bom, *meia* é *cinco*.
- Cuidado para não se atrasar, o aquecimento para o jogo começa às três e meia.
- Então já começou há quinze minutos, são três e vinte.
- Não, ainda faltam dez minutos. Como falei, só começa às três e meia.
- Pensei que fosse as 3:05, pois *meia* não é *cinco*? Você pode escrever aqui a hora que começa?
- três e meia, assim, veja: 3
:30
- Ah, entendi, *meia* é *trinta*.
- Isso, mesmo, três e trinta. Mais uma coisa senhor, tenho aqui um folder de um hotel que está fazendo um preço especial para os turistas que vieram ver a Copa, o senhor já está hospedado?
- Sim, já estou na casa de um amigo.
- Em que bairro?
- No Trinta Bocas.
- Trinta bocas? Não existe esse bairro em Fortaleza, não seria no Seis Bocas?
- Isso mesmo, no bairro *Meia* Boca.
- Não é meia boca, é um bairro nobre.
- Então deve ser *cinco* bocas.
- Não, Seis Bocas, entende, Seis Bocas. Chamam assim porque há um encontro de seis ruas, por isso seis bocas. Entendeu?
- Acabou?
- Não. Senhor, é proibido entrar no evento de sandálias. Coloque uma meia e um sapato...

O africano correu para o aeroporto e voltou para Moçambique...

 

terça-feira, 27 de maio de 2014

O inusitado na justiça cearense

Este post vai para meu amigo Ovídio, 
um cearensemineirobaiano de boa cepa


A legislação brasileira prevê que qualquer cidadão tem o direito de impetrar Habeas Corpus sem precisar ser assessorado por um advogado. Diante disso, um detento do CE superou os limites impostos pela prisão e redigiu o pedido heroico ao STJ em um lençol.
No último 21MAI, o STJ recebeu um pedido inusitado de Habeas Corpus sendo a  autoria  um detento do Instituto Presídio Professor Olavo Oliveira, em Itaitiga/CE.
"Eminências, escrevi esses Habeas Corpus em parte do lençol que durmo, representando minha carne rasgada e tantos sofrimentos".
O Habeas Corpus foi enviado à ouvidora da OAB/CE, Wanha Rocha, que encaminhou a peça ao STJ. No documento, o detento alega já ter direito ao sistema de progressão do regime semiaberto e pede que o benefício seja cumprido. 
O que , mais uma vez, demonstra-se que no Ceará  poetas e trovadores se  encontram em todos os cantos. 

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

ESTOU PLASMO - por André Carvalho

Por André Carvalho (*) 
em 29 de agosto de 2013




ESTOU PLASMO
“Estou plasma”, dizia com absoluta convicção e sem qualquer cerimônia uma colega de trabalho no liquidado Banco Econômico, lá pelos idos de 1990, antevendo, inconscientemente, o Brasil do século XXI reinaugurado após a chegada do Partido dos Trabalhadores ao poder executivo federal.

O início do século tem dado o que falar por tudo aquilo que a turba petista palavreia nos palanques, ministérios e palácios, sempre com a mais absoluta convicção e sem cerimônia, assim como fazia minha colega de trabalho.

Creio que a história do Brasil, quiçá da humanidade, registrará as inusitadas “descobertas” em curso neste país, gigante e abestalhado pela própria natureza. Duas delas, inacreditáveis, reproduzo abaixo “ipsis litteris”: Inácio, embaralhado entre os mestres Aristóteles, Ptolomeu, Copérnico e Galileu Galilei, asseverou, para uma plateia subserviente, que se a terra fosse quadrada não haveria poluição no Brasil pois estamos a 14.000 quilômetros de (sic) distança dos centros poluidores. Ainda segundo o neocientista Lula a poluição só existe porque a terra é redonda e fica girando.



Certamente o “cara de Obama” elaborou a teoria durante os dias em que esteve na estrada, montado num pau-de-arara, com destino ao sul maravilha. É crível que da Silva tenha desembarcado em Sampa, num daqueles dias de céu encoberto e oxigênio raro e, ainda cambaleando sob efeito das pingas, curvas, buracos e serras, entabulou a preciosidade com que agora nos presenteia. 

Sabemos a capacidade do Inácio da Silva em reinventar o mundo e manipular almas bisonhas, mas não esperávamos que seu “poste” predileto, Dona Dilma, seguisse caminho semelhante. A “presidenta” me deixou pasmo quando me fez descobrir que de pouco valeram os anos de estudo em bons colégios, pagos com certo sacrifício por meu pai, único mantenedor de uma prole de seis filhos.

É certo que nos anos de alfabetização e pré-primário, cursados no Colégio Anfrísia Santiago, em Salvador, nada me foi ensinado sobre a questão que agora me aflige. Todavia, no Colégio Marista de Brasília, durante os cursos primário e ginasial, a despeito da minha costumeira relapsidade, aprendi que o Brasil foi descoberto por um “gajo” de prenome Pedro e sobrenome Álvares Cabral que, no comando de uma frota composta por três caravelas -- Santa Maria, Pinta e outra que já esqueci o nome -- esbarrou, mais por acaso do que por objetivo, numa praia ao leste daquilo que se tornaria, pós-espanto dos nativos, desembarque dos famintos portugueses e missa rezada em língua estranha, na belezura que chamamos Brasil.

Vivi, anos a fio, patrioticamente ancorado nessa ideia, sem que vivalma, nem mesmo os mestres da gloriosa Universidade Federal da Bahia, desfizessem o engano geográfico e protocolar a que fui submetido por vis professores da história do Brasil. Somente agora, após dez anos de governo petista é que a sapiente “presidenta” pôs os pontos nos is, resolvendo o xis da questão, mesmo que provocando espasmos em alguns dos seus seguidores e contrações de horror na maioria da minoria esclarecida do país.

Explico: por uma dessas pedradas da sorte a “presidenta” foi ao Ceará e, no lançamento de um programa governamental qualquer, após cumprimentar, de cima do palanque, a mulher cearense e os companheiros homens -- ninguém entendeu o porquê da opção preferencial pelos companheiros homens – garantiu que o Brasil foi (sic) inaugurado no Nordeste pelo povo que lá foi e lá povoou. Atrapalhada, como se houvesse bebido mais do que o seu inventor costumava beber, Dilma não precisou o ano, a década ou século de tão importante acontecimento. Despirocada, olhou para um lado e depois para o outro e completou: o Nordeste e a seca são um problema. Jamais houve uma atitude correta em relação a essa situação ao longo dus…dus…dus anos sobre essa situação, que é a questão da existência dum fenômeno climático nessa região do país.

se não conseguir acessar o vídeo - clique aqui


Juntando o alho com o bugalho ou o falho com o bagulho posso dizer, sem a menor cerimônia e de boca cheia, que, fenomenologicamente, estou “plasmo” e, historicamente confuso, assim como estariam, se vivos fossem, Tomé de Souza, Duarte da Costa e Mem de Sá.

(*) André Carvalho não é jornalista, é "apenas" um cidadão que observa as coisas do dia-a-dia. Um free lancer. Ou segundo sua própria definição: um escrevinhador. Seus sempre saborosos textos circulam pela web via e-mails.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Só de pensar...

Com 41 m de altura - como um prédio de 14 andares -o toboágua Insano, no Beach Park, Ceará, é o maior do Brasil. Numa descida de apenas 5 seg, os visitantes chegam a atingir 105 km/h.