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terça-feira, 17 de novembro de 2015

Versos "proféticos" de Carlos Drummond de Andrade.



Arte de Paulo Barasky


Lira Itabirana
Carlos Drummond de Andrade
1984


I
O Rio? É doce.
A Vale? Amarga.
Ai, antes fosse
Mais leve a carga.


II
Entre estatais
E multinacionais,
Quantos ais!


III
A dívida interna.
A dívida externa
A dívida eterna.


IV
Quantas toneladas exportamos
De ferro?
Quantas lágrimas disfarçamos
Sem berro?

quinta-feira, 2 de abril de 2015

E agora, Rousseff?

ADAPTAÇÃO LIVRE DO POEMA 
DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE !

 por Gilberto Geraldo Garbi

E agora, Rousseff?
A festa acabou,
o ladrão delatou,
o povo rugiu,
o PIB mixou,
e agora, Rousseff?
e agora, você?
Você que é “a gerente”,
que zomba dos outros,
você que fez guerra,
assaltos e bombas?
E agora, Rousseff?



Está sem Congresso,
está sem caminho,
está sem discurso,
já não pode esconder,
já não pode enganar,
mentir já não pode,
o Cunha ganhou,
o ensino não veio,
o transporte não veio,
a Copa não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e a base traiu
e a inflação voltou,
e agora, Rousseff?



E agora Rousseff?
Sua rude palavra,
seu instante de choro,
sua gula por mando,
seu voluntarismo,
seus Eikes Batistas,
sua incompetência,
seu ódio às elites– e agora?



Com cargos na mão,
quer abrir as portas,
não existem portas;
quer socorro do Santana,
mas o marketing secou;
quer conselhos do Lula,
mas o Brasil acordou.
Rousseff, e agora?


Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você renunciasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
o Sírio não deixa, Rousseff!



Sozinha no escuro,
trancada em palácio,
sem demagogia que a salve,
sem herança maldita
para se desculpar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, Rousseff!
Rousseff, para onde?
                                    

Com o perdão de Carlos Drummond de Andrade, por invocá-lo neste momento imundo do Brasil.
 

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Estátuas do meu Brasil e suas ' irreverências ' - II

Estátuas brasileiras


II - Carlos Drummond de Andrade
Rio de Janeiro/RJ

Estátua em bronze que fica na av. Atlântica na praia de Copacabana.



















" no corpo feminino, esse retiro
a doce bunda é ainda o que prefiro
a ela, meu mais íntimo suspiro
pois tanto mais a apalpo, quanto admiro "

[ Carlos Drummond de Andrade ]

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Poeminha


no corpo feminino, esse retiro
a doce bunda é ainda o que prefiro
a ela, meu mais íntimo suspiro
pois tanto mais a apalpo, quanto admiro
(Drummond)