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sábado, 30 de maio de 2015

As charges e o padrão FIFA

BRUNO GALVÃO




CAZO


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OLIVEIRA

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sexta-feira, 29 de maio de 2015

A FIFA se fondue!

Por Agamenon Mendes Pedreira
Transcrito de O Antagonista


A FIFA se fondue!
Depois do mensalão e do petrolão, agora surge um novo escândalo: o Fifalão. Os comentaristas acham que sabem tudo de futebol mas quem entende mesmo de jogada são os cartolas da FIFA (Falcatruas Internacionais de Futebolistas Arrogantes). 

Numa espécie de Operação Lava Jato futebolística, a Polícia Suíça e o FBI prenderam vários dirigentes de futebol metidos na maior roubalheira. Mas não era uma maracutaiazinha qualquer não, era uma roubalheira no Padrão FIFA! O mundo está mesmo virado. Já não se pode mais roubar sossegado! Nem mesmo na Suiça, um país neutro, os abelhudos da polícia deixam os salafrários trabalhar em paz! A Suíça, país dos relógio-cuco, dos chocolates, das vacas leiteiras e das contas secretas virou uma esculhambação. Como é que se interrompe um congresso internacional de negociatas de alto nível?

Arte de FRED


Entre os presos está o ex-presidente da CBF (Confederação Bandalheira de Futebol), o ancião José Maria Dindín que começou sua carreira criminal ao lado do faraó João Havelhange, responsável pelo superfaturamento na construção das pirâmides do Egito Antigo para a Copa do Egito Antigo, o Egitão.

Mas parece que o FBI está atrás de outros cartolas brasileiros como João Dafalange e Enricado Teixeira. João Dafalange é a glória do esporte nacional, além de presidente de honra do PCC - Primeiro Comando da Cartolagem e foi campeão olímpico de assalto triplo qualificado. Seu ex-genro e comparsa, Enricado Teixeira, está escondido em Miami num lugar chamado Boca Ratón.

Arte de ELVIS


Onde estavam os rigorosos juízes de futebol que não viram a posição irregular dos cartolas? Não era caso de cartão de crédito vermelho? Na verdade, a FIFA só se interessa por uma coisa no futebol: as boladas. A sede da Fifa fica na Suíça porque os cartolas são pessoas muito sentimentais e querem ficar sempre pertinho do dinheiro. Se essa roubalheira internacional aconteceu com os dirigentes titulares imagina os que ficaram no banco? Banco de Zurique, é claro.

Aconselhado por Luísque Inácio Lula da Silva, o presidente da CAFIFA, Joseph Blatter, declarou em entrevista coletiva que não sabia de nada e que apoia as investigações, doa a quem doar. Irritado com uma pergunta impertinente de um repórter, Blatter mandou o jornalista se Qatar. Na primeira classe.

Arte de GILX


O Brasil é uma terra abençoada onde se pode praticar tranquilamente o lulopédio. O lulopédio é igual ao ludopédio , só que com mais roubalheira. Graças a Deus no Brasil não tem vulcão, terremoto, maremoto nem FBI O mais inacreditável nisso tudo é que no Fifalão não tem ninguém do PT e nenhum empreiteiro envolvido... por enquanto.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Corrupção no futebol mundial

Direto do UOL

Marin recebeu propina de R$ 2 milhões anuais por Copa do Brasil, diz jornal
A investigação realizada pela Justiça dos Estados Unidos e pelo Ministério Público da Suíça descobriu que o ex-presidente da CBF José Maria Marin recebeu R$ 2 milhões anuais em propinas de parceiros comerciais para ceder direitos da Copa do Brasil. A informação é do jornal "O Estado de S. Paulo". Além disso, a própria CBF também foi implicada no esquema de propinas no valor de US$ 20 milhões para contratos comerciais para a Copa América de 2019, que será realizada no Brasil.

Marin foi preso na manhã desta quarta-feira em Zurique, na Suíça, ao lado de outros seis dirigentes do alto escalão do futebol mundial. Os cartolas deverão ser extraditados para os Estados Unidos e podem pegar até 20 anos de cadeia.

As propinas, de acordo com a investigação, teriam começado ainda na década de 1990. Durante 19 anos, um "alto funcionário da Fifa e da CBF" pediu a transferência de valores ligados ao contrato de venda dos direitos da Copa do Brasil. De acordo com a reportagem do Estadão, Marin aumentou o valor da propina quando assumiu a presidência da CBF, em 2012.
De acordo com a reportagem, Marin aceitou ainda dividir o valor com dois dirigentes brasileiros. Os nomes, porém, não foram mencionados pela investigação. Os pagamentos foram feitos por meio de contas do banco Itaú, em Nova York, e do HSBC, em Londres. 

Em Zurique, Marco Polo Del Nero, atual presidente da entidade, saiu em defesa do dirigente. "São contratos assinados antes da administração de Marin. Não há nenhum contrato assinado depois", afirmou Del Nero.

O contrato com a Nike também está sob investigação. A empresa norte-americana desembolsou US$ 27 milhões (R$ 126,8 milhões na cotação atual). O valor foi depositado em uma cona na Suíça e ajudou a fechar um contrato com a CBF, de patrocínio.

A CBF divulgou uma nota no fim da manhã desta quarta-feira. A entidade afirmou que apoia as investigações e defendeu a nova gestão. "Diante dos graves acontecimentos ocorridos nesta manhã em Zurique, envolvendo dirigentes e empresários ligados ao futebol, a CBF vem a público declarar que apoia integralmente toda e qualquer investigação", disse a entidade.

No texto, a CBF afirma que "aguardará, de forma responsável, sua conclusão, sem qualquer julgamento que previamente condene ou inocente". Além disso, ressalta que a "nova gestão da CBF, iniciada no dia 16 de abril de 2015, reafirma seu compromisso com a verdade e a transparência".

José Maria Marin, no entanto, ainda faz parte da gestão atual, comandada por Del Nero. O dirigente é vice-presidente da entidade máxima do futebol brasileiro.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A última chacota da FIFA

Por Soledad Calés
Publicado no  EL PAÍS em 13NOV2014

A última chacota da FIFA
A FIFA superou aquela paródia cômica de seu presidente, Joseph Blatter, imitando Chiquito de la Calzada para zombar de Cristiano Ronaldo. Desta vez, o órgão supremo do futebol optou por criar armações sozinho e mascarar grosseiramente uma investigação sobre corrupção nas concessões das Copas de 2018 e 2022 à Rússia e Catar, respectivamente. Como não gostou do resultado, oculta as provas, admite algum puxão de orelhas... e que a festa continue.

Segundo as conclusões, em oito das nove candidaturas –incluindo a da Espanha-Portugal– houve trapaças, como presentes a mulheres dos plutocratas de Blatter, pactos secretos, subornos e outras propinas. Questõezinhas de pouca importância, insuficientes para anular as votações. Mas, claro, haverá mais cautela no futuro. Para isso, multiplicará o bolo: os consultados passarão de 25 eleitores para 209. Também reconhece que há indícios para prosseguir com as investigações individuais sobre alguns membros de seus comitês, talvez para o caso de serem necessários expurgos públicos, mas nada que comprometa os planos da Rússia e Catar. Deixa pra lá.

Arte de Mario Alberto


Diante das evidências das fraudes, a FIFA não teve outro jeito senão abrir uma investigação que propagandeou como “independente”, da qual encarregou Michael García, um ex-promotor de Nova York. O material levantado por García durante 18 meses preenche 200.000 páginas. Depois de retê-lo por um tempo, a FIFA divulga suas conclusões em apenas 42 folhas: “Motivos legais impedem a publicação na íntegra; é preciso garantir a confidencialidade, o contrário nos deixaria em uma situação complicada”. E García não demorou pra contestar: “A decisão da FIFA contém muito material incorreto e errado dos fatos e conclusões detalhados no relatório”.

Recusado o árbitro García, a partida continua. Blatter, que está há 16 anos no cargo, se desvencilha e lança a bola para outra reeleição; o Catar acumula denúncias de exploração de trabalhadores; e os russos....? Por García se soube que dedicaram muito tempo destruindo a documentação que ele pedia. O que passou, passou.

Será preciso ver se a FIFA convoca outra edição do Prêmio Fair Play (Jogo Limpo).


Será capaz?

quinta-feira, 22 de maio de 2014

O Brasil de olho no "padrão Fifa"

 Por Maria Ines Dolci em seu Defesa do Consumidor

A verdadeira herança da Copa
A Copa do Mundo de Futebol finalmente vai acontecer no lugar onde o futebol é sempre mais interessante: nos gramados. Ela já deixou uma herança valiosíssima para o Brasil, mesmo antes do apito inicial das partidas: a consciência de que os serviços públicos podem e devem ter o que se convencionou chamar de ‘Padrão Fifa’.

Quem não entendeu esse recado, manifestado pelas pessoas nas ruas e avenidas do Brasil, que trate de se atualizar.





Infelizmente, não fizeram as obras de mobilidade, os aeroportos estão mais ou menos, e nem os estádios de futebol, com uma montanha de dinheiro, ficaram todos prontos conforme o esperado.

O tal padrão Fifa, porém, surgiu como ironia, depois como um adjetivo que colou nos corações e mentes. Não que a Federação Internacional de Futebol seja perfeita; longe disso. Mas cobra os governos de países como o Brasil, quando não cumprem o que foi combinado.

Por enquanto, os cidadãos têm se mobilizado em função de péssimos serviços públicos. Uma coisa, porém, contamina outra.


Por exemplo, as operadoras de telefonia são empresas privadas. As companhias aéreas, também. Os serviços que prestam, porém, afetam as vidas de milhões de brasileiros. Há mais celulares do que habitantes. Os negócios e o turismo dependem muito dos transportes aéreos.

A paciência com as falhas, o descaso e o desrespeito tende a se esgotar. Talvez não chegue a provocar protestos como os ocorridos em junho do ano passado. Vai, entretanto, incomodar os grupos que dominam as mais diversas áreas da economia brasileira.


Ao adquirirem consciência de serem cidadãos, e de que podem exigir dos governos um retorno mais adequado do que pagam em impostos, taxas e contribuições, as pessoas também se lembrarão de que são consumidores.

Ou seja, aqueles que, ao adquirir produtos e serviços, geram a riqueza que ajuda o país a seguir em frente.

Sempre enfatizo que temos vários papeis na sociedade. Somos cidadãos, eleitores, contribuintes e consumidores. Tudo isso se completa, e é interligado.


A Copa do Mundo não é travada, consequentemente, apenas nas 12 cidades-sede, nos estádios caríssimos. O jogo ocorre em todo o país, que participa, vibra, critica, exige e não se conforma.

Ultimamente, o governo federal tem falado em herança que continua após o evento, insistindo na fábula da mobilidade. Ora, ninguém aceita mais ser iludido, nem tratado como bobo.

Aprendemos, a duras penas, que dá resultado criticar e exigir nossos direitos. Não de imediato, do dia para noite, mas é um processo que se desenvolve e fica mais forte.


A Fifa avançou sobre as leis brasileiras, passando por cima do Estatuto do Torcedor e do Código de Defesa do Consumidor. Assim, por exemplo, conseguiu a liberação do consumo de cerveja (do seu patrocinador) durante os jogos.

Foi uma submissão, enquanto os cronogramas de obras se perderam no tempo e no espaço.

Não sei como a Seleção Brasileira se sairá em campo. Torço da mesma forma que 200 milhões de habitantes. O que posso dizer, antes do dia 12 de junho, do primeiro jogo da competição, é que aprendemos muito nestes sete anos decorridos entre o anúncio da Copa no Brasil e sua realização.


Aprendizado é algo que nunca se perde. As relações de consumo vão ganhar novos contornos também em função disso.

Pode parecer otimismo em excesso, porém não acredito que as reclamações parem por aí. É óbvio manifestações não combinam com violência. Que nossas insatisfações sejam expressas sem ultrapassar os limites da civilidade.

Veremos como essas questões se desenrolarão. Olho vivo no padrão Fifa!