SE BEBER, NÃO DIRIJA!
SE DIRIGIR, NÃO BEBA!
enviado por e-maigl
Informação, cultura e entretenimento

Segundo a nova lei, para voltar a dirigir seus carros, os motoristas condenados por dirigir embriagados terão que usar a trava de bafômetro durante um ou dois anos, dependendo da severidade da infração cometida.
Para poder voltar a usar o carro normalmente, sem a trava, os motoristas terão que evitar infringir leis de trânsito durante o período probatório.
O governo planeja dar autoridade aos médicos para relatar ao Ministério dos Transportes a identidade de pessoas que, segundo seu julgamento, devem ter as travas instaladas em seus carros.
As pessoas que não concordarem com a decisão dos médicos podem correr o risco de ter suas licenças de motorista revogadas.
O custo das travas de bafômetro será parcialmente subsidiado pelo governo. Mas os motoristas infratores devem ter que arcar com a maioria dos gastos relacionados com a instalação da trava que poderão chegar a 60 mil coroas suecas (cerca de US$ 7,4 mil).
Na Suécia, o limite máximo aceitável de concentração de álcool no sangue é de 0,2 g (dois decigramas) por litro de sangue. Isso significa que um motorista pode ser processado se beber apenas o equivalente a menos de uma lata de cerveja, e a polícia sueca faz uma fiscalização frequente e rigorosa.
Dirigir sob efeito de álcool é considerado um crime sério na Suécia, sujeito a multas ou penas de até seis anos de prisão.
A Suécia foi um dos primeiros países do mundo a regulamentar a relação entre o uso de bebidas alcoólicas e a direção de veículos. A primeira lei a definir os limites de níveis alcoólicos surgiu na Noruega, em 1936, sendo seguida pela Suécia em 1941.


Para aqueles que ficam preocupados com o consumo excessivo de álcool, uma empresa desenvolveu um chaveiro minibafômetro portátil. O aparelhinho dispõe de três leds nas cores verde, amarela e vermelha, que mostram o nível alcoólico do usuário e interpreta se ele tem ou não condições de dirigir um veículo.
De acordo com a Folha Online, o produto ainda não possui certificação do Inmetro, mas já faz sucesso no Brasil. Uma unidade do minibafômetro pode ser adquirido por cerca de R$ 99,00.
* Será que vale a pena comprar qualquer tipo de bafometro? Se tomou uns goles de bebida alcóolica, e for pego por uma blitz, tá ferrado do mesmo jeito. Além do mais por este preço e sem certificação do Inmetro? Sei não.

imagem pelo Humortalha 
Imagem do BlogdoBonitão. Texto também pescado lá.
É conhecida a rebeldia dos motoristas brasileiros à disciplina no uso do automóvel, mas isso não quer dizer que o parisiense ou o nova-iorquino sejam mais bem-educados do que nós, e sim que estão sujeitos a uma implacável punição. Aprenderam pagando.
A experiência de outros países ensina que os nossos níveis de transgressão motorizada não se resolvem com campanhas educativas, mas com repressão. Nessa matéria, o castigo da lei é a melhor educação.
Para dar apenas um exemplo emblemático: não foi certamente por falta de aprendizado, por não saber distinguir entre o certo e o errado, que há tempos um promotor de Araçatuba, dirigindo bêbado, na contramão e em alta velocidade, atropelou, arrastou por quinze metros e matou um casal e uma criança de sete anos que iam numa motocicleta. Ele sabia das conseqüências prováveis da combinação álcool e direção, mas confiava na impunidade.
Há os que reclamam do rigor da nova legislação, e de fato ela devia ser mais flexível. Mas ainda é preferível esse excesso que não causa mortes, do que a leniência mortal. Além do mais, é sempre possível corrigir as alegadas "aberrações", mas não as vidas perdidas. Acho que o verdadeiro risco é quando cessar o efeito da novidade e tudo voltar ao normal.
No Brasil, como se sabe, vigora o princípio e a prática de que há as leis que pegam e as que não pegam. A da exigência do cinto de segurança pegou; já a da proibição do uso do celular ao volante, não.
É curioso ver os argumentos de muitos que se opõem às restrições. Usam sempre a lógica do eu posso beber porque quem fica de porre é o outro. "Bebo há 35 anos e nunca provoquei um acidente", declarou um senhor, como se isso fosse garantia de que não haveria uma primeira vez. "Eu sei quando parar", disse outro, como se esse não fosse o papo de todo bebum já trocando as pernas e garantindo: "eu estou sóbrio". Em suma, essas pessoas querem uma lei personalizada, só para elas.
Admito que as mudanças de hábito que nos estão sendo impostas sejam uma chatice. Outro dia saímos com o Luis Fernando Verissimo e ele não pôde beber nem uma taça do vinho que escolheu para a mesa, pois estava dirigindo. Há coisa mais injusta do que jantar com o Verissimo a seco?
Pelas leis espanholas, esta bebida sequer pode ser classificada como vinho, pois não possui o percentual variando de 9% a 15%. De acordo com nota divulgada pela empresa, o projeto custou 2,5 milhões de euros e consumiu três anos de pesquisa, com apoio de técnicos da Universidade de Múrcia e da Politécnica de Cartagena.
O processo de elaboração deste vinho (ou seria um suquinho de uva?) começa limitando-se ao máximo a irrigação das cepas, o que faz com que o processo de maturação seja retardado. Quanto menor é a maturação, menor é a concentração de açúcar e, conseqüentemente, do álcool.
Apesar dos valorosos esforços, a Dirección General de Tráfico, o Conatran espanhol, recomenda que continua sendo melhor não beber nada antes de dirigir...