Mostrando postagens com marcador Crise Mundial. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Crise Mundial. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Assustador primitivismo político

Por Antonio Delfin Netto
Publicado no Valor Econômico em 02SET2015


Assustador primitivismo político
Com os números das Contas Nacionais Trimestrais publicados no dia 28/8, o quinquênio da presidente Dilma Rousseff vai provavelmente encerrar-se com um medíocre crescimento total do PIB da ordem de 6%, ou seja, qualquer coisa como 1,2% ao ano. Compara-se muito mal com o crescimento da economia mundial no mesmo período, que foi cerca de 19%.

Arte de SID

Se considerarmos que o crescimento da população brasileira no período foi de 0,9% ao ano, o crescimento per capita da nossa renda terá sido de apenas 0,3% ao ano. Isso nos afastou dramaticamente do crescimento das economias emergentes neste tumultuado quinquênio da economia mundial que, de alguma forma, reverbera sobre todas elas.

Mesmo antes da posse do segundo mandato era visível a necessidade de um profundo “ajuste fiscal estrutural”. Em 2014, o déficit fiscal dobrou (6,2% do PIB contra 3,1% em 2013) e o superávit primário virou um déficit primário de 0,6% do PIB. Disso resultou um aumento de 6% na relação dívida bruta/PIB, além de dúvidas sobre a sua sustentabilidade, com todas as suas consequências devastadoras. A presidente reeleita reconheceu, intimamente, tal fato e selecionou um competente ministro para fazê-lo. Por que, então, não funcionou?

Arte de CAZO


A resposta é de múltipla escolha. Temos a impressão que foi um conjunto de fatores previsíveis, mas não considerados, que geraram o sentimento, hoje generalizado na sociedade brasileira, que, por mais honesto e bem intencionado que tenha sido o esforço de Dilma, ela conduziu o país a um impasse social, econômico e político.

1) A falta de reconhecimento imediato e explícito da presidente de que subestimara sistematicamente os inconvenientes: 
a) do seu excesso de voluntarismo; 
b) das tentativas de violar as identidades da contabilidade nacional;
c) da recusa de usar o sistema de preços na legítima busca da “modicidade tarifária” à custa de leilões mal feitos, das inevitáveis reestruturações contratuais e da garantia de financiamento público; 
d) do abuso do direito da maioria nas empresas estatais à custa da violação do direito da minoria e, finalmente, 
e) da tragédia do controle de preços, particularmente da taxa de câmbio, para o ilusório controle da inflação.

Arte de ?


Mas por que esse reconhecimento era imprescindível? Porque só ele poderia racionalizar a mudança de 180 graus da política econômica que Dilma fez com coragem e a honesta intenção de voltar a produzir o crescimento social e econômico inclusivo e equânime. Quem precisa convencer a sociedade que mudou o seu entendimento sobre a política 
econômica não é o ministro “sombra” da Fazenda, mas o titular verdadeiro, isto é, a própria presidente. Essa era a condição necessária (ainda que não suficiente) para criar as condições mínimas de credibilidade da nova administração, que foi legitimamente eleita, gostem ou não seus opositores.

Arte de AROEIRA



2) Houve uma evidente subestimação do que precisava ser feito e da complexidade da tarefa, porque a condição necessária sugerida no parágrafo anterior nunca foi criada. Era clara a sinalização que, sem uma profunda mudança da confiança dos empresários – o que talvez fosse possível com um bem racionalizado “mea culpa”, que não veio -, o aumento do nível de investimento (a Formação Bruta de Capital Fixo, que era negativa desde o terceiro trimestre de 2014) não aconteceria, como de fato, não aconteceu. É isso que revela a dramática queda do PIB (2,1%) entre o 2º trimestre de 2015 e o seu homônimo de 2014, o que tornou crível um encolhimento de 2,4% do PIB em 2015. E pior, lança uma dúvida muito séria sobre o crescimento de 2016.

3) Criou-se, assim, a condição suficiente para que, se não tomarmos as medidas necessárias para subordinar as despesas ordinárias correntes do governo (que dependem de vinculações e indexações que destroem a flexibilidade da administração) à receita ordinária corrente (que depende, basicamente, do crescimento real do PIB), caminharemos para o mesmo desconforto fiscal que, lentamente, foi a causa eficiente da nossa hiperinflação no passado não distante.


Arte de CLAYTON

Para o cidadão comum, a solução é rudimentar: ou se reduz a despesa, ou se aumenta a receita, ou talvez melhor (com garantias adequadas) se faz um pouco das duas coisas. Para os pensadores mais profundos, sempre há uma saída na mística da “suficiente vontade política”, que é capaz de fazer, dialeticamente, 2+2=6! É evidente que devemos estar abertos para todas as soluções possíveis e escrutinar todas elas, mas só tomar uma decisão quando existir um razoável grau de consenso dentro da base política do governo. Francamente, é difícil acreditar que a tumultuada proposta de recriação da CPMF não tenha sido aprovada pela presidente. Retirá-la na calada da noite exibiu um primitivismo político assustador.

Mais grave: ajudou a revelar – pela insólita repulsa universal – que a cidadania empoderada não tem mais a menor disposição de dar ao governo seu voto de confiança. Lembremos, de novo, que a situação fiscal é dramática e muito, muito, muito delicada! Cada passo mal pensado e mal combinado que termine em mais uma frustração, pode ser, afinal, o precipício…

Arte de ZAPPA


*Antonio Delfim Netto é economista e professor. Formou-se, em 1951, pela Faculdade de Economia e Administração (FEA) da Universidade de São Paulo (USP). Foi secretário de Finanças de São Paulo, ministro da Fazenda, ministro da Agricultura; ministro-chefe da Secretaria de Planejamento da Presidência da República e embaixador do Brasil na França. Participou da elaboração da Constituição de 1988. É professor-emérito da FEA e sua área de especialidade é economia brasileira.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Consequências da crise grega


CONSEQUÊNCIAS DA CRISE NA GRÉCIA!

1. Zeus vende o trono para uma multinacional coreana.

2. Aquiles vai tratar o calcanhar na saúde pública.

3. Eros e Pan inauguram prostíbulo.

4. Hércules suspende os 12 trabalhos
por falta de pagamento.

5. Narciso vende espelhos para pagar
 a dívida do cheque especial.

6. O Minotauro puxa carroça para ganhar a vida.

7. A Acrópole é vendida e aí é inaugurada
 uma Igreja Universal do Reino de Zeus.

8. Eurozona rejeita Medusa como negociadora grega:
"Ela tem minhocas na cabeça!".

9. Sócrates inaugura Cicuta's Bar 
para ganhar uns trocados.

10. Dionisio vende vinhos à beira da estrada
 de Marathónas.

11. Hermes entrega currículo para trabalhar nos correios. 
Especialidade: entrega rápida.

12. Afrodite aceita posar para a Playboy.

13. Sem dinheiro para pagar os salários, 
Zeus libera as ninfas para trabalharem na Eurozona.

14. Ilha de Lesbos abre resort hétero.

15. Para economizar energia, 
Diógenes apaga a lanterna.

16. Oráculo de Delfos vaza números do orçamento 
e provoca pânico nas Bolsas.

17. Ári​​es, deus da guerra, é pego em flagrante 
desviando armamento para a guerrilha síria.

18. A caverna de Platão abriga milhares de sem-teto.

19. Ninguém se entende: 
os economistas estão todos falando grego

20. Descoberto o porquê da crise: 
Em 2012, o ainda candidato e atual 1º ministro,
 esteve no Brasil se consultando com Lulla e Dilma Rousseff 
sobre como administrar as finanças de um  país.

Pensa que é brincadeira?
clique aqui

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A economia brasileira é uma porcaria...


A China cresceu "só" 7,4% em 2014. O mercado reagiu mal, mas ainda assim houve certo alívio: esperava-se um número menor. O problema de a China crescer abaixo de 10% ao ano é ruim para o mundo e péssimo para o Brasil, desde que viramos basicamente exportadores de ração para porcos chineses.

É isso: a economia brasileira é uma porcaria.

Se polco chinês come menos, 
Blasil clesce menos...

Conheça 

Novo blog de 
Diogo Mainardi 
e Mario Sabino

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Copa do Mundo: gols e crise econômica?

BRASIL NO EXTERIOR
O jornal espanhol Expansion publica uma análise sobre a relação de Copas do Mundo e crises econômicas mundiais.

Para ler no original, clique aqui

 
Contagem regressiva para a Copa do Mundo: jogos, objetivos, amigos, festas, clubes, cerveja e ... crise? Sim crise. O evento esportivo mais assistido do planeta, a começar em 12 de junho, poderia causar problemas para a economia. " Os mercados também sofrem quando a Copa do Mundo começa ", alerta Dario Perkins, um analista de renome da Lombard Street Research.


Sua teoria começa com a  1º Copa em  1930, o primeiro ano na íntegra do que foi batizada de A Grande Depressão.


Tiago Recchia

Mais recentemente, em 1990  coincidiu com uma recessão nos EUA, e em 1994 com a crise no mercado de títulos, que começou em solo americano e se espalhou pelos demais países desenvolvidos.

Em 1998, tivemos a crise financeira asiática e o colapso do Long Term Capital Gestão (LTCM), o maior fundo de hedge na década de noventa que  controlava 5% do mercado de renda fixa global e esteve prestes a causar um grande terremoto  na economia internacional.

Ivan Cabral


E neste século, ocorreu a ruptura com a euforia em 2002 ocasionando, em 2006, a bolha imobiliária nos EUA, cujas consequências ainda reverberam pelo mundo, dando lugar em 2010 - quando a Espanha ganhou a Copa do Mundo na África do Sul - uma  verdadeira crise da zona do euro.

Essas coincidências me fazem pensar ... O que poderia dar errado desta vez? É bom ficar de olho nas bolhas... e dessas, destacaria três: o boom imobiliário chinês, possíveis choques no estímulo do Federal Reserve e, acima de tudo, o Abenomics, nome do plano de recuperação econômica anunciado pelo primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, com base em um estímulo econômico proporcionado pelo estado.

 Olho aberto!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Amanhã, o Brasil e o mundo

Por Miriam Leitão, em sua página no Globo

Fundo perdido
Quem foi ao FMI voltou com a impressão de um mundo à deriva. Os países não sabem o que fazer para lidar com a atual etapa da crise que começou em 2008. O diretor-gerente do Fundo limita-se a repetir que falar não resolve, é preciso ter políticas para enfrentar o quadro atual de queda do dólar, baixo crescimento, dívidas e déficits altos.

 O Brasil perto dos outros vai bem, mas se vai bem por que juros de quase 11%?

Os juros atraem mais dólares. Hoje é um bom negócio tomar dinheiro em qualquer país do mundo e mandar para o Brasil, para fazer o que os economistas chamam de arbitragem de juros. Além disso, o país é um bom estacionamento de dinheiro, lugar para deixar o capital que os investidores ainda não sabem onde pôr. Esse dinheiro especulativo cria valorização excessiva do real quando entra no país; cria desequilíbrios quando sai às pressas por algum evento que produza uma elevação do medo de risco.

Todo mundo culpa a China por grande parte dos desequilíbrios, ao manter sua moeda artificialmente desvalorizada. A China culpa os Estados Unidos e os outros países ricos por terem uma política monetária excessivamente frouxa com juros zero. Isso estaria inundando os países emergentes de dólares. Todos têm razão.

Os Estados Unidos, além de juros zero, vão aumentar o volume de dólares em circulação através da compra de títulos. O governo Barack Obama está tentando reverter o quadro desfavorável. O governo dele está perdendo popularidade, altos funcionários e chances eleitorais ao mesmo tempo.

A China tem moeda controlada no mundo do câmbio flutuante e isso alimenta um desequilíbrio insustentável. Na Europa ainda não se sabe como será enfrentado o mar vermelho das dívidas públicas e dos déficits. Quando o déficit é alto é sinal que a dívida vai continuar crescendo, porque um realimenta a outra.

 A reunião do FMI era uma oportunidade de entendimento, mas ninguém se entendeu e a China ainda elevou o tom contra as críticas ao valor de sua moeda. Em artigo de análise, o “Financial Times” começou assim: “Outra reunião, outro fim de semana de frustração para os defensores da coordenação econômica internacional.” No mês que vem haverá nova chance, a reunião de cúpula do G-20, mas não haverá muito avanço se continuar o clima de beligerância entre Estados Unidos e China.

No Brasil, o governo, por razões eleitorais, continua a dizer que é apenas vítima de seu próprio sucesso, mas isso não é tudo. O déficit externo é crescente, está se formando uma bolha de crédito, alguns preços de imóveis começam a não fazer sentido algum nas comparações internacionais, o governo aumentou os gastos e os juros estão entre os maiores do mundo.

José Serra e Dilma Rousseff que se preparem e pensem em saídas para a armadilha em que o país está, porque quem ganhar a eleição terá que governar num mundo ainda confuso e incerto. Ajustes nos gastos públicos serão inevitáveis.

O país vai crescer menos e certamente as cobranças, comparações com este último e gordo ano do governo Lula serão feitas, qualquer que seja o eleito.

 O debate eleitoral não ajuda a saber como os candidatos pensam em enfrentar o dilema. Eles pouco falam de economia e quando o fazem é para prometer mais gastos.

Há uma parte dessa oscilação cambial que está fora do nosso controle. Outros países emergentes como Coreia do Sul e África do Sul vivem situações semelhantes. Mas a solução brasileira de elevar o IOF terá pouco efeito. Parte do problema é resultado de nossos próprios desequilíbrios.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Na Grécia: um cachorro entre os manifestantes!


Os recentes protestos na Grécia contra as austeras medidas do governo para contornar a grave crise econômica no país já produziram muitas cenas de violência. Mas também alguns instantes curiosos protagonizados por Kanellos.

 Só que Kanellos é um cão. Ele tem frequentemente se juntado aos manifestantes e desafiado a polícia em Atenas. Veja abaixo a brava atuação do "politizado" Kanellos nas ruas gregas.


segunda-feira, 9 de novembro de 2009

André Carvalho: Análises ...


Por André Carvalho (*)
btreina@yahoo.com.br




Análises tendenciosas
Aqui e alhures começam a pipocar regozijos pelo fim da crise financeira que, ao mostrar a cara em setembro do ano passado, abalou o mundo, sem distinguir hemisfério, meridiano e ideologia. Enquanto grandes seguradoras e bancos quebravam, levando consigo milhares de investidores e inúmeros postos de trabalho, os governos intervinham de forma pouco convencional, na esperança de segurar o efeito dominó, catastrófico em qualquer circunstância.

Surgiram então incontáveis mestres profetizando o fim do capitalismo, todos eles ancorando suas profecias, sempre mais consistentes do que suas análises, no supremo deus das esquerdas senhor Karl Marx. Através de um querido amigo, docente da Universidade Federal da Bahia, recebi seguidos artigos nesta linha. Mesmo sabendo da profunda “esquerdização” das universidades públicas brasileiras, não imaginava a que ponto isso chegava.

O filósofo alemão morreu em 1883 e, por mais que sua obra tenha incomensurável valor, as considerações políticas e econômicas lá contidas, distam mais de cem e vinte anos de uma realidade totalmente diferente, que agora vivemos. Não há como comparar universos tão distintos, – o que Marx viveu e o atual – por conta das mudanças geopolíticas, tecnológicas e mercadológicas ocorridas no período. Não existia lá e então, tal como existe hoje, a relação conhecimento x necessidade x capital. Também, não é mais possível rivalizar os “ismos” ideológicos num mundo em que a diferença leste / oeste cedeu lugar, por fadiga do “material”, aos “ismos” religiosos por mais inconsistentes que se afigurem.

Sem perceber, os mestres que assentaram suas alegrias nas teses do alemão cometeram o erro de trazer ao ridículo, com o passar da crise e com a sobrevivência incólume do capitalismo, um personagem fantástico da história da humanidade que estabeleceu o senso crítico ao modelo político econômico dominante à época e o questionamento acerca das relações entre os homens de classes e interesses distintos e conflitantes, dentre outras profundas reflexões.

Devemos, em benefício da sabedoria, tirar Marx da economia e fixá-lo definitivamente num dos pedestais da história da humanidade. O que Marx pensou e disse sobre a questão serviu para um mundo que, após experimentar as opções ofertadas, fechou suas cortinas ao final do século passado. Marx não cabe mais como pomo de discórdia econômica ou ideológica. Por favor, respeitem Karl!!! Não usem seu belo nome em vão.

Importante entender que a crise não acabou com o capitalismo e sim com uns poucos milhares de capitalistas e organizações que alavancaram suas posições, especulando temerariamente. Estes perderam muito dinheiro e carregaram consigo, outros tantos desinformados que acreditavam levar vantagem nas ofertas de crédito fácil e hipoteca inflada, dentre outras inconsistências.

Contestando minha tese muitos dirão que empregos foram extintos. Verdade! A crise, que ora se esvai, tragou um número considerável de postos de trabalho, principalmente nas camadas mais favorecidas da população de um mundo em efervescência aquisitiva. Não mais, todavia, do que nos tirou a industrialização capitalista selvagem da China, cuja “regência”, entretanto, continua comunista.

A questão a ser analisada não é a sobrevivência ou não do capitalismo. Isso é fora de propósito. A questão é entre o bom senso ou sua ausência. Entre a ética ou a ganância. Entre o “ser” ou o ter.

Marx, repouse em paz!

(*) André Carvalho não é jornalista, é "apenas" um cidadão que observa as coisas do dia-a-dia. Um free lancer. Ou segundo sua própria definição: um escrevinhador. Seus sempre saborosos textos circulam pela web via e-mails.

domingo, 12 de abril de 2009

Lealdade de torcedor pode afastar crise

charge de bruno para a charge online
Por Fábio Kadow, em seu Jogo de Negocios
Lealdade dos torcedores pode ser remédio contra a crise na Inglaterra
Diminuição nos valores dos contratos de televisão, patrocinadores cautelosos, queda nas vendas de produtos licenciados, torcedores economizando e deixando de ir ao jogos… não são poucos os fatores que preocupam os dirigentes dos clubes do mundo todo atualmente. Porém, nesse último caso a lealdade dos fãs pode ajudar a, pelo menos, amenizar a situação.
Um estudo feito na Inglaterra pelo grupo de negócios do esporte da Deloitte mostrou que os torcedores estão sim dispostos a continuar indo aos jogos dos seus times, mesmo em tempos de crise.
Mas para isso, ainda segundo o estudo, os clubes da Premier League precisam estar atentas aos momentos e anseios dos seus torcedores, criando novas estratégias de vendas de ingressos. Um exemplo citado foi dar descontos ou ainda condições especiais para as crianças, por exemplo.
Foi constatado que, para os ingleses, o hábito de acompanhar jogos de futebol ao vivo funciona como um alívio para o stress do dia-a-dia.
Na temporada atual, os jogos dos cinco clubes ingleses mais importantes estão com incríveis 95% de ocupação nos estádios. A excepcional lealdade dos torcedores parece não ser afetada nem em tempos de forte crise.

sábado, 4 de abril de 2009

Crise aproxima ex-casais.

A crise econômica mundial, deflagrada nos EUA, pode estar contribuindo para novas espécies de relacionamento. Isto é o que mostra o casal Mathew Arce e Nicole Thompson-Arce.

Totalmente falidos e com inúmeras contas a pagar, os dois aceitaram morar na Flórida com o ex dela, Craig Thompson, de quem se separara em 2005. Mesmo após o divórcio, Nicole e Craig continuaram a ser amigos.
A própria ex-sogra (na foto com o casal falido) de Nicole foi à cerimônia do segundo casamento da ex-nora. Nicole e Mathew ficaram sem emprego e à beira do precipício financeiro.
Sensibilizado com a bancarrota do casal, Craig fez a oferta. Ele mora em uma casa com três quartos e um só banheiro. A proposta foi aceita. E agora Craig e Nicole não precisam mais criar os dois filhos em duas casas. E todos, aparentemente, estão felizes na alegria e na tristeza. E viva a modernidade!
pagenotfound

quinta-feira, 26 de março de 2009

A crise mundial e os chocolates.


A fabricante suíça de chocolates Lindt & Sprüngli, detentora da deliciosa marca de chocolates Lindt, vai fechar quase dois terços de suas lojas nos Estados Unidos, onde os consumidores estão migrando de produtos mais sofisticados para as marcas mais baratas.
São os efeitos da crise, que não está dando mole para quem não reagir rápido as novas demandas e necessidades do consumidor.
A reação negativa da Lindt contrasta com as perspectivas mais otimistas dos fabricantes de chocolates voltados para o mercado de massa, como Nestlé e a Cadbury, que já anunciaram inclusive aumento das vendas das principais marcas, como Dairy Milk e Kit Kat.
Fonte behinds

quarta-feira, 25 de março de 2009

O Brasil é um Estado de Direito?

charge de tiago recchia, para o solda



Por Vinicius Torres, em seu blog


Madoff, algemas, cadeia, Justiça e Brasil
Bernard Madoff
, o homem da fraude de mais de US$ 60 bilhões de dólares, confessou-se culpado diante de um juiz federal americano, em Nova York. Sua liberdade sob fiança foi cancelada e ele saiu do tribunal algemado, para a cadeia, onde vai esperar sua sentença.


Madoff, ex-presidente da Nasdaq, é um escroque, mas fisicamente é um homem inofensivo de 70 anos de idade. Caso não estivesse algemado, o risco maior era de que saísse correndo do tribunal e se atirasse sob um carro.


Mas é difícil dizer que os Estados Unidos não sejam um Estado de direito. No Estado de direito brasileiro, financistas não vão para cadeia, assassinos confessos e provados, mas ricos, ficam "presos" em casa, e se acredita que os juízes de primeira instância não valem o papel em que escrevem suas sentenças, pois ninguém (com advogados carésimos) será condenado até que o tribunal mais alto confirme a sentença do primeiro juiz, talvez décadas depois do primeiro julgamento, que em geral também demora muito.

Os ricos também não podem ser algemados (ninguém se importa com as detenções do povaréu, enfiado aos cachações dentro de camburões, "apresentados" pela polícia, com policiais segurando suas fuças para quem mostrem a cara para as fotos).

No Brasil, Madoff, se por um acaso remoto fosse condenado, ficaria livre até a morte.

terça-feira, 24 de março de 2009

Paraísos fiscais na mira.

imagem Linkinn
Por Antonio Ribeiro, em seu blog
Paraísos fiscais, os próximos alvos da criseA chanceler Angela Merkel fez seus diplomatas passarem a mensagem de que não apreciava as mãos de Nicolas Sarkozy nas suas costas durante cumprimentos nos encontros de cúpula.
Quem vive nas margens opostas do rio Reno, na Alemanha e na França, sabe bem que seus governantes não tem grandes afinidades. No entanto, contrário à israelenses e palestinos, eles aprenderam a arte da convivência pacífica depois de anos de disputas resolvidas por meio de bala e baioneta — a conversão de países inimigos a aliados na Europa é uma das maiores lições na história moderna.
Desta vez, junto com Barack Obama e animados pela crise econômica e financeira mundial, o casal teuto-francês desembarcará em Londres para reunião do G20, no dia 2 de abril, imbuídos no mesmo combate:


o questionamento efetivo de territórios que permitem pagar menos ou nenhum
imposto, os paraísos fiscais.


Tolerados durante três séculos, os paraísos fiscais e obstinados segredos fiscais são percebidos depois da crise como freio à necessidade de regulamentação financeira mundial.
Cada qual já pegou seu cristo. No mês passado, os Estados Unidos escolheram a Suíça, onde os bancos guardam a sete chaves 2 trilhões de dólares da riqueza mundial.
As autoridades americanas forçaram o banco UBS a fornecer detalhes das contas de 300 nacionais suspeitos de burlar o fisco — estima-se que o país perde anualmente 100 bilhões de dólares em evasões fiscais — e estão tentando conhecer a movimentação de 52.000 correntistas de bancos suiços.
A França celebrou, depois da forte pressão no governo de Andorra, a decisão do próspero principado dos Pirineus de votar lei que acaba com o segredo bancário. “Chegou o tempo de adaptar nosso sistema bancário às regras dos impostos” diz o príncipe do Luxemburgo, Alois von und Liechtenstein, sob cerrada marcação alemã.
A Bélgica propõe acabar com o segredo bancário, enquanto as ilhas Jersey e Guenersey dizem que irão responder as solicitações da administração fiscal britânica.
Em fevereiro, Singapura e Hong Kong anunciaram projetos de leis para mudar sua pratica fiscal.
Para pressionar Andorra, Sarkozy chegou a ameaçar renunciar seu titulo honorífico de co-príncipe — ao lado do bispo de Urgel — se o governo do principado não obrigasse seus bancos a serem mais transparentes. A renúncia significa que Andorra passa a ser espanhola.
Uma reportagem da revista Alternative économiques revela que 100% das empresas do CAC 40 — as 40 mais ricas da França — tem filiais nos paraísos fiscais.
Segundo a ONG Transparencia Internacional, os paraísos fiscais abrigam 400 bancos, dois terços dos 2.000 principais hedge fonds e 2 milhões de empresas de fachada.

Enquanto isso, as autoridades em Mônaco permanecem em silêncio.
Conclusão: O movimento dos governos não é bem uma medida moral, mas a busca de liquidez onde ela existe.

Tentando driblar a crise.


Por Fábio Kadow, em seu jogo de negocios
Tempos difíceis no futebol inglês
Na quarta-feira, nós publicamos números sobre o afastamento dos patrocinadores do mundo do esporte em consequencia da crise econômica (leia aqui). E, como prometemos, vamos debater agora a situação do futebol inglês.
A maioria dos clubes estão com seus contratos de patrocínio por vencer e as negociações para renovar ou para conseguir novos contratos não estão nada fáceis, mesmo com o sucesso do campeonato inglês, o mais rico e valorizado do mundo atualmente.
Dominic Curran, diretor da agência de marketing Synergy, a principal no Reino Unido quando o assunto é patrocínio, disse ao The Times que

“os clubes estão vivendo tempos difíceis, tentando achar alguma empresa
disposta a investir. O futebol vem dizendo que é forte o suficiente para sobreviver à recessão, mas agora sim teremos o primeiro teste para comprovar ou não isso
.”

Se nada mudar, os dois times de Manchester estarão sem patrocinadores nas suas camisas ao fim dessa temporada. Tanto United como City já foram avisados, respectivamente, pela AIG e Thomas Cook que seus contratos não serão renovados.
O primeiro, tido atualmente como o mais forte do mundo pelos títulos da Champions League e do Mundial, está esperançoso: acredita num novo acordo na casa de 20 milhões de libras. Já o City, que foi comprado pelos milionários árabes mas recebeu “apenas” 1 milhão de libras pela camisa, mira o Oriente Médio na busca por novos negócios.
Portsmouth, Wigan, Middlesbrough, West Brown, Hull City aumentam a lista dos que estão passando o chapéu no mercado para garantir algo na temporada 2009-10. Já os dirigentes do Bolton reclamam de outro aspecto importante: o pequeno espaço na televisão que os times menores tem durante o campeonato.
“Isso dificulta ainda mais, pois todos querem exposição nos jogos ao vivo” afirmou Phil Gartside, presidente do clube.

domingo, 22 de março de 2009

Notícia ruim? Foi ...


charge de Samuca, para acharge


Abaixo, trechos do artigo de Lucas Mendes, para a BBCBrasil
Notícia ruim? Foi engano
Não há uma conexão direta entre os dois, mas todas as manhãs, quando ligamos as tevês ou abrimos os jornais, são as palavras do dia. À noite abrem o noticiário.
Neste país da ritalina e do ADD, a maioria da população funde ou confunde Madoff com AIG.
E se não fosse a Grande Recessão, Bernie Madoff ainda estaria dando o cano na praça, a AIG estaria acumulando mais dívidas envenenadas e distribuindo bônus milionários.
Rápidas apresentações: Bernie Madoff foi presidente da Bolsa Nasdaq de NY e um gênio de investimentos que davam retornos sempre acima de 12% ao ano em qualquer cenário econômico.
Bolsa em queda? Madoff em alta. Sempre. Houve suspeitas e até denuncias, mas ninguém prestou atenção.
Dinheiro pro Madoff? Retorno garantido. Universidades, organizações de caridade, fundos de pensão de Estados, cidades, poupanças de amigos e parentes, todos queriam entregar o dinheiro a Madoff. Tudo evaporou.
Ele recolheu US$ 65 bilhoõs, mas desta recessão ele não escapou. Quando os investidores começaram a pedir o dinheiro de volta, ele quebrou.
Foi em dezembro. Nunca investiu fora das contas da própria família, e dos US$ 65 bilhões seus contadores dizem que sobraram uns US$ 800 milhões.
Os Madoffs - mulher e filhos - querem ficar com o dinheiro. Nem que a vaca tussa.
A AIG era a maior seguradora do mundo, com 74 milhões de clientes, e um dia resolveu se aventurar no mercado financeiro, livre dos regulamentos.
Cresceu tanto que ...
Para quem cansou de más notícias recomendo o tratamento Ricardo Gontijo:
trocou os jornais e telejornais por vinhos, livros e filmes e uma mensagem definitiva no telefone: se for noticia boa deixe depois do sinal. Notícia ruim? Foi engano.
Para ler o artigo completo, clique aqui

quinta-feira, 19 de março de 2009

Como equilibrar o orçamento?

foto de Dida Sampaio, para AE
(observem bem a foto)

Migalhas



Contas, um desafio político para Lula

Até a próxima sexta-feira, 20, a equipe econômica de Lula terá de apresentar o novo Orçamento de 2009, revisto.
Ele foi aprovado quando, apesar de todas as evidências, o governo e o Congresso ainda acreditavam na fantasia da "marolinha". Foi uma festa.
Agora, entre R$ 45 bi e R$ 50 bi precisarão ser cortados. Isso na melhor das hipóteses, pois se economia continuar desaquecendo como está (ver nota abaixo) a perda de receita poderá chegar próxima dos R$ 64 bi.
Além do mais, será preciso abrir espaço para os subsídios do pacote imobiliário. Uma das possibilidades para diminuir as despesas previstas, aventada no fim de semana pelo ministro do Planejamento, é a suspensão dos aumentos dos servidores públicos federais, concedidos por MPs aprovadas pelo Congresso e já sancionadas pelo presidente.
Seriam suspensos também os concursos para contratação de novos funcionários. Daria uma economia de R$ 29 bilhões. É briga certa com um dos bons ativos eleitorais do presidente e do PT - o funcionalismo público.
Outra medida é a suspensão das emendas do parlamentares, de R$ 19 bilhões. Também nesse caso é confusão da grossa. A base parlamentar aliada, que já não é das mais fiéis, vai estrilar. E todos sabem como ela se vinga : criando dificuldades.
Com um olho na administração e o outro nas eleições e na candidatura da ministra Dilma Roussef, com qual deles Lula ficará nessa questão do Orçamento ?

terça-feira, 17 de março de 2009

Crescimento ou recessão?

charge do benett


Bancos passam a prever recessão no Brasil
A economia deve encolher 1,5% em 2009, segundo a previsão de economistas do Itaú, divulgada agora de noite. É a mesma contração prevista pelos economistas do BNP Paribas, divulgada na quarta-feira.
O pessoal do Santander ainda não revisou as suas estimativas. Ainda prevê alta de 1% para o PIB. O pessoal do Unibanco ainda registra estimativa de alta de 0,3%, mas já avisou que vai revisar sua previsão para baixo. Os economistas do Citi (equipe para América Latina) estimam contração de 0,8% do PIB.
No comentário sobre o desempenho do comércio em janeiro, o pessoal do Unibanco observa que há uma disparidade na queda da produção industrial e a resistência das vendas no comércio, coisa que não pode perdurar: um dos dois lados têm de ceder.
Ou a indústria se recupera, ou o comércio cai. O nível do desemprego, claro, diz o pessoal do banco, é que vai bater o martelo.
O desemprego pior está na indústria. A indústria sofre ainda com a falta e encarecimento do crédito e com a brutal queda do comércio mundial. Logo, estamos bem dependentes do sucesso dos programas de socorro financeiro e de estímulo econômico em EUA, Europa, China e Japão.
As reduções da Selic poderão representar algum alívio, mas miúdo, neste ano. Os economistas para a América Latina acreditam que o BC cortaria a Selic em 1 ponto percentual, em abril e junho. A taxa cairia então para 9,25%.

*como são os que tem a chave do cofre, é bom botar as barbas de molho e deixar Guido Mantega brincando de economista.

Lula e Obama, nos ´States´

sábado, 7 de março de 2009

Citi no McDonalds ...

charge de andrade


"A piada de ontem na blogosfera financeira americana dizia que o McDonald's vai colocar a ação do Citigroup em seu cardápio de US$ 1. A ação do banco chegou a cair ontem (05.03) abaixo de US$ 1. Em 2006, chegou a US$ 57.
Os papéis do Citi e até de bancos como o JPMorgan e o Wells Fargo foram para o ralo, aparentemente porque a notória Moody's relatou que também os bancões saudáveis terão mais perdas. A esperança é que, como a Moody's e suas irmãs classificadoras de risco não acertam uma, o sistema financeiro americano comece a melhorar agora. Sim, era só uma piada.
Piada nacional? Foi Lula dizer ontem que os trabalhadores não podem ser "punidos" com desemprego "nesta crise".
Os Ignorantinhos de são João de Deus devem ter orado pelo presidente. Se não houvesse desemprego, não haveria crise, certo? Crise significa desemprego. O que mais poderia ser chamado de crise?
Talvez a eleição de Fernando Collor, cortesia de Renan Calheiros, para cuidar da comissão do Senado que trata de infraestrutura e do PAC, a menina-dos-olhos-novos de Dilma Rousseff e de Lula.
Mas, não, está tudo bem. José Múcio, ministro de Lula, assegura-nos que Collor vai levar sua "experiência" à comissão. O escárnio desce de nível a cada dia, rolando com as Bolsas."


Assinante da Folha pode ler o texto na íntegra, aqui.