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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

5 Peças de publicidade que deram errado em 2014

I - RED BULL

o famoso slogan "Red Bull te dá asas!", custou caro à empresa. Ela foi condenada a pagar 13 milhões de dólares em uma ação coletiva nos EUA que alegou que o slogan era propaganda enganosa.


Consumidores reclamaram que a bebida não aumentava o desempenho físico e mental e, muito menos, dava asas.

Adeus a linguagem figurada ou é coisa de americano? A empresa topou dar 10 dólares de reembolso a cada pessoa que comprou um Red Bull na última década. 


II - FRIBOI
O anúncio com o cantor Roberto Carlos como garoto-propaganda da Friboi caiu como uma bomba. No comercial, o rei não chega a comer o bife que está no prato mas diz que voltou a comer carne depois de anos sendo vegetariano. Só diz.



A empresa simplesmente não recuperou o investimento nessa aposta ousada. Marca e cantor romperam um contrato de 45 milhões de reais e acabaram na justiça para resolver pendências.

 III - Adidas
A empresa passou por maus momentos com o lançamento de uma coleção sobre o Brasil, acusada de incentivar o turismo sexual.



As camisas vinham estampas com "Looking’ to score", que pode ser traduzida por "em busca dos gols", mas também é uma gíria que significa "pegar garotas". As vendas foram suspensas.


IV - Victoria's Secret
A campanha "The Perfect Body" foi duramente criticada por muitas mulheres. Suas modelos - todas muito magras - divulgavam a nova linha de sutiãs "Body". Mas todos entenderam que a marca estava dizendo que aquelas mulheres tinham corpos perfeitos.



Teve campanha com hashtag nas redes sociais, petição online e até a contra-campanha "The Real Perfect Body", com mulheres de diversos tipos físicos.


V - ANUNCIE AQUI
Em outubro, um caminhão causou grandes problemas no trânsito de Moscou. É que ele levava um anúncio com uma foto imensa de seios. A imagem distraiu os motoristas.




O anúncio era, justamente, de uma empresa especializada em anunciar em veículos. Que queria mostrar a efetividade visual de uma ação. Causou precisamente 517 acidentes.


Quer ver mais? clique aqui

quinta-feira, 17 de abril de 2014

A cueca de Neymar



Por Juca Kfoury. Publicado na Folha de SP em 17ABR2014
Transcrito do Blog do Paulinho

A cueca de Neymar
“Cadê os limites? Cada vez mais o dinheirismo invade áreas antes consideradas sagradas”

Era só o que faltava. No mundo dos popstars em que se transformaram os jogadores de futebol, uma das estrelas exagera e mostra por cinco vezes a marca de sua cueca. Inútil tentar dizer que não foi de propósito porque se o marketing não conhece limites a burrice humana tem os seus.



Ninguém com dois neurônios acredita que tenha sido obra do acaso.

Pense em Tostão mostrando sua roupa de baixo. Não, não vá tão longe. Pense em Lionel Messi.
 
Neymar tem garantidas não só a riqueza dos que o geraram como dos que já gerou e vier a gerar. Mesmo assim, topou confundir alhos com bugalhos, esquecido de que, no gramado, seu ofício deveria ser só seu ofício, o de jogar futebol.

Mas, não. Deixemos para trás as polêmicas antigas sobre as placas de propaganda nos estádios ou, mais modernamente, mas nem tanto, a dos patrocínios nas camisas, práticas que escandalizaram tanta gente boa, embora impostas pelas necessidades do grande negócio do esporte na indústria do entretenimento.

Não se trata de diabolizar o ex-santista, já suficientemente envolvido numa transação nebulosa com o Barcelona, o clube que o contratou antes de tê-lo como adversário numa decisão de título mundial.

Trata-se apenas de discutir limites, de coibir exageros, como os que descredibilizam a atividade jornalística, infestada por garotos-propaganda. Ainda se fosse para garantir o prato de comida de todos os dias ou o leite das crianças, vá lá. A ninguém seria dado o direito de palpitar na vida dos outros, porque cada um sabe onde o calo aperta.

Precisar Neymar certamente não precisa. Do mesmo modo em que os veículos de imprensa têm seus espaços apropriados para mensagens comerciais, sem os quais não sobrevivem, o craque já se ocupa o bastante com as campanhas publicitárias que protagoniza.

Talvez ele não saiba, mas em 1982, a maravilhosa seleção brasileira derrotada na Copa da Espanha viveu a estranheza de ver o ponta-esquerda Éder ser acusado de ganhar para correr em direção a uma determinada placa de propaganda quando comemorasse seus gols, o que o teria levado a não passar bolas para companheiros mais bem colocados, na ganância mais dos dólares que pelos gols.

Não, Neymar não fez isso nem passou perto, em gestos até naturais. No entanto, parece óbvio que entrou em campo preocupado com algo mais que jogar, por si só um pecado. Ainda venial, com o risco de passar a ser mortal se levado adiante. Ainda mais na Copa do Mundo.