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quinta-feira, 25 de setembro de 2014
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Marina e suas palestras
Por Stephen Kanitz
Transcrito de seu Artigos para se pensar
Marina e suas palestras
Marina será a primeira presidente do Brasil que já dava palestras ANTES de assumir o cargo, e não DEPOIS. Isto significa que ela tinha algo valioso para dizer às empresas que não jogam dinheiro fora à toa.
E eu, como palestrante que sou, garanto que ninguém imaginava que ela seria a favorita em 2014. As palestras da Marina são sobre Empresas Sustentáveis.
Duas das empresas onde ela deu palestras, Banco Itaú e Unilever, se tornaram uma das 20 empresas mais sustentáveis do Brasil, prêmio da Revista Exame.
Que palestras você acha que Aécio ou Dilma davam ou vão dar se é que alguém os contrataria?
Arte de Baptistão
Marina também deu palestra para o Banco Santander, que na época do Fábio Barbosa era uma empresa campeã, preocupado com sustentabilidade.
E estão insinuando que Marina estava dando “insider information” para estes bancos.
Muito pelo contrário, os presidentes que dão palestras DEPOIS estes sim estão dando para aqueles que os contratam “insider information”, e bota insider nisto.
Ninguém contrata e jamais contratou Fernando Henrique Cardoso pelos seus conhecimentos de Sociologia. Aliás, por que não? Empresas não gostariam de saber a parte sociológica das classes C e D, por exemplo? Claro que gostariam. Especialmente vinda do maior sociólogo do Brasil, em vez de mim, mero administrador.
Mas FHC estudou “Das Capital” na USP, e escrevia sobre luta de classes. Enquanto eu escrevia sobre o futuro dos produtos populares para as classes C e D.
Marina estava e está na frente do seu tempo em questões de administração e sustentabilidade empresarial. E por isto sua equipe está e será ainda mais repleta de administradores socialmente responsáveis, muitos que seguem as ideias que ela transmite nas suas palestras.
Foi assim que ela chamou a atenção de empresas como a Natura e Itaú, e por isto tantos administradores socialmente responsáveis, como Oded Grajew e Guilherme Leal trabalham com afinco para ela.
Arte de Aroeira
A todos que insinuaram picaretagem nas suas palestras, e nas de palestrantes em geral, esperamos o devido retratamento. Quando as verbas da Caixa Econômica Federal, Petrobras e Banco do Brasil se esvaziarem dos seus blogs, quero ver se vocês de fato viverão do seu conteúdo.
Marina também é a única candidata que não tem emprego público e aposentadoria milionária garantida. Vive de renda ganha e não redistribuída.
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Ruth de Aquino: Transmarina e a "zelite"
Por Ruth de Aquino
Publicada em seu blog em 29AGO2014
Transmarina e a “zelite”
"O problema do Brasil não é sua elite, mas a falta de elite. Não tenho preconceito contra a condição econômica e social de quem quer que seja. Quero combater essa visão de apartar o Brasil, de combater a elite. Essa visão tacanha de combater as pessoas com rótulo. Precisamos fazer o debate envolvendo ideias, empresários, trabalhadores, juventudes, empreendedores sociais. Com pessoas de bem de todos os setores, honestas e competentes.”
Arte de Sponholz
Essa resposta desconcertante de Marina Silva no debate da Band entre os candidatos à Presidência mostra que Dilma Rousseff e Aécio Neves terão de dar um duro danado para dinamitar – ou “desconstruir” – a rival.
O Brasil do PT tem reforçado o maniqueísmo entre pobres e ricos, ou “proletariado” e “burguesia”, expressões caras da esquerda caviar-champanhe. Como se os pobres fossem todos bons, puros, generosos e vítimas – e os ricos fossem todos safados, cruéis, desnaturados e bandidos. Em nosso país, quem ganha mais de seis salários mínimos é rico.
Nos últimos tempos, sobrou fel até para a classe média. Vimos com espanto o vídeo com o discurso histérico da filósofa da USP Marilena Chauí no ano passado. Era uma festa do PT para lançar o livro 10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil: Lula e Dilma. “Odeio a classe média”, afirmou Chauí, sob aplausos, risos e “u-hus” da plateia. “A classe média é o atraso de vida. A classe média é a estupidez. É o que tem de reacionário, conservador, ignorante. Petulante, arrogante, terrorista.” Presente no palco, Lula ria e aplaudia a companheira radical petista, embora dificilmente concordasse. “A classe média é uma abominação política porque é fascista. É uma abominação ética porque é violenta”, afirmou Chauí, fundadora do PT e adepta da luta de classes.
É uma luta que Marina considera antiquada e ruim para o país. Sua ideia de elite é outra: quem se sobressai no que faz, quem inspira e lidera. Neca Setubal, socióloga, educadora, autora de mais de dez livros, defensora do desenvolvimento sustentável e herdeira do banco Itaú, é o braço direito de Marina. Com seu discurso de união e um plano de governo de 244 páginas, costurado com Eduardo Campos, Marina ameaça tornar-se presidente do Brasil, segundo as pesquisas de intenção de voto.
Ela não passa de uma amadora, diz Aécio Neves. Marina responde: “Melhor ser amador do sonho que profissional das escolhas erradas”. Ela faz uma campanha da mentira, afirma Dilma. “Mentira”, responde Marina, “é dizer que os adversários não estão comprometidos com políticas sociais”.
Arte de Sponholz
Marina virou o sujeito da mudança. Colhe em sua rede indecisos, revoltados, idealistas, anarquistas e também aecistas e dilmistas. Isso não é elogio, só a constatação de um fato provado em pesquisas. Os “marineiros” são um caldeirão de eleitores de diversas ideologias, ou avessos a pregações ideológicas. Quando Marina diz que “a polarização PT-PSDB já deu o que tinha que dar”, ou que “o Brasil não precisa de um gerente, mas de um presidente com visão estratégica”, isso bate forte em milhões de brasileiros de todas as idades.
Arte de Cazo
Marina não tem resposta para uma enormidade de questões – entre elas, como a “nova política” poderá ser diferente da “velha política”, se concessões e alianças são essenciais para aprovar reformas, governar o país e transformar em realidade seus sonhos. Marina tem convicções pessoais que precisará reavaliar ou abandonar se quiser mesmo colocar o país nos trilhos do futuro, abraçar as novas famílias e os estudos de células-tronco.
Mas seu discurso de grandes linhas, abstrato e utópico, empolga e atrai. Os adversários a ajudam. De um lado, temos o desfile chato, emburrado e claudicante de percentagens e estatísticas infladas. Do outro, um rosário sorridente de êxitos discutíveis em Minas Gerais.
Nos Estados Unidos, Barack Obama ganhou uma eleição no discurso, na oratória, no simbolismo – não no preparo ou na experiência administrativa. Guardadas as proporções, Marina busca o mesmo.
Nas redes sociais, a ascensão de Marina provocou uma campanha de ódio e ironias. Ela foi chamada de “segunda via do PSDB” – porque defendeu a estabilidade iniciada por Fernando Henrique Cardoso e porque os tucanos votariam nela, jamais em Dilma, num confronto direto. Chamaram Marina de “segunda via do PT” – porque defendeu a política de inclusão social de Lula. Traíra, oportunista e coisas piores. Fizeram uma montagem de seu rosto com o corpo nu da mulata Globeleza. Disseram que ela tem “cara de macaco”. Um show de racismo e de pânico.
Os arautos à esquerda e à direita a chamam de “novo Collor” ou de “Jânio de saias”. A Transmarina, ao acolher a “zelite” do bem, veio para confundir. E incendiar uma eleição antes morna, entediante e previsível.
Marina, a sobrevivente
Por Maria Lúcia Vitor Barbosa
Em 24AGO2014
A sobrevivente
Da morte trágica do candidato à presidência da República, Eduardo Campos, emergiu a sobrevivente, Marina Silva, que tendo se abrigado no PSB por não ter conseguido registrar o seu partido Rede Sustentabilidade seria a vice na chapa.
Como escreveu Elias Canetti em sua magistral obra, Massa e Poder: “O momento de sobreviver é o momento do poder”. “O espanto diante da visão da morte se dissolve em satisfação, pois não se é o morto”. “O morto está estendido e o sobrevivente está de pé”. “É como se um combate tivesse antecedido aquele momento, e nós mesmo tivéssemos derrubado o morto”. Canetti se referia às batalhas onde se mata e morre literalmente, mas não é uma campanha eleitoral uma espécie de batalha?
Cartaz colocado em rua de Camaçari,
cidade da Grande Salvador
Marina, a sobrevivente, se sente ungida pela “providência divina”, segundo suas palavras. Na eleição de 2010 obteve 20 milhões de votos e ficou em terceiro lugar. Neste ano viu frustrada sua intenção de voltar à campanha presidencial por ter falhado a oficialização da Rede Sustentabilidade. Agora, por um desses acasos que ela atribui a forças sobrenaturais ei-la no centro do palco da política.
Alçada à cabeça de chapa Marina se transformou rapidamente de hóspede em hospedeira do PSB e sua primeira providência foi a de substituir os comandos da campanha por gente sua, enquanto alijava o pessoal de Eduardo Campos. Portanto, o PSB pode dar adeus às ilusões. A Rede que ainda não existe adonou-se da escalada ao Planalto e se Marina chegar lá tudo indica que não sobrará nada para os socialistas de Campos. As aspirações pesebista foram sepultadas junto com o líder morto.
Arte de Ivan Cabral
Dizem em tom de brincadeira que Marina é verde por fora e vermelha por dentro. Toda brincadeira tem um fundo de verdade e não se duvide que no peito de Marina bata ainda um coração petista. A sobrevivente ungida é como o avatar de um PT já longínquo que se dizia puro, ético, a verdadeira esquerda que vinha para mudar o que estava errado.
Á frente do PT a estrela barbuda, que na quarta tentativa chegou lá depois de vestir terno Armani, aparar a barba e fazer publicar uma Carta na qual se comprometia a manter os fundamentos da nossa economia capitalista de Terceiro Mundo.
No poder os éticos e puros mostraram a que vieram e foram na nossa endêmica corrupção os mais corruptos. Incompetentes, reeditaram a inflação, a inadimplência e nos fizeram o país dos pibinhos, dos descalabros na Educação e na Saúde, da Petrobras arrebentada, da diplomacia vergonhosa que defende e custeia os mais nefastos ditadores mundiais. Para piorar o País é o lanterninha dos Brics.
?
O Brasil como paraíso é uma fraude gerada pela propaganda enganosa. O que de fato se tem é a herança maldita dos quase 12 anos de governo Lula, pois a bem da verdade, nos últimos desastrosos quatro anos foi o criador que mandou e a criatura somente obedeceu.
Note-se que a sobrevivente já iniciou sua metamorfose ao incorporar como vice o gaúcho Beto Albuquerque, ex-petista que agora é citado como defensor do agronegócio. Marina, como se sabe, sempre foi contra o agronegócio. Será que mudou? Afinal, ela apoia os sem-terra.
A candidata da Rede também já aceita a ideia da autonomia do Banco Central. É o que afirma a herdeira do Banco Itaú, Maria Alice Setubal, amiga e coordenadora do programa de governo da sobrevivente. Sem dúvida, um truque da candidata com o intuito de agradar o mercado, que se antes temia Lula agora a teme. Só falta a Rede lançar uma Carta para apaziguar certos ânimos.
Marina está fortalecida. Leva vantagem sobre Rousseff porque além de ser mulher representa com seu aspecto frágil um perfil bem mais feminino. E ganha de Lula porque teve como ele origem humilde, mas, como já foi dito é mulher e negra. Daqui a pouco vão dizer de modo politicamente correto que é mulher, negra e índia. Então, aí de quem criticá-la. Tal coisa será considerada não como preconceito, mas como crime de racismo, portanto, inafiançável.
Arte de Sponholz
A sobrevivente, que se esclareça, não é terceira via e sim o Lula de saias abanando uma bandeira vermelha. Com relação ao PT ela pode dizer: “eu sou você amanhã”. Mas, quais são seus planos de governo? Já se sabe que seu programa incluirá os tais conselhos populares idealizados pelo PT e outros canais de democracia direta. Uma quinada e tanto à esquerda que talvez o PT faça caso Rousseff ganhe.
Quanto ao PSDB nunca foi oposição ao PT por temer a popularidade do demagogo Lula. Se agora os tucanos continuarem abúlicos por conta do medo da “santa da floresta” e seguirem sacudindo seus punhos de renda contra a borduna do PT e o arco e flecha da Rede, podem jogar a toalha. Então, ecoará da Papuda a profecia de José Dirceu: “Viemos para permanecer 20 anos”. “Muito mais”, dirá Lula, “meu modelo é Fidel Castro”.
sexta-feira, 4 de abril de 2014
terça-feira, 8 de outubro de 2013
O velho se transvestindo de novo...
Por Vinícius Torres Freire
Publicado na Folha de SP em 08OUT
Transcrito do a varanda
Pela ótica na política
Publicado na Folha de SP em 08OUT
Transcrito do a varanda
Pela ótica na política
Marinismo e campismo querem enterrar o velho na política, mas ainda dançam a mesma ciranda
Eduardo Campos e seu partido, PSB, estiveram no governo de Dilma (PT) até setembro. Marina Silva foi ministra de Lula entre 2003 e 2008 e foi PT até 2009. Ok, saiu faz quatro anos, o período entre duas Copas do Mundo e duas eleições, mas foi petista desde meados dos anos 80, embora do "velho PT", decerto.
No dueto do final de semana, Marina e Campos cantavam a modinha do "novo" na política. Querem "enterrar a velha política do Brasil" (Campos), "o Brasil que está aí com esse atraso na política que pode fazer a gente perder as conquistas que a duras penas ganhamos..." (Marina), pois "ninguém vai melhorar esse país se não melhorar a política que está lá fora".
Aroeira
Pois então. Além de estar no governo Dilma até o mês passado, Campos embarcou no seu Partido Socialista Brasileiro uns notórios oligarcas do DEM, ex-PFL. No final de agosto, Campos e o senador Aécio Neves (PSDB) confraternizavam amorosamente em jantares nos quais pareciam ter acertado uma política de boa vizinhança para a eleição de 2014. PSB e PSDB estarão (estariam?) juntos no mesmo palanque em alguns Estados.
Enfim, "business as usual", política normal e o melhor do Carnaval, ainda que a banalidade dessas conversas causasse o torpor do enfado.
Marina aderiu sem querer querendo ao PSB a fim de sair de uma sinuca de bico eleitoral-cartorial, "golpe de mestre", "jogada de alto gabarito político", segundo aficcionados da política politiqueira, mas também "business as usual". No entanto sabe-se lá que bicho vai dar, se tempestades e ímpetos amazônicos de Marina vão permitir a coabitação com o campismo e, enfim, se o eleitor vai gostar disso, eleitor que em geral não dá a mínima para eleições até a véspera, quando dá.
SID
Pois então. Marina, que passou a amar Campos, que amava o governo Dilma, mas namorava Aécio, foi para o PSB de Campos, governista até a lua passada e também companheiro de velhos DEMistas.
Desculpe-se a banalidade da pergunta ingênua, mas quem "está lá fora", na "velha política", que o marinismo e o campismo querem "enterrar"? Não sobrou quase ninguém além do PMDB e dos partidos nanicos mensaleiros e outros ainda menos notáveis ou menos notórios.
E quanto à substância? São novos por qual ótica? O que Marina e Campos podem ter de novo ou reformista não se sabe ainda.
O marinismo e o campismo querem "preservar conquistas", mas melhorar a política econômica, defendem o "tripé" palociano-luliano-tucano (inflação controlada, metas de inflação e responsabilidade fiscal) etc. Em suma, querem dizer que repetem o arroz com feijão que ouvem de seus economistas-padrão e se pelam de medo de lhes colarem a imagem de inimigos do Bolsa Família e de Lula, que têm enorme prestígio. Dilma prestou assim um grande serviço à oposição, pois serve de anteparo, de Judas, para a malhação do governo petista sem que seja necessário bater em Lula.
Mas a fórmula genérica dos economistas não quer dizer nada. Política fiscal nos trilhos, investimento e mudança tributária implicam aumento da poupança do governo, um paradão nas políticas distributivas do petismo (não sua reversão, decerto), corte nos vários benefícios previdenciários e em conflitos com Estados, para só começar o rolo.
sábado, 5 de outubro de 2013
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Marina e a Rede 2
MORETTINE
AMORIM
Correio do Povo/RS
MIGUEL
Jornal do Comércio/PE
AROEIRA
Jornal O Sul
REGI
Amazonas em Tempo
Marina e a Rede
GENILDO
PAIXÃO
Gazeta do Povo/PR
CAZO
Comércio do Jahu/SP
FRANK
A Notícia/SC
SINFRONIO
Gazeta do Nordeste/CE
REGI
Amazonas em Tempo/AM
quinta-feira, 29 de abril de 2010
CQC nas eleições
O programa jornalístico-humorístico CQC, da TV Bandeirantes, inaugurou um quadro novo: “O Povo quer Saber”.
Marina Silva, a presidenciável do PV, foi a primeira a topar a “aventura”. Respondeu a peguntas formuladas na rua. Normalmente sisuda, a candidata revelou-se dona de notável senso de humor. Manteve o rebolado.
A candidata, passou no teste com louvor. Vai ser divertido assistir à inquirição de José Serra e Dilma Rousseff. Se é que vão aceitar o convite!
Josias de Souza
quinta-feira, 4 de março de 2010
Dia de Poesia!
"De Marias, de Amélias e de Madalenas"
(Marina Silva)
No sofrimento somos Maria
Mãe de um Deus assassinado
Marias sem alegria
Dor sem futuro ou passado
Na renúncia somos Amélia
De uma triste verdade
Amélias sem sonho
Desejo ou vontade
No preconceito, Madalena
Nas praças apedrejada
Madalenas: ao pecado
E 'a culpa predestinadas
só no amor temos os nomes
E as formas de nossa estima:
Velha mãe, jovem formosa
E, eternamente, menina.
Extraída da revista Piauí - Ed. nº 40
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