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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Curtas de Ricardo Boechat

Curtas de Ricardo Boechat.
Revista ISTO É

Fronteira da ética
O destino de Luís Inácio Adams depois que deixar o comando da AGU é um escritório americano de advocacia, do qual irá virar um dos sócios. Ele tem buscado informações sobre os limites de sua nova atuação em processos que possam envolver o governo. Nunca é demais lembrar que Adams é antes de tudo procurador geral da Fazenda. Para processar o governo nos tribunais, por exemplo, só se pedir aposentadoria.



Trio de ouro
Este mês, três engenheiros da Petrobras conseguiram engordar seus contracheques por uma decisão judicial. Para os ministros do TST, eles criaram, de fato, a tecnologia para exploração de petróleo em águas profundas, tendo direito à metade do ganho da estatal com a mesma. Os outros 50% são da Petrobras, dona da patente. A decisão retroage a 1999 e vale por 20 anos. A estatal alegou que a descoberta fazia parte do trabalho do trio. A defesa provou que eles foram contratados para outra finalidade.




Porta aberta
Com a discrição que o assunto impõe, o setor automobilístico trata com autoridades do governo uma nova redução de IPI para a venda de automóveis novos. O “gatilho de confiança”, termo usado nas conversas, seria pequeno (de 3% a 5%) mas suficiente para retomar as vendas, atraindo os consumidores às lojas. Afinal, o sonho de ter um carro novo não acabou...




Contra o “leão”
A Força Sindical prepara diversos atos em frente à sede da Receita Federal e nas superintendências estaduais cobrando a correção da tabela do Imposto de Renda. O primeiro ato vai acontecer no dia 1º de março, quando começa a entrega das declarações do IR. Durante o ato, vários sindicalistas irão se vestir de leão, símbolo da Receita Federal, e morderão hollerith (demonstrativo de pagamento). Entre 1996 e 2015, a inflação foi de 260,9%, enquanto a correção realizada pelo governo ficou em 109,6%.





Lá é diferente
Fotos de bebês brasileiros publicados em jornais do mundo inteiro, pode servir de alento a mensagem do casal americano Gwen e Scott Hartley, do estado do Kansas. Eles têm duas filhas com a microcefalia, com nove e quatorze anos de idade. Gwen diz que eles foram abençoados com essas duas crianças, pois segundo ela “o passado já está morto e o futuro ainda não chegou. Já que temos apenas um dia, temos que ser felizes agora”. 

Mais informação sobre essa família no site: http://www.thehartleyhooligans.com/p/new-to-my-page-welcome-start-here.html

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Como não saber de nada?

Editorial de O ESTADÃO


Como não saber de nada?
Da enxurrada de novas revelações sobre o petrolão e similares, salta aos olhos uma questão politicamente delicada, mas cada vez mais incontornável: alguém pode acreditar de boa-fé que um escândalo dessas proporções possa ter ocorrido, se não com a participação direta e explícita, pelo menos com o tácito beneplácito ou o conhecimento do fato por parte das mais altas autoridades da República, a começar por quem chefia o Estado e o governo?

Arte de SPONHOLZ


Assim não surpreende que, nos últimos dias, tenham se avolumado as referências de envolvimento direto ou indireto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no escândalo do petrolão e, agora, seja a presidente Dilma Rousseff que apareça no noticiário – que é mais policial que político.

Em matéria de escândalos, Lula está escolado. Haja vista o mensalão, que o tempo se encarregou de rebaixar a astro de grandeza secundária numa constelação de atentados muito mais brilhantes à moralidade pública.

Arte de MARCO AURELIO


Na verdade, pode-se dizer que faz parte do charme populista do ex-presidente seu estilo blasé no trato daquilo que a esquerda, por convicção ideológica, e ele próprio, por conveniência, chamam depreciativamente de “moralidade burguesa”. De resto, o ex-presidente parece não se importar com a máxima que recomenda considerar sempre com desconfiança quem faz fortuna material na vida pública.

Dilma Rousseff é caso diferente. Ela tinha razão quando afirmava que não havia objetivamente nada a “embaçar” sua reputação. Mas agora o noticiário registra, a partir de informações constantes da delação premiada do notório Nestor Cerveró, “que Fernando Collor de Mello disse que havia falado com a presidente da República, Dilma Rousseff, a qual teria dito que estavam à disposição de Fernando Collor de Mello a presidência e todas as diretorias da BR Distribuidora”.

Arte de SPONHOLZ


Essa garantia que o senador alagoano teria afirmado ter recebido de Dilma é coerente com a anterior determinação do antecessor dela, Lula, de abrir as portas da BR Distribuidora a Collor “em troca de apoio político à base governista no Congresso Nacional”.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Joaquim Barbosa: o Brasil será humilhado...

O Brasil e os brasileiros vão passar por uma verdadeira humilhação assim que começarem os primeiros julgamentos, pela Justiça dos Estados Unidos, de envolvidos nos esquemas de corrupção na Petrobrás e da Fifa. A declaração foi dada nesta quarta-feira, 11, pelo ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, no 10º Siac - Seminário Internacional da Acrefi, que acontece em São Paulo.


Barbosa lamentou o fato de o Brasil ser signatário da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) num acordo para evitar corrupção entre empresas e, segundo ele, o governo brasileiro ainda titubear nestas práticas. 

"A tolerância à corrupção pode causar danos aos investidores. A falta de ética pode ser deletéria na formação de preços, encarecendo-os, desde o mais simples aos supérfluos", disse.

Quanto ao Brasil, disse Barbosa, há uma preocupação generalizada com a confusão que se faz no País entre o público e o privado. Para ele, a chave para a solução são mais mecanismos de controle e transparência.


segunda-feira, 20 de julho de 2015

Os momentos de fraqueza do PT

Fonte  O Antagonista


Num "momento de fraqueza", o ex-presidente da Sete Brasil, João Carlos Ferraz, embolsou 1.985.834,55 dólares em propina dos estaleiros contratados para fazer as sondas do pré-sal.

A confissão está numa carta enviada aos sócios da companhia.

João Carlos Ferraz não foi o único executivo da Sete Brasil a ter "momentos de fraqueza". A companhia baseou-se nos depoimentos de Pedro Barusco para estimar que as propinas das sondas do pré-sal somaram 224 milhões de dólares.



O PT, num "momento de fraqueza", recebeu dois terços do total - cerca de 150 milhões de dólares.

Lula, num "momento de fraqueza", e Dilma Rousseff, noutro "momento de fraqueza", determinaram que as sondas do pré-sal deveriam ter elevado conteúdo nacional.

150 milhões de dólares em propinas representam, sob qualquer ponto de vista, um elevado conteúdo nacional.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Os últimos governos e a propaganda

Por Fernando Rodrigues, em seu blog

Em 2014, ano da Lava Jato, BR Distribuidora gasta 46% a mais com propaganda
Sob Dilma, estatais aumentaram verbas publicitárias em 23%

Citada com frequência nos fatos apurados pela Operação Lava Jato, a BR Distribuidora, uma subsidiária da Petrobras, gastou R$ 105 milhões em publicidade em 2014. Essa cifra representa um aumento de 46% sobre o consumido por essa estatal em 2013.

A Petrobras, principal empresa envolvida no escândalo da Lava Jato, teve uma retração nas verbas publicitárias em 2014, registrando gastos de R$ 327 milhões contra R$ 395 milhões em 2013.

Eis os gastos da Petrobras e subsidiárias e os principais veículos que receberam a maior parte das verbas:




Comandada por indicados pelo PT, a Caixa Econômica Federal gastou R$ 559 milhões em propaganda durante 2014. Trata-se de uma alta de 29% sobre os R$ 432 milhões de 2013. Nos 4 anos de Dilma Rousseff no Palácio do Planalto (2011-2014), a Caixa acumulou gastos de R$ 2 bilhões e publicidade.

Arte de IVAN CABRAL


Outra potência publicitária, os Correios tiveram uma freada nesse tipo de despesa em 2014. Mas o valor total consumido pela estatal chegou a R$ 616 milhões durante os 4 anos de Dilma no Planalto –uma alta de 325% em relação aos 4 anos anteriores, quando Luiz Inácio Lula da Silva era o presidente.

Para ver o artigo completo clique aqui

quarta-feira, 20 de maio de 2015

O trimestre da Petrobras tem mais de quatro meses.

De Felipe Moura Brasil

O trimestre da Petrobras tem mais de quatro meses.
Para inflar em R$ 1,3 bilhão o lucro trimestral que surpreendeu o mercado neste ano, a estatal registrou ganho baseado em evento de 7 de maio, 37 dias depois do fim do trimestre.

Foi o primeiro sob a gestão de Aldemir Bendine, o amigo íntimo da socialite Val “Hello” Marchiori.

Arte de SPONHOLZ


Especialistas ouvidos pela Folha fazem os seguintes comentários:

a) “Um evento que ocorre depois do fechamento do balanço deve ser registrado em nota explicativa, mas não deve afetar o balanço.” (Eric Barreto)

b) A manobra é uma “pedalada contábil”. “Não poderia ser feito, porque é um fato gerador referente a outro trimestre. A CVM deve analisar a legalidade da manobra. O caso pede esclarecimento”. (Marcos Piellusch)

c) É “criatividade pura”. “Não é ético e fere o princípio contábil pelo qual o fato de maio deve ter efeito no segundo trimestre”. (Welinton Mota)

Eu fiz os cálculos. Pela matemática petista, o PT já está há mais de 16 anos no poder.

Hello! É tempo demais para aturar essa gente.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Quem vai processar Dilma?

Direto da página de Felipe Moura Brasil

Charges de SPONHOLZ


Quando a Petrobras destruiu provas contra Dilma Rousseff, a estatal alegou que a eliminação das gravações de reuniões estava prevista em norma sigilosa de um regimento interno que até hoje não apareceu.



Agora, outro regimento interno, encaminhado à CPI da Petrobras e obtido pelo Estadão, mostra que Dilma, como presidente do Conselho, tinha o dever de solicitar mais detalhes sobre a compra da refinaria de Pasadena, que deu um prejuízo de 792 milhões de dólares à estatal:

“Todos os conselheiros devem ler previamente o material distribuído e solicitar informações adicionais, se necessário, de forma a estarem previamente preparados para a reunião”.


Em 2014, ao ser questionada sobre a compra de Pasadena, Dilma justificou-se dizendo que se baseou num resumo executivo “técnica e juridicamente falho”.

O ex-diretor Paulo Roberto Costa declarou à CPI ontem (terça, 6) que o Conselho de Administração, presidido por Dilma, aprovou a aquisição sem “questionamento mais vigoroso”.

Não é a Petrobras que valoriza os seus regimentos internos? Pois então.

Este está em vigor desde 2006 e comprova:

Dilma é responsável legal e direta
 pelo pior negócio da história 
do capitalismo mundial.

A petista tem de ser processada por isso, independentemente se foi negligente ou cúmplice.

O PT é assim: deixa o Brasil 400 vezes pior.

Por Felipe Moura Brasil, em sua página, hoje


O PT tem mais um motivo para se orgulhar:
A Petrobras caiu da 30ª posição, em 2014, para a 416ª posição neste ano no ranking de maiores companhias do mundo elaborado pela revista americana Forbes.

Ou seja: a estatal roubada pelo PT desabou quase 400 posições na lista que reúne as empresas com ações na Bolsa, considerando receita, lucro, patrimônio e valor de mercado.



Este último caiu praticamente pela metade: estimado em US$ 86,8 bilhões em 2014, agora aparece como US$ 44,4 bilhões.

Com isso, a Petrobras passou a ser a quinta brasileira mais bem posicionada, atrás de Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Vale. Antes, era a líder.



O PT é assim: deixa o Brasil 400 vezes pior.


Empresas brasileiras na lista de maiores da “Forbes” em 2015:

42º lugar – Itaú Unibanco Holding: vlr de mercado de US$ 63,7 bilhões
61º lugar – Bradesco: valor de mercado de US$ 51,4 bilhões
133º lugar – B do Brasil: valor de mercado de US$ 23,6 bilhões
413º lugar – Vale: valor de mercado de US$ 29 bilhões
416º lugar – Petrobras: valor de mercado de US$ 44,4 bilhões
453º lugar – JBS: valor de mercado de US$ 14,7 bilhões
681º lugar – BRF: valor de mercado de US$ 18,2 bilhões
776º lugar – Itaúsa: valor de mercado de US$ 21,2 bilhões
806º lugar – Grupo Pão de Açúcar: US$ 8,5 bilhões
899º lugar – Ultrapar: valor de mercado de US$ 12 bilhões
1046º lugar – Cielo: valor de mercado de US$ 24,2 bilhões
1054º lugar – Cemig: valor de mercado de US$ 5,9 bilhões
1094º lugar – Eletrobras: valor de mercado de US$ 2,7 bilhões
1116º lugar – Braskem: valor de mercado de US$ 3,1 bilhões
1213º lugar – Oi: valor de mercado de US$ 1,7 bilhões
1228º lugar – Metalúrgica Gerdau: US$ 1,3 bilhão
1416º lugar – CPFL Energia: US$ 6,6 bilhões
1508º lugar – Óleo e Gás Participações: US$ 73 milhões
1628º lugar – CCR: valor de mercado de US$ 9,4 bilhões
1683º lugar – CSN: valor de mercado de US$ 2,5 bilhões
1765º lugar – Copel: valor de mercado de US$ 2,2 bilhões
1951º lugar – Embraer: valor de mercado de US$ 5,8 bilhões
1989º lugar – Banrisul: valor de mercado de US$ 1,6 bilhão
1998º lugar – Weg: valor de mercado de US$ 8,5 bilhões

segunda-feira, 27 de abril de 2015

A ruína da Petrobrás tem padrinhos


Por Josias de Souza, recebido por e-mail.

Garimpagem de Haroldo Quadros

O nome da ruína
Ao divulgar o balanço da Petrobras, Aldemir Bendini, presidente da companhia, pediu “desculpas em nome dos funcionários.” Disse que “há um sentimento de vergonha.” A maior injustiça que se pode cometer com a estatal é acomodar nos ombros do seu corpo funcional toda a responsabilidade pelo desastre escancarado na escrituração tardia. Essa ruína tem nome(s): Lula e Dilma Rousseff.



Por delegação de Lula, a Petrobras está sob a alçada de Dilma desde a chegada do PT ao poder federal, em janeiro de 2003. Primeiro, ela foi ministra de Minas e Energia, de cujo organograma pende a estatal. Depois, acumulou as atribuições de super gerente da Casa Civil com a presidência do Conselho de Administração da Petrobras. Em seguida, como presidente da República, centralizou todas as funções.

Lula e Dilma já disseram que não sabiam de nada sobre a pilhagem que pôs a Petrobras de joelhos. Agora, além da piada da cegueira, a dupla terá de arranjar uma lorota para justificar a incompetência. Os números oficiais informam que a corrupção não foi o maior problema da Petrobras. A inépcia gerencial foi sete vezes superior à roubalheira.



Os auditores lançaram na coluna do passivo perdas de R$ 50,8 bilhões. Desse total, R$ 6,194 bilhões referem-se ao câncer das propinas escarafunchadas na Operação Lava Jato. Os outros R$ 44,63 bilhões viraram fumaça por conta da incúria administrativa. Nessa conta, entram delírios nascidos da megalomania de Lula e do interesse em fazer uns dinheirinhos para saciar os apetites do conglomerado partidário que gravita na órbita do governo.

Cancelaram-se novas etapas da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e do Comperj, no Rio. Foram enviadas às calendas as refinarias companheiras do Ceará e do Maranhão, prometidas pelo morubixaba do PT aos clãs Gomes e Sarney, respectivamente.

Sob Lula, Dilma engolira todos esses empreendimentos sem esboçar contrariedade. Se discordasse, teria sido enviada ao olho da rua pelo chefe. Ou teria pedido o boné. Preferiu ficar. Mais que isso: sucedendo o criador, optou por manter o discurso triunfalista e as obras delirantes. Pior: escamoteou a movimentação dos representantes da bancada do dinheiro na diretoria da Petrobras.



Admita-se, para efeito de raciocínio, que o grosso do escândalo que carcome a administração Dilma foi jogado no colo dela pelo antecessor. A criatura teve uma chance de espantar a macumba do criador há pouco mais de um ano. Em março de 2014, numa resposta ao Estadão, Dilma informara em nota que, como presidente do Conselho Administrativo da Petrobras, aprovara a compra da refinaria texana de Pasadena com base em “informações incompletas” deitadas sobre um “parecer técnica e juridicamente falho” pelo então diretor Nestor Cerveró.

Dias depois, o juiz Sérgio Moro mandou a Polícia Federal prender Paulo Roberto Costa, um ex-diretor da Petrobras que deixara a empresa sob elogios da direção. Podendo associar-se a sério aos esforços para lancetar o tumor, Dilma se deixou enquadrar por Lula e pela banda do PT que traz um código de barras na lapela.

Arte de DÁLCIO


Criticada pelo “erro” do sincericídio da nota sobre Pasadena, a presidente recolheu a língua e liberou seus operadores para negociarem o silêncio de Cerveró e de Paulinho. Com isso, abriu mão de se tornar solução para continuar sendo parte do problema. Por azar, Paulinho decidiu lutar pela redução de suas penas com o suor do seu dedo. Foi imitado por outros 15 delatores.

Na noite passada, ao informar que a Petrobras registrou prejuízo de R$ 21,58 bilhões no ano de 2014, invertendo o lucro de R$ 23,6 bilhões que amealhara em 2013, Aldemir Bendini construiu uma analogia aérea: “Vejamos o caso de um desastre aéreo. É sempre através dele que se aperfeiçoam as medidas de segurança. Vamos dizer que a gente passou por um grande desastre. Isso servirá para que a gente invista cada vez mais em governança.

Arte de OSCAR OCHOA


A imagem, por infeliz, remete a plateia à tragédia aérea mais recente, aquela em que o copiloto Andreas Lubitz trancou o piloto do jato da companhia Germanwings do lado de fora da cabine e mergulhou o voo 4U9525 nas montanhas dos Alpes franceses, matando 150 pessoas. Se Dilma bobear, Lula ainda vai bater à sua porta para, num desespero simulado, assumir o papel do piloto inocente.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

TCU tenta impedir a rapinagem

Direto de O ANTAGONISTA

O Ministério Público de Contas junto ao TCU ingressará hoje com outra representação. Agora, para evitar que Caixa e Banco do Brasil emprestem 3,7 bilhões de dólares à Sete Brasil, a lavanderia de dinheiro do PT disfarçada de empresa fabricante de sondas para o pré-sal.

O ministro relator será Raimundo Carreiro.

Arte de THOMATE


Já há uma representação no TCU para impedir que o BNDES empreste mais dinheiro público à lavanderia petista. Coube ao ministro Weder Oliveira ser o relator.

O TCU é, neste momento, o grande campo de batalha entre o Brasil e a organização criminosa.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

O staff da corrupção

Direto do Diário do Poder

Aos menos quarenta funcionários da Petrobras podem ter participado do esquema de corrupção desmantelado pela Operação Lava Jato, segundo fontes policiais. Experientes investigadores acreditam que os ex-diretores Paulo Roberto Costa (Abastecimento), corrupto confesso, e Renato Duque (Serviços), presos pela Justiça, não comandariam o fabuloso esquema de corrupção sem o auxílio de um “staff” corrupto.

Arte de SINOVALDO


O “staff” dos ex-diretores teria atuado não apenas na própria sede da Petrobras como também em obras como a refinaria de Abreu e Lima.

Nesta fase, a Operação Lava Jato se empenha em definir o papel dos líderes do esquema, para depois identificar seus cúmplices.

As diretorias de Abastecimento e de Serviço da Petrobras coordenam outras dez subdiretorias. A Polícia Federal investiga todas.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Exército em retirada

Por Ney Vilela.

Recebido por -mail

Exército em retirada
Uma das manobras mais difíceis de se executar, por parte de um exército, é a retirada. Ceder território é desmoralizante e passa o sentimento psicológico de que a derrota se aproxima. Mas, independentemente dessa situação ser constrangedora, um bom general precisa garantir que seus exércitos consigam se reagrupar, ganhando condições operacionais para enfrentar as próximas batalhas.

Arte de NEWTON SILVA


Ao realizar a manobra de retirada, é costumeiro que o exército em recuo deixe, no caminho, uma parcela de suas tropas com a função de obrigar o inimigo a perder algum tempo enfrentando-as. Assim, quem se retira troca espaço por tempo, conseguindo as condições para se reorganizar e melhor poder defender suas posições, a seguir.

Observe-se o que aconteceu com Graça Foster, presidente da PETROBRAS: ela foi submetida a um desgaste desumano, nesse último ano. Enquanto ficava evidente que a PETROBRAS teve seus recursos dilapidados e foi literalmente implodida em nome dos interesses do partido que se apoderou da máquina de governo, Graça Foster atraiu o fogo da bateria do exército da oposição, enquanto o ex-presidente da empresa, o ex-presidente da República e a liderança partidária do PT ganharam um tempo precioso que lhes permitiu vencer a eleição presidencial e se organizarem para o grande embate judicial que se aproxima.

Arte de CLAYTON


Como "tropa retardadora", Graça Foster (além de um grupo de diretores da PETROBRAS), deu o melhor de si, sacrificando-se com ardor missionário – sabe-se lá por que – em benefício de Lula da Silva e de Dilma Rousseff.

Diante desses fatos, observa-se que o exército da oposição não pode esquecer que é necessário levar à rendição quem assinou o contrato que levou a PETROBRAS a perder mais de um bilhão de reais com a Refinaria de Pasadena. E quem assinou esse contrato foi o Conselho da empresa, dirigido – na época – por Dilma Rousseff. Deve ser levado ao tribunal de crimes de guerra o camarada que fez o acordo com a Venezuela para se construir a Refinaria Abreu e Lima, o que levou a um prejuízo de aproximadamente 20 bilhões de dólares. E quem realizou esse acordo foi Lula da Silva.

Deve ser levado à rendição quem doou petróleo para a Venezuela (!) no período da crise que quase derrubou Hugo Chávez. E quem fez isso foi Lula da Silva.

Arte de LUSCAR


Precisa ser derrotado quem alterou o contrato de exploração das jazidas de petróleo, criando o sistema de partilha que exaure os recursos da PETROBRAS. É necessário levar à rendição quem resolveu combater a inflação mantendo congelado os preços dos combustíveis fósseis, destruindo o equilíbrio financeiro da PETROBRAS. E quem fez isso foi Lula da Silva.

E, para não perder a viagem, a oposição deve levar às barras dos tribunais, quem destruiu o equilíbrio das empresas que produzem energia elétrica. E também quem entregou os recursos do BNDES – com juros subsidiados – para algumas empresas que, posteriormente, faliram. A oposição também precisa punir (sempre dentro da lei) quem doou dinheiro para se construir um porto, em Cuba, e uma linha de metrô, na Venezuela, com os recursos do contribuinte brasileiro, enquanto há tantas deficiências de infraestrutura em nosso próprio país. E quem fez isso foi Lula da Silva.

Arte de NEWTON SILVA


Graça Foster é desimportante: o que interessa é penalizar os mandantes. Trata-se de capturar os generais desse exército em retirada.

(*)  Ney Vilela é Coordenador Regional do Instituto Teotônio Vilela de Estudos Políticos

segunda-feira, 2 de março de 2015

Lulla ameaça a democracia

Por Ricardo Noblat.
Publicado em O GLOBO em 02MAR2015



Da esperança à ameaça
O que leva Dilma, aos 67 anos de idade, a ser tão rude com seus subordinados? A pedido de quem me contou, não revelarei a fonte da história que segue. No ano passado, ao ouvir do presidente de uma entidade financeira estatal algo que a contrariou, Dilma elevou o tom da voz e disse: 

"Cale a boca. Cale a boca agora. Você tem 50 milhões de votos? Eu tenho. Quando você tiver poderá ocupar o meu lugar".

Arte de ANGELI


Dilma goza da fama de mal-educada. Lula, da fama de amoroso. Não é bem assim. Lula é tão grosseiro quanto ela. Tão arrogante quanto. Eleito presidente pela primeira vez, reunido em um hotel de São Paulo com os futuros ministros José Dirceu, Gilberto Carvalho e Luís Gushiken, entre outros, Lula os advertiu: 

"Só quem teve voto aqui fui eu e José Alencar,
 meu vice.
 Não se esqueçam disso".

Em meados de junho de 2011, quando Dilma sequer completara seis meses como presidente da República, ouvi de Eduardo Campos, então governador de Pernambuco, um diagnóstico que se revelou certeiro. "Dilma tem ideias, cultura política. Mas seu temperamento é seu principal problema", disse ele. "Outro problema: a falta de experiência. E mais um: tem horror à pequena política. Horror".

Na época, Eduardo era aliado de Dilma. Nem por isso deixava de enxergar seus defeitos. "Dilma montou um governo onde a maioria dos ministros é fraca", observou. "Todos morrem de medo dela. No governo de Lula, não.ministro era ministro. Agora, é serviçal obediente e temeroso. Lula não pode fingir que nada tem a ver com isso. Foi ele que inventou Dilma".



Lula não perdoa Dilma por ela não ter lhe cedido a vez como candidato no ano passado. Mas não é por isso que opera para enfraquecê-la sempre que pode. Procede assim por defeito de caráter. Com Dilma e com qualquer um que possa causar-lhe embaraço. Se precisar, Lula deixa os amigos pelo meio do caminho. Como deixou José Dirceu, por exemplo. E Antonio Palocci.

Pois foi com o discurso belicoso de sempre que Lula participou de um ato no Rio em favor da Petrobras. Pediu que seus colegas de partido defendessem a empresa e se defendessem da acusação de que a saquearam. E, por fim, acenou com a possibilidade de chamar "o exército" de João Pedro Stédile, líder do MST, para sair às ruas e enfrentar os desafetos do PT e do governo.



Washington Quaquá, presidente do PT do Rio, atendeu de imediato ao apelo de Lula. Escreveu em sua página no Facebook: 

"Contra o fascismo, a porrada. Não podemos engolir esses fascistas burgue-sinhos de merda. Está na hora de responder a esses filhos da puta que roubam e querem achincalhar o partido que melhorou a vida de milhões de brasileiros. Agrediu, damos porrada".

Para o bem ou para o mal, este país carregará a marca de um ex-retirante miserável, agora um milionário lobista de empreiteiras, que disputou cinco eleições presidenciais, ganhou duas vezes e duas vezes elegeu uma pessoa sem voto e sem preparo para governar. Lula já foi uma estrela que brilhava. Foi também a esperança que venceu o medo. Está se tornando uma ameaça à democracia.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

O preço da fanfarronice dos governantes

BRASIL NO EXTERIOR


Por Reynaldo Azevedo.
Publicado em sua página na VEJA online em 25FEV2015

... eis o legado do fanfarrão...
Parecia roteiro de filme barato, mas era verdade. Nesta terça, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva, cercado por milicianos truculentos, comandava um ato no Rio contra a Operação Lava Jato, contra a imprensa e contra a decência, a agência de classificação de risco Moody’s rebaixava uma vez mais, a exemplo do que fizera em janeiro, a nota da estatal, que já estava em Baa3, o último patamar do chamado grau de investimento. Agora, na Moody’s, a estatal está no grau especulativo — ou por outra: a agência está dizendo aos investidores do mundo inteiro que pôr dinheiro na Petrobras não é seguro. A agência está dizendo ao mundo inteiro que emprestar dinheiro para a Petrobras é arriscado.

Arte de AROEIRA


Desta feita, não foi uma queda qualquer: a Moody’s botou a Petrobras dois degraus abaixo de uma vez só. Em vez de cair para Ba1, o que já seria catastrófico, a empresa despencou para Ba2, e a agência ainda cravou um viés negativo no caso de uma futura avaliação. Só para vocês terem uma ideia: acima dessa nota, há outras… 11. Abaixo dela, apenas 9. Na Fitch e na Standard & Poor’s, a Petrobras está também a um rebaixamento apenas de passar para o grau especulativo.

Arte de CAZO


A partir de agora, tudo se torna mais difícil para a empresa. A maioria dos fundos proíbe investimento em empresas nessa categoria. Pior: em alguns casos, a ordem é se desfazer dos papéis, ainda que amargando prejuízos. Para se financiar dentro e fora do Brasil, a Petrobras terá de pagar juros mais elevados. E isso se dá num momento em que a empresa já teve de reduzir ao mínimo seus investimentos na área de exploração e refino de petróleo, suas atividades principais.

Arte de MARCO AURELIO


O mais impressionante é que o rebaixamento veio duas semanas depois de Dilma trocar toda a diretoria da Petrobras. Isso reflete a confiança do mercado na nova equipe. A operação foi desastrada. Com ou sem razão — e nós veremos —, o juízo unânime é que a governanta escolheu um presidente para maquiar no balanço as perdas bilionárias decorrentes da corrupção e da gestão ruinosa do PT.

Arte de OLIVEIRA


E não se enganem: atrás do rebaixamento da nota da Petrobras, pode vir o rebaixamento da nota do Brasil. Na própria Moody’s, já não é grande coisa. O país é “Baa2”. Ainda é “grau de investimento”, mas bem modesto. Se o país cair mais dois, vai para a categoria dos especulativos. O mesmo acontece na Fitch (BBB): um próximo rebaixamento (BBB-) poria o país a um passo da zona vermelha. Na Standard & Poor’s, a posição do país é mais preocupante: rebaixado em março, caiu de “BBB” para “BBB-“, mesma nota da Petrobras. Nessa agência, uma próxima queda conduziria o país para “BB+”, primeiro nível do grau especulativo. Foi o que já fez a agência britânica Economist Intelligence Unit na semana retrasada: o rebaixamento, de BBB para BB, lançou o Brasil no grupo dos potenciais caloteiros.

Arte de AMARILDO


Não obstante, naquele espetáculo de pornografia desta segunda, Lula vituperou contra a investigação e contra a imprensa e conclamou João Pedro Stedile a pôr seu exército na rua — sim, ele empregou a palavra “exército”. Aquele que a ex-filósofa Marilena Chaui disse “iluminar o mundo” quando fala ainda encontrou tempo para especular sobre a situação no Iraque. E disparou: “Já tem gente lá com saudade do Saddam Hussein, porque no tempo dele se vivia em paz”.

Arte de OLIVEIRA


Lula, este celerado, tem uma noção muito particular de paz. Pelo menos 300 mil pessoas, árabes, foram assassinadas pelo regime de Saddam. Nessa conta, não estão pelo menos 100 mil curdos, vítimas dos gases mostarda, sarin e tabun. É o que Lula chama de “viver em paz”.



Foi o regime criado por esse cara que quebrou a Petrobras. Agora os brasileiros começam a pagar a conta de sua irresponsabilidade, de sua ignorância e de sua estupidez.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Operação Lava Jato levará ao Impeachment?

Por Ruy Fabiano.
Publicado no blog do Noblat em 21FEV2015


O tíbio e a cara de pau
A rejeição crescente ao governo petista – e que gerou 51 milhões de votos para Aécio Neves nas eleições presidenciais - não se traduz necessariamente na escolha do PSDB como seu antípoda.

Arte de DUKE


Aécio, que não é neófito em política, sabe que foi beneficiário de uma circunstância. O PSDB, idem. Saber aproveitá-la pode somar à carreira de ambos, mas, até que isso aconteça, o descrédito do sistema partidário coloca a todos no mesmo balaio.

Recente pesquisa do Datafolha mostrou que mais de 80% da população não se sentem representados por nenhuma sigla - e desconfiam de todas. Romper esse estigma depende de algo mais do que contar com a incompetência e o desgaste do adversário. 


Arte de KACIO


Depende de determinação e audácia, que têm faltado aos tucanos. Desde as eleições de outubro, o personagem que com mais firmeza enfrentou o PT é da própria base governista: Eduardo Cunha, do PMDB, que tem sido bem mais audaz que Aécio.

O PSDB, ao contrário, tem se mostrado negligente. No imediato pós-eleição, pôs em dúvida o sistema de apuração (chegou a ingressar no TSE com um pedido de auditagem das urnas) e denunciou o uso indevido (criminoso, diga-se) dos Correios em Minas Gerais, comprovado por diversos vídeos e pela confissão do deputado Durval Ângelo (PT-MG), na presença do presidente daquela estatal, Wagner Pinheiro, numa reunião do partido.

Nenhuma dessas denúncias, gravíssimas, prosperou. Não mais delas se falou, o que leva muitos a crer que, mesmo fundamentadas, talvez não o estivessem o suficiente. Ou, então, pior, teriam sido objeto de negociação com os infratores.

Arte de GINCARLO


Há dias, Aécio disse: "Olha, eu não sou golpista, sou filho da democracia. (...) Não acho que exista nenhum fato específico que leve ao impeachment”. E condenou as manifestações de rua, que bradavam por aquela causa, deixando implícito que eram golpistas.

Os depoimentos até aqui conhecidos da Operação Lava-Jato mostram que a Petrobras não apenas foi saqueada numa escala sem precedentes, como seus recursos teriam financiado a campanha da presidente reeleita nas duas eleições (2010 e 2014).

Arte de DUKE

(Análise do jurista Ives Gandra Martins 
sobre a possibilidade de Impeachment

Mesmo assim, o PSDB mede as palavras para se posicionar diante do escândalo. Com isso, os petistas ficam mais ousados – e, reconheça-se, jamais pecaram por tibieza. São peritos, ao contrário dos tucanos, em tomar iniciativas e em exercer o descaro.

Um exemplo: o ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco – o tal que se dispôs a devolver 100 milhões de dólares que recebeu como propina ao longo dos governos Lula e Dilma -, informou que o PT, pelas mãos de seu tesoureiro, João Vaccari Neto, levara 200 milhões de dólares de comissão em algumas obras. Barusco era assessor de Renato Duque, diretor de Serviços da Petrobras, nomeado por indicação de José Dirceu. Os três – Vaccari, Duque e Dirceu - estão soltos.

Arte de SPONHOLZ


O PT negou, ameaçou processá-lo e desqualificou-o moralmente como informante. Mas bastou que Barusco dissesse que também recebeu propina da empresa holandesa SBM Offshore ao tempo em que o PSDB era governo – mesmo ressalvando que se tratava de transação direta entre ele e a empresa corruptora - para que, subitamente, o PT e a presidente da República passassem a lhe dar crédito.

Dilma, depois de um longo sumiço, valeu-se da declaração de Barusco para afirmar, com uma cara de pau espantosa, que a culpa do que hoje ocorre na Petrobrás – com seus 88,6 bilhões de rombo decorrentes da corrupção, em 12 anos de petismo (Graça Foster diz que é mais) – é responsabilidade, vejam só, dos tucanos.


Arte de JARBAS

Se o PSDB, disse ela, tivesse investigado em 1997 aquela gorjeta de que falou Barusco, nada disso teria ocorrido. Ora, e o que, quanto a isso, fez o PT, em seu 12º ano no governo? Não apenas não investigou, como montou uma estrutura criminosa, sistêmica e explícita, que sugou a empresa numa escala inédita na história humana, segundo o The New York Times.

Arte de MIGUEL


O que o PT tem de cara de pau o PSDB tem de tíbio. Daí a desastrosa equação histórica a que o país está submetido. As ruas já o perceberam. Já constataram que, se o país depender da virilidade tucana, nada acontecerá. Vencerá mais uma vez a cara de pau, como aconteceu ao tempo do Mensalão.

Arte de SPONHOLZ


A ideia de que impeachment é golpe decorre de um de dois fatores: ou inapetência política em arrostá-lo ou ignorância jurídica - ou ambas. Não pode ser golpe algo que está previsto na Constituição e circunstanciado na legislação ordinária, já tendo sido acionado pelo próprio PT e PSDB contra o governo Collor, sem que o país tenha abdicado da democracia.

Aécio parece mais preocupado em zelar pela imagem de bom moço, rejeitando apoio conservador – embora desse segmento tenha recebido grande parte de seus votos -, que em correr os riscos que o momento histórico impõe. Não só ele, mas seu partido.

A História é implacável com os que não a percebem. Oferece oportunidades, mas é cruel com os que não as aproveitam.