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terça-feira, 3 de novembro de 2015

Cegos em tiroteio

Por Laura Carvalho.
FOLHA SP


Cegos no tiroteio
Diante da recessão de 3% do PIB projetada para 2015, começam a aparecer notícias de que o governo está estudando medidas de estímulo ao crédito ao consumidor. Essa expansão viria de uma redução pelo Banco Central das exigências de manutenção de capital próprio e reservas compulsórias pelos bancos, condicionada ao maior desembolso de crédito para consumo.

As medidas de estímulo e desestímulo ao crédito são mais um exemplo do zigue-zague da política econômica dos governos Dilma Rousseff, que tem se especializado também em errar o timing das decisões tomadas, sobretudo por ceder a pressões de quem só deseja desestabilizar seu governo ou ver atendidos seus interesses imediatistas.

Arte de GIL.DI


Após a eclosão da crise de 2008, ficou claro nos países avançados que o estímulo ao crédito jamais pode ser usado como compensação pela estagnação dos salários e pelo aprofundamento das desigualdades. Isso porque um endividamento maior sem crescimento da renda serve apenas para dar sobrevida ao consumo e alimentar bolhas financeiras, mostrando-se, mais cedo ou mais tarde, insustentável.

Os efeitos de utilizar o crédito como substituto dos salários ainda se fazem sentir nessas economias, que sofrem com os esforços de redução de consumo para o pagamento de dívidas acumuladas pelas famílias.

A expansão do crédito no Brasil nos anos 2000 felizmente não seguiu essa fórmula. As restrições no acesso ao crédito foram reduzidas justamente quando os salários cresciam, o nível de emprego subia e a desigualdade caía.

Arte de OLIVEIRA


As linhas de crédito consignado, por descontarem os pagamentos diretamente da folha de salários dos tomadores, preservam uma relação estrita com sua condição financeira.

Mesmo assim, quando a economia cresceu 7,6% em 2010, os temores de um possível superaquecimento da demanda levaram o governo a frear a expansão do crédito com medidas macroprudenciais restritivas sobre algumas linhas de financiamento. Tais medidas, quando somadas ao ajuste fiscal realizado em 2011 e ao impacto inflacionário da desvalorização cambial de 2011 e 2012, serviram para desacelerar o consumo.

Com o mercado interno minguado e o externo também, os empresários pararam de investir e o governo se dedica desde então a procurar novas fontes de crescimento nos lugares mais improváveis.

Arte de ANGELI


Tentou primeiro ressuscitar o investimento com desonerações fiscais custosas, só para se deparar com a realidade de que os empresários não compram novas máquinas quando não estão sequer produzindo e vendendo tudo aquilo que podem.

Neste ano o governo partiu para as oferendas aos empresários e ao mercado financeiro por meio do ajuste fiscal e das altas taxas de juros, apelando para motores ainda mais místicos do crescimento, sem notar que na verdade o enterrava.

Ao se deparar mais uma vez com a realidade, o governo estaria apostando agora na volta do crédito, em vez de tentar preservar salários e empregos. Se for verdade, a notícia preocupa mais por revelar o quão perdido está do que propriamente por seus desdobramentos.

Arte de MARIANO


Não que substituir renda por crédito não seja sempre perigoso, mas a dúvida é se tais medidas terão qualquer efeito em uma economia em que consumidores e bancos não têm nenhuma razão para arriscar. 

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

A crise bate à sua porta

Publicado no Estadão em 21SET2014

Retração chega ao cotidiano das famílias
Bares com mesas vazias na calçada em tarde ensolarada, restaurantes sem fila de espera, placas de vende-se amarelando na porta de prédios, promoções nos salões de beleza. A desaceleração do setor de serviços é assim. Discreta e silenciosa, mas mais preocupante para a maioria da população porque a retração dos serviços coloca os problemas da economia mais perto das pessoas - na esquina, no vizinho, dentro de casa.

Arte de SID


Um dos segmentos mais afetados é o de salões de beleza. Há poucos anos, proliferavam como prova de pujança. Hoje estão vazios. Lúcia Pagliato, proprietária de um salão na Lapa, Zona Oeste de São Paulo, há três meses faz empréstimos no banco para pagar de salários de seus dez funcionários. “Foi a primeira vez que precisei fazer isso em 12 anos neste salão e 20 na região”, diz a empresária. Nos últimos meses, Lúcia viu pelo menos três salões e clínicas de estética fecharem.

O movimento começou a cair na Copa, e de lá para cá piorou - está uns 60% inferior ao normal”, diz ela. Lúcia lançou mão de várias promoções para tentar atrair a clientela. Uma drenagem linfática que antes custava R$ 70, sai por R$35; de segunda a quarta, promoção para praticamente todos os serviços, como corte, escova e limpeza de pele. “Se eu reajustar preço, aí que eu fecho as portas.”



Conter aumentos, aliás, é uma prioridade. Nos condomínios residenciais, os proprietários, preocupados com uma possível alta de custos, se organizam até para acompanhar a negociação salarial de porteiros, zeladores e faxineiros. Pela primeira vez, segundo o diretor de relações institucionais da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios, Eduardo Zangari, está havendo uma mobilização para as administradoras de condomínio, em nome dos proprietários, participarem da assembleia que definirá o reajuste dos funcionários dos edifícios. 

Antes apenas os sindicatos das duas categorias participavam. Os funcionários querem reajustes que podem chegar a 12% e as administradoras vão propor repor apenas a inflação medida pelo INPC, de 6,6%. A decisão afeta diretamente cerca de 150 mil porteiros, zeladores e faxineiros hoje empregados em condomínios apenas na cidade de São Paulo. 


Arte de Newton Silva


Micado. Jailson Alves, gerente da Mercearia do Francês, um restaurante para a alta renda em Higienópolis, em São Paulo, tem sua própria definição para 2014: “Foi um ano micado. De junho a agosto, só empatamos com os custos. Agora em setembro é que estamos vendo uma leve recuperação”. 

Segundo Alves, o movimento tem sido 40% menor do que no ano passado e, na contramão, 90% dos fornecedores aumentaram os preços, sobretudo de carnes nobres e frutos do mar. Para não repassar a alta dos custos e perder mais clientes, a estratégia foi ajustar o menu. “Retiramos alguns pratos que eram caros, como a porção de pata negra, que custa R$ 70, e oferecemos um cardápio novo e promoções todo dia”, diz ele. 

Arte de Giancarlo


O desalento do consumidor segue freando vários segmentos de serviços. A TV por assinatura, por exemplo. Cerca de 70% da população ainda só assiste os canais gratuitos abertos. Assim, o potencial de expansão da TV por assinatura é enorme. O setor chegou a crescer 25% ao ano, dando a entender que iria se popularizar. Em 2013, porém, o crescimento perdeu fôlego e baixou para 12%. Neste ano, a projeção é que vá crescer entre 8% e 10%. Ainda é uma bela alta, mas a desaceleração sinaliza que o consumidor não quer ou não pode assumir o gasto fixo dos canais pagos. Para o presidente da Associação Brasileira de TV por Assinatura, Oscar Simões, não há dúvida que se trata de um efeito do desaquecimento da economia.

Arte de Duke



Transportes tem perfil parecido. Entre 2002 e 2011, a demanda por viagens de avião, que se popularizavam, avançou dois dígitos na média. Ainda cresce, mas de maneira acanhada. Em julho, a demanda doméstica cresceu apenas 0,6%. No ano, tem alta de 5,6%, mas em parte porque a oferta de voos foi reduzida em 0,3% no período. 

A venda e a locação de imóveis seguem a mesma tendência e a expectativa é que encerre o ano com alta discreta de 1,5%. Em parte a retração decorre da redução no financiamento. O crédito imobiliário, que cresceu mais de 30% em 2013, foi cortado pela metade neste ano porque os bancos estão mais criteriosos.

Arte de Sponholz

 O presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis, Alexandre Tirelli, diz que depois de dois anos de explosão de vendas, o setor volta às médias históricas - que sempre foram consideradas baixas para um país com o nível de déficit habitacional do Brasil.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Brincadeira de criança

Dia das Crianças tem 'caveirão' de brinquedo no Rio

Brinquedo possui adesivos estilizados parecidos com símbolo do Bope. Bonecos de policiais armados vêm junto com o carro.


Numa loja de departamentos de Bangu, na Zona Oeste do Rio, o locutor anuncia repetidamente um brinquedo um tanto diferente. O que era o símbolo da ocupação policial nas favelas agora é uma miniatura. O carro blindado do Bope, conhecido como caveirão, virou brincadeira de criança.


Com direito a seteiras espalhadas no veículo (pequena abertura que evita que os policiais fiquem com o cano das armas para fora), portas que podem ser abertas, bonecos de policiais armados com réplicas de fuzil e adesivos com uma caveira estilizada, o brinquedo tem o nome de ROTB, uma sigla para Roma Tático Blindado

A miniatura tem tido bastante procurada. “Por dia estamos vendendo de 10 a 12 unidades e muita gente liga e pergunta sobre o caveirão. E isso sem propaganda. As pessoas vêem e querem comprar”, contou Valtency Martins, supervisor da loja.

Para aumentar ainda mais as vendas, o gerente da loja de departamentos, Cosme da Silva, pretende vincular o brinquedo ao filme Tropa de Elite 2, longa que estreia este mês (amanhã) nos cinemas.

Temos pedido para o locutor citar o filme. Ainda mais agora que vai estrear. Tenho certeza que a demanda irá aumentar ainda mais depois que o Bope voltar a ficar em evidência”, disse o gerente.


Comercial 'apelativo' - Recentemente o Conselho de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) pediu a suspensão imediata do comercial de TV do brinquedo 'Roma Tático Móvel' exibido em um canal de TV por assinatura.

Durante a propaganda, crianças simulam uma ação policial com o carro e os bonecos armados. Segundo o Conar, o anúncio induz à violência e dirige apelo de consumo direto à criança.


E você, compraria para seu flho?

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Porque o novo fica velho rápido!

Por Maria Ines Dolci, em seu blog  defesa do consumidor


Obsolescência programada

Você já avaliou quanta coisa deixou de enviar para a assistência técnica porque saia mais barato comprar um aparelho novo?

Pois é, a atualização tecnológica da indústria estimula a substituição dos equipamentos eletrônicos e, quando desejamos consertar o que temos, o conserto fica caro e demora. Isto nos leva a adquirir um produto novo.



O resultado é que fazemos o jogo da indústria cuja estratégia é garantir o consumo constante. A obsolescência é programada para que os produtos deixem de funcionar após um período de tempo, tendo de ser substituídos por mais modernos.

E o meio ambiente paga o custo com as sucatas descartadas e nem sempre recicladas. Só nas assistências técnicas há cerca de 2 milhões de equipamentos parados nas oficinas, esperando destinação correta.

Até 2015, um terço dos equipamentos vendidos no País serão sucateados. Será inviável consertá-los por uma questão de custo. A entidade que congrega as assistências técnicas diz que os impostos encarecem o preço final das peças de reposição.



Os produtos fabricados na Zona Franca de Manaus recebem isenção de impostos como IPI, ICMS e Imposto de Importação, mas as peças de reposição são tributadas integralmente. O aparelho desmontado custa de quatro a oito vezes o valor do produto montado. É uma falha na legislação que traz como consequência o agravamento do problema do lixo eletrônico.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Coisas de americano!


Não é ' a toa que o povo americano é obeso.
Vejam o que os estimulam.

cintos, relógios, carteiras, porta-objetos, etc.

 
shop.neatorama

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Se vira nos 30!

O responsável pelo aumento inexplicável da conta de água!

Tem gato em casa? pois fique atento.

Em 02:47 seg

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Como identificar a origem ...

... de um produto, pelo Código de Barras!

Pelos 3 primeiros dígitos do código de barras dá para saber onde foi fabricado qualquer produto.

Se desconfiar que um produto é chinês e se lá no rótulo diz que é alemão, é só conferir...




00 a 13: USA e Canada  / 30 a 37: França / 40 a 44: Alemanha / 45 e 49: Japão / 46: Russia / 471: Taiwan / 474: Estonia / 475: Letônia / 477: Lithuania / 479: Sri Lanka / 480: Filipinas / 482: Ucrânia / 484: Moldovia / 485: Armenia / 486: Georgia / 487: Casaquistão / 489: Hong Kong / 520: Grécia / 528: Líbano / 529: Chipre / 531: Macedonia / 535: Malta / 539: Irlanda / 54: Belgica & Luxemburgo / 560: Portugal / 569: IIslandia / 57: Dinamarca / 590: Polônia / 594: Romênia / 599: Hungria / 600 e 601: Africa do Sul / 609: Ilhas Maurício / 611: Marrocos / 613: Argelia / 619: Tunisia / 622: Egito / 625: Jordania / 626: Irã / 64: Finlandia / 690 a 692: China / 70: Noruega / 729: Israel / 73: Suécia / 740: Guatemala / 741: El Salvador / 742: Honduras / 743: Nicaragua / 744: Costa Rica / 746: Rep. Dominicana / 750: Mexico / 759: Venezuela / 76: Suiça / 770: Colombia / 73: Uruguai / 775: Peru / 777: Bolivia / 779: Argentina / 780: Chile / 784: Paraguai / 785: Peru / 786: Equador / 789: Brasil / 80 a 83: Italia / 84: Espanha / 850: Cuba / 858: Eslováquia / 859: Rep. Checa / 860: Yugoslavia / 69: Turquia / 87: Holanda / 880: Coreia do Sul / 885: Tailandia / 888: Cingapura / 890: India / 893: Vietnam / 899: Indonesia / 90 & 91: Austria / 93: Australia / 94: Nova Zelandia / 955: Malasia.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Juros do cartão de crédito na estratosfera



Palavras de Maria Ines Dolci, em seu defesa do consumidor

Os juros cobrados pelos cartões de crédito continuam na estratosfera. Ele foram os únicos que não seguiram a queda da taxa básica de juros (Selic) entre as várias linhas de crédito para pessoa física.

É mais um bom motivo para não entrar no rotativo, afinal, as taxas médias da modalidade subiram de 10,56% ao mês para 10,68%, segundo pesquisa da Associação Nacional de Executivos de Finanças (Anefac).

É o maior índice desde junho de 2000 e a Anefac atribui os juros elevados a falta de competição no setor. Para pagar a fatura do cartão em dia, é preferível buscar outra linha de crédito, com juros mais baratos, se o orçamento está apertado.

* O Hipercard está cobrando escorchantes 15,99% ao mes. Depois reclamam da inadimplência.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Goóc quer crescer


Direto do Behind Brands

[A Goóc, fabricante brasileira de calçados produzidos a partir do pneu reciclado, anunciou investimentos de R$ 20 milhões para os próximos cinco anos. Parte dos recursos será para a fábrica localizada em Feira de Santana na Bahia. O objetivo da empresa é aumentar a atual produção de 4 milhões de sandálias ao ano para 30 milhões em 2014.
A empresa pretende ainda lançar um novo produto em outros países e está contratando Pelé como garoto propaganda.
A marca Goóc foi criada pelo vietnamita Thai Quang Nghia que chegou ao Brasil em 1979 e fundou a empresa em 2003.]

* Para esta produção toda, já estou imaginando Feira de Santana atulhada de pneus velhos ... e o meio ambiente como ficará já que fiscalização neste país é regulada com base em propina. Ah, minha Bahia.

domingo, 12 de abril de 2009

Ovos de Páscoa "fashion"

Da cozinha de um dos maiores 'chocolatiers' do mundo saíram criações como estes ovos de Páscoa, batizados de 'Cactus', 'Ninho' e 'Zig-zag'

O catalão Oriel Balaguer já foi eleito o melhor doceiro do mundo. Aqui, ele mistura vários tipos de chocolate na criação batizada de '1-2-3´

Enric Rovira, também de Barcelona, inventou este ano ovos de Páscoa inspirados no espaço, como os 'Atômicos'


O ovo 'Barcelona', de Balaguer, homenageia a cidade que tem uma tradição de ovos de Páscoa desde 1877.

Os ovos impressionam não apenas pela aparência, como também pelo sabor. Alguns misturam ingredientes como wasabi, soja e açafrão. Aqui, 'Morango'

Oriol Balaguer é chamado de 'o arquiteto de chocolate' e neste ovo, 'Opera House', ele se inspira na Ópera de Sydney.
Fonte BBCBrasil

quinta-feira, 26 de março de 2009

A crise mundial e os chocolates.


A fabricante suíça de chocolates Lindt & Sprüngli, detentora da deliciosa marca de chocolates Lindt, vai fechar quase dois terços de suas lojas nos Estados Unidos, onde os consumidores estão migrando de produtos mais sofisticados para as marcas mais baratas.
São os efeitos da crise, que não está dando mole para quem não reagir rápido as novas demandas e necessidades do consumidor.
A reação negativa da Lindt contrasta com as perspectivas mais otimistas dos fabricantes de chocolates voltados para o mercado de massa, como Nestlé e a Cadbury, que já anunciaram inclusive aumento das vendas das principais marcas, como Dairy Milk e Kit Kat.
Fonte behinds

terça-feira, 24 de março de 2009

Depoimento pró-água.

Palavras da Sara e charge, retiradas de seu blog, o idéias despedaçadas

Juro que no dia 22, domingo, eu queria ter vindo aqui escrever, mas fiquei sentada diante da água, embora salgada, mergulhando, ingerindo líquidos que tinham água em sua composição, apesar de ser mais etílica; e mais tarde, usando a água para atividades menos mundanas me lembrei de fechar a torneira quando não a estava utilizando.
E você, o que fez? Espero que não tenha desperdiçado muita água…
É verdade que um terço da população mundial já sofre pela inexistência de água potável no seu cotidiano e as previsões continuam desanimadoras mostrando que em breve (2030 - são só mais 20 anos) mais da metade da população mundial perderá acesso franco a esse indispensável bem natural.
Você sabia que se 20.000.000 de pessoas fechassem a torneira toda vez que escovam os dentes ou ensaboam-se no banho seria economizado um volume de água correspondente a 9 minutos ininterruptos das cataratas do Iguaçu? Pensou??
Semana passada eu soube de uma notícia como tantas outras que sabemos todos os dias, mas que me deixou boquiaberta diante do paradoxo. No Ceará, exatamente no sertão, nas cercanias do município de Nova Jaguaribara, passa um canal de água doce, o Canal da Integração (olha só o nome!).
O canal leva a água do Açude Castanhão até Fortaleza com o objetivo de irrigar plantações de frutas tipo exportação e abastecer a região metropolitana e a zona portuária. Tudo perfeito se não fosse um detalhe: durante o percurso, este canal corta uns 15 municípios onde vivem sertanejos sem nenhuma infra-estrutura hídrica, não possuem água encanada e muito menos podem acessar o canal para retirar um pouco de água. Porque não?
O governo do Estado, para impedir o desvio desta água, que passa pela porta dos sertanejos, criou um forte esquema de segurança com guardas motorizados e armados 24 horas, vigiando toda a extenão do canal, além de um circuito de vídeo com câmeras que monitoram toda a área.
Todo este aparato ainda conta com o auxílio da polícia militar, numa verdadeira operação de guerra. Enquanto isto os sertanejos, que não tem água em casa, nem para beber, mas que a veem passar todos os dias pela sua porta, se quiserem ter acesso a esta fonte tem de agir como ladrões.
Pois é… Isto tudo me fez traçar um paralelo. O Brasil detém grande parte do manancial de água doce do planeta. Mundo afora, tem quem defenda que a Amazônia é território mundial. Será que num futuro não muito distante entraremos, como os sertanejos do Ceará, numa guerra por esta água?
Enquanto isso jogamos lixo nas ruas mesmo sabendo para onde ele vai, deixamos litros de água limpa literalmente escorrendo pelo ralo e tratamos do assunto com a despreocupação peculiar de quem aprendeu com a cultura do desperdício e da alienação.
*é por essas e outras que acredito e reafirmo: o Brasil será sempre o país do futuro ... negro.

domingo, 1 de março de 2009

Nike de olho na China.

imagem do Neotorama (*)


Fonte Jogo de Negócios
Nike vai patrocinar o futebol chines


Você provavelmente não deve conhecer a China Super League, o campeonato de futebol chinês, disputado atualmente por 16 equipes e que tem como atual campeão o Shandong Luneng.
A seleção chinesa, que ficou fora da última copa e ocupa atualmente a 104º posição no ranking da Fifa, também não desperta a atenção da mídia internacional. Mas e o mercado chinês? Esse todo mundo quer e tem interesse.
E é por isso que a Nike acaba de fazer uma proposta de US$ 200 milhões para patrocinar a China Super League por dez anos. O contrato para 2009, de US$ 15 milhões, já está fechado e vai render US$ 730 mil em material esportivo e mais US$ 220 mil em dinheiro para 12 times.
Um novo contrato propõe um aumento de 15% por ano nesses valores até 2018 e a expansão para todas as 16 equipes participantes. A Nike ainda não confirmou esses números, mas, segundo as agências internacionais, espera-se um comunicado oficial nos próximos dias, já que a próxima temporada começa no dia 21 de março.
Vale lembrar que a Siemens, que fez um contrato milionário de naming rights (direitos) na primeira temporada em 2004, saiu do negócio após a acusação de apostas, acertos de resultados e outras controvérsias. A Kingway, cervejaria líder de mercado no país, é que detem os naming rights do campeonato atualmente.
(*) - não resisti 'a imagem do guepardo famélico com a Nike de olho no mercado chines.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

E a crise econômica mundial, Ó!!!!

O diretor executivo do Eurasian Bank, Dmitry Nikolin, do Cazaquistão, mostra cartão de crédito Visa feito com diamante e ouro.
para um clube privado de clientes VIP ["very important person", ou pessoa muito importante]".
O cartão será emitido para clientes com renda anual de ao menos US$ 300 mil --o salário mensal médio no Cazaquistão é de US$ 500. Nikolin disse à agência de notícias Reuters que o modelo apresentado do cartão Visa é o primeiro do gênero no mundo e também será oferecido a clientes de fora do país.
via e-mail

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

G1 - A mesa de sinuca de vidro

A G-1 é produzida pela Notta Design, e é a fusão de um estilo moderno e as novas tecnologias.



A base da mesa é de vidro com 15mm de espessura que é revestida por uma superfície chamada Vitrik que substitui o “tapete” das mesas normais.


O estilo transparente permite o jogador ver a bola chegar até o compartimento. Além disso vem com bolas e tacos profissionais.



kudumundo



quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Coma é pague o que quiser







Direto do BBCBrasil





Restaurante em Londres deixa cliente pagar quanto quiser

Um restaurante de Londres descobriu uma maneira inusitada de aumentar a clientela durante o atual período de crise econômica: deixar que cada um pague o valor que achar justo pela refeição.
A promoção do restaurante Little Bay, no bairro central de Farringdon, vai valer durante todo o mês de fevereiro e só não vai incluir as bebidas consumidas, pelas quais o cliente terá de pagar integralmente.
"As pessoas estão com medo de gastar dinheiro, e muitos restaurantes estão perdendo clientes", diz Peter Ilic, proprietário do Little Bay, à BBC Brasil. "Creio que esta iniciativa não só vai manter minha clientela, mas também atrair aqueles mais endinheirados que pararam de ir a restaurantes caros."
Ele diz esperar que apenas uma pequena parcela dos clientes acabe não pagando nada pelo que comer. "Não importa, pois instruí os funcionários a tratar todo mundo da mesma maneira", promete.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

A TV é essencial para nossa existência.

O site Migalhas traz esta pérola jurídica para voce, distinto leitor:

Infelizmente, às vezes é o próprio Judiciário quem cria motivos para ser criticado. Em processo movido contra as Casas Bahia e a Samsung, por uma questão relativa a uma televisão com defeito, o magistrado de Campos dos Goytacazes/RJ, Cláudio Ferreira Rodrigues, condenou a empresa por danos morais pela demora, justificando que o fazia porque o aparelho é um bem essencial.

De fato. No entanto, para demonstrar a essencialidade, o juiz de Direito resolve opiniar na sentença sobre a programação que motivava a especial característica. O televisor, assim, seria essencial pois :

"Sem ele, como o autor poderia assistir as gostosas do Big Brother, ou o Jornal Nacional, ou um jogo do Americano x Macaé, ou principalmente jogo do Flamengo, do qual o autor se declarou torcedor?

Se o autor fosse torcedor do Fluminense ou do Vasco, não haveria a necessidade de haver televisor, já que para sofrer não se precisa de televisão."

Muito provavelmente o leitor não crê no que acaba de ler. Dessa forma, clique aqui , e veja, extraída do próprio site do TJ/RJ, a íntegra da sentença.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Atenção botequeiros!

(clique na imagem para ampliá-la)
Eles se chamam "trongs", têm jeito de brinquedo de criança e servem para comer coisas engorduradas como asinhas de frango e costelinhas de porco.
Perfeitos para serem usados em botecos e barzinhos afora, eles são espécies de garras siliconadas que se encaixam no polegar, dedo indicador e médio das duas mãos.
A idéia dos trongs é basicamente, comer aperitivos ensebados sem sujar nem queimar os dedos. Sei que soa como frescura e os botequeiros de plantão podem virar o nariz, mas vendo os vídeos no site, dá mesmo vontade de testar.
Adeus gordura no teclado do celular, no copo de cerveja, na calça ou na mão de outra pessoa que quer te cumprimentar. O conjunto com 6 pares custa 4,99 dólares.