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sexta-feira, 7 de agosto de 2015
quinta-feira, 21 de maio de 2015
E viva os butecos!
Por Moacyr Luz.
Copiei - descaradamente e sem pedir licença - do Bar do Tulípio
Copiei - descaradamente e sem pedir licença - do Bar do Tulípio
Crônica
O Pilórdia oferece essa crônica a Sérgio Pitbull.
Acompanhando a tendência mundial de crises, depressões e outros arredores da mente humana, também tenho minhas ações em baixa, minhas taras, meus fetiches. Entre tulipas de cliper e nadir figueiredo resolvi confessar o mais latente:
- sou fanático por dono de bar mal humorado. Babo na gravata!
Aqueles que não acham graça nem do Chico Anísio em início de carreira, não esboçam qualquer reação mesmo ganhando a sena, uma milhar invertida na lembrança do finado parente. Nada. Sobrenome: Sisudo.
Meu amigo Baiano repete a história do Seu Ernesto, dono da única birosca de Caraúbas, distante reduto da Paraíba. Diz que o sujeito era tão grosseiro que quando a esposa falou dos fundos da casa se podia por a sopa no prato, ele respondeu:
- Ponha não, jogue no chão e traz varrendo.
Aqui no Rio, pude conhecer o Jóia, dono do bar do mesmo nome, escondido atrás da Central do Brasil. Ele detestava que chamassem o estabelecimento de bar, preferia casa de pastos. Na minha primeira visita ao quase museu etílico, querendo ser gentil, perguntei se podia sentar na cadeira. E ele:
- O meu amigo, se preferir sentar na mesa e pôr os copos na cadeira, é opção sua.
Ainda escutei mais dois foras até me apaixonar de vez. Só pode ser doença.
Severino, garçom, mas quase dono do Paladino, só serve um chope depois de fumar escondido na escada oposta do bar. E ainda guarda uma última baforada pra soltar na tua mesa:
- Não gostou? Reclama com Dráuzio, o dotô.
Falando sério. Dono de bar muito prestativo, no limite do puxa-saco, me dá cansaço. O buteco fica sem personalidade.
Frequentei um botequim aonde o dono, sabendo dessa minha mania de escrever, insistiu que eu revisasse um rascunho manuscrito com pretensões de virar livro. Título já tinha: Fregueses e Suas Imbecis Perguntas.
Algumas frase eu memorizei.
- A pescadinha tá fresca? A cerveja está gelada? Tem muita batata nesse bolinho de bacalhau? O pãozinho é de hoje?
Ele apontava a folha, gesticulando:
- Será que o gajo quer que eu diga a verdade? Não, tô servindo o peixe, mas ele tá podre! Ou, olha, meu amigo, no momento nosso estoque só dispõe da cerveja Vesúvio: sai em lavas, fervendo e esse bolinho é bacalhau puro, da Noruega, o lombo!
Abro um parênteses por pertencer à mesma calçada. Também não tenho paciência pra taxista íntimo, aquele que te cutuca na perna, aperta o teu braço e põe o rádio alto numa estação evangélica. Desses que querem te convencer de absurdos como, o Pelé é branco, e faz um itinerário estilo Julio Verne: A volta ao bairro em 80 minutos.
Outro dia chiei do ar-condicionado. O motorista garantiu que em cinco minutos estaria tinindo:
- Um polo norte!
Passado o tempo, eu suando mais que personagem de Nelson Rodrigues, pergunto pelo ar, e ele responde:
- É que o senhor entrou com o corpo quente...
- Meu querido, se eu estivesse com o corpo frio teria feito sinal prum rabecão, tá?
Voltando ao balcão.
O Brasil descobriu o valor de um botequim. Hoje, qualquer restaurante fino quer incluir no letreiro essa insígnia: Buteco. Os bares têm o mesmo formato das cadeiras estilo Bar Luiz, mesa com tampo de mármore encerada pra sugerir restaurada, mas feita há meia hora na marcenaria da esquina. Colocam uns jilós a preço de caviar numa tigela de balcão, abrem uma cristaleira com cachaças mineiras e ficam definitivamente ricos, achando que São Jorge é São Benedito.
Me transformei num caçador de biroscas. Quanto mais pé-sujo, mais a boca saliva. De preferência com o dono na caixa, emburrado, de camisa encardida.
Minha tara.
quinta-feira, 7 de maio de 2015
Conversa de biriteiro
Por Fausto Wolff
Crônica publicada no bar do Tulípio em ABR2009
Crônica
Love is a many splendor thing!
Onara era um japonês diferente. Para começar veio para o Rio e não São Paulo e, com seu faro, se fosse para a capital dos caçadores de esmeraldas (é, né?) teria dado preferência a um dos melhores botecos do mundo, o Bar do Léo.
Mas não, velhinho, e muito forte e temendo ser confundido com o bizarro ministro Malão, transferiu-se para o Rio onde fazia ponto invariavelmente no grande bar Brasil da Lapa carioca. Quietinho na sua mesa, depois de mandar para dentro vinte chopes começava seu discurso em japonês, ocasião em que alguém era escalado para levá-lo em casa. Era pertinho. Vivia a vida intensamente como se quisesse descontar algum tempo perdido.
Seu moto era: beber, trepar e discursar em japonês. Tomara um porre por dia desde o primeiro dia em 1975 até abril de 1985 quando foi encontrado morto em seu pequeno e modesto apartamento. Havia praticado o haraquiri.
Certa vez coube a mim levá-lo em casa. Convidou-me para tomar um saquê com ele. Enquanto vomitava no banheiro, vi sobre a mesa troféus e medalhas, uma delas concedida pela própria rainha da Inglaterra. Na parede, uma página inteira do New York Times com a seguinte manchete:
"Samurai Japonês Continuou Lutando
por Trinta Anos Depois do Fim da II Guerra".
Então Onara, o japonês pau d'água, mulherengo, sambista e mangueirense, morador da Lapa, fora o tenente que permanecera na ilha de Lubang, nas Filipinas, de 44 a 74, fazendo guerra de guerrilha, esperando que um oficial superior lhe desse a ordem de depor suas armas?
Quando Onara, cujo primeiro nome era Hizoo, saiu do banheiro, perguntei-lhe por que não ficara no Japão onde era herói. E ele:
– Zapon perdeu vergonha, Zapon perdeu tradiçôn, Zapon virou americano. Onara prefere Mangueira.
Quando estou bebendo, como agora, costumo inventar histórias de japoneses. Todo cuidado é pouco...
quinta-feira, 23 de abril de 2015
D bar em bar
Por Aldir Blanc.
Copiado do Bar do Tulípio
Copiado do Bar do Tulípio
Crônica
Ajuste fiscal
Baiano, nosso ministro sem pasta pra sacanagem, deu o alerta:
- Frozô vai aparecer com material novo no pedaço.
Frozô, grande vascaíno e boêmio, cultivava o curioso hábito de exibir mulheres monumentais no buteco onde biritávamos, talvez pelo prazer sádico de nos deixar com água na boca.
No mesmo buteco, fazia ponto um inimigo mortal do Frozô, o CQ (Come Quieto). Jamais entenderemos porque as mulheres dão pra certos caras!
CQ, tocava violão e cantava sambas com bastante sutileza, mas era baixinho, feio e sonso. Quando uma das mulheres do Frozô pedia "Toca alguma coisa pra gente", CQ era todo modéstia:
- Mais tarde... mais tarde... aqui só tem cobra criada...
Frozô também odiava o fato de CQ ter vários Palitos de Ouro, não se sabe se ganhos honestamente em campeonatos de purrinha (palitinho) ou mandados fazer de vigarice.
E um dia, Frozô apareceu com uma criatura da gente se atirar aos pés dela pra beijar as sandálias douradas. O inusitado é que CQ, escroto como já dissemos, não a olhou uma única vez. Na hora de ir pra outro programa, Frozô contornou a mesa e tacou a mão no focinho do CQ com tanta força que o cara ficou desacordado.
Diante da revolta geral, Frozô, com a tetéia recostada em seu amplo colo, justificou o corretivo:
- Pato muito quieto em lagoa tá a fim do c** da gansa.
quinta-feira, 16 de abril de 2015
O bar, o começo da vida de um biriteiro
Por Ignácio de Loyola Brandão.
Publicado no Bar do Tulípio em ABR2009
Publicado no Bar do Tulípio em ABR2009
Crônica
Charges de Tulípio
Charges de Tulípio
O elegante Bar do Pedro, onde nos formamos
Olhando para trás me lembro de uma coisa curiosa. Nunca vi meu pai em um bar. Nunca soube se por religião, princípio, ou porque achava tolice, perda de tempo, ouvir conversa de bêbado.
No entanto, anos mais tarde, quando escrevi meu primeiro livro, Depois do Sol, que se passa inteiro à noite, nos bares, ele leu e me chamou para dizer: "Que vida mais interessante a dessa gente da noite. Quer dizer que os bares são mesmo divertidos?" Mas não lamentou, o tempo passado era tempo passado.
De qualquer modo, também nunca disse uma palavra de reprimenda na primeira vez que tomei um porre homérico (expressão daquele tempo, dos anos 50) e cheguei em casa, ele abriu a porta, viu meu estado, ocasionado por um litro de gim, o suficiente para me matar, eu que não bebia. Timidamente, ele confessou: "Não sei o que fazer, não posso te ajudar a resolver, não sei, nunca tive uma ressaca."
Quem teve ressaca de gim sabe o que é. Sabe que nunca mais vai colocar uma gota dessa bebida na boca. Quando assisti ao filme Uma Aventura na África (The African Queen), passei mal ao ver Humphrey Bogart emborcando litros e litros de gim pelo gargalo, sem sentir o mínimo efeito.
Se a mulher nunca esquece o primeiro sutiã, um homem nunca esquece o primeiro bar. O meu foi o do Pedro, em Araraquara. Que não era do Pedro, era do Hotel Municipal, o Pedro era um homem alto, corpulento, moreno, educadíssimo, o melhor garçom da cidade, sabia tratar o vagabundo e o grã-fino, ainda que o grã-fino seja mais difícil.
O bar do Pedro era antigo, austero, elegante, tinha divisões de madeira, saletas onde as pessoas podiam obter privacidade fechando a porta, resquícios de uma época de fausto que a cidade teve com o café, a estrada de ferro e o comércio. Depois, veio a decadência e um delegado corneado mandou pregar as portas que ficaram definitivamente abertas para evitar sacanagens.
Dizem que a mulher dele freqüentava a desoras (expressão da época) as saletas, mandando ver. Não existiam motéis naquele tempo e os hotéis legais não aceitavam casais sem certidão de casamento. Vejam que tempo vivemos! Pensar que suportamos e sobrevivemos.
No bar do Pedro minha turma se reuniu por anos e anos, sempre no mesmo canto, juntando duas mesas. A cidade era provinciana, sem divertimentos, sem graça, nos sentíamos sufocados. Os bares fechavam por volta de onze da noite, menos o do Pedro que ficava até o último freguês.
Éramos os últimos e os mais abonados do grupo (cito os nomes em homenagem, porque eu vivia na dureza: Hugo Fortes, Gadelha, Padua e José Eduardo de Almeida) acrescentavam algum por fora para aumentar a gorjeta, compensar tanta paciência.
No bar do Pedro destinos foram traçados. Eu, que ia fazer cinema, acabei escritor. O Zé Celso, que não era o maior freqüentador, mas aparecia, sabia que o advogado acabaria no teatro. O Salinas Fortes tinha na cabeça que a filosofia era o seu mundo e acabou traduzindo Sartre. O Faruk fazia odontologia, mas sonhava ser cantor de boleros. Teve consultório e cantou em cabarés e bares noturnos. Marco Antonio Rocha – outro eventual – fez direito, mas foi para o jornalismo, para a economia e a política, para a televisão.
Tudo pensado, conversado, discutido, debatido, gritado no bar do Pedro.
Bebíamos cerveja e chope, coisas baratas. Ainda vigorava aquela história de casco escuro, casco claro, este rejeitado. Marcas? Brahma e Antarctica, nada mais. Ou Malzbier, mas quem queria cerveja de mulher? Quando a angústia pegava, juntávamos doses de genebra. Uísque, nem pensar, era caro, caríssimo, só americano. Old Parr e White Horse eram as marcas cobiçadas, nunca tomadas. Rum era deixado para os bailinhos, misturado com Coca-Cola.
Para comer havia salame fatiado, mortadela, azeitonas, tremoços, queijo prato em quadradinhos. Cinqüenta anos depois nada mudou. Quando o dinheiro pintava, vinha provolone à milanesa. Adorávamos gorgonzola, ótimo para preparar o paladar para a cerveja, porém era queijo importado, tínhamos de pegar leve. No fim do ano, Pedro, perfeito anfitrião, oferecia por conta dele rodadas de chope e alguns aperitivos.
O bar do Pedro não existe mais. Um dia, provando a modernidade da cidade, ele foi fechado e transformado em agência da Cometa, dali partiram os primeiros ônibus para São Paulo, fazendo concorrência aos trens. A cidade mudava. Vieram lanchonetes de fórmica, padronizadas, feias, sem graça, vendendo hamburguers, toda comida junkie.
Mas o bar do Pedro merece uma placa em Araraquara, na esquina da Rua 3 com a Avenida Portugal, porque várias gerações ali beberam e se formaram na matéria, aprendendo a se comportar, a saber freqüentar, a principalmente respeitar essa honorável e necessária instituição.
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Dilma Rousseff e o pileque, em Lisboa
Por Maria Helena RR de Sousa.
Publicado no blog do Noblat em 27JAN2014.
Imagens recebidas, hoje, por e-mail.
'Lisboa e Tejo e tudo',
O título é do poema Lisboa Revisited (1926, Álvaro de Campos (Fernando Pessoa).
- "Como é possível que uma senhora que já não é mais criança, ocupante do mais alto cargo de uma Nação cheia de problemas, se comporte como uma Maria-Chuteira que não sabe mais nem em quê gastar pois a conta quem paga não é ela apesar dessa Senhora depois ter vindo a público dizer que foi ela quem pagou a conta. Pode até ser mas o dinheiro não saiu de sua conta corrente, com certeza não saiu.
À menina que sai da periferia de qualquer de nossas cidades e vai parar em Barcelona ou Madrid e fica extasiada com as purpurinas de sua nova vida, dá-se um desconto: é natural que queira pavonear-se para os da sua turma.
Mas dona Dilma ir se exibir em Lisboa e nos fazer passar pelo vexame de mostrar que no fundo ainda somos os mesmos tupinambás boquiabertos com os espelhos e as miçangas?
Será que ela porventura acha que os grandes empresários do mundo não vão pôr num prato da balança a estadista e seu discurso em Davos e no outro a deslumbrada sem limites?
Mas dona Dilma ir se exibir em Lisboa e nos fazer passar pelo vexame de mostrar que no fundo ainda somos os mesmos tupinambás boquiabertos com os espelhos e as miçangas?
Será que ela porventura acha que os grandes empresários do mundo não vão pôr num prato da balança a estadista e seu discurso em Davos e no outro a deslumbrada sem limites?
Será que ela por um átimo de segundo achou que esse piquenique às margens do Tejo ia passar despercebido e que não ia ser comparado com o rastilho de pólvora que começa a unir nossas cidades?
Eu mesma respondo. Acho que ela está convencida que nós, os trouxas absolutos, não faremos nada e que ela, retroalimentada pelo PT e seu dono, seu Guru, pode mesmo tudo e que nada de mau lhe acontecerá, a não ser a reeleição e aí...
Bem, aí entra a Carta do Leitor de O Globo, que copio abaixo:
- 'Estou cansado de ver oportunistas manipularem pessoas, usando a religião e a política para ganhar dinheiro fácil e poder. De ver tantas mortes e acidentes em estradas esburacadas, perigosas e mal conservadas. De ver políticos jogando pretos contra brancos, empregados contra patrões, pobres contra ricos, incentivando o preconceito e botando lenha na fogueira da luta de classes. De ver ministérios inúteis, criados para acomodar companheiros, no esquema do toma lá dá cá. Estou cansado da carga tributária de 37,5% do PIB, uma das mais altas do mundo, com quase nenhum retorno. De ter medo de sair à rua, apavorado com bala perdida, assalto e arrastões. Do trânsito e do transporte público sempre infernais. De ver políticos e governantes zombarem da nossa inteligência. Da educação cada vez mais desvalorizada. Estou cansado de muitas coisas, mas, principalmente, de ver a mediocridade tomando conta do país. Rubem Paes, Niterói, RJ'.
É carta que seria assinada por mim e por muita e muita gente. Perfeita. E com o timbre da Verdade.
Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa, professora e tradutora, escreve semanalmente para o Blog do Noblat desde agosto de 2005.
sexta-feira, 23 de maio de 2014
A bêbada da BAND perde na justiça
A Band não deve indenizar por danos morais uma mulher que, embriagada e em via pública, concedeu entrevista a repórter da emissora, a qual foi veiculada nos programas "Brasil Urgente" e "Jornal da Band". A 4ª câmara de Direito Privado do TJ/SP, por maioria, negou provimento ao recurso da mulhebum.
A mulher alega que voltava para sua residência, em estado de total embriaguez, quando foi abordada por um repórter da Band que lhe perguntou sobre o jogador Neymar, apresentando a música "Ai se eu te pego" e, posteriormente, "Eu quero Tchu eu quero Tchá". Segundo ela, a reportagem com sua entrevista foi exibida por diversas vezes, ficando conhecida como a "Bêbada da Band", contudo, em nenhum momento teria autorizado a veiculação da entrevista. Por este motivo, pedia indenização de R$ 50 mil por danos morais.
Ao analisar o caso, o relator, desembargador Natan Zelinschi de Arruda disse que é importante salientar que a entrevista ocorreu na via pública e, "além disso, a recorrente não efetuou nenhuma ressalva no momento dos fatos, consequentemente, existe autorização tácita para a veiculação da matéria."
Para o magistrado, se a mulher vem sendo conhecida como "Bêbada da Band", a emissora "não teve nenhuma participação no estado etílico que a requerente apregoa se encontrar na ocasião".
Para o magistrado, se a mulher vem sendo conhecida como "Bêbada da Band", a emissora "não teve nenhuma participação no estado etílico que a requerente apregoa se encontrar na ocasião".
"Registre-se que a veiculação da entrevista se deu em programa compatível, uma vez que abrange aspectos popularescos, o que, por si só, descaracteriza afronta à dignidade da pessoa humana ou exposição à situação vexatória."
Vi no Migalhas
Você pensa que cachaça é água
Cachaça não é água não
Cachaça vem do alambique
Água vem do ribeirão.
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Vai a praia?
Baú do Pilórdia
Em 22MAR2010
Antes de ir para a praia faça esse exercício:
Inspire
profundamente e esconda o máximo possível sua barriga. Solte o ar
devagar, mas sem relaxar a posição de barriga. Neste ponto, você pode
respirar normalmente, mantendo-a sob controle.
Cartoon de Édika
Mas cuidado ao soltar a respiração... veja o vídeo abaixo
(0:04 seg)
(0:04 seg)
E nunca, nunca beba demais na praia, porque ...
(01:12 seg)
Aumente o volume
Aumente o volume
Fontes you tube / Acervo Pilórdia
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Macacos de pileque
Nesta ilha os macacos roubam as bebidas alcoólicas dos humanos! Os cientistas descobriram que os macacos que mais bebem são os que mais mandam!
E bêbados, como fazem estripulias!Fonte: http://www.humorsemlimites.com/macacos-alcoolicos/
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
domingo, 13 de maio de 2012
Bafômetro no paletó e garvata
Por André Carvalho (*)
em 08 de maio de 2012
BAFÔMETRO NO PALETÓ E GRAVATA
Inacreditável como de onde menos se espera e menos se supõe surgem ideias magníficas. Aliás, o mundo funciona assim: do nada, da escuridão e das profundezas emergem grandes ideias, importantes invenções, formidáveis teorias, incomensuráveis avanços e estúpidas leis.
Ainda não sei em qual dos atributos devo qualificá-la: se no campo dos incomensuráveis avanços ou se no rol das estúpidas leis. O fato é que a proposta a que me refiro vem, certamente, das profundezas de um cérebro diferenciado, como é moda dizer. A propósito, esse tal do diferenciado – atendimento, automóvel, churrasco, imóvel, político, igreja e etc. – não significa melhor do que, mas, tão somente, diferente de. Tem gente, principalmente nas agências de propaganda e marketing, que ainda não entendeu o teorema. O diferenciado pode ser melhor ou pior do que seu referencial. Elevado ao quadrado então...
Mas, vamos ao que interessa! Em Santo Estevão, município a 150 km de Salvador, um vereador do PSC, mais conhecido pelo cognome “Abençoado”, apresentou projeto de lei propondo a implantação de bafômetros na Câmara Municipal da cidade, aplicáveis aos vereadores e demais servidores da casa.
Segundo Abençoado, a ideia surgiu por conta do suposto uso de bebida por seus pares e colaboradores. O vereador explicou assim o âmago da questão: “o teste do bafômetro traria mais dignidade na hora de conduzir as leis em pauta”. E completou, se perguntando: “como podemos realizar a sessão com pessoas embriagadas? Como podemos decidir projetos sem estarmos lúcidos?”.
O equipamento funcionaria concomitantemente ao cartão de ponto, sendo seu uso obrigatório, ao contrário do que ainda ocorre na lei de trânsito. Penso que a concomitância é muito difícil de ocorrer abrindo uma brecha na aplicação da lei: qual dos atos terá precedência? Soprar ou bater? Na dúvida, faz-se necessário regulamentar a lei definindo qual das seqüências será exigida: cartão de ponto/bafômetro ou, o inverso, bafômetro/cartão de ponto. Na primeira hipótese o salário está garantido! Mais alguma dúvida?
Decorridos poucos dias da proposição de “Abençoado” um deputado federal do PDT baiano defendeu, publicamente, a tese de se transformar a lei seca em crime inafiançável e imputar, àqueles que forem pegos dirigindo após o consumo de bebidas alcoólicas, de 10 a 12 anos de reclusão, independente da prova do bafômetro.
O parlamentar não propõe encarcerar quem provoca acidentes e mortes ao volante, o que seria razoável. Ele quer cadeia para todos os motoristas com sintomas de embriaguez. Pergunto: qualquer dos sintomas? Até mau hálito? E quem faz a prova? A autoridade policial? A que distância do orifício bucal? Desconfio que, se a distância for pequena, vai faltar cadeia!
Implantada a estapafúrdia ideia de “cana” generalizada, estaríamos livres, por uns bons anos, dos técnicos de futebol Mano Meneses e Renato Gaúcho; do senador Aécio Neves e dos deputados Romário, Gladson Cameli, Índio da Costa e Pedro Augusto.
Livre também dos cantores Djavan, Elymar e Elba Ramalho; do juiz de direito Pedro Henrique Alves e da delegada de polícia Daniela Rebello. Isso, sem falar nos atores e atrizes Dado Dolabella, Bruno Gagliasso, Eri Johnson, Carolina Ferraz e Thais Fersoza. Se faltar cadeia para as duas últimas tenho um lugarzinho reservado aqui em casa!
O representante baiano, pelo visto, desconhece a atual tendência de se estabelecer penas alternativas, de cunho sócio educativo, para réus primários que tenham cometido crimes de natureza leve, reduzindo assim a população carcerária, desonerando o sistema e permitindo um maior controle sobre os verdadeiros criminosos e bandidos; “demóstenes” e assemelhados inclusos.
Voltando ao talentoso vereador do município de Santo Estevão, começo a acreditar que sua proposta se encaixa no rol dos incomensuráveis avanços. Posta em prática, a aferição do teor alcoólico para acesso aos milhares de plenários e dependências legislativas Brasil afora, reduziria, sobremaneira, os delírios que por lá acontecem e a ressaca reguladora que azeda o país.
Não deixa de ser algo diferenciado!!!
(*) André Carvalho não é jornalista, é "apenas" um cidadão que observa as coisas do dia-a-dia. Um free lancer. Ou segundo sua própria definição: um escrevinhador. Seus sempre saborosos textos circulam pela web via e-mails.
Ainda não sei em qual dos atributos devo qualificá-la: se no campo dos incomensuráveis avanços ou se no rol das estúpidas leis. O fato é que a proposta a que me refiro vem, certamente, das profundezas de um cérebro diferenciado, como é moda dizer. A propósito, esse tal do diferenciado – atendimento, automóvel, churrasco, imóvel, político, igreja e etc. – não significa melhor do que, mas, tão somente, diferente de. Tem gente, principalmente nas agências de propaganda e marketing, que ainda não entendeu o teorema. O diferenciado pode ser melhor ou pior do que seu referencial. Elevado ao quadrado então...
Mas, vamos ao que interessa! Em Santo Estevão, município a 150 km de Salvador, um vereador do PSC, mais conhecido pelo cognome “Abençoado”, apresentou projeto de lei propondo a implantação de bafômetros na Câmara Municipal da cidade, aplicáveis aos vereadores e demais servidores da casa.
Segundo Abençoado, a ideia surgiu por conta do suposto uso de bebida por seus pares e colaboradores. O vereador explicou assim o âmago da questão: “o teste do bafômetro traria mais dignidade na hora de conduzir as leis em pauta”. E completou, se perguntando: “como podemos realizar a sessão com pessoas embriagadas? Como podemos decidir projetos sem estarmos lúcidos?”.
O equipamento funcionaria concomitantemente ao cartão de ponto, sendo seu uso obrigatório, ao contrário do que ainda ocorre na lei de trânsito. Penso que a concomitância é muito difícil de ocorrer abrindo uma brecha na aplicação da lei: qual dos atos terá precedência? Soprar ou bater? Na dúvida, faz-se necessário regulamentar a lei definindo qual das seqüências será exigida: cartão de ponto/bafômetro ou, o inverso, bafômetro/cartão de ponto. Na primeira hipótese o salário está garantido! Mais alguma dúvida?
Decorridos poucos dias da proposição de “Abençoado” um deputado federal do PDT baiano defendeu, publicamente, a tese de se transformar a lei seca em crime inafiançável e imputar, àqueles que forem pegos dirigindo após o consumo de bebidas alcoólicas, de 10 a 12 anos de reclusão, independente da prova do bafômetro.
O parlamentar não propõe encarcerar quem provoca acidentes e mortes ao volante, o que seria razoável. Ele quer cadeia para todos os motoristas com sintomas de embriaguez. Pergunto: qualquer dos sintomas? Até mau hálito? E quem faz a prova? A autoridade policial? A que distância do orifício bucal? Desconfio que, se a distância for pequena, vai faltar cadeia!
Implantada a estapafúrdia ideia de “cana” generalizada, estaríamos livres, por uns bons anos, dos técnicos de futebol Mano Meneses e Renato Gaúcho; do senador Aécio Neves e dos deputados Romário, Gladson Cameli, Índio da Costa e Pedro Augusto.
Livre também dos cantores Djavan, Elymar e Elba Ramalho; do juiz de direito Pedro Henrique Alves e da delegada de polícia Daniela Rebello. Isso, sem falar nos atores e atrizes Dado Dolabella, Bruno Gagliasso, Eri Johnson, Carolina Ferraz e Thais Fersoza. Se faltar cadeia para as duas últimas tenho um lugarzinho reservado aqui em casa!
O representante baiano, pelo visto, desconhece a atual tendência de se estabelecer penas alternativas, de cunho sócio educativo, para réus primários que tenham cometido crimes de natureza leve, reduzindo assim a população carcerária, desonerando o sistema e permitindo um maior controle sobre os verdadeiros criminosos e bandidos; “demóstenes” e assemelhados inclusos.
Voltando ao talentoso vereador do município de Santo Estevão, começo a acreditar que sua proposta se encaixa no rol dos incomensuráveis avanços. Posta em prática, a aferição do teor alcoólico para acesso aos milhares de plenários e dependências legislativas Brasil afora, reduziria, sobremaneira, os delírios que por lá acontecem e a ressaca reguladora que azeda o país.
Não deixa de ser algo diferenciado!!!
(*) André Carvalho não é jornalista, é "apenas" um cidadão que observa as coisas do dia-a-dia. Um free lancer. Ou segundo sua própria definição: um escrevinhador. Seus sempre saborosos textos circulam pela web via e-mails.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
A regra é clara, se beber não dirija.
A sorte do bebum que o cavalo era manso pois fosse um mais arisco ele não ia ver mais nunca. Quem me mandou este vídeo foi o André Carvalho que fisgou do Kibeloco.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Bebum é bebum em qualquer lugar do mundo
Ex-piloto de rallycross, John Button, pai de Jenson Button, campeão mundial da Fórmula 1 em 2009, foi à polícia da cidade italiana de Alassio reclamar do roubo de sua Ferrari 550 Maranello.
No entanto, as investigações dos policiais acharam o famoso carro esportivo, sem nenhum sinal de arrombamento, na cidade litorânea de Laigueglia, a menos de cinco minutos do local. A confusão ocorreu porque John, de 65 anos, esqueceu aonde parou o carro (!!!!!!).
John Button passava o fim de semana no litoral italiano e sentiu falta de seu carro quando chegou ao luxuoso Grand Hotel Mediteranée, em Alassio. Após reclamar com a polícia, o “caso” foi resolvido em 24 horas e virou história em vários jornais italianos, inclusive na agência de notícias oficial Ansa.
Vale lembrar que o pai de Jenson é conhecido por ser uma das pessoas mais alegres do paddock e também por exagerar um pouco no consumo de bebidas alcoolicas.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Bêbuns tentando armar uma barraca
E claro, não se apercebem que
tornaram-se o espetáculo do lugar.
A manha é armar a barraca antes de encher a cara.
sábado, 25 de dezembro de 2010
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Literalmente, dormindo no ponto!
Ladrão pervertido ataca bêbado
no ponto de ônibus em Jacaraípe/ES
Segundo um comentário no YouTube, o bandido tarado foi identificado pelas imagens e preso. E o cara é casado e tem 3 filhos e quando prestava depoimento na delegacia apareceu sua carametade e armou o maior barraco.
Eitia, mundo cão!
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