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domingo, 1 de maio de 2016

Vida de cachorro não é fácil não

RedeTV,uol

A iniciativa da organização "World for All" mostra a vida difícil dos cachorros de rua. Com uma câmera GoPro amarrada em um animal, o vídeo mostra o dia de um cão que vive pelas ruas de Mumbai, na Índia.



A "World for All" trabalha com o resgate de animais de rua de Mumbai, e as imagens, apesar de terem sido feitas com um cão 'ator', que não foi machucado durante as filmagens, mostram que toda a preocupação deles é justificada. É possível ver o cão sendo chutado e recebendo um balde d'água na cabeça.

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quarta-feira, 6 de abril de 2016

Cães anti-terror

Por Marcelo Bernardes
Folha SP 27MAR

Polícia de NY faz formatura de “Michael Jordans dos cães”
Na quarta-feira (23), coincidentemente um dia após os ataques terroristas em Bruxelas, na Bélgica, a Polícia de Nova York organizou num colégio do bairro do Queens, subúrbio da cidade, a “formatura” dos novos integrantes de seu programa anti-terror. Paulie, Randy e Ford, todos com dois anos de idade, foram alguns dos oito cães labradores empossados no esquadrão “Vapor Wake” (no rastro do vapor). A revista The New Yorker chama essa turminha de “os Michael Jordans dos cães”.


Desenvolvido em parceria entre a organização AMK9, que oferece serviços de treinamento de cachorros à polícia, com a universidade veterinária de Auburn, no estado do Alabama, há quase uma década, o vapor wake é um método que ensina cães a farejarem – em tempo real – o cheiro deixado por partículas de explosivos até dez minutos depois da passagem de um suspeito pelo local investigado.

A pessoa que carrega bombas grudadas ao corpo ou em malas ou mochilas pode ser “escaneada” por esses cachorros até no meio de multidões, sem causar qualquer confusão promovida por perseguições em locais abertos.Policiais de NY com um labrador treinado pelo método Vapor Wake. 

(Foto: Divulgação)

Cães superam homens e máquinas especializadas. O nariz de um cachorro tem 220 milhões de sensores para detectar um cheiro específico, contra 5 milhões nos de seres humanos. Cães chegam a dar dez fungadas por segundo, levando rapidamente o cheiro ao epitélio olfatório. Os receptores no interior da cavidade nasal dos cães são até 100 vezes mais densos que os dos seres humanos e podem diferenciar uma vasta quantidade de moléculas.

Treiná-los não é fácil ou barato. Bill Branton, o chefe da Polícia de Nova York, explicou durante a formatura canina que o investimento desses oito labradores custou cerca de meio milhão de dólares, bancados pelo governo federal. O treinamento de cada cachorro dura até 15 meses e custa US$ 49 mil por cabeça peluda. Todo ano, cada um dos cães é novamente submetido a um rápido treinamento para aprender novas táticas.

Contando com os oito formandos dessa semana, o esquadrão Vapor Wake tem apenas 130 cães treinados sob este método nos Estados Unidos e distribuídos por entre vários estados. Desde janeiro, a AMK9 lida com um pedido extra de mais 36 cães treinados pelo método.

Em Nova York, a Polícia conta com o auxílio de uma força canina de 100, muitos desses cães treinados por métodos mais tradicionais de detectar explosivos, ou seja, o pacote sob suspeita tem que estar parado para o cheiro ser detectado por eles. Até onde se sabe, não existe competição entre o grupo de elite canina com os farejadores mais básicos da cidade.

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sábado, 30 de janeiro de 2016

Coloque seu cachorro pra doar sangue

Do Ucho.info

Seu cachorro pode ser doador de sangue
Os cachorros têm mais de 20 tipos sanguíneos, sendo que seis são os mais comuns e dois estão presentes em 71% da população canina no Brasil. Assim como os seres humanos, quando ficam doentes esses animais precisam de transfusão de sangue.

O problema é que os bancos de sangue canino no Brasil estão sempre vazios. “Na maioria das vezes, quando um animal precisa de transfusão, ele acaba morrendo”, afirma a veterinária Tatiane Marisis.



Contra esse cenário foi criado no Recife o app “Sangue Amigo”, que conecta cachorros doadores com os doentes. É só fazer um cadastro e, quando algum animal por perto precisar, você recebe uma notificação.

Como o app funciona
Para utilizar o app, os donos precisam cadastrar os cães nele para que fiquem disponíveis assim que algum cão precisar de uma transfusão, já que não é possível estocar o sangue canino.

Se um cachorro precisa de doação, o outro é acionado. Todo o processo é realizado pelo app, que encontra o doador ideal, através da localização, e coloca os donos dos cães em contato via chat para combinarem o local.

Para solicitar uma doação, o processo é o mesmo: o dono cadastra seu cachorro, pede ajuda pelo app e aguarda o contato do proprietário do possível doador.

O aplicativo é gratuito e está disponível para sistemas Android e iOS, da Apple. Você pode acessar o site do projeto “Sangue Amigo” para ter mais informações.

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domingo, 8 de novembro de 2015

Gander, o cão herói

Curiosidades em Guerra

XLIII Gander
O Cão herói


Os conflitos armados ao longo da história tiveram muitos atores que deram suas vidas para salvar as de seus pares. O protagonista desta história era um cão da raça Terra Nova.

Pal, seu nome original  era o animal de estimação de uma família de Gander (Canadá), e como todos os da raça Terra Nova/Newfoundland cresceu até se tornar um belo exemplar de quase 70 kg. E era adorado entre as crianças. Mas Pal ficou em apuros quando ele arranhou o rosto de uma criança com sua pata. Foi um acidente, Pal só foi cumprimentar a criança com sua exuberância habitual mas o seu proprietário, preocupado pois ele seria forçado a sacrificá-lo, deu-o aos soldados como seu mascote.

Os soldados mudaram seu nome para Gander.


Gander rapidamente adaptou-se à vida militar e foi elevado a sargento mais rápido do que qualquer homem alistado. No desfile, ele orgulhosamente marcharam na frente, vestindo listras de sargento ao lado do emblema do regimento, anexado ao seu cinto de segurança.

Gander acompanhou o Royal Rifles quando embarcaram para Hong Kong, no outono de 1941 para a defesa contra os ataques japoneses.




A tranquilidade na ilha foi curta. O desembarque foi acompanhado por um forte bombardeio e os combates nas praias tornou-se corpo a corpo.

A 19 de dezembro de 1941, o 1º Batalhão do Real Rifles foi isolado e os canadenses mal conseguiam responder a  brutal ofensiva japonesa. Uma granada caiu sobre um grupo de feridos e Gander agarrou-a com a boca e correu na direção das linhas japonesas. 

Gander morreu na explosão, mas salvou a vida de vários soldados canadenses feridos.




Em apenas 18 dias, a ilha tinha caído, mas a história de Gander começaram a circular entre os soldados canadenses presos em campos de prisioneiros ... Gander se tornou lenda. O jogador de 27 outubro de 2000, Gander postumamente a Medalha Dickin recebeu ...

Fontes

domingo, 11 de outubro de 2015

Cachorros paraquedistas na 2ª Guerra

Curiosidades em Guerra

XXXIX - Cachorros Paraquedistas
Bing, Monty e Ranee


Em 1943, o primeiro ministro britânico Winston Churchill e o presidente americano Franklin D. Roosevelt se reuniram para planejar a invasão do continente europeu, então ocupado pelos alemães. Um dos regimentos britânicos que participariam da operação elaborada naquela reunião trazia uma característica então inusitada: três cachorros estavam alistados.



Bing, Monty e Ranee – os “cães-soldados” – receberam adestramento para localizar minas e explosivos, realizar trabalho de vigilância e atuar como mensageiros. Além disso, receberam um treinamento específico para saltar de paraquedas.

Na primeira parte do treinamento, os cachorros se sentavam durante horas em cabines de aviões. O objetivo era que eles se acostumassem ao ruído dos motores. A segunda fase era mais complicada: deviam perder o medo de saltar. Para isso, o adestrador deixava os cães sem comida e subia no avião com um pedaço de carne. Quando chegavam à altura desejada, os instrutores saltavam com o filé. Os cães, famintos, pulavam atrás. Em terra, recebiam o prêmio pela coragem. Salto a salto, perderam o medo e já estavam preparados para a batalha.

No dia 6 de junho de 1944 – o famoso Dia D – três aviões saíram com 20 paraquedistas e um cachorro cada. Porém, os aviões recebiam grandes sacudidas por causa das explosões nas regiões em volta. Monty e Ranee mantiveram a calma, mas Bing ficou muito nervoso, latindo e se escondendo embaixo de um assento. O salto foi pior. Bing se enganchou em uma árvore e foi ferido, mas pode ser resgatado. Monty ficou gravemente ferido e Ranee desapareceu.

Apesar de ferido, Bing realizou seu trabalho detectando minas e salvou seus companheiros de uma emboscada em um segundo salto, na Operação Varsity. Como recompensa, recebeu a Medalha Dickin, a condecoração do governo britânico a animais durante conflitos.


sábado, 23 de maio de 2015

Cachorro volta a enxergar após cirurgia

Duffy, um Terrier irlandês, que perdeu a visão por causa de diabetes volta a enxergar após cirurgia e faz uma emocionante festa ao reencontrar seus donos.


domingo, 5 de abril de 2015

O uso de gatos em guerras!

Curiosidades em Guerra


XII - O Gato na Marinha de Guerra

Marinheiros e  gatos têm uma relação especial que remonta a milhares de anos. É provável que os antigos egípcios fossem os primeiros marítimos a perceberem o verdadeiro valor dos gatos como companheiros de viagem.


Tripulante da USS Texas posam com o cão e o gato mascote
 no focinho de um navio de 12 " / 35 canhões, cerca de 1900.

Além de companhia aos marinheiros nas longas viagens, os gatos lhes davam proteção por libertar navios dos ratos. Sem a presença dos felinos, a tripulação costumeiramente encontrava sua nave invadida por ratos e camundongos que comiam sua alimentação, mastigavam suas cordas e disseminavam doenças.


 Dois gatos "posam" na culatra de uma arma naval calibre
 4 " de um navio não identificado antes da Primeira Guerra Mundial.

Os marinheiros mais supersticiosos acreditavam que os gatos lhes traziam boa sorte. Também era comum entre as tripulações adotar os gatos das terras estrangeiras que visitavam como lembranças bem como para recordar de seus animais de estimação que ficaram em casa.

Os gatos da USS Mississipi usavam
 escadas para subir em sua rede.

O Mississipi esteve envolvido em várias batalhas ferozes no Pacífico  durante a Segunda Guerra Mundial e foi atingido duas vezes por aviões kamikazes. Sobreviveu e esteve entre os navios na baía de Tóquio  que testemunharam a rendição japonesa.


Os pilotos sobre um porta-aviões da Marinha E.U.
 relaxam brincando com o mascote do navio.


Novo mascote ' Saipan "da USS Novo México tenta ficar confortável.

O USS Novo México participou da invasão marinha americana de Saipan, em 1944, por isso é provável que o gato tenha sido resgatado após a batalha.


"Depois que a fumaça da batalha tinha desaparecido na ilha Betio em Tarawa - Oceano Pacífico, este minúsculo gatinho rastejou para fora debaixo de um tanque destruído japonês, para receber uma bebida   de um marine americano ". Tawara Invasion, nov 1943


"Aqui é ' Bilgewater ",
a mascote da Academia da Guarda Costeira , em 1944


"O veterano de guerra, Pooli ",
com as faixas de três fitas de serviço 
e quatro estrelas de batalha.
 O gato servia a bordo de um ataque
 durante a II Guerra Mundial . "


Miss Hap  - "Um órfão de guerra, " com duas semanas de idade bebe leite enlatado  com um contagotas com  a ajuda do sargento da marinha Frank Praytor, dias após sua (do gatinho) mãe ser morta por um ataque de morteiro perto de Bunker Hill.

O nome , Miss Hap , o sargento Praytor explicou, foi dado 'a  gatinha ", porque ela nasceu no lugar errado na hora errada ". Guerra da Coréia ,  1953

USNI- US Naval Institute

Postado originalmente em 09SET2010 (161)

domingo, 15 de março de 2015

O uso de cães-bomba na 2º Guerra Mundial


Curiosidades em Guerra


IX - Os Cães de Pavlov



O cão é o melhor amigo do homem, isso todos sabemos, mas na 2ª Grande Guerra durante a Operação Barbarrosa que foi o cerco alemão a Stalingrado - em 1941 - os seres humanos nem sempre corresponderam a eles, não só com o abuso e negligência, mas o nosso engenho destrutivo usou de forma grotesca dos pobres animais.








Desde o início do século o cientista russo Ivan Pavlov já estudava o Reflexo Condicionado utilizando cães e ao perceber que só a domesticação não era suficiente contra os alemães pois não enfrentavam apenas soldados mas também os tanques (Panzers, em maioria) que avançavam sobre o território russo, começaram a colocar em prática técnicas nada comuns para se abater esses veículos blindados.



Pavlov e um de seus cães em estudo.


Em seu treinamento, os cães eram alimentados sob um tanque por semanas para associar a aparência do elemento para o fato de que ali encontrariam alimento. Dias antes de liberá-los na batalha eles eram privados de comida e os deixavam ir na frente em linha reta em direção aos tanques inimigos.



Associado ao adestramento, desenvolveu-se um mecanismo de ativação de explosivos. Os  cães tinham, alocadas em suas costas, alavancas de ativação dos explosivos, para que quando eles entrassem debaixo do tanque em busca de carne, a alavanca ativasse a carga de explosivos e neutralizasse o tanque, mandando claro, o pobre cão para a morte.



Esses esquadrões de cães-bomba ficaram conhecidos na história como os Cães de Pavlov.



Às vezes acidentes aconteciam e os cães em vez de correrem em direção aos panzers corriam direto aos tanques russos, isso devido ao seu faro apurado que faziam-nos confundir os combustíveis já que os tanques russos ( T-34, em maioria) utilizavam diesel como combustível, diferente dos alemães, que utilizavam gasolina. 
Mas a busca por alimento sob os tanques era o maior apelo que os cachorros seguiam e ao entrarem entre as esteiras, a alavanca dobrava e explodia tanto o cão quanto o blindado (as cargas de explosivos eram altas, para dar conta de tanques com blindagens fortes).

O exército russo afirma que cerca de 300 tanques alemães foram destruídos dessa forma.





Fontes consultadas História ilustrada e Mistérios.co

quarta-feira, 4 de março de 2015

Comida italiana é boa para labradores

Por David Coimbra.
Publicado em seu blog em 07JAN2015
Crônicas

Comida italiana é boa para labradores
Esse cachorro, eu o encontrei num lugar em que gosto de almoçar, aqui perto de casa. É um pequeno mercado de produtos italianos com uma única mesa comprida para refeições. O proprietário, Andrea, um toscano que carrega o sorriso sempre aberto debaixo do bigode, supervisiona ele mesmo a cozinha, bendita cozinha italiana.

Nesse dia, repimpei-me com fettuccine com molho vermelho e carne de porco, uma delícia. Foi na hora de pagar, em frente ao caixa, que vi o cachorro. Era um labrador preto e estava preso pela coleira. Na outra ponta da coleira havia um homem. Um cego. Enquanto ele pagava a conta, eu e o cachorro notamos um pedaço de carne de porco com molho do tamanho de uma moeda de um real, no chão, a um metro da minha botina. Devia ter caído recentemente do prato de algum cliente. O labrador sentiu o cheiro da carne e deu um passo para alcançá-la. Mas o dono, percebendo que ele se afastava, puxou a guia com força, fazendo com que recuasse.



O cachorro ficou fitando o naco de carne, depois levantou a cabeça e olhou para mim. Havia uma expressão aflita em seus olhos compassivos e úmidos de labrador. Era como se me pedisse ajuda. Decidi atendê-lo. Dei um biquinho no pedaço de carne, na direção dele. Mas o chute não foi suficientemente forte, restou ainda a alguma distância, e o cachorro teve de se esticar para tentar pegá-lo. Só que o dono, sem nem virar a cabeça, deu novo repelão na guia, agora com violência, até certa raiva.

O labrador se encolheu, entre resignado e triste. Olhei para ele. Ele para mim. Era um olhar profundo. Um olhar de dor. De fome, talvez? Ou apenas de desejo frustrado? E o homem? Teria ele notado que chutei a carne na direção do cachorro e por isso se irritou? Ou se irritou porque o cachorro fez menção de se afastar? Ou as duas coisas? Ele parecia brabo, ali, pagando a conta. Brabo comigo? Com o cachorro? Com a vida? Afinal, eu devia ou não empurrar a carne para baixo do focinho do labrador? Era o que o labrador queria, disso não tinha dúvida, mas, se o fizesse, não estaria infringindo algum código de ética da relação entre cegos e seus cães guias?



Maldição!

Quer saber? Vou dar comida para esse cachorro! Vou! O cego que embrabeça, se quiser. Azar o dele! Quem manda não dar comida para o cachorro? Dou uma gingada, faço de conta que vou sair pela esquerda, saio pela direita e mando de trivela bem debaixo do maxilar inferior do cachorro. Ele só vai precisar atirar a língua pra fora para pescar o pedaço de carne. O homem nem vai notar. Vou lá. Vou!

E fui. Fiz um movimento para o lado. E o cachorro compreendeu a minha intenção. Aprumou-se. Salivou. Preparou-se para abocanhar a comidinha deliciosa do italiano e, então, puxa vida, então o homem também percebeu. De alguma forma, ele pressentiu o que eu faria, virou de leve o ombro na minha direção e não me olhou, porque olhar não podia, mas demonstrou claramente que sabia o que eu pretendia fazer.

Com o que, hesitei. Fiquei paralisado.

Não me aproximei da carne no chão, disfarcei e perguntei ao Andrea quanto devia. O homem ergueu o queixo, vitorioso, puxou o cachorro e dirigiu-se para a porta. Fiquei observando os dois, homem e cachorro, se afastando. Antes de sair, o labrador girou a cabeça e olhou para trás, diretamente para mim. Entendi o que ele dizia com aquele olhar. Não havia mais aflição ali. Havia desprezo. 


Como se rosnasse:

— Covarde!​