Mostrando postagens com marcador André Carvalho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador André Carvalho. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Confusão com Santa Maria, Pinta e a outra

Por André Carvalho (*)
em 01 de outubro de 2013




Texto originalmente postado em 03OUT2013
e visto e/ou compartilhado 2.017 vezes.


CONFUSÃO COM SANTA MARIA, PINTA E A OUTRA
No artigo anterior, “Estou plasmo”, de 29 de agosto (para ler clique aqui), cometi um erro imperdoável, circunstância, aliás, que já havia ocorrido em outro texto onde tasquei um “depedrado”, ao invés de depredado, a grafia correta. O erro imperdoável a que me refiro é ter afirmado que Pedro Álvares Cabral, ao descobrir o Brasil, comandava uma frota composta por três caravelas: Santa Maria, Pinta e Nina. Cabral, na verdade, jamais passou por perto dessas embarcações nem há registro de que tenha trocado palavras com seu comandante, o genovês Cristovão Colombo, descobridor das Américas.

Os erros foram descobertos por dois amigos que os apontaram com uma pitada de humor. Ainda bem! É de se pensar que outros possíveis leitores também os identificaram porém mantiveram silêncio. Peço desculpas, sem contudo prometer que novos erros jamais ocorrerão, ao contrário, pois me falta paciência para a pesquisa e para a revisão. Interessante é que a troca das caravelas, antes de ir à rua, foi lida por três pessoas próximas e intelectualmente ativas, sem que percebessem o engano. A propósito, ouvi certa vez que Monteiro Lobato dizia, fazendo graça, que somente o leitor identifica o erro de revisão. Pura verdade! 

Alongando a prosa, se eu fosse político não estaria aqui fazendo um “mea culpa” mas entabulando um punhado de justificativas esfarrapadas para encobrir minha ignorância. É assim que eles fazem a cada asnice que cometem, chegando, na maioria das vezes, ao ridículo! Jogar a culpa em outrem é a praxe e a história da herança maldita, inventada pelo Lula para justificar o desempenho pífio de seu governo, é um caso emblemático. 

Vamos nos divertir um pouco elaborando justificativas descaradas para o meu erro. Poderia dizer que me atrapalhei com os descobrimentos, descobridores, naus e caravelas depois que a Presidente Dilma afirmou que o Brasil foi inaugurado no Ceará. Rousseff confundiu minha cuca, e milhões de outras, mundo afora, exceção feita aos espiões americanos. 

Poderia também garantir que faltei às aulas em que os descobrimentos da América e do Brasil foram estudados, lá no curso ginasial, ou ainda, que faz tanto tempo que não lembro mais da matéria. Desculpa cretina, todavia plausível, por sabermos que o ensino, neste país, sempre teve por metodologia a decoreba que não resiste ao passar dos anos. 

E por falar em decoreba vocês sabem quantas embarcações compunham a frota de nosso honorável descobridor, o Cabral? Sabem quantas eram as caravelas e quantas as naus? Não vale acessar o google, combinado? Sabem o nome de cada uma? Uma pista:eram quatorze e a nau Capitânia liderava a frota. 

A questão é por demais embaraçosa e, quinhentos e treze anos depois, ainda circulam boatos dando conta que as calmarias mudaram o rumo da epopeia e que uma das embarcações naufragou durante uma tempestade. Sabem qual dos barcos afundou? Não se acanhem pois também não faço a menor ideia. Alías, em se tratando de descobrimento do Brasil o melhor é curtir o humorista Ari Toledo que, ao narrá-lo, conta que uma caravela encalhou e Cabral mandou descer para empurrar. Resultado: desceram quatrocentos marinheiros que morreram afogados por não saber nadar. Hilário! 

Para quem se atreve a colocar no papel o que lhe vem à cabeça e enviar o resultado aos amigos ou mesmo publicá-lo, onde quer que seja, um erro da magnitude dos que cometi é vergonhoso. Assim estou; envergonhado! Em contrapartida, ao disparar tamanhas pedradas coloco-me como potencial candidato à presidência da República Federativa do Brasil, de preferência por um partido interestelar cabalístico, pois, a exemplo de Dona Dilma, respeito muito o ET de Varginha.

(*) André Carvalho não é jornalista, é "apenas" um cidadão que observa as coisas do dia-a-dia. Um free lancer. Ou segundo sua própria definição: um escrevinhador. Seus sempre saborosos textos circulam pela web via e-mails.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Letra viva

Baú do Pilórdia 


Esse texto foi aqui publicado há exatos 6 anos

por André Carvalho
btreina@yahoo.com.br

Letra viva
Existem coisas que precisam ser experimentadas até a última gota, esgotadas em seus quatro cantos e entendidas do começo ao fim para que façam algum sentido. Assim, tal qual ofício de órgão público, solicito encarecidamente seus préstimos em concluir a leitura deste alfarrábio.

Ela é a sétima na ordem das letras e desperta curiosidade estética por conta de suas curvas sinuosas, quer seja em minúscula ou maiúscula. Mesmo quando configurada de maneira mais dura, com quatro ângulos retos internos e outros quatro ângulos externos, cada um deles com 270 graus, ainda assim, ela se sobressai frente às suas colegas de linha, de sílaba e de palavra.

Segundo o falecido forrozeiro Luiz Gonzaga e seu parceiro Zé Dantas, cujo óbito não tenho conhecimento, no sul é “”, mas no norte chama-se “guê”, o que prova certo mundanismo, quem sabe associado às tais curvas.

Alfa, beta e gama há muito sumiram do linguajar moderno. Reinaram o X, Y e Z incógnitos nas equações matemáticas. Por esta época o G serviu apenas para designar a constante universal da gravitação enunciada na famosa lei de Newton. Por algum tempo, na segunda metade do século passado o “” é que reinou soberano por conta do 06 de junho de 1944 – o famoso dia “D” – que mudou a história da segunda guerra e do mundo contemporâneo. A partir de então, a qualquer evento mais importante, dizia-se ser aquele o dia “D”.

Agora comanda o “G”. Ele começa se prestando a denominar aquele ponto que inúmeras mulheres acreditam não possuir e infinitos homens, não confessam, mas têm dificuldade em localizar. O “G” também entrou pesado no futebol: antes tínhamos campeão e vice, e lá embaixo, na rabeira da tabela, o lanterna ou, desonra maior, o lanterninha. Agora não. Temos o G4 na ponta de cima da tabela e o G4 na faixa do rebaixamento. Criaram até um G8 para designar aqueles que se classificam para uma outra competição.

Na política o “G” desbancou a ONU, a OEA o FMI e muitas outras letrinhas e se estabeleceu, inicialmente como sete, para em seguida, virar oito, com a inclusão da Rússia pós-comunista salvo engano. Ocorre que no mundo globalizado (olha o gesinho aí de novo) precisamos de um G vinte, capaz de abrigar ricos e emergentes, única chance do mundo conferir e aplicar as sempre sábias e oportunas receitas universais do Lula.

Para o Partido dos Trabalhadores, que sempre ridicularizou essas coisas, deve ser constrangedor ver seu líder maior, tido e havido como o rei dos emergentes. Emergente cheira e beira a “zelites”, daí minha preocupação com a perda de identidade dos petistas. Sugiro que o PT crie em sua estrutura a diretoria de psicanálise e um ambulatório de psiquiatria. Se abrir aos simpatizantes, imagino que faltarão divãs e camisas de força.

Para abrilhantar minhas idéias não abro mão da oportunidade de inserir nestas linhas a Bündchen iniciada com o G de Gisele, símbolo da beleza e da forma “ema” de andar.

Entrementes, “em verdade vos digo”, meu maior interesse neste artigo é provar ao mundo (olha a prepotência) que a falta de assunto é a mãe da besteira. Creio que isso eu consegui, não obstante sua legítima irritação, amigo leitor, caso haja atendido o proposto no primeiro parágrafo e lido tanta bobagem junta.

Com seu perdão, teses são teses, muito mais que hipóteses. Como você percebe, aqui também continua a mais absoluta falta de assunto.


- postado originalmente em 27NOV2008 (82) - 

quinta-feira, 24 de julho de 2014

... do Dunga e o bodum da copa...

Esse texto foi escrito em 2010 mas permanece atual. Aliás, em diversos momentos parece que foi escrito por esses dias. Republico.



Por André Carvalho  em 10 de Julho de 2010




Fim de jogo
Derrotados pela seleção holandesa voltamos para casa eliminados da XIX Copa do Mundo de Futebol. Perdemos para a mesma Holanda que nos castigou por cinquenta anos, desde que em 1625 invadiu e dominou, até 1675, parte do Brasil, inicialmente a Bahia e, em seguida, Pernambuco e por aqui fez história que nossos alunos de segundo grau estudam, nos dias de hoje, aos trancos e barrancos. Ironia do destino é a derrota ocorrer exatamente no dia 02 de Julho, data magna em que se comemora a Independência da Bahia, episódio que fecha o calendário de nossa sujeição a então Coroa Portuguesa e aos demais países europeus. 12

Perdemos também a vantagem que tínhamos sobre eles, os holandeses, em jogos de copa do mundo, circunstância de inestimável valor para que locutores ufanistas e comentaristas de todas as classes preenchessem o tempo, nas infindas transmissões pré e pós jogo, relembrando contendas, estatísticas e fatos de copas passadas.

Essa foi minha primeira Copa do Mundo depois da intempestiva decisão de tornar-me escrevinhador. Rabiscar sobre futebol num país de futebolistas é tarefa dificultosa para um ignorantim como eu. Sei que coloco meu pescoço a prêmio, o que não ocorre com o comentarista mor, o Lula, por mais bobagens que diga, como já fez em outras contendas não só futebolísticas.

Longe de mim a pretensão de contrapor o que disseram Inácio, Galvão ou Do Vale, os dois últimos assessorados por ex-craques e o presidente por Celso Amorim, Marco Aurélio Garcia e Franklin Martins, que de craques nada têm ou tiveram.

Do Dunga posso reclamar porque todos reclamam. “Do dunga” é uma cacofonia engraçada que vou me permitir manter no texto na medida em que o “brasilzão” que torce embriagado e que vota a cada dois anos, por coerência, haverá de me perdoar pelo deslize. Dunga convocou a seleção com base em seus princípios e valores, os quais não combinam com o “brasilzão” cacofágico (eu disse cacofágico e não cacofônico).

Acontece que não deu certo e nosso técnico só não será crucificado porque brigou com a poderosa Rede Globo ao não permitir entrevistas e reportagens exclusivas, mesmo que contratuais. O povo gostou da briga! No Brasil, o complexo de Davi é muito presente. Queremos derrubar todos os Golias que aparecem pela frente e a Rede Globo é um deles. Tal qual a história bíblica atiramos pedras nos mais poderosos e acreditamos que os venceremos, mesmo que o século XXI seja totalmente diferente dos tempos antes de Cristo. O fenômeno é relevante na era petista, cujos companheiros apedrejam os Estados Unidos da América, tido e havido como nosso mais poderoso contendedor.

A seleção de Dunga era igualzinha ao Brasil: um técnico poderoso e que tudo podia, um grupo “fechado” – e bote “fechado” nisso – muito potencial e poucos resultados quando necessários. Optamos pela escalação dos menos favorecidos e somos mais imagem que conteúdo encantando o “universo bolivariano” ao mesmo tempo em que servimos à chacota do resto do mundo.

Penso que a seleção brasileira de futebol deveria ser eleita pelo povo, em sufrágio direto e universal, assim como são eleitos, com o maior sucesso, nossos representantes no Congresso Nacional, nas Assembléias Legislativas e nas Câmaras de Vereadores. Afinal, todos nos representam em seus respectivos campos de atuação. Um risco é um dos eleitos roubar a bola ou subornar o gandula. Coisa pouca, perto do que temos visto!

Copa é copa e ao articulista cabe analisar. Penso que o “cala a boca Galvão” foi o melhor resultado alcançado pelo Brasil na África do Sul e deveria ser estendido ao Do Vale, à Dilma, ao Lula, Serra, Neto, Vampeta, Datena, Fátima, Bonner, Boechat e companhia.

Que me perdoem os leitores: Êh brasilzão da “porra”.


(*) André Carvalho não é jornalista, é "apenas" um cidadão que observa as coisas do dia-a-dia. Um free lancer. Ou segundo sua própria definição: um escrevinhador. Seus sempre saborosos textos circulam pela web via e-mails.




segunda-feira, 24 de março de 2014

Respondendo a Eliane Castanhede

Segundo coluna de Eliane Castanhede de 21MAR (Perguntar não ofende), na Folha de São Paulo, há várias perguntas a responder:

Nosso colaborador e articulista, André Carvalho, como bom observador, decidiu por responder a todas elas:

1 - Como a tão centralizadora e detalhista Dilma, então chefe da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da Petrobras, votou a favor de uma operação tão esquisita?
Resp: Dizendo sim

Sid


2 - Se havia todo um detalhamento da proposta, por que Dilma e os conselheiros, que são bem remunerados, contentaram-se com um mero resumo agora criticado como "técnica e juridicamente falho"?
Resp: Preguiça

3 - Como, à época, o diretor internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, pivô da crise, acabou diretor financeiro da BR Distribuidora?
Resp: Por promoção

?


4 - E como o presidente Gabrielli virou secretário do governo da Bahia, subordinado ao governador petista Jaques Wagner, e até é um dos pré-candidatos à sua sucessão?
Resp: Por nomeação

5 - Mas a mais importante questão de todas, no caso Pasadena, é aritmética: como, quando e por que pagar US$ 360 milhões pela metade de uma refinaria que acabara de ser vendida um ano antes, integralmente, por US$ 42,5 milhões?
Resp: Câmbio flutuante somado a inflação

Pelicano



6 - E a cláusula que obrigava uma das partes a comprar 100% da refinaria em caso de divergências não acendeu nenhum sinal amarelo?
Resp: Houve um apagão

7 - É comum uma refinaria de US$ 42,5 milhões passar a valer mais de US$ 1 bilhão num passe de mágica?
Resp: Nos governos petistas sim, e normal



8 - Por que Dilma ficou esses anos todos calada e agora resolveu soltar uma nota jogando o escândalo dentro do Palácio do Planalto? Ela quis se antecipar a outros dados que estão para pipocar?
Resp: O poste é igual a Lula, não sabe das coisas que sabe

9 - Nessa nota, Dilma disse que, se todas as cláusulas fossem conhecidas, "seguramente" a compra da refinaria de Pasadena não seria aprovada. Admitiu, assim, que o negócio foi um verdadeiro escândalo?
Resp: É você que está dizendo isso.

Santo




Eliane Castanhede, jornalista, é colunista da página 2 da versão impressa da Folha, onde escreve às terças, quintas, sextas e domingos. É também comentarista do telejornal "Globonews em Pauta" e da Rádio Metrópole da Bahia.

 André Carvalho não é jornalista, é "apenas" um cidadão que observa as coisas do dia-a-dia. Um free lancer. Ou segundo sua própria definição: um escrevinhador. Seus sempre saborosos textos circulam pela web via e-mails.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Mais uma roubada...



Por André Carvalho (*)
em 19 de janeiro de 2014
 
 
MAIS UMA ROUBADA, HEIN CARECA!
Faz tempo que não escrevo uma linha sequer sobre amenidades ou que não traço uma prosa mais suave. Devo estar um chato…Para compensar a severidade que me acometeu nos últimos meses, perfilo a seguir, de botânica a casamento, passando por viagens, férias, vaidade, spa e sexo. Óbvio que, para tanto, necessito citar um ou mais sujeitos e sujeitas. Espero não escrever amenidades que pareçam uma biografia não autorizada capaz de disparar a ira de Chico, Caetano, Djavan, Gil e Paula Lavigne, dai a necessidade de estabelecer algumas correlações e outras supressões.
 
Aqui no nordeste o povo costuma dizer que “o pau que nasce torto, não tem jeito, morre torto”. Entenda pau no sentido de ser humano, pessoa, elemento, cabra macho. Tenho cá pra mim que, se cair na política, o pau nascido torto retorce incorrigivelmente e sem piedade. Visto sob o aspecto biológico, o pau que nasce torto é resultado do escleromorfismo oligotrófico, muito comum no cerrado brasileiro, região que abriga o Senado Federal e outras tantas casas de conveniências. É por lá que sobrevive e faz história um senhor das Alagoas, torto de doer, com sua cabecinha intelectualmente simplória, esteticamente deserta e potencialmente bandida.
 
Vaidade não mata mas desencaminha. Mesmo careca de saber que o bem público não pode ou, por razões éticas, não deve ser utilizado em benefício próprio o torto das Alagoas requisitou uma aeronave da Força Aérea Brasileira e viajou para a capital pernambucana com o propósito de submeter-se a um implante capilar de dez mil fios.
 
O retorcido e calvo cidadão acreditou que passaria despercebido e que seria apenas mais uma autoridade voando pelos céus do Brasil à custa do dinheiro do contribuinte. Deu-se mal pois a viagem “vazou”, como dizem na base da pirâmide, e sete dos dez mil fios não aderiram ao novo penteado. Rejeição é rejeição!
 
Não foi sua primeira viagem do tipo nem o primeiro vazamento. Meses antes, o elemento desembarcou de outra aeronave da FAB, em Trancoso – sul da Bahia – para presenciar um casamento “chiquérrimo”, desses que o cidadão faz questão de espalhar que foi convidado e que lá esteve ao lado de fulano, sicrano e beltrano. Até ai tudo bem! O problema é quando fulano, sicrano e beltrano não o citam nas redes sociais e a revista Caras não o retrata. Dureza!
 
Se para a maioria a vida é tormentosa para uns poucos é branda e prazerosa. Quer ver? Mesmo vindo ao mundo despossuído de fortuna o sujeito das minhas amenidades é capaz de esquemas milionários. No carnaval passado refugiou-se, acompanhado da esposa, num “spa” médico - psicanalítico situado em Gramado (RS) a um custo de vinte dois mil reais a temporada. É merecedor de elogios a opção casta e imaculada que fez pela companhia de sua legítima esposa e não de uma beldade no padrão da sinuosa Mônica Veloso. Para os mais desligados ou esquecidos, Mônica foi, pouco tempo atrás, a Rosemary Noronha do Presidente do Senado com a sutil diferença de haver sido paga, via empreiteira e não por salário direto e benesses do cartão corporativo da Presidência da República como ocorreu com a outra.
 
Segundo matéria do jornal O Globo o tal “spa” médico - psicanalítico dispunha de lençois de algodão egípcio, cobertores de pluma de ganso e menu de travesseiros. Nada mais conveniente a quem precisa de um sono profundo, seja ele para engabelar a companheira ao lado seja para esquecer aqueles e aquelas a quem, antes, engabelou.
 
No episódio do voo pró-capilar o implantado quer ressarcir o prejuízo causado aos cofres públicos. Em sua cabecinha simplória e bandida, o ressarcimento descaracteriza o imbróglio, o que, convenhamos, abre um precedente perigoso. Em busca de voto e da liberdade de seus líderes - não somente mensaleiros - é de se esperar que a petesada aprove, no Congresso Nacional, a lei da devolução consensual. Ninguém mais vai em “cana”. No caso dos mensaleiros, por exemplo, basta devolver a bufunfa desviada e pronto. Temo que o passo seguinte seja estender a jurisprudência aos homicidas: matou? Gera um filhote e põe no lugar do infeliz que se foi.
 
Ademã que eu vou em frente, como dizia o retilíneo Ibrahim Sued.
 
 (*) André Carvalho não é jornalista, é "apenas" um cidadão que observa as coisas do dia-a-dia. Um free lancer. Ou segundo sua própria definição: um escrevinhador. Seus sempre saborosos textos circulam pela web via e-mails.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

AU AU AU Criancinhas


Por André Carvalho (*)
Em 22 de outubro de 2013
btreina@yahoo.com.br 

 
AU, AU, AU CRIANCINHAS
Desde que a “presidenta” Rousseff declarou que respeitava muito o ET de Varginha e que o Brasil havia sido inaugurado no Ceará, fiquei com a pulga atrás da orelha pois é sabido que a cidadã não padece do alcoolismo nem mesmo traga, de vez em quando, uma dose qualquer. 
 
Para justificar ideias tão estapafúrdias acredito em um fenômeno maior, que brota de além das esferas terrestres,dos hemisférios cerebrais, dos discursos de campanha ou das asneiras cotidianas.
 
Minha crença ganhou corpo com a entrevista coletiva dada após a abertura da Assembleia Geral da ONU quando a mulher mais poderosa da América Latina assim falou: “Tem uma infraestrutura muito importante para o Brasil, que é também a infraestrutura relacionada ao fato de que nosso país precisa ter um padrão de banda larga compatível com a nossa, e uma infraestrutura de banda larga, tanto backbone como backroll, compatível com a necessidade que nós teremos para entrarmos na economia do conhecimento de termos uma infraestrutura, porque no que se refere a outra condição, que é a educação, eu acho importantíssima a decisão do Congresso Nacional do Brasil em relação aos royalties”.

Isso é conversa de quem foi atirado de um disco voador em redemoinho. É possível que Dona Dilma tenha sido abduzida por alienígenas e retornado da experiência mais desorientada do que seu inventor esteve antes, durante e depois do invento. Com esta viagem “infra-cerebral” me parece óbvio que os tais objetos voadores não identificados - os OVNIS ¬- existem e fazem escala e estripulias no quintal do Palácio da Alvorada.

Talvez o Presidente dos Estados Unidos da América, o Barack Obama,saiba, melhor do que ninguém, o que anda acontecendo de anormal abaixo da linha do equador.

Sempre desconfiei do partido político que tem a cor do demônio, o número do azar, uma estrela de cinco pontas por símbolo e um monte de mulas sem cabeça em seus quadros.

Suponho que, amparado por essas tendências e mobilizado pela onda de manifestações que sacode a nação,os espíritos malévolos resolveram dar as caras, usando como “cavalo” – expressão técnica do candomblé – a Presidente. 
 
É a força do sobrenatural agindo nas portas abertas pelo ilusionismo político criado por marqueteiros. Ela - a força do sobrenatural - se fez presente, animalescamente, nas palavras presidenciais, em um sábado de outubro no Rio Grande do Sul, ocasião em que o Brasil, assombrado, soube das seguintes conjecturas: “Se hoje é o Dia das Crianças, ontem eu disse que criança… o dia da criança é dia da mãe, do pai e das professoras, mas também é o dia dos animais. Sempre que você olha uma criança, há sempre uma figura oculta, que é um cachorro atrás, o que é algo muito importante”.

Confesso que nos últimos dias olhei cada criancinha que passava a minha volta e não consegui enxergar nenhum cachorro oculto atrás delas. O que ví foi um poodle branquinho, branquinho, preso a uma coleira azul comandada por uma garota de não mais que oito anos de idade. 
 
Os poderes sobrenaturais estão se tornando uma constante na vida de Dona Dilma. A mãe do PAC, a exemplo de mãe Diná, vem fazendo profecias e mais profecias que nenhuma outra vivente é capaz de fazer. Quer um exemplo recente? Na segunda-feira, dia 14 de outubro, em Itajubá, sul de Minas Gerais, Mãe Rousseff vaticinou o seguinte: “tudo o que as pessoas que estão pleiteando a Presidência da República querem é ser presidente”. Inacreditável, meus amigos! Liguei para o Eduardo, para a Marina, para o Aécio e o Serra sem contudo obter sucesso. Queria confirmar o importante vaticínio.

A coisa vai num crescendo porque logo no dia seguinte ou dois dias depois o petista Jaques Wagner, governador da Bahia, chamou a “presidenta videnta” sua correligionária, de Fada Madrinha e foi contemplado com algo do gênero, (sic) e você é minha varinha de condão. Mágico, se não fosse trágico!
 
(*) André Carvalho não é jornalista, é "apenas" um cidadão que observa as coisas do dia-a-dia. Um free lancer. Ou segundo sua própria definição: um escrevinhador. Seus sempre saborosos textos circulam pela web via e-mails.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

ESTOU PLASMO - por André Carvalho

Por André Carvalho (*) 
em 29 de agosto de 2013




ESTOU PLASMO
“Estou plasma”, dizia com absoluta convicção e sem qualquer cerimônia uma colega de trabalho no liquidado Banco Econômico, lá pelos idos de 1990, antevendo, inconscientemente, o Brasil do século XXI reinaugurado após a chegada do Partido dos Trabalhadores ao poder executivo federal.

O início do século tem dado o que falar por tudo aquilo que a turba petista palavreia nos palanques, ministérios e palácios, sempre com a mais absoluta convicção e sem cerimônia, assim como fazia minha colega de trabalho.

Creio que a história do Brasil, quiçá da humanidade, registrará as inusitadas “descobertas” em curso neste país, gigante e abestalhado pela própria natureza. Duas delas, inacreditáveis, reproduzo abaixo “ipsis litteris”Inácio, embaralhado entre os mestres Aristóteles, Ptolomeu, Copérnico e Galileu Galilei, asseverou, para uma plateia subserviente, que se a terra fosse quadrada não haveria poluição no Brasil pois estamos a 14.000 quilômetros de (sic) distança dos centros poluidores. Ainda segundo o neocientista Lula a poluição só existe porque a terra é redonda e fica girando.



Certamente o “cara de Obama” elaborou a teoria durante os dias em que esteve na estrada, montado num pau-de-arara, com destino ao sul maravilha. É crível que da Silva tenha desembarcado em Sampa, num daqueles dias de céu encoberto e oxigênio raro e, ainda cambaleando sob efeito das pingas, curvas, buracos e serras, entabulou a preciosidade com que agora nos presenteia. 

Sabemos a capacidade do Inácio da Silva em reinventar o mundo e manipular almas bisonhas, mas não esperávamos que seu “poste” predileto, Dona Dilma, seguisse caminho semelhante. A “presidenta” me deixou pasmo quando me fez descobrir que de pouco valeram os anos de estudo em bons colégios, pagos com certo sacrifício por meu pai, único mantenedor de uma prole de seis filhos.

É certo que nos anos de alfabetização e pré-primário, cursados no Colégio Anfrísia Santiago, em Salvador, nada me foi ensinado sobre a questão que agora me aflige. Todavia, no Colégio Marista de Brasília, durante os cursos primário e ginasial, a despeito da minha costumeira relapsidade, aprendi que o Brasil foi descoberto por um “gajo” de prenome Pedro e sobrenome Álvares Cabral que, no comando de uma frota composta por três caravelas -- Santa Maria, Pinta e outra que já esqueci o nome -- esbarrou, mais por acaso do que por objetivo, numa praia ao leste daquilo que se tornaria, pós-espanto dos nativos, desembarque dos famintos portugueses e missa rezada em língua estranha, na belezura que chamamos Brasil.

Vivi, anos a fio, patrioticamente ancorado nessa ideia, sem que vivalma, nem mesmo os mestres da gloriosa Universidade Federal da Bahia, desfizessem o engano geográfico e protocolar a que fui submetido por vis professores da história do Brasil. Somente agora, após dez anos de governo petista é que a sapiente “presidenta” pôs os pontos nos is, resolvendo o xis da questão, mesmo que provocando espasmos em alguns dos seus seguidores e contrações de horror na maioria da minoria esclarecida do país.

Explico: por uma dessas pedradas da sorte a “presidenta” foi ao Ceará e, no lançamento de um programa governamental qualquer, após cumprimentar, de cima do palanque, a mulher cearense e os companheiros homens -- ninguém entendeu o porquê da opção preferencial pelos companheiros homens  garantiu que o Brasil foi (sic) inaugurado no Nordeste pelo povo que lá foi e lá povoou. Atrapalhada, como se houvesse bebido mais do que o seu inventor costumava beber, Dilma não precisou o ano, a década ou século de tão importante acontecimento. Despirocada, olhou para um lado e depois para o outro e completou: o Nordeste e a seca são um problema. Jamais houve uma atitude correta em relação a essa situação ao longo dus…dus…dus anos sobre essa situação, que é a questão da existência dum fenômeno climático nessa região do país.

se não conseguir acessar o vídeo - clique aqui


Juntando o alho com o bugalho ou o falho com o bagulho posso dizer, sem a menor cerimônia e de boca cheia, que, fenomenologicamente, estou “plasmo” e, historicamente confuso, assim como estariam, se vivos fossem, Tomé de Souza, Duarte da Costa e Mem de Sá.

(*) André Carvalho não é jornalista, é "apenas" um cidadão que observa as coisas do dia-a-dia. Um free lancer. Ou segundo sua própria definição: um escrevinhador. Seus sempre saborosos textos circulam pela web via e-mails.