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domingo, 13 de dezembro de 2015

Um Cruzador chamado Bahia

Curiosidades em Guerra

XLVIII Um Cruzador chamado BAHIA


Cruzador é um tipo de navio de guerra que se encarregue de tarefas de exploração numa esquadra.



O Bahia como o Rio Grande do Sul eram os navios líderes da classe de cruzadores construídos para o Brasil pelo estaleiro Vickers Armstrong, na Inglaterra. Foi lançado ao mar em 1909, chegando ao Brasil em 1910 e denominado Bahia. Era considerado um orgulho para a Marinha do Brasil.


Seis meses após ter sido comissionado, em maio de 1910, seus tripulantes, juntamente com os do Minas Gerais e do São Paulo, entraram em motim, iniciando a Revolta da Chibata que veio a abolir o uso de açoitamento como forma de punição na Marinha.

 Cruzador Bahia nos anos 20


Durante a Primeira Guerra Mundial, o Bahia e seu navio-irmão, o Rio Grande do Sul, foram designados para a Divisão Naval em Operações de Guerra, principal contribuição da Marinha do Brasil naquele conflito. Sediada em Serra Leoa e no Senegal, a esquadra escoltou comboios por uma região fortemente patrulhada por U-Boots, esses dois cruzadores tinham a bordo hidro-aviões preparados para o combate aero-naval, bem como para as operações de minagem e torpedeamento, sendo caças - bombardeiros.

Em meados da década de 1920, o Bahia foi amplamente modernizado; recebeu três novas turbinas Brown–Curtis e seis novas caldeiras aquatubulares Thornycroft e, no processo, acabou sendo convertido de um navio a carvão para um movido a óleo. As alterações causaram uma significante mudança estética, passando a ter três chaminés no lugar de duas. O armamento também foi modificado; foram adicionadas três metralhadoras Madsen de 20,1 mm, uma metralhadora Hotchkiss de 7 mm, e quatro tubos de torpedo de 533 mm. Na década de 1930 serviu ao lado das forças do governo durante diversas revoltas.

Cruzador Bahia após reformas

Na Segunda Guerra Mundial o Bahia foi utilizado novamente como escolta de comboios na campanha do atlântico, navegando mais de 100.000 milhas náuticas no decorrer de quase um ano. O Bahia participou efetivamente liderando inúmeros comboios de navios mercantes aliados, sempre andava na frente fazendo movimentos de zigue zague, chegando a manter contato direto com U-Boats alemães.

Já no final da guerra apos um extenso período de patrulha, o Bahia recebera o que seria sua ultima missão na guerra antes de retornar para o Rio de Janeiro. O Cruzador partiu do porto de Recife para substituir o Contratorpedeiro Bauru na Estação 13, que ficava a 500 milhas do penedo de São Pedro e São Paulo.



Chegando na Estação apos pouco mais de 2 dias de navegação, os oficiais americanos a bordo começaram seu trabalho de controle de aeronaves. 

Era 4 de julho de 1945, durante os preparativos para um exercício com as metralhadoras antiaéreas Oerlikon de 20 mm, o cruzador Bahia parou momentaneamente para lançar ao mar um alvo flutuante para exercício de tiro, mas às 09:10h, foi atingido por uma violenta explosão provocada por um disparo acidental, que acertou as cargas de profundidade na popa.


Na catástrofe, perderam a vida o seu comandante, Capitão-de-Fragata Garcia D’Ávila Pires de Albuquerque e mais 339 dos 372 homens que estavam a bordo, inclusive 4 marinheiros norte americanos. Em 8 de julho, foram salvos apenas 36 tripulantes pelo navio mercante inglês S/S “Balfe“. 


A versão oficial narrando o motivo da explosão: uma metralhadora estava com sistema de retranca desarmada, que impede que seja disparado para dentro do navio em caso de combate contra aeronaves.

U-530


Outra versão, extraoficial, é que teria sofrido um ataque certeiro de um possível torpedo lançado do U-530 que mais tarde se rendeu na Argentina. Essa possibilidade pode ser verdadeira por conta do sistema de retranca da metralhadora não ser um equipamento fácil de ser destravado, necessitaria de no minimo três homens, e não teria nenhuma vantagem para o artilheiro.

Fontes

domingo, 31 de maio de 2015

A Espiã da 1ª Guerra

Curiosidades em Guerra


XX - A Espiã da 1ª Guerra


Para os ingleses, Alice Dubois. Para os franceses, Pauline. Seu nome verdadeiro, Louise de Bettignies. Independente, viajada, fluente em ingles, francês, alemão e italiano e se virava bem em espanhol, russo e tcheco, era uma mulher avançada para sua época e, por sua atuação como espiã na Primeira Guerra, é considerada a precursora da luta na clandestinidade e das heroínas da Resistência Francesa na Segunda Guerra. Chegou a ganhar o apelido de Joana d’Arc do Norte.



Sétima criança de uma família de nove filhos, nasceu em 15 de julho de 1880, em Saint-Amand-les--Eaux, norte da França, na fronteira com a Bélgica. Fez excelentes estudos, apesar dos reveses de fortuna que obrigaram seu pai, em 1877, a vender a fábrica de porcelana da família. Aos 26 anos, caso raríssimo para uma francesa, ela conseguiu ser admitida no Girton College, o departamento feminino da Universidade de Cambridge e passou a ganhar a vida como professora particular, atuando em diversos países da Europa.

O arquiduque Francisco Ferdinando, que viria a ser vítima, em Sarajevo, do atentado que desencadearia a Primeira Guerra Mundial, chegou a propor a ela que se tornasse preceptora dos filhos dele. Em vão: para isso, Louise seria obrigada a abrir mão de sua nacionalidade francesa.



Como enfermeira, por vezes ela cuidava dos feridos do exército do kaiser Guilherme II, na área ocupada pelos alemães na região norte da França, desde o início da Primeira Guerra. Isso porque Louise visitava com frequência o irmão, vigário de Orsinval, próximo a Quesnoy. 

Essa capacidade de se imiscuir entre os alemães chamou a atenção dos serviços secretos, tanto da França quanto da Inglaterra. Louise foi convidada pela inteligência francesa, mas acabou trabalhando no serviço secreto britânico no MI6 onde passou por treinamento aprendendo sobre códigos secretos, tintas invisíveis, combinação sobre como indicar um ponto sensível em um mapa, como identificar as unidades alemãs, as peças de artilharia etc. Nesse período, conheceu o coordenador britânico do serviço de informações, o major Cameron, vulgo “Tio Eduardo”. Para o MI 6, Louise passou a ser “Alice Dubois”, e a rede de contatos que ela tinha a missão de estabelecer na região norte da França e na Bélgica, seria chamada “o serviço Alice”.



De Folkestone, QG dos serviços secretos aliados, ela foi para a Holanda, que se manteve neutra no conflito. Pouco antes de atravessar a fronteira belga, o oficial inglês que a acompanhava declarou bruscamente: “Se for apanhada, não poderemos fazer nada por você, mas, se isso acontecer, terá sido certamente por sua culpa. Boa sorte”. Impossível ser mais claro...

Uma empresa comercial holandesa de fachada, a Companhia Cerealista de Flessingue, serviu de disfarce e estrutura logística em Bruxelas. Outro comando militar clandestino estava instalado em Lille, no norte da França, perto de Béthune. Os centros ferroviários mereciam atenção especial, como, por exemplo, os de Tourcoing ou Lille, por onde transitavam as tropas e material alemães, rumo ao fronte de batalha.

O braço direito de Louise era uma enfermeira do norte chamada Marie-Léonie Vanhoutte, de 27 anos, conhecida como “Charlotte ” no serviço Alice. Os demais colaboradores da rede eram de profissões e regiões das mais variadas.

Em Lille, norte da França, 
foi erguido um monumento 
para Louise de Bettignies

Ao todo, “Alice Dubois” faria algumas dezenas de idas e vindas entre Folkestone e o continente. 

Léonie foi presa em 15 de setembro de 1915. Em 20 de outubro foi a vez de Louise.

As duas mulheres foram condenadas à morte em março de 1916, por espionagem. A pena foi comutada em prisão perpétua por conta da indignação que havia sido provocada pela execução de duas mulheres, a enfermeira inglesa Edith Cavell, em 12 de outubro de 1915, e a jovem patriota belga Gabrielle Petit, em 1º de abril de 1916.



Nas prisões belgas e, em seguida alemãs, um destino diferente aguardava as duas francesas. Apesar dos cuidados da companheira de infortúnio, Louise morreria em 27 de setembro de 1918, em um hospital em Colônia, Alemanha, em decorrência de uma cirurgia feita sem os cuidados mínimos de higiene, em um cárcere de Sieburg. Léonie foi libertada após o armistício e viveu por mais meio século, falecendo em 4 de maio de 1967.

Fontes

domingo, 17 de maio de 2015

Cher Ami, um pombo herói de guerra

Curiosidades em Guerra


XVIII - A História de Cher Ami, o pombo herói


Cher Ami em francês quer dizer “querido amigo”. Este pombo voou nada mais nada menos que 12 missões levando informações fundamentais para o apoio das tropas entrincheiradas no campo de batalha.

Mas a missão mais importante do pombo certamente aconteceu dia 4 de outubro de 1918.

Dias antes o major Charles Whittlesey, liderando a 77ª Divisão, havia furado uma parte da linha alemã em Verdun, mas a outra divisão norte-americana e a divisão francesa que deveriam furar suas linhas nos flancos à direita e à esquerda não acompanharam o movimento ordenado pelo comando da missão.



Whittlesey e cerca de 500 homens acabaram cercados pelos alemães. Sabendo que a ajuda demoraria a chegar e com alemães cada vez mais próximos, os superiores de Whittlesey ordenaram um bombardeio onde – esperava-se – estariam os soldados alemães. Se o cálculo dos tiros foi mal feito ou os norte-americanos estavam além da posição, não se sabe ao certo. A verdade é que as bombas que deveriam cair do lado alemão começaram a cair em cima dos soldados norte-americanos.

E é aí que entra o feito heróico de Cher Ami.

pombos equipados com máquinas fotográficas 
para dedurar tropas inimigas


As comunicações estavam cortadas. Mandar algum soldado de volta para a base era uma tarefa impensável no momento – ou os soldados estavam se perdendo no caminho ou eram mortos pelo alemães, pois Whittlesey não recebia resposta quando mandava alguém – então o jeito foi mandar um bilhete pelo único pombo-correio que restava, já que os outros foram abatidos pelos soldados alemães assim que levantaram voo nos dias anteriores.

E não pensem que Cher Ami voou em um “céu de brigadeiro”… ele foi alvejado assim que iniciou seu voo e, segundo relatos, mesmo sob vários tiros, conseguiu não ser acertado mortalmente e ainda voou até o QG, entregando a mensagem de Whittlesey que dizia:

“We are along the road parallel to 276.4.
Our own artillery is dropping a barrage directly on us.
For heaven’s sake, stop it.”

Estamos ao longo da estrada paralela a 276,4. 
Nossa própria artilharia está atirando
 diretamente sobre nós. 
Pelo amor de Deus, parem com isso.

Mesmo ferido, o pombo completou sua missão. Ao chegar no quartel com a mensagem, Cher Ami acabou salvando 194 soldados norte-americanos que ainda estavam vivos e deu-lhes a oportunidade de continuar lutando contra os alemães naquela posição em Verdun. 

Veículo utilizado para transportar 
as centenas de pombos durante a guerra.

A guerra acabaria em poucas semanas e os franceses, quando souberam do feito do pombo, condecoraram o animal com a Cruz de Guerra – uma das maiores honrarias do país – pelo feito heróico.

Mesmo muito ferido, cego de um olho e sem uma das patas, os médicos do front conseguiram manter o pombo vivo. Quando teve condições de viajar, Cher Ami foi levado de volta para os EUA, onde foi recebido como herói pelos militares norte-americanos – não, esta parte não é brincadeira! Se sua vida dependesse de uma mensagem em uma perna de um pombo você também pensaria assim – e viveu como mascote da 77ª Divisão até junho de 1919 em Fort Monmouth, New Jersey, quando faleceu.



E hoje Cher Ami desfruta da “imortalidade” no Museu de História Natural Smithsonian, nos EUA.

Fontes historiazine

Se puderem, assistam o filme “O Último Batalhão”, que conta exatamente esta história da 77ª Divisão. O Cher Ami é “coadjuvante”, mas o filme vale a pipoca!

domingo, 10 de maio de 2015

O Zeppelin na 1a. Guerra Mundial

Curiosidades em Guerra


XVII - O uso do Zeppelin na 1a. Guerra Mundial



Na madrugada de 22 de Março de 1915 dois zeppelins alemães realizaram um ousado ataque noturno sobre Paris, apanhando os franceses completamente de surpresa. 

Sobrevoando a cidade a uns meros 150 metros de altitude mas sem grande oposição, as tripulações dos dirigíveis foram largando foguetes luminosos presos a balões para se orientarem até localizarem os seus alvos: as gares (estações) ferroviárias



Foram assim atingidas tanto a gare do Norte quando a de Sant-Lazare (Noroeste) num total de sete bombas. O resultado mostrou o quanto, apesar das aparências, as autoridades francesas e a sociedade em geral estavam despreparadas para este tipo de operações: aquelas poucas bombas provocaram um total de 24 mortos e 41 feridos. 

Depois da operação, as duas aeronaves retiraram-se sem serem importunadas: ressalte-se que a primeira esquadrilha de caça havia sido criada em pouco mais de um mês e meio. 

Mas a intenção dos alemães seria mais a de forçar os franceses a alocar recursos para a proteção da sua capital do que abrir uma nova frente de guerra: o próximo raid sobre Paris só virá a ter lugar a 29 de Janeiro de 1916. A ilustração que encima a história é de época e a sua autora é Jeanne Bertrand.


domingo, 12 de abril de 2015

A Batalha das Toninhas


Curiosidades em Guerra


XIII - A Batalha das Toninhas



O Brasil na 1ª Guerra Mundial

Pouca gente sabe nesse brasilzão de meu deus que o Brasil tomou parte na 1ª Grande Guerra. Apesar de ser uma república extremamente jovem - menos de 30 anos, fomos o único país da América do Sul que se fez presente.

Entramos no conflito de forma oficial, é verdade, ao final dele - fins de 1918 - mas deixamos nossa marca em duas emblemáticas missões.

NOTA - de forma oficial pois estivemos presentes no conflito pela bravura de voluntários em vários lados da guerra mas isso é assunto para outro post.

1) a Missão Médica Militar quando com um Corpo de 161 brasileiros, sua maioria médicos voluntários  comandados por um coronel do Exército, fundaram um hospital com mais de 500 leitos para tratar feridos em batalhas e infectados pela gripe espanhola, epidemia que veio a dizimar milhões de pessoas - civis europeus em sua imensa maioria.

A missão foi estendida para o interior da França, atuando meses após o término da guerra e só retornando ao Brasil em fevereiro de 1919. 



(Foto: Biblioteca Nacional/acervo do historiador Luiz Caminha)


Os membros participantes receberam uma comenda por serviços prestados - a Reconaissance Française. Hoje, 96 anos após o fim desse conflito o reconhecimento ainda é presente, pois quem subir as encostas da rue Vaugirard em Paris, há de ler, no bronze, em grande fachada, o nome Hôpital Brésilien. Atestado vivo, do esforço de alguns brasileiros, respondendo pelo País.

2) a Marinha Brasileira enviou oito navios brasileiros, entre eles torpedeiros e cruzadores, que foram incumbidos de patrulhar a costa africana e proteger o Atlântico de possíveis ataques de submarinos alemães, em especial um triângulo entre Dacar, São Vicente, o Arquipélago de Cabo Verde e Gibraltar, na costa espanhola.



 


Batalha das Toninhas, evento que intitula este postocorreu com a Marinha do Brasil ao largo de Gibraltar, em novembro de 1918, ao final da Primeira Guerra Mundial. 

Em determinado dia receberam ordens para irem a Gibraltar e patrulhar a região e esta foi acompanhada do alerta de que um encouraçado britânico - o HMS Britannia -  anteriormente designado para acompanhar a flotilha brasileira havia sido afundado por um submarino alemão na mesma região. Assim, o almirante brasileiro Pedro Max Fernando Frontin ficou em alerta com a possibilidade de haver mais submarinos na área.

Ao chegar no Estreito de Gibraltar, o Cruzador Bahia, comandado pelo mesmo almirante Pedro Frontin, notou uma estranha movimentação no mar e avistou algo que, segundo ele, seria o periscópio de um submarino alemão. Diante de tal situação, o almirante ordenou um poderoso ataque. No entanto, o que acreditava ser um submarino alemão era, na verdade, um bando de toninhas

A toninha é um cetáceo de águas frias do hemisfério norte e tem uma aparência muito próxima da dos golfinhos. 

O ataque, contudo, foi pesado e rigoroso. Somente ao término dos disparos e já com muito sangue na água que os marinheiros brasileiros averiguaram que o que atacaram não eram alemães e tampouco oferecia algum perigo.

Assista a aula do já famoso Prof. Carlão 

A Batalha das Toninhas aconteceu no início de novembro de 1918. Alguns dias depois, a guerra chegou ao fim.




 O fato é que o incidente com a marinha brasileira foi retirado dos livros e raramente é citado por ter se tornado um fato cômico. 

Entretanto, a reação dos marinheiros não deve ser completamente criticada, tendo em vista o cenário de alerta de submarinos que lhes foi apresentado antes de chegar ao estreito de Gibraltar e por casos de naufrágio nos quais navios brasileiros foram efetivamente torpedeados por submarinos alemães.


Mas é fato que a imaginação popular - como só o brasileiro é capaz -  fluiu de vento em popa (sem trocadilho) e entre muitas piadas foram criados relatos de um comandante alemão que, vendo o que teria acontecido, disse: "Se eles fizeram isso com um grupo de golfinhos, imagina o que farão conosco!" e trataram logo de se render e acabar com a guerra.

Fontes consultadas História do Brasil /Opinião Estática/ Grandes Guerras /Wikipedia  

Republicado a pedidos.

domingo, 5 de abril de 2015

O uso de gatos em guerras!

Curiosidades em Guerra


XII - O Gato na Marinha de Guerra

Marinheiros e  gatos têm uma relação especial que remonta a milhares de anos. É provável que os antigos egípcios fossem os primeiros marítimos a perceberem o verdadeiro valor dos gatos como companheiros de viagem.


Tripulante da USS Texas posam com o cão e o gato mascote
 no focinho de um navio de 12 " / 35 canhões, cerca de 1900.

Além de companhia aos marinheiros nas longas viagens, os gatos lhes davam proteção por libertar navios dos ratos. Sem a presença dos felinos, a tripulação costumeiramente encontrava sua nave invadida por ratos e camundongos que comiam sua alimentação, mastigavam suas cordas e disseminavam doenças.


 Dois gatos "posam" na culatra de uma arma naval calibre
 4 " de um navio não identificado antes da Primeira Guerra Mundial.

Os marinheiros mais supersticiosos acreditavam que os gatos lhes traziam boa sorte. Também era comum entre as tripulações adotar os gatos das terras estrangeiras que visitavam como lembranças bem como para recordar de seus animais de estimação que ficaram em casa.

Os gatos da USS Mississipi usavam
 escadas para subir em sua rede.

O Mississipi esteve envolvido em várias batalhas ferozes no Pacífico  durante a Segunda Guerra Mundial e foi atingido duas vezes por aviões kamikazes. Sobreviveu e esteve entre os navios na baía de Tóquio  que testemunharam a rendição japonesa.


Os pilotos sobre um porta-aviões da Marinha E.U.
 relaxam brincando com o mascote do navio.


Novo mascote ' Saipan "da USS Novo México tenta ficar confortável.

O USS Novo México participou da invasão marinha americana de Saipan, em 1944, por isso é provável que o gato tenha sido resgatado após a batalha.


"Depois que a fumaça da batalha tinha desaparecido na ilha Betio em Tarawa - Oceano Pacífico, este minúsculo gatinho rastejou para fora debaixo de um tanque destruído japonês, para receber uma bebida   de um marine americano ". Tawara Invasion, nov 1943


"Aqui é ' Bilgewater ",
a mascote da Academia da Guarda Costeira , em 1944


"O veterano de guerra, Pooli ",
com as faixas de três fitas de serviço 
e quatro estrelas de batalha.
 O gato servia a bordo de um ataque
 durante a II Guerra Mundial . "


Miss Hap  - "Um órfão de guerra, " com duas semanas de idade bebe leite enlatado  com um contagotas com  a ajuda do sargento da marinha Frank Praytor, dias após sua (do gatinho) mãe ser morta por um ataque de morteiro perto de Bunker Hill.

O nome , Miss Hap , o sargento Praytor explicou, foi dado 'a  gatinha ", porque ela nasceu no lugar errado na hora errada ". Guerra da Coréia ,  1953

USNI- US Naval Institute

Postado originalmente em 09SET2010 (161)

domingo, 29 de março de 2015

Centenário da 1a Esquadrilha de Caça francesa

Curiosidades em Guerra

1a. Guerra


XI - 100 anos da 1a. Esquadrilha aérea francesa


No dia 01 de março, celebrou-se na França o ANO 100 da criação da 1a. Esquadrilha de Aviões de Combate (Caça), a MS 12.



IInicialmente foi comandada pelo major-marquês Charles de Tricornot de Rose (1876-1916) e equipada com o avião Morane-Saulnier Tipo L, e teve como seu primeiro grande herói de guerra, o subtenente Roland Garros (1888-1918) que hoje empresta o seu nome a um estádio nos arredores de Paris onde se disputa um dos maiores torneios de ténis do Mundo), responsável por vir a abater três dos seis aviões que a aviação francesa abatera à sua homóloga alemã em toda a Frente Ocidental, durante todo esse mês de Março até à primeira quinzena de Abril de 1915.

A esquadrilha terminou a guerra com 58 vitórias com a perda de 20 pilotos (incluindo 12 em combate). 

domingo, 1 de fevereiro de 2015

A Arte da Camuflagem: Parte I

Curiosidades em Guerra

V - Camuflagem Dazzle
 - A Arte da Camuflagem -  
Parte I


Camuflagem: 1. Arte de dissimular material de guerra ou tropas de observação inimiga. 2. Disfarce. 3. Dissimulação; fingimento.

Em uma guerra, a função da camuflagem é muito simples: esconder os soldados e seus equipamentos do alcance dos inimigos. A camuflagem pode ser usada para enganar o observador, atrapalhando quanto ao tamanho, tipo e movimento do alvo para evitar a identificação e acompanhamento mesmo se já detectado.
Na camuflagem naval também são utilizadas pinturas de ondas de proa para dar impressão falsa de velocidade ou tamanho. A camuflagem visual já foi usada em navios na épocas romanas e gregas. O cinza escuro passou a ser usado a partir de 1900 para operar a noite e melhorar a camuflagem. O alto comando costumava dar preferência para cores bonitas para favorecer os cerimoniais.
Na Primeira Guerra Mundial, apareceram os padrões de camuflagem “ad-hoc” com o HMS Indomitable em 1914 com cinza claro e branco. No meio da guerra, navios grandes como o HMS Indefatigable e Queem Mary receberam painéis fixos na lateral para criar ilusão de ter outro navio do lado.
Ambos foram perdidos na batalha da Jutlândia, que segundo os historiadores, trata-se da mais importante batalha naval da I Guerra Mundial, que se deu em 31 de Maio de 1916.


HMS Argus em 1918

A camuflagem Dazzle lembra uma pintura cubista com muitas formas geométricas coloridas agrupadas. Como uma mancha em uma roupa camuflada, esse design dificulta a visualização das bordas do navio e a distinção entre bombordo e estibordo. Se a tripulação de um submarino ou navio não sabe para que direção o alvo está indo, é muito mais difícil atingi-lo com um torpedo.

O primeiro navio com camuflagem Dazzle, inventada pelo artista Normam Wilkinson, apareceu em 1917. Eram técnicas de despistamentos com inclinações de cores escuras. O HMS Alsation foi pintado em agosto de 1917.

A Marinha Real Inglesa repintou 400 navios ou mais com este padrão. Depois apareceram outras técnicas como cinzas, brancos e azuis, pretos e amarelos. O objetivo era fundir com o fundo e atrapalhar o observador, principalmente de submarino.


USS California


USS Charles S. Sperry (DD-697) , June 1944


Torpedeira americana da classe Eco
com camuflagem especial Zebra.

Esta camuflagem acima foi testada no Pacífico e mediterrâneo e atrapalhava o cálculo da distância, velocidade e direção da embarcação. Não foi usada por ser difícil de aplicar e manter.

Para proteger os navios de guerra, os estrategistas experimentaram entre 1942 e 1944, diferentes tipos de camuflagem, como mostra a fotografia deste barco da marinha real inglesa.



A pintura do barco tinha a cor semelhante a de terra e os guarda-chuvas dificultariam a identificação pelos aviões e submarinos alemães qual tipo de barco era.




O desenho acima mostra o número de guarda-chuvas que seriam necessários para camuflar um navio, e seu posicionamento correto.



Fontes consultadas sistemadearmas / bbolinks / hardmob / ciencia.uol / grandes guerras

Postado originalmente em 04OUT2009 (24)

terça-feira, 4 de novembro de 2014

1ª Guerra: 18.000 homens numa foto!


Amigos, recebi um e-email, aliás dois, de André Carvalho e Gilvan Quadros, sobre esta incrível fotografia acompanhada de alguns dados.

Que essa foto foi tirada em 1918. E que são 18.000 homens preparando-se para a guerra em um acampamento de treinamento em Camp Dodge, no estado de Iowa, nos Estados Unidos. 


Dados da Imagem
Base de Ombro: 150 metros
Braço Direito: 340 metros
Parte mais larga do braço segurando tocha: 12 1/2 m
Polegar direito: 35 m
Parte mais espessa do corpo: 8,8 m 
Mão esquerda comprimento: 9,1 m
Face: 18,3 m
Nariz: 6,4 m 
Tocha e chama combinado: 980 metros
Número de homens na chama da tocha: 12.000
Número de homens na tocha: 2.800
Número de homens no braço direito: 1.200
Número de homens no corpo, cabeça
 e equilíbrio da figura apenas: 2.000
Total de homens: 18.000
 
Tentei apurar mais alguma informação pela internet mas não consegui. Mas como a foto foi feita em 1918 e como a guerra na Europa encerrou-se também nesse ano, acredito que essas 18.000 almas escaparam de um destino trágico. O que acho estranho nos números acima são os 12.000 homens apenas para a chama da tocha...Será?

Postado originalmente em 11FEV2010 (1)

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Imagens da 1ª Guerra, em cores.

Especial Magos da Fotografia

XXXIX - Jules Gervais-Courtellemont
Hans Hildenbrand

Embora a fotografia colorida exista desde  1879, ele não se tornou popular até muitas décadas depois. A esmagadora maioria das fotos tiradas durante a Primeira Guerra Mundial eram preto e branco, dando ao conflito uma estética crua que domina a nossa memória visual da guerra.





Enquanto os europeus massacraram uns aos outros com eficiência sem precedentes nos campos de Flandres, eles foram recebidos com sol e paisagens exuberantes e deixavam para trás crateras provocadas por granadas explosivas.


As fotos francesas





Essas fotos foram tiradas pelo fotógrafo Jules Gervais-Courtellemont, que acompanhou as tropas francesas e os civis franceses na região de Rheims e Soissons, em 1917.


Crianças francesas brincando em meio aos escombros da cidade Rheims, 1917

Membros da Cruz Vermelha francesa, Cidade de Rheims, 1917


Soldados franceses observam a "Terra de Ninguém", 
vigiando para que nenhum movimento inimigo passe despercebido. 
Floresta de Hirtzbach, 1917 

As fotos alemãs


Todas as fotos aqui foram tiradas pelo fotógrafo Hans Hildenbrand. Ele acompanhou as tropas alemãs na Região de Champagnede Junho de 1915 até Janeiro de 1916.


Oficiais alemãs discutindo próximas ações de combate.

 Região de Champagne,1915-1916.

O Inverno de 1916-1917 na região da Alsácia


Equipe de metralhadora pesada alemã. Região de Champagne, 1916.

Uma das coisas mais impressionantes sobre a obra de Hildenbrand é como livremente grava cenas de destruição. Durante a Segunda Guerra Mundial, ambos os lados se tornou muito mais exigente sobre que tipos de cenas que deixaria que os fotógrafos documentassem. Durante a Primeira Guerra Mundial, imagens de igrejas destruídas foram temas persistentes.


Verão 1916. 
Cerca de 350 mil soldados de ambos os lados morreram em Verdun, 
ao longo desse ano.


Embora Gervais-Courtellemont e Hildenbrand tenham capturado imagens para lados opostos da guerra, ambos acabaram trabalhando para uma publicação norte-americana depois. Tornaram-se importantes fotógrafos da National Geographic.

Para mais fotos clique aqui