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quinta-feira, 21 de abril de 2016

O impeachment venceu o Impitimam

Do Hasthag

As 10 formas de escrever impeachment mais buscadas no Google
Vamos admitir, impeachment não é uma palavra simples de escrever. Mas o brasileiro se superou nas tentativas que fez no Google ao longo do último domingo.

Segundo o site de buscas, estes são os 10 jeitos de escrever impeachment que foram mais usadas:

1. Impeachment
2. Impitimam
3. Impitiman
4. Impeachement
5. Impitima
6. Inpithiman
7. Impechment
8. Impeachmant
9. Impeatchment
10. Impitman

Admito que senti certo alívio em saber que o mais buscado é o correto.



RECORDE

O impeachment de Dilma bateu recordes no Google. O volume de buscas com o termo no site em abril é o mais alto desde que a empresa começou a compilar os dados, em 2005.

O Google não disponibiliza números brutos de buscas, mas calcula a participação do termo no total de buscas e dá valor 100 ao ponto mais alto. A partir daí o gráfico é montado baseado na comparação com este ponto mais alto.

O mês de abril está com esse valor 100, que é muito superior ao de outros momentos críticos da gestão Dilma, como os protestos de junho de 2013 (9) e de março de 2015 (24) e do acolhimento do pedido de impeachment na Câmara, em dezembro do ano passado (31).

Como o auge do processo ocorreu agora, a tendência é que a proporção caia um pouco até o final do mês, a não ser que o Senado faça a votação do acolhimento da denúncia nos próximos dias.

Epicentro da crise, o Distrito Federal é o local em que as buscas por impeachment são mais relevantes. Outra curiosidade é o grande número de buscas pelo impeachment de Fernando Collor, ocorrido em 1992.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

A César a quem é de César

Direto de Brickmann & Associados

A frase é de um sábio, o empresário que reergueu a Folha de S.Paulo, Octavio Frias de Oliveira: a vantagem do idoso é que já viu tudo acontecer, e ao contrário também. 

Fernando Henrique é inteligente e idoso; um idoso que estudou muito, estuda muito até hoje, deu aulas no Brasil e no Exterior, conheceu derrotas e vitórias, reuniu e comandou a equipe que criou e implantou o Plano Real, foi presidente da República. Conhece - faz tempo - todos os lados do balcão. Pode errar, frequentemente errou; mas o que diz deve ser ouvido e levado em conta, mesmo que para discordar.

Arte de Waldez


As manifestações contra Dilma, somadas às pesquisas, mostram um Governo politicamente fraco, sem rumo, refém de aliados não muito recomendáveis. As investigações do Petrolão, e as violações apontadas pelo Tribunal de Contas nas contas públicas, reforçam a tese do impeachment. Até Aécio, sempre cauteloso, aderiu a ela. Fernando Henrique é contra - não por gostar de Dilma ou de Lula, mas em defesa das instituições.

Na opinião de Fernando Henrique, cabe à Polícia encontrar provas de que Dilma cometeu crime de responsabilidade. Cabe ao Ministério Público denunciá-la. E só então os partidos, respaldados por evidências jurídicas, devem analisar politicamente a conveniência da medida extrema. 

Fernando Henrique sofre ataques até dos aliados. Mas sabe que isso não tem importância. Importante é estar certo. E ele tem certeza de que está.

NOTA DO PILÓRDIA: Segundo o Diário do Poder - Petição online pelo impeachment de Dilma Rousseff está prestes a atingir a marca das duas milhões de assinaturas. O pedido está disponível no site de petições “amigo” do PT, Avaaz.

sábado, 8 de novembro de 2014

Qual a melhor coisa do mundo?

Colaboração de Otoniel Neto.

A MELHOR COISA DO MUNDO
O renomado cientista Elsimar Coutinho reunia-se com seus assistentes, após o expediente normal, para mostrar-lhes alguns slides da sua última viagem à Caxemira, no norte paquistanês. 



Seguindo uma paisagem deslumbrante onde se viam casas e jardins flutuantes num lago paradisíaco, uma enfermeira próxima a ele questionou:

 - Dr. Elsimar, viajar é a melhor coisa do mundo, não é?

 Ele concordou inicialmente, todavia, aquilo ficou na sua mente. Seria mesmo esta a melhor coisa do mundo? Já não estava tão seguro. 

Perguntou a sua esposa e pessoas próximas e percebeu que cada uma respondia de forma distinta. Surpreendeu-se e, com espírito científico, resolveu fazer a mesma pergunta a 200 pessoas e colocar no papel as respostas. 

A surpresa consolidou-se já que, praticamente, ninguém deu uma resposta exatamente igual à outra. Como todo trabalho científico tende a resultar numa conclusão, nosso insigne professor, agora mais tranquilo, nos ensina que a melhor coisa do mundo deve ser a liberdade, pois só ela possibilita cada um de nós ter sua própria escolha.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

IBOPE - engano ou manipulação?

Direto do Blog do Paulinho

As agencias de publicidade devem repensar o IBOPE como parametro de avaliação
Não há desculpa, nem margem de erro, que justifique os inúmeros erros de pesquisa realizadas pelo IBOPE durante todo o período eleitoral brasileiro.

Os resultados de boca-de-urna, então, foram um vexame.

Resta saber se por sacanagem ou pura incompetência metodológica.

Anunciadas com 95% de confiabilidade e margem de erro de 2%, para baixo ou para cima, as pesquisas cometeram todos os equívocos, ou manipulações, possíveis, desde a posição real dos candidatos na votação, até a diferença percentual, que, em alguns casos, tiveram diferenças de mais de 20% sobre o que havia sido divulgado.

Arte de Newton Silva


Fato é que todas as avaliações do IBOPE, entre elas as famosas medições de audiências televisivas – responsáveis pelo que se cobra em anúncios de emissoras – merecem ser tratadas com alguma suspeita.

Que as empresas de publicidade, partidos políticos e demais contratantes não deixem barato, exigindo minuciosa investigação, retratação e, se necessário, reparação, de um órgão que há muito não inspira confiança, mas, mesmo assim, é responsável por induzir diversas tomadas de decisões importantes deste país.

domingo, 5 de outubro de 2014

Aécio no 2º turno

Por Reynaldo Azevedo em seu Blog

Aécio na reta final.
Pois é… Há uma grande diferença entre a população ter um chilique só para contrariar institutos de pesquisa e estes institutos errarem feio. Foi o que aconteceu. Ora, o povo, que se saiba, não é dotado de nenhuma anomalia só para contrariar pesquisadores, não é? Assim, em vez de os jornalistas saírem por aí a dizer que a população surpreendeu, seria mais correto afirmar que os institutos erraram. E não erram pouco. Foi um erro cavalar.

Com 95% dos votos apurados, o tucano Aécio Neves tem 34,08% dos votos válidos, contra 41,14% da petista Dilma Rousseff. Marina Silva tem 21,19%. Ora, o que disseram ontem Datafolha e Ibope sobre votos válidos? O primeiro instituto previa 44% para Dilma, 24% para Aécio e 22% para Marina. O Ibope dava 27% para o senador mineiro, 24% para a candidata do PSB e 46% para a petista.

Querem recuar um pouquinho? No dia 2 de outubro, três dias antes do pleito, o Ibope previa 22% para o tucano, que terá, quase 10 pontos a mais. E antevia 47% dos válidos para Dilma, que vai ter uns cinco ou seis a menos. Atenção! Três dias antes da eleição, o Ibope previa uma diferença entre Dilma e Aécio de 25 pontos. Será em torno de 5 ou seis.

Desculpem! Não venham me falar em mudança de opinião da população de última hora. Isso é erro mesmo! No mínimo! Mais: coisas assim não são irrelevantes, não é? Desanimam a militância, destroem palanques, criam dificuldades para arrecadar recursos. Convenham: Aécio era dos poucos tucanos que acreditavam que poderia chegar ao fim. E chegou! E São Paulo está fazendo a diferença — trato do assunto em outro post.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Dilma se apóia no assistencialismo

Por Flávia Marreiro.
Publicada na Folha de SP em 30AGO2014

Apoio dos mais pobres deixa de ser decisivo na eleição, aponta Datafolha
No Brasil não se ganha uma eleição sem vencer entre os mais pobres, reza o lugar comum sobre as disputas presidenciais desde 1989.

Mas, a julgar pelos dados das duas mais recentes pesquisas do Datafolha, a candidata Marina Silva (PSB) pode chegar ao Palácio do Planalto mesmo sem vencer no estrato mais pobre da população.

Arte de Newton Silva


Os eleitores que vivem em famílias com renda de até dois salários mínimos – em torno de 40% do total – compõem a única faixa de renda em que a ex-ministra do Meio Ambiente perde para a presidente Dilma Rousseff (PT).

Neste universo, o placar está em 48% a 43% para Dilma, segundo pesquisa divulgada pelo Datafolha na sexta (28).

Marina abocanha os votos decisivos para aparecer na frente no estrato de renda seguinte (2 a 5 salários mínimos, 38% da amostra), batendo Dilma por 54% a 36%.

Na classe média tradicional e entre os mais ricos, Marina alarga sua vantagem.

Arte de Sponholz


Numa coalizão demográfica que avança sobre uma parte cativa da base lulista e, ao mesmo tempo, agrada à classe média e aos mais ricos, Marina derrota a preferência majoritária dos mais pobres.

"Dilma ainda está segura entre os mais pobres, mas Marina entrou no eleitorado de 2 a 5 salários, que pode ser o fiel da balança e será disputado nas próximas semanas", diz o cientista político André Singer, colunista da Folha.

"Se o descolamento desse grupo de 2 a 5 salários acontecer, eles estariam saindo da coalizão com os mais pobres e indo para uma coalizão com os mais ricos", diz. "Seria inédito. Os mais pobres sempre estavam do lado ganhador.

Singer é autor de "Os Sentidos do Lulismo" (2012), livro em que aponta a eleição de 2006 como marco do realinhamento do eleitorado. Segundo ele, foi quando a base do PT ganhou o apoio dos pobres e perdeu a classe média ligada à fundação da sigla.

Para Singer, as pesquisas mais recentes do Datafolha reforçam o seu diagnóstico.

"A base do lulismo é essa: até dois [salários mínimos], o núcleo duro. Eles estão se mantendo fiéis, apesar da situação mais difícil", diz.

Arte de Angeli


BENEFICIÁRIOS

Para o brasilianista Timothy Power, da Universidade de Oxford (Reino Unido), o "enigma" da disputa está no abandono do PT por parte de um segmento específico do eleitorado de renda baixa: os que têm se distanciado dos extremamente pobres e dos dependentes dos programas de transferência de renda.

Power elenca hipóteses. Primeira: o PT "criou a classe C", mas agora ela quer mais serviços e menos impostos, tornando-se mais parecida com a "velha classe média".

Segunda: os que têm renda de 2 a 5 salários mínimos podem criar uma relação com Marina, que tem biografia diferente dos candidatos da oposição apresentados antes.

É nessa faixa, diz ele, que o desempenho de Marina é francamente melhor que o de José Serra (PSDB) em 2010.

"Em resumo, Dilma ganha entre os beneficiários [dos programas sociais], mas Marina vence entre os trabalhadores pobres", diz Power, para quem Dilma teria chances de se recuperar se transformasse a eleição numa espécie de plebiscito sobre a inclusão social dos últimos anos.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

A Band TV no RS sofre censura do governo do PT

Palavras de Luiz Berto, do sempre ótimo Besta Fubana:

" Nós outros, da banda decente deztepaiz, já sabemos do que são capazes em termos de brutalidade e autoritarismo.


O eufemismo que eles usam pra mascarar a censura à liberdade de expressão, aquela frasezinha escrota “controle social da mídia“, é uma pérola na coleção de infâmias desses candidatos a tiranetes.

Não custa nada lembrar que Tasso é aquele canalha que, quando era ministro da justiça de Barba, devolveu às masmorras medievais os dois atletas cubanos que tiveram o azar de tentar respirar os ares da liberdade pedindo asilo em Banânia.

Abaixo está transcrita, na íntegra, a notícia escrita pelo jornalista Políbio Braga, que o nosso leitor gaúcho nos enviou, bem como o vídeo com a matéria da Band.


Para ver na íntegra o artigo com comentários do autor,
 clique aqui


Mas vamos à matéria:




O governador Tarso Genro mandou todo o seu pessoal de imprensa e propaganda pressionar a Band TV, as rádios da Band e o jornal Metro, ameaçando a rede paulista com retaliações caso fosse divulgada a pesquisa realizada pelo Instituto Methodus e disponibilizada hoje de manhã, 10h30min em ponto, pela revista VOTO no seu próprio site. site.





A pressão, iniciada na parte da manhã pelo Palácio Piratini, intensificou-se durante o dia. À tarde, o assessor de imprensa de Tarso, Guilherme Gomes, não se conteve e passou extensa mensagem com ameaças, por WhatsApp.

A pesquisa, as ameaças e o fac símile do WhatsApp foram apresentados no Band Cidade, Band TV, as 19h, e tudo será publicado na edição nacional de amanhã do jornal Metro.

No trecho mais intimidatório da mensagem do governo estadual, fica implícita a ameaça de corte de verbas e de informações. Em tom pessoal, dizendo falar em nome do governador Tarso Genro, escreveu Guilherme Gomes:

- Me espanta que a Band não avalie com mais critério a publicação da pesquisa da revista Voto e nem examine suas consequências. O governador Tarso Genro avisa que nova relação entre nós e a Band será reavaliada a partir da possível divulgação da pesquisa pela TV.



A mensagem é muito mais extensa e escabrosa.

Tarso Genro e o PT espantaram-se com os números da pesquisa do Instituto Methodus, que mostram a senadora Ana Amélia com 42% e o governador com apenas 31%. Existem informações de que os números podem ser ainda piores para o PT.

Há apenas um mês, a Rede Record contratou o próprio Instituto Methodus, pagou R$ 52 mil por uma pesquisa e acabou engavetando tudo. Na época, correu a informação de que o Piratini tinha interferido para que a censura ocorresse.


sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Os fantasmas de Dilma

Por Josias de Souza - por e-mail

O fantasma do Santander
A três meses da eleição presidencial, o mercado financeiro vive o seguinte drama: metade da equipe de analistas está nervosa porque Dilma diz que a economia vai bem mas sabe que ela está mentindo e prepara ajustes para o caso de ser reeleita. A outra metade da equipe de analistas está nervosa porque Dilma diz que a economia vai bem e sabe que ela acredita mesmo nisso e não preparou nenhum ajuste. E Dilma está nervosa porque não sabe se diz que fará ajustes que ainda não preparou ou se prepara os ajustes e não diz. Ou vice-versa.


Sponholz

Foi contra esse pano de fundo confuso que o Santander enviou aos seus correntistas endinheirados um boletim sustentando a tese segundo a qual o sucesso eleitoral de Dilma potencializará a deterioração da conjuntura econômica. A plateia não viu a cara do autor do texto. Mas o vazamento da análise fez dele —ou seria ela?— o fantasma mais execrado da República.

O presidente do PT, Rui Falcão, chamou o desconhecido de terrorista. Lula vestiu saia no ectoplasma: “Essa moça não entende porra nenhuma do Brasil”. E endereçou um conselho para Emilio Botín, presidente mundial do Santander: “Ô, Botín, é o seguinte, meu querido: manter uma mulher dessa num cargo de chefia, sinceramente… Pode mandar embora. E dá o bônus dela pra mim, que eu sei como falo.”

Sponholz

Dilma preferiu o timbre de ameaça. “É inaceitável”, ela disse. “É inadmissível”, vociferou. “Eu vou ter uma atitude bastante clara em relação ao banco.'' Emparedado, o companheiro Botín veio à boca do palco para informar que o Santander teria enviado ao olho da rua a pessoa que redigiu o tal informe. Absteve-se de dar pseudônimo aos bois. A sinceridade do gesto é tão confiável quanto o catolicismo do banqueiro que se persígna ao passar pela porta de uma igreja.

Sendo o percentual de admiração e bondade das casas bancárias e dos operadores do mercado muito reduzido, o melhor a fazer antes de sair por aí dando urros, patadas e destilando ódio contra um fantasma, é reparar no ridículo que permeia a cena.



 Ganha um cargo de direção no Santander e um troféu de ingenuidade quem acreditar que uma análise de conjuntura chegaria às mãos dos correntistas mais ricos de um dos maiores bancos do mundo com conteúdo alheio ao pensamento da casa.

Admita-se, para efeito de raciocínio, que a análise anti-Dilma seja obra solitária de um fantasma com CPF e RG. Nessa hipótese, seu crime teria sido o de deitar sobre o papel raciocínios econômicos sussurrados por onze de cada dez analistas de mercado. Seu propósito não seria o de influir no vaivém das pesquisas, mas o de orientar os investimentos da clientela bem-posta do Santander. Uma caciquia que frequenta a tribo dos que conservam algo como R$ 2 trilhões investidos em fundos mútuos no Brasil —o grosso alocado em títulos da dívida pública.

FRANK


Essa gente não está interessada na opinião de Rui Falcão, de Lula ou de Dilma. Essa gente quer ganhar dinheiro. E os ganhos aumentam na proporção direta dos desacertos da política fiscal do governo. Funciona assim: o Tesouro gasta mais do que o fisco arrecada. Em vez de apertar o cinto, a Fazenda recorre à criatividade contábil.

Para cobrir suas despesas, Brasília endivida-se até a raiz dos seus, dos meus, dos nossos cabelos. Não resta ao Banco Central senão elevar a taxa de juros. E ao Tesouro, pagar a remuneração necessária para se manter solvente. Em vez de investir na produção de copos e palitos de fósforos, a tribo dos fundos mútuos investe no papelório do governo. E o PIB definha.

Sinovaldo



Nesse ambiente, a tempestade produzida pela análise do fantasma do Santander surte o mesmo efeito de um tablete de Alkaseltzer: é tempestade num copo d’água. O máximo que pode produzir é a migração para outros bancos dos clientes que se julgarem mal aconselhados.

O que provoca a lipoaspiração dos índices de Dilma nas pesquisas não são as análises do mercado, mas os efeitos que a inflação exerce sobre a rotina dos assalariados e dos beneficiários do Bolsa Família. Esse pedaço do eleitorado está interessado no café com leite, não nos boletins do Santander. Num país inflacionário, seu principal problema é que sobra cada vez mais mês no fim da remuneração.




Assim, a suposta demissão de um analista-fantasma do Santander é mera hipocrisia. Se a moda pega, haverá desemprego em massa no mercado financeiro. Se Lula e o petismo querem mesmo socorrer Dilma, é melhor esquecer os fantasmas e usar o tempo vago para tentar convencê-la do seguinte: atribuir todos os desacertos econômicos à crise financeira internacional é o caminho mais longo entre o projeto reeleitoral e sua realização.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Dilma tem 60% de chances de perder a eleição

Dilma tem 60% de chances de perder a eleição, declara MCM
A MCM Consultores passou a atribuir uma probabilidade de 60% de derrota de Dilma Rousseff na eleição presidencial em outubro. Desde abril, a consultoria trabalhava com um cenário de probabilidade equivalente à reeleição e à vitória da oposição. Hoje, os analistas da MCM rebaixaram as chances da presidente e agora trabalham com uma probabilidade de 60%-40% contra a reeleição.



"Não estamos declarando taxativamente, é bom esclarecer, que a presidente Dilma não se reelegerá. Longe disso. É muito cedo. A campanha ainda nem começou efetivamente", escreveram os analistas da MCM na nota enviada a clientes. "Contudo, a nosso juízo, já existem elementos suficientes para atribuir mais probabilidade de vitória à oposição do que à candidatura governista."

Segundo a MCM, as últimas pesquisas Datafolha e Ibope representaram um ponto de virada ("turning point") para o novo cenário, agora desfavorável à reeleição. "Ambas mostraram continuidade na tendência de encurtamento da vantagem de Dilma frente a Aécio Neves e Eduardo Campos no segundo turno e aumento da diferença entre a rejeição à presidente e aos candidatos de oposição", afirmaram os analistas.

Além das pesquisas, destacou a MCM, a mudança de cenário também levou em conta a piora do quadro econômico, "sintetizado pelo resultado decepcionante do último Caged (abertura de apenas 25 mil vagas de trabalho em junho), os sinais de forte rejeição ao PT no Sudeste - de maneira mais acentuada em São Paulo -, e a baixa competitividade das candidaturas petistas nos estados mais importantes do país, excetuando-se Minas Gerais, onde Fernando Pimentel lidera as pesquisas".

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Reeleição do PT vai de mal a pior

Por Saulo Queiroz - Secretário Geral do PSD (MS)
Transcrito do Blog de João Bosco.Estadão 
http://blogs.estadao.com.br/joao-bosco/saulo-queiroz-reeleicao-do-pt-vai-de-mal-a-pior/

Reeleição do PT vai de mal a pior
A última pesquisa Datafolha mostrou a extensão de uma doença que avança pelo País: a rejeição ao PT e a Dilma. Como são duas entidades diferentes, não é fácil saber qual é depositária do percentual mais forte, mas há indícios de que a rejeição ao PT é de controle mais difícil.

Outro aspecto que fica claro é sua susceptibilidade ao contágio, que aumenta com maior velocidade nos grandes conglomerados urbanos, mas avança também, mais lentamente, nas pequenas cidades e até em espaços que pareciam imunes, como o Nordeste, onde a rejeição a Dilma alcançou incríveis 23%.

Nani


Para se ter uma ideia do que isso significa vale lembrar que na eleição presidencial passada, em pesquisa Datafolha de 23.07.2010, a rejeição a Dilma em todo o País era de 19%. Nesta última pesquisa já alcança 35%, quase o dobro de igual período em 2010.

Para uma identificação mais precisa do depositário da maior taxa de rejeição, se o PT ou Dilma, é preciso uma rápida caminhada pelo País, começando pelo Sul. O PT tem candidato nos três Estados, mas apenas no Rio Grande do Sul seu candidato está em segundo lugar nas pesquisas.




No Paraná e Santa Catarina estão em terceiro. No Sudeste, o desempenho é pífio em São Paulo com Alexandre Padilha, sofrível no Rio de Janeiro, com Lindhberg Farias ,em quarto lugar, e sem expressão no Espírito Santo.

Apenas em Minas Gerais, com Fernando Pimentel, apresenta um desempenho satisfatório, mas a lógica é que ele não resistirá a máquina de moer carne que o espera, com Aécio Neves crescendo nas pesquisas para Presidente, um candidato ao governo, Pimenta da Veiga, de boa história, e um ao Senado, com a qualidade e aprovação de Antonio Anastasia, o governo do Estado e a maioria de deputados.



No Nordeste seu candidato na Bahia, maior colégio eleitoral da região está muito atrás do candidato do DEM. É segundo no Ceará e apenas no Piauí mantém folgada liderança. Nos demais Estados apoia candidatos de outras legendas, o que significa dizer que nestes quatro anos não consolidou personagens estaduais para concorrer ao cargo de governador, o que demonstra fragilidade partidária.

A pergunta que fica é: que culpa cabe à presidente Dilma por esta fragilidade do PT em seu principal reduto eleitoral que é o Nordeste. Penso que muito pouca. No Norte, afora o Acre onde pode reeleger o governador, não tem presença de destaque nos principais colégios eleitorais, visto que apoia o PMDB no Pará e Amazonas, além de fazer o mesmo em Tocantins.



No Centro Oeste tem candidato a reeleição no Distrito Federal com baixa perspectiva, em Goiás sem nenhuma e no Mato Grosso não tem candidato. Apenas em Mato Grosso do Sul tem perspectivas concretas de vitória porque seu candidato, o senador Delcídio Amaral, está bem a frente nas pesquisas e tem baixa rejeição. A questão é saber até onde ele resistirá ao processo de contaminação, visto que o Estado é vizinho de São Paulo e Paraná, onde é virulenta a rejeição ao PT – a maior em todo o País. Há que se vacinar para controlar o contágio.

Finalmente, é quase chocante que um partido que comanda o País há 12 anos, tenha favoritismo para eleger apenas três governadores, em Estados de pequena densidade eleitoral e dois senadores. Cinco em 54 disputas majoritárias. Quase nada. A pergunta, repetitiva, é se foi Dilma a responsável por uma rejeição que se estendeu por todo o Pais ou se foi o PT o principal responsável pela rejeição de Dilma. Não vale dizer que as duas se encontram.



A verdade é que estes últimos quatro anos de governo da presidente Dilma foram marcados por dificuldades na economia, não só aqui no Brasil, mas em quase todo mundo. Evidente que o governante paga uma conta que nem sempre é sua, como aconteceu nas eleições realizadas na Europa, mas é do jogo da política.

Lula presidente, a economia bombou, ele soube tirar proveito político disso e se tornou quase um ídolo no País. E ainda arrastou seu PT para o bom caminho da vitória nas eleições de 2010. Mas será que as dificuldades de Dilma, a baixa avaliação de seu governo, seria a causa principal para o desgaste do Partido em quase todos os Estados ou será que a causa é mais além?

Thiago Lucas


Com certeza, mais além. No período do governo Dilma o País viveu o episódio que representou o maior massacre pelo qual já passou um partido na história política desse País: o julgamento do mensalão. Meses e meses de intensa cobertura de televisão, rádios e jornais de um julgamento onde o principal réu acabou se tornando o PT.

Engana-se quem acha que isto não teve grande importância. Teve sim e pensar o contrário é um menosprezo à opinião pública. Evidente que foi determinante para criar esse vírus da rejeição ao PT, que se espalha pelo País. A bem da verdade, nem Dilma nem seu governo têm qualquer coisa a ver com o mensalão. Ela, como muitos outros candidatos petistas, é apenas uma vítima.



Quanto à eleição presidencial deste ano o quadro caminha para um desfecho trágico para o PT e sua candidata. Quem estiver olhando para os números atuais das pesquisas e avalia que há um quadro de indefinição comete um erro básico de julgamento.

Há um status totalmente diferente entre os competidores, porque enquanto Dilma é conhecida por 99% dos eleitores, 19 e 36% desconhecem Aécio e Eduardo Campos, respectivamente. Todos os dados das pesquisas atuais mostram apenas a notória rejeição da candidata à reeleição.

Aécio e Campos são fatos para após o início do horário eleitoral. Vale que olhemos um pouco para 2010. Em 23.07, havia um empate entre Dilma e Serra, ambos com 36% de preferência. Em 15.09, com 25 dias de horário eleitoral, Dilma tinha 50% e Serra 27%.



Evidente que, agora, em meados de setembro, quando todos conhecerem melhor Aécio e Campos, os números serão diferentes e, tudo indica, um deles estará a frente de Dilma e, muito à frente, ambos, em uma simulação de segundo turno.

Não é provável, mas não impossível, que nesta data a campanha da presidente esteja com a preocupação voltada para assegurar sua presença no segundo turno. Apenas isso, porque não haverá mais nenhuma perspectiva de vitória.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

A candidata Dilma e o viés de baixa

 Por Carlos Newton direto da Tribuna da Internet

Maior problema de Dilma é o viés de baixa que ameaça qualquer candidatura
 Com a divulgação da nova pesquisa Datafolha, fica na berlinda o instituto Vox Populi, que foi contratado pelo PT para fazer levantamentos semanais até a convenção nacional do dia 29, quando enfim será confirmada (ou não) a candidatura de Dilma Rousseff à reeleição ou sua substituição pelo ex-presidente Lula, como é da preferência de praticamente todos os filiados ao partido.

Sinfrônio



Na quinta-feira de manhã, com a pesquisa Datafolha ainda em andamento, o PT vazou uma informação furada ao jornalista Lauro Jardim, da Veja, que publicou na internet a seguinte nota:

A nova pesquisa do Datafolha com os dados da corrida presidencial sai entre hoje à noite e amanhã. No PT, aguarda-se um número semelhante ao que o partido recebeu ontem do Vox Populi, numa pesquisa encomendada pela campanha de Dilma (repita-se, encomendada pelo PT). Nela, a presidente aparece com cerca de 40%, Aécio com 21% e Eduardo Campos com 9%. Resultado praticamente igual ao do Ibope de duas semanas atrás.
Foto de Jorge Willians

A informação do PT à Veja, como se vê, não correspondeu aos fatos. Muito pelo contrário, ao invés de dar Dilma subindo de 37% para 40%, o Datafolha mostrou exatamente o inverso, com a queda progressiva das intenções de voto na reeleição da presidente Dilma Rousseff. Em relação a maio, ela caiu de 37% para 34%. Desde fevereiro, já despencou dez pontos percentuais. É assim que la nave va…

O problema de Dilma Rousseff é justamente o “viés de baixa”, considerado o pior indicador nas campanhas eleitorais. Quando sucessivas pesquisas vão mostrando essa tendência de queda, a dificuldade para revertê-la é enorme. E não é por falta de tentativas do marqueteiro João Santana (o 40º ministro), que não faz outra coisa e recentemente lançou na TV a chamada “propaganda do medo” e depois criou o surpreendente decreto populista das consultas sociais.
Newton Silva


Ao mesmo tempo, a presidente Dilma tem feito um esforço enorme, viajando pelo país para inaugurar obras novas, obras em construção e obras já insistentemente reinauguradas. Mas não está dando certo. Ela não despertou entusiasmo em nenhuma cidade e foi até vaiada em algumas delas.

A nova rodada do Datafolha mostra também que cresceu de forma notável o total de eleitores que não sabem em quem votar, de 8% para 13%. Ao mesmo tempo, outros 17% afirmam que pretendem votar nulo, em branco ou em nenhum dos candidatos apresentados. Na comparação com os mesmos períodos de eleições anteriores, a atual taxa de eleitores sem candidato (30%) é recorde desde 1989, e isso é péssimo para o governo, porque mostra que não está agradando.
?


Enquanto isso, no Instituto Lula, a animação é geral… Daqui a pouco a gente publica uma matéria da jornalista mineira Raquel Faria sobre a pressão no PT para fazer Dilma desistir.


quarta-feira, 28 de maio de 2014

O Brasil da Copa dos bilhões é o lanterninha na saúde mundial

BRASIL NO EXTERIOR

 Uma pesquisa divulgada pela agência de notícias Bloomberg no dia 19 de agosto do ano passado colocou o Brasil na última posição entre os sistemas de saúde do mundo inteiro.




O levantamento considerou apenas as nações com populações maiores que 5 milhões, com o PIB per capita superior a 5.000 dólares e expectativa de vida maior que 70 anos.
Assim, 48 países foram classificados em critérios de expectativa de vida e custo per capita dos tratamentos de saúde. Diante disto, o Brasil ficou na última posição da lista atrás de países como Romênia, Peru e República Dominicana.

De acordo com o documento, os brasileiros possuem uma baixa expectativa média de vida atualmente, em 73,4 anos. Apenas o Irã, a Argélia e a República Dominicana possuem valores piores que os brasileiros, no entanto, nenhum deles ficou abaixo dos 73 anos.

Outro fator relevante que prejudicou a posição brasileira foi o alto custo per capita pago para a se obter qualquer tratamento. Atualmente, uma pessoa gasta em média por ano mais de 1.200 dólares (R$ 2.900) com os cuidados da saúde na Brasil. Em Cuba, que está 20 posições à frente dos brasileiros no índice total, o mesmo custo é pouco maior que US$ 600 (1.400 reais).

O relatório foi feito com base em dados oficiais do Banco Mundial, FMI (Fundo Monetário Internacional) e a OMS (Organização Mundial de Saúde).

Hong Kong, Cingapura, Japão e Israel são respectivamente os quatro primeiros colocados. Apesar da crise financeira europeia, a Espanha e a Itália vêm em seguida na quinta e na sexta colocação.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Pesquisa: o que você vê?

Tradução
Segundo uma pesquisa séria, 99.9% dos homens olhando para esta foto não notarão o camundongo em cima do doce !

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Dilma 5,5 pontos à frente de Serra

Por Alfredo Junqueira, da Sucursal do Rio / Estadão

Pesquisa registrada por Indio da Costa mostra Dilma 5,5 pontos à frente de Serra
Com o objetivo de tentar manter a mobilização dos militantes até o dia da eleição, o deputado federal Indio da Costa (DEM), candidato a vice na chapa de José Serra (PSDB), registrou oficialmente uma pesquisa do GPP em que mostra que Dilma Rousseff (PT) está liderando com vantagem de apenas 5,5 pontos porcentuais sobre o tucano.

É a primeira das seis sondagens que o instituto realizou ao longo da eleição presidencial a ter seus resultados divulgados. Segundo o GPP, Dilma está com 46,4% das intenções de voto. Serra aparece com 40,9%. A margem de erro é de 1,8 ponto porcentual para mais ou para menos.

Os resultados divergem dos últimos números apresentados pelo Datafolha e pelo Ibope, que, semana passada, mostraram que a petista liderava com vantagem entre 11 e 12 pontos porcentuais.

A sondagem do GPP foi realizada no fim de semana e ouviu 4.047 eleitores. Custou R$ 160 mil e, segundo o instituto, foi bancada pelo próprio Indio.

Os nossos trackings já mostram empate técnico. Um ponto para cá, um ponto para lá. Então não dá para ficar convivendo com essas pesquisas do Ibope e do Datafolha”, argumentou Índio.

De acordo com o presidente nacional do DEM, deputado federal Rodrigo Maia, o resultado da pesquisa GPP é fundamental para manter a militância empolgada e trabalhando até o dia da eleição. O parlamentar acredita que a mobilização dos últimos dias e o debate entre os presidenciáveis na TV Globo, na noite de sexta-feira, podem virar o jogo a favor de Serra.

É importante a gente mostrar que a eleição não está resolvida. A nossa militância precisa saber que resultado de pesquisa é importante, mas não define o pleito”, afirmou Maia. “A diferença (apontada pelo GPP) é facilmente revertida se a militância ficar empolgada e trabalhando até o último dia”.

Segundo o instituto, Serra tem ampla vantagem na região sul. O tucano aparece com 52,9% das intenções de voto, enquanto Dilma tem apenas 35,1%. No Nordeste, a vantagem da petista é bem inferior à apontada pelos outros institutos de pesquisas. Enquanto o Datafolha mostrava, semana passada, Dilma com 37 pontos porcentuais de vantagem sobre Serra e o Ibope informava diferença de 31 pontos, o GPP apontou a petista na frente apenas 26,2 pontos.

O estatístico-responsável do instituto, Adriano Rodrigues, explicou a diferença dos resultados com as demais pesquisas pode ser explicada pela diversidade de metodologias e pelas datas das sondagens. Ainda segundo ele, a eleição deverá ser definida pelo desempenho dos candidatos na disputa pelos votos da região sudeste nos últimos dias de campanha. O GPP informa que Dilma tem 42,9% e Serra 42,6% na região (sudeste).

De acordo com os números, dá para reparar que o sudeste, onde tem empate, é a maior possibilidade de crescimento do Serra. O jogo está aberto. O Serra precisa avançar no sudeste para ganhar a eleição. E a Dilma tem que tentar segurar os votos que já tem na região para vencer”, explicou Rodrigues.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com o número 37.295/2010.

domingo, 24 de outubro de 2010

Pesquisas eleitorais: Farsa em 2 atos

Por Augusto Nunes em seu direto ao ponto

Vox Populi abre o segundo ato da farsa
Às 20:02 de 3 de outubro, sob o título O grande naufrágio, um texto de três linhas fez aqui no Direto ao Ponto a constatação necessária:

Amarildo
Embora a apuração não tenha terminado, as pesquisas de intenção de voto, somadas, já permitem identificar os protagonistas do maior fiasco das eleições de 2010. Foram os institutos de pesquisa.

No dia 9, o tema foi retomado pelo post que resumia a ópera dos malandros no título: Os comerciantes de porcentagens estão prontos para o segundo ato da farsa. Trecho:

Um dia antes da eleição, a última pesquisa do Vox Populi liquidou a fatura em favor de Dilma Rousseff: com 57% das intenções de voto, a candidata de Lula e do instituto foi dispensada da disputa do segundo turno por uma diferença de muitos milhões de cabeças. “Fomos os primeiros a identificar o crescimento de Dilma”, gabou-se Marcos Coimbra, presidente da loja de porcentagens. Esqueceu-se de combinar com as urnas: terminada a contagem dos votos, os 57% foram reduzidos a 46%.

Sponholz

Entre a profecia de Coimbra e o encerramento da apuração, quase 14 milhões de brasileiros sumiram misteriosamente no buraco negro escavado por 11 pontos percentuais.

Em paragens civilizadas, os coimbras da vida passariam a semana sentados no meio fio, chorando lágrimas de esguicho e examinando as opções possíveis: sair em desabalada carreira ou apresentar-se à delegacia mais próxima, escoltado por um advogado que cobra por minuto.

Mas o País do Carnaval ainda não aprendeu a tratar como criminosos os especialistas em estelionato estatístico. Sem medo de cadeia, os ilusionistas preparam outro lote de pesquisas forjadas para que se dissemine a certeza da vitória governista. Sem terem sequer balbuciado desculpas pelo fiasco no primeiro turno, estão prontos para o segundo ato da farsa.

Renato

Eles regressaram à cena do crime com movimentos furtivos de punguista. Para que a plateia iludida não explodisse em vaias, o Vox Populi, o Ibope e o Sensus trataram de aproximar seus resultados dos obtidos pelo DataFolha, o único que erra sem evidências de má fé.

Seria demais instalar Dilma Rousseff, já na primeira pesquisa do recomeço da campanha, na folgada dianteira que ocupou até receber o corretivo das urnas. Mas comerciantes gulosos são impacientes. Nesta terça-feira, o Vox Populi inventou uma distância de 12 pontos entre a candidata do grande cliente e o adversário oposicionista.

A vantagem imaginária ajuda a abastecer o caixa da campanha, mantém elevado o moral das milícias, pode eventualmente reduzir o entusiasmo do inimigo. Brasileiro, raciocinam os fabricantes de algarismos, acredita em assombração, alma do outro mundo, ET de Varginha, até no que Lula diz.


Newton Silva

Por que não iria acreditar em institutos agrupados no Departamento de Pesquisas e Boas Notícias do PT?

Entre o levantamento da semana passada e o desta terça-feira, Aécio Neves desencadeou a vigorosa ofensiva do PSDB mineiro, Geraldo Alckmin acelerou a mobilização para ampliar a votação do candidato tucano em São Paulo, os governadores eleitos do Paraná e de Santa Catarina lançaram-se à consolidação da frente sul com o apoio dos chefes do PMDB gaúcho, os programas do horário eleitoral se tornaram mais consistentesos ventos, enfim, sopraram a favor de Serra.

No mesmo período, Dilma reencontrou o palanque mineiro esvaziado pelo sumiço de Hélio Costa e Patrus Ananias, tripulantes do barco governista começaram a estender uma perna em direção à caravela da oposição, a candidata aprendiz atravessou um debate inteiro à beira do chilique, Lula perdeu a voz por alguns dias, Sérgio Cabral foi passear na Europa.

Lula e Dilma vaiados em BH
autoria da foto: ??

Tudo somado, a coisa estaria de bom tamanho se Dilma ficasse no mesmo lugar. Marcos Coimbra achou pouco. E foram providenciados os 12 pontos.

Só quando os brasileiros estiverem a alguns metros das urnas virão as correções de curvas e súbitas mudanças nos índices, atribuídas a tendências de última hora. A metodologia é a de sempre. O que há de novo é a insolência que resulta da certeza da impunidade.

Sponholz

Entre o estelionato do primeiro turno e o começo da reprise, passou-se apenas uma semana. Os envolvidos nas delinquências sabem que serão desmoralizados pelos votos e expostos ao deboche. Como não se assustam com isso, resta interromper-lhes o avanço com o Código Penal.

Hoje (20.10), o Ibope entrou em cena.