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terça-feira, 13 de abril de 2010
sexta-feira, 26 de março de 2010
Frase da Semana!
“Sou grato, também, a Sua Exa o Sr. Presidente Luiz Inácio Lula da Silva – e ao seu governo, sem cujo apoio não teríamos feito tudo que fizemos”.*
(*) José Roberto Arruda, em cana, sem partido, em carta endereçada aos seus advogados, desistindo de recorrer ao TSE para tentar reaver a cadeira de governador.
http://contraovento.com.br/?p=8010
segunda-feira, 22 de março de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
domingo, 14 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
André Carvalho: "Galhos de ,,, "
Por André Carvalho (*)
btreina@yahoo.com.br
Galhos de Arruda
Cá pelo nordeste temos crenças e costumes desconsiderados em terras mais sofisticadas. Quais terras? Ah, são muitas: Paris, Las Vegas, Tóquio, Milão e, para encurtar a distância, Brasília. Eta coisinha metida a besta aquela cidade!
Vou provar o que digo: sabe de uma crença nordestina que em Brasília não se dá o menor valor? Pois é, os poderes mágicos da arruda, aquela plantinha da família das rutáceas. Veja quanta diferença, a começar pelo cheiro: no nordeste, ela cheira bem e na capital do país, arruda cheira mal.
A arruda, quando colocada junto a rosas, faz com que estas durem mais, além de limpar o ambiente, trazendo clareza e proteção. A sabedoria popular acredita também em sua capacidade abortiva. Brasília precisa abortar e limpar muitas coisas. O plantio maciço de arrudas e rosas, em lugar do capim, no eixo monumental, talvez melhorasse um pouco o ar que se respira. Acontece que plantaram arruda em outro lugar. Deu no que deu...
Tem mais: o chá de suas folhas é tido e havido como um excelente calmante, que o caipira bebe quando as coisas ficam agitadas, complicadas. No planalto central funciona de maneira exatamente contrária: quanto mais arruda, mais complicação aparece. Aliás, tem cada “galho” de arruda que benza Deus!
Perambulei anos pela nova capital e jamais encontrei qualquer ser vivente carregando um galhinho milagroso. Para o nordestino, um galho de arruda pendurado detrás da orelha ou plantado no ambiente, espanta mau olhado, feitiço e alucinação. Nem sei se o presidente da república, filho de Pernambuco, usa dos galhos mágicos para fechar o corpo, cada vez mais vulnerável, com os “cezinhas” de plantão! Por vezes, alucinações e más notícias vêm em cadeia.
A força da arruda é tão grande, que chega a ser comum a turma plantá-la ao lado do placar do campo de futebol para dar sorte ao escrete da cidade. Claro que são placares simplórios, bem diferentes dos brasilienses, principalmente do quase inviolável “painel” do Senado Federal. Como não se deve confiar em juizes, não custa uma fezinha na arruda, para espantar o azar, manter o time da casa vencedor e o “bicho” democraticamente ao alcance dos bolsos, meias, maletas e cuecas...
Consta na internet que galhos de arruda, em infusão, matam até piolho. Não garanto, pois não comprovei a teoria e quero fazê-lo numa cabeleira vasta, pois matar piolho em careca é tarefa fácil, dependendo apenas de uns bons cascudos, ou como dizem na sofisticada Brasília, umas castanhas. Aliás, na capital federal tem muito careca merecendo cascudo.
“Padim” Padre Cícero, em tempos imemoráveis, usava de raminhos de arruda para espargir água-benta nos fiéis, trazendo-lhes as bênçãos divinas. Não sei como se pode fazer para abençoar Brasília. Penso que nos dias de hoje o procedimento tornou-se inexequível. Para o caso brasiliense, benção não resolve e reza braba ainda é pouco.
Por lá, satanás anda à solta!!!
(*) André Carvalho não é jornalista, é "apenas" um cidadão que observa as coisas do dia-a-dia. Um free lancer. Ou segundo sua própria definição: um escrevinhador. Seus sempre saborosos textos circulam pela web via e-mails.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Gaudêncio Torquato: DEM...olido?
Por Gaudêncio Torquato, em seu Porandubas Políticas
DEM...olido
DEM...olição
DEM...arcação
DEM...onização
DEM...ência
DEM...olido
O DEM está demolido? Ainda não. Mas as estacas esparsas estão caindo de podre. O escândalo Arruda estoura o partido. Não adianta protelar a situação. Os vídeos com dinheiro na cueca, na meia, na sacola quebram qualquer escudo defensivo. Arruda, o governador, poderá contratar os melhores advogados. Se não renunciar, a pressão da opinião pública, via mídia, será devastadora para sua imagem. Os deputados de Brasília só terão uma alternativa : o impeachment. Definhar agora ou morrer mais tarde, com sangue escorrendo pelos poros, eis a questão.
Sinfrônio em acharge
DEM...olição
O DEM poderá, até, ter uma sobrevida e chegar, sem fôlego, ao pleito de 2010. Sem discurso, inerme, oco. Poderá, até, ganhar algum volume de voz, principalmente se contar com a rejeição contundente ao escândalo, pelas vozes do líder do partido no Senado, José Agripino, do presidente da sigla, Rodrigo Maia, do líder na Câmara, Ronaldo Caiado e do bravo senador Demóstenes Torres, que preside a Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Mas o rescaldo do escândalo baterá na eleição de 2010. Sem dúvida.
Bier, em grafar
O mensalão do DEM será a demarcação de uma era. Acabou-se o ciclo do mensalão exclusivo do PT. Que já vinha entrando em rota estreita, por conta do pedaço mineiro do mensalão, jogado sobre o colo do senador Eduardo Azeredo, do PSDB.
Seri, em grafar
Agora, assiste-se ao espetáculo de canibalização recíproca dos mensalões. O do DEM supera todos pela estética : cueca e meias. Deixa o do PT no chinelo pela extravagância dos atores.
Até a "Oração do Mensalão" foi rezada. Coisa escatológica o gesto de dois mensaleiros, abraçados ao secretário Durval. Agradeciam aos céus pela existência daquele providencial secretário de Relações Institucionais. Meu Deus do céu, onde chegamos...
Marco Aurèlio
DEM...onização
Nas próximas semanas, entrando no ano eleitoral de 2010, a demonização tomará conta da aliança entre PSDB e DEM. Este partido, com imagem mais suja do que pau de galinheiro, não será mais vital sob o prisma eleitoral. Poderá adicionar minutos importantes para a composição do tempo na mídia eleitoral, mas o apelo do voto será quase nulo.
Nani
É verdade que o eleitor tende a nivelar todos os partidos como farinha do mesmo saco. Mas sem o discurso do mensalão contra o PT, o DEM será uma sigla de costelas quebradas. Ou, se quiserem, de coluna vertebral fracionada.
DEM...ência
A consequência, no curto prazo, será um Dândi dançando na escuridão. Ou seja, um ente perdido no meio da floresta política, sem saber para onde ir. Certa demência - no sentido de fuga da realidade, confusão mental - tomará conta da sigla e de seus dirigentes. É evidente que a bateria no bumbo do mensalão do DEM respingará nos aliados tucanos. A candidatura da oposição à presidência da República sofrerá abalos.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Míriam Leitão: Os mensalões!
Por Miriam Leitão e Alvaro Gribel
Os mensalões
Claudio Weber Abramo, que falou ontem aqui no jornal na campanha “São dois gritando”, acha que uma das causas já identificadas dos desvios é o excesso de cargos em comissão e a ocupação da máquina pública por estes nomeados, ainda que não haja garantia de que isso não ocorra com funcionário de carreira.
Os mensalões
As cenas são demolidoras da confiança de qualquer pessoa na política. O país se espanta, depois de achar que nada mais o espantaria. Não que se pudesse dar crédito aos protestos éticos do Democratas, mas as imagens do que houve em Brasília superaram as piores expectativas. Agora, cada partido tem seu escândalo. Existe o mensalão do PT, o do PSDB e o do DEM. São todos, tristemente, iguais.
Tão iguais que já se pode dizer que existe uma tecnologia conhecida, causas identificadas e um caminho previsível da corrupção no Brasil. Se há um padrão, pode-se ter uma metodologia de combate ao crime.
— Nos três mensalões, o dinheiro ilegal foi alimentado por empresas fornecedoras do governo ou de estatais, o que foi possível pela falta de transparência nos contratos. O remédio é aumentar o acesso da sociedade às informações — diz o jornalista Fabiano Angélico, diretor de projetos da Transparência Brasil.
Claudio Weber Abramo, que falou ontem aqui no jornal na campanha “São dois gritando”, acha que uma das causas já identificadas dos desvios é o excesso de cargos em comissão e a ocupação da máquina pública por estes nomeados, ainda que não haja garantia de que isso não ocorra com funcionário de carreira.
Fabiano Angélico explicou que no Brasil o número dos cargos que o presidente pode distribuir é desproporcional ao que acontece em outros países:
— O presidente americano nomeia pessoas para novecentos cargos. No Brasil, o presidente nomeia mais de sessenta mil cargos. É uma verdadeira usina de corrupção. Nos Estados Unidos, a pessoa indicada é investigada antes de ser confirmada. Na montagem do governo Obama houve casos de pessoas que não puderam ser nomeadas por dúvidas quanto ao seu passado.
Na opinião de Fabiano Angélico, o país precisaria de mais ONGs especializadas em combate à corrupção, e a imprensa deveria tratar menos da briga política e mais de como combater o crime.
O novo presidente do PT, José Eduardo Dutra, disse que em toda eleição há risco de caixa dois, porque isso é “inerente ao modelo” de financiamento eleitoral. O argumento é que se houver financiamento público exclusivo de campanha isso não acontecerá.
O financiamento público exclusivo não garante nada. O que poderia ajudar seria o incentivo do governo às doações de pequena quantia por pessoas — como existe na Costa Rica — o que aumentaria a relação do eleitorado com o partido, e deixaria os partidos mais independentes em relação às empresas.
Um erro que está ocorrendo é a naturalização do caixa dois, como se fosse um crime menor. Ao garantir que não houve pagamentos mensais à base para votar com o governo, José Eduardo Dutra disse ao “Estado de S.Paulo”: “O fato da existência do caixa dois é notório e comprovado.”
O atual escândalo é mais corrosivo porque é possível ver as cenas, mas não há mensalão melhor ou menor. Todos são inaceitáveis. No federal, há 39 denunciados e ele movimentou pelo menos R$ 55 milhões.
No do PSDB de Minas Gerais saíram das empresas públicas R$ 3,5 milhões e houve empréstimos de R$ 11 milhões feitos por Marcos Valério no Banco Rural para irrigar o sistema. O mesmo esquema com o mesmo personagem e no mesmo banco ocorreu no mensalão do governo Lula.
No mensalão do DEM, o país está vendo uma quantidade industrial de cenas de corrupção através dos vídeos gravados por Durval Barbosa. No federal, houve também uma farta distribuição de recursos em quartos de hotéis ou na boca do caixa. Estava tudo na contabilidade da diretora financeira do SMP&B ou nos registros do Banco Rural. Só não foi visto.
No federal, o país foi informado do dinheiro na cueca do assessor do deputado estadual José Nobre Guimarães, irmão do então presidente do PT; mas agora, o país viu o dinheiro abarrotando os bolsos e as meias do presidente da Câmara Distrital, Leonardo Prudente. E a cueca voltou a aparecer como local-depósito, num vídeo exibido pelo site IG ontem à tarde.
Essa trágica equalização confirma a impressão de que política é assim mesmo: de que isso é feito “sistematicamente” neste país. Diante da notícia do que aconteceu em Brasília, José Eduardo Dutra disse: “Quem com mensalão fere, com mensalão será ferido.” A frase é muito ruim. Sugere que ninguém denuncie ninguém? Ou sugere que isso é a vingança de quem foi ferido no primeiro mensalão?
Outra causa da repetição dos mesmos crimes é a falta de punição. No Peru, o homem de confiança de Alberto Fujimori gravou a si mesmo distribuindo dinheiro para os deputados. O governo caiu, Fujimori fugiu, Vladimiro Montesinos está preso e agora Fujimori foi condenado. O Peru criou regras de mais transparência e um judiciário especializado em crimes de corrupção.
Os escândalos vão, em camadas, se sobrepondo. Diante de um novo caso se esquece o anterior. Esta semana deve voltar ao Supremo o caso do senador Eduardo Azeredo, no mensalão mineiro, ofuscado pelo novo escândalo. Do mensalão federal nem se fala, e o PT faz esforço para apagá-lo da história.
E os três são terrivelmente parecidos.
Miriam Leitão: Punição é ,,,
Por Miriam Leitão
Punição é fundamental para combater a corrupção
Punição é fundamental para combater a corrupção
Os sucessivos escândalos de corrupção podem criar no eleitor e na eleitora a sensação de que não vale a pena votar. O Caso Arruda é o terceiro mensalão em quatro anos, após o do PT e do PSDB mineiro. Mas desistir é a pior atitude. Temos que lutar pela qualidade da democracia e da transparência dos gastos públicos.
sponholz
Os esquemas são repetidos. É dinheiro não contabilizado. Há geralmente uma empresa fornecedora do governo que ganha uma licitação e paga propina, distribuída entre políticos. São mecanismos previsíveis. Precisamos buscar de meios objetivos de combate. E a punição é fundamental. Em outros países, pessoas são presas e ficam presas.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
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