charge de marco jacobsen
Lula caiLuiz Inácio, também conhecido como
efeito teflon (nada gruda nele), caiu quatro pontos na pesquisa Sensus desta primeira semana de setembro. O clima conturbado - defesa de Sarney e outros pontos de tensão na esfera federal - baixaram um pouco a bola de Lula.
Que, imediatamente, puxou a alavanca da imagem, elevando o tom a respeito do
Pré-Sal e sua importância para a elevação do país à condição de potência do petróleo. A propaganda governamental -
intensa e com foco na auto-estima dos brasileiros - poderá resgatar os pontos perdidos por Lula.
Sarkozy e o cofre cheio
O Brasil vai às compras. E começa a desfraldar a bandeira de Nação mais forte da região nas frentes naval e aeronáutica. O pacote comprado da França - submarino, helicópteros e os aviões de caça Rafale - deverá chegar aos R$ 31,1 bilhões.
Os recursos serão financiados por bancos franceses e espanhóis. Lula fechou posição em torno do avião francês, que é o mais caro. Os americanos e os suecos ficarão - literalmente - a ver navios.
Dizem que os EUA não ganharam a parada porque poderiam vetar a transferência de tecnologia. E o avião sueco ainda está no desenho. Pode ser. Argumento central : o Brasil quer usar a França como parceira estratégica.
E a potência naval ?
E, por que o país quer ser potência naval e aeronáutica, a mais forte da região, com a compra dos armamentos franceses ? Será que o nosso petróleo poderá ser surrupiado ? Piratas da Somália poderão fugir com os nossos cargueiros de óleo ? Sei não. Essa justificativa - proteção de nossas costas e do nosso óleo - mais parece conversa mole para boi dormir ou, como diria o senador Marco Maciel, prosopopéia flácida para acalentar bovinos. Serra, o dobro de DilmaJosé Serra tem, hoje, um índice de intenção de voto que é o dobro do conseguido por Dilma Rousseff :
39% a 19%, segundo a pesquisa Sensus. Mas Dilma poderá chegar aos 30%. Serra poderá oscilar, na campanha, entre 40% a 45%. Com os votos de Marina Silva e Ciro Gomes, teremos um segundo turno mais que agitado.
O voto de decisão será influenciado por : fatores econômicos, episódios pontuais - circunstâncias - e um inesperado golpe de sorte de algum candidato, sendo este fator bastante imprevisível.
PAC continua empacado
O
Programa de
Aceleração do
Crescimento é um slogan que acabará se transformando em bumerangue. Vejam só : em São Paulo,
apenas 6% das obras previstas pelo PAC estão dentro do calendário. Ou seja, mais de 90% não entraram nos eixos.
Por isso mesmo, Lula já não fala muito desse empacado PAC. A recorrência, agora, é pré-sal, pré-sal, pré-sal...
Que, como se sabe, vai mostrar petróleo rentável apenas entre 2020/2025.
Querelas salgadas
Nas próximas semanas, o país mergulhará em águas salgadas. Os quatro projetos em torno do
Pré-Sal deverão acirrar os debates na Câmara e no Senado.
O mais polêmico dirá respeito à
partilha dos royalties, cuja Comissão terá como relator, o deputado Henrique Alves (
PMDB-RN), líder do PMDB na Câmara, e como presidente, Arlindo Chinaglia (
PT-SP). Os canhões para disparo de sal começam a ser fabricados.
E a vacina contra a suína, hein ?
Quando essa gripe suína estiver nos estertores, chegará ao Brasil um carregamento de vacinas da França : um milhão de vacinas. Os franceses ainda mandarão material para fabricação de 17 milhões de doses. É muita dose atrasada para muita gripe anterior.