quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Desenhos hiperrealistas - Pedro Campos

 XXXIV - Pedro Campos
óleo sobre tela





Parecem, à primeira vista, fotografias, mas não são: são pinturas de óleo sobre tela. O seu enorme talento permitiu-lhe trabalhar no restauro de pintura e outras formas de arte por toda a Espanha, e valeu-lhe também um lugar como ilustrador em diversas agências de publicidade de renome internacional.




Para mais, veja o que o OBVIOUS mostra sobre ele

Venezuelana pede apoio brasileiro


Porta aberta ao juízo - X



No jazigo das minhas esperanças, vou colher um mal-me-quer. Vou dizer aos curiosos, vou falar aos bonançosos, vou mostrar aos mentirosos, fazer ver aos temerosos, esse mundo o que ele é.  Em cada pétala que eu puxar, vou falar da sorte, vou dizer da morte,  apontar o rumo norte e a tudo escancarar.

[Gilberto Quadros]
{extraído do livro Porta Aberta ao Juízo}

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Uma análise psiquiátrica de Lulla

O médico psiquiatra, Dr Marcelo Caixeta nos traz

Uma análise psiquiátrica da atual condição mental de Lula
Com mais de 50% de intenções de voto, muitos se perguntam por que Lula não concorre à Presidência? Do ponto de vista médico, há possíveis sinais de alguma encefalopatia hipertensiva - o paciente teve “desmaios” hipertensivos há alguns meses, sobrepeso, descontrole dietético ( hiper-dis-lipidemia ), mostra crescente irritabilidade, episódios de boca-rota e boca-suja, instabilidade e inquietação, tem inequívoca aterosclerose pós-tabágica, indícios de aumento da ansiedade. Além disto, depressão e apatia são comuns sinais de comprometimento cerebrovascular subcortical, por acometimento leucoencefalopático do centro oval. Etilismo sub-clínico pode vir a piorar isto tudo aí acima. 



A mente de Lula vive também grandes conflitos psicológico-familiares. Vejamos: Lula valoriza o caráter de sua mãe, que nordestina retirante, cuidou sozinha de muitos filhos; enquanto o pai de Lula, “homem sem escrúpulos afetivos”, mulherengo, abandonou a família e foi correr atrás de outros rabos-de-saia). A mãe, segundo Lula, era um exemplo e uma influência virtuosa, pregando sempre a honestidade, justiça, retidão de caráter. A mãe de Lula, mulher, pobre, sozinha, trabalhadora, nordestina, analfabeta, representa o nicho de “marginalidade”, “minorias oprimidas”, que ele optou por “defender”. O “esquerdismo” é, além de coitadista, feminino - não é difícil entender. E esta política, hoje em dia, nestes tempos de anti-autoridade, é a política vencedora, não só no Brasil, mas no mundo todo. O pai de Lula já representa toda a “maldade” do “homem capitalista”, opressivo, “patrão”, frio, distante, egoísta, auto-provedor (“nunca se preocupou em colocar uma rapadura dentro de casa”), materialista, “violento”, antiassistencialista (“nos deixou passando fome”). A “luta de Lula” é uma analogia da "vingança de sua mãe contra seu pai". Quando entrou na “selva” da luta política, é claro, Lula foi-se transformando cada vez mais no que era o pai dele, inclusive com amantes. No entanto, ele sempre tinha uma “justificativa materna” na cabeça que aplacava sua consciência: “não é que estou virando um “tubarão capitalista frio” (como meu pai), é que tenho de lutar com tubarões, como um tubarão, tudo para melhorar a vida deste povo sofrido (a “vida desta minha mãe sofrida”)”. Com o tempo, no entanto, a consciência foi pesando e ele foi vendo, com certo horror, que, de fato, sem subterfúgios, estava mesmo é se afastando da mãe e se aproximando cada vez mais do que o pai fora. 



Não bastassem esses motivos médicos, psicológicos, para sua desistência, há também motivos psicossociais: há o medo de perder as eleições, e com isto o enorme capital narcísico que amealhou como um “grande presidente do Brasil”. A mãe, como toda boa mãe, aliás, insuflou-lhe um molde de moralidade (que ele conspurcou, como vimos), mas também uma dose de narcisismo: “você não deve ser como os demais”, “você é queridinho da mamãe”. Este narcisismo faz com que Lula tenha medo de entrar na “canoa furada” em que ele e o PT colocaram o Brasil. 



O modelo petista esgotou-se: 

a) falta de composição com a Sociedade Civil. A sociedade civil, hoje, quer, mais que nunca, participar dos processos decisórios-governamentais, e o PT totalitarista-estatizante vai no sentido contrário a isto. O PT não só não acredita na Sociedade Civil , ele é contra ela, nomeia-a de “elite”.

b) O modelo estatizante, que paralisa o país, enferruja a máquina administrativa. Os 12 anos do poder encastelaram o comunismo estatizante no poder, paralisando a máquina. 

c) o modelo assistencialista esgotou-se por vários motivos:
c.1 - a sociedade já vislumbrou que o PT suga seu trabalho para angariar votos (bolsas, cotas, benesses, casas, tablets, móveis, etc)

c.2. a sociedade já não suporta mais aumentos de impostos. 

c.3. altos índices de inadimplência. 



d) o que é pior para o PT e Lula: os assistidos agora , ingratos, se insuflam contra eles: querem mais. 

e) Querem mais e o governo não tem como lhes dar, pois não criou empregos, não ensinou-lhes que é o trabalho que gera riqueza, desacostumou-os a trabalhar, açulou-os para só pedir e reivindicar, não melhorou o nível educacional, não melhorou a produtividade, vem acabando com a indústria, vem acabando pouco-a-pouca com o espírito da Iniciativa Privada.

f) então, o PT/Lula estão com insatisfeitos dos dois lados : dos assistidos (os coitadinhos) e dos assistentes (os tubarões). 

g) por conta de sua política comunista, ou seja, anti-iniciativa-privada, a economia vem estagnando-se, ninguém quer investir, ninguém quer empreender. 

O único ambiente de segurança é para o funcionário publico. A massa crítica que poderia mudar o país só pensa em fazer concurso e virar funcionário público, o país perde a juventude empreendedora. Neste ambiente inseguro, os mais equilibrados querem virar funcionário público e só vão se lançar no empreendimento os picaretas e os aventureiros e isto não constrói um país. Lula, como gênio político que é, já vislumbrou este beco sem saída em que se meteu e, nestas circunstâncias, que perca a Dilma mesmo.

Imagens da 1ª Guerra, em cores.

Especial Magos da Fotografia

XXXIX - Jules Gervais-Courtellemont
Hans Hildenbrand

Embora a fotografia colorida exista desde  1879, ele não se tornou popular até muitas décadas depois. A esmagadora maioria das fotos tiradas durante a Primeira Guerra Mundial eram preto e branco, dando ao conflito uma estética crua que domina a nossa memória visual da guerra.





Enquanto os europeus massacraram uns aos outros com eficiência sem precedentes nos campos de Flandres, eles foram recebidos com sol e paisagens exuberantes e deixavam para trás crateras provocadas por granadas explosivas.


As fotos francesas





Essas fotos foram tiradas pelo fotógrafo Jules Gervais-Courtellemont, que acompanhou as tropas francesas e os civis franceses na região de Rheims e Soissons, em 1917.


Crianças francesas brincando em meio aos escombros da cidade Rheims, 1917

Membros da Cruz Vermelha francesa, Cidade de Rheims, 1917


Soldados franceses observam a "Terra de Ninguém", 
vigiando para que nenhum movimento inimigo passe despercebido. 
Floresta de Hirtzbach, 1917 

As fotos alemãs


Todas as fotos aqui foram tiradas pelo fotógrafo Hans Hildenbrand. Ele acompanhou as tropas alemãs na Região de Champagnede Junho de 1915 até Janeiro de 1916.


Oficiais alemãs discutindo próximas ações de combate.

 Região de Champagne,1915-1916.

O Inverno de 1916-1917 na região da Alsácia


Equipe de metralhadora pesada alemã. Região de Champagne, 1916.

Uma das coisas mais impressionantes sobre a obra de Hildenbrand é como livremente grava cenas de destruição. Durante a Segunda Guerra Mundial, ambos os lados se tornou muito mais exigente sobre que tipos de cenas que deixaria que os fotógrafos documentassem. Durante a Primeira Guerra Mundial, imagens de igrejas destruídas foram temas persistentes.


Verão 1916. 
Cerca de 350 mil soldados de ambos os lados morreram em Verdun, 
ao longo desse ano.


Embora Gervais-Courtellemont e Hildenbrand tenham capturado imagens para lados opostos da guerra, ambos acabaram trabalhando para uma publicação norte-americana depois. Tornaram-se importantes fotógrafos da National Geographic.

Para mais fotos clique aqui

Dilma entrevistada pela UOL

O difícil é entender!


O coisa ruim existe?

Por Antonio de Oliveira

O demônio existe? Pelo sim pelo não, apelativos não lhe faltam: anhangá, anhanguera, anjo mal, anticristo, arrenegado, azucrim, beiçudo, bicho preto, bode preto, bruto, bruxo do inferno, bute, cafuçu, cafute, caneco, canheta, canhim, canhoto, cão miúdo, capa verde, capeta, capete, capirocho, capiroto, careca, carocho, cifé, coisa, coisa à toa, coisa má, coisa ruim, coxo, cramulhão, cujo, debo, decho, demo, diá, diabo, diabro, diacho, diale, dialho, diangas, dianho, 


dragão, dubá, espírito imundo, espírito maligno, excomungado, exu, feio, fute, futrico, gato preto, gênio da mentira, gênio das trevas, gênio do mal, grão-tinhoso, manfarrico, maldito, mal-encarado, malvado, mofento, mofino, moleque, moleque do surrão, morcegão, nem-sei-que-diga, pé cascudo, pé de cabra, pé de gancho, pé de pato, pé de peia, pemba, pé preto, pero botelho, príncipe das trevas, príncipe deste mundo, príncipe dos demônios, que-diga, rabão, rabudo, rapaz, romãozinho, sapucaio, sarnento, satã, satanás, serpente maligna, sujo, temba, tendeiro, tentação, tentador, tição, tinhoso, tisnado, tristonho, tunes. 

Sim, mas para o jagunço Riobaldo: “O diabo não há! É o que eu digo, se for… Existe é homem humano – travessia”.

Rei do QE, Quociente de Esperteza, sim, e patrono de tantos políticos. Para os antigos hebreus: Asmodeu, Azazel, Belial, Mastema, Semihazad. Diabo, aquele que separa. Que introduz a discórdia entre o homem e Deus. Em grego: dia-ballein; ao invés de syn-ballein, que une. Para os muçulmanos, Elbis. Na Escócia, “Old Man”. David Jones, para os antigos caçadores de baleia de língua inglesa. Macaco de Deus, na Idade Média, por imitar Deus que nem um macaco e enganar os incautos.



Baal Zebub, um deus filisteu de Acaron, virou Belzebu, senhor das esterqueiras, senhor das moscas. Mefistófeles, personagem do Fausto, de Goethe. Mefisto, Lúcifer. Credo, credo em cruz, cruz-credo, cruzes! Sai pra lá, pé de pato, mangalô três veis.

Fonte: duniverso



O professor Antônio de Oliveira, é Mestre em Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma, na Itália. Licenciado em Letras e em Estudos Sociais pela Universidade de Itaúna; em Pedagogia e em Filosofia pela Faculdade Dom Bosco de Filosofia, Ciências e Letras de São João del Rei. Estágio Pedagógico na França. Contato: antonioliveira2011@live.com


12 anos de Brasil pelo traço de SINOVALDO





https://www.facebook.com/pages/Sinovaldo/307117729405095?fref=ts






https://www.facebook.com/pages/Sinovaldo/307117729405095?fref=ts

A super-ovelha

Ovelhas costumam substituir sua pelagem anualmente e de forma natural se não houver tosa exceto os de algumas raças específicas como essa da raça MERINO nascida após cruzamentos visando a criação de lã e carne, na Nova Zelândia.



Essa em especial chamada de SHREK fugiu antes de sua primeira tosa e refugiou-se nas cavernas existentes na região onde ficou por 6 anos.

 Ela possuía lã suficiente para produzir 20 blusas para homens. Em cada ano que passou foragida, Shrek continuou a crescer a quantidade normal de pelo para uma ovelha Merino. Isso é: o pelo não perdeu o ritmo de crescimento. O equivalente a 6 vezes a quantidade de pelo normal encontrada em um ovelha dessa espécie tem um peso total de cerca de 30 kg! Olha como ela estava quando encontrada:


Dave Thomas, um especialista em ovinos da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, disse que essa lógica é válida para ovelhas Merino mas não é recomendado que a lã fique grande desse tamanho porque isso pode acabar se tornando um problema de saúde e segurança para os animais, especialmente para aqueles que vivem em condições muito quentes.

Muitos pelos só aumentam o estresse causado pelo calor e isso pode se tornar um problema real. Além disso, se a lã de uma ovelha se torna muito grande, pode acabar comprometendo seus movimentos, até ela ser incapaz de se levantar.



A ovelha Shrek pouco se parecia como uma ovelha, de tanto pelo que tinha em volta dela. Quando ela foi finalmente tosada, esse momento se transformou em um evento, transmitido pela televisão local.

Depois de tosado, todo o pelo da ovelha Shrek foi leiloado para apoiar instituições de caridade médicas que cuidam de crianças.

Fonte: hypescience

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Dilma pagou com traição!

Uma árvore que dá 40 frutos diferentes

Uma árvore que dá 40 frutos diferentes?
Será VERDADE?

Transcrito do e-farsas



Um professor de arte dos Estados Unidos afirma ter criado uma árvore que dá 40 tipos de frutas diferentes! Será que essa história é verdadeira ou falsa?
A notícia surgiu na web no começo da segunda semana de agosto de 2014. De acordo com o texto, um professor de arte chamado Sam Van Aken diz ter conseguido criar algo aparentemente impossível: Uma árvore que produz dezenas de frutas diferentes em um único pé!

A imagem abaixo mostra o que seria a criação do artista, mas será que isso é real?




Por mais inacreditável que possa parecer, essa história é verdadeira!

Sam Van Aken trabalha na como professor de arte na Universidade de Syracuse no estado de Nova York (EUA) e, em 2008, conheceu um pomar à beira da falência. De acordo com o jornal The Huffington Post, Aken ficou muito preocupado ao saber que todas as árvores frutíferas do local iriam ser derrubadas e acabou comprando a propriedade.


Desde então, ele vem fazendo uma série de experimentos nas suas plantações, emendando diferentes partes de várias árvores de frutas diferentes. Depois de alguns anos, seu trabalho gerou uma série de árvores capazes de produzir frutas de caroço, como damascos, nectarinas e cerejas.

Além disso, o tipo de árvore criada por ele floresce em diversas cores!


A rede de TV CBS entrevistou o professor, que explicou que sua árvore levou 8 anos para ficar pronta e que, além dessa, há outras 14 espalhadas em locais públicos no país.



Basicamente, o que o artista faz é “enganar a planta”, lhe enxertando pedaços de outras mudas no caule principal! Podemos aprender mais sobre essa técnica no site da Universidade de Minnesota.





Enxertia é usada principalmente para combinar plantas novas com ramos de árvores adultas para que comece a dar frutos mais rapidamente, por exemplo.

A seguir, um vídeo ensinando uma das várias técnicas usadas para enxertia:





No site do artista podemos ver essa e outras árvores desenvolvidas por ele.
A equipe do programa CBS This Morning foi até ao pomar de Aken pra conferir de perto essa história:






Mas será que é viável comercialmente?

Pastor Everaldo solta PUM ao vivo no JN?

Será verdade 
que o Pastor Everaldo 
soltou PUM
 ao vivo em entrevista ao JN?

O E-Farsas esclarece


No momento do “deslize”, Bonner leva a mão ao nariz, dando a entender que os gases espalhados no local deixaram o estúdio irrespirável.


O incidente fez tanto sucesso que inúmeras cópias desse trecho foi publicado em vários canais do YouTube, gerando mais de 2 milhões de visualizações em apenas 2 dias!






Verdadeiro ou falso?

O vídeo é hilário e parece que houve mesmo uma situação vexatória durante a entrevista do presidenciável. No entanto, o filme é falso!


Nos próprios comentários do YouTube encontramos o link para a entrevista completa, publicada no dia 19 de agosto no site da Rede Globo de televisão. O trecho onde Willian faz a pergunta que aparece no vídeo falso pode ser vista aos 12 minutos.

Origem

Ao que tudo indica, o filme com a montagem engraçadinha foi publicada originalmente no YouTube no canal Eleições2014 e, dali, se espalhou pelo site de vídeos do Google.



Conclusão

O vídeo é uma clara montagem feita com trechos de uma entrevista real e é facilmente de ser desmentida, bastando acessar o link da entrevista completa.

Read more: http://www.e-farsas.com/candidato-presidencia-pastor-everaldo-solta-pum-ao-vivo.html#ixzz3BVMHXdxs

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Lagosta azul

Jovem captura lagosta azul raríssima no litoral dos EUA
Terra
Um fato quase inédito aconteceu no último sábado, quando uma jovem americana capturou uma lagosta azul na praia, em frente a sua casa, em Scarboorough, Maine, nos Estados Unidos. 



Geralmente vermelhas, as lagostas azuis são animais raros – acontecendo uma vez em cada 2 milhões de casos. Meghan LaPlante encontrou o animal a quem chamou de Skyler, seu nome favorito. 

Por causa de sua raridade, Skyler foi poupada da panela e doada para o Aquário Maine State.

Vi na ISTO É

O pior governo e a herança maldita

Palavras de Antonio Risério:
O jornal baiano A Tarde resolveu nos levar de volta aos dias grotescos da CENSURA. Com uma diferença: se a censura, na época da ditadura militar, tinha caráter político-ideológico (por mais estúpido e cretino que fosse), a onda de censura agora promovida por A Tarde diz respeito unicamente a interesses financeiros da empresa. Primeiro, censuraram a escritora Aninha Franco, que não aceitou a imposição e mandou o jornal à merda. Agora, me censuram. Pelo mesmo motivo – criticar governos do PT – e com a mesma consequência, já que também não aceito a censura e deixo, portanto, de escrever nas páginas da sentinela do conservadorismo baiano, hoje uma empresa em luta desesperada para sair da enrascada financeira em que se meteu.

Para ler mais clique em Censura na Bahia

Agora vamos ao artigo recusado pelo Jornal A TARDE 

Por Antonio Risério.
Texto recusado pelo Jornal A TARDE 
O pior governo

Deixando Collor de parte, já que ele não concluiu o mandato, podemos fazer a seguinte observação. A eleição de Tancredo marcou o início do processo de construção de um novo Brasil. De lá para cá, os governos que se sucederam entregaram, ao governo seguinte, um país melhor do que o que tinham recebido. O grau de contribuição de cada um, na produção de avanços na vida nacional, é variável. Mas sempre, na passagem do bastão, restou algum saldo positivo. A triste e solitária exceção, nessa paisagem, é o governo de Dilma Rousseff, quase sempre sinônimo de fracasso ou retrocesso.

Vejamos. Quando Sarney passou a bola, o Brasil tinha avançado no caminho da democracia. O Mercosul, em parceria com a Argentina de Alfonsín, tinha começado a se configurar. E, na dimensão legislativa, ocorreu um grande avanço histórico, no terreno dos direitos sociais, com a Constituição de 1988. Com a queda de Collor, Itamar, algo desacreditado, assumiu em meio à crise. Mas seu governo significou mais um passo firme no rumo da consolidação democrática. E, sobretudo, deu início ao processo de estabilização econômica.

Fernando Henrique nos conduziu à conquista plena da estabilidade econômica, fazendo o que parecia impossível: nocautear a inflação. O Plano Real se afirmou vitoriosamente. Além disso, FHC fez a agenda social avançar. Houve redução da pobreza, em consequência do próprio fim da inflação. Já perto do final de seu segundo mandato, a desigualdade de renda começou a cair, graças principalmente ao programa Bolsa Escola (que o PT tratava pejorativamente de “bolsa esmola”, embora fosse recriá-lo no Bolsa Família). E o Brasil assumiu novo protagonismo no sistema das relações internacionais.

Em seguida, veio Lula – e os avanços prosseguiram firmes. Lula alargou em extensão inédita as políticas sociais, ampliando como nunca o raio da inclusão e a dimensão do mercado interno, retirando milhões de brasileiros da pobreza, promovendo ascensão social. De Fernando Henrique, ele não só manteve o tripé macroeconômico, agora sob a regência do ministro Palocci, como aumentou o peso e estendeu o alcance das ações internacionais do país.

E Dilma? Bem, ela quebra toda essa cadeia de avanços, conquistas e realizações significativas. Seu governo meteu os pés pelas mãos na economia. Estamos hoje numa situação crítica, combinando a volta da inflação com um crescimento minúsculo, a caminho da recessão. A agenda ambiental só conheceu retrocessos, a política externa é atrasada e confusa, a Petrobrás entrou em parafuso, a reforma urbana foi abandonada, o salário mínimo murcha e assistimos à degradação total dos serviços públicos.

Assim, pela primeira vez na história brasileira pós-ditadura militar, um governo vai entregar, ao seu sucessor, um país muito pior do que aquele que recebeu. Pela primeira vez, nesse período histórico, será correto falar, com absoluta propriedade e absoluta justeza, de “herança maldita”. É o retrato acabado do pior governo que tivemos depois da reconquista da democracia.

Origami, por Eric Joisel

Post publicado em 16AGO2010.

Especial EsculturArte

XL - Escultura em Papel



A Arte de Eric Joisel

Origami é a tradicional arte de dobrar papel, de origem japonesa. O conceito tradicional de origami é fazer objetos interessantes a partir de apenas um pedaço de papel sem cortá-lo ou usar uma cola. Eric Joisel, artista nascido em Paris em 1956 começou com a arte do origami em 1983.




Eu vendo principalmente no Japão e na América, porque os europeus veêm origami como algo para crianças”, disse Eric Joisel cujas artes são vendidas por alguns milhares de dólares.






Fontes Lolcos  / Zuzafun / weburbanist

Porta aberta ao juízo - IX



Pensas no tempo? 
O tempo é um vadio nas asas do vento.

[Gilberto Quadros]
{extraído do livro Porta Aberta ao Juízo}

domingo, 24 de agosto de 2014

Bombom

A narrativa abaixo li - no Besta Fubana - com os olhos da saudade dos meus tempos de infância em Itapoan aqui em Salvador ou em Itaberaba onde meus pais tinham uma fazenda e onde cresci conhecendo gente simples e de caráter, ouvindo histórias que encantavam...

Espero que se encantem como eu me encantei...

Por Jesus de Rita de Miúdo

Bombom
Sentei-me em frente ao monitor e fiquei observando essa fotografia. Foram embora segundos, minutos e, em pouco tempo, uma hora inteira havia se passado. 



E eu aqui, sentado observando essa foto. Dezenas de lembranças vieram desse homem, num arroubo íntimo de sentimentos difíceis de serem descritos. Eu gostava muitíssimo dessa criatura. 

Era um frequentador assíduo da casa de Papai, para acompanharmos juntos os jogos de futebol pela televisão. No intervalo, um cafezinho na cozinha. “É de lei”, dizia sorrindo com aquele jeito espontâneo, enquanto preparava um boró, para fumar na calçada. 

Eu gostava de ficar ouvindo as suas histórias, e exultava mesmo era quando ele próprio sorria daquilo que narrava. 

Também fiz parte da legião de meninos disputando um de seus ‘carros’, na hora de ir deixar o lote na ‘garagem’, depois de um dia árduo colocando areia nas construções. Areia trazida das ribeiras do Rio Acauã, transportada nas caçambas de madeira dos seus carros. Pela rua ia ficando aquele rastro fino de areia caída das brechas abertas da madeira nos encontros dos fundos das peças.

Para cada carro, um nome próprio de algum craque da Seleção Brasileira de Futebol. “Esse é o Edinho, esse aqui é Dr. Sócrates, o Éda (Éder), o Leandro e o Zico, que tem esse nome, porquê quebrou a perna atolado na areia do rio”, dizia apresentando orgulhosamente cada um deles. Depois trocou uns, e vieram o Casagrande, o Careca e o Júnior.

Os carros eram seus jumentos. Tratava esses animais como pessoas. Eu não me lembro de uma vez sequer haver presenciado ele os maltratando sob qualquer forma. Nem usava chicotes, ou quaisquer outros tipos de ferramenta para açoite. Gostava de dizer “olhe o alinhamento”, e parece mesmo que os animais entendiam e seguiam numa fileira bem organizada, com ele na frente sobre o Zico, cantando algum samba-canção. Gostava de sambas. Samba de raiz.

“Não suba no roxim, que ele morde”, advertia ao moleque estreando na turma de motoristas manobristas, e que se aproximava do Careca.

Quando era noite vinha se sentar na calçada de Zé Pereira, em frente lá de casa, para papear. Muitas vezes eu ficava ali, só ouvindo as estórias que pareciam criadas por ambos para a minha diversão. Nessas horas eu admirava o sapato lustroso, a calça de vincos fortes de tão engomada e a camisa sempre muito bem passada.

Na juventude foi um craque no futebol, e ficou conhecido pelo costume de se jogar ao chão para cabecear as bolas mais baixas, adiante dele, se aventurando no famoso peixinho.

Viveu rodeado de meninos, sempre sorridente entre os seus carros e os garotos da sua simpatia, que eram todos que se aproximavam dele. 

Um dia pela manhã, enquanto ele colocava solitário as caçambas nos carros, eu fui chegando devagar e ele começou a cantar: “Eu daria tudo que eu tivesse, pra voltar aos dias de criança, eu não sei pra quê que a gente cresce, se não sai da gente essa lembrança…” Aí, eu comecei a acompanhá-lo: “Aos domingos missa na matriz, da cidadezinha onde eu nasci. Ah! Meu Deus, eu era tão feliz…

Quando terminamos juntos toda a canção, ele olhou para mim, sorriu e disse: “Isso é Ataulfo Alves, menino. Onde aprendeu?”

Respondi que Papai tinha o disco. E ele profetizou: “Um dia você ainda cantará isso com uma saudade danada.”

E aqui estou eu solfejando num assobio baixinho e triste a música, sentindo uma saudade sem tamanho dos meus dias de criança, quando andava nos jumentos de Bombom de Beiê, cada um com o seu nome de craque.

Dele, nessa saudade embaçando os meus olhos, digo: nenhum apelido caberia tão bem numa criatura simples e humilde. Bombom era duplamente bom.