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domingo, 20 de setembro de 2015

As vantagens do transporte público sobre o individual


Que as cidades estão entupidas de carros todos sabemos, mas você consegue imaginar como seria o mesmo espaço ocupado apenas com as pessoas que lá transitam sem os automóveis?

Foi o que fez os que participam da iniciativa internacional Soluções Sustentáveis  fotografando o espaço onde viajam 200 pessoas em carros, posteriormente fotografando em separado as mesmas 200 pessoas em um ônibus, num metrô de superfície, em bicicletas e a pé.




Na primeira imagem vemos 200 pessoas em 177 carros em uma rua de Seatle, EUA. E na segunda, as mesmas pessoas sentadas na rua nos dá uma ideia da quantidade de espaço que o tráfego diário de carros ocupa em relação aos poucos usuários. 

Mas o golpe final vem quando vemos essas mesmas pessoas ocupando três ônibus, em bicicletas ou num metrô de superfície.



É definitivamente uma boa maneira de aumentar nossa consciência da utilidade do transporte público.

Temos apenas que melhorá-lo.

Fonte Fogonazos

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

E os recursos públicos continuam escoando pelo ralo...

Por André Borges para o ESTADO SP

A ferrovia parou no meio do caminho
Após consumir R$ 3 bi, a obra da Ferrovia Oeste-Leste, que revolucionaria a logística do Nordeste, é paralisada por falta de dinheiro

Vista de longe, a ponte de concreto erguida sobre a BR-030, no sertão baiano, é um retrato convincente de que as obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) finalmente decolaram e que o projeto bilionário, capaz de revolucionar o mapa logístico de todo o Nordeste, agora vai para a frente. Ilusão de ótica. Basta se aproximar um pouco mais do concreto armado e subir até a sua base para que a realidade se imponha. O traçado da ferrovia que desde junho de 2013 deveria estar forrado por brita, dormentes e trilhos, até hoje não passa de um estirão de terra batida. E por mais esforço que se faça, não é possível ver o dia em que trens e cargas finalmente passarão por ali. 

Problemas estruturais atrasam o mercado de PPPs no Brasil, 
diz a Moody's

O marasmo que toma conta das obras da Fiol, projeto de 1.527 km de extensão que já consumiu R$ 3 bilhões dos cofres públicos, é o reflexo imediato da situação crítica em que se encontra a Valec, estatal responsável pelas obras ferroviárias. 

A Valec acumula nada menos que R$ 600 milhões em dívidas com dezenas de fornecedores e prestadores de serviço, segundo apurou o Estado. Na prática, para quitar esse débito e assumir uma postura financeiramente responsável, a empresa teria que paralisar todas as suas atividades – para não gerar ainda mais dívidas – e adiantar todos os recursos que tem para receber até o fim deste ano.

Para não travar de vez, a estatal decidiu tomar duas medidas emergenciais. A primeira foi pedir às construtoras que atuam nos lotes da ferrovia para que trabalhem, basicamente, na manutenção das obras que executaram até agora, como os serviços de terraplenagem, para que os trabalhos já entregues não se deteriorem com o tempo. 

A segunda decisão foi ainda mais drástica: a Valec suspendeu todas as entregas de trilhos que já tinha adquirido de fabricantes da China e Espanha. O material que chegaria este ano não tem mais data certa para desembarcar no País.

Em julho, num seminário em Salvador 
o governo declarou que a FIOL não era prioridade, 
vejam AQUI

Essas informações foram confirmadas pelo presidente da Valec, Mário Rodrigues Júnior. “Dadas as condições atuais, realmente a nossa prioridade hoje é garantir que nenhum lote seja paralisado e que os serviços prontos não se percam”, disse.

Demissão. Sem receber pelos serviços, não restou outra alternativa às empreiteiras senão a demissão em massa. Um ano atrás, os lotes da Fiol eram ocupados por 5,6 mil trabalhadores. Hoje, esse número caiu pela metade, com apenas 2,9 mil funcionários. 

Do total de 147 mil toneladas de trilhos que a estatal comprou fora do País, 71,4 mil chegaram a ser entregues e estão estocadas em canteiros de obra ao longo do traçado da ferrovia baiana. A fabricação e a entrega de uma segunda remessa de 75,6 mil toneladas, porém, foram imediatamente paralisadas, a pedido da estatal, até que o calvário financeiro tenha fim.


Para as construtoras, a orientação é priorizar serviços como drenagem de trechos onde a base para receber os trilhos já esteja concluída. Outra medida é cuidar da proteção vegetal de taludes e aterro já executados, além de conclusão de pontes e outras passagens que estejam com mais de 90% de execução física. “Esse é o cenário que temos, só nos resta trabalhar com ele”, diz Mário Rodrigues.

Com atraso sobre atraso, a Fiol se converte em um projeto sem começo, meio ou fim, para o total desespero dos produtores de soja, milho e algodão do oeste baiano, onde está uma das principais províncias agrícolas do País e que, há anos, espera uma solução de transporte para escoar sua produção.

Os primeiros 500 km da ferrovia baiana, que começariam em Figueirópolis (TO), ponto de ligação com a Ferrovia Norte-Sul, e avançariam até Barreiras (BA), não tem um metro sequer de execução até hoje, por causa de discussões intermináveis sobre seu o traçado. O trecho central da Fiol – os 500 km que ligam Barreiras a Caetité – estão hoje com 42% de execução física, mas ainda há lotes que praticamente não foram iniciados. A terceira parte de 500 km, que avança até Ilhéus, está com 67% de execução geral. É onde se concentram os esforços de manutenção para que o desperdício do dinheiro público não seja ainda maior. O fim dessa linha, porém, está apontado para um porto que ainda não existe.

Em Jequié

As obras da ferrovia baiana começaram em 2010 e a previsão era concluí-la em junho de 2013. De R$ 4,2 bilhões, a obra já chega a R$ 5 bilhões e não se sabe mais onde é que seu custo vai parar. Para completar, o governo tratou de deixar o empreendimento de fora de seu novo pacote de concessão ferroviária, ou seja, não há interesse de atrair capital privado para construir a ferrovia, tampouco há dinheiro público para executá-la. 

Ignorada pelos planejamentos logísticos do Palácio do Planalto, o empreendimento aguarda uma solução. Na BR-030, a ponte de concreto espera pelos serviços de manutenção.


quarta-feira, 20 de maio de 2015

A casa da Mãe Dilma

Direto de Carlos Brickmann


A casa da Mãe Dilma

  • Nunca dantes na História deste país aconteceu fato semelhante: o Governo Federal ainda não pagou os livros comprados para escolas públicas em 2014 pelo PNLD, Programa Nacional do Livro Didático. Todos os Governos dos últimos 30 anos pagaram os livros em dia, sempre em janeiro. E não é tudo: já se sabe que, nas licitações de setembro e outubro, a Pátria Educadora cortará fundo as verbas destinadas a livros didáticos. Como disse um líder educador, ler dá azia.
Arte de SID


  • Apesar da Lei de Transparência, a Presidência da República segura as informações sobre o cartão corporativo de Rose Noronha, que chefiou seu escritório em São Paulo. Pediu 45 dias para copiar e entregar o relatório dos gastos da servidora.
Arte de SPONHOLZ


  • Inauguração de três edifícios do Minha Casa, Minha Vida no Rio. Dilma caprichou: começou chamando o ministro interino dos Esportes, Ricardo Leyser, de "Gleyser". E chamou-o de ministro dos Transportes. Claro: com 38 ministérios, não vai lembrar todos os cargos que distribuiu nem o nome das Excelências. Em seguida, garantiu que muitos dos beneficiados pelos apartamentos pagavam "de R$ 300 mil a R$ 400 mil" de aluguel. Um dos condomínios foi chamado primeiro de Recanto das Gaivotas e, depois, de Jardim das Gaivotas. Na terceira virou Vivenda das Gaivotas, o nome certo. Mas Dilma foi aplaudida assim mesmo. E o Gleyser que já foi Leyser e era ministro de outra pasta puxou as palmas.
Arte de AMARILDO

  • Comemore! Dentro de poucos dias, em 31 de maio, o caro leitor concluirá seu período de trabalho anual dedicado exclusivamente ao pagamento de impostos. Foram 151 dias destinados ao sustento da máquina estatal. A partir de 1º de junho, o caro leitor poderá trabalhar para seu próprio sustento e o de sua família. Viva!

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Internet de Dilma nos custou R$ 2,3 milhões

Direto do Diário do Poder

Internet de Dilma nos custou R$ 2,3 milhões
Dilma não dispensa internet rápida nem quando viaja no “Air Force 51”, que custou ao contribuinte R$ 156 milhões, e no jatinho da Embraer: a Presidência contratou internet, fax e telefone via satélite exclusivos para serem usados nos dois aviões dela. O custo é de R$ 2,3 milhões por ano e usa exclusivamente equipamentos SwiftBroadband, da inglesa Inmarsat, que tem rede de 11 satélites espalhados pelo mundo.

Arte de JARBAS


A previsão da Presidência é de que o telefone satélite do avião custe R$ 2 mil/mês; o fax, R$ 1 mil/mês; e a internet, R$ 188 mil por mês.

As empresas de telefonia brasileiras não possuem a tecnologia exigida por Dilma para equipar os jatos: teve de apelar para a empresa inglesa.

Dilma “contorna” com tecnologia inglesa problema típico brasileiro: internet péssima. A diferença é que a conta não é ela quem paga.


Me pergunto, porque ela não apela à tecnologia das repúblicas bolivarianas que admiram tanto? Não! nessas horas vai atrás de países que primam pela excelência de seus serviços.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Brasil, um país cínico?

Por David Coimbra, em sua página on line.

Charges de HEITOR

Um pouco de roubo
Uns estão lá para roubar, outros roubam para estar lá. Tudo bem, não me importo de ser um pouco roubado. É preciso algum cinismo para viver como brasileiro. Temos, nós, brasileiros, coisas estranhas, como cartórios, por exemplo.

O cartório é o nosso cinismo remunerado. Todo mundo sabe que o cartório não garante a veracidade de nada, mas os cartórios são sempre solicitados e estão sempre lotados. As pessoas pagam por aqueles carimbos e saem de lá não com a sensação de que estão com um documento oficial nas mãos, mas com o alívio de ter cumprido uma dispensável e inútil exigência burocrática.



No sistema anglo-saxão, não existem cartórios. Aqui, nos Estados Unidos, a despeito do cartapácio de documentos que já assinei, precisei num único dia de um notário, e o encontrei atrás do balcão de um banco privado. Como os bancos estão sempre vazios, porque todo mundo usa a internet, saí de lá em quatro minutos. Como tinha conta naquela agência, o trabalho do notário foi gratuito.

Nos países anglo-saxões, eles acreditam na sua palavra. Não tem burocracia e a fiscalização é frouxa. Mas, se você mente, a punição é dura. E certa.



Ao mesmo tempo, assim como há escassa vigilância oficial, qualquer cidadão pode (e exige) vigiar. Vou contar um caso que me deixou perplexo. Foi o tal escândalo dos e-mails da Hillary Clinton. Vi na TV e li nos jornais que ela estava em apuros porque, quando era secretária de Estado, usou seu e-mail privado para se comunicar com os assessores. Fiquei desconcertado. Mas qual é o problema? Entendi só no dia seguinte, quando um articulista do NY Times explicou que a História e o povo americano têm o direito de conhecer o conteúdo das conversas oficiais dos servidores públicos. Isso quase inviabilizou a candidatura de Hillary, imagine.



Dias atrás, havia eleições municipais aqui (por aqui sempre há algum tipo de eleição). Bem. Um americano me perguntou como são as eleições no Brasil. Fiz um resumo e, quando falei do sistema eletrônico de apuração, ele se espantou:

– Como assim? Vocês não veem o voto?

Contei que só 23 pessoas, fechadas em uma sala de Brasília, acompanham a soma digital dos votos. Ele não entendeu nada. Comentou, encantado:

– Como vocês confiam nas suas autoridades…

Não é uma contradição? Nós, que exigimos cartório até para comprar carro usado, somos desprendidos na eleição do presidente do país.



E aí também entra o nosso cinismo: nós fingimos que o processo é confiável para não nos incomodarmos.

Em tempo: não estou dizendo que houve fraude na eleição. Mas sei que, se houvesse, seria difícil de verificar.

O mesmo se dá com as nossas lides administrativas. Lula disse a Mujica, referindo-se ao mensalão:

– É a única forma de governar o Brasil.

Do que falava Lula, ao fim e ao cabo? Do cinismo.

O que foi Mujica, ao ressalvar que seu amigo Lula não é corrupto como Collor, e que processos como o mensalão estão entranhados no Brasil? Cínico.



No fim de semana, o presidente da UTC revelou que sua empresa doou R$ 7,5 milhões ao PT por medo de represálias do governo. Na prática, um tipo de espoliação. Alguma surpresa? Todo mundo sabe do relacionamento espúrio que sempre houve entre empreiteiras e governantes no Brasil. Hoje, os brasileiros se revoltam com isso. Porém, há três anos, quando Dilma pressionou a AG para que o contrato de reforma do Beira-Rio fosse assinado, o Rio Grande se ergueu em aplauso à presidente. Lembro exatamente da bazófia de Dilma na época, em uma ligação para os dirigentes da empresa:

– É o meu Estado, é o meu clube. Vocês não vão sair de lá. Antes, eu vou tirá-los.



Opa! Um presidente se intrometendo no relacionamento de duas empresas privadas? Fazendo ameaças? Com que direito? Com que poder? E os gaúchos sorriam, orgulhosos com essa prova clara de relacionamento promíscuo entre um alto funcionário público e uma empreiteira. Cinismo. Só com cinismo, para se viver como brasileiro. Podem me roubar um pouquinho.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

O PT e o dinheiro dos outros

Por Sandro Vaia.

O PT e o dinheiro dos outros
Os gestores dos fundos são indicados pelo governo, acionista majoritário das estatais, e a maioria deles é entregue ao PT

Definitivamente, estamos num país estranho. Somos governados por um partido de trabalhadores, e o Congresso acaba de aprovar o primeiro item de um ajuste fiscal que restringe alguns direitos dos trabalhadores.

Mais estranho ainda: os aliados sindicais do partido que está no poder ocuparam as galerias do Congresso e fizeram chover sobre as cabeças dos deputados notas falsas com a efígie do fundador e guru do partido, o ex-sindicalista Lula, e da atual presidente, Dilma Roussef. As notas falsas eram chamadas de PTrodólares.



Mas as coisas estranhas não pararam por aí: a primeira medida do ajuste fiscal só foi aprovada porque 16 dos deputados da dita oposição- 8 do DEM, 7 do PSB e 1 do Solidariedade- votaram a favor dela. Mais estranho ainda: da base aliada, 9 deputados do PT fugiram do plenário e 1 votou contra; do PMDB, 13 votaram contra; no PDT, que tem o ministério do Trabalho, os 19 deputados votaram contra; no PP, 18 votaram contra; e no PTB, 12 votaram contra.

Ou seja: o governo só conseguiu aprovar a medida que restringe o acesso ao seguro desemprego e ao abono salarial graças a 16 votos da oposição. Ganhou por 252 a 227. Se dependesse apenas de sua base e se os votos oposicionistas tivessem ficado na oposição, teria perdido por 243 a 236.E o PDMB ainda se vangloriou de ter obrigado o PT “a descer do muro” para conseguir aprovar a medida.

Arte de MIGUEL


Isso quer dizer que os liberais e os socialistas se juntaram aos peemedebistas e aos petistas para votar contra direitos dos trabalhadores ? Um total consenso, que é bem o retrato da vã filosofia da política partidária no Brasil. Se não fosse assim, disse Rodrigo Maia, uma das lideranças do DEM que votaram a favor do governo, “o país quebraria no dia seguinte”. Enfim, um patriota ou um traidor?

Haverá, assim, uma espécie de divórcio conceitual entre os trabalhadores reais e o partido que pretende representá-los?



O caso dos fundos de pensão das estatais é um exemplo escandaloso desse divórcio. A maioria deles, vítimas de gestões temerárias, apresentam pesados déficits que ameaçam a aposentadoria complementar para a qual os trabalhadores contribuem mensalmente.

Os gestores dos fundos são indicados pelo governo, acionista majoritário das estatais, e a maioria deles é entregue ao PT. Os fundos estão sujeitos à fiscalização da Superintendência Nacional da Previdência Complementar, que normalmente toma conhecimento dos erros de gestão quando estes já se tornaram escandalosamente irreparáveis.



Foi o que aconteceu com o fundo dos funcionários dos Correios, o Postalis, que acusou um rombo de 5,6 bilhões de reais. Para cobrir esse buraco, os trabalhadores terão que sofrer descontos adicionais no salário durante um prazo de 15 a 20 anos.

Não é tarefa fácil para um fundo de investimentos, com tantas opções no mercado, conseguir perder dinheiro. Só mesmo com uma gestão desastrosamente incompetente, mal intencionada, ou amarrada a motivações políticas inconfessáveis. Algum gestor de fundos, no uso pleno de faculdades mentais, investiria em títulos de bancos liquidados, como Cruzeiro do Sul ou BVA, ou em compra de títulos lastreados na dívida da Argentina (notória caloteira) ou da Venezuela?

A oposição está tentando instalar um CPI dos Fundos de Pensão no Congresso. Se conseguir, mais uma vez o PT será chamado a sentar no banco dos réus para explicar como e por que maltrata o dinheiro alheio- e no caso, especificamente, o dinheiro dos trabalhadores.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Quem vai processar Dilma?

Direto da página de Felipe Moura Brasil

Charges de SPONHOLZ


Quando a Petrobras destruiu provas contra Dilma Rousseff, a estatal alegou que a eliminação das gravações de reuniões estava prevista em norma sigilosa de um regimento interno que até hoje não apareceu.



Agora, outro regimento interno, encaminhado à CPI da Petrobras e obtido pelo Estadão, mostra que Dilma, como presidente do Conselho, tinha o dever de solicitar mais detalhes sobre a compra da refinaria de Pasadena, que deu um prejuízo de 792 milhões de dólares à estatal:

“Todos os conselheiros devem ler previamente o material distribuído e solicitar informações adicionais, se necessário, de forma a estarem previamente preparados para a reunião”.


Em 2014, ao ser questionada sobre a compra de Pasadena, Dilma justificou-se dizendo que se baseou num resumo executivo “técnica e juridicamente falho”.

O ex-diretor Paulo Roberto Costa declarou à CPI ontem (terça, 6) que o Conselho de Administração, presidido por Dilma, aprovou a aquisição sem “questionamento mais vigoroso”.

Não é a Petrobras que valoriza os seus regimentos internos? Pois então.

Este está em vigor desde 2006 e comprova:

Dilma é responsável legal e direta
 pelo pior negócio da história 
do capitalismo mundial.

A petista tem de ser processada por isso, independentemente se foi negligente ou cúmplice.

O PT é assim: deixa o Brasil 400 vezes pior.

Por Felipe Moura Brasil, em sua página, hoje


O PT tem mais um motivo para se orgulhar:
A Petrobras caiu da 30ª posição, em 2014, para a 416ª posição neste ano no ranking de maiores companhias do mundo elaborado pela revista americana Forbes.

Ou seja: a estatal roubada pelo PT desabou quase 400 posições na lista que reúne as empresas com ações na Bolsa, considerando receita, lucro, patrimônio e valor de mercado.



Este último caiu praticamente pela metade: estimado em US$ 86,8 bilhões em 2014, agora aparece como US$ 44,4 bilhões.

Com isso, a Petrobras passou a ser a quinta brasileira mais bem posicionada, atrás de Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Vale. Antes, era a líder.



O PT é assim: deixa o Brasil 400 vezes pior.


Empresas brasileiras na lista de maiores da “Forbes” em 2015:

42º lugar – Itaú Unibanco Holding: vlr de mercado de US$ 63,7 bilhões
61º lugar – Bradesco: valor de mercado de US$ 51,4 bilhões
133º lugar – B do Brasil: valor de mercado de US$ 23,6 bilhões
413º lugar – Vale: valor de mercado de US$ 29 bilhões
416º lugar – Petrobras: valor de mercado de US$ 44,4 bilhões
453º lugar – JBS: valor de mercado de US$ 14,7 bilhões
681º lugar – BRF: valor de mercado de US$ 18,2 bilhões
776º lugar – Itaúsa: valor de mercado de US$ 21,2 bilhões
806º lugar – Grupo Pão de Açúcar: US$ 8,5 bilhões
899º lugar – Ultrapar: valor de mercado de US$ 12 bilhões
1046º lugar – Cielo: valor de mercado de US$ 24,2 bilhões
1054º lugar – Cemig: valor de mercado de US$ 5,9 bilhões
1094º lugar – Eletrobras: valor de mercado de US$ 2,7 bilhões
1116º lugar – Braskem: valor de mercado de US$ 3,1 bilhões
1213º lugar – Oi: valor de mercado de US$ 1,7 bilhões
1228º lugar – Metalúrgica Gerdau: US$ 1,3 bilhão
1416º lugar – CPFL Energia: US$ 6,6 bilhões
1508º lugar – Óleo e Gás Participações: US$ 73 milhões
1628º lugar – CCR: valor de mercado de US$ 9,4 bilhões
1683º lugar – CSN: valor de mercado de US$ 2,5 bilhões
1765º lugar – Copel: valor de mercado de US$ 2,2 bilhões
1951º lugar – Embraer: valor de mercado de US$ 5,8 bilhões
1989º lugar – Banrisul: valor de mercado de US$ 1,6 bilhão
1998º lugar – Weg: valor de mercado de US$ 8,5 bilhões

domingo, 19 de abril de 2015

O PT e os Direitos trabalhistas

Por Stephen Kanitz, em seu blog


Direitos trabalhistas e o Partido dos "Trabalhadores"
A visão do Partido dos “trabalhadores” é a visão de Karl Marx. A visão de Karl Marx, que nunca se preocupou em estudar o mínimo de administração de empresas, é a do trabalhador de “chão de fábrica”.


Arte de PASSOFUNDO


O trabalhador “chão de fábrica”, é normalmente aquele que não estudou, um tanto indisciplinado, com QI abaixo de 100 (metade da população tem QI abaixo de 100, o que não é um demérito), mas tem força bruta, por isto a maioria dos “chão de fábrica” no PT e na época de Karl Marx eram homens.

A melhor estratégia para alguém que tem QI abaixo de 100 é juntar-se e seguir de perto alguém que tenha QI acima de 120, mas o PT acha que a solução é a união com aqueles de QI de 98 que fazem a “força” e devem mandar nas empresas, atacar o patrão e o dono.

Arte de MIGUEL


Hoje, empresas modernas são aquelas que pagam os melhores salários para os seus funcionários, que têm quadras de vôlei para eles se distraírem, e permitem que se trabalhe de casa, vide Google.

O grande problema administrado na época era mostrar ao “chão de fábrica” que numa fábrica, que requer a cooperação de 200 pessoas, todos tinham que chegar no mesmo horário, tipo 8h em ponto. Se um único chão de fábrica chegasse somente às 9h, 199 funcionários ficariam fazendo nada.

A chamada “pontualidade britânica” vem desta época, e compare com a nossa pontualidade brasileira, e você já entenderá como o nosso marxismo abaixa nossa produtividade.

Arte de NANI


Na época de Karl Marx era um ultraje exigir pontualidade, e ele era o primeiro a desrespeitar. Então, imagine um “chão de fábrica” que passou a noite bebendo.

O PT sempre defendeu os interesses do trabalhador “chão de fábrica”. Nunca os interesses dos demais trabalhadores de uma fábrica, como contadores, orçamentistas, empacotadoras, telefonistas, etc., boa parte mulheres, e homens fracos com QI acima de 100.

O PT representa hoje os interesses de menos que 6% da classe trabalhista, que basicamente quer “ganhar mais trabalhando menos horas”.

Arte de THIAGO LUCAS


94% dos demais trabalhadores querem empresas que cresçam, onde haja possibilidade de promoção e carreira. Querem empresas bem administradas, com técnicas modernas, e não empresas familiares que controlam a FIESP e o PSDB.

Empresas que tenham pesquisa e inovação, onde exista a possibilidade de produtos novos, cargos novos, ideias novas.

Querem ganhar mais através de aumento de produtividade, pela implantação de novas técnicas administrativas, pelo uso de máquinas e computadores, robôs e esteiras, não o uso da força bruta, que não possuem.


Arte de  PATER


Karl Marx achava que o mundo seria dominado pelos empresários do setor têxtil, e o tolo Thomas Piketty não é capaz de enxergar que os empresários da indústria têxtil não dominam o mundo há mais de 150 anos.

Hoje são os engenheiros de computação, amanhã serão os engenheiros de energia solar, e assim por diante.

Se você quer atraso, trabalhar cada vez menos horas, ganhar cada vez menos em empresas estagnadas, com empresários deixando este país, continue votando no PT e apoiando a Dilma.


Arte de SINOVALDO


Se Karl Marx tivesse estudado administração, e já existiam muitas faculdades de administração na época, o Brasil não seria tão atrasado e impontual como é hoje.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Obra pública com seguro

Direto do Radar 


Seguro para grandes obras
Júlio Lopes, que integra a comissão de revisão da Lei de Licitações, na Câmara, levou a Gilberto Kassab uma proposta que herdou de seu padrinho político, Francisco Dornelles: a criação de uma cláusula de performance para grandes obras, com a obrigação de se contratar um seguro-garantia.

Arte de TIAGO RECCHIA


O segurador ficaria responsável por garantir a entrega da obra, fiscalizando sua execução e o prazo.

O argumento de Lopes é que o aumento de preço inicial devido à necessidade de contratação do seguro seria garantido com o maior respeito aos prazos.

sábado, 11 de abril de 2015

A luz verde-amarela do povo

Por Almir Pazzianoto.
Publicado em O ESTADÃO em 01ABR2015

Garimpado por Sebastião Cunha.

A luz verde-amarela do povo
Cometerá a presidente Dilma Rousseff irreparável erro, que poderá custar-lhe o governo, se menosprezar o que se viu no dia 15 de março. Em São Paulo, a capital econômica do Brasil, concentraram-se mais de 1,5 milhão de pessoas na Avenida Paulista e nas ruas adjacentes. Em todo o País, além de 2 milhões se fizeram presentes nos protestos.



Ninguém reivindicava aumento de salários, vencimentos ou vantagem pessoal. Exigia-se, entretanto, o combate incessante à corrupção que se alastrou nestes últimos 12 anos. Os alvos eram, pela ordem, a presidente da República, atacada de surdez e cegueira diante da realidade, o Ministério anárquico, o partido contaminado, o caos administrativo, o peleguismo e o nosso alcaide. Para os jornais do dia 16/3, corrupção e "fora PT" foram os assuntos dominantes.

Creio que a melhor análise da situação partiu do Palácio do Planalto, cuja Secretaria de Comunicação (Secom) definiu como errática a política da presidente ao se comunicar com a população. Segundo o documento, revelado pelo Estado na edição de 18/3, "as mudanças nas regras do seguro-desemprego, o desastrado anúncio do corte do Fies, o aumento da gasolina e de energia e o massacre nas TVs com as denúncias de corrupção na Petrobrás geraram entre dilmistas um sentimento de abandono e traição". Dilmistas ou petistas? Pouco importa. O fato é que as hostes arrogantes e agressivas do PT batem em retirada sem comando, fustigadas pelo povo.

Arte de CÍCERO


O documento, embora duro, não vai ao cerne da questão. A presidente da República não é apenas errática, trata-se de caso clássico de alguém cujo temperamento a impede de entender, aceitar, ter a humildade necessária para corrigir o que faz errado. A isso se agregue o fato de expor o pensamento de maneira cansativa e quase ininteligível.

O partido, por outro lado, não colabora. Faz exigências descabidas, o que ocorre, também, com os aliados.

Arte de ZOP


Tivesse S. Exa. coragem, extinguiria ministérios inúteis, mandaria ministros, assessores e secretárias de volta para casa, como medida elementar e indispensável de contenção de despesas. Sanearia as estatais e sociedades de economia mista; reduziria a brutal quantidade de cargos de confiança e funções comissionadas, responsáveis por gastos desnecessários. Convocaria o presidente do PT e lhe determinaria a imediata expulsão dos integrantes da legenda comprometidos ou indiciados pelo cometimento de ilícitos, a começar pelo tesoureiro.

Se a corrupção é a "senhora idosa", estamos diante de dama robusta, a quem a idade não corrigiu, tampouco debilitou; alguém recolhido ao albergue do PT, onde é cuidada com desvelo e a quem se tentou proteger com a imunidade.

Arte de DUKE


Adverte o documento da Secom que "não adianta falar que a inflação se encontra sob controle quando o eleitor vê o preço da gasolina subir 20% e a sua conta de luz saltar em 33%. O dado oficial do IPCA conta menos do que ele sente no bolso".

Menores de 30 anos talvez ignorem o que significa a economia paralisada, inflacionada, sem controle. Quando a gasolina e a conta de luz entram em alta, os efeitos se fazem sentir em todos os setores, sobretudo nos salários dos empregados, em vencimentos de servidores públicos, nas aposentadorias e pensões.

Arte de SID


Desde o primeiro governo petista percebia-se que a política fundada no aumento artificial do consumo, e estímulo ao endividamento, não iria longe. O caos em que nos vemos resulta de 12 anos de irresponsabilidade. Apesar da crise, gastos injustificáveis continuam sendo feitos. Veja-se o caso do Poder Legislativo, que, em atitude vergonhosa, vem de triplicar os recursos do Fundo Partidário, pago com dinheiro do contribuinte. Serão nada menos que R$ 867,5 milhões, ante os R$ 289,5 milhões gastos em 2014.

Como tanto dinheiro, que certamente falta à educação, à saúde, à segurança, à infraestrutura, é gasto e fiscalizado? Indague o que pensa o trabalhador obrigado a despender parcela do salário com plano médico que lhe oferece péssima assistência e a quem o SUS não socorre se doente, ou se tem alguém doente na família.

Arte de AROEIRA


Aspecto notável dos protestos consistiu na absoluta ausência de representantes da classe política. Nenhum senador, nenhum deputado, nem mesmo um simples vereador compareceu, pelo receio de ser mal recebido.

Alguns ressentidos e inconformados diante da eloquente manifestação de liberdade e coragem teriam identificado entre manifestantes a presença de direitistas e golpistas desejosos de impor desgastes ao governo ou ver restabelecer-se o regime discricionário. Francamente, são análises dignas de compaixão, próprias de quem frequentou o internato do PT em Cajamar.

Arte de GENILDO


O que se observou guarda alguma semelhança com o movimento pelas diretas, salvo a diferença de que ali estavam presentes políticos da oposição e a luta era travada contra o autoritarismo. No dia 15 de março as multidões foram às ruas para se insurgir contra o descalabro petista e a possibilidade de o Brasil deixar de ser democrático para caminhar em direção à Venezuela e a Cuba.

O povo fez a parte que lhe cabe. A palavra passa ao PSDB. Estarão os tucanos à altura das cobranças do momento? Sem comando partidário as massas serão vítimas da falta de direção. Escreveu Nabuco de Araújo em carta ao imperador dom Pedro II, durante inspeção feita ao campo de batalha no Paraguai, referindo-se ao prolongamento exagerado da guerra: "O nosso povo desanima, porque o seu caráter é o entusiasmo e não a perseverança".



O momento é decisivo. Compete à oposição manter o entusiasmo da maioria, conduzi-la à vitória em 2016 e em 2018 e sepultar, para sempre, o projeto de poder petista.

*Almir Pazzianotto Pinto é advogado, foi ministro do Trabalho e presidente do Tribunal Superior do Trabalho.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Gastam-se bilhões, cortam-se centavos

Por Mary Zaidan.

Gastam-se bilhões, cortam-se centavos

Com o PT, a folha de pessoal cresceu de R$ 59,5 bi para R$ 185,8 bilhões. 


O Planalto nega. Talvez não aconteça. Mas parece que após conseguir adiar a votação do novo indicador da dívida dos estados – a primeira vitória de Dilma Rousseff no Congresso depois de reempossada -, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, aventura-se a falar em cortes.

Arte de SINOVALDO


De custeio, de cargos e de ministérios, parte dos 39 que, na campanha, Dilma insistiu em dizer que não pesam nas contas públicas.

Ainda que mais uma vez o governo fique a reboque do PMDB, autor da ideia de reduzir para 20 o número de pastas, Levy admite uma reforma administrativa e o enxugamento na máquina, mesmo que seja apenas pelo caráter simbólico.

Símbolo para lá de necessário. Especialmente quando se pretende aprovar uma proposta de ajuste fiscal que, mesmo imprescindível, joga a conta inteira sobre os ombros dos pagadores de impostos.


Arte de SPONHOLZ

Se feita com rigor, pode ser mais do que uma simples alegoria.

Exemplos recentes nos mostram isso. Em 1995, frente a um Estado falido, o então governador Mario Covas renegociou dívidas com terceiros, extinguiu quase três mil cargos de livre nomeação e cortou um terço da execução orçamentária. Quitou dívidas e obteve R$ 2,2 bilhões de economia para os cofres paulistas em menos de seis meses.

Sob a égide do petismo, faz-se o inverso. Os gastos só aumentam ano a ano.

Nada menos de 4,5 mil cargos de livre provimento foram criados nos 12 anos de governo do PT. E, ainda que boa parte seja atribuída a funcionários concursados, engordou-se a folha. E muito.

Arte de NEWTON SILVA


De acordo com o Boletim Estatístico de Pessoal e Informações Organizacionais do Ministério do Planejamento, o número de servidores da União saltou de 485,7 mil em 2002, último ano de Fernando Henrique Cardoso, para 613,6 mil em 2014.

Nas autarquias e fundações, onde é mais fácil alocar cupinchas, a proporção é ainda mais estarrecedora. Em 2002, o custo de pessoal nas autarquias era de R$ 13 bilhões e de R$ 4,2 bilhões nas fundações. Mais do que triplicaram: foram, respectivamente, para R$ 48 bilhões e R$ 14,9 bilhões.

Arte de MARIOSAN


Traduzindo em reais, a folha Dilma (servidores civis e militares) bateu em R$ 185,8 bilhões em 2014, R$ 126,3 bilhões a mais do que os R$ 59,5 bilhões de 2002.

Mais grave: os gastos maiores e crescentes estão entre os servidores ativos e não com aposentados e pensionistas, como poderia se imaginar. Ou seja: trata-se de multiplicação exponencial da máquina sem que isso se reverta em serviços ao cidadão.

A um governo e uma presidente rejeitada por 64% dos brasileiros, não bastarão gestos tímidos como a retirada do privilégio de aviões da FAB para o ir e vir de ministros aos seus lares. Ou a fala de Levy sobre uma futura e incerta reforma administrativa.

Arte de GENILDO


O país que foi às ruas em 15 de março e que se prepara para reocupá-las no próximo domingo quer muito mais do que símbolos.