quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Mensalão: o outro lado da moeda!

Nelson Motta - Sobre o mensalão
Se o mensalão não tivesse existido, ou se não fosse descoberto, ou se Roberto Jefferson não o denunciasse, muito provavelmente não seria Dilma, mas Zé Dirceu o ocupante do Palácio da Alvorada, de onde certamente nunca mais sairia.


charge de Rico

Roberto Jefferson tem todos os motivos para exigir seu crédito e nossa eterna gratidão por seu feito heróico: "Eu salvei o Brasil do Zé Dirceu."

Em 2005, Dirceu dominava o governo e o PT, tinha Lula na mão, era o candidato natural à sua sucessão. E passaria como um trator sobre quem ousasse se opor à sua missão histórica. Sua companheira de armas Dilma Rousseff poderia ser, no máximo, sua Chefe da Casa Civil, ou presidente da Petrobras.

Com uma campanha milionária comandada por João Santana, bancada por montanhas de recursos não contabilizados arrecadados pelo nosso Delúbio, e Lula com 85% de popularidade animando os palanques, massacraria Serra no primeiro turno e subiria a rampa do Planalto nos braços do povo, com o grito de guerra ecoando na Esplanada: "Dirceu guerreiro/ do povo brasileiro." Ufa!





A Jefferson também devemos a criação do termo "mensalão". Ele sabia que os pagamentos não eram mensais, mas a periodicidade era irrelevante. O importante era o dinheirão. Foi o seu instinto marqueteiro que o levou a cunhar o histórico apelido que popularizou a Ação Penal 470 e gerou a aviltante condição de "mensaleiro", que perseguirá para sempre até os eventuais absolvidos.

O que poderia expressar melhor a ideia de uma conspiração para controlar o Estado com uma base parlamentar comprada com dinheiro público e sujo? Nem Nizan Guanaes, Duda Mendonça e Washington Olivetto juntos criariam uma marca mais forte e eficiente. Mas antes de qualquer motivação política, a explosão do maior escândalo do Brasil moderno é fruto de um confronto pessoal, movido pelos instintos mais primitivos, entre Jefferson e Dirceu.

Como Nina e Carminha da política, é a história de uma vingança suicida, uma metáfora da luta do mal contra o mal, num choque de titãs em que se confundem o épico e o patético, o trágico e o cômico, a coragem e a vilania. Feitos um para o outro.

O "chefe" sempre foi José Dirceu. Combativo, inteligente, universitário - não sei se completou o curso - fala vários idiomas, treinado em Cuba e na Antiga União Soviética, entre outras coisas. E com uma fé cega em implantar a Ditadura do Proletariado a "La Cuba".

Para isso usou e abusou de várias pessoas e, a mais importante - pelos resultados alcançados - era Lula. Ignorante, iletrado, desonesto, sem ideais, mas um grande manipulador de pessoas, era o joguete ideal para o inspirado José Dirceu.

Lula não tinha caráter nem ética, e até contava, entre risos, que sua família só comia carne quando seu irmão "roubava" mortadela no mercado onde trabalhava. Ou seja, o padrão ético era frágil . E ele, o Dirceu, fizera tudo direitinho, estava na hora de colher os frutos e implantar seu sonho no país.

Aí surgiu Roberto Jefferson... e deu no que deu.

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
"Na vida não há prêmios nem castigos.
Somente conseqüências".

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Ouvi por aí...





 




O custo das custas judiciais

 Levantamento evidencia desigualdade entre custas judiciais nos Estado
Quem quiser ingressar com uma ação civil ordinária tem que desembolsar, no mínimo, R$ 366,10. Essa importância mínima equivale às custas judiciais iniciais de uma ação hipotética de cobrança no valor de R$ 100 mil no DF, e só no DF, porque o preço varia por Estado. Na PB, por exemplo, despende-se R$ 6.559,00 para ajuizar uma ação de mesma classe e valor.
charge de Lane
O motivo da disparidade é que as custas judiciais são disciplinadas por lei estadual, que estabelece os preços das despesas para custear os atos praticados no impulsionamento do processo judicial.
Veja abaixo a tabela que indica, em ordem crescente, o custo inicial aproximado para o ingresso de uma hipotética ação de cobrança no valor de R$ 100 mil. Clicando sobre as siglas dos Estados em destaque é possível simular o cálculo das custas.


UF
Valor
366,10
746,99
1.000
1.038,24
1.049,71
1.267,03
1.267,68
1.423
AC, RO, RN
1.500
1.572,90
RS
1.620
1.691,84
SC
1.700
1.903,03
2.000
2.075
2.269,79
2.299,20
2.609
2.641,44
2.821
2.985,02
3.530,30
5.846,10
PB
6.559
Fonte: Migalhas

O cálculo das custas iniciais leva em consideração o valor da causa e os atos a serem praticados no ajuizamento do processo. Basicamente são pagos os gastos com a distribuição (nas comarcas que possuírem mais de uma vara), a taxa judiciária e demais dispêndios processuais como autuação, contadoria, intimação e/ou citação do demandado por correio ou oficial de Justiça e outras diligências requisitadas. Ainda é necessário arcar com custas devidas ao MP nos feitos em que este atuar e com uma possível taxa da OAB, como é o caso do PI em que 1% do valor da causa é destinado à Ordem.

A taxa judiciária é o encargo que mais encarece as custas. O tributo obrigatório, regulado por código tributário estadual, é pago ao Poder Judiciário com a finalidade de remunerar os serviços de atuação dos magistrados e dos membros do MP. O produto de sua arrecadação pertence ao Funrejus - Fundo de Reequipamento do Poder Judiciário.

domingo, 6 de janeiro de 2013

sábado, 5 de janeiro de 2013

Johil Camdeab é o cara!

Pilordianos, conheçam o http://www.porissopecoseuvoto.com.br/ 





página do grande colaborador desse blog,


JOHIL CAMDEAB 

especialista em fotomontagens & política brasileira,
ou  seria o inverso?

Acessem!
Podem adicionar aos seus favoritos ou acessar por aqui mesmo, basta ir na coluna Opinião, política e ... humor! e clicar em Johil Camdeab.


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Xííí...o que a galega vai dizer?

Retificando a ilustração - desculpem, mas antes tarde do que nunca

Extraconjugal
Um homem que mantinha um caso extraconjugal "público e constante" terá que dividir os bens adquiridos durante o relacionamento com a ex-companheira.

 A 3ª turma do STJ reconheceu a participação indireta da amante na formação do patrimônio e entendeu que, apesar da permanência do casamento formal e paralelo com a esposa, era à concubina que o homem vivia emocional e socialmente vinculado.
Mais detalhes aqui

Ajude seu irmão...

 
SE BEBER NÃO DIRIJA!
SE DIRIGIR NÃO BEBA!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Luz no fim do túnel?

Ancelmo Góes cantou a pedra


Os economistas Arminio Fraga, Edmar Bacha e Pedro Malan, que fizeram semana passada uma reunião de trabalho de quatro horas com Aécio Neves, vão formar o núcleo duro da campanha do tucano à Presidência em 2014.
 


Em fevereiro o grupo vai ganhar a adesão de jovens economistas.

ACM Neto assume PMS


Primeiras decisões, veja aqui

charge de Fernandes

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

O fim do mundo

Por André Carvalho (*)
Em 01 de janeiro de 2013
 
 
 
O FIM DO MUNDO
O baiano José de Assis Valente (1911 / 1958), em um samba de grande sucesso composto na década de 30 do século passado, cantou assim: “anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar / por causa disso a minha gente lá de casa começou a rezar / e até disseram que o sol ia nascer antes da madrugada / por causa disso nessa noite lá no morro não se fez batucada”. Mais de setenta anos depois anunciaram e garantiram que o mundo acabaria, desta vez com data marcada, em 21 de dezembro do ano passado. Quanto mais a Agência Espacial Norte-Americana – NASA – negava a possibilidade mais se falava no apocalipse.
 
charge de Aroeira
 
 
Estamos em 2013 e como você viu o mundo não se acabou e continua girando, quase que intacto, numa órbita sobre a qual os Maias andaram confabulando, há milênios. Aliás, místicos de causas várias insistem que o tal apocalipse foi coisa engendrada por eles, os Maias. Dos atuais, consigo identificar um, de prenome Marcos, que preside a Câmara dos Deputados de um país abaixo da linha do equador, onde, garante Chico Buarque, não existe pecado.
 
O Maia do planalto central do Brasil merece toda a consideração apesar das apocalípticas asneiras que dispara a cada referência que faz ao mensalão, à mídia, ao Supremo Tribunal Federal, à Constituição e aos seus companheiros de partido, condenados ou não, como é o caso do poderoso Zé e do demiurgo Lula, respectivamente.
 
Soube, por uma amiga de longas datas, mas nem por isso confiável, da tremenda frustração que se abateu sobre o Partido dos Trabalhadores com a não ocorrência do apocalipse. Lula ficou arrasado, pois contava com o fim dos tempos para acabar seus dias de maneira razoável escapando do crivo definitivo da história. Para Cunha, Dirceu, Genô e demais condenados pelo Supremo Tribunal era a chance de não amargar cadeia. “É melhor irmos todos para o inferno do que uns poucos à prisão” deviam estar pensando. É um raciocínio primoroso se entendido à razão do igualitarismo, tão ao gosto de quem está por baixo. Outra vantagem incontestável é que a galega Letícia e a galante Rosemary jamais trocariam olhares, pontapés, impropérios ou afagos. No inferno, essa história do Lula, Rose e Letícia seria uma amenidade só e um divertimento dos diabos!!!
 
Ando com pena do Marcos Valério que, acreditando na onda dos Maias, resolveu terminar seus dias de bem com a vida e de alma lavada prestando, espontaneamente, um depoimento bomba – tudo a ver com o fim dos tempos – à Procuradoria Geral da República. Na ocasião, o operador do mensalão disse cobras e lagartos sobre a cambada que se formou à sua volta no interesse de surrupiar o dinheiro da nação: do “capo di tutti capi” ao “capacho do chefe” não sobrou ninguém.
 
Outro que pensou de forma análoga ao Valério foi Carlinhos Cachoeira, o rei do jogo do bicho e o provedor mor de contatos e contratos do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, que teve por genitora a Dona Dilma, única mulher brasileira a migrar do cárcere ao palácio. Pois bem: dois dias após sair da prisão o marido da beldade Andressa Mendonça – o que o dinheiro não faz, hein! – declarou alto e bom som ser o garganta profunda do Partido dos Trabalhadores tal é o seu estoque de conhecimento sobre as operações montadas e executadas por dirigentes, parlamentares, filiados, aloprados e devassas do partido. Um assombro!!!
 
Ainda que mantido em sua conformidade, acredito que para os dois – Valério e Cachoeira – o mundo está perto de se acabar. Se não o mundo, ao menos a vida. A família de Celso Daniel, o prefeito assassinado em condições até hoje obscuras, que o diga.
 
O universo é cíclico e, como profetizou Vinícius de Morais, no famoso poema O Dia da Criação, “a vida vem em ondas como o mar”. Contudo, não há chances de um novo dilúvio, até porque, selecionar espécies é algo perigoso por parecer xenofóbico, mas “tsunamis” ocorrerão principalmente na política brasileira.
 
Brindemos o ano que se inaugura desejando que seja mais asséptico que os dez últimos.
 
Saravá!!!
 
(*) André Carvalho não é jornalista, é "apenas" um cidadão que observa as coisas do dia-a-dia. Um free lancer. Ou segundo sua própria definição: um escrevinhador. Seus sempre saborosos textos circulam pela web via e-mails.

O que os Maias falaram....

Segundo Nani 

 







Noites celestes

Cartum de Chico Caruso

Valeu OLD CUNHA!

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Por afogamento...

Por André Carvalho (*)
Em 28 de dezembro de 2012
 
 
 
POR AFOGAMENTO...
Este artigo, que tem seu começo no parágrafo abaixo, foi escrito no início de novembro de 2012. Optei por não divulgá-lo, como faço por vezes. Relendo-o agora percebi que seu tema continua vigente. Em sendo assim...
 
“Jamais aprendi a nadar ou a boiar, uma incompetência que por duas vezes, aos dez e aos dezenove anos, me levou a situações de quase afogamento: primeiro na lama do rio que corta o município de Dias D’Ávila depois na piscina de uma residência aqui em Salvador. O desespero em tal circunstância é aterrador e à vítima não cabe outra saída senão debater-se buscando ajuda.
 
Lembranças desagradáveis de fatos ocorridos há mais de quarenta anos me veem à tona por conta do momento político que atravessamos. Afogado na lama do mensalão e na correnteza de incompetências de seu governo – vide Petrobras, transposição do rio São Francisco, política energética, trem bala, aeroportos, rodovias, educação, saúde e segurança – o ex-presidente Inácio da Silva debateu-se e emitiu desesperados pedidos de socorro, até calar-se.
 
charge de Roque Sponholz
 
 
De visitas sigilosas para pressionar ministros do Supremo Tribunal Federal, passando pela exigência aos aliados de uma carta de desagravo, até o inescrupuloso incitamento da militância do seu partido para que tomasse as ruas e as redes sociais em defesa de sua quase inexistente honra, Inácio da Silva mostrou o pavor do afogamento. No seu caso, diferente do meu, um afogamento político, histórico e, sobretudo, moral.
 
Em tempos de algazarra da estupidez os gritos de socorro disparados por Lula despertaram almas bisonhas. Impressionante como a cegueira ideológica carrega certos indivíduos para a imbecilidade crônica, transformando-os em defensores de causas mortas, detratores da verdade e cômicos bestiais.
 
É o caso de um músico que conheço e que atua como bóia salva vidas do Lula e do PT, disparando, via Facebook, imbecilidades supremas. Dotado de certa astúcia, que utiliza de forma vil a ponto de desqualificar a própria inteligência, não lhe é difícil construir argumentos torpes para criticar os que não rezam por sua cartilha. Numa das últimas inserções – elas são inúmeras – postou o seguinte: (sic) assino a revista Veja para ganhar milhas, não para ler. Em comentário anterior havia dito, com uma ponta de bestialidade, algo como “se der na Globo é boato, se sair na Veja é mentira”.
 
Aliás, este tem sido um comportamento comum às criaturas da esquerda brasileira, basta analisar as recentes declarações de Ruy Falcão, presidente do Partido dos Trabalhadores, do senador Jorge Viana e do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, todos, correligionários de Lula, o grão-tinhoso da política. É ridículo vê-los responsabilizando a mídia e as elites pelo honroso comportamento do Excelentíssimo Senhor Ministro Joaquim Barbosa e da maioria de seus pares no Supremo Tribunal Federal.
 
Observando a questão sob os aspectos de educação, informação e cultura é lamentável que oitenta, cem milhões de eleitores brasileiros não leiam a revista Veja e, mais especificamente, a edição nº. 2.288 que circulou na mesma semana das anacrônicas postagem e declarações dos tais cidadãos. Nas Páginas Amarelas da publicação há uma irreparável entrevista com o poeta, ensaísta, crítico de arte, tradutor e memorialista Ferreira Gullar, um homem reconhecidamente defensor de uma sociedade mais justa e igualitária.
 
Seja por seu equilibrado posicionamento sobre esquerda, direita, comunismo e capitalismo, seja pelas demais reflexões que faz, a entrevista é um banho de sabedoria e um respiro para quem não quer afogar-se na torrente de incompetência e corrupção que assola parte considerável do país. Do alto de seus oitenta e dois anos e respaldado no sofrimento causado pelo exílio que lhe foi imposto pela ditadura militar, Ferreira Gullar dá uma aula de “entendimento”. É comovente! Para a leitora Glória Borges, de Brasília, “a lucidez de Ferreira Gullar é água fresca e limpa”. Tomo a liberdade de propor, me desculpando pela má sonoridade: bebamos dela!
 
Quem dera, oitenta milhões de brasileiros – inclusive Lula e seu imbecilizado séquito – lessem a entrevista, mesmo que não mais de quarenta milhões deles entendessem, do início ao fim, o que lá está proposto. Quem dera, metade desses quarenta milhões de leitores concordasse com o grande intelectual.
 
Submergir por um tempo, talvez seja a saída”.
 
(*) André Carvalho não é jornalista, é "apenas" um cidadão que observa as coisas do dia-a-dia. Um free lancer. Ou segundo sua própria definição: um escrevinhador. Seus sempre saborosos textos circulam pela web via e-mails.

E que venha 2013!

Sponholz
 
Mariano
 
 
JBosco

Duke
 

Rico
 

Marco Aurelio

Pelicano
 
Pelicano
 



Nani
 
 

Sponholz