Quem mostra é o Sensacionalista!
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
Black Friday, o Brasil em liquidação
FOLHA SP
Estrangeiros lideram aquisições e fusões no Brasil pela 1ª vez desde 2002
A operação de compra de parte da Azul pelos chineses da HNA é parte de um movimento mais amplo em curso no país. Com a desaceleração da economia e a alta do dólar, o mercado brasileiro ficou mais barato –e atraente– para empresas estrangeiras.
De acordo com levantamento sobre fusões e aquisições no país da consultoria PwC, a participação de companhias com sede no exterior no total de transações ultrapassou a das brasileiras pela primeira vez desde 2002.
Os dados, que consideram o acumulado no ano até outubro, mostram que, enquanto o número de operações feitas por companhias nacionais caiu 25%, para 275, as de estrangeiras tiveram alta de 5% (285), ou 51% do total.
Nessa conta não entram os negócios de Coty e Hypermarcas (US$ 1 bilhão) nem de Azul e HNA (US$ 450 milhões), anunciados neste mês.
O tamanho do mercado brasileiro, especialmente em consumo interno, é o principal atraente para compradores de fora do país. E os preços ficaram mais convidativos após a elevação de 56% no dólar em 12 meses até outubro.
Para Rogério Gollo, da PwC, essa combinação de fatores cria uma janela de oportunidade para quem começar a investir no país ou ampliar sua participação em empresas em que já está –caso da norte-americana Delta, que, em julho, elevou sua participação na Gol de 3% para cerca de 10%.
"Esses compradores estão considerando um horizonte de longo prazo, acima de três anos, o que torna a compra atraente, já que a situação econômica melhorará."
As brasileiras, por outro lado, enfrentam custos mais altos e dificuldades de financiamento no país.
BRASIL À VENDA
As principais negociações de ativos brasileiros neste ano
| Quem comprou | Quem vendeu | O que foi negociado | Valor da operação, em US$ mi |
|---|---|---|---|
| Brookfield | BR Properties | Ativos imobiliários /participação acionária | 595 |
| J&F Investimentos | Camargo Corrêa | 44,12% da Alpargatas | 717 |
| Carlyle Group | Rede D'Or | 8,3% das ações da Rede D’Or | 599 |
| Coty | Hypermarcas | Operação de cosméticos da Hypermarcas | 984 |
| Fundo de investimento do Bradesco BBI | Vale | Minerações Brasileiras Reunidas (MBR) | 1.160 |
| Fundo soberano de Cingapura | BTG Pactual/ Investidor privado | 15% do grupo hospitalar Rede D’Or | 1.039 |
| Grupo chinês HNA | Azul | Participação na Azul | 450 |
| Grupo de Inversiones Suramericana | RSA Insurance | Operações na América Latina | 614 |
| Mitsui Gás e Energia do Brasil | Petrobras | 49% da Gaspetro | 489 |
| SunEdison | Renova Energia | Parques eólicos e pequenas centrais hidrelétircas | 536 |
| TerraForm Global | Renova Energia | Carteira de 2,2 mi MW | 3.890 |
Fonte: PwC Confira mais infográficos da Folha
Mas não é só a valorização da moeda norte-americana que está barateando os ativos no Brasil –que, segundo o empresário Abilio Diniz, está "em liquidação".
Gollo lembra que, há alguns anos, o Brasil era visto pelo mercado internacional como "o país do futuro". Assim, as transações no país começaram a acelerar a partir de 2006, o que tornou as empresas brasileiras mais caras e, na opinião do analista, supervalorizadas. "Hoje há um retorno à realidade, com preços mais razoáveis."
A crise também tornou di sponíveis para compradores algumas operações que antes não estariam à venda, resultado de problemas enfrentados por empresas brasileiras.
"Se você pega uma operação de varejo grande, não é todo dia que está disponível para a compra. E aí tem que aproveitar a oportunidade, não é uma questão de ser caro ou barato", afirma Gollo.
São os casos, por exemplo, de participações que hoje estão nas mãos de construtoras brasileiras. Com problemas após os desdobramentos da Operação Lava Jato, essas empresas vêm ofertando ativos no mercado.
Arte de SPONHOLZ
Exemplos disso são facilmente encontrados nas operações dos últimos meses: a A Engevix vendeu, em maio, sua participação nos aeroportos de Natal e Brasília para sua sócia argentina nos negócios, Corporación América. Em junho, a Odebrecht TransPort fechou negócio com o Itaú para se desfazer de50% da ConectCar.
Na segunda, a Camargo Corrêa vendeu a Alpargatas para a J&F por R$ 2,7 bilhões.
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
Viva o Brasil!!!!
Por David Coimbra
Zero Hora
Zero Hora
Crônica
Viva o Brasil!!!
A prisão de Delcídio representa solidez da democracia
Seis da manhã. Os raios fúlgidos do sol da liberdade ainda não haviam brilhado no céu da Nova Inglaterra. A sensação térmica era de quatro graus negativos. E eu estava na sacada de casa, dando um brado retumbante:
– Brasil! Brasiiiilll!
Arte de PAIXÃO
Em seguida, levei a mão ao peito e, em posição de sentido, entoei aquele clássico de Joaquim Osório Duque Estrada, o Hino Nacional Brasileiro, despertando os vizinhos e deixando perplexos os esquilos.
É que acabara de ser informado acerca da prisão do senador Delcídio do Amaral, do PT.
Agora uma ressalva: não sou homem de comemorar o infortúnio alheio. Nunca fiz isso. Não sou daqueles que ficam felizes quando se dá mal alguém com mais dinheiro, mais poder, mais fama ou mais beleza do que eu, até porque nessas categorias está inscrita a maioria da humanidade.Se tem algo que considero primário é o pensamento dos supostos cavaleiros da igualdade. Porque é muito fácil e muito simpático ficar ao lado de qualquer causa que defenda pobres, homossexuais e negros, sem nem examinar se a causa é justa ou não. Pega bem. Você parece contestador e corajoso, um herói de boina batendo-se contra os poderosos.
Essa demagogia rasteira é uma das causas da falta de compromisso dos brasileiros com a sociedade e até com seu próprio destino.
Digo tudo isso para ressaltar que não fiquei contente porque um senador foi preso. Nem porque ele é líder do governo, ainda que se trate de péssimo governo.
Não. Fiquei contente e orgulhoso pelo que representa essa prisão.
Pelos seguintes motivos.
Nos últimos tempos, alguns dos mais importantes empresários brasileiros já haviam sido alcançados pela Justiça. Logo, está provado que a grana pode até ter força para erguer e destruir coisas belas, mas não para fraturar as instituições brasileiras.
O poder político, no entanto, é ainda mais forte do que o poder da grana. Porque a grana depende da política. Existe um inter-relacionamento entre elas. Quanto maior o Estado, maior o poder do dinheiro.
O Estado só funciona como fator de equilíbrio quando não atua como protagonista, quando atua apenas como árbitro e fiscalizador.
O Estado brasileiro é protagonista, e muito, e Delcídio é um dos políticos mais poderosos do Brasil. É tido como negociador habilidoso, cheio de influências e boas amizades. E é um senador da República. Nunca, desde que Deodoro montou num cavalo manso e derrubou a monarquia, numa madrugada de 15 de novembro do século 19, nunca um senador havia sido preso.
Nos Estados Unidos, os americanos costumam dizer: "Aqui também tem corrupção. Só que, se os corruptos são descobertos, são presos".
Já ouvi isso bem uma dúzia de vezes, ou mais. E eles estão corretos. Ilícitos são cometidos a todo momento nos Estados Unidos. Mas, se os culpados são encontrados, a punição é certa.
Por quê?
Porque é tácito que, estando em território americano, você terá de cumprir o acordo social, que é expresso pela lei.
A lei, eis a diferença. A lei tem de estar acima de todos. A lei tem de estar acima inclusive da justiça. Nenhuma boa causa pode estar acima da lei.
Os governos do PT, populistas que são, tentam se justificar por suas supostas boas causas. Na presuntiva luta pela igualdade, até a lei poderia ser derrotada.
Não mais. Agora, estamos vendo que não mais.
Viva o Brasil!
Ó, pátria amada! Idolatrada! Salve! Salve!
Joice Hasselmann revela por que foi demitida da VEJA
6 min 42 seg
Abaixo, o vídeo que causou sua demissão
3 min 11 seg
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quarta-feira, 25 de novembro de 2015
Nuvens e cinzas sobre o país, as eleições vem aí
Porandubas de Gaudêncio Torquato
Migalhas
Migalhas
Charges de NEWTON SILVA
Nuvens e cinzas sobre o país
O Brasil atravessará tempos sombrios. A economia não dará sinais de recuperação tão cedo. A projeção é a de que o adensamento da crise ainda está por vir. As observações convergem para os meados do 1º semestre de 2016. Nesse momento, o cenário poderá exibir este quadro : desemprego em alta, ultrapassando a casa dos 10% ; inflação, idem ; contingentes da classe C descendo para o andar da classe D ; manifestações voltando às ruas em início do processo eleitoral ; governo tenta imprimir agenda positiva ; empresariado sob inteiro desânimo. Vejamos, quais, os principais tipos de nuvens e cinzas que cobrirão o país.
Autoestima em baixa
A autoestima dos brasileiros diminui sob o impacto das grandes necessidades. O sentimento de perda de posições e ganhos atingirá estratos da base e do meio da pirâmide. Esse sentimento criará ondas de pessimismo, que poderão atingir as bases da harmonia social. O desalento é a mãe do pessimismo. O brasileiro pessimista é um ponto fora da curva.
Violência
O mapa da violência, na esteira das grandes necessidades, deverá se ampliar, particularmente na esfera de assaltos e roubos nos espaços das concentrações populares. O combate à violência, por seu lado, se desenvolverá com os braços enfraquecidos dos Estados, às voltas com falta de recursos, obsolescência de equipamentos e estruturas policiais.
Vazio
A crise começa a bater forte no ânimo social. Espraia-se um imenso vazio, a denotar desânimo, inutilidade, falta de rumo, confusão, sentimento de perda. Amostra do desvanecimento moral.
Agitação periférica
As margens tendem a dar respostas mais tempestivas aos momentos. Tensas e sob a pressão de demandas crescentes, tendem a entrar em ebulição diante de situações caóticas, como deterioração dos serviços públicos - paralisações dos transportes urbanos, filas em estabelecimentos hospitalares, escolas desaparelhadas, etc. Cenas de quebra-quebra e devastação de espaços públicos poderão se inserir na paisagem.
As pedras do meio do lago
As classes médias abrirão suas tubas de ressonância sob as demandas e pressões que também as atingirão. O encarecimento da vida com o aperto econômico também impactarão a classe média-média, que deverá usar seu tradicional instrumento : a expressão. A classe média-média age como a pedra jogada no meio do lago : cria marolas e estas rolam até as margens. A campanha eleitoral de 2016 se dará sob o barulho da orquestra tocada no meio da sociedade.
Messianismo nas margens
Por descrédito e desconfiança, os contingentes massivos das margens podem avolumar eventuais perfis messiânicos que, em anos eleitorais, costumam se apresentar aos eleitores. Esse é o lado perigoso da crise na perspectiva eleitoral. As massas tendem a correr atrás de salvadores da pátria, bombeiros de plantão, imitadores de São Jorge com a espada para atacar o dragão da maldade. Felizmente, um ou outro messiânico que se vê por aqui e alhures estão com os costados abertos pelas lâminas da operação Lava Jato.
Os limpos
O perfil mais limpo, menos poluído, tende a ser contraponto às figuras messiânicas. O asséptico é, geralmente, um perfil que vem de fora da política tradicional, tem meia idade, não é carcomido pelos escândalos e, em suas veias, ainda corre sangue puro. Inovadores, bons administradores, são os tipos que podem elevar a campanha eleitoral de 2016.
O dominó
A imagem é conhecida. A primeira pedra do dominó, colocada em pé, derruba a segunda, que derruba a terceira, que derruba a quarta e assim por diante. Pode ser que, por algum desvio de rota (não estão emparelhadas), uma pedra deixe de cair, segurando as seguintes em pé. Regra geral, porém, boa parte das pedras do dominó tende a cair em 2016. E a primeira pedra é a Federal. As outras são das esferas estaduais e municipais. Leitura : a crise econômica que assola o país baterá nas pedrinhas municipais. A conferir.
Perfil ideal
Um empresário bem sucedido, na faixa entre 40 e 50 anos, com trajetória iniciante na vida política ; com alta visibilidade social, graças ao trabalho consistente em defesa da sustentabilidade e ajuda a grupos carentes nas frentes da educação e saúde ; pessoa bem sucedida, simples, simpática, conhecedora do país ; exemplo de cidadania ativa, vida sem máculas, considerado um exemplo de decência. Um perfil inovador. Alguém conhece um brasileiro nato com estas qualidades e características ? Seria esse o meu candidato para presidente da República em 2018.
Empresários, mulheres e jovens
A campanha de 2016 será uma das mais promissoras para empresários, mulheres e jovens. Parcelas ponderáveis do pequeno e médio empresariado estão desanimadas com seus negócios. Milhares de empresas abertas nos últimos tempos, principalmente micro e pequenos empreendimentos, fecham as portas. As mulheres, por sua vez, tendem a ganhar relevância na batalha dos gêneros. Subirão no ranking da participação política. Por último, os jovens se aproveitarão do esgotamento do ciclo da velha política para ingressar na área. Serão três segmentos com boa inserção no campo político em 2016.
PT contra Cunha
Os três deputados do PT na Comissão de Ética prometem endossar parecer do deputado Fausto Pinato no sentido de acolhimento ao processo contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Este, por sua vez, tende a não ficar esperando o pior. Deve avançar na questão do pedido de impeachment da presidente Dilma. Este consultor acha que a situação da presidente melhorou "algumas gotas", mas ainda há muito líquido no frasco.
Prisão de Bumlai
A prisão do empresário José Carlos Bumlai, ocorrida ontem por ocasião da abertura da 21ª fase da operação Lava Jato, traz as seguintes indicações : 1. O entorno de Lula começa a ser ocupado ; 2. Os filhos de Lula podem ser detidos para averiguações ; 3. A presidente Dilma sente mais um impacto de bomba nos arredores do Planalto ; 4. Lula deve ter aumentado sua indignação ; 5. Veremos, nos próximos dias, aumento de tensões nas cercanias do lulopetismo.
Nordeste na oposição ?
O Sul é açoitado por chuvas torrenciais. O Sudeste, na região de MG, é castigado pela lama que destrói santuários e sítios de vida marinha e florestal. O Nordeste continua vivendo a tragédia das secas, uma das maiores dos últimos 50 anos. O Nordeste é uma região historicamente governista. Pois bem, está virando oposicionista. Por todos os espaços do país, escorre a lama ética.
Alckmin com mais chances
Analistas começam a projetar cenários de força : Geraldo Alckmin terá mais condições do que Aécio de ser o candidato tucano à presidência em 2018 ; José Serra tem grandes chances de sair do PSDB e ingressar no PMDB ; Marina deve ser, sim, a candidata da Rede Sustentabilidade à presidência ; Ciro Gomes deve postular a candidatura pelo PDT ; Lula só sairá como candidato pelo PT se efetivamente o partido não conseguir chegar ao consenso em torno de nome que não seja ele. A campanha de 2016 baterá recorde em número de candidatos. Parcerias serão escassas. Todos com desconfiança de todos.
PMDB do Rio sem chances
Chega-se a falar que o candidato do PMDB, em 2018, pode ser Eduardo Paes. Difícil. Primeiro, o cariocas formam um clube que não fala com outros grupos. Agrega gente autossuficiente. Segundo, o PMDB carioca só enxerga seus membros. Tem chance zero de postular cargos nacionais. Cabral e Paes formam uma dupla não muito simpática aos "estrangeiros" não cariocas. Nem apareceram no evento do PMDB, em Brasília, promovido pela Fundação Ulysses Guimarães. Foram objeto de repúdio nas conversas.
E Marta, hein ?
Marta Suplicy, a senadora que acaba de entrar no PMDB, firma-se como candidata do partido à prefeitura de SP. Tem muitos votos nas margens, mas não tem densidade nas classes médias. De onde saiu. Marta, para grande parcela de paulistanos, tem carimbo de petista. Difícil de convencer que abandou jeitão petista de ser.
O STF irritado é melhor!
por Felipe Moura Brasil
VEJA on line
NOTA DO BLOG - Leiam a degravação dos diálogos entre os envolvidos - Sen. Delcídio do Amaral, o adv de Cerveró Edson Ribeiro e o filho, Bernardo Cerveró. Cliquem AQUI
O banqueiro André Esteves teve acesso ao documento de pré-proposta de delação premiada de Nestor Cerveró.
Para que Cerveró não falasse dele, do BTG Pactual e do senador Delcídio Amaral (PT-MS), Esteves ofereceu R$ 4 milhões ao ex-diretor da Petrobras.
O dinheiro seria pago pelo BTG Pactual em forma de honorários ao advogado de Cerveró, Edson Ribeiro, por meio de um contrato fajuto.
A família de Cerveró também receberia uma mesada de 50 mil reais.
Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor, gravou as conversas com André Esteves e Delcídio Amaral e as entregou para o Ministério Público Federal.
Arte de SID
Nelas, além de mapear as rotas de fuga pelo Paraguai, Delcídio “citou o nome de ministros do STF que, segundo ele, estariam dispostos a votar pela soltura dos investigados da Lava Jato que estavam presos em Curitiba. A menção aos nomes de magistrados irritou os integrantes do STF, que nesta terça (24) decidiram autorizar a prisão do parlamentar”, informa a Folha.
Delcídio, na verdade, prometeu interceder junto a Dias Toffoli e Teori Zavascki, marcar conversa com Luis Edson Fachin e pedir ajuda de Renan Calheiros e Michel Temer para falar com Gilmar Mendes.
A ministra Cármen Lúcia disse que criminosos não passarão sobre o Supremo.
O ministro Celso de Mello disse que a ordem jurídica não pode permanecer indiferente a condutas acintosas de membros do Congresso Nacional: “Ninguém no Estado Democrático de Direito está acima da lei. Imunidade parlamentar não é manto para proteger senadores da prática de crime”.
Dias Toffoli disse que “se criou uma lenda urbana de que o STF seria leniente com a impunidade”.
Ou seja: o fato de Delcídio ter sido pego prometendo influir na Corte obrigou os ministros – antes molengas com a Lava Jato – a afetar rigor e independência para amenizar os danos à própria imagem.
Resultado: a 2ª Turma do STF referendou por unanimidade as prisões de Delcídio Amaral e André Esteves.
Arte de NANI
A Corte encaminha nesta quarta-feira ao Senado os autos do processo e o áudio da sessão da Turma, para que os senadores decidam sobre a permanência da prisão.
Zavascki, que relatou uma “atuação concreta e intensa” de Delcídio e Esteves para evitar a delação de Cerveró e disse que o senador não medirá esforços para “embaraçar a Lava Jato”, acrescentou que a prisão é cautelar em razão da flagrância.
Preso desde janeiro deste ano e condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, Cerveró narrou em depoimento crime de corrupção cometido por Delcídio na compra da refinaria de Pasadena, nos EUA.
Como o melhor amigo de Lula, José Carlos Bumlai, foi preso na terça-feira, convém concluir:
Média de um petista preso por dia está ótima. Continue assim, Polícia Federal.
Uma Europa muçulmana em poucas décadas
A Europa caminha,
para em poucas décadas,
tornar-se muçulmana?
04 min 13 seg
terça-feira, 24 de novembro de 2015
Empresa inativa de Bumlai teria recebido R$ 64 mi do BNDES
por Fausto Macedo
ESTADÃO
ESTADÃO
Empresa inativa de Bumlai recebeu R$ 64 mi do BNDES, diz Procuradoria
A força-tarefa da Operação Lava Jato mira em financiamentos concedidos pelo BNDES a empresas do pecuarista José Carlos Bumlai. São alvos da investigação a São Fernando Açúcar e Álcool e a São Fernando Energia 1, empresas sob administração dos filhos do amigo do ex-presidente Lula. Bumlai foi preso nesta terça-feira, 24, na Operação Passe Livre, 21ª fase da Lava Jato.
Arte de NICOLIELO
A São Fernando Açúcar e Álcool foi beneficiária de um primeiro empréstimo, no montante de R$ 64 milhões, em fevereiro de 2005, quatro meses depois do empréstimo de R$ 12 milhões concedido pelo Banco Schahin a Bumlai – dinheiro que teria sido destinado ao PT, segundo a investigação.
“A Receita constatou que a empresa estava inativa na época, não tinha empregado, nem receita operacional quando ocorreu o primeiro empréstimo”, assinala o procurador da República Diogo Castor de Mattos, da força-tarefa do Ministério Público Federal.
Em 2008 foi realizado um segundo empréstimo em favor da São Fernando Açúcar e Álcool, no valor de R$ 350 milhões. “Naquele ano já havia pedido de falência dessa empresa, já havia sido protocolado pedido de falência contra a São Fernando Açúcar e Álcool”, informou o procurador.
Arte de SPONHOLZ
Em 2013, ainda de acordo com a Lava Jato, a São Fernando Açúcar e Álcool entrou em recuperação. Os investigadores relatam que, em agosto de 2015, o BNDES pediu falência da empresa, com dívidas acumuladas de mais de R$ 1 bilhão. A dívida com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, segundo os investigadores, chega a R$ 400 milhões, ‘créditos foram sendo concedidos e não pagos ao longo do tempo’.
A outra empresa de Bumlai, a São Fernando Energia, consta na base de dados da Receita como beneficiária de novo aporte do BNDES, em 2012, no valor de R$ 104 milhões. “Em 2012, (a São Fernando Energia) contava com apenas 7 funcionários. Ela dá um aporte no capital social de R$ 10 mil para R$ 30 milhões e começa a ter atividade operacional. Os fatos ainda estão sob investigação, por isso a diligência de hoje para obtenção de contratos no próprio BNDES. Temos que saber se a liberação desse crédito seguiu as normas.”
Arte de SPONHOLZ
COM A PALAVRA, O BNDES
Todas as operações com a São Fernando seguiram os trâmites normais do BNDES, sem qualquer irregularidade, como é explicado na nota. Não ocorreu concessão de crédito para a São Fernando em 2005. O empréstimo direto foi realizado em 2008 e 2009 e o indireto foi contratado em 2012.
Para outras informações do BNDES, cliquem AQUI e leiam artigo completo,
Lulla falando do tempo que se beneficiava das enchentes
Discurso do ex-presidente assumindo que gostava de enchentes para não ter que trabalhar
Como vocês podem confirmar, Lula discursou na cerimônia em São Paulo, onde foi agraciado com a Medalha 25 de Janeiro. Num dado momento de seu improviso, ele mandou ver:
“… eu fui morar na Vila Carioca, que dava enchente todo final de ano. Não é de hoje que dá enchente. Naquele tempo, eu trabalhava nos Armazéns Gerais Colúmbia… A gente, muitas vezes, NÃO IA TRABALHAR porque a [avenida] Presidente Wilson enchia e, OBVIAMENTE EU GOSTAVA […] PORQUE EU NÃO TINHA DE TRABALHAR.”
** preste atenção – na época, a folha/SP derrapou na transcrição do áudio e a Rádio CBN corrigiu (em tempo) a fala lastimável de Lula ***
54 seg
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
O Japão e o terror islâmico
A fórmula secreta que destruiu o terrorismo islâmico no Japão
Numa altura em que o terrorismo muçulmano assola o mundo, como há muito não se via, talvez útil dar uma olhadela num país que não sofre o mesmo destino, e analisar exatamente porque
Em 2011, mais de 5.700 atos terroristas foram cometidos por muçulmanos sunitas (56 % dos ataques) e cerca de 70 % das 12.533 mortes. 24 % das mortes devem-se aos muçulmanos xiitas.
Então, em 2011, os muçulmanos foram responsáveis por 94 % das mortes globais em ataques terroristas. Desde 2011, com o ISIS em cena, o número de ataques terroristas muçulmanos cresceu acentuadamente.
Em 2013, segundo o Departamento de Estado dos EUA, um total de 9.707 ataques terroristas islâmicos ocorreram em todo o mundo, resultando em mais de 17.800 mortos e mais de 32.500 feridos. Além disso, mais de 2.990 pessoas foram sequestradas ou tomadas como reféns.
Essas 17.800 mortes deveram-se apenas a três grupos terroristas muçulmanos, os Taliban, ISIS e o Boko Haram. E existem no mundo mais de 50 grupos terroristas muçulmanos ativos.
Mas há um país em que não é assim. É um dos países mais desenvolvidos da Terra, onde a sua natureza democrática é reconhecida em todo o mundo, um verdadeiro aliado dos EUA e membro da OTAN. No entanto, não houve um único ataque terrorista perpetrado por muçulmanos nesse país. Além disso, não houve um único, mesmo pequeno, motim, perturbação ou protesto, não importa quantas caricaturas do profeta Maomé tenham sido publicadas.
O nome deste afortunado país é Japão.
Oficialmente, a imigração para o Japão não está fechada para os muçulmanos. Mas o número das autorizações de imigração oferecidas aos candidatos de países islâmicos é muito baixo. A obtenção de um visto de trabalho não é fácil para os adeptos do Islã, mesmo que sejam médicos, engenheiros ou gestores enviados por empresas estrangeiras que atuam na região. Como resultado, o Japão é "um país sem muçulmanos".
Não há estimativa confiável sobre a população muçulmana japonesa. Instado a dar uma estimativa sobre o número real de muçulmanos no Japão, o ex-presidente da Associação Islâmica do Japão, Abu Bakr Morimoto, respondeu: "Para dizer francamente, no Japão há apenas mil muçulmanos. Se incluirmos aqueles que se converteram por causa do casamento, mas que não praticam, o número será de alguns milhares."
Um dos líderes da comunidade muçulmana no Japão, Nur ad-Din Mori, foi perguntado: "Qual a percentagem da população total do Japão que são muçulmanos?". Ele respondeu: "A resposta no momento é: Um em cada cem mil".
A população do Japão é de 130 milhões de pessoas, portanto, se esses líderes muçulmanos estão corretos, deve haver cerca de 1.300 muçulmanos. Mas mesmo aqueles muçulmanos que obtiveram autorizações de imigração e viveram muitos anos no país tem chances muito escassas de se tornarem cidadãos japoneses.
O Japão proíbe oficialmente a exortação às pessoas para conversão a religião do Islã (Dawah) e se qualquer muçulmano for flagrado nessa tentativa é visto como o proselitista de uma cultura estrangeira indesejável. Os "promotores do Islã" muito ativos enfrentam a deportação e pena de prisão.
De acordo com o Sr. Komico Yagi, de um departamento da Universidade de Tóquio, "Há uma percepção entre os japoneses que o Islã é uma religião para mentes muito estreitas, e portanto deve-se ficar longe desta religião."
A língua Árabe é ensinada por muito poucas instituições académicas; há apenas um instituto: o Instituto Árabe Islâmico, em Tóquio. Mesmo a Universidade Internacional do Japão em Tóquio não oferece cursos de língua Árabe.
Importar o Alcorão em Árabe é praticamente impossível, e a única versão permitida é a "adaptada", em Japonês.
Até recentemente, havia apenas duas mesquitas no Japão: em Tóquio e Kobe. Agora, o número total de locais de oração muçulmanos no Japão é contado em cerca de 30 mesquitas individuais e cerca de uma centena de salas de apartamentos reservados para orações.
A sociedade japonesa espera que os muçulmanos rezem em casa: se se "prostrarem" nas ruas ou praças estão previstas multas bastante elevadas, e os participantes podem ser deportados. Muitas vezes, as empresas japonesas que buscam trabalhadores estrangeiros fazem notar que não estão interessadas em muçulmanos.
Não há sequer um vestígio de Lei Sharia no Japão, e comida halal é extremamente difícil de encontrar..
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