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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

A cartilha do PT deveria ser reprovada pelo MEC

Por Bernardo Mello Franco
FOLHA SP


A cartilha do PT
O PT divulgou uma cartilha com ataques ao juiz Sergio Moro, aos procuradores da Lava Jato e à imprensa. O texto mostra que o partido não aprendeu com o mensalão. Em vez de apresentar uma defesa convincente, insiste em negar fatos e se dizer vítima de perseguição.



O texto afirma que "o PT nasceu contra a vontade dos poderosos e, por isso, sempre foi perseguido e caluniado". O discurso poderia funcionar nos anos 80, quando os petistas vendiam estrelinhas e camisetas para financiar suas campanhas.

Para engoli-lo em 2015, seria preciso ignorar a aliança do partido com bancos alimentados por juros altos, frigoríficos alavancados por empréstimos camaradas e empreiteiras abastecidas pelo petrolão.

Arte de SPONHOLZ


A cartilha afirma que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso "abriu as portas da política para o poder econômico". É uma distorção em dose dupla. As portas já estavam abertas há décadas, e continuaram escancaradas nos governos do PT.

Em outra passagem, os petistas culpam FHC pela ruína da Petrobras, mas adotam a tática do "esqueçam o que escrevi". Há seis meses, o PT prometeu expulsar os filiados condenados na Justiça por corrupção. Agora, sai em defesa do "companheiro" João Vaccari, condenado a 15 anos de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Arte de CLAYTON


Entre críticas à Lava Jato e ao juiz Moro, a direção do PT diz "lamentar" que "todo o esforço para investigar e punir os desvios ocorridos na Petrobras " corra o risco de ser "comprometido" por abusos de autoridade e falhas processuais. O lamento é tão sincero quanto a torcida de um palmeirense pelo título do Corinthians.

A cartilha também diz que "no fim da linha está o objetivo de cassar o registro do partido, como ocorreu em 1947 com o antigo PCB". A comparação ofende a memória dos comunistas da época, como Jorge Amado e Carlos Marighella. Eles foram perseguidos e cassados por suas ideias, não por receber pixulecos.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Vaccari condenado

Direto de O Antagonista

O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, foi condenado pelo juiz Sergio Moro a uma pena de 15 anos e quatro meses de cadeia.

O processo se refere à propina de 4,2 milhões de reais do Consórcio Interpar.

Renato Duque recebeu uma pena ainda mais alta: 28 anos de reclusão.

Sergio Moro escreveu que a propina "gerou impacto no processo político democrático, contaminando-o com recursos criminosos".

É a primeira pena de João Vaccari Neto.

Agora o PT tem de ser extinto. Chamem o Gilmar Mendes!

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Curtas do Diario

Curtas do...

Diário do Poder

O Padrinho
"O relator da CPI da Petrobras, Luiz Sérgio (PT-RJ), colocou as barbas de molho. Foi ele quem bancou a indicação do presidente em exercício da Eletronuclear, Pedro José Diniz de Figueiredo.

TCU não esquece
Continua insustentável a situação de Aroldo Cedraz no Tribunal de Contas da União. Seus colegas ministros priorizam julgamentos como o das “pedaladas fiscais”, mas não esquecem as graves denúncias envolvendo o do presidente do TCU e seu filho na Operação Lava Jato.

Arte de AROEIRA


A cúpula do PT tem discutido o “risco João Vaccari Neto”
Ele se queixa de “abandono” e tem citado o exemplo do que aconteceu ao mensaleiro Marcos Valério, condenado a quase 40 anos de prisão por fechar a boca. Vaccari insinua sempre uma possível delação premiada. Não fechou acordo ainda em razão de apelos dramáticos do ex-presidente Lula, anteriores à sua prisão.

Líderes do PT contam que a pressão em Vaccari deve aumentar após o acordo de delação que tirou o lobista Mário Góes da prisão.

João Vaccari Neto está em cana desde abril e já teve seu pedido de soltura negado pelo juiz Sérgio Moro, que conduz a Lava jato.

O ex-tesoureiro Vaccari sabe que, sem delação, terá pena longa. Ele foi acusado por pelo menos cinco delatores, na Lava Jato.


quarta-feira, 22 de abril de 2015

O morto falando do vivo

Por Luiz Berto, no JBF

O morto falando do vivo
Hoje eu li duas notícias sobre dois sujeitos. Embora diferentes um do outro, são ambos frutos do mesmo pinico pulitical banânico. Nos dias de hoje, um deles já não é mais vivo. E o outro, é vivo demais. Vivíssimo.

A primeira notícia, que fala sobre um deles, é esta:

1) Não são poucos os que alegam que Marice Correa de Lima, cunhada (presa) de João Vaccari Neto não é exatamente parente do ex-tesoureiro do PT. Apoiam-se num antigo slogan usado na política brasileira: Cunhado não é parente. A autoria é de Leonel Brizola que não pode se candidatar a presidente porque era cunhado de João Goulart. Aí, os correligionários de Brizola batiam na mesma tecla: Cunhado não é parente, Brizola para presidente.
Arte de SANTO

A segunda notícia, que fala sobre o outro, é esta:

2) O ex-presidente Lula tem confessado aos mais chegados, nas conversas do instituto em São Paulo, que nunca imaginara que pudesse ser alvo de redes sociais e de partidos, em tão pouco tempo. Seus assessores também admitem que aquela história de que “nada pega nele” e que “ele possui uma blindagem de teflon”, já dá efetivos sinais de que vem enfraquecendo – e até medidos por pesquisas internas do partido.

Arte de CÍCERO


Brizola e Lula. Um já morto e outro cheio de vivacidade e de sabedoria. Aquele tipo de sabedoria que, quando é muita, vira bicho e come o dono.

Um enterrado no seu túmulo, e o outro enterrado no seu instituto, mudo, cagado, calado, apavorado. Fugindo dos repórteres, dos palanques e das ruas que nem o diabo foge da cruz.

Aí eu me lembrei que, em passado recente, o morto disse que o vivo faria qualquer coisa pra ser prisidente da república. Até mesmo “pisar no pescoço da própria mãe”. O futuro comprovaria que o morto estava certo, certíssimo, e coberto de razão. Pisou até no pescoço do próprio partido.

Os dois se conheciam muito bem. E como se conheciam…

No vídeo abaixo, tá uma prova de como se conheciam mutuamente.

Vejam que o morto, profético e adivinhatório, faz um painel do futuro e se refere ao vivíssimo como “este cidadão”:


Vacca ameaça falar

Direto do Diário do Poder


A língua do ex-tesoureiro do PT João Vaccari é muito temida em razão de suas ligações íntimas com o ex-presidente Lula. São tão ligados que Vaccari chegou a ser nomeado presidente da Caixa Econômica Federal no primeiro governo Lula. Não assumiu porque não tinha nível universitário. Depois, Vaccari fez o curso de Relações Internacionais de olho na boquinha. Mas era tarde. O supercargo na Caixa nunca veio.

Arte de SPONHOZ


A pretensão de Lula, nomeando Vaccari na Caixa, causou estranheza até nos lulistas mais empedernidos. Sabe-se agora porquê. Stalinista fervoroso, Vaccari virou tesoureiro do PT pela fidelidade a Lula. É capaz de pegar pena longa para proteger o ídolo.

Lula não parece seguro quanto à lealdade de Vaccari, a julgar pelos recados nervosos enviados ao ex-tesoureiro.

Vaccari foi ao sacrifício na cooperativa dos bancários de São Paulo (Bancoop) para “limpar” o roubo, por lealdade a Lula e ao PT.




segunda-feira, 20 de abril de 2015

O enigma do tesoureiro

Por Ruth de Aquino, em sua coluna

O enigma do tesoureiro
Decifra-me ou te devoro. João Vaccari Neto não é boquirroto, não ergue punho cerrado, fala baixo e sempre arrecadou quieto para o PT. Bancário e sindicalista, Vaccari é considerado um soldado do Partido dos Trabalhadores. Aos 56 anos, com olhar triste ou resignado e aquela barba branca de ursinho fofinho, o agora ex-tesoureiro do PT, afastado após meses de corda bamba, parece ter a consciência tranquila de quem apenas cumpriu ordens. E com eficiência.


Arte de PAIXÃO


Essa é a sina dos tesoureiros. Eles têm as chaves do caixa e do cofre e apenas obedecem. Vaccari não é diferente de Delúbio Soares, o operador do mensalão. Não é diferente de PC Farias, o tesoureiro de campanha de Fernando Collor nas eleições de 1989. PC Farias foi acusado de ser testa de ferro de Collor em vários esquemas de corrupção. A diferença, a favor (?) de Vaccari, é o valor. PC Farias teria arrecadado de empresários privados o equivalente a US$ 8 milhões em dois anos e meio do governo Collor (1990-1992). O “esquema PC” movimentou mais de US$ 1 bilhão dos cofres públicos. Tudo fichinha diante dos atuais desvios denunciados pela Lava Jato – apenas a Petrobras admite um prejuízo de R$ 6 bilhões.

Arte de SON SALVADOR


Vaccari não poderia ser abandonado por Lula e Dilma até cair. Por mais que setores do PT alertassem para afastar o tesoureiro antes da tragédia anunciada, como abandoná-lo sem que ele se sentisse traído? Alguns dirigentes do partido têm medo que Vaccari possa, encarcerado, virar um “homem-granada”, depois de ter adquirido, com razão, a fama de “arrecadador eficiente”. O caixa do PT era um antes dele. E outro depois. Em 2007, o PT arrecadou R$ 8,9 milhões; em 2009, R$ 11,2 milhões. Em 2010, Vaccari passou a comandar a tesouraria. Sucesso absoluto. Em 2011, o PT arrecadou R$ 50,7 milhões; em 2013, R$ 79,8 milhões. 

Presidente do Sindicato dos Bancários desde 1994, Vaccari entrou no Banespa aos 19 anos como escriturário. Sindicalista de alma e ação, participou da fundação da Central Única dos Trabalhadores (CUT). De lealdade canina ao PT, Vaccari age como os que servem ao chefe e à chefa sem perguntar o que é moral, amoral ou imoral. O tesoureiro não move um músculo do rosto quando acuado, só as rugas de expressão na testa denunciam o desamparo. Disse candidamente à CPI da Petrobras que não sabe por que motivo foi ao encontro do doleiro Alberto Youssef. Em fevereiro, recusou-se a abrir o portão de sua casa para a Polícia Federal. Os policiais pularam o muro para cumprir mandado de busca e apreensão. Vaccari já flertava com o malfeito havia tempos. É um dos réus no Caso Bancoop. Acusado de crime de formação de quadrilha, estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, por desvios milionários e prejuízo a cooperados que não receberam suas casas.

Arte de  DALCIO


Vaccari foi finalmente preso no dia 15 de abril. Essa prisão, que envolve acusações à família do tesoureiro – mulher, filha e cunhada –, é mais que simbólica. A história contemporânea dos tesoureiros é prova disso. Eles podem levar a culpa por tudo. Podem fugir para a Europa, para a Tailândia. E até ser assassinados, como PC. O ex-patrão de PC, Collor, tornou-se amigo dos reis. Dá para entender a amizade. É a “nomenklatura”. Eles se reconhecem, se afagam, se solidarizam.

Não sei se Dilma Rousseff hoje se vangloria de ter vencido as eleições. O preço é alto demais. A cada manhã, ela depara com uma nova denúncia. A cada fim de tarde, sofre uma nova derrota. A cada divulgação de números – do PIB à Educação, passando por todos os setores essenciais –, Dilma se confronta com o fracasso de seu primeiro mandato e com o desperdício de anos de irresponsabilidade fiscal e gastos desmesurados da máquina, comprometendo os bancos públicos. Dilma poderia hoje estar apenas pedalando sua bicicleta caso tivesse perdido as eleições. O Brasil deve esquecer essa história de impeachment. A presidente tem de expiar publicamente seus pecados, submeter a economia e a política a ajustes de valores numéricos e morais e recolocar o país num rumo que reverta a herança maldita.

Arte de MIGUEL


Agora, o tesoureiro está preso. Em entrevista à CNN espanhola, Dilma foi categórica. “Estou segura de que minha campanha não tem dinheiro de suborno.” Dilma tem “certeza” disso porque suas contas da campanha foram todas “auditadas” e “aprovadas”. “Gostaria de dizer o seguinte: se alguma pessoa ganha dinheiro de suborno, essa pessoa será responsável. É assim que deve ser.” Quem será essa pessoa que transformou propina em doação legal? Quem será?

O procurador Deltan Dallagnol disse que “Vaccari tinha consciência de que os pagamentos eram feitos a título de propina”. A denúncia foi aceita pela Justiça Federal do Paraná. Vaccari pertence à mesma corrente do PT de Lula, José Dirceu e Antonio Palocci, chamada “Construindo um Novo Brasil”. Ele é hoje a esfinge a ser decifrada.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

A Vacca vai pro brejo?

Direto do Radar On Line


PT teme pressão sobre família de Vaccari para delação premiada
Deputados petistas tentavam explicar ontem a razão da nota de Rui Falcão defender com tanta ênfase o encrencadíssimo João Vaccari. Além de um sinal para o próprio Vaccari de que ele não será abandonado, deputados dizem que Falcão tentou com o texto tranquilizar a família de Vaccari.




Na visão de muitos petistas, Sérgio Moro e o MPF agiram juntos ao envolver a mulher, a filha e a cunhada de Vaccari, com o objetivo de intimidá-lo e já preparar o terreno para uma futura delação premiada – o que poderia ser fatal ao partido.

Moro expediu um mandado de prisão contra a cunhada de Vaccari, Marice Correa de Lima, e quebrou o sigilo bancário de sua mulher, Giselda Rousie de Lima. Os procuradores afirmaram que houve depósitos suspeitos na conta de sua filha, Nayara de Lima Vaccari.

O tesoureiro do PT vai delatar seus companheiros?

Direto de O Antagonista

O tesoureiro do PT vai delatar seus companheiros?
A filha do tesoureiro do PT, Nayara de Lima Vaccari, tem de ser ouvida pela Lava Jato. Em 2013, quando ainda estudava medicina, ela comprou uma casa por 800 mil reais. Desse total, 280 mil reais foram depositados em sua conta pela Viena de Indaiatuba Incorporadora, com a qual ela não tinha ligação.

Arte de SID

Outros 345 mil reais foram dados por sua tia, Marice Correa de Lima, acusada pela Lava Jato de ser uma das mulas do PT, encarregada de transportar a propina do partido. Dias antes de emprestar dinheiro para a sobrinha, Marice Correa de Lima ganhou 430 mil reais da OAS, supostamente pela venda de um apartamento para a construtora. Os investigadores, porém, já descobriram que ela não desembolsou um centavo pelo imóvel nem tinha escritura de posse do apartamento.

Para salvaguardar sua família, João Vaccari Neto pode fechar um acordo de delação premiada com a Lava Jato.

Tesoureiro do PT: profissão de risco

Direto do Diário do Poder

Com PT catatônico, Lula manda afastar Vaccari
O ex-presidente Lula foi quem decidiu afastar “temporariamente” João Vaccari Neto do cargo de tesoureiro do PT. A prisão deixou o partido paralisado, em estado catatônico: ninguém ousava decidir porque Vaccari é amigo pessoal e homem de confiança de Lula. Além disso, afastá-lo atenderia a insistente pedido da facção “Mensagem”, que faz oposição interna no PT à facção lulista “Construindo um Novo Brasil”. Lula então decidiu recusar o “abraço de afogado” com o amigo Vaccari.


Arte de DUKE

Réu em ação penal por corrupção, lavagem e formação de quadrilha, Vaccari era protegido por Lula em razão do poder destruidor da língua.

Para definir o afastamento do amigo Vaccari, Lula lembrou a penosa saída do ex-tesoureiro do mensalão Delúbio Soares.

A Executiva do PT havia agendado reunião nesta quinta para reafirmar apoio ao tesoureiro, e respeitar sua eventual “saída espontânea”.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Vaccari sem apoio do Planalto

Por Lauro Jardim, em seu Radar Online


Sem defesa
No fim do ano passado, em uma reunião na Granja do Torto com Rui Falcão, Dilma Rousseff falou, pela enésima vez, cobras e lagartos de João Vaccari Neto. Dilma nunca confiou em Vaccari e, naquela ocasião, reforçou que, por ela, Vaccari devia ser imediatamente retirado da Secretaria de Finanças do partido.

Preocupado com a veemência da presidente, Rui Falcão argumentou que a defesa de Vaccari era, no fundo, a defesa do partido – postura que Falcão mantém até hoje e que ficou explícita na nota em defesa do tesoureiro divulgada à tarde.


Arte de SPONHOLZ

Falcão fez, em seguida, na mesma reunião, um apelo a Dilma. Pediu que ela evitasse criticar Vaccari, mesmo que reservadamente, para que ele não se enfraquecesse ainda mais.

Até hoje de manhã, o apelo de Falcão foi atendido. Após ser avisada por José Eduardo Cardozo da prisão de Vaccari, Dilma reuniu os ministros do PT mais próximos a ela e orientou qual seria a postura do governo:

- Não quero uma frase em defesa do Vaccari.