Mostrando postagens com marcador Jair Bolsonaro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jair Bolsonaro. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Leve Bolsonaro a sério

Por David Coimbra

O Brasil em perigo - Leve Bolsonaro a sério
Recebi mais de 200 mensagens dos admiradores de Bolsonaro insultando-me porque falei mal do ídolo deles.

Isso me deixa preocupado.

Não os insultos: a admiração por Bolsonaro.

Trump elegeu-se presidente dos Estados Unidos. Trump é um troglodita, mas, perto de Bolsonaro, transforma-se em sócio de clube de cavalheiros ingleses, com cachimbo e pince-nez. Trump tem o mérito de ser um vencedor. É um bilionário, sabe ganhar dinheiro, conhece os negócios e os homens de negócios.



 Bolsonaro, não. Bolsonaro é apenas um homem grosseiro.

O medo do terror fez Trump crescer nos Estados Unidos. O medo da violência urbana faz Bolsonaro crescer no Brasil.

O medo arranca o pior dos seres humanos.

Tanto Bolsonaro quanto Trump se cevam na rejeição à vigilância moral dos politicamente corretos. É um erro terrível. Se você não gosta do politicamente correto, não significa que tenha de ser politicamente incorreto.

As pessoas estão fazendo confusão.

Você pode criticar as novas feministas, os movimentos negros e as entidades de defesa LGBTs, mas você não pode desrespeitar as mulheres, discriminar os negros e ter preconceito contra os homossexuais.

Você pode criticar o PT e a atuação dos sindicatos, mas não pode deixar de entender as necessidades dos trabalhadores.

Defender os direitos humanos não é defender bandidos — é, apenas, defender os direitos humanos, que são os SEUS direitos, leitor.

A violência não aumentou porque acabou a ditadura, até porque a atenção dos generais não estava voltada para a violência urbana e sim para a guerrilha urbana. Alguns dos países mais violentos do mundo são ditaduras, como o Congo e a Venezuela.

Houve e há militares inteligentíssimos. Golbery do Couto e Silva e Castelo Branco são exemplos ilustres que você tira de dentro do ventre da ditadura brasileira. Bolsonaro não é um deles. Bolsonaro não tem nada de inteligente. Nada. O problema de Bolsonaro não é ser militar. O problema de Bolsonaro é ser Bolsonaro.

Trump não foi levado a sério nos Estados Unidos, e hoje está assombrando a Casa Branca.

Bolsonaro tem de ser levado a sério no Brasil, antes que seja tarde.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Bolsonaro e J Willys, dois lados de uma só moeda

Por Leandro Narloch.


Pior que Bolsonaro só Jean Willys
A cusparada de Jean Wyllys em Jair Bolsonaro durante a votação do impeachment propagou a ideia de que eles estão em lados opostos da política brasileira. Não acredito nisso. Os dois são para mim gêmeos que brigam, duas faces de uma moeda que deveríamos deixar esquecida na gaveta.

Arte de SINOVALDO


Um defende o intervencionismo e os trambiques econômicos de Dilma, mas não os da ditadura militar; outro defende o intervencionismo e os trambiques econômicos da ditadura militar, mas não os de Dilma.

Um apoia a ditadura brasileira, mas não a de Cuba; outro se deixa fotografar vestido de Che Guevara, mas acha que impeachment é golpe.

Um defende a liberdade dos gays, mas não a liberdade econômica. Outro defende a liberdade econômica (ou pelo menos diz defender, agora que os liberais estão na moda), mas afirma que homossexualidade é falta de surra na infância.

Arte de SID


Os dois aderem ao radicalismo porque querem abocanhar uma parte pequena e fiel do eleitorado. Sabem que, se conquistarem 4% ou 5% dos eleitores, ficarão para sempre entre os deputados mais votados. O sucesso de um depende da briga com o outro.

Pensei que Bolsonaro, visando o eleitor médio, necessário para a conquista da presidência, iria abandonar essa defesa arcaica à ditadura. Que nada: lá estavam ele e seu filho, na votação do impeachment, oferecendo o voto “aos militares de 64”.




Tenho visto colegas afirmando que Bolsonaro “está cada vez mais liberal”. Então como pode defender um governo militar que cerceou a liberdade individual dos cidadãos, infestou o Brasil de estatais, plantou a hiperinflação ao esculhambar as contas públicas, fechou a economia brasileira ao comércio internacional e deu tanta força quanto o PT às negociatas com empreiteiras?

Jean Wyllys cai em contradições similares. É impreciso afirmar que ele apoia a liberdade de costumes, pois defende apenas as suas bandeiras. Se dois homens estiverem fechados num quarto trocando carinhos, Jean Wyllys diz que ninguém deve se intrometer; se os mesmos dois homens estiverem num quarto trocando bens e serviços, Jean Wyllys defende intervenção pesada do Estado. Vai entender.


Arte de DUKE


Me parece que Jean Wyllys quer tornar obrigatório o que gosta e proibido o que rejeita. Defende a legalização da maconha, mas deve ser favorável à proibição do Big Mac com brinquedos. No primeiro caso, diz que a sociedade não deve se impor sobre escolhas individuais; no momento seguinte, afirma o contrário. Oscila entre a libertinagem e a carolice.

Nesse tema, Bolsonaro se sai um pouco melhor. Ele não é exatamente contra os gays – já disse mais de uma vez que não se importa com o que os gays façam da vida, só é contra doutrinação sexual nas escolas. Eu não posso te proibir de ser homossexual, você não pode me obrigar a ensinar a meu filho coisas que eu não quero ensinar, assim a liberdade de todos é preservada. Quem diria: na liberdade de costumes, Bolsonaro é mais tolerante que seu irmão gêmeo Jean Wyllys.

domingo, 24 de janeiro de 2016

Jair Bolsonaro seria um bom presidente?

Por Nivaldo Cordeiro.

Homens para os novos tempos
Observo com interesse as primárias das eleições norte-americanas. Ventos novidadeiros sopram de lá. Qualquer que seja o candidato escolhido pelo Partido Republicano terá grandes chances de se eleger sobre o moribundo, medíocre e canhoto governo de Obama e seu Partido Democrata. Obama sairá desmoralizado da Casa Branca.

Entre os republicanos, o candidato por quem mais nutro simpatia é Donald Trump. Este, embora quase grosseiro nas suas falas diretas, é exemplo das qualidades que mais se preza nos nascidos na América do Norte: afirmativo, conservador em costumes, liberal em economia, contra qualquer iniciativa de governo mundial, defensor ardoroso de suas fronteiras e da supremacia americana. A população de todo o mundo, submetida há mais de um século de propaganda esquerdista, agora despertou. Na América também. Esquerdismo é engodo pernicioso.




O fenômeno se repete na Europa, cuja questão dos refugiados precipitou o despertar do eleitorado. Nenhuma pessoa sensata pode ser a favor da política migratória da socialdemocracia e dos demais partidos à esquerda. A experiência da União Europeia, enquanto experimento de um governo mundial, naufraga dia a dia e os eleitores estão preferindo a plataforma conservadora e a volta das bandeiras nacionalistas. A direita ganha em toda parte. Os pontos programáticos são praticamente os mesmos do Partido Republicano.

Entre nós, o político que mais se aproxima dessa nova onda mundial é o deputado Jair Bolsonaro. Se ele não se deixar cooptar pelas práticas políticas tradicionais e mantiver o bom nome e a lisura é questão de tempo que seja feito presidente da República. Será o desespero da esquerda no poder, que há décadas luta para não permitir o ressurgimento da direita e sempre satanizou quem apareceu eleitoralmente viável. Bolsonaro, enquanto grande brasileiro, tem as qualidades necessárias para exercer a primeira magistratura.


É claro que a eleição eventual de Donald Trump e mesmo de Marie Le Pen pode pavimentar o caminho da chegada da direita ao poder em nosso país. Hoje ela se encontra sem apoios internacionais e enfrentando o onipresente discurso esquerdista do politicamente correto. Isso mudará radicalmente com a simples chegada do Partido Republicano ao poder, assim como da chefe política francesa.

Quando alguém começa ou acaba um texto ou um discurso falando mal de Jair Bolsonaro e da “direita” ou é um engajado esquerdista ou um maria-vai-com-as-outras. Reinado Azevedo se enquadra na primeira definição, ele que vitupera tanto contra o deputado carioca. Reinaldo é tucano assumido e, enquanto tal, tem ojeriza à simples ideia de os conservadores voltarem ao poder. Vimos bem o que Fernando Henrique Cardoso fez nas últimas eleições, orientando os candidatos de seu partido a repudiar o discurso conservador. Perderam tudo. Reinaldo reza pela cartilha da socialdemocracia.


É quase um gesto de salvação nacional demonstrar respeito e apoio por nomes como o de Jair Bolsonaro e Ronaldo Caiado enquanto possíveis candidatos à Presidência da República. Certamente é um gesto de coragem, pois tem-se que enfrentar o discurso da malta esquerdista onipresente nos meios de comunicação. A desordem toma conta da nação, as incertezas econômicas se acumulam, os valores estão se desmilinguindo (para usar o termo caro a FHC). Está chegando a hora do basta. Será em breve.

Quem viver verá.

terça-feira, 26 de maio de 2015

A imbecilidade do politicamente correto

Por Guilherme Fiúza, em seu blog

Na indústria da bondade não tem crise
O relatório do FMI confirmou as projeções do mercado, prevendo que em 2015 o Brasil vai andar na contramão do mundo. Média geral de crescimento em torno de 3%, média de crescimento dos emergentes em torno de 4%, e o Brasil dando marcha a ré – PIB negativo de 1,5. Todos os setores da economia nacional já estão sentindo esse tranco, menos a indústria da bondade. Para ter uma ideia, ela acaba de faturar R$ 150 mil do deputado Jair Bolsonaro, condenado por homofobia. Este país pode cair no abismo, que os coitados estarão sempre no céu.

Arte de NEWTON SILVA


Bolsonaro foi condenado por danos morais, pela Justiça do Rio de Janeiro, por suas declarações ao programa CQC, da TV Bandeirantes, sobre homossexualismo. Perguntado sobre o que faria se tivesse um filho gay, o deputado militar disse que isso não aconteceria, porque seus filhos “tiveram boa educação”. Trata-se, evidentemente, de um preconceituoso. Bolsonaro acha que homossexualismo é falta de educação. A pergunta é: por que ele não pode manifestar sua opinião?

Militantes de esquerda cansam de declarar que militares são retrógrados, entre outros juízos “progressistas” igualmente preconceituosos. Por que não são processados? Porque na bíblia maniqueís­ta da indústria da bondade militares são do mal e gays são do bem.

Arte de KACIO


A deputada e ex-ministra dos Direitos Humanos Maria do Rosário pediu a cassação do mandato de Jair Bolsonaro porque ele afirmou que só não a estupraria porque ela “não merecia”. O bizarro Bolsonaro faz a festa dos bonzinhos profissionais. Mas surge outra dúvida. Antes de soltar seu disparate, o deputado foi chamado pela ex-ministra, em público, de “estuprador”. Por que ninguém pediu a cassação do mandato de Maria do Rosário? Por que seu insulto não foi tipificado como lesivo à honra ou à moral e nem sequer ganhou repercussão?

Porque Maria do Rosário é acionista da indústria da bondade, vive disso. Ela defende que centenas de jovens da periferia invadam um shopping, como direito de ir e vir. É uma estupradora do bom-senso. Um shopping ocupado por uma multidão em bando (mais ou menos agressiva) deixa de servir ao público comum. Muda de finalidade. Torna-se um território ocupado. Mas é claro que as lentes da hipocrisia embaçam essa realidade – até porque realidade não é o forte dessa turma. O negócio deles é discurso. E a única aplicação imune a riscos hoje no Brasil é investir na retórica coitada. Basicamente, é o que segura o governo em pé.

Arte de ???


Sabendo bem disso, Dilma Rousseff deu uma resposta sui generis aos protestos de 12 de abril: atacou a redução da maioridade penal. Foi sua primeira declaração pública após as novas manifestações contra seu governo em todo o país. Em geral ela fala de reforma política, a aspirina do governo popular. Mas dessa vez, com dois terços da população defendendo seu impeachment, ela precisava de um remédio mais forte – e abriu o dicionário de primeiros socorros progressistas. Não tem erro. Pode ser maioridade penal, orgulho gay, proselitismo feminista ou ditadura militar, tanto faz. No Brasil, um governo desastroso é capaz de se safar com uma leve maquiagem humanista.

Arte de ELVIS


Se você foi desempregado pela crise, ou se simplesmente está com preguiça de trabalhar, funde uma ONG de direitos humanos e ataque Jair Bolsonaro. Não tem emprego melhor. Você vai conseguir publicidade, simpatia, quem sabe até um convênio com o governo popular. E invista pesado na demagogia gay. As ONGs do Rio de Janeiro que processaram o deputado de direita por homofobia vivem seu momento de glória, com a incrível sentença obrigando o réu a desembolsar R$ 150 mil. Como é doce a vida dos gigolôs da bondade.

Bolsonaro disse que seus filhos não seriam gays porque foram bem educados. E levou chumbo da Justiça por isso. Parece que estamos entrando nos anos de chumbo vermelho, ou cor-de-rosa. Cuidado com o que você fala. Mas se você quiser fundar um partido progressista, chegar ao poder e roubar seu país discursando pelos direitos humanos, aí tudo bem.

Arte de GENILDO


O militante revoltado de Marcelo Adnet denunciou a “dona Rede Globo” por escolher Lucélia Santos, uma atriz branca, para viver a escrava Isaura. Está próximo o dia em que isso não será mais uma piada no Brasil. A piada será o próprio Brasil.