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segunda-feira, 26 de junho de 2017

As 5 capitanias hereditárias da corrupção

Por Erick Bretas em seu facebook em 17JUN2017
Recebido via whatsApp

Título de oportuno didatismo do blog Decisões Interativas

As 5 capitanias hereditárias da corrupção


Na foto, a reunião convocada por Dom Vito Corleone, no filme "O Poderoso Chefão", para negociar a paz com os Tattaglia, os Barzini, os Falcone e os Forlenza, depois de seguidos banhos de sangue que erodiram o poder político e econômico das famiglias mafiosas de Nova York. Dom Vito abre o encontro ainda sob o impacto do assassinato de seu filho, Sonny Corleone, com uma pergunta que os cappi da política brasileira devem se fazer todos os dias: "Como é que pudemos chegar a esse ponto?"


A maior e mais perigosa, diferentemente do que diz o Joesley, era a do PT: mais estruturada, mais agressiva, mais eficiente e com os planos mais sólidos de perpetuação no poder. Comandava a Petrobras, os maiores fundos de pensão e dividia o poder com as quadrilhas do PMDB nos bancos públicos. Sua maior aliada econômica (mas não a única) foi a Odebrecht. O chefão supremo, o cappo di tutti i cappi, era o Lula. Palocci e Mantega, os operadores econômicos. José Dirceu, até ser defenestrado, o consigliere. Politicamente equivalia ao Comando Vermelho: pra se manter na presidência era capaz de fazer o Diabo.



A segunda maior era a do PMDB da Câmara. Seus principais chefões eram Temer e Eduardo Cunha. Eliseu Padilha, Geddel Vieira Lima, Moreira Franco e Henrique Eduardo Alves eram os subchefes. Lúcio Funaro era o operador financeiro. Mandava no FI-FGTS, em diretorias da Caixa Econômica, em fundos de pensão e no ministério da Agricultura. Por causa do controle desse último órgão, tinha tanta influência na JBS. Era o ADA (*) dos políticos -- ou seja, mais entranhada nos esquemas do poder tradicional e mais disposta a acordos e partilhas.



A terceira era o PMDB do Senado. Seu chefão era Renan Calheiros. Seu guru e presidente honorário, José Sarney. Edison Lobão, Jader Barbalho e Eunício Oliveira eram outras figuras de proa. Mandava nas empresas da área de energia e tinha influência nos fundos de pensão e empreiteiras que atuavam no setor. Por divergências sobre o rateio da propina, vivia às turras com a quadrilha do PMDB na Câmara, que era maior e mais organizada. Esta facção tem ainda a simbólica figura de Romero Jucá, que circula entre todos os grupos listados nesse texto como uma espécie de cimento que os une e protege ("delimita tudo como está, estanca a sangria.").



A quarta era o PSDB paulista, cuja figura de maior expressão era o Serra. Tinha grande independência das quadrilhas de PT e PMDB porque o governo de São Paulo era terreno fértil em licitações e obras. A empresa mais próxima do grupo era a Andrade Gutierrez, mas também foi financiada por esquemas com Alstom e Odebrecht.

A quinta e última era o PSDB de Minas -- ou, para ser mas preciso, o PSDB do Aécio. Era uma quadrilha paroquial, com raio de ação mais restrito, mas ainda assim mandava em Furnas e usava a Cemig como operadora de esquemas nacionais, como o consórcio da hidrelétrica do Rio Madeira.



Em torno dessas "big five" flutuavam bandos menores, mas nem por isso menos agressivos em sua rapinagem -- como o PR, que dava as cartas no setor de Transportes, o PSD do Kassab, que controlou o ministério das Cidades no governo Dilma, o PP, que compartilhava a Petrobras com o PT, e o consórcio PRB-Igreja Universal, que tinha interesses na área de Esportes.

Havia também os bandos regionais, que atuavam com maior ou menor grau de independência. O PMDB do Rio e seu inacreditável comandante Sérgio Cabral, por exemplo, chegaram a ser mais poderosos que os grupos nacionais. Fernando Pimentel liderava uma subquadrilha petista em Minas. O PT baiano também tinha voo próprio, embora muito conectado ao esquema nacional. Os grupos locais se diferenciavam das quadrilhas tucanas pelas aspirações e influência mais restritas aos territórios que governavam.



Por fim, vinham parlamentares e outros políticos do Centrão, negociados de maneira transacional no varejo: uma emenda aqui, um caixa 2 ali, uma secretaria acolá. Esses grupos se acoplavam ao poderoso de turno e a suas ideologias: de FHC a Lula, de Dilma a Temer. O neoliberal de anteontem era o nacionalista de ontem, o reformista de hoje e o que estiver na moda amanhã.

Digo tudo isso não para reduzir a importância do PT e o protagonismo do Lula nos crimes que foram cometidos contra o Brasil. Lula tem de ser preso e o PT tem que ser reduzido ao tamanho de um PSTU.



Mas ninguém pode dizer que é contra a corrupção se tolerar as quadrilhas do PMDB ou do PSDB em nome da "estabilidade", "das reformas" ou de qualquer outra tábua de salvação que esses bandidos jogam para si mesmos.

E que ninguém superestime as rivalidades existentes entre esses cinco grupos. Em nome da própria sobrevivência eles são capazes de qualquer tipo de acordo ou acomodação e farão de tudo para obstruir a Lava Jato.



(*) - ADA 



quinta-feira, 21 de abril de 2016

Análise pós impeachment de Gaudêncio Torquato

Por Gaudêncio Torquato.

O nome de deus em vão
Nunca se ouviu falar tanto de Deus como na votação do impeachment, dia 17, domingo. Dedico esse voto, primeiro, a Deus, que me deu a vida ; depois, à minha mãe, à minha mulher, aos meus filhos etc. Portanto, Deus continua sendo a porta do Paraíso para nossos políticos. Vejamos Deus na vida de alguns protagonistas... O ditador Francisco Franco usava a Providência Divina para se afirmar : "Deus colocou em nossas mãos a vida de nossa Pátria para que a governemos". Não satisfeito, mandou cunhar nas moedas : "Caudilho da Espanha pela graça de Deus". Idi Amin Dada, o cabo que se tornou marechal de Uganda, ditador sanguinário, dizia ao povo que falava com Deus nos sonhos. Um dia, um jornalista faz a inquietante pergunta : "o senhor tem com frequência esses sonhos ? Conversa muito com Deus ?" Lacônico, o cara de pau respondeu : "Só quando necessário".



Arte de DUKE

Vitimização
Está clara a estratégia da presidente Dilma e de seu entorno : tornar-se vítima. A liturgia da vitimização pode ser assim descrita : escolha de um refrão para abrir o discurso - conspiradores tramam um golpe ; aparecimento em entrevistas coletivas exibindo a estética das vítimas - olhos vermelhos, feições contraídas ; expressão pausada e ritmada, entremeada de pausas, que procuram enfatizar os refrões ; postura humilde na audição e respostas às perguntas. Foi o que se viu em Dilma em suas entrevistas coletivas.

Arte de SPONHOLZ


Golpe
A ideia de que estaria sendo tramado um golpe invade espaços midiáticos, multiplicados pela teia lulopetista. O vice-presidente da República, Michel Temer, e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, seriam os conspiradores. A estratégia, nesse caso, é tentar colar a imagem de Cunha à imagem de Michel. Como sofre uma bateria de denúncias, o presidente da Câmara, como tentam o PT e o governo, contaminaria a imagem do presidente da República. Ou seja, o mal de um geraria sombra sobre o outro. Essa é a intenção dos comunicadores petistas.


Golpe e contragolpe
Ora, o que Dilma esquece é que o povo não é bobo. Não compra gato por lebre. Ela acha que é simples dizer que fulano é o demônio em pessoa e que esta identidade demoníaca pode ser simplesmente transferida a um grupo pelo simples fato deste grupo ser contrário ao governo. Por isso, Dilma começa a sofrer o contragolpe : os 367 deputados que votaram são conspiradores ? Os cinco milhões de pessoas que saíram às ruas desde 2013 são conspiradores ? O STF, que definiu o rito do impeachment, é golpista ? Os oito ministros do STF entre os 11 que formam o Colegiado são traidores golpistas ? Dilma, lacrimosa, pode até gerar comoção em algumas pessoas. Mas ela é uma pessoa dura, autoritária, nervosa, arrogante. O véu começa a cair.

Arte de SID



O rito no Senado
O Senado abriu o rito do impeachment, que deverá ser acolhido pela maioria dos senadores. Hoje, cerca de 45 já definiram suas posições. A Comissão de 21 senadores fará um relatório inicial a ser votado pelo plenário. Aceito o impeachment, a presidente deverá ser afastada. A Câmara Alta terá 180 dias para apurar, julgar e decidir sobre seu afastamento. Vejamos as hipóteses.


180 dias ?
Se o vice-presidente vier a assumir a presidência na segunda semana de maio, conforme calendário estabelecido, deverá fazê-lo com uma equipe já escolhida. Ou seja, se houver acolhimento por metade mais um dos senadores, a presidente será afastada por 180 dias. A depender da maneira como o presidente provisório der respostas às expectativas sociais, o processo de impeachment poderá ser logo decidido ou se estender até o prazo previsto pelo rito. Se as respostas forem satisfatórias, o Senado será instado a apressar o fluxo do impeachment. A recíproca é verdadeira. O fato é que o país não aguentará todo o prazo - 180 dias- de um governo provisório.

Arte de ZOP



Um eventual governo Temer
Se chegar a ocupar a cadeira presidencial, o vice Michel Temer terá pela frente o maior desafio de sua vida : governar o país numa quadra das mais difíceis de sua história, marcada por uma economia em recessão, uma fila de 10 milhões de desempregados, 10% de inflação, perspectiva de queda entre 3,5% a 4% do PIB este ano. Para fechar os buracos do rombo na economia, o eventual presidente deverá escolher um nome de alto gabarito para coordenar a área mais crítica do governo. Como assoviar e chupar cana ao mesmo tempo ? Como fazer o ajuste e, ao mesmo tempo, arrumar o bolso dos consumidores, de forma que possam conservar certo poder de compra ?

Arte de SAMUCA



Desafios
Os desafios serão monumentais. A estrutura ministerial deverá ser enxugada, sob o critério da racionalidade. Enxugamento, fusão e junção de cinco a sete Pastas. Nomeação de grandes perfis para comandar os Ministérios mais importantes : economia, saúde, educação, Justiça, infraestrutura. Como atender às demandas partidárias, sabendo que os partidos querem se fazer representar na Esplanada dos Ministérios ? Como manter uma sólida base de apoios no Congresso, condição que faz absolutamente necessária para preparar o país e avançar nas reformas fundamentais ? Reformas : Política, Previdência, Fiscal-Tributária, Trabalhista e do Pacto Federativo.

Nomes e ensaios
Qual será o prazo que a sociedade dará a um novo presidente nessa quadra de economia em descalabro ? Menos do que os 100 dias tradicionais que se costuma dar aos novos governantes. Por conseguinte, 60 dias (dois meses) fechariam a agenda das expectativas. Mais que isso, o clima social estaria muito tenso. Se, em menos tempo, as expectativas começarem a ser atendidas, melhor para o ânimo governamental. Nesse ínterim, a sociedade tomaria conhecimento da disposição de um novo governo e passaria a responder com o reconhecimento e a simpatia.

O Estado adequado
Nem Estado gordo, nem Estado magro. Um Estado adequado. Essa é a concepção que passa pela cabeça do vice-presidente Michel Temer. Um Estado capaz de dar respostas aos anseios sociais, em condições de atender às demandas prioritárias nas áreas da saúde, educação, emprego, segurança. Não se trata de dizer que o país verá um amplo programa de privatização. Não se pode fazer terrorismo com esse conceito. A privatização deve ocorrer em áreas que fogem às competências constitucionais do Estado brasileiro. Os investidores querem ganhar confiança para voltar a reinvestir. Credibilidade, eis a palavra mágica que precisa ser resgatada.


Arte de SON SALVADOR


Senadores sob pressão das ruas
A imensa maioria da população brasileira quer ver a presidente Dilma afastada do comando da Nação. Parece dizer : o ciclo do PT chegou ao fim. Queremos inaugurar uma nova era. O Senado deverá agir sob esse clamor das ruas. Ademais, a vitória do impeachment na Câmara foi muito expressiva. Acima das expectativas. Ou seja, essa avalanche de votos favoráveis funcionará como alavanca de impulso no Senado. A Câmara representa o povo brasileiro, enquanto o Senado representa os interesses dos Estados. A vontade do povo entra na Casa que representa a identidade dos 27 entes estaduais.

E se Dilma ficar ?
Dilma terá condições de voltar a governar, caso o Senado arquive o processo do impeachment ? Difícil imaginar a situação. Economia descalibrada, massas nas ruas, falta de apoio no Congresso, Lula girando como um autômato na Esplanada dos Ministérios... enfim, a paisagem de Dilma voltando a comandar o Estado é aterradora.


Arte de NEWTON SILVA


Pobre português
A deputada Jandira Feghali (PCdoB-Rio) reclamou muito do "baixo nível" do Congresso no dia seguinte ao da votação do impeachment, principalmente pelos erros grosseiros nos discursos dos parlamentares - alusão direta aos deputados que votaram "sim". É provável que a deputada não tenha ouvido direito, mas as principais agressões ao vernáculo e à inteligência vieram justamente dos seus pares da situação - ou da turma do "não".


O sonho de Lula
É claro que Luiz Inácio acalenta o sonho de voltar a ser candidato em 2018. Como se sabe, a melodia que sai do aparelho fonador de Lula não tem a suavidade de um bolero ou mesmo de samba-canção. A melodia é frenética. Lula gosta mesmo é de ser oposição. Por isso, quanto antes Dilma se afastar, melhor para seu desígnio de se candidatar. Precisa voltar com as caravanas pelo Brasil afora. Ora, essa condição exige que seja oposicionista contra "esse governo golpista" que está aí. As massas aplaudirão seu discurso ? Possivelmente, as massas instrumentalizadas, que recebem cachê para comparecer aos comícios. Lula já não é o mesmo de 10, 15 anos atrás. 

 
Arte de SPONHOLZ



P.S. Ademais, Luiz Inácio terá de dar algumas respostas à República de Curitiba.

sábado, 16 de janeiro de 2016

2015, gastos em restaurantes

Por Radar On Line

A crise política de 2015 abriu o apetite dos líderes partidários na Câmara. Os relatórios de prestações de contas das lideranças mostram gastos pesados em restaurantes.

O líder do PT, Sibá Machado (AC), apresentou uma nota de 2.050 reais, em nome da empresa Prime BDN, responsável pelo buffet de uma reunião do PT em Brasília.

O evento, realizado no dia 29 de junho, contou com a presença de 54 deputados e 12 senadores.

Arte de NANI


Fora a reunião custosa, o deputado gastou em 7 de maio 3.609 reais no Bar do Alemão. Na descrição, nada além de “fornecimento de alimentação”.

O tucano Carlos Sampaio (SP), líder do partido na Casa no ano passado, gastou 1.104 reais no restaurante Coco Bambu, especializado em camarões, em novembro.

Em 20 de outubro, mais 1.980 reais no bistrô Toujours. Além de caro, o restaurante promete ser “um lugar para se estar SEMPRE… desde um almoço de negócios até um jantar romântico”, de acordo com a descrição em seu site. A liderança tucana concorda: há outra nota no Toujours na semana seguinte, em que foram gastos os mesmos 1.980 reais.


terça-feira, 12 de janeiro de 2016

A lista de presenças da Câmara dos Deputados em 2015

Pelo Diário do Poder.

Apenas 19 deputados federais participaram de todas as 125 sessões deliberativas realizadas pela Câmara em 2015. O número representa pífios 3,7% dos 513 parlamentares da Casa. A maior parte de suas excelências dá um jeito de se justificar e não tem nenhum centavo cortado do salário. Quem mais se ausentou, nem se deu o trabalho de dar explicação, foi o deputado Guilherme Mussi (PP-SP): 30 faltas.

Arte de ORLANDELI


Wladimir Costa (SD-PA) e Paulo Maluf (PP-SP) têm, respectivamente, 105 e 74 ausências entre justificadas e não justificadas.

Nem o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tem 100% de presença. Teve uma falta, que foi dada como justificada pela Casa.

Cada deputado custa até R$ 1,8 milhão por ano, contando benesses como auxílio moradia, cota parlamentar, verba de gabinete, carro, etc.

Constantemente ridicularizado, Tiririca (SP), puxador de votos no PR, é um dos 19 deputados presentes em todas as sessões da Câmara.


sexta-feira, 17 de julho de 2015

Cunha - O investigado que intimida

Por Bernardo Mello Franco


O investigado que intimida
O que têm em comum Fernando Collor, Eduardo Cunha e Renan Calheiros? Além do que o leitor está pensando, os três adotaram a mesma tática na Lava Jato. Em vez de se defender, atacam os policiais e procuradores que os investigam.

Nesta quinta, Renan voltou a criticar a PF. Collor chamou os investigadores de "facínoras que se dizem democratas". Cunha acusou o procurador Rodrigo Janot de forçar delatores a mentir para incriminá-lo.

Arte de NANI


Nada de novo, salvo um detalhe. Duas testemunhas afirmaram em juízo que temem retaliação do deputado às suas famílias. O medo foi relatado pelo doleiro Alberto Youssef e pelo consultor Júlio Camargo.

"O deputado Eduardo Cunha é conhecido como uma pessoa agressiva", disse Camargo, que relatou a propina de US$ 5 milhões. "O maior receio é a família, porque quem age dessa maneira perfeitamente pode agir não contra você, mas contra terceiros. Às vezes, machucar um ente querido é muito pior do que machucar você mesmo", prosseguiu.

Arte de SINFRONIO


Youssef se disse preocupado com as três mulheres da família. "Venho sofrendo intimidação perante as minhas filhas, perante a minha ex-esposa", relatou o doleiro. "Estou sendo intimidado pela CPI da Petrobras, por um deputado, pau-mandado do senhor Eduardo Cunha".

A pedido de um aliado de Cunha, a CPI já quebrou o sigilo das três, mas a medida foi anulada pelo Supremo. Agora está na hora de o tribunal se pronunciar sobre os relatos de intimidação e ameaça aos réus.

Arte de AROEIRA


Para dirigir seu pronunciamento à nação desta sexta, Cunha contratou o marqueteiro Paulo de Tarso Lobão Morais, condenado em 2010 por peculato em Rondônia. A sentença foi confirmada em segunda instância e depois anulada pelo STJ.

O diretor nega ter cometido crime e se diz vítima de "armação política". "Eu não sou notícia. Notícia é o presidente da Câmara", afirma.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Reformado o parecer da reforma política

Por  Marcela Mattos, para VEJA on line


Relator aumenta mandato de senador para 10 anos
Relator da reforma política na Câmara, o deputado Marcelo Castro (PMDB-PI) alterou seu parecer apresentado na última terça-feira e aumentou para dez anos o mandato de senadores - hoje de oito anos. Conforme texto anterior, todos os cargos eletivos teriam a duração unificada em cinco anos.

Arte de TENÓRIO


O relatório da reforma política está previsto para ser votado na próxima terça-feira. Conforme prazo estipulado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o projeto vai ser votado na última semana de maio - com ou sem um parecer do colegiado.

A mudança foi anunciada nesta quinta-feira após os senadores sinalizarem que, caso fosse aprovada a redução do período de mandato, a reforma política seria alterada na Casa, o que protelaria a tramitação e faria com que a matéria dificilmente fosse aprovada a tempo para a próxima eleição. Para entrar em vigor em 2016, a proposta de emenda à Constituição (PEC), que tem de ser analisada em dois turnos e exige maior quantidade de votos, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado até outubro deste ano.

Arte de ??


A coincidência do período dos mandatos foi proposta para possibilitar a unificação das eleições de todos os cargos eletivos. O Brasil atualmente passa por campanhas eleitorais a cada dois anos, com as eleições de prefeitos e vereadores separadas das eleições de presidente da República, governadores, deputados federais e estaduais e senadores.

Para colocar a proposta em prática, o relator também cedeu à pressão de prefeitos e vereadores e incluiu no parecer a previsão das eleições coincidentes a partir de 2022. O relatório inicial determinava a unificação em 2018.


Arte de PATER


Outra mudança diz respeito aos suplentes de senador. Pela regra atual, ao apresentar o registro da campanha, o candidato carrega consigo dois suplentes, que podem acabar assumindo a vaga sem terem recebido nenhum voto. Normalmente, são indicados para o posto familiares dos candidatos ou grandes empresários que financiam a campanha. Marcelo Castro defendia que os suplentes deveriam obedecer a ordem da lista dos candidatos mais votados, independentemente do partido. Mas acabou aderindo à proposta de que cada senador pode carregar um suplente, contanto que não seja cônjuge ou familiar sanguíneo de até segundo grau.

Arte de NICOLIELO


Cláusula de barreira - Marcelo Castro também afrouxou as regras para a cláusula de desempenho, norma que estabelece regras para o funcionamento dos partidos. O relator mudou de 3% para 2% a quantidade mínima dos votos apurados na última eleição para a Câmara dos Deputados para que as legendas possam ter acesso à propaganda gratuita em rádio e televisão e acesso ao fundo partidário. Os votos devem estar distribuídos em pelo menos um terço das unidades da federação, com um mínimo de 1% do total de cada uma delas.

Foram mantidos outros pontos do relatório apresentado na última terça-feira, como o fim da reeleição, financiamento misto de campanha e o sistema eleitoral no formato "distritão", que prevê a eleição dos candidatos que obtiverem a maior a quantidade de votos em cada estado.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Eduardo Cunha anuncia desparrame de dinheiro

Direto do Diário do Poder

Esse Eduardo Cunha tem coragem de beijar cobra na boca. Insiste no novo anexo da Câmara, com um shopping, que tem tudo para virar operação policial. Como as maiores empreiteiras não apareceram, até porque a Operação Lava Jato as forçou a perder a ousadia, Cunha chegou até a prorrogar o prazo para empresas concorrerem à licitação da obra. Além do novo anexo, Cunha anunciou liberação de verba de R$ 85 milhões para a compra de 70 apartamentos para os deputados.



Eduardo Cunha disse a líderes da Câmara que quer concluir a compra dos novos apartamento antes do fim do mandato na Presidência.

A compra dos apartamentos faz parte das promessa de campanha de Cunha. As excelências adoram mordomias de apartamentos funcionais.

No afã em agradar seus pares, Cunha já prometeu a construção de um novo anexo, que custará R$ 1 bilhão aos cofres públicos.

NOTA DO PILÓRDIA: Nós, cidadãos, estamos entre a cruz e a espada! Misericórdia!