Uma pequena comunidade vive completamente isolada, sem energia elétrica ou água encanada, em uma praia quase deserta localizada no extremo sul de Florianópolis (SC). Conhecida como a praia do Saquinho, o local é um dos últimos refúgios da capital catarinense que se mantém distante do agito da alta temporada e da especulação imobiliária.
O único meio de se chegar à comunidade, onde vivem cerca de 40 famílias que usam a pesca como principal sustento, é percorrendo uma trilha de quase 2 km, o que leva em média 30 minutos.
Com subidas e descidas muito acentuadas, a trilha foi caprichosamente construída e cimentada pelos próprios moradores do local. O visual em todo o caminho vale o sacrifício, assim como a pequena praia deserta, com cerca de 400 m de areia.
As inovações tecnológicas e facilidades do mundo moderno passam longe da pequena comunidade catarinense. Os cavalos ainda são usados como principal meio de transporte pelos nativos para levar para casa galões de água, botijões de gás e compras. Os habitantes garantem não sentir falta de energia elétrica. Para tomar banho quente, assistir à televisão ou ouvir rádio, improvisaram baterias de automóveis para gerar energia. Elas são recarregadas na casa de moradores da praia da Solidão, a mais próxima. Quirino Simião Borges, 42 anos, nasceu na isolada praia e nunca pensou em deixar o que considera um "paraíso". Ele diz que corretores de imóveis já ofereceram milhões pelas casas dos moradores, mas diz que quer passar a vida toda longe da cidade, sem ouvir barulho de carros e buzinas. "Não me falta nada aqui. Tenho liquidificador, televisão e uso placas solares para energia", diz. "Quero viver longe de tudo. Estou perto da natureza, a praia é boa para pescar e, à noite, eu não tenho nenhum barulho para incomodar". Redação Terra Texto e foto de Fabrício Escandiuzzi * Certamente não estão nada interessados com o BBB 8 - Pedro Bial vai entrar em parafuso.
