sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Leiam com atenção.

Aos Leitores do Blog - Esta texto abaixo nos foi enviado por André Carvalho - também colaborador deste blog. Após adquirir um veículo e este apresentar problemas sentiu-se lesado da forma como foi tratado pelas empresas responsáveis. Leiam e acautelem-se.

"Salvador, 17 de janeiro de 2008


À Fiat Automóveis S.A.
Via e-mail.


Indistintos Senhores,


Em 20 de março de 2007, comprei na Americar Veículos Ltda., em Salvador-Ba., um automóvel marca Fiat, modelo Idea Elx Flex, zero quilômetro. Antes de completar os 4.000 quilômetros rodados descobri que havia adquirido um carro “nigrinha”, pelos seus inúmeros qui, qui, quis, cá, cá, cás, ti, ti, tis, ren, ren, rens. Em contato com a revenda resolvi esperar pela primeira revisão para silenciar a orgia de barulhos apresentados pelos bancos, painel e cinto de segurança. A partir dos 9.000 quilômetros a embreagem começou a trepidar, de sorte que, em determinadas manobras, me sinto pilotando um canguru, tal a freqüência e a amplitude dos saltos que a “coisa” dá.

Novamente aguardei a revisão dos 15.000 quilômetros, até porquê, sei que a rede Fiat anda abarrotada de serviço o que pode ser comprovado pela matéria da revista Quatro Rodas edição 574 pág. 119.

Na revisão, realizada na Americar Veículos, em 18 de dezembro de 2007, foi constatado o defeito na embreagem, mas, não havia em estoque a peça para substituição. Ela seria providenciada junto ao fabricante e a concessionária me chamaria para a substituição, em garantia. Importante ressaltar que o carro continuou “nigrinha” mesmo após a revisão.

Em 16 de janeiro de 2008, ao procurar por notícias, fui informado que a Fiat havia suspendido a troca do disco de embreagem, em garantia, conforme pág. F13 do manual do proprietário. Esta “pérola” me foi dita pelo trêmulo consultor técnico, pois a gerente de serviço (acho que é essa a denominação) não quis me receber.

Confortável a posição da Fiat ao transferir problemas de manufatura ou montagem para um possível uso indevido. Ou será que a embreagem só dura mesmo dez a quinze mil quilômetros? Confortável a posição da Americar Veículos ao me despachar da recepção. Na compra, fui atendido pelo gerente de vendas, em sua sala.

Por que ao invés de balões e “baners” a Fiat não expõe em seus salões de venda, cartazes com as condições da garantia e atendimento que concede? No ato da compra não me foram ditos estes senões e somente tive acesso ao manual do proprietário após, claro, pagar o veículo e assinar o canhoto na nota fiscal, dando “de acordo” a tudo que me foi escondido.

Como posso intuir que disco de embreagem, pastilhas de freio, sonda lambda e outras peças da mesma natureza não são cobertas pela garantia Fiat? Senhores, “outras peças da mesma natureza” sic (pág. F-13 do manual), o que isso quer dizer? O fato de o Idea nacional ser um genérico do modelo italiano não devia implicar, também, numa garantia tão genérica. Se vivos estivessem, Aristóteles, Platão e Darwin teriam um belo tema para estudar e filosofar: A NATUREZA DAS PEÇAS FIAT E SEU IMPACTO NO GÊNERO DAS COISAS.

Sei que a solução para esta missiva será o clicar de “delete” de um talentoso estagiário do setor de atendimento ao cliente, daí o indistintos senhores, lá de cima. De certa forma é bom, eis que não receberei respostas cínicas, tais quais aquelas que a Fiat comumente envia para a seção “Defenda-se” da revista Auto Esporte.

Perdi, está claro. No popular, Fui Iludido, Agora é Tarde. Faz parte do jogo. A Volkswagen também foi líder de mercado. Estou trocando a “latinidad” italiana pela seriedade oriental.

ADEUS,

André da Silva Carvalho
btreina@ yahoo.com.br

C/C
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