sexta-feira, 3 de abril de 2015

Cartoons do Pancho










Alfabeto dos Países


Logotipos com a tipografia que represente um determinado país.



LETRA A

Este é um projeto do Zergutdesign Studio


"Foram escolhas muito difíceis, um trabalho árduo, por isso pedimos desculpas para aqueles que não encontraram seu país."

B

C 

D 

E

 F

G 

H 

I 

J 

K 

L

M 

N 

O 

P 

Q 

R

S

T

U

V

Y

W

Z


Fontes Behance / DesignerGH

quinta-feira, 2 de abril de 2015

A Odebrecht e a trilha do dinheiro

Por Merval Pereira.
Publicado em seu blog em 01ABR2015

A trilha do dinheiro
Começa a ser desvendado o mistério envolvendo a participação da empreiteira Odebrecht no esquema de corrupção que a Operação Lava Jato está desvelando, para espanto não apenas de brasileiros, pelo volume de dinheiro que envolveu e o estrago que fez na maior empresa brasileira, a estatal Petrobras, com reflexos em toda a economia nacional.

Arte de SPONHOLZ

A explicação extra-oficial que corria no mercado financeiro é que seria muito difícil pegar a Odebrecht em algum desvio, por que ela utilizava empresas no exterior para fazer o dinheiro sujo chegar aos políticos e executivos da Petrobras envolvidos no esquema, sem se utilizar de doleiros nacionais.

Pois ontem o doleiro Alberto Yousseff revelou que a Odebrecht e a Brasken – empresa petroquímica que a empreiteira tem em parceria com a Petrobras – utilizaram seus serviços “duas ou três vezes”. Ele denunciou a Construtora Internacional Del Sur, offshore usada para remessas ao exterior pelas duas empresas, como a distribuidora da propina no exterior ou, algumas vezes, para internalizar o dinheiro através de Yousseff. 


A citação da Construtora Internacional Del Sur foi o suficiente para fechar o cerco em torno da Odebrecht, pois em outra delação premiada anterior, o ex-gerente Pedro Barusco havia revelado que a offshore panamenha foi usada pela Odebrecht para o repasse de valores para uma conta sua no Credit Corp Bank AS, de Genebra.

Entre maio e setembro de 2009, a Odebrecht teria transferido US$ 916.697,00 para a conta da Constructora Internacional del Sur, e de lá para uma offshore de Barusco também do Panamá. Cruzando-se os depósitos e recebimentos das contas de Barusco com as do ex-diretor da Petrobras Renato Duque, seu superior imediato indicado pelo PT, verifica-se que foram feitos dois depósitos pela Constructora Internacional Del Sur S.A., de US$ 290 mil, no dia 17 de novembro, e outro de US$ 584,7 mil, dez dias depois, na conta de Duque em Mônaco, que hoje está bloqueada pela justiça daquele principado.

Arte de CÍCERO


A conta da Constructora Internacional Del Sur era no Credicorp Bank, em Genebra, o mesmo em que Barusco tinha conta. É provável que este tenha sido o elo final para circunscrever as relações da empreiteira Odebrecht com o escândalo da Petrobras. A partir daí, é previsível que as relações da empreiteira com o PT, e em especial com o ex-presidente Lula, a quem a Odebrecht levou para várias viagens na África como garoto-propaganda da construtora brasileira, façam parte das investigações da Operação Lava-Jato.

A boa relação da Odebrecht com os governos petistas vem desde o início do primeiro mandato de Lula. Em 2003, quando Dilma era a ministra das Minas e Energia, em dificuldades para pagar dívidas em torno de U$ 2 bilhões, a empreiteira teve a concessão especial de ampliação no prazo, de 90 para, em alguns casos, até 210 dias, para o pagamento de insumos da Petrobras pela Brasken, a empresa petroquímica do grupo.

Arte de TENÓRIO


A atuação da Odebrecht em outras áreas, como a construção de hidrelétricas aqui e em países da América Latina e da África também já estão sendo investigadas a partir de delações premiadas de Dalton Avancini, presidente da Camargo Corrêa, e Eduardo Leite, vice-presidente, que admitiram que a empresa se comprometeu a pagar cerca de R$ 20 milhões em propina na usina de Belo Monte.

No acerto do cartel, as empresas do consórcio teriam que contribuir com a mesma quantia para um fundo comum que financiaria a propina. O próprio juiz Sérgio Moro já demonstrou estar surpreso com a amplitude do esquema, para além da Petrobras.



Segundo comentários de Moro, as investigações não chegaram nem mesmo à metade do caminho, pois a cada dia aparecem mais informações que levam a novas descobertas. Tudo percorrendo a trilha do dinheiro.

Fagner homenageia o juiz Sérgio Moro

O cantor Fagner está compondo uma música em homenagem ao juiz Federal Sérgio Moro, da 13ª vara de Curitiba/PR, responsável pela condução da operação Lava Jato.

Em vídeo postado pelo jornalista Ancelmo Gois, Fagner canta o refrão "Quem tem tudo na mão, não corre atrás", da canção que, conforme afirmou em entrevista ao portal G1, representa o "grande trabalho dele pelo Brasil".

Ao final da gravação, o cantor ainda saúda o magistrado pelo trabalho que tem desenvolvido:
"Sérgio Moro, é um prazer ter falado com você. Nós brasileiros estamos junto com você. Parabéns por você existir nesse país difícil de aturar."
Fagner conversou com Moro durante a entrega do prêmio "Você faz diferença", do jornal O Globo - oportunidade em que o juiz recebeu o prêmio de personalidade do ano.

Dilma Rousseff: "Portugal não é Europa"

BRASIL NO EXTERIOR

Entrevista no início do primeiro mandato!

via whatsapp

E agora, Rousseff?

ADAPTAÇÃO LIVRE DO POEMA 
DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE !

 por Gilberto Geraldo Garbi

E agora, Rousseff?
A festa acabou,
o ladrão delatou,
o povo rugiu,
o PIB mixou,
e agora, Rousseff?
e agora, você?
Você que é “a gerente”,
que zomba dos outros,
você que fez guerra,
assaltos e bombas?
E agora, Rousseff?



Está sem Congresso,
está sem caminho,
está sem discurso,
já não pode esconder,
já não pode enganar,
mentir já não pode,
o Cunha ganhou,
o ensino não veio,
o transporte não veio,
a Copa não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e a base traiu
e a inflação voltou,
e agora, Rousseff?



E agora Rousseff?
Sua rude palavra,
seu instante de choro,
sua gula por mando,
seu voluntarismo,
seus Eikes Batistas,
sua incompetência,
seu ódio às elites– e agora?



Com cargos na mão,
quer abrir as portas,
não existem portas;
quer socorro do Santana,
mas o marketing secou;
quer conselhos do Lula,
mas o Brasil acordou.
Rousseff, e agora?


Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você renunciasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
o Sírio não deixa, Rousseff!



Sozinha no escuro,
trancada em palácio,
sem demagogia que a salve,
sem herança maldita
para se desculpar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, Rousseff!
Rousseff, para onde?
                                    

Com o perdão de Carlos Drummond de Andrade, por invocá-lo neste momento imundo do Brasil.
 

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Nem Messi, nem Neymar e nem CR7


Carta de um eleitor à Presidente

Por Manoel Ribeiro.
Recebida por e-mail, de Haroldo Quadros.

Carta de um eleitor à Presidente

Senhora Presidente,

A senhora provavelmente jamais irá ler está mensagem enviada por meio de rede social. Começo por esclarecer que sempre situei-me ideologicamente na esquerda e votei na senhora; é verdade que votei muito mais em um programa político de inclusão social do que na candidata. O único senão é que sou elite, como a senhora o é e os seus ministros e dirigentes do PT o são. Portanto um pecado venial.

Arte de SETE


A Presidente – desculpe-me, mas não consigo falar ou escrever Presidenta (coisas talvez de uma educação elitizada) – sempre teve um temperamento forte e no seu primeiro governo quem mandava era a senhora. Para o bem e para o mal. Eleita para um segundo mandato por uma diferença pequena, mas que não tira a legitimidade da eleição, a senhora até hoje não conseguiu tomar posse do seu cargo.

Perdão, mas a Presidente parece um zumbi andando a esmo pela república. Perdeu a eleição para a Presidência da Câmara, fazendo emergir o Deputado Eduardo Cunha que, na prática, é quem manda no país, pelo menos no Executivo e Legislativo. Até seu líder na Câmara ele demitiu. Faz o que quer, fala mal do seu governo e a senhora, com seu temperamento belicoso, ainda pede desculpas. 

Arte de SPONHOLZ


Não sei se a Presidente sabia ou não do chamado “petróleo”, porém, se sabia, ainda não há indícios efetivos. Ao contrário do Primeiro-Ministro Dep. Eduardo Cunha que o STF autorizou a abertura de inquérito certamente por haver claros indícios de ter sido beneficiado pelo esquema. E ainda assim, a senhora assume a chefia de estado envergonhada e deixa que ele, com toda a imodéstia, assuma a chefia do governo e o transfira para o Congresso. 

Para ele e para o PMDB a senhora só será Presidente – apenas chefe de Estado – até o dia que quiserem e, por isso, exigem a pusilanimidade do seu governo. É possível que estejam certos.

Arte de THOMATE

Para o ajuste fiscal a senhora cedeu e escolheu um economista brilhante, Dr. Levy, da escola de Chicago. Sim Presidente, a escola que comandou com sucesso a economia na feroz ditadura de Pinochet e que deu certo exatamente por este motivo: ninguém era louco de protestar. Hoje Levy, que não tem compromissos com a senhora, é chamado de andorinha do Planalto para fazer sozinho o verão. Talvez só consiga, despachando direto com o Primeiro-Ministro Eduardo Cunha e com a oposição. Viu? A senhora não é chefe de governo.

Arte de DUKE


Neste quadro, a popularidade do seu governo é insustentável. A senhora viu na pesquisa do Datafolha. A base popular do seu partido já a isolou e hoje protesta contra o seu governo. O Senador Renan, outro da lista de Janot, não atende telefonema da senhora que é a Presidente da República. A senhora é uma refém sangrando (no dizer da oposição) e recebendo pequenas transfusões para ficar viva e continuar sangrando.

Arte de JOTA A


Humildemente, como simples cidadão, vejo três alternativas. A renúncia como Jânio Quadros. O suicídio como Getúlio Vargas. Ou recuperar os seus dentes e assumir o seu mandato, se tiver condições objetivas para tal.

Cid Gomes, que não é maluco e nem bobo, não acreditou na hipótese da senhora recuperar o mandato e criou as condições para a saída honrosa e combativa do seu ministério aproveitando a fama de temperamental. 

Arte de GILMAR


Não Presidente, não quero o ato extremo do suicídio que é uma renúncia muito radical. Renuncie apenas ao seu mandato, negociando com Temer a dupla renúncia para podermos ter uma nova eleição ou, melhor ainda, a aprovação de uma emenda constitucional ao Ato das Disposições Transitórias permitindo a convocação imediata de eleições gerais para a área federal (executivo e legislativo).

Pelo amor à pátria.

Meus respeitos.

Atenciosamente,


Manoel Ribeiro

Manoel Ribeiro, ex-executivo da empreiteira OAS, é irmão do falecido imortal baiano João Ubaldo Ribeiro.

Primeiro de abril, dia da mentira!