sábado, 27 de junho de 2015

Karina Rabinovitz, um poema

Parabéns querido amigo, Ito Rabinovitz!




Eco Daltônico
(Karina Rabinovitz)

verde
é a cor que meu pai
não vê.


inconformada,
passei a infância atrás dele
com uma caixa de lápis de cor,
jogando verde pra ver
se colhia maduro.


amadureci reconhecendo
que as árvores de meu pai 
são cinzas
e que sua bandeira do Brasil
é da cor de um pano de chão.


foram muitos anos até compreender
meu pai e seu amor sem a cor
verde.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Vivendo do Ócio

Sugestão de Otoniel Costa Neto

Nostalgia.



Vivendo do Ócio é uma banda baiana 
de rock de garagem.



Bomba-Relógio, gravado na cidade de Lecce no sul da Itália.



Eu Gastei, gravado em SP.


http://vivendodoocio.com/ 

Cartoons by WhatsApp








quinta-feira, 25 de junho de 2015

Dilma e Jô Soares - depoimento esclarecedor


Propaganda da Honda


Quando a notícia é perigosa

Por Elio Gaspari.
Publicado na FOLHA em 13MAI2015

Crônicas

De ed.kennedy@edu para todo mundo
Meu nome é Edward Kennedy, nada a ver com o xará irmão do presidente americano, que foi senador e veio para cá em 2009. Falou-se dos 70 anos do fim da Segunda Guerra e novamente fiquei esquecido. Todo jornalista que lida com notícia deve se lembrar que fritaram Ed Kennedy.

Em maio de 1945 eu era o chefe do escritório da agência de notícias Associated Press na frente ocidental da Segunda Guerra. Estava baseado em Paris, era um gato e bebia tudo com Ernest Hemingway. Na manhã do dia 6, um domingo, fui chamado pelo comando militar americano para embarcar num avião militar. Éramos dezessete. Não sabíamos para onde íamos, nem para fazer o quê. Ao desembarcar na cidade de Reims, onde estava do QG do general Dwight Eisenhower, entendemos tudo. O mundo já sabia que Hitler estava morto, que os russos já haviam entrado em Berlim. Era a rendição do Reich.

Fomos informados de que o que acontecesse ali deveria ser mantido em segredo. Logo depois chegou o general Gustav Jodl, chefe do Estado Maior alemão. O almirante que veio com ele pediu uísque, pareceu descontraído e matou-se dias depois. Às 2h41 do dia 7, segunda-feira, a turma do avião viu quando assinaram a rendição. Para espanto geral, fomos informados de que a notícia só poderia ser anunciada às 15h do dia seguinte, quando os alemães já tivessem capitulado cerimonialmente na frente russa. Voltamos para o avião e chegamos de manhã a Paris.

Eu dei umas voltas. Tinham-se passado mais de 12 horas, a guerra tinha acabado, mas isso não podia ser contado. Pior: uma rádio alemã já havia transmitido a rendição de Reims. Os censores mantiveram o embargo. Às 14h24 liguei para o escritório da AP em Londres e passei a noticia: "A Alemanha rendeu-se incondicionalmente". Pode ter sido a notícia do século.

Na primeira hora, fui festejado. Em seguida o comando aliado cassou minha credencial e o que era festa tornou-se recriminação. Colegas meus, reunidos em Paris, condenaram-me por 52 votos contra quatro. Meu comportamento teria sido "aético". Meus patrões pediram desculpas ao governo, chamaram-me de volta a Nova York e suspenderam-me. Não me davam serviço e um dia depositaram US$ 4 mil na minha conta, sem uma palavra. Era o sinal para que eu sumisse dali. Arrumei um emprego na Califórnia e morri num acidente de carro em 1963, aos 58 anos. Só quem me defendeu foi o A. J. Liebling, com um artigo intitulado "A Capitulação da AP".



Meu chefe chegou aqui pouco depois de mim e se esconde quando me vê. O general Eisenhower já me pediu desculpas. Outro dia conversamos sobre o comportamento da imprensa americana durante a invasão do Iraque e ele disse um palavrão, coisa que raramente faz. Já o general Patton continua xingando a minha mãe, mas isso não tem importância porque ele vive falando das mães dos outros. A Associated Press levou 67 anos para se desculpar.

Até hoje tem gente que propõe o meu nome para um Prêmio Pulitzer póstumo. Não sei se é boa ideia. Ficarei satisfeito se for lembrado por qualquer repórter que corre atrás da notícia em vez de prestar atenção no que lhe dizem os poderes da hora. No entanto, como ninguém mais se lembra de mim, cuidado, notícia é coisa perigosa.

Elis Regina poderia ter sido presa

Por David Coimbra.

Crônicas


Elis Regina poderia ter sido presa
Estava ouvindo o João Bosco. As músicas dele em parceria com o Aldir Blanc têm uma brasilidade que está em extinção. Ninguém mais escreveria, hoje em dia:

“Genésio,  a mulher do vizinho
 sustenta aquele vagabundo.”

“E o meu café, cadê? 
Não tem, vai pão com pão.”

“Costurou na boca do sapo um resto de angu, 
a sobra do prato que o pato deixou.”

E tem aquela da mulher que vive para atazanar o marido e, numa manhã, depois de sonhar à noite com ele, mandou que jogasse no burro. Ele jogou e acertou no milhar.

Uma das mais lindas, que era cantada também por Elis Regina, hoje seria impossível. É Gol Anulado. A letra diz assim:

“Quando você gritou Mengo!
No segundo gol do Zico
Tirei sem pensar o cinto
E bati até cansar.
Três anos vivendo juntos
E eu sempre disse contente:
Minha preta é uma rainha
Porque não teme o batente
Se garante na cozinha
E ainda é Vasco doente.”

Uma história com sabor de aipim frito na manteiga. Durante três anos, a ilustríssima dizia para ele que era vascaína, mas, quando Zico meteu o segundo gol num Flamengo e Vasco, ela não se aguentou e extravasou sua paixão rubro-negra. Não duvido que o vascaíno da música preferisse ser traído por outro homem do que por outro time.


Essa poesia hoje causaria indignação, revolta e, não duvido, processo. As redes sociais se ergueriam em fúria, apontando João Bosco, Aldir Blanc e Elis Regina como incentivadores da violência contra a mulher. O Ministério Público puxaria da bainha a espada da Justiça. Depoimentos comoventes de mulheres espancadas seriam espalhados pelo Whats, fazendo muita gente chorar e balbuciar, com a voz embargada:

– Essa é a nossa luta, e a nossa luta não é engraçada…

De fato, luta-se muito, Brasil afora, e lutas não são engraçadas. Que fazer? Não há outro jeito, a não ser rir menos.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Ronda, uma história

A história por trás da letra



Ronda

por Paulo Vanzolini


Esclarecido pelo blog Por trás da letra


De noite eu rondo a cidade
A lhe procurar sem encontrar
No meio de olhares espio nas mesas dos bares
Você não está
Volto pra casa abatida
Desenganada da vida
No sonho eu vou descansar
Nele você está
Ai se eu tivesse quem bem me quisesse
Esse alguém me diria
Desiste, essa busca é inútil
Eu não desistia
Porém com perfeita paciência
Sigo a procurar
Hei de encontrar
Bebendo com outras mulheres
Rolando um dadinho
Jogando bilhar
E nesse dia então
Vai dar na primeira edição
Cena de sangue num bar da avenida São João.


Paulo Emílio Vanzolini (falecido em 2013) dizia que apesar do sucesso, considerava a canção “piegas”, uma “bobagem que fez aos 21 anos", quando estava no Exército e fazia ronda no baixo meretrício:

“A coisa mais engraçada é que o povo acha que Ronda é um hino a São Paulo, mas na verdade ela é sobre uma mulher da vida (risos). Naquela época, servindo o Exército, eu patrulhava o baixo meretrício. Uma noite, na saída, eu estava tomando um chope ali pela avenida São João, quando vi uma mulher abrindo a porta do bar e olhando para dentro. Imaginei que ela estava procurando o namorado. Ele pensava que era para fazer as pazes, mas o que ela queria era passar fogo nele (risos).”

Claro que o dinheiro referente aos direitos autorais de Ronda não vem das grandes gravadoras, nem, tampouco, das rádios comerciais, mas dos pedidos feitos em guardanapos molhados de lágrimas nos botecos, em que o título da canção é, muitas vezes, confundido com o da moto japonesa: “Toca Honda”, pedem os boêmios de cotovelos doloridos.

O compositor se diverte com o feito: “Claro que eu recebo o dinheiro que entra de bom coração. (...) Japonesa fica com dor de corno e vai ao karaokê cantar Ronda”.

Ronda foi feita em 1945, mas foi gravada, somente, em 1953. Segundo Vanzolini, Inezita Barroso, muito amiga de sua mulher, foi para o Rio de Janeiro gravar A Moda da Pinga. A gravação seria num sábado à tarde e o casal foi junto para fazer companhia. Chegando lá, perguntaram a Inezita que música seria gravada no lado B do disco. O verso de A Moda da Pinga deve ter-lhe subido à cabeça: “A marvada pinga é que me atrapaia...”. Tremenda dor de cabeça. Àquela altura do campeonato, em pleno sábado, Inezita podia ser conhecedora de um vasto repertório mas onde conseguiria a autorização do autor? Foi por isso que gravou Ronda. E, de acordo com o autor, ainda errou a letra na gravação.

Para ela (que faleceu em março deste ano) a história não foi bem assim:



“Eu fui pro Rio gravar A Moda da Pinga. Gostaram muito, e 'do outro lado o quê?' O Paulo Vanzolini estava comigo no Rio, tinha ido fazer um trabalho de zoologia, nós éramos muito amigos e ele foi pro estúdio comigo. Aí ele olhou assim meio pedindo e eu falei: 
- 'Tá bom, do outro lado vai Ronda, do Paulo Vanzolini'. 

Aí me perguntaram:-  'O que é isso?' 
Falei: 
- 'É um samba paulista'. Pra que eu falei isso. '
- Samba paulista, São Paulo não tem samba'. 

Aí o Canhoto, que era o dono do regional que acompanhava, disse: 
- 'Canta aí pra eu ouvir'. Aí eu cantei Ronda e foi aquele sucesso."


Luiz Gonzaga, Sivuca & Dominguinhos

Semana do Forró


A Famiglia Lula continua a prosperar

Por Percival Puggina.
Tribuna da Internet


Enquanto o PT "sangra", a Famiglia Lula prospera
A estratégia “oposicionista” que se resume em “fazer o PT sangrar” me fez lembrar deste texto do colunista Felipe Moura Brasil, no site da revista Veja, publicado no início do ano. (http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/2015/02/28)

***

A ELITE VERMELHA: DEPOIS DO LULINHA, O SOBRINHO DO LULA
Felipe Moura Brasil

1) Era uma vez o sobrinho do Lula.
Taiguara Rodrigues dos Santos, segundo a Veja desta semana, “ganhava a vida em Santos, no litoral de São Paulo, onde se estabelecera como pequeno empresário, dono de 50% de uma firma especializada em fechar varandas de apartamentos. Mas a maré mudou.”

“Em 2012, uma de suas empresas de engenharia, a Exergia Brasil, foi contratada pela Odebrecht para trabalhar na obra de ampliação e modernização da hidrelétrica de Cambambe, em Angola. O acerto entre as partes foi formalizado no mesmo ano em que a Odebrecht conseguiu no BNDES um financiamento para realizar esse projeto na África”.

Resultado: algum tempo depois, Taiguara já “havia comprado uma cobertura dúplex de 255 metros quadrados em Santos, dirigia um Land Rover Discovery de 200.000 reais e tomou gosto por viagens pelas capitais do mundo, hospedando-se sempre em hotéis de alto luxo”.

Arte de SPONHOLZ


O sobrinho do Lula está rico.

2) Era uma vez Lulinha.
Fábio Luís Lula da Silva era, nas palavras de Jair Bolsonaro, “limpador de estrume de elefante no Zoológico de São Paulo”. Até os 28 anos, ganhava R$ 600. Mas a maré mudou.

Menos de um ano após a posse do pai em 2002, Lulinha virou sócio de uma produtora especializada em jogos, a Gamecorp, que, com capital de apenas 100.000 reais, conseguiu vender parte de suas ações à Telemar, a então maior empresa de telefonia do país, por 5,2 milhões de reais. Em 2006, a Telemar injetou outros R$ 10 milhões na Gamecorp como antecipação de compra de comerciais na Play TV, antigo Canal 21, arrendado por 10 anos à empresa de Lulinha pela Rede Bandeirantes para seis horas de programação diária.

Como a Telemar tinha capital público e era uma concessionária de serviço público, a sociedade com o filho do presidente sempre causou estranheza. O objetivo mais óbvio seria comprar o acesso que ele tinha a altas figuras da República. Sim: Lulinha foi acionado para defender interesses maiores da Telemar junto ao governo do pai. Em especial, em setores em que se estudava uma mudança na Lei Geral das Telecomunicações, que impedia a compra da Brasil Telecom. No fim de 2008, veio a “coincidência”: a lei foi alterada por decreto de Lula, e a Telemar formou com a Brasil Telecom um império de telecomunicações.




Lulinha está rico.

3) Era uma vez Lula.
Calma: não vou contar a história do sindicalista que subiu ao poder pregando a ética na política.

Só lembro seu comentário em 2006 sobre a estranha evolução de patrimônio do filho:
“Porque deve haver um milhão de pais reclamando: por que meu filho não é o Ronaldinho? Porque não pode todo mundo ser o Ronaldinho.”

Não pode todo mundo enriquecer depois de receber 15 milhões de reais da Telemar. Não pode todo mundo enriquecer depois de assinar um contrato com a Odebrecht. Não pode todo mundo ser filho ou sobrinho do presidente da República.

Lula já tem dois “Ronaldinhos”. Os três estão ricos, enquanto o Brasil está pobre.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

História brasileira... rumo à decadência!

Por Maria Lucia Victor Barbosa.
ESTADÃO.

Charges de ALPINO

História da decadência brasileira
Na sua obra Espanha Invertebrada escreveu José Ortega y Gasset: “A história de uma nação não é somente a do seu período formativo e ascendente, mas também a história de sua decadência”. Tudo indica que entramos na história de nossa decadência desde que o governo petista assumiu o cargo mais alto da República.

Lula da Silva reinou em seu primeiro mandato sobre as águas mansas do Plano Real, das políticas públicas do governo anterior. Viajou muito, tornou-se amigo dos piores ditadores mundiais, gozou como nenhum outro presidente das delícias do poder. Delícias, aliás, compartilhadas com os companheiros cortesãos.



No segundo mandato se iniciará a decadência, desenhando-se o que viria em termos econômicos enquanto escândalos de corrupção aumentavam de volume e velocidade. Entretanto, o endeusamento de Lula da Silva, o inocente que nada via, de nada sabia, se mantinha pela força de sua lábia e ele emplacou o “terceiro mandato” através da eleição de Dilma Rousseff.

Os quatro anos desta senhora podem ser descritos como descalabro total. Sob as ordens de Lula ela quebrou a Petrobras e outras estatais, destruiu a indústria, arrebentou o país como um todo. Mesmo assim, com pequena diferença sobre seu adversário Rousseff foi reeleita pregando que Aécio Neves seria o exterminador do futuro brasileiro.



Logo no início do segundo mandato de Rousseff emerge, porém, o inevitável resultado da incompetência governamental, dos truques contábeis, da distorção dos dados: aumento da inflação, do desemprego, da inadimplência, das contas públicas, dos juros, dos impostos. Situação que Joaquim Levy tenta consertar preparando a volta de Lula, mas jogando o peso dos erros do governo sobre as costas do povo. São tempos duríssimos que não acabarão tão cedo, em que pesem as otimistas e sempre erradas previsões dos economistas.

Mas não é apenas econômica a decadência em que o governo de Lula da Silva nos mergulhou. Houve perda de valores e uma crescente amoralidade.



Aqui darei apenas um exemplo dos muitos que poderiam ser apresentados nesse aspecto. Como atinge a formação de crianças desde a mais tenra idade considero criminosas as tentativas que vem sendo feitas pelo governo de se impor como manipulador educacional sexual. No momento ressurge a ideologia de gênero, elaborada através de documento que servirá para formulação de planos municipais, pelo Fórum Nacional de Educação. Nesta construção arbitrária não existe diferença entre menino ou menina, não são levados em conta dados biológicos e psicológicos da identidade humana. O ser humano é considerado como assexuado e deverá escolher se quer ser masculino ou feminino. Seria como revogar a lei da gravidade.



Em magistral artigo, Educação Sexual Compulsória, publicado no Estado de S. Paulo em 08/06/2015, analisa Carlos Alberto di Franco as distorções dessa, diria eu, deseducação:

  • 1) “A confusão causada nas crianças no processo de formação de sua identidade, fazendo-a perder referências; 
  • 2) a sexualização precoce, na medida em que a ideologia de gênero promove a necessidade de uma diversidade de experiências sexuais para a formação do próprio gênero; 
  • 3) a abertura de um perigoso caminho para a legitimação da pedofilia, uma vez que a ‘orientação’ pedófila é considerada também um tipo de gênero; 
  • 4) a banalização da sexualidade humana, dando ensejo ao aumento da violência sexual, sobretudo contra mulheres e homossexuais; 
  • 5) a usurpação da autoridade dos pais em matéria de educação dos filhos, principalmente em temas de moral e sexualidade, já que todas as crianças serão submetidas à influência dessa ideologia, muitas vezes sem o conhecimento ou consentimento dos pais”.

Ao tratar desse grave tema que toda sociedade devia tomar conhecimento fatalmente serei tachada de conservadora, o mais novo xingamento utilizado pelo neoesquerda para desqualificar os que não rezam por sua cartilha. Quero lembrar que a tese conservadora, assim como a progressista evoluiu ao longo do tempo em seu significado, mas, em essência, o conservadorismo se refere à natureza humana não modificável pela ação prática, porquanto mergulha suas raízes em uma realidade sobre-humana, a vontade divina. Em outras palavras, somos dotados de uma consciência e sabemos distinguir o bem do mal, em que pesem as várias noções de moral de cada sociedade.

Ao mesmo tempo, o conservadorismo indica que o poder político confiado ao homem é intrinsecamente tirânico se não for controlado. Daí a constante preocupação dos conservadores com a existência de mecanismos de limitação do poder e, principalmente, pela supremacia da lei.



Nesse sentido assumo ser conservadora, sendo ao mesmo tempo uma entusiasta de todo progresso que traga benefícios à humanidade. Lamentável é a decadência em que os autodenominados progressistas da neoesquerda impingiram à nação brasileira.

  • Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.

Lua afirma: Eu estou no volume morto!

Fonte  Folha SP 

Charges de ROQUE SPONHOLZ

Dilma está no 'volume morto', diz Lula em encontro com líderes religiosos
Reunido com líderes religiosos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva Lula afirmou, na quinta (18), que a presidente Dilma Rousseff "está no volume morto". Em tom de desabafo, referiu-se à gestão da sucessora como "um governo de mudos".

Durante o encontro, realizado no auditório do Instituto Lula, o ex-presidente falou de promessas descumpridas por Dilma, como a de "não mexer no direito dos trabalhadores". E listou notícias negativas, como a alta da inflação e aumentos de tarifas.



"Dilma está no volume morto, o PT está abaixo do volume morto e eu estou no volume morto", reclamou Lula, segundo conversa reproduzida pelo jornal "O Globo".

"Aquele gabinete presidencial é uma desgraça. Não entra ninguém para contar uma notícia boa", queixou-se.

Lula lamentou também a resistência de Dilma em viajar. "O [ex-ministro] Gilberto [Carvalho] sabe do sacrifício que é pedir para a companheira Dilma viajar e falar".



O ex-presidente relatou suas reuniões com Dilma. "Fiz essa pergunta a Dilma: 'Companheira, você lembra qual foi a última notícia boa que demos ao país?'. Ela não lembrava."

Numa dessas reuniões, Lula apresentou a Dilma uma pesquisa segundo a qual o governo só tem 7% de aprovação e sofre 75% de rejeição entre os eleitores do ABC.

"Isso não é para você desanimar. É para você saber que a gente tem que mudar", disse ele a Dilma, sempre segundo o relato feito aos religiosos e reproduzido pelo jornal "O Globo".

Participante do encontro, o padre Julio Lancelotti, da pastoral do Povo da Rua, descreveu a conversa como informal: "Contundente, mas não agressiva", sintetizou.



Para o bispo d. Pedro Stringhini, da diocese de Mogi das Cruzes, o encontro foi uma oportunidade para reflexão. "Ele [Lula] disse mesmo que o Governo está no volume morto e deveria voltar às origens".

Essa não é a primeira vez em que Lula expressa sua insatisfação com o governo Dilma. Ele tem reclamado da concentração de poder nas mãos do chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e da falta de declarações em defesa do governo.

"Pelo amor de Deus, Aloizio, você é um tremendo orador. É certo que é pouco simpático", disse Lula, em outro trecho da descrição da conversa com o ministro.



Lula também não poupa o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Ele responsabiliza o ministro e o governo Dilma pelos desdobramentos da Operação Lava Jato. O ex-presidente tem dito a aliados não ter dúvida de que será o próximo alvo das investigações.

Ele disse que o PT errou, já no processo do mensalão, ao tratar o caso juridicamente. E afirmou que o momento atual é ainda mais dramático. Segundo Lula, existe um "mau humor na sociedade", com petistas sendo hostilizados nas ruas. "Jamais vi o ódio que está na sociedade. Companheiro do PT não podendo entrar em restaurante."

Procurado, o Instituto Lula não quis se manifestar sobre o teor da conversa entre Lula e representantes religiosos.

O Forró do WhatsApp

Semana do forró

By WhatsApp

Quando um criminoso é aplaudido de pé

Por Cesar Benjamim.
Tribuna da Internet


PT não é uma quadrilha, mas aplaudiu de pé um criminoso
Não gosto quando as pessoas se referem ao PT como “quadrilha”. Não contribui para o debate e é um desrespeito a inúmeros simpatizantes petistas que são honestos.

Porém, é perturbador constatar que o congresso do partido aplaudiu o ex-tesoureiro João Vaccari de pé, por mais de um minuto. Vaccari está preso porque pesam contra ele acusações fortíssimas e bem-fundamentadas de que foi um dos coordenadores do processo de pilhagem da Petrobras.

Arte de IOTTI


Ao aplaudi-lo assim, o PT aplaude essa pilhagem, solidariza-se com ela, assume publicamente a defesa de uma prática criminosa que fragilizou grandemente a mais importante empresa brasileira, seja do ponto de vista material, seja simbólico. O PT deu uma bofetada no Brasil e nos avisou que faria tudo outra vez.

A única explicação para esse comportamento também é perturbadora: ao aplaudir Vaccari freneticamente, demonstrando-se tão solidário a ele, o PT tenta assegurar seu silêncio. Se ele falar o partido acaba.

Arte de JORGE BRAGA


Eu estava errado
Recentemente declarei que tinha esperanças de que as aspirações da sociedade – e principalmente, da antiga base social do próprio PT – se expressassem no congresso do partido. Eu estava errado. Qualquer levantamento mostrará que 100% dos participantes do congresso são funcionários do governo, do partido ou de suas organizações afins, como já vinha ocorrendo em congressos anteriores. Não há lá operários de chão de fábrica, professores que estejam em sala de aula, ninguém que compartilhe o dia a dia dos trabalhadores brasileiros.




O que mais assusta essa gente, e o que a ocasiona, é o pavor de ter de retornar, um dia, ao mundo do trabalho, que ficou para trás. É o triste fim de um caminho.

domingo, 21 de junho de 2015

Cartoons sacaninhas - XXVI




GILMAR

O surfista pintor

Especial PinturArte




XLII - A Arte de Sean "Hula" Yoro

Fotos: Sean Yoro / Instagram / TheHula

O surfista havaiano Sean Yoro, morador de Nova Iorque, uniu suas duas paixões, o surfe e a arte, para - equilibrando-se sobre sua prancha - criar esses retratos hiper-realistas de mulheres banhando-se em lugares abandonados.




Yoro, também conhecido como Hula sai com sua prancha de "stand up paddle" equipada com tintas e spray, para à procura de paredes em lugares abandonados, parcialmente submersos – e cria seus belos murais.




E são sempre belas mulheres.

Veja outros trabalhos do Hula:

Embaralhando cartas

Todo mundo que já jogou pôquer ou vinte e um ou buraco sabe o básico de embaralhar cartas. Existem vários métodos para fazer isso mas qual deles cria uma sequência mais aleatória possível? A matemática pode explicar.


Existem três métodos principais: o embaralhamento em cascata, no qual você combina duas metades do baralho; o “overhand”, no qual você retira algumas cartas e as coloca de volta em outra posição; e a variante na qual você simplesmente mistura todas as cartas em uma mesa.
Para alcançar a ordem mais aleatória possível de cartas, você precisa usar o embaralhamento em cascata 7 vezes. Parece muito, certo? Que nada. Para atingir esse mesmo aleatoriedade com o “overhand”, você teria que fazer isso dez mil vezes. E se você quiser misturar o baralho em uma mesa, você teria que fazer isso por pelo menos 30 segundos.


Persi Diaconis, da Universidade Stanford, explica no vídeo acima que uma sequência de cartas é aleatória se for igualmente provável sair uma carta entre todas as 52 no baralho. Ou seja, a chance de adivinhar corretamente uma carta deve ser de 1/52. Retire-a do baralho, e a chance de adivinhar outra carta deve ser de 1/51, e assim por diante.

Some essas probabilidades, e você chega a uma média de aproximadamente 4,5 acertos. Se o número médio de acertos for muito maior, significa que o baralho não está misturado direito.

Ao fazer o embaralhamento em cascata uma vez, a chance de acerto é enorme (31). Cada vez que você repete o procedimento, as chances vão diminuindo exponencialmente. Se você fizer isso sete vezes, a média de acertos é de apenas 5 – próximo o bastante de uma sequência verdadeiramente aleatória.

O método “overhand”, no entanto, demora muito mais para criar uma sequência próxima da aleatória. Por isso você provavelmente nunca o verá sendo usado em um cassino.


Fonte Gizmodo

A missão mais mortal da Luftwaffe

Curiosidades em Guerra

XXIII - Comando Especial Elba
"Sonderkommando Elbe "



A missão mais mortal da Luftwaffe

Sonderkommando Elbe era o nome de uma unidade aérea da Luftwaffe nos meses finais da Segunda Guerra Mundial formada por voluntários de diversas unidades da Luftwaffe, com o objetivo de destruir bombardeiros Aliados através do arremesso direto dos seus aviões tripulados.

Sonderkommando significa comando especial em alemão, e Elbe é um rio que atravessa a Alemanha desaguando no Mar do Norte. Apesar da Luftwaffe ter, neste período do conflito, uma reserva de aviões preparada, tinha falta de combustível e pilotos experientes. 



A baixa taxa de sobrevivência existente em cada missão, não fazia desta "unidade especial" uma unidade suicida na sua essência, já que os seus pilotos deveriam sair do avião antes da colisão da sua aeronave com os bombardeiros aliados, no entanto demonstrava ser uma medida desesperada dos altos comandos da Luftwaffe dada a sua tática militar.

O avião escolhido para estas missões foi o Messerschmitt Bf-109 mas sem a sua blindagem e com armamento mínimo como uma metralhadora com 50 ou 60 projéteis, para reduzir o seu peso total e consequentemente reduzindo o consumo do pouco combustível existente.



Para cumprir as suas missões eficazmente, os pilotos teriam de apontar o seus aviões de preferência para uma de três partes sensíveis do bombardeiro inimigo:

  • A Empenagem, parte do bombardeiro Aliado mais fácil de destruir ou danificar, é a parte localizada na região traseira sendo ela responsável pela estabilidade longitudinal e direcional do avião

  • A Nacela ou berços dos motores já que estariam repletos de combustível altamente inflamável e é uma designação normalmente dada ao suporte do motor nas aeronaves em que o mesmo é fixado na asa. A nacela pode servir para fixar motores, tanques e armas na asas e/ou na fuselagem
  • O Cockpit ou Cabine de Pilotagem que é a última zona e a mais difícil de atingir. O bombardeiro B-24 Liberator, da Força Aérea dos Estados Unidos, foi um dos aviões atingidos desta forma.

44 min e 34 seg 
Documentário da History - dublado


Foi realizada apenas uma única missão, em 07 de abril de 1945, envolvendo 120 aviões Messerschmitt Bf-109.

Segundo relatórios da Luftwaffe, de 22 a 24 bombardeiros aliados foram abatidos. Na visão dos americanos, 15 foram atacados e  apenas 8 foram efetivamente destruídos. 

Dos 120 pilotos alemães, 15 sobreviveram.


Fontes Wiki/youtube