segunda-feira, 30 de abril de 2012

L - Guy Laramee

EsculturArte

 

L - Escultura em livros



O canadense Guy Laramee é considerado um artista multidisciplinar, ou seja, atua em diversas áreas e segmentos - da pintura 'a confecção de instrumentos musicais, do  design gráfico a escritor, é cantor e faz escultura em livros que é exatamente o assunto desse post.







Fontes - guy laramee / fottus




sábado, 28 de abril de 2012

A Semana

Zope


Vasqs

Humberto
Lute


Newton Silva



Son Salvador


Roque Sponholz


Zope

Rico


Sponholz

Charges
Zope

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Lei Seca

André, lembra-se do que conversamos neste final de semana ?

Por Leonardo Isaac Yarochewski. transcrito do Migalhas

Lei Seca
Foi aprovado na Câmara dos Deputados projeto de lei que altera a vulgarmente conhecida "lei seca". De acordo com a redação atual da lei 9.503/97 - Código de Trânsito Brasileiro (CTB) - em seu artigo 306, constitui crime "conduzir veiculo automotor, na via pública, estando com concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a 6 (seis) decigramas, ou sob influência de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência". De acordo com o decreto 6.488 de 2008 que regulamenta o artigo do CTB, para fins de constatação da embriaguez através do teste em aparelho de ar alveolar pulmonar (etilômetro), popularmente chamado "bafômetro", é necessário concentração de álcool igual ou superior a três décimos de miligrama por litro de ar expelido dos pulmões.

Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça decidiu que para comprovação da embriaguez, nos termos do CTB e do Decreto que o regulamenta, o exame de sangue ou o teste do bafômetro é indispensável para a caracterização do crime de dirigir embriagado.

Neste aspecto é irretocável a decisão do STJ, posto que, é impossível através de outros meios de provas, que não os exames técnicos comprovar o teor de álcool presente no organismo do condutor do veículo. A prova testemunhal, como outros meios de provas admitidas no Direito, é capaz apenas de informar se o condutor estava, por exemplo, com hálito etílico, com fala desconexa, com dificuldade de caminhar e etc., mas em nenhuma hipótese, por maior credibilidade que possa ter a testemunha, poderá esta afirmar qual a quantidade de álcool presente no organismo, o que somente é possível como foi dito e reconhecido pelo STJ, através da prova técnica, etilômetro ou o exame clínico de sangue.

Melhor seria que a lei não fizesse menção à quantidade de álcool no sangue, mas ao estado de embriaguez do condutor que muitas vezes sequer tem condições de responder a simples perguntas ou mesmo caminhar normalmente, tais fatos poderiam ser comprovados por prova testemunhal, imagem, vídeo e etc.

Hoje, a lei acaba equiparando condutores embriagados e, portanto, com comprometimento da capacidade psicomotora com aquele que embora tenha ingerido álcool, o fez moderadamente, com responsabilidade e sem comprometimento da sua capacidade motora, da sua concentração e de seus reflexos.

Melhor ainda se, como já fez anteriormente, estabelecesse a lei para a caracterização do referido crime que o condutor pusesse em perigo concreto a incolumidade alheia. Posto que o perigo abstrato, perigo presumido, é repudiado pelo direito penal garantista.

É incontestável que o trânsito violento das cidades e das estradas deste nosso imenso país é um dos principais causadores de mortes e lesões de milhares de pessoas por ano, a maioria jovem. Tamanha violência leva a sociedade a protestar por maior rigor das leis, clamando, muitas vezes, em passeatas bem orquestradas, por prisões para os infratores e "assassinos" do trânsito. Contudo, é preciso que a sociedade entenda que não é função do direito, principalmente do direito penal, nem das leis educarem as pessoas.

Ao invés de mais leis e mais penas precisamos é de educação e esta não se aprende na prisão.
___________
* Leonardo Isaac Yarochewsky é advogado criminalista do escritório Leonardo Isaac Yarochewsky Advogados Associados, e professor de Direito Penal da PUC-Minas

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Porto de Santos, em 1964...

... e as preciosidades automobilísticas de então!

(clique na imagem para ampliar)

Pesquei no blog do Flávio

Faça amor não faça guerra

Habemus Lex, por André Carvalho

Baú do Pilórdia - Esse foi o artigo com que o André Carvalho nos honrou nos primórdios desse blog, em 19/07/2008. E o tema não podia ser mais atual, a tutela do Estado - coisas desse país chamado Brasil onde evita-se permitir que o cidadão assuma a responsabilidade por seus atos.

Essa fotinha inversamente proporcional ao tamanho dele, um ex-jogador da seleção juvenil de basquete de Brasília, não estava presente em sua estréia como também as palavras de apresentação (!!) no final desse texto mas que resolvi adicionar, por merecimento.

(Re-)Leiam e reflitam.


Por André Carvalho, escrito em 09 de julho de 2008
btreina@yahoo.com.br



Habemus Lex
É sabido que no mês passado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 11.705 que dispõe sobre o consumo de álcool por condutores de veículos automotores. A lei impõe pesadas multas e penas administrativas para aqueles flagrados com mais de dois decigramas de álcool por litro de sangue, chegando a prever, em determinadas circunstâncias, a prisão do infrator. Dois decigramas correspondem, num cidadão de porte médio, a meio copo de cerveja ou a cinco bombons recheados com conhaque, por exemplo.

Para Lula, useiro e vezeiro dos destilados, a lei é inócua, pois o presidente terá, enquanto a morte não lhe advier, motoristas e carros oficiais. É a lei, que se há de fazer?

No segundo final de semana de vigência da lei a Polícia Rodoviária Federal fez algumas autuações e prendeu 38 pessoas. Estas trinta e oito “almas” foram brindadas, num universo de milhões de outros motoristas alcoolizados, que a polícia não educou, não fiscalizou, não reprimiu, não identificou, não multou e nem prendeu.

A lei é de um fundamentalismo atroz e está calcada em dados estatísticos levantados, e porque não dizer, manipulados, por técnicos dos órgãos ditos competentes. Argumentam os entendidos, que mais de sessenta por cento dos acidentes com mortes, são provocados por pessoas alcoolizadas. Os técnicos só não dizem, em sua argumentação barata, qual o nível de álcool encontrado em cada um destes irresponsáveis. Dois decigramas? Duvido! Também não divulgam, esses senhores técnicos, quais outros fatores somaram-se à embriaguez, potencializando o evento para o trágico desfecho. Fatores tais como má conservação, sinalização e iluminação das vias ou erros de engenharia em seu traçado, são deixados de lado como se fôssemos, todos nós, ignorantes absolutos. Veículos sem condições de uso, por conta da falta de inspeção veicular, prevista há mais de dez anos e nunca posta em prática por incompetência dos governos, sequer são mencionados nas reportagens televisivas, muito menos nas estatísticas oficiais destes mesmos acidentes. Condutores inábeis, porém habilitados de forma irresponsável, pelo mesmo Estado que agora os pune, inserem-se no contexto, sem que saibamos. Portadores de desvios comportamentais, que os procedimentos de análise para concessão e renovação das carteiras de motoristas jamais identificam, habitam o universo dos condutores efetivamente embriagados. Disso não se fala...

Mais uma vez, neste país, se generaliza o específico, de forma a parecer que a questão foi resolvida. Não é possível que as autoridades acreditem que, com a vigência da lei, o brasileiro comum deixará de tomar sua cervejinha quando estiver ao volante. Não é possível que os engravatados do planalto não percebam que com multas de valores estratosféricos abre-se uma brecha maior para o suborno, na ponta, na blitz. É inadmissível que valentes burocratas não entendam que a lei é lotérica, posto que a fiscalização se dará, por falta de estrutura e até mesmo de interesse do Estado, em amostragens abaixo do razoável, punindo alguns gatos pingados enquanto a maioria de motoristas, embriagados ou não, continuarão impunes, barbarizando no caótico trânsito das ruas brasileiras e rindo das nossas caras.

Dizer que em paises desenvolvidos a lei existe e funciona é comparar coisas heterogêneas. Isso porque não somos um país desenvolvido. Senão, caberia reivindicar às autoridades de trânsito a liberação da velocidade máxima, como ocorre em muitas estradas da Europa, a obrigatoriedade de equipamentos de segurança ativa nos veículos que fabricamos e um transporte coletivo digno e seguro.

Claro que não é possível! Entretanto, temos lei.

(*) André Carvalho não é jornalista, é "apenas" um cidadão que observa as coisas do dia-a-dia. Um free lancer. Ou segundo sua própria definição: um escrevinhador. Seus sempre saborosos textos circulam pela web via e-mails.

É nóis!

por e-mail

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Nastássia kinski e a Serpente

Vai ser colocada em leilão pelo lance inicial de 50 mil dólares a famosa fotografia de Richard Avedon, Nastássia Kinski e a Serpente.


O Leilão Heritage deverá acontecer em 01 de maio de 2012, e junto com esta obra de arte erótica de Richard Avedon, haverá outras mais 60 obras da coleção do Dr. Smith Steven que poderia ser de interesse para os amantes da fotografia clássica.


domingo, 22 de abril de 2012

SP também teve sua torre inclinada

Voce sabia que...

O texto (e a imagem) abaixo foi inteiramente transcrito do surpreendente blog Quando a cidade era mais gentil que descobri fuçando o blog do Flávio Gomes atrás de notícias de F1.

Marcão, esse post é para vc.

...  São Paulo já teve a sua Torre de Pisa? 


Não tão conhecida como a original (hoje em dia quase ninguém sabe que ela existiu), nem tão antiga (durou apenas 25 anos, construída em 1874 e demolida em 1900), nem tão bonita (era neoclássica, vetusta e pesada), mas tão inclinada quanto, como dá pra ver na única foto que restou dela, de autor e data desconhecidos.



Ficava no parque da Luz e, com seus 20 metros de altura, foi no seu tempo o prédio mais alto da cidade.

Antecipando em 77 anos o que aconteceria com o buraco do Adhemar, ganhou um apelido carinhoso da população em homenagem ao presidente da Província que a tinha mandado construir. Chamava-se “canudo do João Teodoro”.

Não se sabe ao certo para que João Teodoro inventou de fazê-la. Talvez tenha sido para servir de mirante. Parece que em cima dela chegou a funcionar um observatório meteorológico, mas não há muita certeza.

E também é incerta a razão pela qual o prefeito Antônio Prado mandou derrubá-la. Dizem que foi para que não competisse em imponência com a torre da estação da Luz, recém-construída ali em frente. Mas não deve ter sido isso. Meu palpite é que foi demolida porque ia cair mesmo, torta daquele jeito.

O que se sabe com certeza é que, exatos 100 anos depois da demolição, ela voltou a dar o ar da graça. No ano 2000, durante uma obra no parque, os operários que escavavam o solo esbarraram em umas pedras. Foi-se ver o que era, e eram as fundações da torre retornando “à luz” (desculpem, não resisti ao trocadilho). 

A Semana

Duke

Amarildo

Dalcio


Samuca


Son Salvador

Sponholz




Sponholz

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quinta-feira, 19 de abril de 2012

O começo das noites insones


VIVENDO DE PASSADO: VIVA O MINISTRO



Por André Carvalho (*)                                                                                       em 29 de março de 2012
 VIVENDO DE PASSADO: VIVA O MINISTRO.
Salvo engano, foi através da revista Veja que soube do lançamento “post mortem” do livro de Mário Henrique Simonsen, contendo críticas operísticas, e escrito pouco antes de ser acometido pelo mau que o vitimou. Simonsen, além de outras tantas competências, era profundo conhecedor de música erudita, principalmente as óperas, área que dominava como poucos.

Enquanto esteve em Brasília, exercendo os cargos de Ministro da Fazenda e do Planejamento (1974 a 1979), Simonsen foi cliente da Ópera Studio, loja de equipamentos de áudio da qual fui sócio, e se transformou em nosso melhor cliente, pessoa física.

Em época de “lupis, palocis, orlandos e nascimentos”, lembrar Mário Henrique Simonsen é, ao mesmo tempo, bálsamo e martírio. Martírio pela inevitável comparação com os políticos e burocratas de hoje. Bálsamo por acreditar que ainda existem cidadãos de tal envergadura e decência dispostos a conduzir os rumos da nação.

Exigente com a qualidade do áudio o ministro comprou, em nossas mãos, dezenas de equipamentos, não apenas para seu uso como também para presentear amigos e nubentes.

O mais interessante e exemplar é que jamais, e vale repetir o jamais, pagou qualquer das compras com dinheiro públicoverba de gabinete, verba de representação ou qualquer outra forma de empenho nem mesmo quando adquiriu equipamentos para a residência oficial a que tinha direito enquanto ministro. Pagava com cheques emitidos contra suas contas pessoais, quer seja no Banco do Brasil, quer seja no Banco Bozano Simonsen.

Freqüentava a loja no início da noite sem qualquer protocolo e com apenas um segurança ou ajudante de ordem discreto e distante. Ligava antes, claro, para garantir que lá estivéssemos com as portas abertas e com o talão de nota fiscal a postos, pois de lá nunca saía sem comprar algo: uma boa agulha, no mínimo! Os mais jovens estou falando de 35 anos atrás desconhecem a importância de uma agulha magnética na qualidade final do som. A Shure V15, por exemplo, custava algo como mil e quinhentos dólares, uma pequena fortuna na época! Simonsen não abria mãos de usá-las, bem balanceadas, em seus dois “pick-ups direct drive”. Era um “expert”!

O episódio mais interessante em nosso relacionamento comercial ocorreu quando lhe indicamos e, óbvio, vendemos, um potente e sofisticado “sistema” de amplificação, mixagem e caixas de som produzidos, artesanalmente, em Benfica, zona norte do Rio de Janeiro. A título de esclarecimento, “sistema” era uma expressão usual, naquela época, para definir o conjunto de equipamentos de som.

A instalação do “sistema” foi marcada para um final de tarde, e o ministro somente chegou por volta das dezenove horas, sentando-se numa poltrona próxima a nós, cigarro aceso, esbanjando como sempre simpatia e bom humor. Durante a conversa, veio à tona, não lembro o porquê, a figura de outro ministro, nordestino de nascimento, recém empossado no cargo e também cliente da Ópera Studio desde quando presidia o Senado Federal. Simonsen não perdoou e com sua voz de barítono nos disse algo semelhante a: “esse ai só deve ouvir xaxado”. Ato contínuo abriu um largo sorriso ao qual nos juntamos porque havia algo de verdadeiro no gracejo.

Na manhã seguinte, bem cedo, recebi uma ligação de meu caríssimo cliente dizendo haver um grave problema no “sistema”. Disse-me o ministro, que o som dos violinos parecia estar mais forte no lado direito e não no lado esquerdo, como era de se esperar. Claro que não entendi de pronto a queixa, mas prometi rever, naquela mesma manhã, todo o equipamento.

Acompanhado por um competente técnico fui à residência do ministro para identificar e sanar o “grave” problema. De fato, havíamos trocado numa das conexões os cabos de áudio, conectando o “plug left” no canal direito e o “plug right” no canal esquerdo. Não há sinfônica que resista a tão sutil problema, menos ainda um ouvido apurado e um cérebro privilegiado como o de Mário Henrique Simonsen.

Bons tempos, aqueles!!!

(*) André Carvalho não é jornalista, é "apenas" um cidadão que observa as coisas do dia-a-dia. Um free lancer. Ou segundo sua própria definição: um escrevinhador. Seus sempre saborosos textos circulam pela web via e-mails.

A Imagem

Foto de Andreas Bitesnich

quarta-feira, 18 de abril de 2012

A CPI e o Planalto

Por Gaudêncio Torquato em Na Real

"A CPI que todos apoiam e ninguém quer"

O título acima é de uma reportagem do jornal "Valor Econômico" de sexta-feira e define com perfeição os rumos que o pedido de investigação das estripulias financeiras do "corretor zoológico" Carlinhos Cachoeira no Cerrado (Goiás e Brasília) e, provavelmente, alhures.

Depois do entusiasmo inicial, os governistas, principalmente o PT, estão procurando agora uma forma de evitar a CPI ou, ao menos, torná-la inócua. E a oposição, que seria, segundo cálculos iniciais dos petistas, a grande vítima da Comissão, e somente aceitou a investigação porque, como minoria, não tinha outra saída, agora olha o circo governista pegar fogo.

charge de Lute

Dilma já espalhou sua proverbial irritação por todos os lados depois que percebeu que :

 (1) as investigações podem tumultuar o Congresso e prejudicar votações importantes na Câmara e no Senado;

(2) os aliados insatisfeitos podem aproveitar o momento para jogar combustível na fogueira e ainda fazer suas prosaicas cobranças (vulgo chantagem);

(3) um dos prováveis alvos da CPI, a Construtora Delta, queridinha de Cachoeira, é queridinha também das obras do PAC;

(4) O PT, com o governador Agnelo Queiroz, também está na roda, ou seja, a bomba não deve estourar apenas nas mãos do PSDB (Marconi Perillo) ou do DEM (Demóstenes Torres) e companhias belas.
A estratégia agora será ir segurando o quanto der a instalação da Comissão. Para isso, foi providencial o período que o senador Sarney passará internado em SP. A esperança é que, com esse jogo morno, dê tempo para a Comissão de Ética do Senado propor e o plenário cassar Demóstenes e a punição deixar a opinião pública satisfeita e relaxada.


Onça flagrada no estacionamento do STJ



Na cidade das hienas e dos urubus eis que surge uma onça, quiçá justiceira, desfilando entre as "matas" candangas.

Será que lavará nossa alma livrando-nos dos animais nocivos 'a cidadania que ali habitam?

Vídeo you tube

Taekondoo - a luta mais violenta da história

video

por e-mail

terça-feira, 17 de abril de 2012

O Quarto do Pânico

Casas Singulares

Tilt é o grafitter francês que pintou metade de um dos quartos de hotel  “Au Vieux Panier” situado em Marselha na França e que deixou a outra metade do quarto totalmente em branco.



 Percebe-se perfeitamente que existe uma linha que divide o quarto em dois e que numa dessas metades tudo foi “graffitado”, incluindo lençóis, cortinas, móveis e todos os objetos nela presentes.

Tilt deu o nome de “Panic Room” ou Quarto do Pânico. Este é um dos seis quartos do hotel, que todos os anos são trabalhados por um artista diferente.

Desta forma, Tilt transportou a arte das ruas para espaços interiores dando a ilusão de um espaço tridimensional através da sobreposição de camadas de graffitis.



No seu blog Tilt fala acerca deste projeto dizendo:

«Eu venho da cultura mais clássica do Graffiti e adoro-a desde o início, as paredes, os comboios, os portões e os telhados cheios de tags. Eu acho que isso mostra a energia da cidade e de como algumas pessoas decidem desfrutar do domínio público.


Quando a Jess, a proprietária do “Au vieux panier” me convidou para trabalhar neste quarto, comecei por lhe dizer que eu não estava interessado em fazer apenas uma decoração do mesmo, mas que eu queria criar algo que tivesse mais a ver com uma instalação.

Eu via-o como uma tela enorme na qual era preciso pensar na composição e brincar com a parte branca e vazia do quarto para poder acentuar ainda mais a ideia de caos numa outra parte.




Então pedi ajuda ao meu amigo Tober com um estilo “old school” para os tags, Grizz o rapaz por trás das câmaras (que fez um vídeo deste projecto, não disponível ainda) e Don Cho que é um cantor de Hip Hop de Marselha, mas que também costuma “graffitar” na minha cidade - Toulouse.

Demorámos uma semana a “graffitar” o quarto todo, porque a ideia era exagerar tudo o que normalmente se pode ver em alguns locais abandonados.



 O que eu quero mostrar às pessoas é que podem apreciar qualquer tipo de graffiti, desde o mais básico, o mais feio, é tudo uma questão de ponto de vista.»


Fontes graffitilt / tumblr au-vieux-panier / arhinovosti