sábado, 31 de março de 2012

A cretinizadora!

Por Toinho de Vadú (*).

Estava eu na sala de espera de um consultório médico aguardando a minha vez de ser chamado dividindo minha atenção num joguinho de SUDOKU que sempre levo para essas ocasiões (ajuda a passar o tempo) e ouvindo - fazer o quê, a TV estava ligada - Ana Maria Braga entrevistando o ganhador do BBB-12,  Fael não-sei-do-quê.

Tenho certeza que o Brasil todo sabe que ele venceu e com uma margem arrasadora de votos afinal está em toda a mídia, seja a televisiva, a impressa, na web, sendo falado nos bares da vida, ambientes de trabalho,  ante-salas de consultórios médicos, etc e etc.

Ressalto que há alguns dias não acessava a internet nem li/vi jornais impressos ou TV e nem ninguém comentou nada portanto não sabia ainda sobre a perda irreparável de um ser humano que admirava muitíssimo, o Millor.

Pois bem, naquela manhã preenchendo um SUDOKU de 12, ao ouvir uma fala da Ana Maria Braga imediatamente lembrei-me de uma charge dele, do  Millor Fernandes, que tão bem representava aquela situação.




Essa lembrança me ocorreu quando a Ana Maria Braga afirmou toda senhora de si sabendo que falava para milhões de ouvintes sedentos de seus ensinamentos:

"Fael venceu com uma vantagem de 92% e essa foi a maior unanimidade conseguida em todos os BBB anteriores".

E nesse momento, enquanto escrevo essas palavras, fico pensando se o também saudoso Chico Anísio/Professor Raimundo caso ouvisse uma expressão desse quilate não estaria falando ... e o salário, ó!

(*) Toinho de Vadú é um desassuntado que por falta de assunto resolve escrever, coisa que sabidamente ele não sabe.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Chico Anísio, Millor...

ChargeTempo25-03-12

Cacildis!

Filha de Zacarias e Mussum aparece nos EUA
Louise White, de 81 anos, moradora do estado americano de Rhode Island, ganhou US$ 336,4 milhões na loteria, segundo as autoridades.

É o terceiro maior prêmio na história da loteria PowerBall.

Mas o que mais chamou a atenção dos brasileiros não foi o valor do prêmio e sim o fato de que Zacarias e Mussum tiveram uma filha.

Veja:

Fonte: o sensacional Sensacionalista

terça-feira, 27 de março de 2012

O (milionário) mundo dos agentes/empresários do esporte

Por Fabio Kadow em seu  Jogo de Negocios

Agentes receberam cerca de 400 milhões de euros...
A profissão de agente de jogador de futebol (ou, empresário, como é mais conhecida no Brasil) vem chamando a atenção de muita gente nos últimos anos graças a promessa de dinheiro fácil - o que não é bem verdade.

Porém, é inegável que quando bons negócios são realizados, a rentabilidade é enorme.

imagem google


Prova disso é um relatório que acaba de ser divulgado na Europa pelo CIES Football Observatory com os ganhos destes profissionais (devidamente registrados) no mercado da UEFA. Segundo este estudo, os ganhos deles chegam a 400 milhões de euros em transações realizadas na última temporada.

O que também chama a atenção é que metade dos jogadores que estão na primeira divisão dos cinco principais mercados europeus (Inglaterra, Italia, Espanha, Alemanha e França) são representados por apenas 83 agentes ou agências. Como comparativo, são 6082 agentes registrados no mundo todo.

O perfil do agente também foi traçado:
- média de idade de 42 anos
- recebe cerca de 100 mil euros por ano 
- 71% deles falam, ao menos, duas línguas
- 75% tem nível universitário
- 59% dividem seu tempo com outras atividades profissionais, como direito ou finanças
- 46% deles ajudam os atletas em questões pessoais (passagens, família, escola, contas, etc)

Interessado em mais informações? Clique aqui e baixe o estudo completo

domingo, 25 de março de 2012

A Copa do Mundo (2014) não será nossa!

Texto de Frei Betto, transcrito do blog da Fundação ABRINQ


A Copa do Mundo (2014) não será nossa!
Para bem funcionar, um país precisa de regras. Se carece de leis e de quem zele por elas, vale a anarquia. O Brasil possui mais leis que população. Em princípio, nenhuma delas pode contrariar a lei maior – a Constituição. Só em princípio. Na prática, e na Copa, a teoria é outra.



Diante do megaevento da bola, tudo se enrola. A legislação corre o risco de ser escanteada e, se acontecer, empresas associadas à Fifa ficarão isentas de pagar impostos.

A lei da responsabilidade fiscal, que limita o endividamento, será flexibilizada para facilitar as obras destinadas à Copa e às Olimpíadas. Como enfatiza o professor Carlos Vainer, especialista em planejamento urbano, um município poderá se endividar para construir um estádio. Não para efetuar obras de saneamento…

charge de Dalcio


A Fifa é um cassino. Num cassino, muitos jogam, poucos ganham. Quem jamais perde é o dono do cassino. Assim funciona a Fifa, que se interessa mais por lucro que por esporte. Por isso desembarcou no Brasil com a sua tropa de choque para obrigar o governo a esquecer leis e costumes.

A Fifa quer proibir, durante a Copa, a comercialização de qualquer produto num raio de 2 km em torno dos estádios. Excetos mercadorias vendidas pelas empresas associadas a ela. Fica entendido: comércio local, portas fechadas. Camelôs e ambulantes, polícia neles!

Abram alas á Fifa! Cerca de 170 mil pessoas serão removidas de suas moradias para que se construam os estádios. E quem garante que serão devidamente indenizadas?




A Fifa quer o povão longe da Copa. Ele que se contente em acompanhá-la pela TV. Entrar nos estádios será privilégio da elite, dos estrangeiros e dos que tiverem cacife para comprar ingressos em mãos de cambistas. Aliás, boa parte dos ingressos será vendida antecipadamente na Europa.

A Fifa quer impedir o direito à meia-entrada. Estudantes e idosos, fora! E nada de entrar nos estádios com as empadas da vovó ou a merenda dietética recomendada por seu médico. Até água será proibido.

Imagem Google


Todos serão revistados na entrada. Só uma empresa de fast food poderá vender seus produtos nos estádios. E a proibição de bebidas alcoólicas nos estádios, que vigora hoje no Brasil, será quebrada em prol da marca de uma cerveja made in usa.

Comenta o prestigioso jornal Le Monde Diplomatique: “A recepção de um megaevento esportivo como esse autoriza também megaviolação de direitos, megaendividamento público e megairregularidades.”

A Fifa quer, simplesmente, suspender, durante a Copa, a vigência do Estatuto do Torcedor, do Estatuto do Idoso e do Código de Defesa do Consumidor. Todas essas propostas ilegais estão contidas no Projeto de lei 2.330/2011, que se encontra no Congresso. Caso não seja aprovado, o Planalto poderá efetivá-las via medidas provisórias.

charge de Roque Sponholz

Se você fizer uma camiseta com os dizeres “Copa 2014” , cuidado. A Fifa já solicitou ao Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) o registro de mais de mil itens, entre os quais o numeral “ 2014” .

(Não) durmam com um barulho deste: a Fifa quer instituir tribunais de exceção durante a Copa. Sanções relacionadas à venda de produtos, uso de ingressos e publicidade. No projeto de lei acima citado, o artigo 37 permite criar juizados especiais, varas, turmas e câmaras especializadas para causas vinculadas aos eventos. Uma Justiça paralela!



Na África do Sul, foram criados 56 Tribunais Especiais da Copa. O furto de uma máquina fotográfica mereceu 15 anos de prisão! E mais: se houver danos ou prejuízo à Fifa, a culpa e o ônus são da União. Ou seja, o Estado brasileiro passa a ser o fiador da FIFA em seus negócios particulares.

É hora de as torcidas organizadas e os movimentos sociais porem a bola no chão e chutar em gol. Pressionar o Congresso e impedir a aprovação da lei que deixa a legislação brasileira no banco de reservas. Caso contrário, o torcedor brasileiro vai ter que se resignar a torcer pela TV.
Frei Betto é escritor, autor de “A arte de semear estrelas” (Rocco), entre outros  livros. http://www.freibetto.org/    twitter:@freibetto

Foi-se!


Decepção


sábado, 24 de março de 2012

sexta-feira, 23 de março de 2012

terça-feira, 20 de março de 2012

A cozinha da Copa

Por André Carvalho (*)
Em 17 de março de 2012
btreina@yahoo.com.br



A COZINHA DA COPA
Pode dar tudo errado, inclusive com a derrota da seleção brasileira logo na primeira fase, como ocorreu com o último país sede, a África do Sul. Mas, que a próxima Copa do Mundo se mostra, desde já, divertidíssima, um verdadeiro espetáculo, não resta a menor dúvida. A primeira quinzena de março, então, foi um show. Recordemos...

O secretário-geral da Fifa, o francês Jérôme Valcke, desferiu um duro ataque aos preparativos para o evento de 2014 ao dizer que não há muita coisa se mexendo e que os organizadores precisavam levar um chute no traseiro. Reclamou ainda que o tempo está passando e falta um plano B para corrigir eventuais contratempos. Da maneira como andam as coisas penso que um plano B, C ou D são insuficientes. É dramática a circunstância, não?

Enfurecido, como sempre parece estar, o ministro dos esportes senhor Aldo Rebelo declarou não mais reconhecer no secretário da Fifa um interlocutor, fechando assim qualquer possibilidade de diálogo e, por conseguinte, acordo. Ao retrucar, Jérôme taxou de infantil a postura do nosso governo, representado no caso, pelo ministro comunista e candidato a filólogo. Uma comédia!

Daí ressurge, do fundo do mais fundo baú, o assessor especial da Presidência da República, senhor Marco Aurélio Garcia, aquele mesmo que protagonizou inúmeras trapalhadas no governo Lula e xinga o Jérôme Valcke de vagabundo. Ato contínuo profere a seguinte pérola: não me parece que bunda seja uma palavra diplomática, mesmo se traduzida como traseiro. Você já ouviu de uma autoridade palaciana, tirante o ex, algo mais imbecil? Uma gaiatice, não?

Divirto-me ao assistir o Congresso Nacional se esvaindo em iniquidades para aprovar a lei geral da copa, ainda por conta da liberação do consumo de bebida alcoólica nos estádios, coisa que os evangélicos e os hipócritas deploram. Contudo, outras tantas propostas de emenda à lei parecem criadas por bêbados contumazes. Uma delas, a meia-entrada para beneficiários do programa bolsa família, é de uma embriaguez feroz. Uma palhaçada!

A bagaceira está divertida, quer ver? Enquanto tudo isso acontece o Presidente da Confederação Brasileira de Futebol, atolado em denúncias de corrupção, renuncia ao cargo e se esconde em Miami, enquanto por aqui o minúsculo Romário, ora vejam, dá lições de probidade em sucessivas entrevistas ou em apartes na Câmara dos Deputados.

Precisa enredo melhor? Claro que não. Mas ele existe: Ronaldo, o fenômeno barrigudo, apreciador da biodiversidade sexual e partícipe dos trabalhos de organização da Copa do Mundo, entende que o gringo Valcke tem alguma razão. Neste caso o governo se calou por não ser besta de divergir de tão ilustre cidadão, de tão poderosa celebridade. Circense, meu caro leitor!

Comenta-se que o governo federal se recusa a falar com a Fifa que por sua vez não tem um interlocutor confiável no Comitê Organizador Local muito menos na Confederação Brasileira de Futebol, os quais, também, não são recebidos pelo governo. Hilário!

Claro que para resolver o fuzuê surgiram explicações, bodes expiatórios, pedidos de desculpas, análises tendenciosas, outras sem qualquer tenência, cartas e mais cartas num vai e vem pra lá e pra cá do vice versa. Até o Josehp Blatter veio correndo visitar a Rousseff. Um encontro forçado, meio ridículo!

Como de costume, tenho uma proposta: que tal nosso governo, talvez com o apoio de Cuba e do Irã, exigir a exoneração do secretário geral da Fifa, esse francês ingrato, e impor a nomeação de um compatriota? Um companheiro do PT ou da fragilizada base aliada? Quem sabe o Ricardo Berzoini, o José Dirceu, o Negromonte, o Nascimento ou o Lupi! Camaradas que entendem do riscado, e mais ainda, do não riscado, não traçado, não planejado, não contabilizado! Se a Copa vai ser no Brasil, por que colocar um francês à frente do negócio? Melhor um camarada brasileiro, de preferência um político, em última instância, um sindicalista. Só não pode ser um dirigente do MST, porque aí, os gramados não resistirão às invasões. Tragicômico? Não, não, chistoso!

Enquanto estava nesse reme-remesoube que na Itália, o Tribunal de Arezzo, na Toscana, bloqueou as contas bancárias do Itamaraty em seu território motivado por um calote que demos – através da estatal Valec – em uma empresa italiana que desenvolveu, sob contrato, projetos e/ou estudos relacionados ao trem bala Rio – São Paulo. Divertido, não?

Jérôme, Ronaldo: concluo que vocês têm razão! Espero apenas que a seleção brasileira, em campo, não faça tanto gol contra assim...

(*) André Carvalho não é jornalista, é "apenas" um cidadão que observa as coisas do dia-a-dia. Um free lancer. Ou segundo sua própria definição: um escrevinhador. Seus sempre saborosos textos circulam pela web via e-mails.

domingo, 18 de março de 2012

Fernando Pereira: O Cantor de Vozes

Fernando Pereira, cantor portugues, tem uma facilidade incrível de reproduzir vozes famosas, veja um dos videos mais recentes dele, AO VIVO!

video

Vinhas, o Pilórdia agradece a sugestão.

Abaixo link para mais vídeos

http://www.youtube.com/fernandopereiratv

domingo, 11 de março de 2012

Cuidado com o jacaré!

Enviado por Mauricio T Dantas, por e-mail.

Texto de  Luiz Carlos de Queirós Cabrera

Cuidado com o jacaré!
Como lidar com as tarefas (e pessoas) que ficam no seu pé só para tirar o seu foco

Estou muito impressionado com o número de profissionais, de todas as idades, que me contam estar preocupados com sua performance. Nós todos sabemos que, depois das reengenharias, downzisings e outros processos chamados de modernização organizacional, as pessoas estão com uma carga de trabalho que beira o limite físico.
imagem web
Por outro lado, a constante busca de ferramentas modernas, como os sistemas integrados de gestão, procura facilitar a rotina diária, mas, na verdade, está criando mais tensão, até essas ferramentas estarem perfeitamente implantadas. Tudo isso afeta a performance, fora o fato que hoje a competitividade exige tudo mais rápido, mais perfeito e mais barato.

No entanto, quando estou entrevistando profissionais durante os processos de seleção que conduzo, tenho notado que existe um inimigo maior ainda, que afasta as pessoas da tão sonhada alta performance. É o jacaré. Deixe-me explicar: muitos anos atrás, ouvi numa aula do professor Larry Greiner, da University of Southern California, a seguinte frase: "Se você tem um jacaré a lhe morder a perna, a tendência é esquecer que sua tarefa principal era drenar o pântano".

Realmente, nessa hora a sobrevivência fala mais alto. Você entra no pântano, cheio de vontade de executar a tarefa de drená-lo. Aí, o jacaré morde a sua perna. E você vai querer matar o jacaré, claro. O pântano que espere.

O jacaré desta história é o nosso dia-a-dia. É a rotina que lhe ataca de manhã e que impede que você faça todas as tarefas que planejou para o dia. E ao final, exausto, você olha a pilha de jacarés mortos e é cobrado, pelo seu chefe, pelo pântano que não drenou.

Saber enfrentar a rotina é uma tarefa fundamental para quem quer ter alta performance. Evitar o jacaré é planejar melhor, é testar todas as hipóteses, é prever os desvios e inconsistências.O jacaré detesta planejamento. Ele anda pela empresa com sua casca grossa, rabo comprido e braços curtos dizendo que planejamento não serve para nada, que nunca dá certo, que é um jogo de adivinhação. Tudo mentira. O jacaré morre de medo do planejamento, que, quando bem-feito, é um exercício de previsibilidade. E que não é feito para dar certo, mas sim para testar antecipadamente todas as hipóteses.

Olhe bem a sua volta. Os jacarés estão por todos os lugares, com sua fala mansa e andar desengonçado. E, se você bobear, um deles ataca: "Cadê a cópia do relatório A45 que você ficou de me mandar?". Pronto, ele mordeu sua perna! Agora vai ter de matar este... e lá se vão quase duas horas do dia.

Fique atento. Planeje bem o seu dia. Exercite o planejamento, pratique o exercício da previsibilidade, ou você vai se tornar um especialista em matar jacarés. E o duro desta vida é que o reconhecimento, as oportunidades e as recompensas só virão para os que drenarem o pântano.

Vade retro, jacaré.

Luiz Carlos de Queirós Cabrera é professor da Eaesp-FGV, diretor da PMC Consultores e membro do Executive Board 

sexta-feira, 9 de março de 2012

A chuva.

Baú do Pilórdia - Postado em 14/07/2009

ATENÇÃO:
Antes de assistir este vídeo leia as recomendações abaixo:
1. Feche os olhos
2. Aumente o som
3. Resista 'a tentação de abrir os olhos
4. Ao terminar,
assista novamente de olhos abertos
e veja como foi feito.
video

Colaboração de Otoniel Neto.

quarta-feira, 7 de março de 2012

No "frigir dos ovos"...

Recebi este texto por e-mail (valeu, Ines!) e mesmo não conseguindo identificar a autoria achei por bem postá-lo, mesmo que 'a boca pequena !

Crônica

Pergunta:
- Alguém sabe me explicar, num português claro e direto, sem figuras de linguagem, o que quer dizer a expressão "no frigir dos ovos"?
 Imagem: web
  
Resposta:
- Quando comecei, pensava que escrever sobre comida seria sopa no mel, mamão com açúcar. Só que depois de um certo tempo dá crepe, você percebe que comeu gato por lebre e acaba ficando com uma batata quente nas mãos.

Como rapadura é doce mas não é mole, nem sempre você tem idéias e pra descascar esse abacaxi só metendo a mão na massa. E não adianta chorar as pitangas ou, simplesmente, mandar tudo às favas. Já que é pelo estômago que se conquista o leitor, o negócio é ir comendo o mingau pelas beiradas, cozinhando em banho-maria, porque é de grão em grão que a galinha enche o papo.

Contudo é preciso tomar cuidado para não azedar, passar do ponto, encher linguiça demais. Além disso, deve-se ter consciência de que é necessário comer o pão que o diabo amassou para vender o seu peixe. Afinal não se faz uma boa omelete sem antes quebrar os ovos.

Há quem pense que escrever é como tirar doce da boca de criança e vai com muita sede ao pote. Mas como o apressado come cru, essa gente acaba falando muita abobrinha, são escritores de meia tigela, trocam alhos por bugalhos e confundem Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de assar leitão.

Há também aqueles que são arroz de festa, com a faca e o queijo nas mãos, eles se perdem em devaneios (piram na batatinha, viajam na maionese... etc.). Achando que beleza não põe mesa, pisam no tomate, enfiam o pé na jaca, e no fim quem paga o pato é o leitor que sai com cara de quem comeu e não gostou.

O importante é não cuspir no prato em que se come, pois quem lê não é tudo farinha do mesmo saco. Diversificar é a melhor receita para engrossar o caldo e oferecer um texto de se comer com os olhos, literalmente. Por outro lado se você tiver os olhos maiores que a barriga o negócio desanda e vira um verdadeiro angu de caroço. Aí, não adianta chorar sobre o leite derramado porque ninguém vai colocar uma azeitona na sua empadinha, não.

O pepino é só seu, e o máximo que você vai ganhar é uma banana, afinal pimenta nos olhos dos outros é refresco...A carne é fraca, eu sei. Às vezes dá vontade de largar tudo e ir plantar batatas. Mas quem não arrisca não petisca, e depois quando se junta a fome com a vontade de comer as coisas mudam da água pro vinho.

Se embananar, de vez em quando, é normal, o importante é não desistir mesmo quando o caldo entornar. Puxe a brasa pra sua sardinha, que no frigir dos ovos a conversa chega na cozinha e fica de se comer rezando.

Daí, com água na boca, é só saborear, porque o que não mata engorda.

Entendeu o que significa “no frigir dos ovos” ?”

segunda-feira, 5 de março de 2012

Ratos no Senado Federal

Texto de André Carvalho (*)
Em 29 de fevereiro de 2012

RATOS NO SENADO FEDERAL
Em janeiro, jornais e “sites” noticiaram que a Diretoria Geral do Senado Federal intensificaria esforços para evitar a proliferação de insetos e roedores nas dependências daquela casa parlamentar. Isso porque, após uma recente segunda desratização, dois ratos foram encontrados mortos na sala da Secretaria Geral da Mesa.

Dizem, sem que se possa comprovar, que uma servidora foi mordida por um roedor. Entretanto, a equipe responsável pelos trabalhos de combate às pragas e vetores urbanos garante não haver indícios de infestação. Temendo o pior, a diretoria solicitou o apoio dos funcionários na identificação e eliminação dos focos de roedores. A primeira tarefa é fácil, a segunda, reputo impossível.

Em se tratando de roedores, por mais que uma mordida tenha ocorrido, o fato não parece tão grave até porque a vítima certamente foi atendida no impecável serviço médico da casa, independente de plano de saúde. O quadro somente se agravaria caso fosse diagnosticada uma “corruptospirose”, o que ainda não foi o caso.

Dando prosseguimento – um jargão típico de sessão plenária – creio que a equipe de desratização não contou com técnicos da Polícia Federal, do Tribunal de Contas da União, da Comissão de Ética Pública, do Ministério Público Federal e do Supremo Tribunal Federal. Aliás, deste último, a presença de especialistas pouca diferença faria.

Quem sabe uma equipe mais eclética, ou multidisciplinar para ser moderninho, daria um veredicto inverso certificando que os ratos do Senado Federal são muitos, infestam e estão por toda a parte. Do plenário aos gabinetes, passando pela diretoria de recursos humanos, pela comissão de licitações ou setor equivalente, sem poupar, nem mesmo, a presidência.

E por falar em presidência, ele, a excelência mor, não se pronunciou sobre tão importante questão e, se o fez, foi à “boca pequena”, de sorte a preservar a cultura do ato secreto que domina as “confecções” internas da Câmara Alta, mormente aquelas em que são distribuídas vantagens sob medida.

Elucidativo saber que os ratos vivem em grupo, assim como se agrupam em partidos, blocos e frentes, os políticos. Mais ainda: num grupo de ratos, há os dominantes – machos e fêmeas mais fortes – e os dominados – os mais jovens, fracos ou velhos – muito semelhante ao mundo político, equivalendo os dominados, ao baixo clero, aos afilhados e aos indicados.

De repente me ocorreu uma dúvida cruel! Será que tanto quanto os políticos, os camundongos têm naturalidade? Baiano, paulista, carioca, pernambucano, mineiro, etc.? Creio que não! Porém, duvido muito que todos os ratos do Senado Federal tenham nascido e crescido em Brasília. É certo que vários deles, quem sabe a grande maioria, veio de outros estados, outras paragens, a bordo de cargas e sobrecargas transportadas pelos mais diversas meios, tais como ônibus, avião, caminhão, voto... Voto não, engano meu!

Sem sugerir, muito menos propor qualquer parecença com os ratos, a edição de 29/02/2012 da revista Veja informa, na coluna Radar, que durante o recesso de janeiro – férias, bem entendido – quarenta e um senadores usaram, inescrupulosamente, a verba indenizatória; uma “anomalia” que reembolsa gastos comprovados, desde que inerentes ao desempenho das atividades congressuais. O alagoano Collor, por exemplo, gastou 30.800 reais, sendo 27.900 deles, em combustível.

Num veículo de alto desempenho, abastecido com gasolina e guiado por um estúpido pé de chumbo, daria para rodar mais de 90 mil quilômetros, suficientes para duas voltas ao redor do planeta terra. Bom seria se, numa dessas voltas, o Collor e seus pares senatoriais entrassem em órbita lunar.

Aiiii! Passou um rato por aqui. Não mordeu, mas pareceu zangado comigo.

(*) André Carvalho não é jornalista, é "apenas" um cidadão que observa as coisas do dia-a-dia. Um free lancer. Ou segundo sua própria definição: um escrevinhador. Seus sempre saborosos textos circulam pela web via e-mails.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Em tempos leoninos...


"Está na hora de declarar o Imposto de Renda.
 Vai começar o jogo de esconde-esconde."

Millôr Fernandes