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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

O levante das Raimundas

Por José Carlos Fernandes.
Crônicas
O levante das Raimundas
Li, meses atrás, que a Justiça de Goiás decidiu agilizar processos de troca do primeiro nome. Sabe-se que pedidos dessa monta podem se arrastar por anos, sem sucesso, por serem considerados problemas menores – um fricote. Além do mais, há quem desista, diante da enxaqueca que é nascer de novo nos cartórios, no banco, nos boletins escolares, na certidão de casamento, na firma, na cadernetinha do fiado, o diabo.



Mas não dessa vez. A razão de tanta sensibilidade foi a recepcionista goiana Raimunda de Jesus Ananias Mendonça, 44 anos, atormentada com a associação imediata de seu nome ao ditado popular – “Raimunda, feia de cara…”. Com base no direito à felicidade, o pedido foi acatado pelo desembargador Itamar de Lima, ele mesmo, suspeito, à mercê do trocadilho “Itamar & Itapior”, agravado depois da gestão Itamar Franco (1992-1995).

Tenho cá para mim que alguém deveria escrever sobre a convivência traumática com o próprio nome. Renderia rios. É raro, afinal, quem não tenha ouvido pelo menos uma história de desacertos com o registro de nascimento. Às minhas.

Na juventude – passada em parte na cidade de Ribeirão Preto (SP) – fiz amizade com uma Lázara, figura de grande humor, exceto quando a chamávamos pelo nome de pia. Fechava o tempo. Nem um carinhoso Lazinha ela consentia, desferindo beliscões a quem ousasse quebrar a regra. Exigia um apelido, que deixo aqui em segredo. Seu nome, dizia, invocava o Lázaro da Bíblia, que nos catecismos aparecia em trajes de múmia e, por suposto, na maior fedentina; além do terrível adjetivo “lazarenta”.

  Na mesma época, tropecei em outra Lázara, essa uma amante do próprio nome. Dizia-o com as vogais bem abertas, tornando-o uma música para os ouvidos. “LÁ-zA-rA. Acho lindo. Ao ouvir minha arguição pró-Lalá, Lazinha quase me atirou na linha do trólebus da Vila Tibério. Como as Raimundas em geral, as ruindades sofridas por causa do nome lhe despertavam uma bílis de ódio. De nada adiantava argumentar que existiam casos melhores ou piores que o dela.

Eu mesmo conhecia um exemplo, de um grande chapa do ensino médio, piracicabano talentoso, batizado de Reosvaldo Benedito. Um caso único. Nosso professor de Grego não se conformava. Como alguém podia ser “duas vezes Osvaldo?”, interpelava-o, incrédulo. “Reos”, como chamávamos, não só curtia a alcunha como fez dela uma marca. Seu pseudônimo, usado nos versos que traçava, não era menos exótico: “Suetônio”. Penso que assim permanece, uma persona rara. Talvez por causa da sua atitude brincalhona, amores e rancores a nomes pessoais me atraiam tanto.

Na pequena cidade de General Salgado (SP) conheci – ainda no tempo dos dinossauros – duas irmãs que se chamavam “João” e “Antônio”. Era o nome que o pai pretendia dar aos filhos que nasceram filhas, e não arredou o pé. Ouvir “oi, eu sou a João. Ela é a Antônio” fazia a gente se sentir dentro de algumas das brasileiríssimas historietas de Ariano Suassuna, nas quais tudo pode acontecer.

Na mesma ocasião, fui apresentado a uma religiosa que, ao fazer os votos, teve o belíssimo nome Inês substituído por Sérgia. Debaixo dos véus da castidade, pobreza e obediência, não sabia se chorava o nome perdido ou o fardo ganho. Ao escutar o relato, em consolo, um conhecido disse, em ato falho: “Que triste, irmã Jorja”. Era essa a sina de Sérgia desde então – ser chamada de Orlanda, Hamilta, Plínia ou qualquer outra coisa que não funcionasse no feminino, nem que Deus mandasse. Até hoje me pergunto se Sérgia conseguiu ser Inês de volta – era seu desejo confesso.

Parte dos dissabores, eu acuso, é culpa dos anos 80 – pródigos em fabricar diversão fácil com piada chulé. Em vez de inspirar – como as Cecílias de Chico Buarque –, o nome passou a ser usado para avacalhar. Desconheço alguma mulher que deteste se chamar Amélia por causa da música de Ataulfo Alves e Mário Lago. Ai, que saudades da Amélia é tão incrível que, aposto, tem feminista que a canta no banheiro. Não se pode dizer o mesmo das Adelaides.

Nos tempos do besteirol, bastava uma Adelaide se pronunciar para alguém cantarolar “Adelaide, minha anã paraguaia”, hit gosma do grupo Inimigos do Rei. Cerca de 90% das atingidas eram da minha família, na qual o nome tem longa tradição. Parentas amadas, desculpe acordar esse monstro da lagoa. Kátia Flávia, a louraça belzebu de Fausto Fawcett, teve destino melhor: o refrão “um Exocet – calcinha”, numa referência erótica aos mísseis usados na Guerra das Malvinas, fez mais sucesso do que a heroína muito doida. Além do mais, as Kátias já tinham sua piadinha pronta desde 1982: “Não está sendo fácil viver assim…”

Também oitentista, o obscuro duo Piu Piu de Marapendi causou torturas em série com oMelô do Waldemar. Cruel. O estrago só não foi maior porque o nome ficou no passado, com difícil chance de renascer, a exemplo de Astolfo ou Valdir. Em tempo – as Cleusas e Creusas devem ter rogado praga no Renato Aragão.

Convenhamos, em matéria de aporrinhação, nada se compara à provocada pela campanha da prevenção da aids de 1995. O ator Emílio de Mello aparecia conversando com seu pênis, o Bráulio. A ideia nasceu aqui em Curitiba, com base em pesquisa. Na lista de epítetos apontados para o dito cujo constava Petrônio, Bastião e Tonhão, todos à prova de bullying. Mas a escolha recaiu sobre… Para terror dos Bráulios, que há 20 anos escutam risinhos nervosos assim que o interlocutor liga o nome à pessoa.

Um Bráulio me disse que desenvolveu uma tática para neutralizar os tios do churrasco, que insistem na mesma lorota. Consta de um risinho cínico de canto de boca, acompanhado de ar de desprezo. Aprendeu tudo com os Mários, esses incansáveis...


quinta-feira, 2 de julho de 2015

Nomes por esses Nordeste adentro

Por Hildeberto Barbosa Filho
Transcrito do Blogstraquis

Crônicas

Essas razões sociais
O mundo é mágico. A literatura é apenas real. Não, não vou defender uma daquelas teses estupendas e gloriosas. Quero apenas soletrar, no à vontade dessa letra lúdica, algumas nomenclaturas que refletem, em seu paradigma modelar e abstruso, o assombro e a fantasia de que as coisas são feitas. Sobretudo, quando nomeadas.



Borracharia J. Pinto Penteado, Pneus a Toda Prova.
O “J” deve de ser de Jair, de João, de Jaime, de Jeremias, de Janúncio, de Jesus ou de um José qualquer, pois “Virge, como tem Zé lá na Paraíba”, conforme lembra a voz
ritmada de Jakson do Pandeiro. 

Vizinho, e dentro do mesmo ramo profissional, deparo-me com a Oficina de Mané Pineco, o Mágico da Mecânica, o Rei do Carburador e Milagreiro da Eletricidade. Tudo, em letras garrafais e coloridas, para chamar a atenção dos possíveis
clientes, numa espécie de marketing bronco e bizarro.

Observemos outros exemplares desses registros extravagantes.

  • Mercadinho Branca de Neve e os Sete Anões: estoque variado e tudo de miudeza a gosto do freguês; 
  • Casa Mortuária Salve-se Quem Puder: preços confortáveis e diversas formas de pagamento, inclusive em prestações pós-mortem; 
  • Farmácia de Anaximandro Aristarco de Alencar: em cada remédio, uma dor aniquilada; 
  • Padaria Alvorada: além do pão francês, o doce, o crioulo, o papinha, o fresquinho, o dormido e o acordado; 
  • Armazém de Secos e Molhados: charque, feijão, farinha e fiado, e muito, muito mais. 
  • Ótica Tudo Vê; 
  • Papelaria Traça Não Entra;
  • Magazine Florbela Espanca;
  • Salão de Beleza Roberta Close;
  • Casa de Ferragem Irmãos Ferrugem & Companhia; 
  • Empório das Elegantes Desesperadas; 
  • Bodega do Cacique Invertebrado;
  • Casa Espírita Mensageiro do Além;
  • Igreja Universal Caim e Abel;
  • Terreiro de Madame Satã; 
  • Posto às Margem do Ipiranga; 
  • Academia de Letras dos Inéditos e Inexistentes;
  • Banda Municipal Soluços do Silêncio; 
  • Derrotados Futebol Clube; 
  • Centro Cultural Terra Inculta; 
  • Praça Chega de Saudade;
  • Cabaré de Mãe Santinha e 
  • Bar do Tetéu: o que não fecha nunca, e cuja marca primordial é servir uma sopa espessa, depois de meia noite, feita com o mesmo osso, requentado desde sua fundação, logo após a guerra de 1945.


Oxente, esse é em Minas, 
mas achei o nome fabuloso, uai!


Pasme o leitor, se algum leitor me lê essas domingueiras estripulias verbais: nenhuma dessas razões sociais me é fruto da imaginação desmedida, mas realidades vistas e por mim constatadas in loco, no calor do tato, do odor e do paladar, experimentados na geografia de muitas cidadezinhas perdidas nesse mundão de Deus. 



Quem quiser checar, faça uma visitinha a Cajazeiras, Pombal, Itaporanga, Santa Luzia, Taperoá, Cabaceiras, Boqueirão, Aroeiras, Itatuba, Soledade, Puxinanã, Galante, Cuité, Bananeiras, Esperança, Lagoa Seca e Campina Grande, em cuja origem estala do reino malvado...

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A tonga da mironga do kabuletê

Baú do Pilórdia - Postado em 11/09/2010

Você sabia que...

Colaboração preciosa de Gilvan Quadros

1970. Vinícius e Toquinho voltam da Itália onde haviam acabado de inaugurar a parceria com o disco “A Arca de Noé”, fruto de um velho livro que o poetinha fizera para seu filho Pedro, quando este ainda era menino.

Encontram o Brasil em pleno “milagre econômico”. A censura em alta, a Bossa em baixa. Opositores ao regime pagando com a liberdade e a vida o preço de seus ideais.

O poeta é visto como comunista pela cegueira militar e ultrapassado pela intelectualidade militante, que pejorativa e injustamente classifica sua música de easy music.

No Teatro Castro Alves, em Salvador, é apresentada ao Brasil a nova parceria. Vinícius está casado com a atriz baiana Gesse Gessy, uma das maiores paixões de sua vida, que o aproximaria do candomblé, apresentando-o à Mãe Menininha do Gantois.

 Sentindo a angústia do companheiro, Gesse o diverte, ensinando-lhe xingamentos em Nagô, entre eles “tonga da mironga do cabuletê”, que significa “o pêlo do cu da mãe”.


O mote anal e seu sentimento em relação aos homens de verde oliva inspiram o poeta.

Com Toquinho, Vinícius compõe a canção para apresentá-la no Teatro Castro Alves. Era a oportunidade de xingar os militares sem que eles compreendessem a ofensa.

E o poeta ainda se divertia com tudo isso:



“Te garanto que na Escola Superior de Guerra
não tem um milico que saiba falar nagô”.

Tonga da Mironga do Cabuletê
Toquinho e Vinicius de Moraes

Eu caio de bossa eu sou quem eu sou
Eu saio da fossa xingando em nagô
Você que ouve e não fala / Você que olha e não vê
Eu vou lhe dar uma pala / Você vai ter que aprender
A tonga da mironga do cabuletê
A tonga da mironga do cabuletê
A tonga da mironga do cabuletê
Você que lê e não sabe / Você que reza e não crê
Você que entra e não cabe / Você vai ter que viver
Na tonga da mironga do cabuletê
Na tonga da mironga do cabuletê
Na tonga da mironga do cabuletê
Você que fuma e não traga / E que não paga pra ver
Vou lhe rogar uma praga / Eu vou é mandar você
Pra tonga da mironga do cabuletê
Pra tonga da mironga do cabuletê
Pra tonga da mironga do cabuletê
 
Fonte:
Vinicius de Moraes: o Poeta da Paixão; uma Biografia.
São Paulo: Companhia das Letras, 1994.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Especial Clubes de Futebol > Parte II

(*) Sempre tive curiosidade de saber a origem de alguns nomes de clubes de futebol, então resolvi transformar esta curiosidade num post, divididos em duas partes:
I - Generalidades; II - Curiosidades.
Especial O Porquê dos Nomes
Clubes de Futebol
Parte II - Curiosidades
Além dos citados na Parte I - Generalidades, felizmente existem aqueles que surgem na mesa de bar (antes da Lei Seca, ainda bem) ou no final de um bate-bola, ou seja, 'as vezes não há muita criatividade ou então, há criatividade demais. Abaixo, por ordem alfabética, algumas explicações:
ABC (Brasil/RN) - O nome é uma homenagem ao Pacto do ABC que por sua vez tem esse nome devido 'as iniciais dos países, Argentina, Brasil e Chile, que assinam um acordo em 15 de maio de 1915 para formar a cooperação exterior a não agressão e arbitragem. Foi uma forma de responder a influência estadunidense na região (Yankes, go home) e estabelecer um equilíbrio e mecanismos de consulta entre os três países envolvidos.
AJAX (Holanda) - O nome do atual campeão holandês foi inspirado no mitológico guerreiro grego Ájax, retratado no poema épico Ilíada, de Homero. Tido como o mais poderoso guerreiro depois de Aquiles, Ájax teria sido um dos líderes do exército grego na Guerra de Tróia, mas teria enlouquecido e se matado depois de perder uma batalha para Odisseu.
AVAÍ (Brasil/SC) - O time mais popular de Florianópolis não tem nada a ver com o 50º estado americano. O nome é uma homenagem a um episódio da Guerra do Paraguai, a "Batalha do rio Avaí". A ata de criação do clube já havia sido assinada, mas ele ainda não tinha nome. Foi quando um dos fundadores lembrou do conflito em um livro de história que acabara de ler. Impressionados, os colegas aceitaram a sugestão.
BAHIA (Brasil/BA) - O Esporte Clube Bahia foi fundado, sob o slogan "Nascido para vencer", no dia 1º de janeiro de 1931, em Salvador. O grupo de fundadores do Bahia é formado em sua maioria por ex-jogadores da AAB e do Bahiano de Tenis (dois clubes sociais).


As cores Azul, Vermelho e Branco são escolhidas em homenagem ao estado da Bahia. Em seu ano de fundação, honra o slogan e conquista o campeonato baiano. Seus principais títulos são: A Taça Brasil de 1959 e o Campeonato Brasileiro em 1988.


BAYER LEVERKUSEN (Alemanha) - Em 1904, os funcionários bons de bola da Bayer, uma gigante do setor farmacêutico, criaram um time com o nome da empresa na cidade de Leverkusen. O Bayern de Munique, outro grande clube alemão, surgiu antes do Bayer e não tem qualquer ligação com a fabricante da aspirina. "Bayern" é a tradução alemã de Bavária, estado cuja capital é Munique

BOCA JUNIORS (Argentina) O nome é uma homenagem a La Boca, o bairro onde o clube foi fundado, na periferia de Buenos Aires. O lugar, por sua vez, ganhou esse apelido porque a região fica na junção entre os rios da Prata e Riachuelo, que formam uma espécie de "boca" ao se encontrarem. O sobrenome "Juniors" tem uma outra origem. Para suavizar a relação do clube com a imagem barra-pesada do bairro, os fundadores decidiram adicionar ao nome a palavra inglesa "Juniors", tida como mais requintada.

BORUSSIA DORTMUND (Alemanha) Esse clube alemão deve o nome a uma rebeldia etílica. Em 1909, um time formado por 18 jovens católicos da cidade de Dortmund rompeu com a paróquia que freqüentavam e fundou a equipe. Só para provocar o padre, o nome foi inspirado na cervejaria Borussia (que em latim quer dizer Prússia), onde eles costumavam tomar umas geladas depois do jogo.
O clube recebeu uma liderança nazista durante a época da ditadura, mais teve vários ex-funcionários que optaram pela resistência e foram subsequentemente assassinados pela Gestapo.
CORINTHIANS (Brasil/SP) - O nome é uma homenagem à equipe inglesa de mesmo nome que excursionou pelo Brasil em 1910.
GUARANI (Brasil/SP)- O nome é uma homenagem à ópera O Guarani, obra mais conhecida do maestro e compositor clássico Carlos Gomes (baseada no romance homônimo de José de Alencar), um dos mais ilustres homens nascidos na cidade de Campinas.



NEWELL’S OLD BOYS (Argentina) - O time nasceu no colégio Anglo-argentino, na cidade de Rosário. Logo que assumiu a direção da escola, Cláudio Newell batizou a equipe de Newell’s Old Boys (em tradução livre, "Os velhos meninos de Newell"), um tributo ao pai Isaac Newell.
As cores do time são preto e vermelho, das bandeiras da Grã-Bretanha e Alemanha (Isaac Newell era inglês e sua esposa alemã).

PALMEIRAS - ganhou o nome definitivo durante a Segunda Guerra Mundial, pois até então se chamava Palestra Itália. Na época, o governo do presidente Getúlio Vargas posicionou-se contra o Eixo, formado por Alemanha, Japão e Itália.

Como ele ameaçou confiscar os bens das instituições cujos nomes lembrassem esses países, os pioneiros decidiram mudar o nome do clube, mas mantiveram o "P" no distintivo para homenagear a extinta Associação Atlética das Palmeiras, equipe amadora onde alguns deles haviam jogado.
PEÑAROL - Inicialmente chamava-se Central Uruguai Railway Cricket Club, o CURCC, sendo suas cores, o preto e amarelo da empresa Ferro Carril. Seria só em 1913 que, no decorrer de uma entusiasta assembléia, surge a ideia de mudar o nome do clube, de forma a ficar clara a sua gênese uruguaia. O nome eleito seria, sem contestação, o da povoação onde nascera: Peñarol.
PONTE PRETA (Brasil/SP) - O nome nasceu a partir de uma ferrovia que cortava o interior de São Paulo, construída no final do século 19. Para que ela passasse por um dos bairros de Campinas, foi preciso erguer uma ponte de madeira, enegrecida com piche para melhorar a conservação. Essa "ponte preta" deu nome ao bairro onde um grupo de boleiros fundou um dos primeiros clubes do país, em 1900.

REAL MADRID (Espanha)- Fundado originalmente com o nome de Madrid Club de Fútbol, o clube mudou de nome após a permissão do Rei Alfonso XIII da Espanha, adicionando o título de "Real".


RIVER PLATE (Argentina) - O maior rival do Boca Juniors também surgiu na confluência dos rios da Prata e Riachuelo, em Buenos Aires. Antes de uma baba/pelada nas docas, um jogador observou marinheiros ingleses desembarcarem enormes caixas com a inscrição "The River Plate" ("O Rio da Prata").
SAMPAIO CORREIA/MA - surgiu em homenagem ao hidroavião Sampaio Corrêa II, que aportou em São Luís no dia 12 de dezembro de 1922, sob o comando do piloto brasileiro Pinto Martins e do americano Walter Hinton. O avião levava o nome do senador carioca José Mattoso de Sampaio Corrêa, presidente do Aeroclube Brasileiro. As cores são as mesmas da bandeira da Bolívia, daí seu apelido: Bolivianos ou Bolívia Querida.
Treze/PB - O nome "Treze Futebol Clube" foi definido em homenagem aos sócios-fundadores que eram em 13. O mascote do Treze é o galo devido 'a sua numeração no jogo do bicho ser 13.
VITÓRIA/BA - Nome inspirado no bairro da Vitória em Salvador. Mas a sua história não justifica o nome que lhe foi imputado, tanto que é conhecido na Bahia pela alcunha de Vicetória, mais condizente com sua "gloriosa" história de nunca haver conquistado títulos de maior relevância além dos de campeonato baiano e mesmo esses poucos se compararmos 'a sua centenária existência. Mas não podemos esquecer as suas maiores conquistas: Torneio da Uva em 1994 e a Copa da Morte em 1989.
* Espero que tenham gostado.
Fontes

Fmanager soccer campeoesdofutebol wikipedia sites dos clubes

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Especial Clubes de Futebol > Parte I

(*) Sempre tive curiosidade de saber a origem de alguns nomes de clubes de futebol, então resolvi transformar esta curiosidade num post. E para que não ficasse muito longo, dividi em duas partes: Hoje - I - Generalidades; amanhã - II - Curiosidades


Especial O Porquê dos Nomes

Clubes de Futebol


Parte I - Generalidades

A) Nomes inspirados em seu local de fundação, seja um país, uma cidade, um estado ou um bairro: o meu Bahia, o Santos/SP, o São Paulo, o Coritiba, o Flamengo, o Fluminense, o Porto (Portugal), o Barcelona (Espanha), o Vitória e todos os Américas espalhados pelo continente;

B) Nomes "universais" de clubes, muito tradicionais no mundo da bola. Nessa categoria, encaixam-se os brasileiros Grêmio, Internacional e Sport, a italiana Internazionale e o francês Olimpique;

C) Nomes que reúnem essas palavras universais e a referência geográfica no mesmo nome: Real Madrid (Espanha), Manchester United (Inglaterra) e os diversos Atléticos (mineiros, paranaenses, de Madrid, de Alagoinhas etc) do mundo;


D) Nomes inspirados no tipo de esporte praticado na sua origem: Remo/PA , Náutico/PE, Moto Clube;

E) Nomes que exaltam figuras históricas: Vasco da Gama/RJ e Sampaio Correia/MA


Além dos exemplos acima, existem aqueles que surgem na mesa de bar (antes da Lei Seca, ainda bem) ou no final de um bate-bola, ou seja, 'as vezes não há muita criatividade ou por outro lado, há criatividade demais. No Parte II - Curiosidades (amanhã) verão algumas explicações:

Fontes Forum BlogSoccer Campeoes Wikipedia

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

O Porquê dos Nomes > Maranhão / São Luiz

Especial O Porquê dos Nomes
Estados e capitais brasileiras


Maranhão

A teoria mais aceita é que Maranhão era o nome dado ao Rio Amazonas (do tupi, mba’ra, mar, e nã, corrente, rio que semelha o mar, primeiro nome dado ao rio Amazonas pelos nativos da região antes dos navegantes europeus chegarem).
Outra hipótese seria pelo fato do Estado ter um emaranhado de rios. Também pode ser referente ao caju, fruta abundante no litoral (Caju é Marañon em Castelhano) ou ainda mar grande ou mar que corre.

Lençois Maranhenses
Chapada das Mesas



Chapada das Mesas
Capital
São Luis
Onde hoje há a capital, existia a aldeia tupinambá até a chegada de franceses em 1612, que construíram um forte e o nomearam São Luís, em homenagem prestada a Luís IX patrono da França, e ao rei francês da época Luís XIII.
Os franceses foram foram expulsos em 1615, pelos portugueses sob o comando de Jerônimo de Albuquerque, que se tornou o primeiro capitão-mor do Maranhão. A curta estadia francesa e o fato deles não terem construído uma cidade (construíram um forte) traz discussões sobre a fundação de São Luís, se foi feita pelos portugueses ou pelos franceses.





Fontes wikipédia brasilturismo Picasa

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

O porquê dos Nomes > Pará / Belém

Especial O Porquê dos Nomes
Estados e Capitais brasileiras
Pará
Pará: Do tupi, pa’ra, que significa mar, designação do braço direito do Amazonas, engrossado pelas águas do Tocantins.
praia de Alter do Chão, em Santarém
Antiga aldeia dos Borari, primeiros habitantes da vila. É considerada uma das mais belas praias da região amazônica, tendo dentre seus atrativos o lendário Lago Verde ou Lago dos Muiraquitãs.

Alter do Chão

na praia de Atalaia
Mosqueiro (praia de rio)

Localizada na costa oriental do rio Pará no braço sul do Amazonas em frente a Baía do Guajará, a ilha do Mosqueiro é uma das mais belas ilhas fluviais do Estado.

Praia de Ajuruteua, em Bragança

Praia de areia branca, lambida pelo esverdeado das águas oceânicas, cercada de coqueirais, próxima à cidade de Bragança - a pérola do Caeté.

Praia de Salinópolis

Praia oceânica das mais belas do Brasil. São aproximadamente 15 km de praia, com areia branquíssima e muito sol, um convite à vida no melhor estilo.


Capital
Belém


Belém foi fundada em 12 de janeiro de 1616 numa península habitada pelos índios Tupinambás, estrategicamente situada na margem direita da foz do rio Guamá, onde este rio deságua na baía do Guajará, foi erguido o Forte do Presépio (abaixo), marco inicial da cidade.

O Forte, em seguida, o colégio e a igreja dos Jesuítas formaram o núcleo original da cidade que, posteriormente, seria denominada de Santa Maria de Belém do Grão-Pará. Hoje, toda esta área faz parte do roteiro turístico obrigatório de Belém e integra o Complexo do Ver-o-Peso.




Mercado Ver-o-Peso

Procissão do Círio de Nazaré

Fontes

pikasa
google

terça-feira, 9 de setembro de 2008

O Porquê dos Nomes > Minas Gerais/BH

Especial O Porquê dos Nomes
Estados e Capitais brasileiras
Minas Gerais
O nome deve-se às muitas minas de ouro espalhadas por quase todo o estado.
Profeta Jonas, em Congonhas do Campo

Ouro Preto

Cachoeira da Serra do Cabral



Mina Velha



Rio das Pedras

Capital
Belo Horizonte

Antes o nome era Curral d'El Rei. Após a Proclamação da República, o “Club Republicano” do Curral d’El decide mudar o nome do Arraial que se tornara naquele momento impróprio frente à nova ordem política.

Terra Nova, Santa Cruz, Nova Floresta, Cruzeiro do Sul, Belo Horizonte e Novo Horizonte foram os nomes sugeridos. O nome escolhido em comum acordo com o então governador João Pinheiro foi o de Belo Horizonte.


Pampulha


Fontes

Google
YahooRespostas
Wikipédia

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

O Por quê dos Nomes > Goiás

Especial O Porquê dos Nomes
Goiás

Antes da última reforma ortográfica era escrito Goyaz, tem origem na denominação de uma comunidade indígena. Do tupi Guaiá, composto de Gwa e yá, significa "indivíduo igual", "pessoas de mesma origem".
Chapada dos Veadeiros
Capital - Goiânia



Fontes

Wikipédia, OsvaldoOgink

terça-feira, 26 de agosto de 2008

O Porquê dos Nomes > Espírito Santo / Vitória

Especial O Porquê dos Nomes
Espírito Santo

Espírito Santo: Denominação dada pelo donatário Vasco Fernandes Coutinho que ali desembarcou em 1535, num domingo dedicado ao Espírito Santo, mas desde 1501 já era conhecida por contrabandistas de pau-brasil.


Pedra de Itabira
Parque Estadual da Pedra Azul
Capital: Vitória
Devido aos constantes ataques dos povos indígenas extremamente hostis, que ali residiam, e que estavam quase destruindo a vila então existente (Vila Velha), Vasco Fernandes Coutinho, resolve fundar uma outra vila, desta vez em uma ilha, que era de relevo irregular, com muitas montanhas (Vila Velha é plana), a fim de se proteger dos ataques indígenas.
A nova povoação recebeu o nome de Vila Nova do Espírito Santo. Mesmo tendo se isolado na ilha, as hostis tribos indígenas não pararam de atacar, até que os indígenas, extremamente hostis lançaram um massivo ataque a ilha, as forças indígenas eram muito maiores que as portuguesas, porém ajudados pelo relevo os portugueses conseguiram expulsar os indígenas e rebatizaram o povoamento para o nome de Vitória.



Curiosidade - Capixaba
Deriva do tupi kapi'xawa = terra de plantação






Fontes

DominiosFantasticos, Wikipédia, DeOlhos,