sábado, 25 de fevereiro de 2012

Conversa Afiada é na verdade CONVERSA FIADA!

Heraldo Pereira será indenizado por Paulo Henrique Amorim
Os jornalistas Heraldo Pereira e Paulo Henrique Amorim realizaram um acordo para por fim a um processo de indenização por dano moral.

Heraldo ajuizou a ação após Amorim, em seu blog "Conversa Afiada", afirmar que Heraldo era funcionário do ministro do STF, Gilmar Mendes, e que apenas faria um bico na Rede Globo; e ainda o chamou de "negro de alma branca".

O processo tramitava desde março de 2010, até que em 15/2 eles entraram em um acordo.

Amorim pagará indenização no valor de R$ 30 mil, divididos em 6 parcelas de R$ 5 mil, a serem depositados em conta bancária de uma instituição de caridade indicada por Heraldo Pereira.

Paulo Henrique Amorim também terá que publicar nos jornais Correio Braziliense e Folha de S.Paulo um texto com o título "Retratação de Paulo Henrique Amorim concernente à ação 2010.01.1.043464-9", com os seguintes dizeres:
"que reconhece Heraldo Pereira como jornalista de mérito e ético; que Heraldo Pereira nunca foi empregado de Gilmar Mendes; que apesar de convidado pelo Supremo Tribunal Federal, Heraldo Pereira não aceitou participar do Conselho Estratégico da TV Justiça; que, como repórter, Heraldo Pereira não é e nunca foi submisso a quaisquer autoridades; que o jornalista Heraldo Pereira não faz bico na Globo, mas é empregado de destaque da Rede Globo; que a expressão 'negro de alma branca' foi dita num momento de infelicidade, do qual se retrata, e não quis ofender a moral do jornalista Heraldo Pereira ou atingir a conotação de 'racismo'"
O jornalista também terá que retirar as reportagens que fazem menção a Heraldo de seu blog, e publicar o texto da retratação pelo período de dez dias e encaminhar a retratação para os links associados, pelo prazo de 21 meses no provedor.
Para ver a decisão da justiça clique aqui

Despacho de macumba ou Open Bar?


Quem pergunta é Luis Darbra!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Trem das Onze - uma história

Baú do Pilórdia - Postado em 26/12/2010

por tras da letra

Não posso ficar
Nem mais um minuto com você
Sinto muito amor
Mas não pode ser
Moro em Jaçanã
Se eu perder esse trem
Que sai agora às onze horas
Só amanhã de manhã
E além disso mulher
Tem outra coisa
Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar
Sou filho único
Tenho minha casa pra olhar

Com todo o respeito a Rita Lee e ao compositor baiano, a mais completa tradução de Sampa chama-se Adoniran Barbosa. Para muitos, "Trem das Onze" é a mais completa tradução de Adoniran. Ledo engano.

Primeiro porque o compositor morria de medo de andar de trem - temia ficar preso entre as portas quando estas se fechassem. De outra parte, Adoniran se caracterizara por adotar em suas canções a linguagem popular, compondo em português errado. O compositor se defendia: "Não adianta querer falar errado. Tem que saber falar errado".



O certo é que "Trem das Onze", que ganhou o primeiro prêmio no concurso de músicas de carnaval no 4º Centenário da cidade do Rio de Janeiro com o grupo Demônios da Garoa, em 1964, saiu sem erros de português. Exceto um.

Várias das canções de Adoniran homenageavam bairros e ruas da cidade que ele, boêmio inveterado, se gabava por conhecer pessoalmente. De fato, conhecia São Paulo como poucos, mas conta o compositor e biólogo Paulo Vanzolini, outra fiel tradução da Paulicéia, que no Jaçanã ninguém diz "em Jaçanã", como está em "Trem das Onze". Todos falam "no Jaçanã". Foi tirar satisfação e ouviu do amigo: "E eu lá sei onde é essa porcaria."

Parece que, apesar da foto acima, o Jaçanã Adoniran não conhecia tão bem.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

João e Maria - uma história

Baú do Pilórdia - postado em 19.12.2010

João e Maria
Sivuca / Chico Buarque

Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você
Além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock
Para as matinês
Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigada a ser feliz
E você era a princesa
Que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país
Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido
Sim, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade
Acho que a gente nem tinha nascido
Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá deste quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo
Sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim


A melodia é de Sivuca e data de 1947. Sivuca a compôs aos 17 e usava sua valsa recém saída do forno para coroar as lindas princesas de seus sonhos com belas serenatas ao luar do Recife. O pião já não era seu brinquedo, seu bicho preferido tinha outro sexo e andava nua em seu país. Seu futuro parceiro, na época com 3 anos, ainda mal armava seu bodoque.

E, por trinta anos, assim seguiu esta música, sem nome, servindo às serenatas de seu autor. Até que o dramaturgo Paulo Pontes, que estava organizando o repertório para uma apresentação de Elizeth Cardoso no Canecão, decidiu que ao show cairia bem uma parceria entre o já consagrado Chico Buarque e o Mestre Sivuca. Resolveu promover o encontro.

Sivuca, pensando no vozeirão da Divina Elizeth, desenterrou sua valsa romântica. Mas Chico estava em outra. Estava mergulhado no universo infantil, havia acabado de fazer a versão para o português do musical italiano “Saltimbancos”.

A “idade” da música também influiu, como explica o próprio compositor em entrevista a Geraldo Leite (Rádio Eldorado, 1989):

Cada música tem uma história. Eu tenho uma parceria com o Sivuca que é engraçada. Ele fez a música, que ficou se chamando João e Maria. Ele mandou uma fita com uma música que ele compôs em 1947, por aí. Eu falei: "Mas isso foi quando eu nasci."

A música tinha a minha idade. Quando eu fui fazer, a letra me remeteu obrigatoriamente pra um tema infantil. A letra saiu com cara de música infantil porque, simplesmente, na fitinha ele dizia: "Fiz essa música em 47." Aí pensei: "Mas eu criança..." e me levou pra aquilo. Cada parceria é uma história. Cada parceiro é uma história."

O nome da canção remete ao clássico conto de fadas dos irmãos Grimm, no qual duas crianças que se perdem na floresta por terem marcado o caminho com migalhas de pão e são capturadas pela bruxa malvada.

A música que servira de base para as cantadas de Sivuca seguiu outro caminho, aderiu ao universo infantil e acabou por abrigar uma conversa de crianças.

A canção não integrou o repertório de show de Elizeth. Não tinha mais cabimento. A primazia da primeira gravação coube a Nara Leão, princesa linda de se admirar, em dueto com o próprio Chico, arranjos de Sivuca, João Donato no teclado, Luizão Maia, contrabaixo, Meireles, flauta, o mesmo Sivuca no violão e na sanfona, e Paulinho Braga, bateria.

A música estourou com a participação na trilha sonora da novela Dancin`Days e, até hoje, não pode faltar nos shows de Chico Buarque.

Agora, era fatal que o faz-de-conta terminasse assim. Em 14 de dezembro de 2006, Sivuca sumiu do mundo sem nos avisar. A música brasileira perdeu um Mestre.


Pra lá deste quintal, com a abertura política, finalmente, a noite teria um fim. Chico Buarque, crítico mordaz da ditadura militar, agora era o herói.

Quanto ao cavalo que fala inglês, consta que o próprio Chico nunca soube muito bem o que ele mesmo quis dizer. De acordo com o amigo e parceiro Francis Hime, deve ser “um cavalo muito educado."

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A tonga da mironga do kabuletê

Baú do Pilórdia - Postado em 11/09/2010

Você sabia que...

Colaboração preciosa de Gilvan Quadros

1970. Vinícius e Toquinho voltam da Itália onde haviam acabado de inaugurar a parceria com o disco “A Arca de Noé”, fruto de um velho livro que o poetinha fizera para seu filho Pedro, quando este ainda era menino.

Encontram o Brasil em pleno “milagre econômico”. A censura em alta, a Bossa em baixa. Opositores ao regime pagando com a liberdade e a vida o preço de seus ideais.

O poeta é visto como comunista pela cegueira militar e ultrapassado pela intelectualidade militante, que pejorativa e injustamente classifica sua música de easy music.

No Teatro Castro Alves, em Salvador, é apresentada ao Brasil a nova parceria. Vinícius está casado com a atriz baiana Gesse Gessy, uma das maiores paixões de sua vida, que o aproximaria do candomblé, apresentando-o à Mãe Menininha do Gantois.

 Sentindo a angústia do companheiro, Gesse o diverte, ensinando-lhe xingamentos em Nagô, entre eles “tonga da mironga do cabuletê”, que significa “o pêlo do cu da mãe”.


O mote anal e seu sentimento em relação aos homens de verde oliva inspiram o poeta.

Com Toquinho, Vinícius compõe a canção para apresentá-la no Teatro Castro Alves. Era a oportunidade de xingar os militares sem que eles compreendessem a ofensa.

E o poeta ainda se divertia com tudo isso:



Te garanto que na Escola Superior de Guerra
não tem um milico que saiba falar nagô”.

Tonga da Mironga do Cabuletê
Toquinho e Vinicius de Moraes

Eu caio de bossa eu sou quem eu sou
Eu saio da fossa xingando em nagô
Você que ouve e não fala / Você que olha e não vê
Eu vou lhe dar uma pala / Você vai ter que aprender
A tonga da mironga do cabuletê
A tonga da mironga do cabuletê
A tonga da mironga do cabuletê
Você que lê e não sabe / Você que reza e não crê
Você que entra e não cabe / Você vai ter que viver
Na tonga da mironga do cabuletê
Na tonga da mironga do cabuletê
Na tonga da mironga do cabuletê
Você que fuma e não traga / E que não paga pra ver
Vou lhe rogar uma praga / Eu vou é mandar você
Pra tonga da mironga do cabuletê
Pra tonga da mironga do cabuletê
Pra tonga da mironga do cabuletê
 
Fonte:
Vinicius de Moraes: o Poeta da Paixão; uma Biografia.
São Paulo: Companhia das Letras, 1994.

Feras




 

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Consequência da greve das puliça!

Ainda bem que acabou a greve da puliça em Salvador. Esperemos que as cenas de violência abaixo numa via pública não mais se repitam.

The Big Fight Gif - The Big Fight.

Uma pitada de "família"

Crônica de Francisco Azevedo, em O Arroz de Palma.
Feliz sugestão de Gilvan Quadros.

Aos que acham que família só em álbum...


 
Família é prato difícil de preparar. São muitos ingredientes. Reunir todos é um problema, principalmente no Natal e no Ano Novo. Pouco importa a qualidade da panela, fazer uma família exige coragem, devoção e paciência. Não é para qualquer um.



Os truques, os segredos, o imprevisível. Às vezes, dá até vontade de desistir. Preferimos o desconforto do estômago vazio. Vêm a preguiça, a conhecida falta de imaginação sobre o que se vai comer e aquele fastio. Mas a vida, (azeitona verde no palito) sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite.

O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares. Súbito, feito milagre, a família está servida. Fulana sai a mais inteligente de todas. Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade. Sicrano, quem diria? Solou, endureceu, murchou antes do tempo. Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante. Aquele o que surpreendeu e foi morar longe. Ela, a mais apaixonada. A outra, a mais consistente.



E você? É, você mesmo, que me lê os pensamentos e veio aqui me fazer companhia. Como saiu no álbum de retratos? O mais prático e objetivo? A mais sentimental? A mais prestativa? O que nunca quis nada com o trabalho? Seja quem for, não fique aí reclamando do gênero e do grau comparativo. Reúna essas tantas afinidades e antipatias que fazem parte da sua vida. Não há pressa. Eu espero.

 Já estão aí? Todas? Ótimo. Agora, ponha o avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados. Logo, logo, você também estará cheirando a alho e cebola. Não se envergonhe de chorar. Família é prato que emociona. E a gente chora mesmo. De alegria, de raiva ou de tristeza.



Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco. Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que quase sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao paladar tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa.

Atenção também com os pesos e as medidas. Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto, é um verdadeiro desastre. Família é prato extremamente sensível. Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido. Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional. Principalmente na hora que se decide meter a colher. Saber meter a colher é verdadeira arte. Uma grande amiga minha desandou a receita de toda a família, só porque meteu a colher na hora errada.


 
O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita. Bobagem. Tudo ilusão. Não existe Família à Oswaldo Aranha; Família à Rossini

; Família à Belle Meunière; Família ao Molho Pardo, em que o sangue é fundamental para o preparo da iguaria. Família é afinidade, é “à Moda da Casa. E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito.

Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas. Há também as que não têm gosto de nada, seriam assim um tipo de Família Dieta, que você suporta só para manter a linha. Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir.



Enfim, receita de família não se copia, se inventa. A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia. A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta, e outro aqui, que ficou no pedaço de papel. Muita coisa se perde na lembrança. Principalmente na cabeça de um velho já meio caduco como eu. O que este veterano cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça, por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que experimentar e comer. Se puder saborear, saboreie. Não ligue para etiquetas. Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, no alumínio ou no barro. Aproveite ao máximo. Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

EC Bahia e Nike, parceria que deu certo!

Ação da Nike traz nova camisa do Bahia embalada por patuá. Fornecedor quer aproveitar sincretismo religioso do estado para atrair torcedores do clube

As ações de lançamento dos novos uniformes patrocinados pela Nike tem dado o que falar em todo o Brasil. Após a camisa do Internacional ser apresentada compactada em uma bolsa de sangue, chegou a vez da fornecedora americana lançar o kit do Bahia.

Utilizando a fé dos baianos e o sincretismo religioso da Boa Terra como uma forma de ligar ainda mais religião e futebol, a nova camisa tricolor chega embalada por um patuá. A ideia do novo fornecedor é atrair ainda mais os torcedores com a ação "religiosa".

No kit promocional de divulgação, o 'manto' tricolor chega guardado no amuleto utilizado para trazer sorte e proteção. No patuá de cor vermelha, ao invés do nome do orixá que normalmente está inserido, imagens de Yemanjá, Nossa Senhora, pombas da paz, trevo de quatro folhas, olho grego, búzios, figas e até fitas do Senhor do Bonfim foram fixadas juntamente à duas estrelas douradas, que fazem referência ao bicampeonato nacional do clube.

Outra coisa que chama atenção são alguns versos que exaltam a torcida azul, vermelha e branca, já na parte de dentro do amuleto.

Confira abaixo o patuá e o manifesto da ação tricolor da Nike.




Fotos: Divulgação / Nike =
Fonte - Radio Metropole
E dando ampliada para ler melhor...


Valeu, Maurição!


 

Ilusão de Ótica

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Fidelidade por 82 anos!

Pilordianos, recebi este material por e-mail  e dei uma checada no google e parece ser verdadeiro inclusive sendo postado em outros sites. Então lá vai:

Mr. Allen Swift (Springfield, MA.), recebeu este Rolls-Royce Picadilly Roadster ano 1928 P1 de seu pai, como presente de formatura em 1928.
Ele dirigiu-o até sua morte no ano passado em pleno vigor de seus 102 anos!



Isso mesmo, este homem dirigiu o mesmo carro pelos últimos 82 anos! Você pode imaginar, ter o mesmo carro por tanto tempo?....Há quanto tempo você dirige o seu carro atual?

Ele era o proprietário mais antigo de um carro que foi comprado novo. Foi doado a um museu de Springfield depois de sua morte.

Ele rodou 1.070.000 milhas (1 milha = 1,6 km) e o motor ainda funciona como um relógio suíço, baixo ruído, em qualquer velocidade e está em perfeitas condições.

Obrigado, Vinhas

domingo, 5 de fevereiro de 2012

A origem de um gesto!

Baú do Pilórdia: postado primeiramente em 07/03/2010.

A curiosidade humana nos faz procurar a origem de todas as coisas - seja das palavras, dos números, dos costumes e também dos gestos, por que não?

Por exemplo:

O gesto de, com a mão fechada, erguer o dedo médio endereçado a alguém num ato de desafio ou ofensa, ou ambos. De onde vem?



Segundo o site La Aldea:
Conta uma lenda popular que a origem deste gesto familiar e rude (peço desculpa pela imagem, que é exposto apenas a uma melhor compreensão da mesma) datam da Guerra dos Cem Anos, que opôs a Inglaterra 'a França entre os anos 1337 e 1453.

O exército Inglês naquela época usava com grande sucesso o arco Inglês. Foi um poderoso arco de grande porte, com cerca de 2 m de altura e feita de madeira flexível e rija ao mesmo tempo.



O mito remete para o francês, antes da batalha de Agincourt, em 1415, que se propôs a cortar o dedo médio de todos arqueiros ingleses que eram capturados.

Após a mutilação, os arqueiros seriam enviados de volta para suas próprias fileiras incapazes de ajudar nas batalhas porque sem esse dedo estariam impossibilitados de disparar os famosos arcos, além de desmoralizar o inimigo.



Mas quando os ingleses perceberam que mesmo assim poderiam vencer a guerra (que realmente venceram), os arqueiros começaram a mostrar o seu dedo médio para os soldados franceses em desafio,  e daí, tornou-se um gesto de insulto espalhando-se por todo o mundo.

'As vezes também de inveja

ou apenas um sarro, mas com muito humor.

Bem, é uma boa versão mas será realmente verdadeira? Acho que nunca saberemos.  O que sabemos é que o gestual "dedo em riste" quando feito com gosto e determinação é insuperável, que o diga o grande mestre Johnny Cash , que ensinou que para fazer isso com dignidade é preciso estar por cima e, mais que isso, ter absoluta certeza disso.



Foi o que aconteceu em 1996, quando foi à forra depois de ser premiado como Melhor Álbum Country pelo fabuloso disco Unchained. Do alto de seus então 64 anos de sabedoria, Cash pagou um anúncio de página inteira na BillBoard, a principal revista de música do país, para agradecer o apoio recebido das rádios e do meio musical de Nashville, a meca do Country, que haviam ignorado o disco (Estadão).

Se beber não dirija senão...

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Entorpecentes & Remédios

Baú do Pilórdia - Postado em DEZ.2008



Se pensa que alguns medicamentos atuais, como o Prozac ou o Xanax, entre outros, são drogas muito fortes e tem receio em tomá-las talvez tenha razão. Só um especialista os pode prescrever e em condições muito específicas, pois cada doente é um caso.

Mas os nossos avós e bisavós tomavam outro tipo de remédios mais agressivos com toda a confiança e despreocupação. Os tempos eram outros, é certo, mas eles sobreviveram para criar os nossos pais e ainda criar os netos (nós) em muitos casos.

Dá que pensar. Muitos desses remédios, que não eram vendidos sequer em farmácias, eram feitos com substâncias que hoje são consideradas "ilegais", ou seja, drogas. Ópio, heroína, cocaína, maconha eram as mais comuns. Custa-lhe a acreditar? Então veja.

A heroína, por exemplo, era considerada benéfica no tratamento das dores há cerca de 100 anos atrás. Utilizava-se como um substituto da morfina pois, dizia-se, não era viciante.

Para além do efeito analgésico, possuía também outras propriedades no combate à asma, tosse ou pneumonia. A empresa farmacêutica Bayer comercializava-a como um remédio para a tosse das crianças.

Muitas vezes misturava-se com glicerina, com açúcar e com outros aromas para quebrar o seu sabor amargo, como se pode ver neste rótulo (acima) da empresa americana Martin H. Smith Company, de Nova Iorque.


O ópio nem sempre foi mal visto. Conhecido há centenas de anos no Oriente pelas suas propriedades relaxantes e sedativas, foi adotado pela medicina ocidental durante muito tempo como anestesiante.


Podia ser usado também para o tratamento da asma ou mesmo para "acalmar" bebés recém-nascidos. Com 45% de álcool, além do mais, devia ser realmente muito eficaz.

E por falar em crianças, um dos melhores remédios para as dores de dentes infantis eram os drops de cocaína. Não apenas acalmavam a dor como também melhoravam o humor de quem os chupava.



 
Para os cantores, professores e oradores era "indispensáveis" as drágeas de cocaína e mentol, pois acalmavam gargantas irritadas e davam "suavidade e elasticidade" às cordas vocais. Serviam ainda para animar estes profissionais, fazendo com que atingissem o máximo da performance.

Uma das formas mais vulgares de consumir cocaína com fins terapêuticos era misturada no vinho. Estes vinhos tinham propriedades medicinais e ainda "recreativas", atuando como uma espécie de anti-depressivo.


 

Destacamos o vinho Mariani, muito famoso no seu tempo (1865) sobretudo devido ao Papa Leão XIII. Consta que Sua Eminência carregava sempre consigo um frasco deste líquido abençoado e, inclusive, premiou o seu criador com uma medalha de ouro!

rtigo copiado do Obvious

Brasil-sil-sil